Para tirar o atraso e mudar o rumo das coisas, o
povo se levanta e nada pode segurá-lo. Unindo todas as forças em uma corrente
do bem, sabemos que estamos um pouco atrasados, e você sabe bem por culpa de
quem. Quem consegue viver no escuro se a cidade pode brilhar? Venha fazer parte
da história que vamos contar. Quando o povo se levanta, nada pode detê-lo; é
olho no olho, ninguém se vende. Voz com voz, a chama se estende e renova
Tangará. O amanhã já vai chegar.
Eu acredito no campo aberto e vejo a força popular.
É fruto do suor, longe de discursos vazios e sem olhar para o povo. Venha
conosco nesta virada, pois está na hora de mudar. O coração bate forte para a cidade
se levantar. Renova Tangará, deixe o medo para lá. Quando o povo se levanta,
nada pode segurar. Vamos pôr fim ao atraso. Chega de viver no escuro; a cidade
de Tangará merece brilhar. O amanhã chegará com o coração batendo forte. Rua
cheia, olho no olho, ninguém se vende.
Acredito no que faço, pois Tangará é o meu lar. É do
suor do nosso rosto que o futuro brotará. Cada mão que se oferece faz a terra
prosperar. Venha com a gente, está na hora de mudar. Renova Tangará, o amanhã
já vai chegar. Unindo forças em uma corrente do bem, do bairro Pinheiro ao
Baixete, nossa terra merece mais. Chega de promessas vazias e discursos sem
olhar. Mão na mão, o futuro vai brotar. Vamos pôr fim ao atraso, você sabe bem
de quem. Quando o povo se levanta, nada pode nos deter.
Eu sou Nilson Lima, empresário e político. Comigo
está Lilico Bezerra, vindo diretamente de Natal. Vamos acionar, via remota, o
nosso amigo Murilo Cabral. Este é o programa "Renova Tangará", um
podcast com sugestões, opiniões e conscientização sobre a nossa política, que
há muito tempo conta com os mesmos elementos. É importante destacar que Lilico
é um ativista político nato; ele se destaca no empresariado, mas a política
está no sangue. Ele está aqui hoje para dar sua contribuição ao município de Tangará,
fazendo oposição junto conosco e seus aliados. Vamos colocar as cartas na mesa.
Bom dia, Nilson Lima. Bom dia a todos que nos ouvem e assistem. Bom dia ao
nosso convidado, o ex-vereador Lilico.
Lilico, em 2004, quando você se candidatou
inesperadamente a vereador, tinha praticamente a idade de Tiago Lima, meu
filho, que entrou na política aos 18 anos. Você tinha 20 anos, certo? Entrar na
política de Tangará aos 20 anos, com a responsabilidade de representar seu pai,
que era uma liderança forte da família Bezerra, deve ter sido um desafio.
Nilson, naquele momento, meu pai, meu padrinho e meu
amigo Murilo Cabral seguraram a bandeira da família Bezerra por muito tempo.
Após Murilo, sofremos duas derrotas políticas com Teodorico Neto como candidato
da oposição. Chegou um momento em que retiraram três candidaturas no município:
a de Erociano, a de Ilo Marinho e a de Teodorico Neto. Naquele instante, o
grupo político de Teodorico, Murilo e o seu, do qual você fazia parte, apoiou a
candidatura de Jorginho, que era o vice na chapa. Montamos uma nominata e,
mesmo com pouca experiência, a população de Tangará me elegeu como o vereador
mais votado daquela época, algo pelo qual sou muito grato. Confesso que foi um
mandato com maturidade em construção.
Há uma grande diferença entre o Lilico de 2004 e o
de hoje. Naquela época, eu era quase uma criança, com pouca experiência e
responsabilidade. Hoje, possuo maturidade política após enfrentar diversas
campanhas e construir meu próprio caminho. Em 2004, contribuí indiretamente e
participei ativamente da campanha para o governo. Na época, a liderança de
Tangará já estava praticamente definida com o vice de Gija. Para evitar mais
divergências, e com o objetivo de somar, ajudei a população de Tangará que
morava em Natal. Tive cerca de 500 votos a mais que Paulinho Freire, que hoje
deixou o bloco de Jorginho para se aliar a Gija.
Naquele momento, fazíamos parte do mesmo projeto e
conseguimos eleger dois vereadores: eu e você. Por imaturidade política de
Jorginho na época, que achava que, por sermos primos, não precisava nos
prestigiar formalmente, acabamos sentindo uma divisão. Essa experiência de
divisão não é boa. Fiquei apenas quatro anos e, depois, me aproximei de Kaká,
uma pessoa a quem quero muito bem. Agora, surge uma proposta inovadora de
comunicação e de gestão.
Nilson, você teve a oportunidade de ser nosso
candidato a prefeito e, após a última eleição, esta é a primeira vez que fala
publicamente sobre o assunto. Por que a desistência na última eleição? Faltou
apoio do grupo?
