sábado, 4 de abril de 2026

RN pode deixar de captar R$ 232,6 bi sem regra competitiva para atrair data centers

 


O Rio Grande do Norte pode deixar de captar até R$ 232,6 bilhões em investimentos em data centers caso não avance na criação de uma regulamentação competitiva para o setor. A estimativa, da Comissão de Energias Renovaveis da Fiern (Coere), considera projetos de grande porte. Conforme o setor produtivo, o estado pode perder espaço na disputa com outras unidades do Nordeste que já avançaram na definição de regras e na atração desses empreendimentos. Os dados da Coere, baseados em projeto de 1 GW por ano, indicam o potencial econômico perdido pelo RN sem regulamentação específica para o setor.

A notícia é do jornal Tribuna do Norte. De acordo com as estimativas, o estado pode deixar de captar até R$ 232,6 bi em investimentos, considerando os aportes em infraestrutura, equipamentos e energia. O impacto também se reflete na geração de empregos, com potencial de até 53.670 postos diretos e indiretos.

Também há efeitos na arrecadação. O RN pode deixar de arrecadar cerca de R$ 497,6 milhões por ano em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) potencial bruto (20%), considerando a renda gerada pelos empreendimentos. Em um cenário conservador, com aproveitamento de 50%, a perda estimada na fase operacional chega a aproximadamente R$ 248,8 milhões ao ano.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) analisa uma minuta para regulamentar o licenciamento desses sistemas, mas o RN ainda fica atrás de estados vizinhos em termos de agilidade normativa. Além da questão ambiental, o setor aponta a necessidade de definição sobre tributação, como o ICMS, e regras para uso da rede elétrica durante o carregamento de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Battery Energy Storage Systems – BESS).

A resolução sobre a implementação de BESS e data centers foi incluída na pauta da 101ª reunião ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), prevista para o dia 14 de abril de 2026. O processo ainda depende do atendimento, por parte do Idema, a ajustes solicitados pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) na minuta da resolução.

Sérgio Azevedo, presidente da Coere, afirma que o RN ainda não conseguiu converter esse potencial em um ambiente regulatório moderno, previsível e competitivo. “O Rio Grande do Norte ainda está atrasado nessa agenda. E isso é preocupante, porque estamos falando de dois segmentos estratégicos para o futuro da economia: data centers e armazenamento em baterias”, defende.

Para a comissão, a ausência de regulamentação tem afastado investidores do estado, já que a decisão de investir não depende apenas da disponibilidade de energia, mas também de segurança jurídica.“Quando a regulamentação demora demais, o estado já começa a perder”, pondera Azevedo. O Ceará, por exemplo, é o terceiro do Brasil com maior número dessas estruturas, com 12 unidades instaladas, segundo a plataforma Data Center Map. Na região, a Bahia conta com um data center, Pernambuco com três e a Paraíba com dois.

No material comparativo analisado pelo Coere, há uma diferença entre os critérios adotados pelos estados. Enquanto o Piauí adotou uma lógica mais flexível, baseada na potência — chegando a até 500 MW na faixa considerada de micro porte —, a Bahia utiliza critérios por área. Já o RN corre o risco de estabelecer limites mais restritivos e um enquadramento mais rigoroso.“O Ceará entendeu antes que essa agenda é estratégica. O Piauí também se moveu com rapidez. E a principal lição para o RN é simples: não basta ter potencial; é preciso ter decisão”, destaca Sérgio Azevedo.

O setor produtivo teme que a demora resulte em normas excessivamente conservadoras. “Se o Piauí adota uma faixa simplificada mais ampla, o RN não pode nascer com uma regra menor, mais rígida e menos competitiva. Se o outro estado simplifica até 500 MW, nós deveríamos ter a ambição de ser ainda mais atrativos, e não menos”, considera o presidente da Coere.

Licenciamento ambiental precisa de agilidade

O advogado Kepler Brito, relator da resolução do BESS e representante da OAB/RN no Conema, avalia que há uma percepção equivocada sobre o uso excessivo de água em data centers. “Em especial os data centers são hoje empreendimentos pouco impactantes no território. Existe um temor sem fundamento de que há a utilização excessiva de água nos empreendimentos de datacenter. Mas as novas tecnologias permitem a refrigeração dos sistemas sem qualquer uso de água na operação”, analisa o advogado.

