O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
estruturou um contrato de 15 anos para a compra de energia da usina
termelétrica de Candiota, no Rio Grande do Sul, administrada pela Âmbar
Energia, subsidiária do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
A medida foi aprovada no Congresso por meio de um
dispositivo conhecido como “jabuti”, garantindo a operação das termelétricas a
carvão até 2040.
O acordo prevê pagamentos anuais de R$ 859,7 milhões
até 2040, somando mais de R$ 12 bilhões em valores presentes. O preço
estabelecido é 50,2% superior ao praticado em leilões de energia a carvão, o
que tem gerado críticas sobre favorecimento empresarial e impacto direto na
conta de luz dos consumidores.
Ambientalistas denunciam que a decisão contraria
compromissos internacionais de redução de emissões e prolonga a dependência de
um combustível altamente poluente. Por outro lado, alguns defensores afirmam
que o contrato assegura estabilidade energética e preserva empregos na região
carbonífera de Candiota.

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