Integrantes do governo avaliam que a existência de
um contrato entre o escritório da família de Ricardo Lewandowski e o Banco
Master contribuiu para acelerar a saída do ex-ministro do Ministério da
Justiça, ocorrida em 10 de janeiro. A percepção no Planalto é de que a
permanência do vínculo comercial, mesmo após a posse de Lewandowski na pasta,
aumentaria o desgaste do governo diante da crise envolvendo a instituição
financeira.
Segundo apuração da CNN Brasil, o
escritório em que Lewandowski atuava seguiu funcionando sob a coordenação de
sua esposa, Yara, e de seu filho, Enrique, mantendo a relação contratual com o
Banco Master. Em nota, o ex-ministro confirmou que prestou serviços à
instituição, mas afirmou que, ao assumir o ministério, se desligou do
escritório e suspendeu seu registro na OAB.
No Palácio do Planalto, já se sabia que Lewandowski
demonstrava intenção de deixar o governo, motivado por divergências internas e
dificuldades para avançar com a PEC da Segurança no Congresso. Ainda assim, a
decisão repentina no início do ano causou surpresa entre aliados, que agora
apontam o caso Master como fator determinante para antecipar o pedido de
demissão e evitar um desgaste maior ao presidente Lula.
A avaliação de auxiliares é que, caso o ex-ministro
permanecesse no cargo, o governo poderia ser forçado a demiti-lo em meio ao
avanço das investigações sobre o banco. A assessoria de Lewandowski, no
entanto, sustenta que a saída ocorreu por razões pessoais e acadêmicas,
reiterando que ele se afastou de qualquer atividade privada para evitar
conflito de interesses.
Com informações da CNN

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