O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido
como Lulinha, confirmou a pessoas próximas que teve despesas de viagem e
hospedagem em Portugal custeadas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o
“Careca do INSS”, preso sob suspeita de corrupção ligada a fraudes bilionárias
contra aposentados. A informação é do jornal Estadão.
Segundo sua versão, relatada pelo jornal, o
deslocamento ocorreu no fim de 2024 para visitar uma fábrica de cannabis medicinal,
sem que tenha havido sociedade ou repasse de valores.
A relação entre os dois entrou no radar da Polícia
Federal após um ex-funcionário de Antunes afirmar que eles seriam sócios e que
o empresário pagaria R$ 300 mil mensais ao filho do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. A PF também encontrou mensagens em que o lobista tratava de
pagamentos de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, sem identificação nominal. A
investigação apura se a referência diz respeito a Lulinha.
Além do inquérito conduzido pela Polícia Federal, a
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra de
sigilo bancário do empresário para examinar eventuais movimentações financeiras
relacionadas ao caso.
Versão apresentada por Lulinha
De acordo com relatos de interlocutores ao Estadão,
Lulinha afirma que conheceu Antunes por meio da empresária Roberta Luchsinger,
também investigada pela PF por receber pagamentos do lobista.
Ele sustenta que foi convidado a conhecer uma planta
de cultivo de cannabis medicinal na região de Aveiro, em Portugal, e que viajou
em primeira classe com todas as despesas pagas por Antunes.
Ainda segundo sua versão, houve convite para
integrar um empreendimento ligado ao setor, mas as tratativas não avançaram. O
empresário nega ter recebido qualquer quantia do lobista e diz que suas
movimentações bancárias demonstram apenas o recebimento de dividendos de suas
próprias empresas, que, segundo ele, não prestaram serviços a Antunes.
InfoMoney

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