segunda-feira, 2 de março de 2026

Estiagem leva 15 cidades a decretarem emergência; RN tem 2 municípios na lista

 


A seca e a estiagem que atingem o Nordeste brasileiro levaram o governo a decretar situação de emergência em 15 cidades. O Ministério da Integração Nacional publicou decreto nesta segunda-feira 2 no Diário Oficial da União (DOU)Estiagem leva 15 cidades a decretarem emergência; RN tem 2 municípios na lista - Agora RNEstiagem leva 15 cidades a decretarem emergência; RN tem 2 municípios na lista - Agora RN

Com a medida, prefeituras podem solicitar apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para ações de socorro e assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas atingidas.

Ao todo, serão beneficiadas cinco cidades na Bahia, quatro no Ceará, três na Paraíba, uma em Pernambuco e duas no Rio Grande do Norte. As localidades sofrem com a estiagem (falta de chuva) ou com a seca.

  • Estiagem – período prolongado de baixa ou nenhuma pluviosidade, em que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição. Está relacionada com a redução no volume das reservas hídricas da superfície e do subsolo. 
     
  • Seca – a seca é a estiagem prolongada, durante período de tempo suficiente para que a falta de precipitação provoque grave desequilíbrio hidrológico.

Veja a lista de cidades publicada nesta segunda-feira no DOU:

 


VÍDEO: Tubarão-lixa é encontrado na faixa de areia em praia de Rio do Fogo

 



Banhistas encontraram um tubarão-lixa na faixa de areia da praia de Pititinga, no município de Rio do Fogo, litoral Norte do Rio Grande do Norte, neste domingo 1º.

No vídeo, um banhista segura o tubarão pela cauda e o arrasta até a água. Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o animal aparentava estar extremamente cansado.

Espécie é comum no litoral do RN

Segundo Lucas Werner, presidente da Associação Tubarões da Costa, o tubarão-lixa é uma espécie comum no litoral do Rio Grande do Norte, e é considerada ameaçada de extinção e tem captura proibida.

“Com o início do verão, as águas ficam mais quentes, então esses animais, especialmente os jovens, se aproximam mais da costa, principalmente devido à oferta de alimento”, explicou.

Lucas Werner afirmou ainda que o tubarão-lixa se alimenta por sucção e não possui mandíbula projetada, mas pode morder braços ou pernas humanas caso se sinta ameaçado.

“Caso alguém se depare com um animal como esse, deve sair da água tranquilamente, sem fazer alarde e grande movimentação e orientar as outras pessoas também nesse sentido”, explicou.

 

Adulto é preso e adolescente apreendido com munições e 60 porções de drogas em São José de Mipibu

 


Policiais militares da 8ª CIPM e da Força Tática do 3º BPM apreenderam aproximadamente 40 porções de substância análoga à cocaína, cerca de 20 porções de substância semelhante à maconha, munições de pistola calibre 9mm, dinheiro, aparelhos celulares e uma balança de precisão na manhã deste domingo 1º, em São José de Mipibu/RN. Um adulto foi preso e um adolescente apreendido.

A ocorrência foi registrada por volta das 9h30, durante patrulhamento de rotina no bairro Pau Brasil, nas proximidades da Travessa das Carambolas. Segundo a polícia, os militares visualizaram um indivíduo em atitude suspeita em frente a uma residência.

Ao perceber a aproximação da guarnição, o suspeito correu para dentro do imóvel. Os policiais o acompanharam e realizaram a abordagem no interior da casa. Durante a ação, outro indivíduo saiu de um dos quartos.

Após buscas no local, o material foi localizado. Diante do que foi apreendido, um dos abordados assumiu a posse dos entorpecentes.

Os envolvidos e todo o material foram conduzidos à Delegacia de Plantão para a realização dos procedimentos legais cabíveis.

 

A nova pesquisa presidencial do Datafolha

 


O Datafolha entra em campo entre terça-feira e quinta-feira para medir as intenções de voto  na eleição para a Presidência da República. Será a primeira pesquisa do instituto neste ano. O resultado será divulgado na quinta-feira, à tarde.

