domingo, 3 de maio de 2026

Quem é o juiz, ex-vendedor de pipoca, demitido por humilhar colegas

 


A história de Robson José dos Santos começou como exemplo de superação, mas terminou com a demissão da magistratura. Nascido na periferia do Recife, ele trabalhou desde cedo vendendo pipoca, foi gari e, após mais de 70 tentativas, conseguiu se tornar juiz em Rondônia.

Neste ano, porém, o Tribunal de Justiça de Rondônia decidiu não vitaliciar o magistrado e determinou sua demissão. Segundo processo administrativo, ele apresentou condutas consideradas incompatíveis com a função. As informações são da coluna de Marielle Pinheiro, no Metrópoles.

Entre os casos, há relatos de tratamento desrespeitoso com servidores, comentários inadequados no ambiente de trabalho e atitudes fora do padrão em unidades prisionais, como proximidade com detentos e descumprimento de regras.

Para o TJRO, o conjunto das situações mostrou um padrão incompatível com a magistratura, o que levou ao encerramento da carreira.

 

Juiz nega pedido para excluir post de Nikolas sobre Janja e Lula




 

O juiz do 6º Juizado Especial Cível de Brasília, Júlio César Lérias Ribeiro, indeferiu pedido para determinar exclusão imediata da publicação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que envolve a reação de Janja ao ver o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abraçar e tirar foto com uma apoiadora.

“E o medo de perder as viagens de luxo?”, escreveu Nikolas sobre o olhar de Janja para a cena. O caso ocorreu durante a festa de 46 anos do PT, no dia 7 de fevereiro.

A imagem viralizou por causa da suposta “bronca” de Janja, mas leitura labial feita por usuários das redes sociais aponta que a primeira-dama teria alertado o presidente de que ele não poderia tirar foto porque havia sido submetido à cirurgia de catarata dias antes.

Quem é a apoiadora que aparece no vídeo?

A apoiadora que aparece no vídeo ao lado de Lula é a suplente de vereadora de Juazeiro (BA) Manuella Tyler (PSB). Ela ingressou com ação contra Nikolas no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) na qual pede a remoção da publicação e o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil.

Manuella, que é transexual, alegou à Justiça que foi alvo de “inúmeros comentários de cunho transfóbico, reiteradamente desumanizada, tratada no masculino, chamada por termos pejorativos e degradantes, sendo alvo de discurso de ódio explícito”.

O juiz Júlio César Lérias Ribeiro negou o pedido de tutela de urgência para determinar a imediata exclusão da publicação de Nikolas. Na decisão, assinada em 24 de março, o magistrado argumentou que “não há qualquer referência à transexualidade da autoria, ou incitação a discurso de ódio”.

“Como qualquer postagem na internet, especialmente envolvendo pessoas públicas de expressão nacional, em uma época de extrema polarização política, o conteúdo é passível de gerar manifestações de desapreço ou que beirem o ilícito penal (o que deve ser combatido pela própria plataforma), sem que isso necessariamente configura ofensa a direito da personalidade pelo criador”, disse o juiz na decisão.

Na avaliação do magistrado, “o que se depreende do contexto é uma referência pejorativa à reação de uma esposa ao ver o marido ser abordado com admiração por uma mulher mais jovem e bonita (ou ao menos é o que se verifica da análise isolada da postagem)”.

O juiz enfatizou que os procedimentos nos juizados especiais são caracterizados pela celeridade e a concessão de tutela de urgência exige “situação de extrema urgência e excepcionalidade, devidamente narrada e comprovada”.

“No presente caso, a urgência informada não se configura como extraordinária a ponto de justificar a concessão imediata da medida pleiteada”, pontuou. O mérito ainda será julgado. A ausência de conciliação do caso foi marcada para o dia 25 de maio, às 16h.

Metrópoles

 

Demora em compra favoreceu desperdício de R$ 260 milhões em Coronavac sob Lula, afirma TCU

 


Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) afirma que a demora do Ministério da Saúde em concluir um processo de contratação favoreceu a perda de ao menos R$ 260 milhões em vacinas Coronavac.

O imunizante contra a Covid-19 foi comprado em 2023, em negociação que se arrastou por mais de sete meses. Os lotes foram entregues com validade curta e no momento em que a vacina fabricada pelo Instituto Butantan estava em desuso no SUS.

Ao menos 8 milhões das 10 milhões de doses adquiridas nem sequer deixaram o armazém do Ministério da Saúde e foram incineradas por causa do fim da validade, revelou reportagem da Folha de S. Paulo.

“Portanto, a excessiva demora para a contratação consistiu na principal causa para a perda dos imunizantes”, afirma trecho do relatório elaborado por técnicos do tribunal.

