O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do
Consumidor – Procon Natal realizou pesquisa de preços da cesta básica na
capital e identificou aumentos no último mês do ano, após um segundo semestre
de quedas. O aumento em relação ao ano anterior é de 7,25%, o que representa um
acréscimo real de R$ 25,42.
No acumulado de 12 meses, o aumento na cesta básica
foi de 1,99%, com preço médio em janeiro de R$ 441,63 e, no final do ano, de R$
440,50. O maior preço encontrado no ano foi em abril: R$ 457,21.
Os produtos que mais contribuíram para o aumento
anual incluem, na categoria de mercearia: feijão carioca (R$ 7,19/kg), óleo de
soja 900 ml (R$ 9,08), café 250 g (R$ 16,63) e leite integral (R$ 5,98/L). Na
categoria de açougue, destacam-se: carne de primeira (R$ 52,05/kg), pescado (R$
46,09/kg), queijo coalho (R$ 49,31/kg) e caixa de ovos com 30 unidades (R$
19,11).
Na comparação entre os dois últimos meses do ano, o
aumento foi de 1,90%. Em novembro, o preço médio da cesta básica era de R$
432,13, enquanto em dezembro passou para R$ 440,50, representando um custo
adicional de R$ 8,37 para o consumidor.
Durante o mês de dezembro, o Núcleo de Pesquisa
acompanhou semanalmente o preço médio da cesta básica, registrando os seguintes
valores: 1ª semana – R$ 437,37; 2ª semana – R$ 437,20; 3ª semana – R$ 440,87;
4ª semana – R$ 441,64; última semana – R$ 445,43. Entre a primeira e a última
semana, o aumento foi de R$ 8,06.
Esse aumento na última semana do ano apresenta-se
como uma tendência geral de alta, que pode se manter no ano seguinte,
resultando em maior custo para o consumidor.
A pesquisa comparou os preços da cesta básica em
diferentes segmentos comerciais, com o objetivo de orientar os consumidores. O
preço médio mais alto foi encontrado nos hipermercados, R$ 470,66, enquanto nos
supermercados de bairro o valor médio foi de R$ 436,03, uma variação de 7,94%,
ou R$ 34,62 de diferença. Já nos atacarejos, o preço médio foi de R$ 415,80. A
diferença entre o valor mais caro nos hipermercados e o mais barato nos
atacarejos foi de 13,19%, representando uma economia de R$ 54,86.
O estudo, realizado pelo Núcleo de Pesquisa do
Procon Natal, constatou aumentos em quatro categorias de produtos de um mês
para o outro. As categorias de açougue e hortifrúti apresentaram aumentos de
2,03% e 7,22%, respectivamente. Já os setores de mercearia e higiene/limpeza
registraram percentuais negativos de -0,23% e -1,52%. Entre os 40 itens que
compõem a cesta básica, 28 apresentaram aumento de preço em comparação ao mês
anterior, o que corresponde a 70% dos produtos.
O Procon Natal fez a comparação entre o preço da
cesta básica ao longo do ano e o valor do salário-mínimo, evidenciando a perda
do poder de compra do trabalhador. A análise da cesta básica é feita com base
no salário-mínimo, que, em tese, deve suprir as necessidades alimentares
básicas de uma família com quatro pessoas durante um mês. Em relação à cesta
básica, o custo corresponde a 31,87% do salário-mínimo, o que representa 63,95
horas de trabalho. A análise é realizada mês a mês pelo Núcleo de Pesquisa. Considerando
a cesta básica dos natalenses, composta por 40 itens divididos em categorias
como mercearia, açougue, hortifrúti, higiene e limpeza, o salário-mínimo ideal
deveria ser, em média, R$ 5.521,92.
O Núcleo de Pesquisa monitora semanalmente os preços
em 26 estabelecimentos comerciais da capital, abrangendo 40 itens divididos em
quatro categorias: mercearia, açougue, higiene/limpeza e hortifrúti, nos
seguintes segmentos: oito hipermercados, sete atacarejos e 11 supermercados de
bairro. Os dados são coletados em estabelecimentos distribuídos pelas quatro
regiões da cidade e divulgados no início do mês subsequente.
Os dados completos estão disponíveis no
site www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa. É permitida a reprodução das
informações, desde que citada a fonte: Núcleo de Pesquisa do Procon Natal. É
proibida a utilização do material para fins publicitários comerciais.
Por fim, o Procon Natal orienta que os consumidores
fiquem atentos às promoções e estratégias de venda dos estabelecimentos, que
costumam oferecer descontos em dias específicos. Adotar estratégias de compra e
utilizar as informações fornecidas pelo Núcleo de Pesquisa pode contribuir para
a economia doméstica. Para mais informações, dúvidas ou denúncias, o consumidor
pode entrar em contato pelo WhatsApp (84) 98812-3865, pelo e-mail
procon.natal@natal.gov.br ou presencialmente na sede do órgão, localizada na
Rua Ulisses Caldas, 181, bairro Cidade Alta.

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