O Banco Central classificou, nesta segunda-feira
(13/4) o superendividamento como “um problema crescente” no país, em meio a
concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento de renda
cada vez maior das famílias com cartões de crédito.
Dados do Relatório de Cidadania Financeira,
divulgados nesta segunda-feira (13/4), mostram que o país já soma quase 130
milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário, o que evidencia a
dimensão do desafio para a economia.
Esse cenário de superendividamento tende a se
agravar em momentos de juros elevados, como o atual, dificultando a recuperação
financeira das famílias.
“O impacto psicológico das dívidas na vida das
pessoas é profundo e abrangente. Estudos mostram que o endividamento excessivo
está associado a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão. A preocupação
constante com as contas a pagar e a sensação de impotência diante das dívidas
podem levar a problemas de sono, baixa autoestima e até mesmo a conflitos
familiares”, diz o BC.
Na avaliação da autoridade monetária, o quadro
reflete um ambiente de crédito mais caro e maior dificuldade das famílias em
equilibrar o orçamento. O alto nível de comprometimento da renda com dívidas
tem limitado a capacidade de consumo e aumentado o risco de inadimplência,
especialmente entre as faixas de menor renda.
O BC também destaca que o problema vai além do
volume de endividados e envolve casos mais graves, em que o consumidor já não
consegue pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas.
Com informações de Metrópoles

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