quinta-feira, 11 de junho de 2026

TANGARAENSE: População questiona retirada de árvores do Canteiro Central da Rua Treze de Outubro

 


Moradores de Tangará estão preocupados com a retirada de árvores do canteiro central da cidade, mais precisamente da Rua Treze de Outubro. Além de contribuir para o sombreamento e a redução do calor, as árvores exercem importante função ambiental e paisagística.

A população questiona se existe laudo técnico, autorização ambiental e qual será a compensação ambiental realizada pelo município. Transparência é fundamental para que a sociedade compreenda os motivos da remoção e quais medidas serão adotadas para preservar a arborização urbana.

Sem informações oficiais, moradores cobram explicações da Prefeitura sobre a retirada das árvores e o futuro da arborização dos canteiros centrais.

TANGARAENSE – DENÚNCIA GRAVE: Professor grava vídeo e expõe a realidade dos canteiros centrais que estão passando por obras no município de Tangará; veja o vídeo

 


Nas imagens, o professor mostra que meios-fios antigos estariam sendo arrancados para dar lugar a meios-fios de concreto pré-moldado. Durante a gravação, Jair Barbosa questiona a necessidade da substituição e levanta dúvidas sobre a destinação dos recursos públicos empregados na obra.

Ainda segundo o vídeo, os pré-moldados utilizados seriam fabricados por Gija, irmão do prefeito, e por seu filho, o vereador Alcimar, sobrinho do gestor municipal. A denúncia levanta questionamentos sobre possível favorecimento e pede esclarecimentos à população sobre os critérios adotados para a contratação e execução dos serviços.

Atenção Ministério Público Comarca Tangará, isso pode, deve poder, na Capital Gastronômica do Pastel, tudo pode. E nada é investigado.

Por que a Prefeitura está retirando meios-fios de pedra, que duram décadas, para substituí-los por meios-fios de concreto pré-moldado? Essa é uma pergunta que muitos moradores estão fazendo ao verem equipes removendo estruturas que aparentam estar em boas condições.

Enquanto diversas ruas da cidade ainda aguardam pavimentação, saneamento básico e melhorias na infraestrutura, a troca dos meios-fios tem gerado debates sobre prioridades e a aplicação dos recursos públicos. Moradores questionam se a substituição é realmente necessária, quais os benefícios da mudança e qual o custo da obra para os cofres públicos.

A população tem o direito de ser informada sobre os motivos da intervenção, os critérios técnicos adotados e os investimentos envolvidos. Transparência é fundamental para que todos compreendam as ações realizadas com recursos públicos.



Operação Cavalo de Troia: Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de homicídios em Caicó

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação Cavalo de Troia, que resultou na prisão de três homens, dois de 18 anos e um de 25 anos, suspeitos de envolvimento em homicídios no município de Caicó/RN.

A ação teve como objetivo o cumprimento de 11 medidas cautelares, sendo quatro mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Poder Judiciário.

Durante a operação, dois homens foram presos temporariamente. Um terceiro homem também foi preso em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo.

No decorrer das diligências, foram apreendidas três armas de fogo, quantia em dinheiro e outros materiais que serão incorporados às investigações em andamento.

A ação contou com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) e do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte.

As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer os crimes apurados, identificar outros possíveis envolvidos e reunir novos elementos probatórios.

A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população. Informações que possam auxiliar nas investigações podem ser repassadas, de forma anônima e segura, por meio do Disque Denúncia 181.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Luciano Hang chama universidades federais de “guetos da esquerda” e gera reação do governo Lula

 


Críticas do empresário Luciano Hang às universidades federais provocam respostas do governo, de instituições de ensino e de organizações estudantis. Hang afirmou, no fim de maio, que as instituições de ensino superior se transformam em “guetos da esquerda” e associa essa situação ao desempenho econômico do Rio Grande do Sul.

Segundo o empresário, dono da rede de lojas Havan, as universidades deixaram de priorizar a formação técnica e passaram a reproduzir visões ideológicas. As declarações ocorreram diante de apoiadores e foram divulgadas nas redes sociais.

Hang afirmou que as universidades federais exercem influência política sobre estudantes e professores. Para ele, parte das instituições está desconectada das demandas do mercado de trabalho e do setor produtivo.

As críticas se somam a declarações feitas pelo empresário nos últimos anos sobre o papel das universidades públicas e o uso de recursos federais destinados ao ensino superior.

Fundador da Havan, Hang é um dos empresários mais próximos da direita brasileira e frequentemente se manifesta sobre temas políticos e econômicos.

As declarações provocaram reações de integrantes do governo federal e de entidades ligadas ao setor educacional.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, defendeu as universidades federais.

