O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (7) a
lei que proíbe descontos em benefícios do INSS, mas deu um jeito de proteger
bancos e dificultar a vida de aposentados e pensionistas. Ele vetou a parte que
obrigava o instituto a buscar ativamente quem sofreu descontos indevidos,
deixando a devolução dos valores na mão de quem teve prejuízo.
Também caiu a regra que permitia o ressarcimento
direto pelo INSS quando bancos ou entidades não devolvessem o dinheiro no
prazo. Ou seja: se houver demora ou descaso, o beneficiário terá que correr
atrás do próprio dinheiro. E o Fundo Garantidor de Crédito, mecanismo que
poderia garantir ressarcimento em casos de falência de bancos, também foi
cortado.
O resultado? O INSS não tem obrigação de agir por
conta própria. Quem quiser receber descontos indevidos vai depender de
iniciativa própria ou de processos administrativos que podem levar meses. Um
verdadeiro empurrão para burocracia, enquanto bancos e associações ficam
tranquilos.
A lei, no entanto, manteve proibição de descontos de
mensalidades associativas nos benefícios e exigências de autorização biométrica
e eletrônica para crédito consignado. Os vetos de Lula ainda podem ser
analisados pelo Congresso, mas, por enquanto, aposentados e pensionistas seguem
à mercê de um sistema que favorece instituições financeiras.

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