A nova versão da Caderneta da Gestante lançada pelo
Ministério da Saúde virou alvo de críticas após incluir orientações sobre
aborto e substituir termos como “mulher” e “mãe” por expressões como “pessoas
que gestam”.
O documento foi apresentado no último dia 12 de maio
pelo ministro Alexandre Padilha e também passou a ter versão digital pelo
aplicativo Meu SUS Digital.
A polêmica começou após médicos ligados ao Conselho
Federal de Medicina criticarem o conteúdo da nova cartilha. O obstetra Raphael
Câmara afirmou que não faz sentido tratar sobre aborto em um material voltado
para acompanhamento pré-natal.
O documento traz capítulos sobre “gestação não planejada”
e “gestação não desejada”, além de orientar mulheres vítimas de violência
sexual a procurarem atendimento em unidades de saúde.
Outro ponto criticado foi o uso da expressão
“pessoas que gestam”, considerada por especialistas como uma tentativa de
retirar a centralidade feminina da maternidade.
O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que a
caderneta aborda temas relacionados ao pré-natal, parto, saúde mental,
violência e direitos das mulheres, mas não respondeu diretamente aos
questionamentos sobre aborto.
Com informações de Hellen Jambor, do portal da 96FM.