Nilson, sendo aberto, embora alguns não estejam mais
conosco, tenho gratidão pelos 736 votos que recebi. Com o tempo, percebi que a
nominata era de apoio à candidatura de Jorginho, e eu nunca pensei em votar
contra ele. Jorginho era o nome mais forte. Eu pretendia ser candidato a
vereador para contribuir na administração dele, mas ele entendeu que era o
momento de a oposição ter um novo nome e colocou o meu à disposição. No
entanto, pessoas próximas a ele não me deram as condições financeiras e
políticas necessárias. Por uma questão de viabilidade, achei melhor recuar. Às
vezes, é preciso dar um passo atrás para dar dois à frente. Retirei minha
candidatura, e foi quando você decidiu enfrentar a campanha para prefeito. Eu
não consegui um vice; até convidei você, mas eu não tinha condições de seguir.
Tentei fortalecer o Solidariedade, com o compromisso de eleger dois vereadores.
Quando decidi não ser candidato, apoiei Ana de Ilo. Você demonstrou força ao
assumir uma candidatura com poucos recursos, provando que política se faz com
projetos, não apenas com dinheiro.
Muitos me julgam, achando que tomei a atitude
errada, mas foi pelo crescimento do nosso grupo. Não foi algo planejado por
Jorginho, por você ou por minha mãe. Jorginho estava bem nas pesquisas, mas
Deus tocou meu coração para tomar essa decisão difícil, que envolvia muita
gente. Hoje, vejo que foi a escolha certa.
Nilson, eu não aceitei ser vice na época não por
desmérito, mas porque já estava com minhas bases prontas para vereador e mudar
de última hora seria arriscado. Quando você desistiu e passamos dez dias
procurando um candidato sem que ninguém se oferecesse, eu assumi a
responsabilidade. Se não tivéssemos um candidato, a oposição estaria morta.
Mesmo com dificuldades, reduzimos a margem de votos esperada pela situação em
uma campanha "pé no chão", contra uma máquina pública que gastou
valores exorbitantes. Em 2023, gastaram cerca de 130 mil reais com
terceirizadas na educação; no ano eleitoral, esse valor saltou
para 600 mil e agora chegou a 750 mil reais mensais.
Como disse Kaká Bezerra, a oposição está viva e
forte. Ela não é composta apenas por Nilson Lima, mas também por Kaká,
Jorginho, Lilico, Edjane e outros. A política de Tangará ainda passa pelas mãos
da família Bezerra e de novos nomes. A situação canta vitória antes do tempo,
mas ninguém pode afirmar que o atual prefeito, Augusto, é um líder supremo que
fará seu sucessor com facilidade. Estamos dialogando diariamente com o povo. Se
organizarmos a oposição com união, temos grandes chances de derrotar a oligarquia
que está no poder há mais de 30 anos. O modelo de gestão atual é decepcionante;
não vemos obras significativas. Tangará vive um marasmo. Tirando o básico, como
pagamento de funcionários e saúde regular, não há um diferencial. Como diz
nosso amigo Zezinho Dantas, o atual gestor é "antipovo" e não se
mistura. Recentemente, aposentados tiveram que protestar na porta da prefeitura
para receber seus salários.
Eu me surpreendi com a atitude de Augusto. Ele dizia
que não queria a "velha política" por perto, mas ele mesmo se isolou.
Um político precisa estar no Catolé, na Lagoa do Feijão, convivendo com o povo
e conhecendo suas dores. Basear o sucesso de uma gestão em uma "Festa do
Pastel" é pouco, especialmente quando cidades vizinhas realizam eventos
maiores com custos menores. Não vemos investimentos em creches do FNDE ou
centros de saúde modernos. Parece que apenas pintar um canteiro já é visto como
grande obra, o que é um reflexo de gestões passadas também fracas. Eles estão
em um bom momento político porque controlam as prefeituras de Sítio Novo e
Tangará, mas focam apenas no "feijão com arroz" e no cabide de
empregos para agradar aliados, enquanto a população sofre.
O número de alunos não aumentou, então não se
justifica o aumento drástico nos gastos com pessoal. São 9 milhões de reais por
ano que poderiam ser investidos em infraestrutura ou no fundo previdenciário,
que está atrasado. Augusto gasta mal o dinheiro público. São 78 milhões de
reais anuais sem a devida prestação de contas. Como oposição, nosso papel é
apontar esses erros para que a população perceba e para que, quem sabe, eles
tentem melhorar.
Quero ouvir Murilo Cabral. Murilo, na sua visão,
qual o futuro da oposição em Tangará? O que podemos apresentar de diferente?
Murilo Cabral: "Bom dia. Eu estava acompanhando
a final da Copa do Mundo de Tênis de Mesa, mas voltando ao assunto, vocês
falaram bem. É salutar que haja renovação no poder para que as pessoas não
fiquem acomodadas. A renovação permite que novas ideias e métodos de
administração surjam. Vejo que Tangará está ficando para trás em relação às
cidades vizinhas. Participo da política desde 1978 e vi tempos em que a cidade
tinha dois deputados estaduais e realizava obras com recursos próprios, apesar
das dificuldades da época. Hoje, só se fala em cabide de empregos e problemas
na previdência municipal. O município paga menos do que deveria ao fundo
patronal, o que gerará um problema jurídico e financeiro grave no futuro. Não
se pode gastar tudo com pessoal e esquecer o básico, como remédios. Precisamos
voltar ao estilo de antigamente, onde as coisas funcionavam com mais seriedade.
