Os preços do petróleo dispararam na primeira semana
de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, impulsionados pela escalada do
conflito e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa
cerca de 20% do petróleo mundial.
O barril do Brent, referência internacional
negociada na ICE, fechou com alta de 8,52%, a US$ 92,69, acumulando avanço de
27,2% na semana.
Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu
12,21% no dia e encerrou cotado a US$ 90,90. No acumulado semanal, a
valorização chega a 35,63%.
Analistas apontam que o mercado reage ao risco de
redução na oferta global. Com o Estreito de Ormuz praticamente travado, cresce
a preocupação com queda nos estoques mundiais caso o conflito se prolongue.
Além disso, países produtores do Golfo já enfrentam
dificuldades na produção e no armazenamento de petróleo, enquanto refinarias
asiáticas pagam prêmios mais altos para garantir o abastecimento.
Segundo especialistas, a alta da commodity também
aumenta a aversão ao risco nos mercados e reacende temores de pressão
inflacionária em escala global.

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