segunda-feira, 6 de abril de 2026

Família de Moraes comprou R$ 23,4 milhões em imóveis nos últimos cinco anos e triplicou patrimônio

 


Levantamento com base em registros de cartório aponta que o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, ampliaram de forma significativa o patrimônio imobiliário nos últimos anos.

Atualmente, o casal possui 17 imóveis avaliados em cerca de R$ 31,5 milhões. Desde 2017, quando Moraes assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o crescimento patrimonial chega a 266%, considerando que, à época, os bens somavam R$ 8,6 milhões distribuídos em 12 propriedades.

A maior parte da expansão ocorreu nos últimos cinco anos, período em que foram investidos R$ 23,4 milhões na aquisição de imóveis em cidades como Brasília e São Paulo, com pagamentos realizados à vista, segundo os documentos.

Os dados também indicam que, ao longo de quase três décadas, o casal realizou compras que totalizam R$ 34,8 milhões em 27 imóveis, embora parte deles tenha sido vendida posteriormente. Isso explica a diferença em relação ao patrimônio atual.

Boa parte das aquisições recentes foi feita por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa utilizada para administração dos bens da família. A sociedade é formada por Viviane e os filhos do casal, enquanto Moraes não aparece formalmente como sócio, embora o regime de comunhão parcial de bens inclua o patrimônio no conjunto familiar.

Entre os negócios mais relevantes estão a compra de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, por R$ 12 milhões, e imóveis de alto padrão em São Paulo e Campos do Jordão. As transações incluem pagamentos elevados feitos por transferência bancária e PIX.

Além da evolução patrimonial, também houve crescimento na atuação profissional do escritório Barci de Moraes Advogados, comandado por Viviane. O volume de processos em tribunais superiores aumentou nos últimos anos, assim como contratos firmados com instituições financeiras.

Procurados, Moraes e Viviane não se manifestaram sobre os dados até o momento.

Com informações do Estadão

 

Senado banca R$ 2,5 milhões em passagens de executiva para viagens internacionais

 


Levantamento com base em dados oficiais aponta que o Senado Federal do Brasil destinou cerca de R$ 2,5 milhões para custear passagens em classe executiva para parlamentares em missões internacionais ao longo de 2025.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Entre os maiores gastos estão os senadores Irajá Abreu, Ciro Nogueira e Eudócia Caldas. Juntos, os três somaram aproximadamente R$ 197 mil em bilhetes nessa categoria.

Um dos casos de maior custo ocorreu em outubro, quando Irajá viajou para Moscou, na Rússia, com despesas de cerca de R$ 68 mil. Já Ciro Nogueira desembolsou R$ 67,4 mil em passagens para Nova York, onde participou de um evento internacional. No caso de Eudócia, a viagem à China, com visitas técnicas a centros de pesquisa e hospitais, custou R$ 61,5 mil.

As regras da Casa permitem que despesas com transporte aéreo, tanto no Brasil quanto no exterior, sejam custeadas pelo Senado quando se tratam de missões oficiais. A responsabilidade pela emissão e escolha das passagens é do próprio parlamentar.

Apesar de não haver uma proibição explícita quanto à classe dos bilhetes, há uma orientação para que sejam escolhidas opções consideradas mais vantajosas, levando em conta critérios como economia de recursos, conveniência parlamentar e limites orçamentários.

 

Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos do caso Banco Master

 


Documentos ligados à liquidação extrajudicial do Banco Master foram classificados como secretos pelo Banco Central do Brasil, com prazo de sigilo estabelecido em oito anos. A restrição foi confirmada em resposta a um pedido feito via Lei de Acesso à Informação (LAI).

A justificativa apresentada pela autoridade monetária aponta que a divulgação imediata poderia afetar a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. A decisão de classificar os documentos partiu do presidente do BC, Gabriel Galípolo, ainda em novembro de 2025, o que estende o sigilo até novembro de 2033.

Além da questão econômica, o Banco Central também argumenta que o acesso público às informações poderia comprometer atividades de inteligência e investigações em andamento, especialmente aquelas relacionadas à prevenção e repressão de irregularidades no sistema financeiro.

O tema, no entanto, já entrou no radar do Tribunal de Contas da União. O ministro Jhonatan de Jesus solicitou à autoridade monetária que detalhe quais trechos realmente precisam permanecer sob sigilo ou se há possibilidade de liberação parcial dos documentos.