Os data centers representaram apenas 0,003% do uso consuntivo de água no Brasil em 2022, com projeção de 0,008% até 2029, com predominância de sistemas de resfriamento em circuito fechado, segundo estudo da Brasscom.

Kleper Brito destaca que a ausência de uma norma que defina parâmetros de porte e potencial poluidor para empreendimentos como data centers e sistemas de armazenamento de energia afeta diretamente a segurança jurídica do processo.

O presidente do CREA-RN, Roberto Wagner, destacou que os riscos ambientais associados a empreendimentos como data centers e sistemas de armazenamento de energia podem ser controlados por meio de soluções de engenharia e tecnologia. Segundo ele, embora exista preocupação em torno desses projetos há mecanismos técnicos capazes de mitigar os impactos.

Ele explicou que, no caso dos sistemas de armazenamento, um dos principais riscos está relacionado à possibilidade de incêndio e à geração de resíduos, como água contaminada no processo de combate às chamas, mas há solução também para a bacia de contenções. “Todo empreendimento tem um risco, mas a engenharia tem capacidade de controlar, de mitigar, de reduzir esses impactos”, afirmou.

Para ele, o ponto central é garantir que o licenciamento ambiental seja estruturado de forma adequada, permitindo o controle dos riscos sem inviabilizar os investimentos. “Não existe impacto zero, existe impacto controlado com engenharia e tecnologia e um licenciamento adequado. É isso que a gente está buscando”, completou.

Roberto Serquiz presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) destacou que a demora na modernização da legislação impacta diretamente a competitividade e a geração de empregos. Segundo ele, a revisão da Lei Complementar nº 272, que trata do licenciamento ambiental, é urgente. “O Rio Grande do Norte ainda opera com uma legislação que não acompanha a evolução do seu potencial produtivo e tecnológico”, disse.

Para Serquiz, o Rio Grande do Norte já possui o potencial necessário, mas é preciso destravar o ambiente regulatório para que esse potencial se transforme em desenvolvimento econômico real. “Avançar nessa agenda é decisivo para que o RN deixe de operar em ritmo lento e passe a ocupar o protagonismo que seu potencial permite”, considera.

Armazenar em BESS é solução estratégica

A implementação de sistemas de armazenamento de energia em BESS desponta como uma solução estratégica para reduzir a intermitência das fontes renováveis e otimizar o escoamento da produção diante dos desafios de infraestrutura da rede elétrica.Esses sistemas permitem armazenar o excedente de energia gerado, garantindo maior estabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em períodos de baixa demanda ou de restrições na transmissão.

Darlan Santos, presidente do Cerne, explica que as baterias funcionam como um “pulmão” para os parques geradores, armazenando o excedente desperdiçado e liberando-o nos momentos de maior demanda, além de estabilizar a rede e melhorar a qualidade da energia.

Apesar do potencial, a ausência de uma regulamentação específica para sistemas de armazenamento ainda é vista como um dos principais entraves para a viabilização de projetos no estado. “Embora os custos de aquisição de baterias tenham caído globalmente, o investidor prioriza a segurança jurídica e a previsibilidade para tomar decisões”, explana Darlan Santos.

Do ponto de vista econômico, o impacto já é sentido. “As geradoras instaladas no estado continuam perdendo receita com os cortes de energia, o que contribui para a desvalorização dos ativos eólicos e solares. As geradoras no RN seguem perdendo receita com o curtailment, o que desvaloriza os ativos eólicos e solares”, alerta Santos.

Conforme Santos, a indefinição reduz a circulação de investimentos e limita a geração de empregos qualificados: “Esse atraso compromete a ambição do RN de se tornar um hub de Data Centers Verdes ou de Hidrogênio Verde, indústrias que dependem de uma rede elétrica estável, resiliente e capaz de armazenar energia”.

A Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos informou que, no âmbito regulatório, o Idema já autorizou a instalação de sistemas de baterias com capacidade de até 20 megawatts (MW) em empreendimentos em operação. Apesar disso, o órgão destaca que o potencial instalado no estado permite ampliações significativamente superiores. O secretário-adjunto da Sedec, Hugo Fonseca, avalia que o estado já tem conseguido atrair empreendimentos de alto consumo energético. “O RN já conseguiu atrair um supercomputador de alto desempenho, que possui um alto consumo de energia, além do próprio data center do Governo, que será instalado e operado por uma PPP”, argumenta.

 

 

FBI identifica suspeito brasileiro que fez mais de 300 vítimas pelo mundo, inclusive, no Rio Grande do Norte

 


Uma apuração que começou nos Estados Unidos, após a denúncia de uma família, levou autoridades a identificar no Brasil um homem de 31 anos acusado de abordar adolescentes pela internet, obter imagens íntimas sob pressão e armazenar milhares de arquivos ilegais. No inquérito acessado pela coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, o caso ganhou dimensão internacional: mais de 300 vítimas foram identificadas, em sua maioria estrangeiras, especialmente norte-americanas, e ao menos sete eram brasileiras.

Entre os episódios apurados, uma das vítimas ligadas à investigação era uma jovem do Rio Grande do Norte. Segundo a apuração, foi com base em material associado a essa vítima potiguar que o homem acabou condenado a seis anos de prisão, por registrar imagens envolvendo adolescente e armazenar conteúdo ilegal. Apesar de ter sido preso durante as investigações, ele atualmente responde em liberdade.

O caso teve início quando o pai de uma adolescente de 15 anos procurou autoridades dos EUA ao perceber mensagens suspeitas recebidas pela filha nas redes sociais. O rastreamento digital apontou que o responsável pelas abordagens estava em São Paulo, o que levou ao compartilhamento das informações com as autoridades brasileiras e abriu caminho para a atuação conjunta entre os dois países.

De acordo com a investigação, o suspeito usava perfis falsos, se passando por adolescente, para se aproximar das vítimas em aplicativos de conversa frequentados por jovens. Depois de pedir imagens íntimas, ele passava a usar o material para pressão psicológica, ameaçando divulgar o conteúdo a familiares e contatos caso não recebesse novos arquivos.

A operação da Polícia Federal ocorreu em maio de 2023 e resultou na apreensão de dispositivos eletrônicos vinculados ao investigado. Nos equipamentos, foram encontradas mais de 6 mil imagens armazenadas e indícios de que o mesmo padrão de abordagem se repetia com vítimas de diferentes países. A coluna informou que não conseguiu localizar a defesa do homem.

 

 

Via Costeira pode atrair R$ 1,4 bilhão em investimentos com novos hotéis e gerar 1,5 mil empregos diretos

 


A construção de novos hotéis em oito terrenos da Via Costeira, em Natal, pode atrair até R$ 1,4 bilhão em investimentos em cinco anos, segundo estudo da Fecomércio-RN, em reportagem publicada pela Tribuna do Norte. O projeto também tem potencial para gerar cerca de 1,5 mil empregos diretos e movimentar quase R$ 600 milhões por ano na economia local.

A estimativa prevê a criação de 1.520 apartamentos e mais de 5 mil leitos, ampliando a capacidade hoteleira da capital. A arrecadação de impostos também deve crescer, com aumento no ISS, ICMS e IPTU.

Parte dos terrenos, no entanto, está com concessões suspensas por decisão cautelar do TCE-RN. O tribunal identificou que empresas não cumpriram contratos firmados há décadas para construção de empreendimentos turísticos.

Com a medida, novos projetos ficam temporariamente bloqueados até que o Estado apresente um plano de reavaliação e destinação das áreas. A orientação é priorizar transparência e interesse público, podendo incluir novas licitações.

Apesar do entrave, o setor produtivo avalia que destravar esses investimentos é fundamental para ampliar o potencial turístico da Via Costeira, um dos principais polos da cidade.

 

Irã autoriza passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

 


O Irã anunciou que permitirá a passagem de navios com “bens essenciais” pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado. A medida foi divulgada pela agência estatal Tasnim.

A liberação vale principalmente para embarcações com alimentos básicos e insumos para criação de animais, destinadas a portos iranianos ou já em operação na região. Ainda não há definição clara sobre quais produtos serão considerados essenciais nem se países considerados hostis terão restrições.

