O momento da ofensiva contra o Irã foi
definido por uma combinação de fatores militares, estratégicos e políticos. A
manhã de sábado (28) teria sido escolhida porque o líder supremo Ali
Khamenei se reuniria com seus principais assessores de segurança em Teerã,
entre eles Ali Shamkhani e Mohammad Pakpour. Segundo o jornal Financial
Times, a inteligência israelense monitorava deslocamentos na capital iraniana e
serviços americanos teriam confirmado o encontro por meio de fonte humana.
De acordo com relatos, estrategistas consideravam
que, caso a campanha começasse sem atingir o topo da hierarquia, os líderes
buscariam abrigo e a oportunidade seria perdida. O complexo onde ocorria a
reunião foi alvo de dezenas de mísseis disparados por aviões israelenses. Nem
todos os presentes morreram — Ali Larijani, por exemplo, sobreviveu —, mas
autoridades afirmam que dezenas de comandantes militares e civis foram mortos
na ação.
Khamenei, de 86 anos, dispunha de bunkers, mas
mantinha rotina ativa em seu gabinete. Analistas avaliam que, após protestos
internos recentes contra o regime, o líder estaria ciente do risco de ser alvo
direto. A chamada “decapitação” do comando iraniano era vista por planejadores
como movimento decisivo para enfraquecer a capacidade de reação imediata do
país.
No campo estratégico, pesou ainda a possibilidade de
o Irã receber da China mísseis antinavio supersônicos, considerados de difícil
interceptação por sistemas de defesa americanos. A eventual chegada desse
armamento poderia alterar o equilíbrio militar na região e aumentar a
vulnerabilidade de navios dos Estados Unidos no Golfo.
O contexto político também influenciou o cálculo. O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, relacionou a
ofensiva ao simbolismo do feriado judaico de Purim em pronunciamento oficial.
Já nos EUA, pesquisa Ipsos/Reuters indicou apoio limitado da opinião pública à
ação militar, sinalizando que o conflito pode ter impacto direto no cenário
eleitoral americano.
Com informações da CNN

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