segunda-feira, 27 de abril de 2026

Caso Pollyana Nataluska: Julgamento dos acusados ​​tem início após quase cinco anos

 


Teve início nesta segunda-feira (27), no Fórum Miguel Seabra Fagundes, o júri popular do caso que investiga a morte da empresária Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, assassinada aos 22 anos dentro do próprio estabelecimento comercial, na Zona Norte de Natal.

O julgamento reúne seis executivos apontados nas investigações: Paloma Nataluska Costa de Medeiros, irmã da vítima; Luciano Cabral de Souza, marido de Paloma; além de Josivan Pereira da Silva, Alvivan Bernardo, João Paulo e Orklisthye Mayklie, este último proprietário da motocicleta utilizada no crime.

Segundo apuração da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homicídio teria sido motivado por um conflito familiar relacionado à divisão de herança. A principal linha investigativa aponta que o crime teria sido encomendado.

Defesa da família

Durante a cobertura do caso, o tio da vítima afirmou que a família defende a absolvição de Paloma e do marido, alegando que não teria motivação para o crime, já que a partilha dos bens já estava definida judicialmente.

Ele também destacou que, atualmente, os envolvidos responderam ao processo em liberdade e que Paloma teria colaborado com a Justiça ao longo das investigações.

A família levanta ainda questionamentos sobre a condução do inquérito, especialmente em relação ao ex-companheiro da vítima, que figura como testemunha no processo. Segundo relatos apresentados durante a cobertura, há dúvidas sobre o motivo de ele não ter sido incluído como suspeito.

A mãe de Pollyana afirmou que a expectativa é por justiça e relatou que a filha teria mencionado, na vida, possíveis desentendimentos familiares. Ela também defende que outros pontos do caso sejam aprofundados.

Relembre o crime

Pollyana foi morta dentro da loja onde trabalhava, no bairro Nossa Senhora da Apresentação. De acordo com as investigações, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta, levaram a vítima para os fundos do estabelecimento e realizaram um disparo.

Inicialmente tratado como latrocínio, o caso teve uma linha de investigação ao longo do tempo, passando a considerar a disputa por herança como possível motivação.

O júri deve seguir ao longo do dia, com depoimentos de testemunhas e interrogatório dos réus.

 

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