Esta eleição é uma oportunidade para elegermos representantes comprometidos com
a verdade."
Lilico, na sua opinião, por que o prestígio político
de Tangará parece estar sendo usado para beneficiar Sítio Novo? Lá parece um
canteiro de obras, enquanto aqui as coisas não avançam.
Nilson, eu trabalho com obras públicas e vejo que
outros municípios conseguem investir milhões em benefícios para a cidade. Em
Tangará, não vemos o prefeito inaugurar uma creche ou escola nova. Vemos gastos
com manutenção, mas nada de impacto. Estive com a senadora Zenaide e ela
mencionou o envio de emendas parlamentares. O prestígio para conseguir recursos
existe, mas não vemos o resultado em obras importantes. Augusto pregava ser um
político moderno, mas pratica a velha política. Ele isola adversários e até
aliados antigos, governando de forma fechada.
Sobre o movimento dos servidores inativos: os
aposentados foram pegos de surpresa quando o pagamento, que deveria ocorrer no
dia 25, atrasou quase uma semana. Houve uma sessão extraordinária na Câmara
para tratar do aporte financeiro. Meu filho Tiago Lima, Everton e Wilson não
compareceram, mas a vereadora Ana de Ilo participou e votou a favor do projeto
do prefeito. Respeito a posição dela, mas foi com esse voto que aprovaram a
redução da alíquota patronal. Isso mostra que o estudo atuarial foi ineficaz. O
prefeito é obrigado por normas do Tribunal de Contas a complementar o déficit;
ele não faz isso por bondade, mas para evitar multas e bloqueios.
Parabenizo Marisete e o sindicato pela coragem de
protestar. O funcionário público hoje tem medo de se aposentar e não receber.
Se eu fosse prefeito, trataria a previdência com a responsabilidade que ela
exige, pois esse dinheiro não pertence à gestão, mas aos trabalhadores. O fundo
garantidor é essencial para evitar que o município fique engessado no futuro.
Mesmo que a previdência enfrente dificuldades, a justiça garante o direito ao
salário, mas a má gestão atual compromete as próximas gerações.
Lilico, sobre os boatos de que você seria candidato
a deputado federal, o que há de verdade nisso?
Nilson, eu
faço parte de um grupo ligado a Ezequiel Ferreira e ao PSDB. Cristiano Dantas
me fez um convite informal. Analisamos a viabilidade, pois o partido tem nomes
fortes, mas se entenderem que a região do Trairi precisa de um representante na
nominata, meu nome está à disposição. Não há nada garantido. Se eu for
candidato, será por uma questão partidária e de grupo, agindo como um soldado.
Isso não significa que estou abandonando o projeto local; pelo contrário, pode
fortalecer uma futura candidatura a prefeito, se for o consenso do grupo.
A oposição precisa estar unida. Temos nomes como o
seu, o de Edjane, o de Andinho e o meu. Se o grupo entender que você é o melhor
nome para a prefeitura, terá meu apoio incondicional e o do meu grupo,
incluindo o vereador Everton Gato e outros aliados. Da mesma forma, espero que
a reciprocidade exista. Política se faz com diálogo e sem vaidades excessivas.
Nesta campanha para deputados, cada subgrupo da
oposição tem seus candidatos. Nós apoiamos Gustavo Carvalho para estadual e
temos compromissos com nomes que podem trazer recursos para Tangará.
Independentemente de divergências pontuais sobre candidatos ao governo ou
senado, o foco principal deve ser a união da oposição para o futuro da cidade.
Para encerrar, gostaria de mencionar a entrega do
peixe da Semana Santa. Pelo segundo ano consecutivo, organizamos essa ação na
zona rural. Mesmo fora do poder e com recursos limitados, conseguimos
distribuir 750 quilos de peixe, atendendo centenas de famílias em comunidades
como Irapuru, Ronda e na rua Santa Rita. Agradeço a Jorginho, Kaká e
Miguelzinho pela parceria. Miguelzinho foi fundamental ao incentivar a ação.
Agradeço também a toda a equipe: Zezinho Dantas, Robertinho, Tiago Lima, Felipe
Silva, Renatinho, Valério, Valtinho, Pastor Naldo e Damião. É um gesto de
solidariedade que pretendemos manter.
Chegamos ao fim de mais um "Renova
Tangará". Murilo, obrigado pela paciência e participação. Lilico, obrigado
pela vinda e pelos esclarecimentos. No próximo domingo, teremos mais um
programa. Pretendo convidar Edjane para mostrar que nosso time não tem egoísmo
e que estamos prontos para trabalhar por Tangará. Quem ama, renova. Até o
próximo domingo.
Murilo Cavalcante Cabral