O presidente do Congresso Nacional, Davi
Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3) manter a decisão da
CPMI do INSS que determinou a quebra
dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A
medida foi confirmada após análise de recurso apresentado por 14 parlamentares
da base do presidente Lula (PT).
Os governistas pediam a suspensão imediata dos
efeitos da votação, alegando erro na condução dos trabalhos pelo presidente da
comissão, Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o recurso, houve “fraude
na contagem” e parcialidade na condução da sessão. Viana negou qualquer
irregularidade.
A quebra dos sigilos foi aprovada na quinta-feira
(26), em sessão marcada por tumulto. Os requerimentos foram apresentados pelo
relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e a votação ocorreu de
forma simbólica, ou seja, sem registro nominal dos votos. Viana declarou o
placar de sete votos contrários, considerando apenas titulares e
desconsiderando suplentes. O governo afirma que havia 14 votos contra e
sustenta que a maioria se manifestou visivelmente contra os pedidos.
Lulinha passou a ser citado na CPMI após
investigados por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo
Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo reportagem do portal Metrópoles,
ele é citado como possível sócio oculto de Antunes em negócios na área da saúde
junto ao governo federal, incluindo uma iniciativa que previa fornecimento de
cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.

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