A liquidação do Banco Master foi decretada em novembro de 2025 após a identificação de uma grave crise de liquidez e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Na ocasião, além do banco principal, outras instituições do conglomerado também foram atingidas pela medida.

Mesmo representando uma fatia pequena do sistema financeiro, o caso levantou preocupações sobre governança e fiscalização, o que mantém o tema em evidência entre órgãos de controle e no debate público.

 

VÍDEO: Padre interrompe missa e chama ato político de “canalhice” durante Páscoa em cidade do RN

 



O clima de fé do Domingo de Páscoa foi interrompido por uma situação inusitada e polêmica no município de Ouro Branco, no Seridó potiguar.

Durante a celebração na Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, o padre Amaurilo precisou parar a missa após o barulho provocado por uma “motocada”, acompanhada de paredão de som e fogos de artifício nas proximidades do templo. A movimentação fazia parte de um ato político em apoio à chapa formada por Fátima Araújo e Denis Rildon, que disputam a eleição suplementar marcada para 17 de maio.

Visivelmente incomodado, o sacerdote utilizou o microfone para criticar a situação e classificou o episódio como “canalhice”, destacando a falta de respeito com o momento religioso e com os fiéis presentes. A reação repercutiu rapidamente e ganhou destaque dentro e fora da cidade.

O episódio ocorre em meio a um cenário político tenso, após a cassação do ex-prefeito Samuel Souto, que levou à convocação de uma nova eleição no município.

O próprio padre já vinha alertando sobre excessos comuns em períodos eleitorais, defendendo medidas para regulamentar o uso de paredões de som e fogos de artifício na cidade, especialmente em áreas próximas a igrejas e eventos religiosos.

Com informações de BZNoticias

Câmara dos EUA diz que Moraes persegue adversários de Lula

 


Um documento elaborado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos aponta que o ministro Alexandre de Moraes teria adotado medidas de censura direcionadas a adversários políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto no Brasil quanto no exterior.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. De acordo com o relatório, controlado por parlamentares do Partido Republicano, há indícios de que decisões judiciais teriam como alvo opositores do atual governo. O texto afirma que Moraes estaria tentando silenciar críticos e restringir manifestações políticas contrárias ao presidente.

Entre os casos citados, o comitê menciona ações envolvendo Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o documento, entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, o ministro teria expedido ordens contra o ex-parlamentar, que atualmente reside nos Estados Unidos e defende sanções contra Moraes.

A análise também ressalta que Eduardo Bolsonaro tem atuado internacionalmente para pressionar autoridades norte-americanas a adotarem medidas contra o ministro do Supremo. O tema ganhou repercussão dentro do Congresso dos EUA e passou a integrar discussões sobre liberdade de expressão e regulação de plataformas digitais.

Além disso, decisões recentes do magistrado voltaram a colocar o caso em evidência. Moraes determinou que Eduardo prestasse esclarecimentos sobre um vídeo gravado com apoiadores no exterior, que, segundo o próprio ex-deputado, seria exibido ao pai durante o período em que ele cumpre prisão domiciliar e está impedido de utilizar redes sociais.

 

Banco Central prepara novidades para o Pix em meio à polêmica entre Brasil e EUA

 


O Banco Central prepara novidades para o Pix. O meio de pagamento, que já faz parte do dia a dia dos brasileiros, está no centro de uma polêmica internacional entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos.

O gesto já é automático: para pagar o cafezinho ou fechar um negócio, o brasileiro faz um Pix. Em cinco anos, a ferramenta revolucionou a economia e, no ano passado, atingiu a marca de R$ 35 trilhões movimentados.

O sucesso gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o sistema prejudica empresas de cartões. Em resposta, o presidente Lula disse que o Brasil não vai recuar.

Novidades

Mesmo com a disputa, o Banco Central trabalha em melhorias. Ainda este ano, o “Pix cobrança”, que une QR Code ao boleto, se tornará obrigatório. Outra novidade é a “duplicata”, que permitirá a empresários antecipar recebíveis com custos menores.

