O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante)
afirmou nesta quinta-feira 10 que não apoiaria Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
em um eventual segundo turno. A declaração foi dada durante encontro na Genial
Investimentos, em São Paulo.
Questionado sobre qual candidato apoiaria se ficar
fora da disputa final, Cury disse que não apoiaria Lula “em hipótese nenhuma”.
Apoio a Flávio teria condições
Sobre Flávio Bolsonaro (PL), Cury afirmou que
qualquer apoio dependeria de explicações sobre o financiamento do filme Dark
Horse, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro.
O candidato do Avante também disse que o adversário
precisaria demonstrar, segundo seus critérios, que não é corrupto. Cury não
detalhou quais documentos ou informações consideraria suficientes.
Crescimento nas pesquisas aumenta peso da declaração
A posição de Cury ganhou relevância após o avanço do
candidato em levantamentos recentes. Na pesquisa Nexus/BTG divulgada em 31 de
agosto, ele passou de 2% para 11% das intenções de voto em uma semana,
crescimento de nove pontos percentuais.
Outras pesquisas divulgadas no início de setembro
também colocaram o candidato do Avante entre 7,8% e 11% no primeiro turno. Os
resultados o mantiveram em terceiro lugar, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro, e
ampliaram a atenção sobre seu eventual posicionamento em uma segunda etapa da
disputa.
Com o crescimento, uma declaração sobre apoio no
segundo turno passa a ter maior peso político, já que os votos de Cury podem
ser disputados pelos dois principais candidatos caso ele não avance à etapa
final.
No Rio Grande do Norte, a pesquisa
Exatus contratada pelo Agora RN registrou Cury com 10,01% das
intenções de voto. No levantamento realizado entre 31 de agosto e 3 de
setembro, com 1.500 eleitores em 55 municípios, ele aparece em terceiro lugar,
atrás de Lula, com 47,29%, e de Flávio Bolsonaro, com 28,90%.
O resultado retrata apenas o eleitorado potiguar e
não deve ser comparado diretamente com os percentuais de pesquisas nacionais.
Filme está no centro do debate eleitoral
Dark Horse passou
a ser citado na campanha presidencial após a divulgação de negociações entre
Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel
Vorcaro sobre recursos para a produção. O caso é alvo de apurações,
sem conclusão definitiva sobre responsabilidades.
A declaração de Cury ocorre enquanto ele tenta se
consolidar como alternativa aos dois principais polos da disputa presidencial.