quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Desvio de aposentados e tornozeleira: Diretor do Dnit segue intocável

 


O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), ignorou a bomba: mantém no cargo o diretor financeiro do Dnit acusado de receber propina e que hoje despacha de tornozeleira eletrônica. Marcos de Brito Campos Júnior é apontado pela Polícia Federal como peça central do esquema do “Careca do INSS”, que desviou dinheiro de aposentados.

Apesar de decisão da Justiça determinando seu afastamento e o uso do monitoramento eletrônico, Marcos segue comandando as finanças do Dnit, órgão que gerencia R$ 11 bilhões por ano.

Documentos mostram despachos assinados por ele mesmo após a operação da PF, e seu salário de R$ 23 mil continua sendo pago religiosamente.

A investigação aponta que Marcos ajudou Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a viabilizar descontos fraudulentos na folha de pagamento de aposentados.

Passagens aéreas dele foram pagas por empresa de fachada ligada ao esquema, e mensagens interceptadas indicam recebimento de pelo menos R$ 20 mil pelos serviços prestados. A PF chegou a pedir sua prisão preventiva, negada pelo ministro do STF André Mendonça.

O Dnit, historicamente dominado pelo Centrão e alvo de diversas investigações de corrupção, segue sendo palco de polêmica. O órgão é responsável por rodovias, ferrovias e vias navegáveis federais, com orçamento bilionário, enquanto o diretor acusado continua no comando das finanças.

Marcos está de férias e só retorna a Brasília em 20 de janeiro, mas até lá o dinheiro do contribuinte segue fluindo sob seu comando.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Governo Lula amplia uso do sigilo e dificulta acesso a informações pela LAI

  O sigilo virou o principal argumento do governo Lula para negar pedidos de acesso a informações públicas feitos com base na Lei de Acesso ...