Até o fim do ano, o sistema deve ganhar o “split”, que divide automaticamente impostos no momento da compra. Também estão em estudo o Pix internacional, pagamentos por aproximação, uso sem internet, Pix em garantia e o parcelamento, com expectativa de ampliar a concorrência e reduzir juros.

R7

 

OPERAÇÃO ZERO ÁLCOOL: Quatro condutores embriagados são presos no fim de semana na Grande Natal

 


O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) prendeu quatro pessoas por dirigir sob efeito de álcool no fim de semana, durante a Operação Zero Álcool, na Grande Natal.

Em São José de Mipibu, dois motociclistas, de 41 e 43 anos, foram flagrados com 0,43 mg/l e 1,01 mg/l de álcool no sangue. Em Macaíba, um homem de 41 anos também foi preso após registrar 0,95 mg/l no teste do etilômetro.

Já em Extremoz, um motorista de 39 anos foi detido após se recusar a fazer o teste, mas apresentar sinais evidentes de embriaguez.

Todos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.

 

Janja acumula 170 dias fora do Brasil desde 2023; são 23 dias a mais que Lula

 


A primeira-dama Rosângela da Silva acumula 170 dias fora do Brasil desde 2023, período em que passou a acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, totalizando 23 dias a mais que o chefe do Executivo. No total, Janja fez 36 viagens ao exterior e visitou 38 países, de acordo com o levantamento feito pelo Poder 360.

Desde o início do terceiro mandato de Lula, Janja mantém presença frequente em viagens internacionais, com foco em fóruns multilaterais, padrão que segue em 2026, com destaque para agendas na ONU.

Em 2026, foram 13 dias no exterior distribuídos em três viagens para Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos. A principal agenda ocorreu em março, em Nova York, onde participou de compromissos da Organização das Nações Unidas, incluindo a Comissão sobre a Situação da Mulher, além de eventos voltados a pautas sociais e de gênero.

Antes disso, esteve na Ásia entre 17 e 25 de fevereiro, com compromissos na Coreia do Sul e em Abu Dhabi, onde cumpriu agenda paralela à do presidente e se reuniu com a primeira-dama Kim Hea-Kyung.

Mesmo sem ocupar cargo formal, Janja tem atuado em eventos com caráter representativo e diplomático. A seis meses das eleições de 2026, sua agenda tem priorizado temas ligados às mulheres: entre outubro de 2025 e abril de 2026, foram 31 compromissos nessa área, incluindo articulação de ações como o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.

A atuação internacional da primeira-dama é alvo de críticas da oposição, principalmente por ela não ocupar cargo público. Em 2024, a Advocacia-Geral da União reconheceu que cônjuges do presidente podem exercer funções de natureza simbólica, social, cultural e diplomática, o que respalda sua participação em missões oficiais.

 

TANGARAENSE - EMPREGOS: Paraíba tem mais de 1,4 mil vagas de emprego oferecidas pelos Sines de 6 a 10 de abril

 


A semana tem 1.490 vagas de emprego sendo oferecidas pelo Sistema Nacional de Empregos (Sine), a partir desta segunda-feira (6). No total, 361 oportunidades oferecidas pelo Sine Paraíba, 627 pelo Sine João Pessoa e 502 pelo Sine de Campina Grande.

Sine Paraíba

No Sine Estadual, são 361 vagas distribuídas em onze municípios: João Pessoa, Campina Grande, Patos, Santa RitaSão BentoPrincesa IsabelCondeSapéPombalMamanguape e Cabedelo.

Em João Pessoa, o Sine Paraíba está localizado na avenida Duque de Caxias, número 305, no Centro. Confira os endereços dos demais postos na Paraíba.

Vagas do Sine Estadual:

  • João Pessoa - 43 vagas
  • Campina Grande - 89 vagas
  • Princesa Isabel - 17 vagas
  • Pombal - 5 vagas
  • Conde - 1 vagas
  • São Bento - 10 vagas
  • Patos - 17 vagas
  • Santa Rita - 155 vagas
  • Cabedelo - 6 vagas
  • Sapé - 4 vagas
  • Mamanguape - 16 vagas

Sine João Pessoa

O Sine de João Pessoa oferece 627 vagas de emprego, sendo 70 delas para pedreiro e 72 vagas para auxiliar de linha de produção

Confira todas as vagas disponíveis

Para concorrer a uma das vagas, basta ir até a sede do Sine-JP na Avenida João Suassuna, nº 49, exatamente no primeiro casarão da Villa Sanhauá, na Praça Antenor Navarro, no Varadouro, de quarta a sexta-feira, das 8h às 14h.