Serão 2.004 eleitores entrevistados presencialmente. A pesquisa foi encomendada pela "Folha de S. Paulo" a um custo de R$ 307,6 mil. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 

É também o primeiro Datafolha feito após o polêmico desfile da Acadêmicos de Niterói, no enredo que homenageou Lula e ironizou as famílias conservadoras — algo tido no próprio PT como desastroso. E o primeiro depois do ato de hoje em São Paulo em que Flávio Bolsonaro discursou.

O resultado será chave para avaliar se o momento de Lula é de mesmo de queda e o de Flávio Bolsonaro de alta.

O questionário do Datafolha inicia querendo saber se o entrevistado sabe que neste ano haverá eleições. E, em seguida, em quem ele pretende votar. A resposta será espontânea.

Segue com o pesquisador mostrando uma relação com cinco cenários e nomes de nove possíveis candidatos (Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ratinho Jr., Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo Rebelo, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad) — e repete a pergunta: em quem o entrevistado votaria?

Para cada um dos nomes relacionados, o entrevistado terá que responder se o conhece pouco ou muito e se em quais "não votaria de jeito nenhum".

Em seguida, om Datafolha traça diversos cenários de uma disputa de segundo turno. 

A pesquisa também medirá a aprovação de Lula e como a população vê as recentes polêmicas do STF, como perguntas como essas: "Os ministros do STF deveriam ter permissão para serem sócios de empresas durante o exercício do cargo", "Ministros do STF deveriam poder receber pagamentos por palestras e conferências em eventos organizados por empresas ou instituições privadas" e "É aceitável que um ministro do STF julgue causas que envolvam clientes de seus parentes, quando a defesa não estiver sendo exercida pelo parente", entre outras.

O questionário também incluirá perguntas sobre o fim da escala 6 x 1, economia e sobre o desfile em homenagem a Lula no Sambódromo.

No último Datafolha, divulgado no início de dezembro, Lula liderava com folga em todos os cenários eleitorais. Contra Flávio, por exemplo, vencia por 41% a 18% num segundo turno — mas àquela altura o filho de Jair Bolsonaro não havia sido ainda lançado oficialmente como o candidato do bolsonarismo à Presidência.

Lauro Jardim - O Globo

 

 

'Gripe Vampirinha': veja os sinais de alerta com o aumento da infecção 2 semanas do pós-carnaval

 


Pulou o carnaval e está doente? Talvez sentindo dor de garganta, gripe ou até infecção estomacal. Saiba que não é o único, os memes de pessoas com alguma condição após o feriadão cresceu nas redes sociais, que chamaram a condição de "gripe Vampirinha", em referência à Ivete Sangalo. E os números de infecções respiratórias também cresceu.

O novo Boletim InfoGripe, projeto desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e que monitora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) — aqueles que evoluem para hospitalização —, mostra um crescimento nacional puxado pelo aumento das internações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) em três estados do Brasil.

Goiás, Sergipe e Rondônia estão em nível de alerta com tendência de aumento no longo prazo. A análise é referente ao período de 15 a 21 de fevereiro. O vírus influenza A também aparece em alta em algumas regiões.

Mas por que isso acontece?

Especialistas afirmam que é uma junção de fatores que contribuem para a queda da imunidade nesse período, como por exemplo: pouca hidratação, pouco sono, muita folia, excesso de álcool, aglomeração e contato físico ou sexual com inúmeras pessoas diferentes.

É comum que depois de quatro a cinco dias assim o corpo peça “arrego”. E então começam as gripes, herpes, crise de sinusite, virose, entre outros. Outra infecção muito comum neste período é a estomacal, que pode causar diarreia intensa, vômito e, algumas vezes, febre alta.

A transmissão da infecção ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, como frutos do mar mal preparados ou lavados com água imprópria para consumo, algo comum em surtos relacionados ao esgoto. O contato com água contaminada no mar, rios ou piscinas e o contato direto com pessoas infectadas ou superfícies contaminadas também representam um risco significativo.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Fiocruz, orienta que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado devem permanecer de preferência em casa, em repouso. Caso , apesar dos sintomas, a orientação é usar uma boa máscara e ficar em locais bem arejados, a fim de diminuir as chances de transmissão do vírus.

