quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Mesmo com alta no lucro, ações do Santander caem após balanço

 


Apesar de ter registrado alta no lucro obtido no quarto trimestre do ano passado, alcançando seu melhor resultado trimestral em quatro anos, o Santander vê suas ações operarem em queda no pregão desta quarta-feira (4/2) da Bolsa de Valores do Brasil (B3).

A notícia é do Metrópoles. Mais cedo, o Santander divulgou seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025, abrindo a temporada de balanços dos maiores bancos do país, e teve um desempenho que veio dentro do esperado pelo mercado.

O lucro líquido gerencial da instituição financeira no período entre outubro e dezembro de 2025 foi de R$ 4,086 bilhões. Foi o melhor resultado trimestral dos últimos quatro anos, com um crescimento de 6% em relação ao quarto trimestre do ano anterior. Já na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a alta no lucro do Santander foi de 1,9%.

De acordo com a média das estimativas reunidas pela LSEG, o Santander teria um lucro de R$ 4,033 bilhões. O resultado do último trimestre do ano passado alinha-se, portanto, ao esperado pelos analistas.

Segundo o balanço do Santander, o lucro contábil do banco atingiu R$ 4,023 bilhões, o que representou um aumento de 2% em relação ao terceiro trimestre. Na comparação anual, a alta foi de 7,4%.

Ações em queda

Apesar dos resultados positivos do balanço financeiro, as ações do Santander recuavam na manhã desta quarta-feira. Por volta das 10h35 (pelo horário de Brasília), os papéis do banco registravam perdas de 2,39% e eram negociados a R$ 35,08.

O que diz o mercado

De acordo com a visão predominante entre analistas, apesar dos bons números do Santander no último trimestre do ano passado, a qualidade dos ativos é vista sob desconfiança por parte dos agentes do mercado.

Segundo o JPMorgan, a primeira impressão sobre os resultados do Santander é neutra. “Observamos que o índice de inadimplência de 90 dias foi 30 pontos-base maior em relação ao trimestre anterior, impulsionado principalmente por pequenas e médias empresas, ou PMEs (+80 pontos-base), com indústrias individuais também apresentando piora de 0,4 ponto percentual”, diz o JPMorgan.

Em linhas gerais, a instituição financeira apresenta uma interpretação mista sobre a qualidade dos ativos do Santander, levando em conta, especialmente, características de sazonalidade do quarto trimestre.

“O Santander tem sido muito vocal sobre sua agenda de melhoria de eficiência – em 2025, a empresa reduziu o número de funcionários em cerca de 6 mil e o número de agências em cerca de 580. Em um tom mais negativo, no entanto, outras despesas foram maiores e fizeram com que o índice de eficiência piorasse no 4º trimestre de 2025. No geral, um trimestre fraco, mas em linha com as expectativas e melhor do que o temido”, avalia o JPMorgan.

 

 

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