Vídeo cedido por Zezinho Dantas, expõe descaso do
prefeito e cobrança dos aposentados, em frente a prefeitura
Após cinco dias de espera angustiante pelos
benefícios, professores e servidores aposentados protestam contra o silêncio do
Prefeito Augusto Alves. Movimento consegue audiência forçada, enquanto Carta
Aberta denuncia manobra financeira que quebrou o TangaraPrev.
A paciência esgotou. O que deveria ser um dia normal
de feira livre em Tangará, nesta segunda-feira (30), transformou-se em um
cenário de indignação e cobrança. Desde o dia 25 de março, aposentados e
pensionistas do município aguardam, em vão, o pagamento de seus benefícios. Sem
respostas e diante da inércia na comunicação por parte da gestão do Prefeito
Augusto Alves, o grupo decidiu agir.
Professores aposentados e demais servidores
municipais que dedicaram uma vida inteira ao serviço público não suportaram
mais o descaso e foram para a frente da sede da Prefeitura. Com faixas,
cartazes e palavras de ordem, eles protestaram, reivindicaram e cobraram o
cumprimento de seus direitos básicos: o salário em dia.
O Retorno do Diálogo (À Força)
Enquanto o manifesto ocorria do lado de fora, o
prefeito Augusto Alves encontrava-se em reunião com seu secretariado. Diante da
pressão popular e do barulho que ecoava das ruas, a administração foi forçada a
romper o silêncio.
Em um desdobramento que traz um fio de esperança e
marca, enfim, o reaparecimento do diálogo – algo que vinha fazendo falta na
atual gestão – o prefeito marcou uma audiência ainda para o dia de hoje, em seu
gabinete, com representantes do movimento de resistência. A população e os
segurados agora esperam, ansiosamente, por uma solução concreta e imediata para
o impasse financeiro.
A Raiz do Problema: A “Manobra do
Réveillon”
Para entender por que o dinheiro sumiu do
TangaraPrev apenas três meses após o início do ano, é preciso voltar ao dia 31
de dezembro de 2025. Uma professora aposentada, que também atua como
conselheira da previdência e sindicalista, divulgou uma Carta Aberta à
população (leia na íntegra abaixo), detalhando as articulações políticas que
levaram à atual catástrofe.
Segundo a denúncia, o Prefeito Augusto Alves, junto
à sua base de sustentação na Câmara de Vereadores, votou de forma açodada na
véspera do Ano Novo o Projeto de Lei 042/2025. Esta lei diminuiu a
contribuição suplementar do Patronal (Prefeitura) de 18,47% para pífios
7,41%.
Essa manobra, junto com um novo plano de amortização
financeira atuarial, beneficiou exclusivamente o caixa da Prefeitura (o ente),
sem prezar pelo equilíbrio contas do TangaraPrev. O resultado prático foi
imediato: no terceiro mês após a aprovação da lei, o instituto já não consegue
os recursos necessários para honrar o pagamento dos seus segurados.


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