Como se prevenir?

Algumas formas de prevenção que ajudam a reduzir a disseminação do vírus Influenza e, consequentemente, o risco de ser contaminado contra a gripe são:

Medidas de higiene respiratória, como uso de máscaras por pessoas com sintomas;

Limpeza das mãos com sabão ou álcool gel.

Ainda assim, a principal estratégia para se proteger é manter a vacinação em dia. Os vírus Influenza têm uma alta taxa de mutação, por isso novos imunizantes são produzidos a cada ano para a versão de maior circulação do patógeno naquele período.

O Globo

 

 

Alcolumbre vai definir destino de caso Lulinha em meio a novo momento de tensão com o Planalto

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve decidir nos próximos dias se mantém ou anula a votação da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do presidente Lula, em meio a uma nova onda de descontentamento com o Executivo. A deliberação foi contestada por parlamentares governistas, que apontam irregularidade na contagem dos votos e pediram a invalidação do resultado. A análise, segundo interlocutores, será técnica — embora inserida em um contexto mais amplo de atrito entre o Senado e o Palácio do Planalto.

Alcolumbre orientou os governistas a formalizar o pedido por escrito, com imagens e documentos, e indicou que o material será examinado com apoio da Secretaria-Geral da Mesa, da Advocacia do Senado e da Polícia Legislativa. A assessoria informou que ele ouvirá os dois lados antes de decidir. Não há prazo definido.

Após o tumulto na sessão da CPI, na quinta-feira, parlamentares da oposição e da base foram à residência oficial do Senado apresentar suas versões. A ambos os grupos, o presidente teria reiterado que as comissões têm autonomia, mas que a chefia da Casa pode ser acionada diante de eventual descumprimento regimental. Um aliado do parlamentar diz que Alcolumbre ouviu, pediu que houvesse uma formalização da contestação e afirmou que analisará o caso com cautela.

Soma de desgastes

O episódio soma-se a desgastes acumulados nos últimos meses. A decisão de deixar caducar a medida provisória que criava o Redata — programa voltado à instalação de data centers — foi lida por interlocutores como um gesto deliberado de insatisfação política, e não apenas como divergência procedimental.

Oficialmente, a justificativa foi o tempo exíguo para análise da proposta, aprovada pela Câmara poucas horas antes do vencimento. Aliados lembram que Alcolumbre havia declarado em plenário, no ano passado, que não pautaria matérias complexas enviadas às vésperas do prazo final. O compromisso teria sido assumido após pressão de senadores que reclamavam de prazos apertados e da expectativa de que a Casa atuasse apenas como instância homologatória.

Um interlocutor do presidente do Senado diz que a Casa não pode ser apequenada ao descrever o sentimento predominante. Outra crítica recorrente é que o Senado não deve ser apenas um chancelador das decisões da Câmara. A avaliação é que, diferentemente da Câmara — onde votações costumam ocorrer sob orientação partidária —, no Senado cada voto é tratado individualmente, o que exige negociação mais demorada. Submeter temas estruturais à deliberação de última hora, argumentam, fragiliza a autoridade da presidência.

O Redata antecipava benefícios tributários previstos para entrar plenamente em vigor apenas com a reforma tributária, a partir de 2027. O regime previa suspensão e posterior alíquota zero de IPI, PIS/Pasep e Cofins na aquisição e importação de equipamentos destinados à instalação ou ampliação de data centers, além de redução do imposto de importação quando não houvesse produção nacional equivalente. Em contrapartida, as empresas deveriam destinar parte da capacidade de processamento ao mercado interno ou ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Com a caducidade da MP, a equipe econômica passou a buscar alternativas jurídicas. A legislação atual, porém, proíbe a criação de novos incentivos fiscais neste ano, o que dificulta a reedição do modelo por meio de nova medida provisória ou projeto de lei. Chegou a ser cogitada a criação de comissão mista para modular os efeitos da MP, mas não há consenso sobre a viabilidade da solução. O impasse gerou reação do setor de tecnologia e obrigou o Executivo a procurar saídas técnicas para evitar o esvaziamento do programa.

