A CPMI do INSS revelou o maior esquema de corrupção
previdenciária da história do Brasil, com movimentações rastreadas que
totalizam quase R$ 40 bilhões.
O grupo criminoso desviou bilhões de reais
diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas, focando especialmente
em idosos de baixa renda em áreas rurais.
O método consistia na inclusão massiva de descontos
associativos e empréstimos consignados fraudulentos nos sistemas do INSS,
muitas vezes sem qualquer autorização dos titulares.
A organização utilizava listas de benefícios obtidas
ilegalmente e forjava termos de adesão para garantir o fluxo de recursos.
Para ocultar o rastro do dinheiro, o esquema operava
uma rede sofisticada de mais de 40 empresas de fachada, fintechs e offshores em
paraísos fiscais.
Esse "assalto silencioso" contou com a
cumplicidade de agentes públicos que desativaram travas de segurança interna em
troca de propinas calculadas sobre o produto do crime.
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