O que diz o Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde diz que encontrou um cenário de “completo abandono dos estoques” deixado pelo governo Jair Bolsonaro e que iniciou a contratação nos primeiros meses de 2023. Ainda afirmou que o TCU reconheceu que a compra seguiu diretrizes vigentes da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A pasta também afirma que atuou para garantir a oferta de vacinas à população em meio ao “cenário incerto” em todo o mundo sobre como seria a adaptação às novas variantes. “Cabe reforçar que o processo seguiu o trâmite exigido pela administração pública e a análise do TCU ainda está em curso”, acrescenta o ministério.

O que diz a área técnica do TCU

A área técnica do tribunal afirma que a compra se deu em cenário que exigia “prudência”, pois não havia possibilidade de troca das vacinas vencidas e “todos os fatores relacionados sugeriam a possibilidade de se formar um elevado estoque”.

O processo de aquisição da Coronavac se arrastou de fevereiro a setembro de 2023. A ideia da Saúde era ter aplicado as doses a partir de maio daquele ano, mas o imunizante chegou aos estoques do governo somente em 25 de outubro.

Dias antes da entrega das doses, o Ministério da Saúde isentou o Instituto Butantan da obrigação de substituir os lotes com validade inferior ao prazo definido no contrato. Para a área técnica do TCU, a pasta adotou postura diferente da esperada e “assumiu o risco” ao receber produto com validade curta e sem alternativa de troca ou ressarcimento.

Os técnicos do tribunal ainda dizem que o Butantan alertou formalmente o ministério, em maio e setembro de 2023, sobre a disponibilidade das doses, que haviam sido fabricadas em março. O instituto ainda afirmou que a “demora na formalização contratual vinha consumindo o prazo de validade do imunizante”, segundo o TCU.

Irregularidades apontadas

O acórdão aponta duas possíveis irregularidades. Uma delas é a “morosidade” na compra da vacina em “contexto que demandava celeridade reforçada”. A segunda conduta a ser questionada envolve “não coordenar, orientar e acompanhar, de forma tempestiva e compatível”, a contratação.

O prejuízo com a vacina pode ser maior e alcançar praticamente o valor total do contrato, de R$ 330 milhões, ao considerar o destino dos imunizantes que foram entregues pelo ministério aos estados. De cerca de 2 milhões de doses repassadas, apenas 260 mil foram aplicadas, segundo dados das secretarias locais. No pior cenário, 97% das vacinas se perderam.

O ministro Bruno Dantas considerou que, neste momento, não há razão para abertura de tomada de contas especial, ou seja, de procedimento que poderia envolver a cobrança do valor desperdiçado. Ele afirmou que a perda das vacinas contra a Covid é resultado de “aspectos multicausais”.

Durante o processo, o Ministério da Saúde atribuiu a baixa procura pela dose às campanhas de desinformação sobre a imunização. Afirmou ainda que o SUS poderia ficar desabastecido se as doses com validade curta fossem recusadas, pois não haveria tempo hábil para nova compra.

Para os auditores do TCU, porém, a alegação não é válida, pois o próprio ministério já reconhecia que havia baixa adesão da população à vacinação e que não seria necessário um largo estoque.

A Coronavac já estava em desuso no SUS quando as vacinas foram recebidas. Em dezembro de 2023, semanas depois de receber as doses, o ministério ainda mudou orientações sobre a campanha de imunização no SUS e definiu que a Coronavac deveria ser utilizada em “situações específicas”, como na falta ou contraindicação de outros imunizantes em crianças de 3 e 4 anos, também em crianças não vacinadas na idade recomendada.

Com informações de Folha de S. Paulo

 

Derrubada de veto de Lula projeta Flávio Bolsonaro no cenário eleitoral, revela colunista

 


A derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria produziu um efeito político imediato: o Congresso entrou na disputa eleitoral ao lado do senador Flávio Bolsonaro, impondo derrota ao governo. Embora os impactos práticos, como possíveis revisões de penas de envolvidos nos atos de 8 de janeiro, ainda levem tempo, o movimento sinaliza que o Centrão, com raras exceções, já tem lado definido.

A avaliação é da colunista Eliane Cantanhêde, em análise publicada no Estadão, ao apontar que o cenário político se reorganiza em meio às dificuldades enfrentadas pelo Palácio do Planalto.

Flávio avança enquanto Lula enfrenta turbulências

Enquanto Lula lidava com problemas internos e reflexos de crises externas, Flávio Bolsonaro atuava nos bastidores: viajou, articulou derrotas do governo, montou palanques estaduais e avançou nas pesquisas. Segundo a colunista, o senador conseguiu contornar conflitos familiares e entre aliados sem grande exposição.

