Antes do encontro fora da agenda com o banqueiro
Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva participou da inauguração da fábrica de insulina da Biomm,
em Nova Lima (MG), em abril do mesmo ano. O Banco Master, então comandado por
Vorcaro, é o principal acionista da empresa por meio do Fundo Cartago, detendo
25,86% do controle da farmacêutica.
Apesar da relevância do Master na estrutura
societária da Biomm, Vorcaro não esteve presente no evento. Lula participou da
cerimônia ao lado de outros acionistas, como Walfrido dos Mares Guia e Lucas
Kallas, empresário do setor de mineração. Meses depois, já com o banco enfrentando
dificuldades de liquidez, Vorcaro se reuniu com o presidente em um encontro
reservado no Planalto, que contou ainda com ministros, o então futuro
presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-ministro da Fazenda Guido
Mantega, contratado pelo Master.
No encontro de dezembro, Vorcaro relatou pressões
para vender o banco e questionou Lula sobre a possibilidade de seguir à frente
da instituição. O presidente criticou a condução do Banco Central à época e
recomendou que o banqueiro não vendesse o Master, rejeitando a ideia de
negociação com o BTG. Publicamente, porém, Lula passou a tratar o escândalo
envolvendo o banco como um episódio recente e chegou a criticar duramente
defensores de Vorcaro.
Outro personagem central nesse contexto é Lucas Kallas,
acionista da Biomm e elogiado por Lula em eventos públicos recentes. Kallas já
foi citado em diferentes investigações da Polícia Federal relacionadas ao setor
de mineração, embora negue irregularidades. Tanto ele quanto Vorcaro têm
inquéritos sob relatoria do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal,
o que ampliou a atenção política e institucional em torno do caso Master.
Com informações do Poder360

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