A presidente da União Nacional dos Estudantes, Bianca Borges, também defendeu que as universidades são espaços de desenvolvimento nacional. “As universidades públicas nunca foram um ‘gueto da esquerda’”, afirmou.

Não é a primeira vez que Hang entra em conflito com universidades públicas. Em anos anteriores, o empresário fez críticas semelhantes a instituições federais e questionou o que considera influência ideológica da esquerda no ambiente acadêmico.

Em uma dessas ocasiões, em 2020, Hang teve que o pagar R$ 5 mil por danos morais ao então reitor da Universidade Estadual de Campinas, Marcelo Knobel. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve uma condenação que teve origem em uma publicação do empresário.

Revista Oeste

 

Suspeito de matar ex-delegado trabalhava para vítima e cometeu crime para se apropriar de rebanho, diz Polícia Civil

 


Um dos suspeitos da morte do delegado aposentado Walter dos Santos Oliveira, de 61 anos, que estava desaparecidocujo corpo foi encontrado nesta quinta-feira (11), já havia trabalhado como caseiro do aposentado e, atualmente, era responsável por cuidar de cabeças de gado pertencentes à vítima. A informação é do delegado Francisco Júnior.

 “Esse suspeito chegou a trabalhar como caseiro de uma propriedade rural do Walter no ano passado por cerca de 6 meses. Posteriormente, houve um acerto entre os dois de que a vítima traria cerca de 23 ou 24 cabeças de gado para o sítio do suspeito e ficaria pagando a ele um valor mensal para que ele pudesse cuidar dos bichos. Então existia ali uma relação de confiança”.

Walter dos Santos de Oliveira estava desaparecido desde o dia 20 de maio. O corpo foi encontrado na manhã desta quinta-feira (11), dentro da propriedade de um dos suspeitos que indicou o local do corpo à polícia, na zona rural de São José da Mata, distrito de Campina Grande.

“Inicialmente, ele tentou negar a participação, mas aí, quando a gente confrontou com as provas técnicas, com as mídias que foram extraídas do próprio aparelho celular dele, ele percebeu que seria melhor colaborar para tentar. Ele indicou a localidade aproximada de onde o corpo teria sido enterrado e aí, com a ajuda do canil do Corpo de Bombeiros, a gente conseguiu localizar”, relatou o delegado Francisco Júnior.

O delegado afirmou também que a Polícia Civil acredita que o crime tenha sido premeditado com a intenção de se apropriar dos bens da vítima. “Os criminosos já planejavam a morte com o intuito claro de matar a vítima e subtrair o seu patrimônio, tanto o gado quanto a caminhonete e outros eventuais pertences”.

Para isso, o suspeito contou com a ajuda do genro, o segundo suspeito que está preso, e atraiu a vítima para a propriedade com a desculpa de que havia uma pessoa interessada em comprar o gado.

Ainda não há detalhes de como a vítima foi morta, e, por causa do estado avançado de decomposição em que o cadáver foi encontrado, a causa da morte só poderá ser concluída após exame.

De acordo com a investigação, a vítima pretendia vender os animais. O suspeito teria então planejado com o genro, que também foi preso, para matar o delegado aposentado e se apropriar do rebanho.

Ainda segundo o delegado Francisco Júnior, para atrair a vítima até a propriedade, o suspeito informou à vítima que havia encontrado um possível comprador para o gado. O delegado afirmou também que o corpo do aposentado foi ocultado a aproximadamente 1km da casa do suspeito preso, que é apontado como o autor, próximo a uma área de pasto onde o gado da vítima pastava.

O desaparecimento

Os familiares afirmam que Walter, conhecido também como “João”, saiu da cidade de Boa Vista, no Cariri paraibano, para negociar gado na cidade de São José da Mata, que fica nas proximidades. Atualmente, ele trabalhava como autônomo.

"É uma espera angustiante. A gente se sente impotente, sem saber onde ele está, como é que ele está, se está vivo ou se está morto", disse Fátima Nascimento, a esposa dele.

Em nota, a Polícia Civil da Paraíba informou que a Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande foi designada para investigar o desaparecimento. A corporação também informou que novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

A filha de Walter, Jéssica Nascimento, disse na mesma entrevista que o último sinal do delegado foi por meio de uma ligação, onde se correspondeu com o filho, avisando justamente sobre a ida para São José da Mata negociar a venda de animais.

"Ele ligou pro meu irmão para comunicar que estava indo averiguar um gado que ele tinha numa terra em São José da Mata, em uma terra arrendada. A gente esperou ele chegar, durante a noite, como sempre aconteceu, e ele não chegou", disse.

