domingo, 28 de junho de 2026

Dívida pública brasileira dispara em maio e passa de R$ 9 trilhões

 


A dívida pública federal ultrapassou a marca de R$ 9 trilhões em maio de 2026. O estoque passou de R$ 8,798 trilhões em abril para R$ 9,033 trilhões, um aumento nominal de R$ 234,4 bilhões, ou 2,66% no período. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas emissões líquidas de títulos e pela incorporação de juros ao estoque da dívida.

Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta última sexta- feira (26) no Relatório Mensal da Dívida Pública Federal.

Segundo o Tesouro, a alta decorreu de 2 fatores principais: a emissão líquida de R$ 134,46 bilhões e a apropriação positiva de R$ 99,94 bilhões em juros. No acumulado de 2026, a dívida aumentou R$ 397,6 bilhões, equivalente a uma expansão de 4,6%.

A dívida mobiliária interna, que representa a maior parte do estoque, cresceu 2,72% em maio, encerrando o mês em R$ 8,692 trilhões. Já a dívida externa avançou 1,37%, para R$ 340,5 bilhões. Com isso, os títulos internos passaram a responder por 96,23% da dívida pública federal, enquanto a parcela externa ficou em 3,77%.

O Tesouro emitiu R$ 166,27 bilhões em títulos ao longo de maio e realizou resgates de R$ 31,81 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 134,46 bilhões. A maior parte das emissões concentrou-se em papéis indexados à taxa flutuante, que responderam por 62,5% do total emitido no mês. Os títulos prefixados representaram 26,6% das emissões e os corrigidos pela inflação, 10,8%.

Com o aumento das emissões desses papéis, a participação dos títulos atrelados à taxa flutuante no estoque da dívida passou de 48,59% para 48,99%. Os prefixados também ampliaram a participação, de 20,85% para 21%. Já os títulos indexados à inflação recuaram de 26,76% para 26,26%. A composição permanece dentro dos limites estabelecidos pelo Plano Anual de Financiamento do Tesouro para 2026.

O relatório também mostra que houve redução no prazo médio da dívida, de 4,12 anos para 4,07 anos, ao mesmo tempo em que aumentou a parcela de títulos com vencimento nos próximos 12 meses, de 18,99% para 20,26% do estoque. Ainda assim, ambos os indicadores permanecem dentro das metas definidas pelo Tesouro para o ano.

O custo médio acumulado em 12 meses da dívida pública também aumentou em maio, passando de 12,22% ao ano para 12,31% ao ano. Segundo o Tesouro, a alta acompanha o ambiente de juros elevados, refletido também no custo das novas emissões de títulos públicos.

 

Número de empresas geridas por jovens cresce quase 15 vezes em seis anos no RN

 


Felipe Salustino
Repórter

O Rio Grande do Norte acumula em 2026 um total de 19.857 empresas geridas por jovens em idade de trabalho, de acordo com dados do Sebrae-RN. O número representa um crescimento de aproximadamente 1.320,5% em relação a 2020, quando o estado contabilizava 1.398 negócios liderados por empreendedores nessa faixa etária. Isso significa que o total de empresas é quase 15 vezes superior ao registrado há seis anos. A necessidade de escalar uma renda, as dificuldades no mercado de trabalho provocadas pela pandemia de covid-19, aliadas a oportunidades geradas pela internet contribuem para essa expansão.

Natal (com 7.156 empresas), Parnamirim (com 2.187), Mossoró (1.973) e São Gonçalo do Amarante (729) estão no topo das cidades potiguares com maior número de negócios liderados por jovens. Os demais municípios que se destacam são Extremoz (407 jovens empreendedores), Macaíba (329), Caicó (321), Ceará-Mirim (262), Assú (234) e Currais Novos (228).

Ravi Brito, diretor de Eventos da CDL Jovem Natal, explica que o crescimento do número de empreendedores jovens no Rio Grande do Norte de 2020 para cá tem a ver, em primeiro lugar, com os efeitos provocados pela pandemia de covid-19.

“O ano de 2020 é marcado pela chegada da crise sanitária, quando muitas pessoas perderam o emprego e começaram a buscar uma nova fonte de renda – esse é o chamado empreendedorismo por necessidade. A outra explicação é que esses jovens também começaram a empreender por oportunidade, com a ascensão da internet, que permitiu o e-commerce e a possibilidade de acessar novidades de forma mais rápida”, explica.
Foi graças à internet e à paixão pelo artesanato que Janiely Félix, hoje com 26 anos, decidiu criar, no auge da pandemia, a marca de bolsas Palha Potiguar.

