Apesar de ter registrado alta no lucro obtido no
quarto trimestre do ano passado, alcançando seu melhor resultado trimestral em
quatro anos, o Santander vê suas ações operarem em queda no pregão desta
quarta-feira (4/2) da Bolsa de Valores do Brasil (B3).
A notícia é do Metrópoles. Mais cedo, o Santander
divulgou seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025,
abrindo a temporada de balanços dos maiores bancos do país, e teve um
desempenho que veio dentro do esperado pelo mercado.
O lucro líquido gerencial da instituição financeira
no período entre outubro e dezembro de 2025 foi de R$ 4,086 bilhões. Foi o
melhor resultado trimestral dos últimos quatro anos, com um crescimento de 6%
em relação ao quarto trimestre do ano anterior. Já na comparação com o terceiro
trimestre de 2025, a alta no lucro do Santander foi de 1,9%.
De acordo com a média das estimativas reunidas pela
LSEG, o Santander teria um lucro de R$ 4,033 bilhões. O resultado do último
trimestre do ano passado alinha-se, portanto, ao esperado pelos analistas.
Segundo o balanço do Santander, o lucro contábil do
banco atingiu R$ 4,023 bilhões, o que representou um aumento de 2% em relação
ao terceiro trimestre. Na comparação anual, a alta foi de 7,4%.
Ações em queda
Apesar dos resultados positivos do balanço financeiro,
as ações do Santander recuavam na manhã desta quarta-feira. Por volta das 10h35
(pelo horário de Brasília), os papéis do banco registravam perdas de 2,39% e
eram negociados a R$ 35,08.
O que diz o mercado
De acordo com a visão predominante entre analistas,
apesar dos bons números do Santander no último trimestre do ano passado, a
qualidade dos ativos é vista sob desconfiança por parte dos agentes do mercado.
Segundo o JPMorgan, a primeira impressão sobre os
resultados do Santander é neutra. “Observamos que o índice de inadimplência de
90 dias foi 30 pontos-base maior em relação ao trimestre anterior, impulsionado
principalmente por pequenas e médias empresas, ou PMEs (+80 pontos-base), com
indústrias individuais também apresentando piora de 0,4 ponto percentual”, diz
o JPMorgan.
Em linhas gerais, a instituição financeira apresenta
uma interpretação mista sobre a qualidade dos ativos do Santander, levando em
conta, especialmente, características de sazonalidade do quarto trimestre.
“O Santander tem sido muito vocal sobre sua agenda
de melhoria de eficiência – em 2025, a empresa reduziu o número de funcionários
em cerca de 6 mil e o número de agências em cerca de 580. Em um tom mais
negativo, no entanto, outras despesas foram maiores e fizeram com que o índice
de eficiência piorasse no 4º trimestre de 2025. No geral, um trimestre fraco,
mas em linha com as expectativas e melhor do que o temido”, avalia o JPMorgan.

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