O presidente do Senado, Davi Alcolumbre,
indicou a aliados que deve decidir “nos próximos dias” se anula ou mantém a votação
da CPMI do INSS que determinou a quebra de sigilo de Fábio Luís
Lula da Silva, o Lulinha. A deliberação ocorreu na quinta-feira (26/2) sob
clima tenso, com troca de acusações e alegações de “fraude” por parte de
governistas contra o presidente da comissão, Carlos Viana.
A informação é do colunista Igor Gadelha,
do Metrópoles. Alcolumbre aguarda manifestação formal das
partes envolvidas e parecer técnico da advocacia e da Polícia Legislativa do
Senado antes de bater o martelo. Integrantes da cúpula da CPMI afirmam que a
confusão teria sido provocada por líderes governistas, que apresentaram pedido
de votação em bloco de quase cem requerimentos, o que teria gerado impasse na
contagem.
Na votação simbólica, Viana entendeu que os
governistas estavam em minoria diante do quórum registrado no painel. Já
parlamentares da base do governo alegam que o regimento exige maioria com base
no total de presentes no momento exato da votação, e não no quórum geral
indicado.
Após a derrota, o líder do governo no Congresso, Randolfe
Rodrigues, e o deputado Paulo Pimenta apresentaram representação
pedindo a anulação do resultado. Nos bastidores, integrantes da CPMI admitem
recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso Alcolumbre derrube a
decisão.
O risco de anulação é considerado real por membros
da comissão, especialmente porque entre os sigilos quebrados está o de um
ex-assessor ligado ao senador Weverton Rocha, aliado político de
Alcolumbre. A decisão do presidente do Senado deve redefinir os rumos da
investigação.

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