Fátima Bezerra, a Coveira do RN, vai agora enfrentar
o castigo mais cruel da política: a antessala vazia.
Quando não há perspectiva de poder, os bajuladores
somem. Os apaniguados desaparecem. Os lambe-botas encontram outro sapato para
lustrar. É assim que funciona. O círculo de aduladores que sustentou a
narrativa de um governo que nunca existiu de fato vai se dissolver na mesma
velocidade com que ficou claro que Fátima não tem mais nada a oferecer.
A governadora foi engolida pela própria
incompetência. Governo desastroso, promessas não cumpridas, lorotas que nunca
saíram do papel e uma dívida que chegou a R$ 12 bilhões. Para completar, ainda
tentou armar uma cilada para Walter Alves que terminou caindo no próprio colo,
como costuma acontecer com quem joga xadrez sem saber as regras.
O futuro de Fátima na política é sombrio. Não tem
prestígio real com Lula, que a tolera por necessidade de palanque no Nordeste e
por nada mais. Dificilmente vai eleger o sucessor, já que Cadu Xavier carrega o
peso de uma gestão que o eleitorado quer esquecer. E a turma do PT que deve ter
algum êxito em outubro no RN pertence a outras correntes, não à dela.
Fátima ficou mais nove meses no governo. Mas já saiu
da política antes de ir embora.

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