Para interlocutores de Alcolumbre, a ausência do texto na pauta funcionou também como sinal político. Eles negam ruptura com o governo, mas reconhecem mal-estar acumulado. Parte da insatisfação remonta ao ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando a expectativa de Alcolumbre, que defendia o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Lula chegou a prometer uma conversa de reaproximação no início deste ano, mas o encontro ainda não ocorreu. Desde então, o contato entre ambos foi apenas pontual, por telefone.

 Segundo relatos, o senador interpreta a ausência desse gesto como sinal de distanciamento. A interlocução cotidiana com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), perdeu intensidade, e não há diálogo direto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Embora não se fale em rompimento formal, o ambiente é descrito como mais frio. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso e aliado de Alcolumbre no Amapá, passou a desempenhar papel mais ativo na articulação junto à presidência da Casa.

Há ainda a percepção de pressão pública direcionada ao presidente do Senado, com repercussão considerada desproporcional. A direção do União Brasil acompanha o cenário por meio de relatórios internos. Integrantes do centrão dizem ainda enxergar influência do Palácio do Planalto nesses ataques nas redes ao Congresso, uma vez que o governo tem estimulado o discurso de “nós contra eles”, baseado na retórica que o Parlamento não defende os interesses do povo.

O avanço das investigações relacionadas ao caso Master também integra esse pano de fundo. No Congresso, há quem avalie que o governo não atuou para conter a escalada da crise. A CPI do Crime Organizado aprovou convocações e quebras de sigilo ligadas ao escândalo, mesmo após resistência de Alcolumbre à instalação de uma comissão específica sobre o tema.

Aliados do senador manifestam incômodo com a condução de ações da Polícia Federal que atingem figuras associadas ao Centrão e enxergam componente político na narrativa de confronto entre “governo do povo” e “Congresso dos poderosos”. Governistas, por outro lado, atribuem parte da reação ao fato de investigações alcançarem aliados regionais do presidente do Senado e à condução da CPI por um parlamentar do PT.

É nesse cenário que se insere a análise sobre o caso Lulinha. Integrantes da base sustentam que houve irregularidade na votação e pedem anulação. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirma ter seguido o regimento e já encaminhado os requerimentos às autoridades competentes, declarando que não pretende aguardar eventual deliberação da chefia do Senado.

Participantes das reuniões relatam que Alcolumbre só se manifestará após examinar o material protocolado, incluindo vídeos e registros da sessão. Uma eventual anulação pode ser vista como gesto de acomodação ao Executivo; a manutenção do resultado, como afirmação de autonomia institucional.

Embora auxiliares de Lula afirmem não enxergar influência de Alcolumbre no episódio da CPI, dois governistas com trânsito no Planalto dizem que uma coisa está ligada a outra e que o parlamentar teria se aliado ao bolsonarismo para dar um recado — mirando o entorno próximo do presidente da República. Um parlamentar do centrão com assento na CPI avalia, por sua vez, que Alcolumbre poderá usar do incidente para capitalizar junto ao Planalto.

Parlamentares próximos ao senador reiteram que a decisão será estritamente regimental. Como contraponto à leitura de distanciamento, mencionam que o acordo Mercosul-União Europeia, prioridade do governo, também é tratado como prioridade pela Casa, com expectativa de votação ainda em março.

O Globo

 

 

Preço do chocolate não dá trégua, e Páscoa deve ser dos 'ovinhos' e dos sabores alternativos

 


Os preços do cacau até deram uma trégua no mercado internacional este ano, mas os consumidores podem se preparar para um chocolate ainda mais caro na Páscoa de 2026. Depois de bater um recorde histórico de US$ 12 mil por tonelada em dezembro de 2024, a cotação do cacau recuou para o patamar de US$ 8 mil nos últimos meses, um patamar que segue bem superior à média histórica de US$ 3 mil.

E, mesmo assim, esse alívio recente, segundo especialistas, só vai se refletir nos preços da Páscoa de 2027, já que a indústria compra seus insumos com grande antecedência.