O governo iraniano informou que uma lista de navios autorizados será coordenada pelas autoridades competentes. Além disso, o Iraque terá livre trânsito pela rota, indicando tratamento preferencial.

Ultimato de Trump

No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã, afirmando que poderá intensificar ações militares caso não haja acordo ou reabertura total do estreito.

A medida mantém o cenário de tensão na região, com abertura parcial da rota e risco de nova escalada no conflito.

Com informações de Reuters e CNN

 

VÍDEO: Com atores seminus, encenação do ‘Bacanal do rei Herodes’ em espetáculo da Paixão de Cristo em Pernambuco causa polêmica


 

O espetáculo “A Nossa Paixão – A Luz do Mundo” repercutiu nas redes sociais em razão de uma das cenas da apresentação. A Via Sacra aconteceu no município de Gravatá, no Pernambuco, nessa quinta-feira (2/4), e contou com encenação do Bacanal do rei Herodes com direito a artistas seminus e dança sensual no meio da Paixão de Cristo.

Os vídeos da apresentação viralizaram e dividiram opiniões entre os internautas, que ficaram surpresos com o teor das cenas no meio do espetáculo religioso.

Ridículo! Depois cobram respeito que não tem”, comentou um perfil. “Paixão do diabo, só pode”, observou outro internauta.

O show é realizado pelo Instituto Cultural e Ecológico Terra Agreste (ICETAG) com apoio da Prefeitura de Gravatá e integra, há 43 anos, o calendário cultural do município.

Após a repercussão negativa, o ICETAG publicou nota de repúdio às críticas recebidas e se defendeu afirmando que a apresentação teve um “profundo respeito à narrativa bíblica”.

“A Nossa Paixão é um espetáculo construído com profundo respeito à narrativa bíblica, que norteia toda a obra do início ao fim. Cada cena apresentada faz parte de um contexto maior, pensado de forma cuidadosa para transmitir a mensagem da Paixão em sua totalidade. Nenhum elemento é inserido de forma isolada ou fora desse propósito”, disse a nota publica nas redes sociais.

Metrópoles

 

4 em cada 10 cidades do Brasil dependem em 90% ou mais de verba do estado ou da União

 


Quatro em cada dez municípios brasileiros dependem em 90% ou mais de recursos da União e dos estados para manter suas contas, segundo dados do Tesouro Nacional compilados pelo Ministério da Fazenda.

Em 2024, 2.190 cidades estavam nessa situação, o equivalente a cerca de 40% dos municípios do país. Em 2019, eram 2.950, indicando uma leve redução na dependência.

Apesar da melhora, a dependência ainda é elevada. Em 80% das cidades, a arrecadação própria representa no máximo 20% da receita total.

Especialistas apontam que a queda recente está ligada ao aumento da arrecadação de tributos municipais, como o ISS, além de maior controle fiscal. Ainda assim, a maioria das cidades segue dependente de repasses.

O cenário tem origem na expansão do número de municípios após a Constituição de 1988, que ampliou a autonomia local e facilitou a criação de novas cidades. Desde então, cerca de 1.400 municípios foram criados, muitas vezes sem viabilidade econômica.

Hoje, a principal fonte de recursos das prefeituras é o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), formado por impostos federais. Como os repasses são previsíveis, especialistas apontam que isso reduz o incentivo para ampliar a arrecadação própria.

Além disso, despesas obrigatórias com saúde, educação e folha de pagamento consomem grande parte das receitas, limitando investimentos e a capacidade de planejamento.

Para analistas, os repasses são essenciais para manter as prefeituras funcionando, mas também evidenciam a baixa autonomia financeira e os desafios de gestão no nível municipal.

 

Deputada Cristiane Dantas desponta entre os mais lembrados e aparece em 4º lugar em pesquisa espontânea para deputado estadual

 





A deputada estadual Cristiane Dantas surge em posição de destaque na mais recente pesquisa de intenção de voto espontânea para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (Registro TSE: RN-07240/2026). Com 1,60% das citações, a parlamentar aparece empatada tecnicamente na 4ª colocação, consolidando seu nome entre os mais lembrados pelo eleitorado potiguar.

