Luiz Ezequiel de Rita viveu e morreu, por mais de 70
anos, sem que muita gente soubesse quem ele realmente era. Mas todos, naquela
microrregião do antigo município de Nova Cruz, no Agreste Potiguar, conheciam o
Azulejo — figura popular, primeiro como moleque de recados da prefeita Joanita
Arruda, e depois como vaqueiro conhecido nas vaquejadas da região.
Azulejo faleceu na última quarta-feira, no Hospital Walfredo Gurgel, vítima de
um AVC, e foi sepultado na quinta, em São José de Campestre.
Mas por que um homem negro carregou o apelido de “Azulejo” durante toda a vida?
— Porque tinha o costume de se encostar em qualquer parede, achando ali o lugar
mais cômodo, “que nem azulejo”, explicam os conhecidos.
Tribuna do Norte/Território Livre

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