A estratégia de indústria e confeiteiros tem sido então inovar nos sabores e apostar em novos formatos para tentar fisgar o consumidor. Não será tarefa fácil: no ano passado, em meio à alta nos preços, foram produzidos 45 milhões de ovos de Páscoa no Brasil, ou 12 milhões a menos do que em 2024, segundo dados da Abicab, associação do setor. A Abicab destaca que, além do cacau, outros custos, como a variação do dólar e a logística para armazenar e transportar produto tão perecível, influenciaram.

Alta de 5% no preço final

Este cenário ditou o comportamento do consumidor:

— Eu ousaria dizer que o mundo é feito de ovinhos e de coelhinhos. As pessoas não param de comprar porque está caro, o que a gente vem percebendo é uma preferência por ovos menores, então eu mantenho minha marca favorita mas compro um tamanho menor — afirma Roberto Kanter, professor de MBA em Gestão Comercial da FGV, que prevê uma alta entre 5% e 10% nos preços dos ovos de Páscoa este ano.

O vice-presidente de Negócios da Cacau Show, Dani Roque, explica que o planejamento de Páscoa começa com 17 meses de antecedência. A empresa projeta um aumento médio de 4% nos preços da Páscoa de 2026, citando uma alta sem precedentes no custo do cacau. A marca vai oferecer produtos entre R$9,99 até R$199,99 e terá lançamentos para este ano como o Ovo Dreams Merengue de Morango, feito com chocolate ao leite e branco com recheio de suspiro e geleia de morango. E o Chef Gold Speculoos, que é um chocolate branco caramelizado e ao leite com biscoito belga e recheio de doce de leite.

Para o professor da FGV, o preço do cacau é apenas um dos fatores que compõem o valor final do produto.

‘Produtos saborizados’

Pesquisa realizada pela Harald, marca de chocolates e coberturas voltada ao mercado profissional, mostrou que o custo dos insumos é a maior preocupação do setor. A Páscoa representa até 40% da renda anual dos confeiteiros e já supera o Natal para mais de 65% deles.

— Percebemos uma diversificação maior de portfólio e um olhar mais estratégico para o custo-benefício de cada produto — afirma Jonatas Fróes, gerente de Comunicação e Marketing da empresa, acrescentando que a própria marca também se adaptou:

— Investimos em produtos saborizados que reduzem a dependência exclusiva do chocolate tradicional e permitem diversificar os cardápios.

Thaise Silva de Mello, que é confeiteira desde 2017, conta que a alta de preços afetou as vendas no ano passado. E não viu trégua em 2026:

— Espero que seja um ano de muitas vendas, mas é um momento difícil por causa do valor do chocolate. Os produtos têm aumentado bastante do ano passado para cá. Não só no chocolate nobre que é o que tem mais cacau, mas também o chocolate em pó, muitos outros produtos derivados do cacau e as embalagens também— afirma a confeiteira, que ajustou o tamanho de alguns itens para manter um preço que considera justo para os clientes.

No varejo, a aposta será em marcas que remetem à nostalgia dos consumidores ou em clássicos da garotada. A Kopenhagen investe no lançamento dos ovos com as Fofoletes e a boneca Cerejinha, brinquedos que foram clássicos dos anos 1980. E também temáticos, como o ovo das séries Wandinha e Emily em Paris.

A Brasil Cacau, que faz parte do mesmo grupo, terá parcerias infantis como a Turma da Mônica.

O Globo

 

 

Mario Sabino: Você pode ficar feliz com a morte de Khamenei, mesmo sem apoiar Trump

 


Fomos dormir ontem com a notícia de que o assassino Ali Khamenei está morto, assim como outros cúmplices seus que pertenciam à cúpula da teocracia que barbariza o Irã há 47 anos.

A reconstrução feita pela imprensa americana diz que todos estavam reunidos no bunker de Khamenei, em Teerã, quando Israel desfechou o bombardeio que os despachou ao encontro das 72 virgens prometidas pelo Profeta.

Não foi o Mossad que descobriu que haveria essa janela de oportunidade, mas a CIA. Os americanos avisaram os israelenses, que mandaram caças para bombardear o bunker, o objetivo mais difícil de toda a operação.

