sábado, 18 de abril de 2026

Editorial Folha de São Paulo: Ameaça de Gilmar Mendes a senador é desproporcional

 


Para um ministro do Supremo Tribunal Federal, há dois modos de lidar com a crise de credibilidade que atinge o colegiado. O mais razoável é admitir que existem problemas de condutas de juízes e de excesso de poder da corte e, a partir daí, entabular uma agenda para corrigi-los com cuidado e equilíbrio.

O segundo é o encastelamento. Faz-se de conta que toda crítica a um colega ou ao modo de operação do tribunal compõe um complô para acabar com a democracia. A partir daí, a receita manda contra-atacar, valendo-se de todo o amplo arsenal hoje acessível a um integrante do STF.

O ministro Gilmar Mendes se filia ao clube dos que preferem se fechar em copas e bater de volta. Não é de estranhar, embora seja de lamentar, a sua reação desproporcional à tentativa demagógica de indiciá-lo pelo relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Vieira não consta de nenhuma relação de direitistas extremados do Congresso Nacional, mas cometeu o erro primário de tentar responsabilizar criminalmente um juiz pelo teor das suas decisões. Trata-se, no caso, das ordens de Mendes que impediram a quebra de sigilos de empresas ligadas a Dias Toffoli, requeridas pela CPI.

A proposta infeliz do relator foi severamente criticada e logo derrotada em votação pela própria comissão senatorial. Seria só mais um episódio de politicagem parlamentar, fulminada no ninho, não fossem as reações ameaçadoras de dois ministros do STF.

Toffoli, em declaração confusa, ameaçou o senador com a inelegibilidade. Gilmar Mendes foi além da vociferação e requereu ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, uma investigação contra o senador sergipano.

Da mesma maneira que não se pode punir um magistrado apenas pelo conteúdo da decisão que profere, é vedado pela Constituição assediar criminalmente um senador pelas declarações e pelos votos que dá. Espera-se que a maioria criativa do Supremo não esteja a ponto de reescrever também esse princípio fundamental dos direitos políticos no Brasil.

Pelo lançamento dessa espécie de míssil jurídico contra um senador da República, Gilmar Mendes talvez esteja enviando recado para quem se atrever a fazer andar pedidos de impeachment contra integrantes da corte, que se acumulam sobre a mesa do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A insistência de Gilmar Mendes e colegas na corrida armamentista, no entanto, arrisca-se a levar o estrato moderado da opinião pública e da política a entender que não haverá caminho que não seja conflituoso para reformar o STF e estabelecer limites à atuação dos seus integrantes.

Pela primeira vez na Nova República, a reforma do Supremo caminha para ser pauta obrigatória de todas as principais candidaturas, incluindo a petista. Isso mostra que reequilibrar o papel da corte tornou-se uma agenda da maioria da população, não restrita a minorias radicais. Só não vê o ministro que não quer ver.

Editorial Folha de São Paulo

 

 

Caso Master faz 5 meses com R$ 29 bilhões bloqueados e 14 mandados de prisão

 


A Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master, completa cinco meses neste sábado (18). Desde a deflagração de sua primeira fase, a investigação já resultou no bloqueio de cerca de R$ 29 bilhões e no cumprimento de 14 mandados de prisão.

A quarta fase, deflagrada na última quinta-feira (17), mirou a atuação do BRB. O foco, segundo investigadores, está na suspeita de corrupção relacionada às operações entre o banco estatal e o Master. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Entre os presos está o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Cunha.

Após a prisão, o ex-chefe do BRB foi transferido da Superintendência da PF (Polícia Federal) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Agora, Cunha aguarda que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue, na próxima quarta-feira (22), se mantém sua prisão.

Segundo as apurações, Cunha teria recebido seis imóveis pagos por Vorcaro como propina para viabilizar a aquisição de carteiras consideradas fraudulentas.

Ao longo das quatro fases, a investigação do Caso Master avançou de suspeitas iniciais sobre operações financeiras irregulares para indícios de corrupção de agentes públicos, obstrução de Justiça e ameaças violentas.

Quatro fases

A primeira fase, deflagrada em 18 de novembro de 2025, teve como foco as fraudes em operações de compra e venda de créditos entre o Master e o BRB. Segundo as investigações, ativos inexistentes ou fraudulentos eram usados como lastro para justificar a compra do banco de Vorcaro pela instituição ligada ao Governo do Distrito Federal.

