O governo de Cuba anunciou que irá
libertar 2.010 prisioneiros, na maior soltura do tipo em anos. A medida foi
divulgada nesta quinta-feira (2) e ocorre em meio à crescente pressão da gestão
do presidente Donald Trump e à crise econômica enfrentada pela ilha.
Segundo comunicado publicado no jornal oficial
Granma, o indulto leva em consideração critérios como boa conduta, estado de
saúde e natureza dos crimes cometidos. A lista inclui jovens, mulheres, idosos
e estrangeiros, mas exclui condenados por crimes graves, como homicídio e
agressão sexual.
O governo cubano classificou a decisão como um gesto
humanitário, também associado às celebrações da Semana Santa. Esta é a
quinta medida do tipo adotada pelo país desde 2011, reforçando uma prática
recorrente de concessão de indultos em momentos específicos.
A libertação acontece em um cenário de tensão
internacional e dificuldades internas, incluindo crise energética e escassez de
combustível. Nos últimos meses, o país tem enfrentado apagões frequentes e
impactos diretos no funcionamento de serviços básicos.
Organizações como a Human Rights Watch afirmam
que o país mantém a prática de deter opositores políticos e dissidentes, o que
mantém o tema no centro de críticas internacionais, especialmente em meio às
recentes movimentações diplomáticas envolvendo Havana e Washington.
Com informações da CNN

Nenhum comentário:
Postar um comentário