A família também disse que dois homens foram vistos com o delegado aposentado nessa propriedade na negociação pelo gado. A filha dele disse a pessoa que arrendou a terra de Walter informou que não conhecia os homens e que o delegado fez a negociação de parte dos animais, saindo em um carro dele com as pessoas.

Os familiares também informaram ainda que o carro do delegado aposentado foi visto pela última vez na cidade de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco. O veículo teria passado pela BR-104, mas ainda não foi localizado.

 

Ponte inaugurada há um ano em Nova Cruz apresenta sinais de deterioração e acende alerta

 



A Ponte João Nogueira da Silva, em Nova Cruz, no Agreste potiguar, voltou ao centro das atenções menos de um ano após ser inaugurada. Imagens divulgadas nesta quarta-feira (10) mostram sinais de deterioração na estrutura, com estacas de sustentação expostas, e acenderam um alerta sobre a necessidade de vistoria técnica no local.

A obra foi entregue em julho de 2025 e recebeu investimento de R$ 10,5 milhões. Pela dimensão, pelo custo e pela importância para a mobilidade do município, a situação chama atenção: uma ponte apresentada como avanço para a infraestrutura local já aparece com sinais visíveis de desgaste em pontos sensíveis da sustentação.

“Não podemos esperar por um incidente para agir. A negligência com a manutenção preventiva é a maior inimiga da engenharia civil”, disse o repórter Erilson Amador (@erilsonamador), que enviou imagens da situação.

As imagens (confira mais abaixo) revelam que as estacas responsáveis por sustentar a carga da ponte estão com a estrutura exposta. O caso, pela natureza da obra, não pode ser tratado como simples problema visual. Em pontes, sinais de desgaste em elementos de sustentação exigem avaliação especializada, porque envolvem diretamente a segurança de pedestres e motoristas.

Moradores da região cobram uma vistoria técnica minuciosa, feita por profissionais qualificados, para identificar a extensão dos danos e definir quais intervenções precisam ser realizadas.

A cobrança também recai sobre o poder municipal. A ponte é patrimônio público e recebe circulação diária de pessoas e veículos. Por isso, a manutenção preventiva não é apenas uma medida administrativa: é uma obrigação ligada à segurança da população.

Obra foi tratada como uma das mais importantes do município

A Ponte João Nogueira da Silva foi inaugurada em julho de 2025 com o peso de uma obra aguardada pela população. À época, a estrutura era apresentada como realização de um antigo sonho dos moradores e como um avanço significativo para a infraestrutura de Nova Cruz.

A construção começou em março de 2024, durante a gestão do então prefeito Flávio de Beroi, com recursos garantidos em caixa. O investimento total foi de R$ 10,5 milhões.

Do total aplicado, R$ 4,5 milhões foram oriundos dos cofres do município. Outros R$ 6 milhões vieram de emendas parlamentares destinadas pelo senador Styvenson Valentim.

A ponte possui 134 metros de pista de rolamento para veículos. Somadas as cabeceiras, com 76 metros, a estrutura ultrapassa 200 metros de comprimento.

A largura é de 12 metros, com passagem exclusiva para pedestres de 1,60 metro. A proposta era garantir mais segurança, acessibilidade e fluidez para quem atravessa a região.

É justamente esse porte que torna a denúncia mais sensível. Não se trata de uma estrutura secundária ou improvisada, mas de uma obra recente, de alto investimento e com papel importante na rotina urbana de Nova Cruz.

A denúncia não substitui um laudo técnico, mas expõe um problema que precisa de resposta rápida. Quando uma ponte recém-inaugurada apresenta sinais visíveis de deterioração, o mínimo esperado é inspeção, transparência e, se necessário, intervenção corretiva antes que o quadro avance.

Portal N10

 

Sinal do hexa? Jerimum nasce verde e amarelo no interior do RN e chama atenção de moradores

 


Um fato curioso chamou a atenção na cidade Martins, no Oeste Potiguar. Um jerimum com coloração verde e amarela encontrado no quintal de uma família ganhou destaque entre moradores da região. As cores do fruto, semelhantes às da bandeira do Brasil, levaram algumas pessoas a associar o caso a um possível “sinal” relacionado ao hexa na Copa do Mundo.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a coloração não tem relação com simbolismos, mas sim com melhoramento genético. A variedade é conhecida como “abóbora brasileirinha”, desenvolvida em 2006 para apresentar frutos com casca bicolor, em verde e amarelo.