Na ocasião, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, incluindo o de Vorcaro e de quatro diretores do Master. Vorcaro foi detido ao tentar deixar o país com destino a Dubai. Também houve dois mandados de prisão temporária, 25 de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 1,3 bilhão.

Na segunda fase, os investigadores ampliaram o escopo para fraudes no sistema financeiro nacional atribuídas à gestão do banco, com uso de estruturas complexas envolvendo fundos de investimento em diferentes camadas.

Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além da prisão temporária de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também detido ao tentar viajar para Dubai. O bloqueio de valores nessa fase chegou a R$ 5,7 bilhões.

Todas as fases da operação precisam ser autorizadas pelo STF, que também enfrentou turbulências na condução do caso. Pouco após a deflagração da segunda etapa, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso após pressão interna na Corte e uma das maiores crises de credibilidade do tribunal.

Toffoli vinha sendo alvo de críticas por decisões como a imposição de sigilo máximo e mudanças sucessivas no armazenamento de provas. Em um dos episódios, determinou que todo o material apreendido fosse lacrado e enviado diretamente ao Supremo, medida contestada pela Polícia Federal e posteriormente revista. Também vieram a público informações sobre ligações financeiras entre familiares do ministro e um fundo ligado ao Banco Master, o que ampliou o desgaste.

Em fevereiro, o ministro André Mendonça foi sorteado o novo relator do caso. Pouco depois, foi deflagrada a terceira fase da operação. Essa etapa, segundo a PF, foi uma decorrência direta das provas obtidas no material apreendido nas fases anteriores.

O foco nesse momento foram suspeitas de obstrução de Justiça, corrupção de agentes públicos e ameaças violentas de Vorcaro contra jornalistas. Foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva. Vorcaro, que nesse momento já tinha tido a primeira prisão aliviada para medidas cautelares mais brandas, foi preso novamente, dessa vez em presídio federal de segurança máxima.

Zettel, que tinha sido preso apenas temporariamente, também foi detido de forma preventiva nessa etapa.

Outro aliado de Vorcaro, Luiz Phillipi Mourão, também foi preso nesse momento. Conhecido como Sicário, ele é considerado pela PF como responsável pelo monitoramento de pessoas que agiam de forma contrária aos interesses do banqueiro. No mesmo dia da detenção, Mourão atentou contra a própria vida na cela da PF e faleceu.

Ainda nesta fase, também foram realizados 15 mandados de busca e apreensão e dois servidores do Banco Central foram afastados sob suspeita de repassar informações privilegiadas e prestar “consultoria informal” ao banco. O volume bloqueado naquele dia saltou para R$ 22 bilhões.

A investigação a respeito das fraudes no sistema financeiro continuam e podem ser alavancadas com uma possível delação de Daniel Vorcaro. Conforme mostrou a CNN, a defesa do ex-banqueiro sinalizou ao STF que faria uma colaboração premiada “forte”, envolvendo personagens dos Três Poderes. A expectativa é de que o material seja apresentado em maio ao Supremo.

CNN Brasil

 

 

10 descobertas do TCU sobre a ‘farra’ de voos de autoridades com a FAB

 


A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades e ineficiência no uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades mapeou 7.491 voos realizados entre 2020 e 2024.

O estudo da área técnica levou o plenário do TCU a determinar uma revisão geral da estrutura regulatória. Em 30 dias, Casa Civil, Ministério da Defesa e Aeronáutica terão de apresentar um plano que torne as regras mais rígidas.

O Estadão pediu manifestação às duas pastas e à Força. Não houve manifestações até o momento.

Os voos podem ser solicitados por integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A seguir, os apontamos da área técnica do TCU, em 10 pontos:

1 - Aumento de voos

O TCU constatou que o número de voos para transporte de autoridades pela FAB vem crescendo ano após ano.

2020: 791

2021: 1.531

2022: 1.879

2023: 2.124

2024: 1.166, até julho.

2 - Gasto milionário

O custo total estimado dos voos da FAB para autoridades realizados entre 2020 e 2024 foi de R$ 285,2 milhões. A auditoria salientou, porém, que esse é um dado conservador por não incluir gastos com pessoal.