Apesar disso, os principais desafios do parlamentar devem surgir com o início efetivo da campanha. Temas como rachadinhas, negócios da família, patrimônio e posicionamentos políticos tendem a ganhar espaço em debates, entrevistas e programas eleitorais.

Votações no Congresso reposicionam cenário eleitoral

O enfraquecimento momentâneo de Lula e a atuação discreta de Flávio também abriram espaço para nomes alternativos, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). No entanto, conforme destaca Eliane Cantanhêde no Estadão, duas votações recentes a rejeição de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, recolocaram Flávio na linha de frente, reduzindo o protagonismo desses possíveis concorrentes.

Ainda assim, o cenário permanece aberto, com possibilidade de mudanças ao longo do processo eleitoral.

Judiciário e crise política ampliam tensões

A mudança na dosimetria das penas, aprovada pelo Congresso, vetada por Lula e posteriormente restabelecida pelos parlamentares, deve gerar novos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Casos relacionados à tentativa de golpe seguem tramitando, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes e encaminhamentos à Primeira Turma.

Na avaliação da colunista, decisões do STF também contribuíram para o acirramento do debate, especialmente em casos de penas consideradas elevadas, o que acabou alimentando críticas de diferentes setores.

Lula no centro das pressões políticas

Embora não seja o responsável direto por decisões judiciais, Lula assumiu protagonismo na reação institucional aos atos de 8 de janeiro, associando-se politicamente às medidas adotadas, incluindo as conduzidas por Alexandre de Moraes.

Com isso, segundo Eliane Cantanhêde no Estadão, qualquer reviravolta no cenário tende a recair politicamente sobre o presidente, intensificando a pressão em meio à disputa eleitoral em curso.

 

PM encontra drogas em ônibus e frustra ‘festa eletrônica’

 


Policiais militares do 4º Batalhão de Polícia Militar realizaram, na tarde deste sábado (02), uma ação que resultou na apreensão de entorpecentes e na condução de suspeitos à Delegacia de Plantão da Zona Norte, em Natal.

 Durante patrulhamento na Avenida Doutor João Medeiros Filho, no bairro Igapó, os policiais identificaram dois ônibus transportando indivíduos que seguiam para uma festa eletrônica.

 A equipe policial, pertencente à 3ª Companhia, com apoio da viatura Tático e do Oficial de Operações, realizou a abordagem aos veículos. Durante as buscas no interior dos ônibus, foram localizadas substâncias entorpecentes em posse de alguns ocupantes.

 Um terceiro suspeito também foi abordado na via pública, sendo encontrado com 16 cigarros de substância análoga à maconha, uma porção de pó branco semelhante à cocaína e a quantia de R$ 183,50 em espécie.

 Ao todo, a ação resultou na apreensão de porções de maconha, cocaína, haxixe, comprimidos análogos ao ecstasy, LSD, uma substância líquida semelhante ao “loló”, além de aparelhos celulares e dinheiro fracionado.

 Material apreendido:

 01 unidade de substância líquida transparente, análoga ao “loló”, acondicionada em garrafa plástica;

01 porção grande de substância esverdeada, análoga à maconha;

20 cigarros contendo substância análoga à maconha;

02 porções adicionais de substância esverdeada, análoga à maconha;

02 porções de substância em pó branco, análogas à cocaína;

02 porções de substância em forma de massa, análogas ao haxixe;

07 comprimidos com características semelhantes a drogas sintéticas, incluindo ecstasy;

02 unidades de substância enrolada em papel branco, acondicionadas em embalagem tipo zip lock;

R$ 183,50 em espécie;

03 aparelhos celulares de marcas diversas.

 Diante do flagrante, os envolvidos e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Plantão da Zona Norte para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

 

Celular de operador do PCC revela envio de dinheiro em voos a Brasília

 


Mensagens extraídas do celular de João Gabriel de Melo Yamawaki, suspeito de articular a criação do “núcleo político” do Primeiro Comando da Capital (PCC), apontam quantias vultuosas de dinheiro em espécie transportadas de helicóptero para o empresário goiano Adair Antônio de Freitas Meira.

A suspeita consta na representação da Polícia Civil entregue à Justiça para pedir a prisão de Meira, Yamawaki, apontado como operador financeiro do PCC por meio da fintech 4TBANK, e outras quatro pessoas no âmbito da Operação Contaminatio, deflagrada na última segunda-feira (27/4).

Em documento obtido pelo Metrópoles, a polícia afirma que Meira transferia dinheiro para a 4TBANK por meio de boletos “possivelmente fraudulentos” emitidos pela fintech. O pagamento era feito por empresas e fundações ligadas a Meira. Depois, os valores voltavam para o empresário “em espécie” e “possivelmente por aeronaves fretadas [por Yamawaki]“, diz a representação, citando que o transporte era feito, “em sua grande maioria”, com helicópteros.