“Comecei tudo de forma on-line, em 2021, apoiada pela minha mãe. A gente sempre gostou de peças artesanais, então criei o Instagram para a marca, fui em busca das artesãs para produzir as bolsas e comecei a conciliar a faculdade de Odontologia com a loja”, conta Jani, como é conhecida. Hoje, ela tem um showroom em um shopping em Lagoa Nova, na zona Sul de Natal.

Vítor Burratto, de 20 anos, decidiu empreender mais recentemente. Em março deste ano, ele abriu uma empresa de impressão 3D (Burratto 3D), que funciona no próprio apartamento, em Nova Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. “Empreender sempre foi um sonho. Então, fui estruturando a parte administrativa para conseguir usufruir depois com tranquilidade daquilo que eu planejei”, revela.

Do mesmo modo que Jani, Vítor também conta com ajuda da internet para ampliar o alcance do negócio. “Criei uma página no Instagram para divulgação. Hoje, a demanda é alta, o que significa que as coisas estão dando certo”, afirma Vítor, que concilia a empresa com um estágio e o curso de Tecnologia da Informação (TI), da UFRN.

A cada 100 jovens no RN, 8 têm um negócio próprio

No Brasil, a cada 100 jovens com idades até 29 anos, 16 são donos do próprio negócio, de acordo com a pesquisa Empreendedorismo Jovem Sob a Ótica da PNAD Contínua, elaborada pelo Sebrae Nacional. No Rio Grande, o levantamento aponta que oito a cada 100 jovens empreendem, o quinto maior índice do Nordeste (o Maranhão é o destaque da região, onde 10 a cada 100 jovens são empreendedores).

Quando o comparativo inclui toda a população em idade de trabalho (dos 14 anos a acima de 60 anos), o índice de empreendedores jovens no estado fica em 14,9%, o quarto mais alto do Nordeste. O Sebrae-RN aponta que esses jovens estão inseridos, majoritariamente, no setor de Serviços (com 11.743 empreendedores no estado).

Em seu negócio, o jovem empreendedor Vítor Burratto oferece, entre outros serviços, o de impressão de miniaturas, além de decoração e personalização de peças e presentes. Com um faturamento que gira entre R$ 3,5 mil e R$ 5 mil mensais, a Burratto 3D já representa a principal fonte de renda de Vítor, que formalizou o negócio (ele é microempreendedor individual – MEI) e reinveste parte do que fatura na própria empresa. “A formalização é importante, dentre outros pontos, por causa da simplificação de impostos. Além do que, acredito que gera maior credibilidade junto ao mercado”, analisa Vítor.

Jani Félix também atua como MEI. Por mês, ela vende cerca de 10 a 15 bolsas, a preços que variam de R$ 69,90 (a mini bag) a R$ 410, além de peças no atacado. Um dos diferenciais da marca é adaptar o produto ao gosto do cliente. “Utilizamos palha de carnaúba, piaçava ou milho. O cliente pode escolher mesclar cores em uma única bolsa e até pedir um modelo específico, que nós tentamos desenvolver”, diz.

Quanto à formalização, Jani avalia ser importante para garantir segurança ao negócio. “Acho super necessário, porque isso auxilia em situações como a que eu passei. Recentemente, uma empresa de fora do estado alegou que eu estava copiando a marca dela. No entanto, são marcas diferentes e a minha é registrada, algo possível graças à formalização”, aponta Jani Félix.

Segundo a pesquisa do Sebrae Nacional, os jovens se mostraram mais atentos a esse aspecto em todo o país no último quadrimestre de 2025, no comparativo com igual recorte de 2021. Enquanto a formalização dos negócios liderados por adultos e seniores avançou, respectivamente, 6,7 e 2,2 pontos percentuais (p.p.) no período, o registro de empresas geridas pela parcela jovem cresceu 7,5 p.p. Ainda assim, a proporção de jovens com CNPJ (28,4%) ficou 6,3 p.p. abaixo da média total de donos de negócios no Brasil, que fechou em 34,7% no final do ano passado.

