O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB),
ignorou a bomba: mantém no cargo o diretor financeiro do Dnit acusado de
receber propina e que hoje despacha de tornozeleira eletrônica. Marcos de Brito
Campos Júnior é apontado pela Polícia Federal como peça central do esquema do
“Careca do INSS”, que desviou dinheiro de aposentados.
Apesar de decisão da Justiça determinando seu
afastamento e o uso do monitoramento eletrônico, Marcos segue comandando as
finanças do Dnit, órgão que gerencia R$ 11 bilhões por ano.
Documentos mostram despachos assinados por ele mesmo
após a operação da PF, e seu salário de R$ 23 mil continua sendo pago
religiosamente.
A investigação aponta que Marcos ajudou Antonio
Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a viabilizar descontos fraudulentos
na folha de pagamento de aposentados.
Passagens aéreas dele foram pagas por empresa de
fachada ligada ao esquema, e mensagens interceptadas indicam recebimento de
pelo menos R$ 20 mil pelos serviços prestados. A PF chegou a pedir sua prisão
preventiva, negada pelo ministro do STF André Mendonça.
O Dnit, historicamente dominado pelo Centrão e alvo
de diversas investigações de corrupção, segue sendo palco de polêmica. O órgão
é responsável por rodovias, ferrovias e vias navegáveis federais, com orçamento
bilionário, enquanto o diretor acusado continua no comando das finanças.
Marcos está de férias e só retorna a Brasília em 20
de janeiro, mas até lá o dinheiro do contribuinte segue fluindo sob seu
comando.

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