Alguém leigo ser surpreendido pelo suicídio do
espião de Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi (apelido “Sicário”) é até
compreensível. O problema é quando essa morte é questionada, também, por um
delegado, que também é professor e deputado federal. É o caso do Delegado Paulo
Bilynskyj, que divulgou em live uma série de questionamentos sobre a morte do
"homem bomba" do dono do Banco Master.
O vídeo (veja um trecho no link acima) foi publicado
nas redes sociais do deputado federal/delegado, com a citação a "queima de
arquivo" na legenda. Nele, Bilynskyj questiona, por exemplo, a rotina de
"presos importantes", quando levados para a carceiragem, ser
colocados apenas de cuecas, justamente, para evitar qualquer tipo de ação nesse
sentido.
O delegado também pediu a imagens das câmeras da
carceiragem. Como estava na Polícia Federal, acredita que o local seja
monitorado. E se esse monitoramento aconteceu, será que não teria dado tempo
dos agentes constatarem a tentativa e se deslocarem até o local para evitar o
suicídio.
MORTE CEREBRAL
A Polícia Federal abriu inquérito nesta quinta-feira
(5) para apurar a circunstância da custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes
Mourão, o "Sicário" de Vorcaro, um dos presos na Operação Compliance
Zero, deflagrada nesta quarta.
Segundo a nota divulgada nesta quarta pela
instituição, ele "atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob
custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em
Minas Gerais".
A informação é do diretor-geral da Polícia Federal,
Andrei Rodrigues, que afirmou que "toda a ação dele e o atendimento pelos
policiais estão filmados sem pontos cegos".
A Polícia Federal disse que comunicou o ocorrido ao
gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal
Federal (STF), e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a
dinâmica do ocorrido.

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