Ravi Brito, da CDL Jovem Natal explica que a formalização dos empreendedores jovens no RN, embora tenha avançado, ainda é um desafio. “É um processo lento. O jovem sempre teve dificuldades para abrir uma empresa e emitir de notas fiscais, porque muitas vezes ele não sabe onde conseguir as informações para isso.

Mas houve melhorias nos últimos anos, embora não tenhamos ainda um cenário ideal. A CDL sempre orienta que os empresários busquem as informações necessárias e se organizem em associativismo, que é bem melhor do que empreender sozinho”, sugere.

Comércio também atrai jovens empreendedores no estado

Além do setor de Serviços, a maioria dos jovens empreendedores no RN atua no Comércio (5.427) e na Indústria (1.310), mas também há presença importante na Construção (869) e Agropecuária (134). Quanto às áreas com maior participação desses empreendedores, os destaques são Saúde e Bem-Estar (2.435 empresas que contam com jovens no quadro societário), Alimentação (1.895 empresas), Logística e Transporte (1.582), Moda e Confecção (1.525), Casa e Construção (1.379), Supermercados (1.375), Educação (1.270), Marketing e Publicidade (1.121), Automobilismo (931) e Administração e Facilities (841 empresas).

Segundo Ravi Brito, da CDL Jovem Natal, a maior participação nos setores e áreas relacionados tem a ver com a expansão desses mercados no estado. “Quando a gente fala em Serviços, por exemplo, é preciso levar em conta que hoje não é preciso uma grande estrutura para montar uma empresa do tipo. Muita coisa é executada apenas com o uso de internet, com atendimentos pelo WhatsApp e outros aplicativos. Outro ponto é que áreas como Alimentação e Saúde e Bem-Estar são segmentos em forte expansão e que se correlacionam. Basta ver a movimentação atual em torno do nicho de alimentação saudável. Então, os negócios se desenvolvem a partir dessas necessidades”, analisa.

David Góis, gerente de Negócios e Inovação do Sebrae-RN, analisa que, de modo geral, os jovens do estado empreendem pela vontade de construir uma carreira própria, desenvolver soluções inovadoras e conquistar autonomia financeira. “Também há um movimento de jovens que iniciam um negócio para complementar a renda, testar ideias ou transformar habilidades e talentos em fonte de receita. O ambiente digital ampliou essas possibilidades, reduzindo barreiras de entrada em diversos segmentos”, diz.

Brasil

No Brasil, segundo a pesquisa do Sebrae Nacional, o cenário é semelhante ao do Rio Grande do Norte em termos de participação dos jovens nos diferentes setores econômicos, com destaque para a presença no setor de Serviços (57%), Comércio (10,8%) e Construção (9,5%). Os homens são maioria (63,5%), assim como os negros (57,1%).

Grande parte (46,2%) tem ensino médio completo, e um em cada sete jovens, a exemplo dos empreendedores desta reportagem, conciliam os negócios com a formação acadêmica. O rendimento médio geral desses empreendedores é de R$ 2,5 mil, porém com uma importante discrepância entre os que administram os negócios sozinhos (média de R$ 2,2 mil) e aqueles que também são empregadores (média de R$ 6,3 mil).

Número de empresas geridas por jovens no RN

2020: 1.398
2021: 2.092
2022: 3.171
2023: 5.104
2024: 8.581
2025: 15.056
2026: 19.857

Fonte: Sebrae-RN

 

Exportações do RN para os EUA despencam mais da metade em 2026

 


As exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos recuaram mais da metade entre janeiro e maio de 2026 no comparativo com o mesmo período do ano passado. A queda registrada foi de 60,80%, o que representa US$ 38,2 milhões a menos exportados para o país norte-americano (foram US$ 24,7 milhões exportados para os EUA no período, ou 5,1% de participação no volume total). Somente em maio de 2026, o recuo foi de 87,20% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que significa uma retração de US$ 26,1 milhões no valor vendido pelo RN ao país norte-americano.

A retração acontece 10 meses após a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, que ficou conhecida como tarifaço. Embora a realidade atual seja outra, uma vez que a taxação inicial foi revogada pela Suprema Corte americana em fevereiro passado - o que foi seguido por uma nova tarifa global de 10% - a economia do Rio Grande do Norte sente os efeitos de uma crise diplomática que se instalou na relação entre os dois países. Enquanto alguns setores mantiveram o ritmo das exportações a partir da abertura de novos mercados, outros ainda demonstram dependência do país norte-americano, conforme apontam fontes do setor produtivo.