3 - Aviões vazios

Dos 7,4 mil voos, o TCU selecionou uma amostra de 266 voos. Destes, 111 foram realizados com um único passageiro a bordo.

Além disso, a taxa média de ocupação das aeronaves é de apenas 55%. O dado indica “ineficiência operacional significativa” e falta de compartilhamento de voos entre diferentes órgãos.

4 - Passageiros não identificados

Em 70% da amostra analisada, houve falha na identificação dos passageiros, seja com nomes incompletos, ausência de descrição do cargo ou falta de documentos oficiais de identificação.

De 2020 a 2024, os voos foram solicitados por 44 autoridades e transportaram 73.612 passageiros para uma média de 440 destinos por ano.

5 - Listas de passageiros descartadas

A FAB declarou, no decorrer do processo de auditoria, ter descartado as listas de passageiros dos voos realizados entre 2020 e 2023. A Aeronáutica entendia que cabia ao órgão requisitante do voo manter os registros.

Para o TCU, houve “grave inobservância do dever de cuidado” porque os documento deveriam ser preservados por pelo menos cinco anos. O descarte impediu análises mais profundas sobre características das viagens.

6 - Aeronáutica se exime de analisar pertinência de viagens

A Aeronáutica atua como “mera executora” das requisições para transportar autoridades, sem fazer análise das justificativas para os deslocamentos de autoridades e sem avaliar se todos os critérios necessários estavam cumpridos.

“A realização da despesa com o transporte não pode ser pautada unicamente no autocontrole exercido pelo solicitante da viagem. Como executora do ato de despesa, a FAB deve assegurar o funcionamento de controles que se fizerem necessários para reduzir o risco de realizar transporte irregular de passageiros e, com isso, dar espaço a despesa pública injustificável”, destacou a auditoria.

7 - Mais caro que a aviação comercial

Em média, o transporte de autoridades por aeronaves da FAB é 6,4 vezes mais caro do que o uso de voos comerciais, conforme uma análise que o TCU fez somente sobre viagens feitas em 2024.

Mas em 32% dos casos auditados, os custos de transporte da FAB superaram em mais de 20 vezes o da alternativa comercial.

A auditoria constatou a inexistência de análises que comprovem a necessidade do uso da FAB em vez de voos comerciais mais baratos.

“A ausência de justificativas claras para a escolha de voos da FAB leva ao uso ineficiente e antieconômico do serviço. Urge, portanto, estabelecer critérios objetivos para justificar o emprego da aviação oficial e evitar a utilização indiscriminada e mais cara dessa opção, aspecto já endereçado no encaminhamento do capítulo anterior”, diz a área técnica.

8 - Os motivos fora da norma

Dos quase 7,5 mil voos, 5.898 (78,7%) foram pedidos por motivos de “serviço”. Outros 377 (5%) por motivos de “segurança”. Emergência médica foi a razão de sete voos (0,01%).

A alegação de híbrida de “Serviço/Segurança” serviu para 1.209 voos (16,1%), sendo que essa classificação nem existe na norma que regula as solicitações.

9 - Falta de agenda correspondente

De um universo de 194 voos analisados especificamente pelo TCU, em 29 voos não foram declinadas a finalidade da missão ou apontada as agendas oficiais correspondentes. A falha compromete alegações de viagem “a serviço” feitas pelas autoridades.

10 - Sigilo virou regra

A FAB tem classificado informações relativas a voos de autoridades como sigilosas sem um ato que fundamente essa classificação. Em nenhum dos requerimentos de voos feitos por autoridades e analisados pelo TCU houve menção à necessidade de sigilo dos dados.

A classificação das informações partiu da FAB e tem sido realizada de modo amplo e generalizado, em desconformidade com a Lei de Acesso à Informação.

Até 2022, a FAB publicava de modo incompleto as informações relativas ao transporte de autoridades realizados com base em um decreto presidencial de 2020. O nome da autoridade solicitante era divulgado, mas sem a identificação dos passageiros transportados.

Uma decisão do TCU de 2022 determinou a publicidade dessas informações, mantido o sigilo para os casos em que a publicidade pode representar riscos à segurança de autoridades. A partir daí, o TCU detectou uma mudança no padrão de classificação dos voos, com elevação do número de viagens por motivos de “segurança”, em detrimento do motivo “serviço”, que até então era mais comum.