De acordo com Narla Aquino, o pé de jerimum nasceu a partir de sementes que foram lançadas no quintal pela mãe, Nildete Queiroz. Ela afirmou que não há lembrança de quem teria fornecido o material inicialmente e que o plantio foi feito sem a expectativa de algo diferente. A descoberta do fruto incomum foi feita pela filha, Raabe.

A aparência do jerimum acabou despertando curiosidade entre moradores da comunidade, que foram até o local para observar o fruto mais de perto e realizar registros fotográficos. A situação se espalhou pela vizinhança, tornando o quintal um ponto de visita espontânea durante o período da colheita.

Com informações de @grupocidadao190

 


Atheneu passa a ser reconhecido como patrimônio cultural do município de Natal

 


O Colégio Estadual Atheneu Norte-Riograndense foi declarado Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial de Natal. O reconhecimento foi aprovado pela Câmara Municipal nesta quarta-feira (10), em segunda discussão, e segue agora para sanção do Executivo.

Com 192 anos de fundação, o Atheneu é a instituição de ensino mais antiga do Rio Grande do Norte. Ao longo de sua história, formou gerações de estudantes e reuniu nomes ligados à política, cultura e vida pública do estado.

O projeto destaca o papel do colégio na formação educacional e na trajetória histórica de Natal, preservando sua relevância como referência no ensino potiguar.

Após a aprovação final, a proposta depende de sanção para passar a ter validade como lei municipal.

 

TANGARAENSE - Fique atento: Instagram passa a exibir a localização exata de usuários e gera preocupação

 


O Instagram passou a liberar no Brasil o "Mapa do Instagram", recurso que permite compartilhar a localização do usuário com seus seguidores. A novidade gerou preocupação nas redes sociais por mostrar o ponto exato onde uma pessoa está.

Na tela de apresentação da ferramenta, o Instagram afirma que "você não está compartilhando a sua localização, a menos que ative essa opção". A empresa também informa que "seus seguidores podem ver seu conteúdo nas localizações que você marcar".

O acesso ao recurso fica dentro da área de mensagens diretas (DM). Um ícone de globo identificado como "Mapa" abre uma visualização em que é possível ver a localização associada a publicações e stories compartilhados pelos usuários.

A função já havia gerado polêmica antes de seu lançamento oficial. Em 2025, alguns usuários tiveram acesso antecipado ao recurso e relataram preocupações sobre o compartilhamento de localização.

Após a chegada da função para mais usuários ontem (10), algumas pessoas disseram que o recurso apareceu em suas contas, mas sumiu pouco tempo depois.

Repercussão negativa
Nas redes sociais, usuários criticaram a nova funcionalidade do Instagram e alertaram para possíveis riscos relacionados ao compartilhamento de localização.

"O Instagram dando arma pra stalker", escreveu uma pessoa no X.

"Tô vendo a localização de um monte de gente no Instagram, inclusive de gente com quem nunca troquei uma palavra na vida", publicou outra.

"O ano é 2026 e o Instagram achou de bom tom lançar um MAPA onde você consegue ver onde as pessoas estão!!!!", afirmou uma terceira usuária.

"Não ativem a localização no mapa do Instagram, principalmente se você for mulher. Isso é uma das maiores loucuras que já vi", escreveu outra.

Com informações de g1

 

Preocupante: 24 horas após Lula sugerir enforcamento, Flávio sofreu 1.600 ameaças no X

 


A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com pedido formal de instauração de inquérito originário. O escritório Tracy Reinaldet, responsável pela peça protocolada em 4 de junho de 2026, imputa a Lula os crimes de ameaça (art. 147 do Código Penal) e incitação ao crime (art. 286 do Código Penal), com base em discurso presidencial proferido dois dias antes, durante evento oficial em Catalão, no interior de Goiás.

No trecho central da fala, Lula classificou Flávio Bolsonaro como "vendilhão da pátria" e afirmou que "por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado", encerrando com a pergunta: "o que merecem os traidores da pátria?". Tudo isso, transmitido ao vivo pela TV Brasil, em um evento oficial do Governo Federal dentro de um Instituto Federal de ensino. 

Além da análise jurídica, a notícia-crime apresenta um levantamento de impacto nas redes sociais: nas 24 horas seguintes ao discurso, foram mapeadas mais de 1.600 postagens com ameaças explícitas contra Flávio Bolsonaro no X — incluindo os termos "matar", "fuzilar" e "esfaquear" — e outras 500 com ameaças veladas, totalizando mais de 14 milhões de visualizações.

A defesa usa esses dados para demonstrar que a fala presidencial teve efeito concreto e mensurável sobre o comportamento de terceiros, requisito essencial para a configuração do crime de incitação. A produção de provas requerida inclui o depoimento de Flávio como vítima e o interrogatório do presidente.