Dados da plataforma Comex Stat, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que de janeiro a julho de 2025, antes da taxação de 50%, o Estado somou US$ 580,23 milhões nas exportações gerais. Já de agosto a dezembro do mesmo ano, período em que a medida entrou em vigor, o valor passou para US$ 547,52 milhões, representando uma queda de 5,6%. Os EUA foram responsáveis por 8,1% das exportações potiguares em todo o ano passado, somando um volume de US$ 91,28 milhões.

Apesar da redução das exportações para os Estados Unidos em 2026, o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec/RN), Lahyre Rosado Neto, destacou os dados da balança comercial potiguar do ano passado, mesmo diante do tarifaço que passou a valer a partir de agosto.

“O que os dados de 2025 mostram com clareza é um resultado robusto: o Estado encerrou o ano com o maior saldo comercial de sua série histórica, alcançando US$ 691 milhões, crescimento de 26,3% sobre 2024, e ampliou sua presença para 81 mercados internacionais, incluindo 14 novos destinos abertos ao longo do ano”, aponta o Secretário.

Os dados citados por ele constam no e-book Panorama do Comércio Exterior e das Relações Internacionais do Rio Grande do Norte 2025, elaborado pela Sedec/RN. Embora reconheça que as tarifas americanas impactaram setores específicos, Lahyre Rosado Neto destaca que as estratégias de diversificação adotadas funcionaram.

“Em 2025, o RN abriu 14 novos mercados internacionais e encerrou o ano com saldo comercial recorde. Esse resultado não apaga os efeitos reais das tarifas sobre segmentos específicos, mas demonstra que a economia potiguar tem capacidade de adaptação. O monitoramento setorial continua de forma permanente, em diálogo direto com os setores exportadores”, destaca.

Setores mais afetados

O setor de pescado apresentou um crescimento abaixo do esperado nas exportações em 2025. Segundo dados da Comex Stat, o envio de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado respondeu por 1,2% das exportações, com U$ 13,8 milhões de volume exportado. O total representa uma variação positiva de 0,20% em relação a 2024.

 O presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca-RN), Arimar França, aponta que a expectativa do setor era crescer em torno de 50% no ano passado. No entanto, aponta, a chegada da taxação ‘congelou’ as exportações do pescado no segundo semestre.

De janeiro a maio deste ano, as exportações dos produtos voltaram a registrar queda, equivalente a 63,50% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na avaliação do presidente, o resultado é motivado tanto pelos reflexos da taxação, quanto pela suspensão de atividades de empresas do segmento.

A entidade não apresenta um estudo sobre as perdas da categoria, mas Arimar França afirma que duas empresas filiadas pararam as operações, enquanto outras tiveram que reduzir o quadro de funcionários para continuar atuando. “Do pescado congelado, [a participação dos Estados Unidos] representava pouco, pois estamos destinando a maior parte para Ásia, mas do pescado fresco era 100% da exportação”, completa.

De acordo com o economista Helder Cavalcanti, o pescado é um dos setores mais vulneráveis ao tarifaço, porque depende de mercado exigente, logística rápida, certificações e compradores específicos. “Mesmo tendo fechado o ano anterior com leve alta de 0,20%, a queda de 63,50% de janeiro a maio deste ano revela um choque forte. Esse desempenho sugere que a tarifa afetou não apenas o preço final, mas a confiança da cadeia”, explica.

O secretário Lahyre Rosado Neto avalia que a queda reflete um impacto mais direto das tarifas sobre o pescado. “Buscamos novos destinos, mas leva tempo: mercados alternativos exigem certificações, adequação logística e construção de relações comerciais”, destaca.

Conforme aponta Arimar França, uma das principais esperanças dos produtores potiguares está na reabertura do mercado da União Europeia para o pescado brasileiro. A empresa Produmar, liderada por Arimar, passou por uma auditoria realizada pela Direção-Geral de Saúde e da Segurança Alimentar do bloco, acompanhada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e atualmente aguarda os resultados do processo.