Estadão

 

 

Caminhão é “engolido” por buraco em rodovia no RN e deputado Adjuto Dias cobra obra prometida

 



Um caminhão caçamba foi parcialmente engolido por um buraco na RN-081, em Santana do Seridó, no interior do Rio Grande do Norte, e o caso ganhou repercussão após denúncia do deputado estadual Adjuto Dias.

O episódio aconteceu na quarta-feira (15) e chamou atenção de quem passava pela rodovia, que liga o município à divisa com a Paraíba. Segundo o parlamentar, o acidente por pouco não terminou em algo mais grave.

De acordo com Adjuto Dias, o caminhão só conseguiu ser retirado com a ajuda de máquinas da prefeitura da cidade. Em uma situação ainda mais inusitada, o próprio motorista precisou usar a carga de brita que transportava para tapar o buraco na estrada.

O deputado também criticou a demora na recuperação da via. Segundo ele, a obra foi anunciada pelo governo do estado há quase um ano, mas ainda não foi iniciada. Diante da situação, afirmou que deve apresentar um requerimento cobrando providências e a conclusão da obra o quanto antes.

Até o momento, não há previsão oficial para o início da recuperação da RN-081.

 

 

Homem é morto e outro fica ferido em atentado a tiros na Praia do Meio, em Natal

 


Um atentado a tiros registrado nas primeiras horas da manhã deste sábado (18) deixou um homem morto e outro ferido na Praia do Meio, na zona Leste de Natal.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 6h20, nas proximidades da estátua de Iemanjá. A equipe foi acionada pelo COPOM enquanto estava em ponto base na região e, ao chegar ao local, encontrou várias pessoas aglomeradas ao redor da vítima. A área foi isolada para preservação da cena do crime.

A vítima que morreu foi identificada como Kerginaldo Porfírio Vieira Júnior, de 38 anos, morador do bairro das Rocas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e confirmou o óbito ainda no local.

Um segundo homem, identificado como Pedro Henrique Vieira, também foi atingido por disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido antes da chegada da polícia e levado para o Hospital dos Pescadores. O estado de saúde não foi informado.

Segundo relatos de testemunhas, um casal em uma motocicleta se moveu das vítimas e efetuou vários disparos. Após o ataque, os suspeitos fugiram e não foram localizados até o momento.

O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) foi acionado para realizar os procedimentos no local. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar a motivação e a autoria do crime.

 

Confiança da indústria cai pelo 3º mês seguido e atinge menor nível desde 2020

 


A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu, em abril, o menor nível desde junho de 2020. O Índice de Confiança do Empresário Industrial recuou 1,4 ponto, chegando a 45,2 pontos, segundo a Confederação Nacional da Indústria.

O indicador permanece abaixo dos 50 pontos — linha que separa confiança de falta de confiança — há 16 meses seguidos, indicando um cenário prolongado de pessimismo desde o início de 2025.

De acordo com a CNI, a queda está ligada a fatores como juros elevados, desaceleração da demanda por bens industriais, piora do cenário externo e alta nos preços do petróleo, que pressiona os custos das empresas.

Os dois principais componentes do índice também recuaram em abril:

  • Condições atuais: queda de 1,6 ponto, para 40,5 pontos;
  • Expectativas: recuo de 1,2 ponto, para 47,6 pontos, refletindo projeções negativas para os próximos 6 meses.

A pesquisa ouviu 1.070 empresas entre 1º e 8 de abril de 2026, incluindo indústrias de pequeno, médio e grande porte.

 

VÍDEO: STF sob pressão, Edson Fachin diz que crise não será escondida; vídeo

 



O ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse à imprensa que o STF “não vai ocultar” a crise que envolve magistrados citados em contexto de suspeita de envolvimento com o Banco Master. No caso, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A declaração foi dada em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, 17, depois que Fachin palestrou na Fundação Getúlio Vargas, no centro expandido da capital paulista.

“Nenhuma instituição é imune ao escrutínio público”, disse o ministro. “Agora, isso há de ser feito de maneira adequada, nos termos em que as normas procedimentais preveem. Isso sendo feito, essa crise, que não nasceu dentro do STF, não será, pelo Supremo, ocultada.”

