A possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro à
Presidência em 2026 começa a produzir um efeito político inesperado: eleitores
que antes apoiavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstram sinais de
afastamento e parte deles já passa a considerar o nome do parlamentar como
alternativa.
Pesquisas recentes indicam que o desgaste do governo
começa a atingir setores que, até pouco tempo atrás, eram vistos como parte
segura da base eleitoral do presidente.
Levantamento da Genial/Quaest mostra que entre
eleitores de esquerda que não se identificam diretamente com o lulismo — grupo
que votou majoritariamente em Lula por rejeição à direita — o apoio ao petista
vem diminuindo.
Em dezembro, 93% desse segmento afirmavam que
votariam em Lula em um eventual segundo turno. Agora, o índice caiu para 84%.
No mesmo período, Flávio Bolsonaro passou de 3% para 7% entre esses eleitores,
um crescimento que analistas interpretam como sinal de migração gradual de
votos.
O movimento também aparece entre os eleitores
independentes, aqueles que não se alinham com nenhum dos dois campos políticos.
Nesse grupo, Lula registra 27% de apoio, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com
32%, abrindo vantagem.
A mudança sugere que parte do eleitorado começa a
buscar alternativas diante da frustração com o governo federal. Embora a
eleição presidencial ainda esteja distante, os números indicam que o senador
começa a ocupar um espaço político que antes parecia improvável: o de atrair
votos que, até recentemente, estavam consolidados no campo lulista.

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