Trinta mísseis foram despejados sobre o complexo, e Khamenei e seus camaradas, que não estavam na área subterrânea mais profunda da fortaleza, foram eliminados imediatamente.

É sempre boa nova que ditadores e asseclas sejam extirpados do convívio humano, e, assim, pode-se ficar feliz pelo Irã, mesmo quando se é opositor ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, responsáveis pela ação militar de ontem.

Você pode aplaudir o que ambos fizeram no caso particular ainda que os critique ou os odeie no contexto geral. Criticar ou odiar apenas pelos bons motivos é uma conquista da maturidade.

Há que se ter presente, e acho que já disse isto aqui, que, frequentemente, coisas certas são feitas por motivos não inteiramente louváveis ou até completamente errados na sua essência, seja na política internacional, na política nacional e até na nossa vida pessoal, veja você.

Há a bondade impulsionada pela maldade; o altruísmo movido pelo egoísmo; a generosidade exercida pelo interesse — e desse modo caminha a humanidade, ainda que não se saiba exatamente para onde, o que nos leva a outro ponto, bem mais circunstancial.

O que acontecerá agora no Irã? Ninguém sabe. Não há plano grandioso para o Irã, a não ser o de obliterar o seu programa nuclear e a sua capacidade de produzir mísseis balísticos, os pretextos para o ataque fulminante do sábado.

Nem Trump nem Netanyahu, preocupados que estão principalmente com a sua própria sobrevivência política, fazem o que fazem em prol da erradicação do atual regime no Irã, apesar de toda a prosopopeia nesse sentido.

Obviamente, a mudança de uma teocracia para algo próximo a uma democracia ocidental seria o melhor subproduto para lustrar a biografia do presidente americano e do primeiro-ministro israelense. Mas basta que o Irã deixe de ser ameaça para Estados Unidos e Israel, e que os dois possam vender o feito aos seus respectivos públicos internos, que eles pouco se importam se o regime iraniano continuará a ser um ditadura ou não.

Trump disse que será ouvido sobre o nome que substituirá Khamenei no comando do Irã. Afirmou que os americanos estão informados de que a Guarda Revolucionária, os militares e demais forças de segurança iranianos não querem mais lutar e que procuram apenas obter imunidade da parte dos Estados Unidos.

Talvez Trump tenha a ilusão de que o Irã seja uma versão da Venezuela. Não é. O Irã é um país muito maior e mais complexo do que o vizinho latino-americano. Khamenei não era um Nicolás Maduro, e não haverá um aiatolá moderado para bancar a Delcy Rodriguez.

A revolução iraniana que colocou os aiatolás no poder tem a sua razão de ser no ódio aos Estados Unidos, o “Grande Satã”, ao modo de vida ocidental e a Israel, visto como intruso no Oriente Médio.

Os aiatolás nunca brincaram em serviço nesse sentido — o terrorismo islâmico patrocinado por Teerã está aí para mostrar ao que essa gente veio –, e quase meio século de teocracia sanguinária deixou os iranianos sem oposição organizada que ofereça opção viável neste momento.

Tanto é que os cidadãos que arriscaram e sacrificaram as suas vidas para protestar contra Khamenei e a sua camarilha voltaram-se para esse patético filho mais velho do xá Reza Pahlavi, homônimo do pai, exilado nos Estados Unidos desde a juventude, como se ele pudesse ser líder de um movimento democrático.

Fiquemos felizes pelos iranianos; assistamos embevecidos à sua comemoração pela morte do aiatolá que infernizava as suas vidas, principalmente as das mulheres, as mais oprimidas pelo regime teocrático; aceitemos que coisas certas podem ser feitas por motivos não inteiramente louváveis ou completamente errados. Essa história, no entanto, ainda está longe de ter final razoavelmente feliz, o regime pode permanecer acuado por longuíssimo tempo, salvo prova em contrário, e eu vou adorar estar enganado.

PS: o ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, amigão de Lula, também foi morto ontem. Outro a pagar tarde pelos seus crimes.