O segmento de pesca, contudo, não é o único com dificuldades. Na indústria de transformação. O setor de açúcares e melaços também registrou queda em 2025, correspondente a 14,7%. Já no período de janeiro a maio deste ano, as exportações desses produtos caíram 45%.

Segundo Helder Cavalcanti, o cenário indica dificuldade de recuperação do setor, com produtos mais sensíveis a preço, tarifa e logística. “Quando a tarifa reduz a competitividade, o comprador internacional tende a substituir rapidamente o fornecedor. Nesse caso, o problema não é apenas vender menos no curto prazo. O risco é perder espaço comercial, relacionamento com compradores e previsibilidade de contratos”, destaca.

O secretário Lahyre Rosado aponta que a retração de 45% pode refletir uma combinação de fatores, incluindo variação de preços de commodities diante da competitividade do mercado global, sazonalidade produtiva e os efeitos acumulados das barreiras tarifárias americanas. “A Sedec/RN acompanha a evolução do segmento em diálogo direto com os exportadores”, diz.

Entre as medidas adotadas pela pasta para viabilizar a recuperação dos segmentos econômicos afetados pelo tarifaço, o secretário destaca a ampliação da desoneração do ICMS para empresas beneficiadas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Estado (PROEDI), além da capacitação de 200 empresas potiguares para o comércio exterior.

Oportunidades e desafios

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Vieira, defende a necessidade de analisar os efeitos da taxação por setor. Apesar da entidade não dispor de estudos consolidados sobre as perdas no agronegócio, ele destaca que os impactos mais significativos foram observados em cadeias ligadas aos pescados, à carcinicultura e a produtos agrícolas mais dependentes de nichos específicos de mercado.

 “Já a fruticultura irrigada potiguar, embora também tenha sido afetada pelo ambiente de maior incerteza comercial, possui uma base de mercados mais diversificada e uma inserção internacional mais consolidada, o que contribuiu para reduzir sua exposição relativa aos efeitos das medidas tarifárias”, disse o presidente.

Os dados do Comex State apontam que em 2025 a exportação de frutas e nozes não oleaginosas apresentou a segunda maior participação nas exportações, correspondente a 23,9%. De janeiro a maio deste ano, o segmento continua demonstrando crescimento, com uma variação de 11,40% nas exportações.

José Vieira afirma que o crescimento pode ser explicado por fatores estruturais, incluindo a qualidade dos produtos, a regularidade da oferta e forte presença da fruticultura potiguar em mercados europeus e no Reino Unido, o que reduz sua dependência direta do mercado norte-americano.

Embora os produtos hortícolas, frescos ou refrigerados tenham registrado uma queda de 62,50% nas exportações no ano passado, seguido de um crescimento de 34,8% nos primeiros cinco meses deste ano, o presidente da Faern adverte que o período de queda não pode ser atribuído exclusivamente à taxação. “O desempenho das exportações de hortícolas é influenciado por diversos fatores, incluindo condições climáticas, custos logísticos e disponibilidade de oferta”.

Proposta de nova taxação

Enquanto alguns segmentos ainda vivem um cenário de recuperação, o governo dos EUA anunciou, no início deste mês a possibilidade de taxar importações brasileiras com uma tarifa de 25%. Seriam excluídos da taxação alguns produtos como carne bovina, café, terras raras e outros metais. A justificativa é de que algumas práticas brasileiras estariam onerando ou restringindo o comércio norte-americano.

Para Lahyre Rosado Neto, essa sobretaxa elevaria o custo de acesso ao mercado americano e pressionaria a margem das empresas que ainda mantêm essa rota. Ele destaca, porém, que o Estado vem atuando de forma permanente na abertura de novos mercados e programas de internacionalização.

Uma perspectiva semelhante é repercutida por José Vieira. Segundo ele, a tarifa poderia representar uma perda de competitividade para os produtos da agropecuária potiguar que disputam espaço no mercado norte-americano.

O economista Helder Cavalcanti, por sua vez, também destaca que a tarifa ainda traria reflexos consideráveis para a economia potiguar, que precisa continuar investindo na busca por novos mercados. “O efeito econômico não fica limitado às empresas exportadoras: chega ao emprego, à renda, à arrecadação, aos fornecedores locais e à confiança empresarial”, afirma.

