O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
elevou o tom nesta semana durante reunião da CPMI do INSS ao criticar
parlamentares que, segundo ele, votaram contra requerimentos de convocação de
pessoas apontadas como envolvidas no esquema de desvios. Em vídeo que circula
nas redes, o deputado diz que a comissão vive “mais um dia triste” e afirma que
a oposição está na CPMI para “defender os interesses dos aposentados e
pensionistas” que teriam sido prejudicados.
Na fala, Sóstenes anuncia que leria “o nome dos 17”
que estariam “blindando” as convocações e passa a citar, por estado e partido,
parlamentares que teriam votado contra pedidos de investigação. Entre os nomes
mencionados no vídeo aparecem Jaques Wagner (PT-BA), Eliziane Gama (PSD-MA),
Humberto Costa (PT-PE), Teresa Leitão (PT-PE), Meira Serafim (União-AC), Átila
Lira (PP-PI), Ricardo Maia (MDB-BA), Patrus Ananias (PT-MG), Alencar Santana
(PT-SP), Rogério Correia (PT-MG), Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), Paulo Pimenta
(PT-RS), Pedro Uczai (PT-SC), Ribeiro Neto (PRD-MA) e Max Lemos (PDT-RJ).
O deputado também usa expressões como “blindador de
ladrão de aposentado” ao se referir aos votos contrários e pede que eleitores
acompanhem o posicionamento dos integrantes da comissão, citando o calendário
eleitoral. Em meio a interrupções e pedidos de palavra, a presidência sinaliza
que concederia tempo de resposta, com base no regimento, aos parlamentares
citados, após a conclusão de votações.
No mesmo vídeo, um aliado de Sóstenes afirma que, após
a repercussão do discurso, houve mudança de comportamento em parte do colegiado
e que dois parlamentares teriam deixado de repetir o voto contrário em
deliberações seguintes, mencionando Jorge Cajuru (PSB-GO) e Ribeiro Neto
(PRD-MA). A CPMI segue em discussão sobre quais convocações serão aprovadas e o
tema deve continuar no centro das disputas entre governo e oposição dentro da
comissão.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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