O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi preso nesta sexta-feira por determinação
do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem foi
cumprida pela Polícia Federal em Teresópolis, no âmbito da Operação Unha e
Carne III, desdobramento de investigações sobre vazamento de informações
envolvendo o Comando Vermelho.
Bacellar já havia sido afastado do cargo e teve o
mandato cassado. Segundo a Polícia Federal, ele é apontado como articulador de
um esquema que envolveria agentes públicos e integrantes de organização
criminosa. O relatório final da investigação indica que o ex-deputado exercia
influência em diferentes esferas de poder no Rio de Janeiro, com suposta troca
de favores e acesso a informações sigilosas.
As investigações também resultaram no indiciamento
de outros envolvidos, incluindo o ex-deputado Thiego Santos, conhecido como TH
Jóias, e pessoas ligadas a ele e ao desembargador Macário Judice. De acordo com
a PF, Bacellar teria vazado informações sobre operações policiais, inclusive
alertando investigados sobre ações iminentes.
A defesa de Bacellar nega as acusações e afirma que
não há provas de participação em irregularidades. Outros citados na
investigação também contestam as conclusões da Polícia Federal e dizem atuar
dentro da legalidade. O caso segue sob análise do STF, e o ex-deputado
permanecerá à disposição da Justiça no sistema prisional do Rio de Janeiro.
O GLOBO

Nenhum comentário:
Postar um comentário