Um levantamento da AtlasIntel com a Bloomberg,
divulgado nesta quinta-feira (26), aponta que 57,7% dos brasileiros consideram
que leis mais rigorosas sobre o crime são a medida mais importante para reduzir
a criminalidade no país.
Conforme a pesquisa, outros 56,9% defendem
o combate à corrupção no Judiciário e nas forças policiais como
principal estratégia para enfrentar o problema. Investimentos adequados nas
polícias aparecem em terceiro lugar, com 45%.
- 38,6%
citam o investimento em inteligência para investigação e resolução de
casos criminais;
- 32,2%
mencionam medidas de caráter preventivo, como investimentos em educação e
assistência social;
- 29,2%
defendem a prisão em massa de criminosos;
- 23,9%
preferem dar “carta branca” à polícia para lidar com criminosos;
- 16,6%
apoiam a restrição de direitos humanos e liberdades civis para punir
crimes;
- e
13,5% defendem legalização e tributação de drogas recreativas.
O apoio a leis mais duras é maior entre homens (63%)
do que entre mulheres (52,6%). Por faixa etária, o índice é mais elevado entre
pessoas de 25 a 34 anos (70,3%) e entre eleitores de renda familiar entre R$ 2
mil e R$ 3 mil (69%).
Regionalmente, o Nordeste registra o maior
percentual de apoio à medida (66,3%), seguido do Centro-Oeste (66%) e do Sul
(55,2%). No Sudeste, 50,4% apontam leis mais rigorosas como prioridade.
No recorte por voto presidencial no segundo turno de
2022, 65,1% dos eleitores de Jair Bolsonaro defendem leis mais rígidas como
principal resposta à criminalidade, em contrapartida a 50,7% entre os eleitores
de Lula.
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos entre os
dias 19 e 24 de fevereiro de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório
(Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança
de 95%.
CNN Brasil

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