O levantamento, que mede a lembrança espontânea — quando o eleitor cita o candidato sem qualquer estímulo — é considerado um dos mais relevantes termômetros políticos. Nesse cenário, Cristiane Dantas figura ao lado de nomes tradicionais da política estadual, ficando atrás apenas de Ezequiel Ferreira (2,15%), Kleber Rodrigues (1,80%) e Coronel Azevedo (1,75%). O desempenho reforça a presença consolidada da deputada no cenário político e evidencia o reconhecimento do seu trabalho em diversas regiões do estado.

Além disso, o resultado demonstra que Cristiane Dantas mantém uma base fiel e ativa, mesmo em um cenário altamente competitivo e pulverizado. A tendência é que, com o avanço do período pré-eleitoral, seu nome ganhe ainda mais força, impulsionado pela atuação parlamentar e articulação política nos municípios. 

Portal de Notícias Parary

Cantor cancela turnê após ser condenado por estupro das próprias filhas

 


O cantor Bruno Mafra, condenado por estupro de vulnerável contra as próprias filhas, anunciou o cancelamento da turnê “Bruno e Trio 2.0”, que começaria neste sábado (4).

O primeiro show estava previsto para o município de Breves, no arquipélago do Marajó. A informação foi divulgada nas redes sociais na sexta-feira (3).

De acordo com o comunicado, a decisão foi tomada por orientação da assessoria jurídica e a turnê não tem previsão de retorno.

A decisão ocorreu após o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) manter por unanimidade, a condenação do cantor por estupro de vulnerável continuado contra as próprias filhas.

Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2007 e 2011, quando as vítimas tinham 5 e 9 anos de idade. O caso veio à tona em 2019, após ser denunciado.

O processo correu sob sigilo e se tornou público com o julgamento em segunda instância no dia 26 de março pela 1ª Turma de Direito Penal.

Bruno foi condenado a 32 anos de prisão em regime inicial fechado por estupro de vulnerável continuado. Ele não está preso e se manifestou nas redes sociais alegando inocência. A defesa dele disse que vai recorrer e alega violações no processo.

Segundo a relatora do caso, a desembargadora Rosi Gomes, os relatos das vítimas foram consistentes e descreveram abusos que envolviam isolamento, manipulação psicológica, exibição de pornografia e atos libidinosos, incluindo sexo oral, ocorridos pelo menos três vezes.

Os depoimentos foram corroborados por familiares, como a mãe, a avó materna e um tio, além de um laudo sexológico que confirmou a materialidade do crime. A defesa pedia a absolvição por insuficiência de provas, mas o recurso foi negado.

Em nota, o escritório Filipe Silveira, responsável pela defesa do cantor, informou que o processo ainda está em curso e que serão adotadas as medidas recursais cabíveis. A defesa sustenta a existência de "relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida".

Com informações de g1

 

Exclusivo: Quem são as autoridades que, realmente, aparecem na investigação sobre Daniel Vorcaro

 


O avanço das investigações da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, trouxe para o centro do debate a dimensão política e institucional do caso. A partir de material extraído do celular do banqueiro e encaminhado parcialmente à CPMI do INSS, reportagens passaram a detalhar menções a reuniões e jantares com autoridades dos Três Poderes, ampliando a pressão por esclarecimentos sobre a extensão dessas interlocuções e seus eventuais objetivos.

Com base em registros citados em reportagens ancoradas no material apreendido e em informações públicas disponíveis até aqui, os encontros relatados ou descritos por Vorcaro envolvem, um a um, os seguintes nomes:

Alexandre de Moraes (ministro do STF). Mensagens citadas por veículos como g1 e UOL/Agência Estado apontam que Vorcaro mencionou encontros com o ministro. O Poder360 também registrou que, além da lista de contatos, há referência nas mensagens a reuniões com Moraes. As reportagens ressaltam que a citação em conversas não significa, por si, investigação ou irregularidade por parte dos mencionados.

Hugo Motta (presidente da Câmara dos Deputados). De acordo com g1 e UOL/Agência Estado, Vorcaro relatou encontros com Motta e mencionou situações como reuniões e jantar com empresários em residência oficial, segundo trechos de mensagens obtidas pela investigação e compartilhadas com a CPMI.