 A peça também chama atenção para o fato de que o próprio Lula errou ao narrar a história que escolheu como exemplo: Joaquim Silvério dos Reis, o delator, não foi enforcado — morreu de causas naturais. Quem foi executado foi Tiradentes, o delatado. O deslize histórico, registrado pelos advogados com evidente ironia, reforça a percepção de que o presidente usou uma referência que nem ele mesmo domina para legitimar, perante uma multidão, a ideia de que seu adversário político merece a morte.

O protocolo da notícia-crime coloca o STF diante de uma situação delicada e inevitável: será preciso avaliar se o chefe do Executivo nacional, ao usar um palanque oficial para sugerir que um senador da oposição (filho de um homem que já sobreviveu a uma facada por motivação política) merece ser enforcado, cometeu crime ou apenas exerceu liberdade de expressão.

A resposta a essa pergunta importa muito além do caso concreto: ela definirá qual é o limite do discurso presidencial no Brasil e se as instituições têm coragem de aplicar a lei de forma igual para todos.

 

VÍDEO: Flávio Bolsonaro aciona o STF contra Lula por ameaça e incitação ao crime

 



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo a instauração de inquérito para investigá-lo pelos crimes de ameaça e incitação ao crime, previstos nos artigos 147 e 286 do Código Penal. A peça, assinada pelo escritório Tracy Reinaldet Advogados, com sede em Curitiba e Brasília, foi apresentada ao presidente do STF e tem como base um discurso proferido por Lula em 2 de junho de 2026, durante a inauguração do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano, em Goiás.

No discurso, Lula chamou Flávio Bolsonaro de "vendilhão da pátria" e "traidor", em referência a uma visita do senador ao secretário de Estado americano Marco Rubio. Na sequência, o presidente citou o caso de Joaquim Silvério dos Reis, delator da Inconfidência Mineira, afirmando que "por menos do que isso ele foi enforcado" e questionou ao público: "o que merecem os traidores da pátria?". A defesa de Flávio aponta que o raciocínio construído por Lula forma um silogismo claro — traidor merece ser enforcado, Flávio é traidor, logo Flávio merece ser enforcado — e que a pergunta retórica não elimina o dolo de incitação.

A petição ainda destaca que a fala foi transmitida ao vivo pela TV Brasil e publicada no canal oficial do governo no YouTube, atingindo audiência massiva. Segundo levantamento apresentado na notícia-crime, apenas nas 24 horas seguintes ao discurso foram identificadas mais de 1.600 postagens na rede social X com ameaças explícitas contra Flávio Bolsonaro e seus familiares — usando termos como "matar", "fuzilar" e "esfaquear" —, além de mais de 500 postagens com ameaças veladas. O conjunto de publicações alcançou mais de 14 milhões de visualizações e cerca de 900 mil curtidas, o que, para a defesa, comprova a aptidão concreta da fala presidencial de mobilizar pessoas para a prática de crimes.

A notícia-crime também ressalta um erro histórico cometido pelo próprio presidente: Lula atribuiu o enforcamento a Joaquim Silvério dos Reis, o delator, quando, na realidade, quem subiu ao patíbulo foi Tiradentes, o delatado. A defesa usa o equívoco para reforçar a tese de que Lula confundiu — ou propositalmente inverteu — os papéis do herói e do vilão da história, o que seria revelador da lógica com que o presidente enxerga o atual cenário político brasileiro. Para os advogados, não se trata de metáfora despretensiosa nem de retórica comum do debate eleitoral, mas de discurso cuidadosamente construído para conduzir milhões de pessoas a uma conclusão criminosa.

O caso chega ao STF em um contexto de crescente violência política no Brasil e no mundo. A petição cita o assassinato do senador colombiano Miguel Uribe Turbay, as tentativas de assassinato contra Donald Trump e contra Cristina Kirchner, além de dados que apontam 68 políticos brasileiros assassinados entre 2016 e 2020. Com o protocolo da notícia-crime, Flávio Bolsonaro — pré-candidato à Presidência da República — joga luz sobre uma questão que não pode ser varrida para debaixo do tapete: um presidente da República que usa o palanque para insinuar, diante de milhares de apoiadores, que seu adversário político merece ser enforcado, não está fazendo retórica — está incendiando um ambiente já perigosamente inflamado.

 Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

 

TANGARAENSE: População questiona retirada de árvores do Canteiro Central da Rua Treze de Outubro

  Moradores de Tangará estão preocupados com a retirada de árvores do canteiro central da cidade, mais precisamente da Rua Treze de Outubro....