Sine Campina Grande

O Sistema Nacional de Emprego de Campina Grande (Sine-CG) está oferecendo 502 vagas de emprego, com destaque para as 400 vagas para a função de operador de telemarketing.

Confira a lista completa

Os interessados podem acessar o link e selecionar a opção Cadastro Online – Currículo Vagas. É necessário preencher corretamente todos os campos do formulário. Caso necessitem de auxílio, no preenchimento do formulário, os candidatos devem procurar o Sine Municipal de forma presencial. Para o atendimento, é necessário apresentar os seguintes documentos: RG e CPF; comprovante de residência; currículo atualizado e a carteira de trabalho.

O Sine Municipal está localizado na rua Santa Clara, s/n, Centro, próximo ao Terminal de Integração de Passageiros. O horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 7h às 17h. Para suporte e outros serviços, os trabalhadores podem entrar em contato pelo WhatsApp (83) 9323-9599 ou pelo Instagram @sinemunicipalcg.

 

SANTA CRUZ - Homem é morto a facadas no Bairro do Paraíso e ex-companheira é principal suspeita do crime

 


Um homem foi morto a facadas na manhã desta segunda-feira (6) no bairro Paraíso, em Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte. O crime ocorreu no setor conhecido como Morro das Aranhas e causou grande comoção entre moradores da localidade.

De acordo com as primeiras informações, a principal suspeita de cometer o homicídio é a ex-companheira da vítima. Ela foi presa em flagrante logo após o ocorrido e encaminhada à delegacia de polícia de Santa Cruz, onde permanece à disposição da Justiça.

Ainda não há detalhes oficiais sobre a motivação do crime. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte ficará responsável pela investigação do caso, que buscará esclarecer as circunstâncias do homicídio.

 

domingo, 5 de abril de 2026

TANGARAENSE: Quando o povo se levanta, nada pode detê-lo; é olho no olho, ninguém se vende, voz com voz, a chama se estende e renova Tangará, o amanhã já vai chegar.

 


Para tirar o atraso e mudar o rumo das coisas, o povo se levanta e nada pode segurá-lo. Unindo todas as forças em uma corrente do bem, sabemos que estamos um pouco atrasados, e você sabe bem por culpa de quem. Quem consegue viver no escuro se a cidade pode brilhar? Venha fazer parte da história que vamos contar. Quando o povo se levanta, nada pode detê-lo; é olho no olho, ninguém se vende. Voz com voz, a chama se estende e renova Tangará. O amanhã já vai chegar.

Eu acredito no campo aberto e vejo a força popular. É fruto do suor, longe de discursos vazios e sem olhar para o povo. Venha conosco nesta virada, pois está na hora de mudar. O coração bate forte para a cidade se levantar. Renova Tangará, deixe o medo para lá. Quando o povo se levanta, nada pode segurar. Vamos pôr fim ao atraso. Chega de viver no escuro; a cidade de Tangará merece brilhar. O amanhã chegará com o coração batendo forte. Rua cheia, olho no olho, ninguém se vende.

Acredito no que faço, pois Tangará é o meu lar. É do suor do nosso rosto que o futuro brotará. Cada mão que se oferece faz a terra prosperar. Venha com a gente, está na hora de mudar. Renova Tangará, o amanhã já vai chegar. Unindo forças em uma corrente do bem, do bairro Pinheiro ao Baixete, nossa terra merece mais. Chega de promessas vazias e discursos sem olhar. Mão na mão, o futuro vai brotar. Vamos pôr fim ao atraso, você sabe bem de quem. Quando o povo se levanta, nada pode nos deter.

Eu sou Nilson Lima, empresário e político. Comigo está Lilico Bezerra, vindo diretamente de Natal. Vamos acionar, via remota, o nosso amigo Murilo Cabral. Este é o programa "Renova Tangará", um podcast com sugestões, opiniões e conscientização sobre a nossa política, que há muito tempo conta com os mesmos elementos. É importante destacar que Lilico é um ativista político nato; ele se destaca no empresariado, mas a política está no sangue. Ele está aqui hoje para dar sua contribuição ao município de Tangará, fazendo oposição junto conosco e seus aliados. Vamos colocar as cartas na mesa. Bom dia, Nilson Lima. Bom dia a todos que nos ouvem e assistem. Bom dia ao nosso convidado, o ex-vereador Lilico.

