sábado, 10 de janeiro de 2026

Seca no Açude do Café volta a causar mau cheiro e revolta moradores em Florânia (RN)

 


A seca do Açude do Café, localizado na área urbana de Florânia, no Seridó potiguar, voltou a causar sérios transtornos à população. Com o reservatório completamente seco, peixes que ainda permaneciam no local morreram e entraram em estado de decomposição, provocando um forte mau cheiro que se espalhou pelo centro da cidade.

Moradores relatam que o odor é intenso e insuportável, afetando residências, comércios e a rotina diária da população. “O fedor é muito grande, ninguém aguenta mais. É um problema que se repete e que precisa de uma solução definitiva”, afirmou um morador indignado.

A Prefeitura de Florânia informou que esteve no local realizando uma vistoria para avaliar a situação e que já estuda quais medidas emergenciais podem ser adotadas para resolver o problema de forma rápida e eficaz.

A administração lembra que, em um episódio semelhante ocorrido em anos anteriores, a aplicação de cal foi utilizada como medida emergencial e, na ocasião, ajudou a conter o mau cheiro provocado pela decomposição dos peixes. No entanto, a prefeitura reforça que, no caso atual, nenhuma ação desse tipo foi realizada até o momento, estando as decisões ainda em fase de estudo.

Outro ponto que chama a atenção é que o Açude do Café possui quatro proprietários, o que torna mais complexa a definição de uma solução definitiva. A população cobra uma alternativa que evite que o problema volte a se repetir, já que, apesar de ser um açude de pequeno porte, ele impacta diretamente a vida dos cidadãos de Florânia.

Entre as ideias discutidas pelos moradores — e que partem exclusivamente da população — está a possibilidade de aterrar o açude e construir um canal de drenagem para permitir o escoamento da água em períodos chuvosos, evitando o acúmulo e novos transtornos ao longo do ano. A prefeitura, no entanto, destaca que essa é apenas uma sugestão popular e que ainda não há decisão oficial sobre essa alternativa.

Enquanto a situação não é resolvida, moradores seguem indignados com o mau cheiro causado pelos peixes mortos e cobram providências urgentes do poder público. A expectativa é que, nos próximos dias, a Prefeitura de Florânia anuncie uma medida emergencial capaz de minimizar os impactos e garantir mais qualidade de vida à população.

 

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