A PF (Polícia Federal) trabalha com três eixos na
investigação sobre as fraudes financeiras do liquidado banco Master.
O inquérito da PF em São Paulo trata das ligações do
Master com outros setores financeiros e como o patrimônio de Daniel Vorcaro
inflou nos últimos seis anos.
Essa apuração aponta que Vorcaro seria o rosto do
banco, mas que quatro pessoas estariam por trás da empresa de fato. O inquérito
detalha que o Master captou recursos milionários com FGC (Fundo Garantidor de
Crédito) com institutos de previdência dos estados e municípios de São Paulo.
Investigadores relatam nos documentos que o Master e
Vorcaro fizeram uma peregrinação em municípios para conseguir dinheiro. E
muitos deles realizaram aportes com as aposentadorias de servidores públicos,
segundo informações obtidas pela CNN Brasil.
Na semana passada, a PF deflagrou uma operação
específica em que aponta que o instituto de previdência de Santo Antônio de
Posse (SP) aportou R$ 13 milhões no banco de Vorcaro em gestão temerária de
recursos.
O segundo eixo é o inquérito do Distrito Federal e
esmiuça as fraudes entre o BRB (Banco Regional de Brasília) e o Master. Essas
chegariam a R$ 12 bilhões. É um braço de todo o esquema montado pelo Master,
dizem investigadores.
Nesse caso, o então presidente do BRB, Paulo
Henrique Costa, faria o aporte bilionário no Master com recursos dos servidores
em troca de propina.
Há duas semanas, Paulo Henrique Costa foi preso
preventivamente e a PF detalhou que ele ganharia R$ 150 milhões em apartamentos
de luxo. Mensagens trocadas entre ele e Vorcaro foram divulgadas e mostraram as
negociações.
O terceiro eixo da investigação são os “filhotes” -
inquéritos que nasceram derivados dos casos iniciais ou que tenham citações de
pessoas com foro privilegiado.
Entre eles, a contratação de influenciadores
digitais e páginas de fofoca na internet para defender o Master e atacar o
Banco Central, que era contra a compra do Master pelo BRB.
O vazamento de mensagens pessoais entre Vorcaro e
Martha Graeff também consta em outro inquérito aberto.
Apesar de eixos separados, as informações e provas
colhidas são compartilhadas entre Brasília e São Paulo. Os aparelhos
telefônicos e itens a serem periciados, porém, estão todos na capital paulista.
Dos oito celulares de Vorcaro, apenas dois foram analisados.
CNN Brasil

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