Lilico, em 2004, quando você se candidatou inesperadamente a vereador, tinha praticamente a idade de Tiago Lima, meu filho, que entrou na política aos 18 anos. Você tinha 20 anos, certo? Entrar na política de Tangará aos 20 anos, com a responsabilidade de representar seu pai, que era uma liderança forte da família Bezerra, deve ter sido um desafio.

Nilson, naquele momento, meu pai, meu padrinho e meu amigo Murilo Cabral seguraram a bandeira da família Bezerra por muito tempo. Após Murilo, sofremos duas derrotas políticas com Teodorico Neto como candidato da oposição. Chegou um momento em que retiraram três candidaturas no município: a de Erociano, a de Ilo Marinho e a de Teodorico Neto. Naquele instante, o grupo político de Teodorico, Murilo e o seu, do qual você fazia parte, apoiou a candidatura de Jorginho, que era o vice na chapa. Montamos uma nominata e, mesmo com pouca experiência, a população de Tangará me elegeu como o vereador mais votado daquela época, algo pelo qual sou muito grato. Confesso que foi um mandato com maturidade em construção.

Há uma grande diferença entre o Lilico de 2004 e o de hoje. Naquela época, eu era quase uma criança, com pouca experiência e responsabilidade. Hoje, possuo maturidade política após enfrentar diversas campanhas e construir meu próprio caminho. Em 2004, contribuí indiretamente e participei ativamente da campanha para o governo. Na época, a liderança de Tangará já estava praticamente definida com o vice de Gija. Para evitar mais divergências, e com o objetivo de somar, ajudei a população de Tangará que morava em Natal. Tive cerca de 500 votos a mais que Paulinho Freire, que hoje deixou o bloco de Jorginho para se aliar a Gija.

Naquele momento, fazíamos parte do mesmo projeto e conseguimos eleger dois vereadores: eu e você. Por imaturidade política de Jorginho na época, que achava que, por sermos primos, não precisava nos prestigiar formalmente, acabamos sentindo uma divisão. Essa experiência de divisão não é boa. Fiquei apenas quatro anos e, depois, me aproximei de Kaká, uma pessoa a quem quero muito bem. Agora, surge uma proposta inovadora de comunicação e de gestão.

Nilson, você teve a oportunidade de ser nosso candidato a prefeito e, após a última eleição, esta é a primeira vez que fala publicamente sobre o assunto. Por que a desistência na última eleição? Faltou apoio do grupo?

Nilson, sendo aberto, embora alguns não estejam mais conosco, tenho gratidão pelos 736 votos que recebi. Com o tempo, percebi que a nominata era de apoio à candidatura de Jorginho, e eu nunca pensei em votar contra ele. Jorginho era o nome mais forte. Eu pretendia ser candidato a vereador para contribuir na administração dele, mas ele entendeu que era o momento de a oposição ter um novo nome e colocou o meu à disposição. No entanto, pessoas próximas a ele não me deram as condições financeiras e políticas necessárias. Por uma questão de viabilidade, achei melhor recuar. Às vezes, é preciso dar um passo atrás para dar dois à frente. Retirei minha candidatura, e foi quando você decidiu enfrentar a campanha para prefeito. Eu não consegui um vice; até convidei você, mas eu não tinha condições de seguir. Tentei fortalecer o Solidariedade, com o compromisso de eleger dois vereadores. Quando decidi não ser candidato, apoiei Ana de Ilo. Você demonstrou força ao assumir uma candidatura com poucos recursos, provando que política se faz com projetos, não apenas com dinheiro.

Muitos me julgam, achando que tomei a atitude errada, mas foi pelo crescimento do nosso grupo. Não foi algo planejado por Jorginho, por você ou por minha mãe. Jorginho estava bem nas pesquisas, mas Deus tocou meu coração para tomar essa decisão difícil, que envolvia muita gente. Hoje, vejo que foi a escolha certa.

