Teve início nesta segunda-feira (27), no Fórum
Miguel Seabra Fagundes, o júri popular do caso que investiga a morte da empresária
Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, assassinada aos 22 anos dentro do próprio
estabelecimento comercial, na Zona Norte de Natal.
O julgamento reúne seis executivos apontados nas
investigações: Paloma Nataluska Costa de Medeiros, irmã da vítima; Luciano
Cabral de Souza, marido de Paloma; além de Josivan Pereira da Silva, Alvivan
Bernardo, João Paulo e Orklisthye Mayklie, este último proprietário da
motocicleta utilizada no crime.
Segundo apuração da Divisão de Homicídios e Proteção
à Pessoa (DHPP), o homicídio teria sido motivado por um conflito familiar
relacionado à divisão de herança. A principal linha investigativa aponta que o
crime teria sido encomendado.
Defesa da família
Durante a cobertura do caso, o tio da vítima afirmou
que a família defende a absolvição de Paloma e do marido, alegando que não
teria motivação para o crime, já que a partilha dos bens já estava definida
judicialmente.
Ele também destacou que, atualmente, os envolvidos
responderam ao processo em liberdade e que Paloma teria colaborado com a
Justiça ao longo das investigações.
A família levanta ainda questionamentos sobre a
condução do inquérito, especialmente em relação ao ex-companheiro da vítima,
que figura como testemunha no processo. Segundo relatos apresentados durante a
cobertura, há dúvidas sobre o motivo de ele não ter sido incluído como
suspeito.
A mãe de Pollyana afirmou que a expectativa é por
justiça e relatou que a filha teria mencionado, na vida, possíveis
desentendimentos familiares. Ela também defende que outros pontos do caso sejam
aprofundados.
Relembre o crime
Pollyana foi morta dentro da loja onde trabalhava,
no bairro Nossa Senhora da Apresentação. De acordo com as investigações, dois
homens chegaram ao local em uma motocicleta, levaram a vítima para os fundos do
estabelecimento e realizaram um disparo.
Inicialmente tratado como latrocínio, o caso teve
uma linha de investigação ao longo do tempo, passando a considerar a disputa
por herança como possível motivação.
O júri deve seguir ao longo do dia, com depoimentos
de testemunhas e interrogatório dos réus.

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