 

TANGARAENSE - RECEITA 'BOM QUE SÓ': Aprenda a fazer empadão de flocão de milho com frango cremoso

 


O período dos festejos juninos é marcado por receitas que valorizam os ingredientes típicos do Nordeste, e o milho é um dos grandes protagonistas dessa época do ano.

No quadro "Bom Que Só", do Inter TV Rural deste domingo (14), a dica é preparar um empadão de flocão de milho com frango cremoso, receita que une tradição, praticidade e muito sabor.

Com uma massa feita à base de flocão hidratado no leite e um recheio de frango desfiado, creme de leite, requeijão e milho-verde, o prato é uma boa opção para reunir a família durante o período junino.

Veja abaixo o passo a passo da receita:

Ingredientes

Para a massa

  • 500 g de flocão de milho
  • 6 ovos inteiros
  • 100 g (meio copo) de requeijão cremoso
  • 15 g (1 colher de sopa) de fermento químico em pó
  • Sal a gosto
  • Leite bovino suficiente para hidratar o flocão

Para o recheio

  • 800 g de peito de frango cozido, desfiado e refogado
  • 170 g de milho-verde em conserva
  • 200 g (1 caixa) de creme de leite
  • 100 g (meio copo) de requeijão cremoso
  • 100 g (1 xícara de chá) de azeitonas sem caroço
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto

Para finalizar

  • 150 g de queijo coalho ralado grosseiramente
  • Azeite ou óleo para untar a assadeira

Modo de preparo

Comece hidratando o flocão de milho com leite, como se fosse preparar um cuscuz tradicional. Tempere com sal, misture bem e deixe descansar por cerca de 10 minutos.

Depois da hidratação, acrescente os ovos levemente batidos e o requeijão cremoso. Misture até obter uma massa homogênea e densa. O fermento químico deve ser incorporado apenas na hora da montagem do empadão, antes de levar ao forno.

Para o recheio, misture o frango já cozido, desfiado e refogado com os temperos de sua preferência. Acrescente o creme de leite, o requeijão, o milho-verde e as azeitonas. Misture bem e ajuste o sal e a pimenta-do-reino.

Com a massa e o recheio prontos, incorpore rapidamente o fermento à massa. Unte uma assadeira com azeite ou óleo e faça uma camada fina de massa no fundo, e nas laterais do recipiente.

Distribua todo o recheio, pressionando levemente para acomodá-lo e manter as laterais bem preenchidas. Em seguida, cubra com o restante da massa, espalhando de forma uniforme sem a deixar muito espessa.

Finalize com o queijo coalho ralado e leve ao forno preaquecido entre 180 °C e 200 °C por cerca de 45 minutos, ou até que a superfície fique levemente dourada.

Se preferir, o queijo coalho pode ser substituído por muçarela. O resultado é um empadão dourado por fora, com massa macia e recheio bem cremoso por dentro.

 

VÍDEO: Lagoa de captação transborda e invade casas na Zona Norte de Natal

 



As fortes chuvas registradas entre a noite deste sábado (27) e a madrugada deste domingo (28) provocaram o transbordamento da lagoa de captação do bairro Santarém, na Zona Norte de Natal, e alagaram diversos imóveis nas proximidades.

Com o transbordamento, a água invadiu casas da região, deixando moradores ilhados e causando prejuízos. Imagens gravadas no local mostram ruas tomadas pela água e residências parcialmente alagadas.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de famílias atingidas nem sobre a extensão dos danos provocados pelo alagamento.

O transbordamento da lagoa ocorreu durante o período de chuvas intensas que atingiu Natal e a Grande Natal, provocando diversos pontos de alagamento, transtornos no trânsito e prejuízos em diferentes bairros da capital.

 

VÍDEO: Delegacia de plantão da Zona Norte fica ilhada após fortes chuvas em Natal

 



A frente da Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal ficou completamente alagada na noite deste sábado (27), após as fortes chuvas que atingiram Natal e cidades da Grande Natal.

O alagamento impediu a entrada e a saída de veículos e pedestres do prédio, deixando o acesso à unidade comprometido durante o temporal.

A água cobriu toda a área em frente à delegacia, dificultando a circulação e evidenciando os impactos provocados pela chuva na região.

As fortes chuvas registradas na noite deste sábado provocaram diversos pontos de alagamento em Natal e na Grande Natal, afetando o trânsito e a mobilidade em diferentes áreas da região metropolitana.