Nilson, eu não aceitei ser vice na época não por desmérito, mas porque já estava com minhas bases prontas para vereador e mudar de última hora seria arriscado. Quando você desistiu e passamos dez dias procurando um candidato sem que ninguém se oferecesse, eu assumi a responsabilidade. Se não tivéssemos um candidato, a oposição estaria morta. Mesmo com dificuldades, reduzimos a margem de votos esperada pela situação em uma campanha "pé no chão", contra uma máquina pública que gastou valores exorbitantes. Em 2023, gastaram cerca de 130 mil reais com terceirizadas na educação; no ano eleitoral, esse valor saltou para 600 mil e agora chegou a 750 mil reais mensais.

 Como disse Kaká Bezerra, a oposição está viva e forte. Ela não é composta apenas por Nilson Lima, mas também por Kaká, Jorginho, Lilico, Edjane e outros. A política de Tangará ainda passa pelas mãos da família Bezerra e de novos nomes. A situação canta vitória antes do tempo, mas ninguém pode afirmar que o atual prefeito, Augusto, é um líder supremo que fará seu sucessor com facilidade. Estamos dialogando diariamente com o povo. Se organizarmos a oposição com união, temos grandes chances de derrotar a oligarquia que está no poder há mais de 30 anos. O modelo de gestão atual é decepcionante; não vemos obras significativas. Tangará vive um marasmo. Tirando o básico, como pagamento de funcionários e saúde regular, não há um diferencial. Como diz nosso amigo Zezinho Dantas, o atual gestor é "antipovo" e não se mistura. Recentemente, aposentados tiveram que protestar na porta da prefeitura para receber seus salários.

Eu me surpreendi com a atitude de Augusto. Ele dizia que não queria a "velha política" por perto, mas ele mesmo se isolou. Um político precisa estar no Catolé, na Lagoa do Feijão, convivendo com o povo e conhecendo suas dores. Basear o sucesso de uma gestão em uma "Festa do Pastel" é pouco, especialmente quando cidades vizinhas realizam eventos maiores com custos menores. Não vemos investimentos em creches do FNDE ou centros de saúde modernos. Parece que apenas pintar um canteiro já é visto como grande obra, o que é um reflexo de gestões passadas também fracas. Eles estão em um bom momento político porque controlam as prefeituras de Sítio Novo e Tangará, mas focam apenas no "feijão com arroz" e no cabide de empregos para agradar aliados, enquanto a população sofre.

O número de alunos não aumentou, então não se justifica o aumento drástico nos gastos com pessoal. São 9 milhões de reais por ano que poderiam ser investidos em infraestrutura ou no fundo previdenciário, que está atrasado. Augusto gasta mal o dinheiro público. São 78 milhões de reais anuais sem a devida prestação de contas. Como oposição, nosso papel é apontar esses erros para que a população perceba e para que, quem sabe, eles tentem melhorar.

Quero ouvir Murilo Cabral. Murilo, na sua visão, qual o futuro da oposição em Tangará? O que podemos apresentar de diferente?

Murilo Cabral: "Bom dia. Eu estava acompanhando a final da Copa do Mundo de Tênis de Mesa, mas voltando ao assunto, vocês falaram bem. É salutar que haja renovação no poder para que as pessoas não fiquem acomodadas. A renovação permite que novas ideias e métodos de administração surjam. Vejo que Tangará está ficando para trás em relação às cidades vizinhas. Participo da política desde 1978 e vi tempos em que a cidade tinha dois deputados estaduais e realizava obras com recursos próprios, apesar das dificuldades da época. Hoje, só se fala em cabide de empregos e problemas na previdência municipal. O município paga menos do que deveria ao fundo patronal, o que gerará um problema jurídico e financeiro grave no futuro. Não se pode gastar tudo com pessoal e esquecer o básico, como remédios. Precisamos voltar ao estilo de antigamente, onde as coisas funcionavam com mais seriedade. Esta eleição é uma oportunidade para elegermos representantes comprometidos com a verdade."

Lilico, na sua opinião, por que o prestígio político de Tangará parece estar sendo usado para beneficiar Sítio Novo? Lá parece um canteiro de obras, enquanto aqui as coisas não avançam.

