O
presidente dos EUA, Donald Trump, no centro, ao lado de presidentes de países
da América Latina, como República Dominicana, Luis Abinader, da Argentina,
Javier Milei, de El Salvador, Nayib Bukele, da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, da
Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, da Bolivia, Rodrigo Paz, e do Chile, o
recém-eleito Jose Antonio Kast durante o evento ‘Escudo das Américas’ – Foto:
Kevin Lamarque/REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
anunciou neste sábado (7) a criação de uma coalizão com países da América
Latina para combater cartéis do narcotráfico. A iniciativa, chamada “Escudo das
Américas”, foi apresentada durante encontro com líderes da região em seu resort
em Doral, no estado da Flórida.
Participaram do evento o presidente da Argentina,
Javier Milei; o presidente de El Salvador, Nayib Bukele; e o presidente eleito
do Chile, José Antonio Kast.
O presidente Lula não foi convidado para participar
da iniciativa, assim como os líderes de Colômbia e México. A porta-voz do
Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou que
participaram apenas países que já mantêm cooperação estreita com Washington na
área de segurança.
Durante o discurso, Trump afirmou que a aliança
busca ampliar a cooperação regional no combate ao narcotráfico e ao crime
organizado, que, segundo ele, tem ampliado seu poder e influência em vários
países da região. O republicano, no entanto, não detalhou como funcionará a
coalizão.
O encontro ocorre após o lançamento da chamada
“Doutrina Donroe”, proposta de Trump inspirada na Doutrina Monroe, com foco em
reforçar a influência dos Estados Unidos no hemisfério ocidental e conter a
presença de potências como a China.
Brasil
Sobre o Brasil, A porta-voz do Departamento de
Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, disse que a parceria com os EUA
continua ativa e citou operações conjuntas entre a DEA e a Polícia Federal do
Brasil, que resultaram na apreensão de mais de 70 toneladas de cocaína em 2024.
Durante o evento, Trump também criticou a atuação de
cartéis no México, afirmando que as organizações criminosas têm ampliado sua
influência e representam ameaça à segurança regional.
O presidente americano ainda comentou a relação com
a Venezuela, elogiando a vice-presidente Delcy Rodríguez pela cooperação
recente com os EUA. Ele também voltou a criticar o regime de Nicolás Maduro e
afirmou que Washington pretende avançar em negociações envolvendo Cuba.
Após o encontro com os líderes latino-americanos,
Trump seguiu para Dover, no estado de Delaware, onde participa de cerimônia em
homenagem a seis militares americanos mortos na recente Guerra no Irã.

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