VÍDEO: Chuva invade casas e deixa famílias com móveis debaixo d’água em Natal

 



As fortes chuvas registradas na noite deste sábado (27) provocaram alagamentos em diversas ruas do bairro das Rocas, na Zona Leste de Natal, e deixaram moradores com casas invadidas pela água.

Imagens compartilhadas por moradores mostram ruas completamente alagadas e famílias tentando retirar móveis e outros pertences para reduzir os prejuízos causados pela inundação.

Em vários imóveis, a água entrou nas residências e atingiu móveis e eletrodomésticos, causando transtornos aos moradores. Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de famílias afetadas ou a extensão dos danos.

As Rocas estão entre os bairros atingidos pelo temporal que caiu sobre Natal e a Grande Natal na noite deste sábado, quando diversos pontos da capital registraram alagamentos e dificuldades de mobilidade.

 Blog do BG

Prefeitura cancela shows de Raça Negra e Samira Show após fortes chuvas em Natal

 


A Prefeitura de Natal anunciou, na noite deste sábado (27), o cancelamento dos shows de Raça Negra e Samira Show, que aconteceriam no Polo Nélio Dias, dentro da programação do São João de Natal 2026.

Segundo nota oficial do Município, a decisão foi tomada em razão das fortes chuvas e dos ventos intensos registrados na Zona Norte da capital. De acordo com a Prefeitura, as condições climáticas comprometeram a estrutura necessária para a realização segura das apresentações.

Ainda conforme o comunicado, a medida foi adotada com base em critérios técnicos e preventivos, tendo como prioridade a segurança do público, dos artistas, das equipes técnicas e dos demais profissionais envolvidos no evento.

A administração municipal informou que, diante do cenário, a continuidade da programação no local tornou-se inviável. Até o momento, a Prefeitura não anunciou uma nova data para a realização dos shows cancelados.

Na nota, o Município agradeceu a compreensão do público e informou que eventuais atualizações sobre a programação do São João de Natal serão divulgadas pelos canais oficiais.

 


Ideb deve subir no RN, mas 86% dos alunos continuam abaixo do nível adequado em Matemática

 


Mesmo com a expectativa de alta no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2025, 86% dos estudantes do Ensino Médio da rede estadual continuam abaixo do nível adequado de aprendizagem em Matemática.

Os dados são da própria Secretaria de Educação do RN (Seec-RN), que prevê aumento da nota projetada do Ensino Médio de 3,2 em 2023, para 3,85 em 2025.

Os dados preliminares do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), no entanto, mostram que os problemas de aprendizagem persistem.

Além dos 86% de estudantes abaixo do nível adequado em Matemática, outros 74,1% também não alcançaram o padrão esperado em Língua Portuguesa, segundo o levantamento.

 

Copa do Mundo 2026: Veja confrontos da segunda fase e chaveamento até a final

 


O caminho do mata-mata da Copa do Mundo 2026 está definido. Neste domingo, o confronto entre África do Sul e Canadá, às 16h (de Brasília), marca o início dos duelos eliminatórios, que permanecem sendo disputados em jogo único O Brasil está classificado e enfrenta o Japão. Veja detalhes do jogo aqui.

Os dois primeiros colocados de cada grupo garantiram vaga no mata-mata, além dos oito melhores terceiros colocados na classificação geral.

Confrontos da segunda fase e times classificados

Domingo, 28 de junho de 2026
16h - África do Sul x Canadá

Segunda-feira, 29 de junho de 2026
14h - Brasil x Japão
17h30 - Alemanha x Paraguai
22h - Holanda x Marrocos

Terça-feira, 30 de junho de 2026
14h - Costa do Marfim x Noruega
18h - França x Suécia
22h - México x Equador

Quarta-feira, 1º de julho de 2026
13h - Inglaterra x RD Congo
17h - Bélgica x Senegal
21h - Estados Unidos x Bósnia

Quinta-feira, 2 de julho de 2026
16h - Espanha x Áustria
20h - Portugal x Croácia

Sexta-feira, 3 de julho de 2026
00h - Suíça x Argélia
15h - Austrália x Egito
19h - Argentina x Cabo Verde
22h30 - Colômbia x Gana

