Sindicatos que representam os trabalhadores dos
Correios em todos os estados do país aprovaram uma paralisação por tempo
indeterminado. As assembleias que decidiram pela greve ocorreram na noite de
quinta-feira (10/9). A informação foi confirmada pelo g1.
Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a decisão marca uma nova
etapa da Campanha Salarial, após as negociações entre a categoria e a empresa terminarem
sem acordo.
Um dos principais pontos de impasse é o plano de
saúde dos funcionários. De acordo com a Findect, a direção dos Correios
pretende alterar o benefício. A federação afirma que a decisão pela greve
ocorreu após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no
Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Segundo a entidade, os Correios mantiveram a posição
sobre o plano de saúde, considerado um dos principais pontos de divergência nas
negociações.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos
Correios da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, afirmou que, durante a
paralisação, apenas os serviços administrativos internos continuam funcionando.
Ainda não há informações consolidadas sobre o impacto da greve nas demais
regiões do país.
Greve no Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, o Sindicato dos
Trabalhadores dos Correios (Sintect-RN) informou que a proposta apresentada
pela empresa foi rejeitada por unanimidade durante assembleia geral.
Em publicação nas redes sociais, a entidade afirmou
que a categoria decidiu pela greve a partir da 0h desta sexta-feira (11/9). O
sindicato citou como motivos para a paralisação a possibilidade de mudanças no
plano de saúde, a reestruturação dos Correios, a redução de postos de trabalho
e a falta de valorização dos funcionários.
O Sintect-RN também afirmou que não aceita que a
crise financeira da empresa resulte em perda de direitos trabalhistas.
A entidade defendeu a mobilização nacional dos
funcionários e classificou a manutenção do plano de saúde como uma das
principais reivindicações da categoria.
Crise financeira
A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de
prejuízo.No primeiro semestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$
5,6 bilhões. Apesar do resultado negativo, a perda do segundo trimestre foi
menor que a registrada nos dois trimestres anteriores, indicando uma
recuperação parcial após o prejuízo recorde do primeiro trimestre.
A estatal também espera receber um novo empréstimo
de R$ 7 bilhões até 15 de setembro. Segundo apuração do g1, os recursos devem
ser concedidos por um consórcio formado por Citibank, J.P. Morgan, Deutsche
Bank e Banrisul.
O financiamento já havia sido confirmado pelos
Correios nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre,
divulgadas no fim de agosto.









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