A empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga
de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou o STF nesta terça-feira (3)
para tentar derrubar a decisão da CPMI do INSS que determinou a quebra de seus
sigilos. O pedido foi apresentado por meio de mandado de segurança e
encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Roberta é investigada no inquérito que apura a
chamada “Farra do INSS”. Na ação, a defesa afirma que a quebra de sigilo foi
aprovada em votação “em globo” — ou seja, vários requerimentos analisados de
uma só vez — sem debate individualizado. Segundo os advogados, 87 requerimentos
teriam sido aprovados em conjunto na sessão de 26 de fevereiro de 2026, sem
discussão específica sobre cada medida.
A quebra de sigilo da empresária foi aprovada na
quinta-feira (26), na mesma votação em que a CPMI também aprovou a quebra de
sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula. Após a decisão, governistas
acionaram o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para
tentar anular a deliberação.
Alcolumbre
decidiu nesta terça-feira (3) manter a quebra de sigilo de Lulinha e
dos demais alvos aprovados pela comissão. Agora, caberá ao STF analisar o
pedido apresentado pela empresária.

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