Nilson, eu trabalho com obras públicas e vejo que outros municípios conseguem investir milhões em benefícios para a cidade. Em Tangará, não vemos o prefeito inaugurar uma creche ou escola nova. Vemos gastos com manutenção, mas nada de impacto. Estive com a senadora Zenaide e ela mencionou o envio de emendas parlamentares. O prestígio para conseguir recursos existe, mas não vemos o resultado em obras importantes. Augusto pregava ser um político moderno, mas pratica a velha política. Ele isola adversários e até aliados antigos, governando de forma fechada.

Sobre o movimento dos servidores inativos: os aposentados foram pegos de surpresa quando o pagamento, que deveria ocorrer no dia 25, atrasou quase uma semana. Houve uma sessão extraordinária na Câmara para tratar do aporte financeiro. Meu filho Tiago Lima, Everton e Wilson não compareceram, mas a vereadora Ana de Ilo participou e votou a favor do projeto do prefeito. Respeito a posição dela, mas foi com esse voto que aprovaram a redução da alíquota patronal. Isso mostra que o estudo atuarial foi ineficaz. O prefeito é obrigado por normas do Tribunal de Contas a complementar o déficit; ele não faz isso por bondade, mas para evitar multas e bloqueios.

Parabenizo Marisete e o sindicato pela coragem de protestar. O funcionário público hoje tem medo de se aposentar e não receber. Se eu fosse prefeito, trataria a previdência com a responsabilidade que ela exige, pois esse dinheiro não pertence à gestão, mas aos trabalhadores. O fundo garantidor é essencial para evitar que o município fique engessado no futuro. Mesmo que a previdência enfrente dificuldades, a justiça garante o direito ao salário, mas a má gestão atual compromete as próximas gerações.

Lilico, sobre os boatos de que você seria candidato a deputado federal, o que há de verdade nisso?

 Nilson, eu faço parte de um grupo ligado a Ezequiel Ferreira e ao PSDB. Cristiano Dantas me fez um convite informal. Analisamos a viabilidade, pois o partido tem nomes fortes, mas se entenderem que a região do Trairi precisa de um representante na nominata, meu nome está à disposição. Não há nada garantido. Se eu for candidato, será por uma questão partidária e de grupo, agindo como um soldado. Isso não significa que estou abandonando o projeto local; pelo contrário, pode fortalecer uma futura candidatura a prefeito, se for o consenso do grupo.

A oposição precisa estar unida. Temos nomes como o seu, o de Edjane, o de Andinho e o meu. Se o grupo entender que você é o melhor nome para a prefeitura, terá meu apoio incondicional e o do meu grupo, incluindo o vereador Everton Gato e outros aliados. Da mesma forma, espero que a reciprocidade exista. Política se faz com diálogo e sem vaidades excessivas.

Nesta campanha para deputados, cada subgrupo da oposição tem seus candidatos. Nós apoiamos Gustavo Carvalho para estadual e temos compromissos com nomes que podem trazer recursos para Tangará. Independentemente de divergências pontuais sobre candidatos ao governo ou senado, o foco principal deve ser a união da oposição para o futuro da cidade.

Para encerrar, gostaria de mencionar a entrega do peixe da Semana Santa. Pelo segundo ano consecutivo, organizamos essa ação na zona rural. Mesmo fora do poder e com recursos limitados, conseguimos distribuir 750 quilos de peixe, atendendo centenas de famílias em comunidades como Irapuru, Ronda e na rua Santa Rita. Agradeço a Jorginho, Kaká e Miguelzinho pela parceria. Miguelzinho foi fundamental ao incentivar a ação. Agradeço também a toda a equipe: Zezinho Dantas, Robertinho, Tiago Lima, Felipe Silva, Renatinho, Valério, Valtinho, Pastor Naldo e Damião. É um gesto de solidariedade que pretendemos manter.

Chegamos ao fim de mais um "Renova Tangará". Murilo, obrigado pela paciência e participação. Lilico, obrigado pela vinda e pelos esclarecimentos. No próximo domingo, teremos mais um programa. Pretendo convidar Edjane para mostrar que nosso time não tem egoísmo e que estamos prontos para trabalhar por Tangará. Quem ama, renova. Até o próximo domingo.

Murilo Cavalcante Cabral

Família de Moraes comprou R$ 23,4 milhões em imóveis nos últimos cinco anos e triplicou patrimônio

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