O governo de Luiz Inácio Lula da Silva demitiu
o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller,
após 11 meses no cargo. A decisão ocorre em meio ao aumento da fila de
benefícios, que chegou a cerca de 2,7 milhões de pedidos em março.
A saída foi anunciada pelo ministro da
Previdência, Wolney Queiroz, com quem Waller tinha divergências,
especialmente sobre a gestão da fila.
Para o lugar, foi nomeada Ana Cristina Viana
Silveira, técnica de carreira do instituto desde 2003 e ex-presidente do
Conselho de Recursos da Previdência Social.
Apesar de leve redução recente — de 3,1 milhões para
2,7 milhões —, o volume de pedidos segue elevado, com cerca de 61 mil novas
solicitações por dia. Nos bastidores, o governo avalia que o ritmo de melhora é
insuficiente e teme impacto político em ano eleitoral.
Waller havia assumido o cargo após a crise provocada
por investigações de fraudes em descontos indevidos em aposentadorias, que
somam até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Mesmo com medidas para acelerar
análises, como ampliação do uso de processos digitais, a fila continuou
pressionando a gestão.
A expectativa do governo é que a nova direção
consiga destravar a concessão de benefícios e reduzir de forma mais consistente
o tempo de espera.

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