Davi Alcolumbre (presidente do Senado Federal). O Estadão publicou que Vorcaro descreveu, em mensagem, uma reunião na residência oficial do Senado em 3 de agosto de 2025, com reencontro marcado dias depois, embora sem citar explicitamente o nome do presidente do Senado no diálogo. A Folha também noticiou que o material inclui contatos e referências envolvendo Alcolumbre, e o g1 listou o senador entre as autoridades citadas no conjunto de mensagens.

Ibaneis Rocha (governador do Distrito Federal). Veículos como Brasil de Fato, Folha e g1 apontaram que o governador aparece no material como parte do círculo de autoridades com as quais Vorcaro teria proximidade ou encontros mencionados em mensagens.

Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República). O g1 incluiu Lula entre as autoridades citadas por Vorcaro nas mensagens, e a Gazeta do Povo reportou referência a um encontro descrito como ocorrido no Palácio do Planalto, conforme diálogo analisado pelos investigadores e noticiado a partir do conteúdo apreendido.

Ciro Nogueira (senador). O g1 e o UOL/Agência Estado registraram que as mensagens mencionam Ciro Nogueira em contextos de interlocução e encontros relatados pelo banqueiro. O Brasil de Fato e o Poder360 também citaram o senador como figura presente no material.

O caso ganhou amplitude porque, além dos encontros relatados, listas de contatos no telefone do empresário incluem autoridades de diversas instâncias, mas esse ponto não equivale, necessariamente, à comprovação de reuniões. Reportagens como as do Poder360 e do Brasil de Fato destacaram a diferença entre ter contatos salvos e haver registro de encontros efetivos, distinção que passou a orientar a leitura pública do material.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

PL filia nome de peso na região do Seridó: Bibi Costa se filia ao partido

 


O Partido Liberal reforçou sua nominata no Seridó neste sábado com a filiação de Bibi Costa, em Caicó.

A escolha de um partido por Bibi era aguardada por parte da população da região do Seridó, e nos últimos dias o nome do ex-prefeito ganhou forte repercussão, justamente pela expectativa em torno de sua definição partidária.

Irmão do deputado estadual Vivaldo Costa, Bibi passa a integrar o grupo liberal, fortalecendo a nominata do partido e ampliando sua representatividade na região.

A filiação também contribui para o fortalecimento do projeto político de Álvaro Dias ao governo do Estado.

Plenário do STF vai julgar eventuais citações a ministros por Vorcaro em delação

 


Há uma grande expectativa sobre fatos associados a ministros do STF na delação de Daniel Vorcaro.

Segundo investigadores, a determinação do ministro André Mendonça, do STF, é para que nada seja omitido pelo banqueiro no acordo de delação.

Se surgir alguma acusação nos anexos do dono do Master, caberá ao plenário do Supremo decidir sobre a abertura de investigação contra integrantes da Corte.

Nem Edson Fachin, presidente do STF, nem mesmo o relator, Mendonça, irão decidir solitariamente sobre casos de corrupção que envolvam colegas no tribunal.

Essa constatação é que vem alimentando rumores sobre eventuais movimentos para que o banqueiro deixe o Supremo de fora de sua delação.

Nesta semana, Fachin foi direto ao abordar o tema, dizendo que o STF precisa ser preservado, mas que os juízes terão de responder por “erros”, caso eles sejam revelados.

“O STF, como instituição que presta papel essencial à democracia, precisa ser preservado. Parlamentares erram e devem responder pelos seus erros, gestores públicos erram e devem responder pelos seus erros, juízes também erram e nós precisamos responder pelos nossos erros e nos submeter às críticas”, disse Fachin.

Vorcaro não poderá omitir crimes na delação. Terá de contar todos os fatos, sob risco de omitir esquemas e ser desmascarado por provas já apreendidas pela Polícia Federal.

Se tentar proteger alguém e for flagrado fazendo isso, correrá o risco de ter seu acordo anulado antes mesmo da homologação.

Radar – Veja

 

RN pode deixar de captar R$ 232,6 bi sem regra competitiva para atrair data centers

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