Contudo, ao ser indagado por Oeste se o pedido de cassação e inelegibilidade por parte de ministros do STF contra o senador Alessandro Vieira poderia configurar abuso de autoridade, Fachin não respondeu. O ministro apenas desejou “um bom trabalho e uma boa manhã”.

O tema da palestra dada por Fachin era “O papel do Judiciário na garantia da segurança pública como direito fundamental”.

 

Zé Agripino leva Allyson a ACM Neto, na Bahia, em meio a pesquisas com Álvaro Dias e Cadu crescendo “sem freios”

 


A atuação do ex-senador José Agripino Maia na articulação da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte parece boa, mas quando vincula as imagens dos dois, o eleitor foge.

Historicamente influente na política potiguar, Agripino já foi protagonista em importantes disputas eleitorais. No entanto, o cenário atual é outro. Há uma percepção cada vez mais evidente de que seu capital político não mobiliza como antes, especialmente diante de um eleitorado que demonstra sinais de busca por renovação.

Nos bastidores, aliados de Allyson apostam na experiência de Agripino para abrir portas e ampliar alianças. Foi nesse contexto que o ex-senador levou o ex-prefeito de Mossoró a Salvador, onde houve encontro com o ex-prefeito ACM Neto, numa tentativa de dar visibilidade nacional e reposicionar o projeto.

Apesar dos esforços, os números recentes de pesquisas indicam um cenário de estagnação na pré-candidatura de Allyson. Enquanto isso, outros nomes começam a ganhar espaço, como Cadu Xavier e Álvaro Dias, que lidera as pesquisas.

A leitura de parte do meio político é que a associação direta do nome de Allyson com o de Zé Agripino pode não produzir o efeito esperado. Em vez de impulsionar, pode reforçar resistências em segmentos do eleitorado que já não se identificam com lideranças do passado.

 

VÍDEO: Boulos é desmentido ao “vivo” na Globo News ao tentar “isentar” Lula da super taxa das blusinhas


 

Nesta sexta-feira (17), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, deu declarações sobre a chamada taxa das blusinhas e acabou levando uma invertida dos jornalistas durante o programa Estúdio i, da GloboNews.

Tudo começou depois que Boulos foi questionado pela jornalista Andréia Sadi a respeito de um debate no governo sobre a possibilidade de revogar a taxação.

 

Ouro Branco: Dra. Fátima pode ter candidatura barrada pela Justiça Eleitoral

 


A candidatura de Doutora Fátima à Prefeitura de Ouro Branco/RN virou alvo de uma ação na Justiça Eleitoral. O pedido é claro: que o registro dela seja negado e que ela fique fora da disputa.

A ação afirma que a candidata carrega um histórico pesado na Justiça, com condenações por improbidade administrativa e contas de gestão rejeitadas. Segundo o documento, esses fatos podem enquadrá-la na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de quem se enquadra em situações graves previstas na legislação eleitoral. 

Na prática, o argumento é simples: quem tem condenações desse tipo e reprovação de contas pode perder o direito de disputar eleição. E é exatamente isso que a ação sustenta ao pedir que a Justiça Eleitoral não homologue a candidatura de Doutora Fátima. 

O processo também levanta dúvidas sobre a regularidade da filiação partidária da candidata, apontando que esse ponto também pode pesar contra o registro. 

Agora, a decisão está com a Justiça Eleitoral. Se os argumentos forem aceitos, Doutora Fátima pode ser barrada antes mesmo da eleição.

 

Homem fica ferido após incêndio em residência no centro de Currais Novos nesta sexta (17)

 


O Corpo de Bombeiros Militar de Currais Novos foi acionado às 19h18 desta sexta-feira (17) para atender uma ocorrência de incêndio em residência na Rua Manoel Aleixo, no centro da cidade. Ao chegar ao local, as equipes constataram que as chamas já haviam sido controladas por moradores. No interior do cômodo atingido, foi encontrado um homem de 61 anos, inconsciente e com queimaduras pelo corpo.

A vítima recebeu os primeiros atendimentos do Corpo de Bombeiros e da Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, sendo em seguida encaminhada ao Hospital Regional Mariano Coelho para atendimento médico especializado.

 

Editorial Folha de São Paulo: Ameaça de Gilmar Mendes a senador é desproporcional

  Para um ministro do Supremo Tribunal Federal, há dois modos de lidar com a crise de credibilidade que atinge o colegiado. O mais razoável ...