O abastecimento de água no Rio Grande do Norte
enfrenta uma situação crítica, com cerca de 128 mil pessoas afetadas em pelo
menos nove municípios. Segundo a Companhia de Águas e Esgotos do Rio
Grande do Norte, cidades como Ouro Branco, São João do Sabugi e Serra
do Mel já estão em colapso total no fornecimento, enquanto outros
municípios vivem sob risco iminente de desabastecimento.
Diante do cenário, o governo do estado decretou
situação de emergência em quase todo o RN, reflexo da estiagem prolongada que
compromete reservatórios e sistemas de distribuição. O caso mais grave é o de
Serra do Mel, que enfrenta colapso há anos devido à contaminação de poços,
agravando ainda mais a crise hídrica na região.
A Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos
Hídricos do Rio Grande do Norte afirma que vem adotando medidas
emergenciais e estruturantes, como perfuração de poços, dessalinização e obras
como a Barragem de Oiticica. Além disso, projetos como o Sistema Adutor do
Seridó prometem ampliar a segurança hídrica para cidades como Currais
Novos, Acari e Cruzeta.
Apesar das ações, o setor produtivo critica a resposta
do poder público e aponta prejuízos significativos, principalmente na
agricultura e pecuária. Entidades como a Federação da Agricultura e
Pecuária do Rio Grande do Norte avaliam que as medidas atuais são
insuficientes para conter os impactos econômicos já acumulados.
Enquanto isso, a dependência de soluções
emergenciais, como a Operação Carro-Pipa, segue alta, especialmente nas zonas
rurais. Para especialistas e representantes do setor, o desafio agora é
acelerar obras estruturantes e garantir investimentos que evitem que a crise
hídrica volte a se repetir com tanta intensidade nos próximos anos.
Com informações da Tribuna do Norte

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