A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13/3) um
aumento de R$ 0,38 no preço do litro do diesel a partir deste sábado (14/3)
para as distribuidoras. A notícia é do Metrópoles.
Conforme a Petrobras, o preço médio do diesel A
praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por
litro. Já a participação da estatal no preço do diesel B comercializado nos
postos será, em média, de R$ 3,10.
O anúncio de aumento pela companhia veio um dia após
o governo federal divulgar duas medidas para reduzir o preço do diesel em R$
0,64 para as refinarias. Uma das iniciativas foi a de zerar os tributos
federais PIS e Cofins sobre o combustível derivado do petróleo.
A outra ação do governo do presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conter os preços do diesel foi a disposição
em pagar uma subvenção aos produtores, no valor de R$ 0,32 por litro.
A Petrobras ressalva no comunicado que anunciou o
aumento do diesel, que o último ajuste de preços para as distribuidoras, foi
uma redução, ocorrida em 6 maio de 2025, ou seja, há 311 dias. O último
aumento, argumenta a companhia, foi em 1º de fevereiro de 2025.
“Mesmo após essa atualização, no acumulado desde
dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram
redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%,
considerada a inflação do período”, diz a estatal.
Antes do anúncio do aumento no preço do diesel,
postos de combustíveis no Brasil já recebiam o produto com acréscimo de até R$
0,80 por litro das distribuidoras. Informação foi publicada pelo Metrópoles na
última segunda-feira (9/3).
Em compasso de espera
No último dia 6, durante entrevista coletiva que
apresentou balanço de resultados da estatal, a presidente da Petrobras, Magda
Chambriard, defendeu cautela sobre o preço dos combustíveis derivados do
petróleo – diesel e gasolina
“(A gente vai seguir) observando atentamente. Toda
vez que esse mercado fica nervoso, como está agora, nós analisamos isso
diariamente. Quando ele está calmo, uma semana, 15 dias. Neste momento a gente
está olhando para isso todos os dias e vamos ver em que ponto vamos atuar ou se
essa coisa se reverte”, disse Chambriard.
A Petrobras já estava pressionada pelo aumento nos
preços do petróleo no mercado internacional. Após o início do conflito centrado
entre Irã, Estados Unidos e Israel, o barril do petróleo tipo brent, que é
referência internacional – flutuava próximo dos US$ 70 e chegou a bater a casa
dos US$ 120.
No início da tarde desta sexta, o barril do petróleo
era cotado a US$ 101,72 no mercado internacional, considerando alta de 1,25%.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos
Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média dos preços nos polos
da Petrobras é de 72% para o diesel e de 43% para a gasolina.

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