Mario Sabino - Metrópoles

 

 

IBP: Guerra com Irã deve pressionar preço de combustíveis pelo mundo

 


A guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã pode ter impacto direto nos preços dos combustíveis em todo o mundo, segundo Roberto Ardenghy, presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Em entrevista à CNN Brasil, ele alertou que o bloqueio do Estreito de Ormuz, importante canal de navegação da região, pode desestabilizar o mercado global de petróleo.

"O Estreito de Ormuz é um canal de navegação muito importante para o escoamento da produção do Oriente Médio, que não só é o maior produtor de petróleo, mas também é o maior exportador de petróleo a nível mundial", explicou Ardenghy.

Segundo ele, aproximadamente 18 milhões de barris de petróleo e GNL (gás natural liquefeito) passam diariamente por essa rota marítima estratégica.

Impacto global e medidas de contenção

O presidente do IBP destacou que países asiáticos como Singapura, China e Japão seriam particularmente afetados, pois dependem fortemente do GNL para produção de energia e uso industrial.

"Devemos ver já hoje à noite, quando começam a abrir os mercados asiáticos, uma pressão altista dos preços", afirmou.

Ardenghy mencionou que a decisão da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de tentar dar mais liquidez ao mercado é importante, mas ressaltou que o cenário dependerá da gravidade do conflito na região.

Outro fator relevante é o uso de estoques estratégicos por países importadores que não têm produção própria.

"Os Estados Unidos e a China têm grandes estoques de petróleo, mas esse uso é limitado. Você não pode esgotar de uma hora para outra o seu estoque estratégico", explicou.

Segundo o especialista, o mercado global precisará se readaptar rapidamente diante do conflito que começou no último sábado (28).

O presidente do IBP também alertou que, caso o conflito se agrave, os preços dos combustíveis podem sofrer pressão ainda maior nos próximos dias, afetando economias em todo o mundo, inclusive o Brasil, que apesar de ser produtor de petróleo, ainda tem seus preços internos atrelados às cotações internacionais do produto.

CNN Brasil

 

 

OPERAÇÃO AMICIS: MPRN denuncia 16 pessoas por crimes financeiros milionários no RN

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ofereceu denúncia contra 16 pessoas envolvidas em um esquema sistemático de fraudes financeiras desmantelado pela operação Amicis, deflagrada pela Polícia Civil no ano passado. A investigação apura uma vasta rede de crimes contra a fé pública e contra o patrimônio.

O volume de crimes imputados à cúpula da associação criminosa é grande. Os líderes centrais, João Eduardo Costa de Souza, conhecido como “Duda”, e a mulher dele, Layana Soares da Costa, respondem individualmente por 65 crimes de falsidade ideológica e 17 crimes de estelionato. Além desses, ambos são acusados de liderar a associação criminosa, coordenando a criação de dezenas de empresas de fachada para ocultar patrimônio e lesar credores.

O contador José Ildo Pereira Leonardo é considerado peça técnica indispensável para a manutenção do esquema. Ele foi denunciado por 42 crimes de falsidade ideológica, além de associação criminosa. Segundo as investigações, José Ildo utilizava sua prerrogativa profissional para forjar documentos societários, inserir dados falsos em sistemas públicos e fabricar faturamentos milionários inexistentes para induzir instituições financeiras a erro.

Os prejuízos financeiros causados pelo grupo ultrapassam a marca de R$ 3,8 milhões em valores consolidados e atualizados. As vítimas principais são grandes instituições bancárias, como o Banco do Brasil, Banco Bradesco e Banco do Nordeste, além de administradoras de consórcios como a Porto Seguro. O esquema focava na obtenção de vultosos empréstimos e no financiamento de veículos pesados e de luxo que jamais eram quitados.

O modus operandi do grupo criminoso era dividido em fases cíclicas. A primeira etapa consistia na falsidade ideológica, com a criação de empresas “fantasmas” em nome de laranjas e com endereços fictícios. Uma vez que a empresa possuía uma aparência de solidez, o grupo partia para a fase do estelionato, contratando créditos e consórcios. Após a liberação dos valores ou bens, os pagamentos eram interrompidos e os lucros desviados.