Chaveamento

Segunda fase

1.     Alemanha x Paraguai

2.     França x Suécia

3.     África do Sul x Canadá

4.     Holanda x Marrocos

5.     Portugal x Croácia

6.     Espanha x Áustria

7.     Estados Unidos x Bósnia

8.     Bélgica x Senegal

9.     Brasil x Japão

10.  Costa do Marfim x Noruega

11.México x Equador

12.Inglaterra x RD Congo

13.Argentina x Cabo Verde

14. Austrália x Egito

15.Suíça x Argélia

16.Colômbia x Gana

Oitavas de final

De um lado da chave:

Oitavas 1 - 04/07 às 18h: Vencedor de Alemanha × Paraguai × Vencedor de França × Suécia
Oitavas 2 - 04/07 às 14h: Vencedor de África do Sul × Canadá × Vencedor de Holanda × Marrocos
Oitavas 3 - 06/07 às 16h: Vencedor de Portugal × Croácia × Vencedor de Espanha × Áustria
Oitavas 4 - 06/07 às 21h: Vencedor de Estados Unidos × Bósnia × Vencedor de Bélgica × Senegal

Do outro lado da chave:

Oitavas 5 - 05/07 às 17h: Vencedor de Brasil × Japão × Vencedor de Costa do Marfim × Noruega
Oitavas 6 - 05/07 às 21h: Vencedor de México × Equador × Vencedor de Inglaterra × RD Congo
Oitavas 7 - 07/07 às 13h: Vencedor de Argentina × Cabo Verde × Vencedor de Austrália × Egito
Oitavas 8 - 07/07 às 17h: Vencedor de Suíça × Argélia × Vencedor de Colômbia × Gana

Quartas de final

De um lado da chave:

Quartas 1 - 09/07 às 17h: Oitavas 1 x Oitavas 2
Quartas 2 - 10/07 às 16h: Oitavas 3 x Oitavas 4

Do outro lado da chave:

Quartas 3 - 11/07 às 18h: Oitavas 5 x Oitavas 6
Quartas 4 - 11/07 às 22h: Oitavas 7 x Oitavas 8

Semifinais

De um lado da chave:

Semifinal 1 - 14/07 às 16h: Quartas 1 x Quartas 2

Do outro lado da chave:

Semifinal 2 - 15/07 às 16h: Quartas 3 x Quartas 4

Terceiro lugar

18/07 às 18h: perdedor da Semifinal 1 x perdedor da Semifinal 2

Final

19/07 às 16h: Semifinal 1 x Semifinal 2

 

Copa do Mundo 2026: Veja seleções classificadas e eliminadas

 


Os confrontos da segunda fase da Copa do Mundo estão definidos. Com o fim da fase de grupos, 32 seleções avançaram ao mata-mata e 16 se despediram da competição.

A segunda fase começa neste domingo, com o confronto entre África do Sul e Canadá. Mais 16 seleções se despedem nesta fase.

Veja as classificadas e eliminadas por grupo:

Grupo A
México - classificado
África do Sul - classificada
Coreia do Sul - eliminada
República Tcheca - eliminada

Grupo B
Suíça - classificada
Canadá - classificado
Bósnia - classificada
Catar - eliminado

Grupo C
Brasil - classificado
Marrocos - classificado
Escócia - eliminada
Haiti - eliminado

Grupo D
Estados Unidos - classificado
Austrália - classificada
Paraguai - classificado
Turquia - eliminada

Grupo E
Alemanha - classificada
Costa do Marfim - classificada
Equador - classificado
Curaçao - eliminado

Grupo F
Holanda - classificada
Japão - classificado
Suécia - classificada
Tunísia - eliminada

Grupo G
Bélgica - classificada
Egito - classificado
Irã - eliminado
Nova Zelândia - eliminada

Grupo H
Espanha - classificada
Cabo Verde - classificado
Uruguai - eliminado
Arábia Saudita – eliminada

Grupo I
França - classificada
Noruega - classificada
Senegal - classificado
Iraque - eliminado

Grupo J
Argentina - classificada
Áustria - classificada
Argélia - classificada
Jordânia - eliminada

Grupo K
Colômbia - classificada
Portugal - classificado
RD Congo - classificado
Uzbequistão - eliminado

Grupo L
Inglaterra - classificada
Croácia - classificada
Gana - classificada
Panamá - eliminado

 

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