Marcelo Spyrides Cunha também ocupa uma posição de destaque na denúncia como colíder da associação criminosa. As provas telemáticas revelaram que ele atuava em estreita colaboração com Layana e João Eduardo, funcionando como um dos operadores financeiros estratégicos para a circulação de valores ilícitos através de talões de cheques e transferências de empresas de fachada.

O núcleo de interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, era composto por indivíduos como Francisca Marília, Francisca Sulmara e Alessandro Nicolau. Estes réus respondem por diversos crimes de falsidade ideológica e estelionato por terem cedido seus nomes e CPFs para a abertura das empresas e para a aquisição de bens. Em muitos casos, eram pessoas de baixa renda que recebiam promessas de recompensa para participar da fraude.

Devido à extrema complexidade do caso e ao elevado número de réus, o MPRN requereu a separação do feito em quatro ações penais distintas. Esta medida visa garantir a celeridade processual e a eficiência da justiça, dividindo o processo pelos núcleos identificados: o Núcleo dos Líderes, o Núcleo Amigo Colaborador, o Núcleo Fungível (laranjas) e o Núcleo Contábil.

O MPRN também solicitou à Justiça o confisco por equivalência de bens e valores para garantir o ressarcimento das vítimas. Foram estipulados valores individuais de perdimento baseados no prejuízo direto causado por cada réu. Destacam-se as cifras de R$ 844.876,56 atribuídas a Joyce Karolyne e R$ 776.972,12 vinculadas a Viviane Galvão, ambas utilizadas para a aquisição fraudulenta de frotas de veículos.

Além dos crimes econômicos, dois denunciados enfrentam acusações de comunicação falsa de crime. Victor Hugo Gomes Souza e Braz e Joyce Karolyne de Moura Alexandrino registraram boletins de ocorrência simulando serem vítimas de uso indevido de dados quando as investigações avançaram. No entanto, a análise de dados telemáticos provou que ambos eram colaboradores conscientes e ativos nas fraudes operadas pela cúpula.

A investigação demonstrou que o grupo não se limitava a crimes eventuais, mas operava um “estado de falsidade perene”. O uso de um “rodízio de CNPJs” permitia que, assim que uma empresa ficasse excessivamente endividada ou sob suspeita, o grupo ativasse uma nova pessoa jurídica para dar continuidade aos golpes, mantendo o fluxo financeiro da rede de lojas explorada pelos líderes.

 

Lulinha admite viagem paga por “Careca do INSS”, mas nega sociedade, diz jornal

 


O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, confirmou a pessoas próximas que teve despesas de viagem e hospedagem em Portugal custeadas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso sob suspeita de corrupção ligada a fraudes bilionárias contra aposentados. A informação é do jornal Estadão.

Segundo sua versão, relatada pelo jornal, o deslocamento ocorreu no fim de 2024 para visitar uma fábrica de cannabis medicinal, sem que tenha havido sociedade ou repasse de valores.

A relação entre os dois entrou no radar da Polícia Federal após um ex-funcionário de Antunes afirmar que eles seriam sócios e que o empresário pagaria R$ 300 mil mensais ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A PF também encontrou mensagens em que o lobista tratava de pagamentos de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, sem identificação nominal. A investigação apura se a referência diz respeito a Lulinha.

Além do inquérito conduzido pela Polícia Federal, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário do empresário para examinar eventuais movimentações financeiras relacionadas ao caso.

Versão apresentada por Lulinha

De acordo com relatos de interlocutores ao Estadão, Lulinha afirma que conheceu Antunes por meio da empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela PF por receber pagamentos do lobista.

Ele sustenta que foi convidado a conhecer uma planta de cultivo de cannabis medicinal na região de Aveiro, em Portugal, e que viajou em primeira classe com todas as despesas pagas por Antunes.

Ainda segundo sua versão, houve convite para integrar um empreendimento ligado ao setor, mas as tratativas não avançaram. O empresário nega ter recebido qualquer quantia do lobista e diz que suas movimentações bancárias demonstram apenas o recebimento de dividendos de suas próprias empresas, que, segundo ele, não prestaram serviços a Antunes.

InfoMoney

 

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