Os investigadores cruzaram o conteúdo de conversas entre Yamawaki e Meira com Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). O trabalho policial indica que o esquema envolveu quantias milionárias, e era feito para dificultar a rastreabilidade da origem dos valores.

As mensagens analisadas pela Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, indicam que um dos primeiros negócios firmados por Yamawaki e Meira foi em 22 de outubro de 2021. À época, o empresário goiano pagou a quantia de R$ 100 mil à fintech 4TBANK, administrada pelo suposto operador financeiro do PCC.

Naquela mesma data, Yamawaki emitiu outro boleto bancário, desta vez de R$ 18,1 mil. O valor seria referente à cobrança de “5% da operação” do transporte aéreo, além de despesas de ida e volta a Brasília, segundo diálogo analisado pela polícia.

Uma das grandes movimentações de dinheiro vivo data também de 2021. Em 17 de dezembro, Yamawaki envia uma mensagem a Meira perguntando se os pagamentos dos boletos foram feitos: “Bom dia, tio. Ontem deu certo os pagamentos? Pergunto isso para ocorrer bem a reserva do numerário”, diz ele, que, conforme a investigação, tratava o empresário com o codinome “tio”.

A preocupação estaria ligada ao saque de R$ 1,38 milhão em dinheiro vivo que seria feito naquele mês. Os resgates foram feitos por Matie Obam, também alvo da polícia e enteada de Yamawaki, e fracionados em quatro datas: 17, 20, 22 e 23 de dezembro.

Outros episódios de entregas de dinheiro vivo são listados pela investigação envolvendo Meira e Yamawaki. A cidade de Brasília aparece como um dos cenários mais mencionados para as transações presenciais.

Em 26 de janeiro de 2022, Yamawaki informa a Meira que chegaria em um voo no Aeroporto de Brasília. “Meu carro vai te esperar no aeroporto”, responde Meira. Minutos depois, Yamawaki pede para Meira levar uma “bolsinha”. Em seguida, o empresário responde que a pessoa que o receberia estava ciente.

Segundo a polícia, a conversa mostra que o homem responsável por encontrar com Yamawaki estava “ciente de que ‘algo’ seria entregue em mãos para o destinatário final, Adair Meira“.

 

Tragédia na Rodovia: Motorista morre após carro atingir poste com violência

 



Um grave acidente registrado na rodovia resultou na morte de um homem identificado como Josivan Paixão da Silva, de 35 anos. Ele dirigia um Hyundai i30 e seguia acompanhado da esposa quando, por motivos ainda desconhecidos, perdeu o controle do veículo. O automóvel girou na pista antes de bater violentamente contra um poste às margens da via.

A força da colisão destruiu completamente o carro, espalhando destroços por vários metros. Pessoas que estavam em um posto de combustíveis nas proximidades contaram que o barulho do impacto causou grande susto e chamou imediatamente a atenção de quem estava no local.

Josivan ficou preso nas ferragens e morreu ainda no local, antes da chegada das equipes de resgate. O Corpo de Bombeiros realizou o trabalho de retirada do corpo, enquanto profissionais do SAMU socorreram a esposa da vítima, encaminhando-a para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. O estado de saúde dela não havia sido divulgado oficialmente até a última atualização do caso.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizaram o isolamento da área para o trabalho da perícia. Policiais civis e peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP-RN) também estiveram no local para os procedimentos de investigação. Após a conclusão da perícia, o corpo foi levado para exames necroscópicos na unidade do órgão, situada no bairro Felipe Camarão, na capital potiguar.

 

Homem é morto a tiros na frente da própria família em Serra do Mel

 


Um homicídio chocante foi registrado na noite deste sábado (2) no município de Serra do Mel, na região Oeste potiguar. O crime ocorreu na Vila Brasília e mobilizou equipes policiais e periciais.

A vítima foi identificada como Natan. De acordo com as primeiras informações, ele estava em casa quando foi surpreendido por homens armados. Os suspeitos invadiram o imóvel e efetuaram diversos disparos de arma de fogo, em uma ação rápida e violenta.

Mesmo gravemente ferido, Natan ainda chegou a ser socorrido e levado ao hospital da cidade. No entanto, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu pouco tempo após dar entrada na unidade.

Após o crime, os atiradores fugiram e, até o momento, não há informações sobre a identidade dos envolvidos nem sobre o paradeiro deles.

Segundo informações apuradas no local, a vítima morava há pouco tempo na cidade. A motivação do crime ainda é um mistério e será investigada pela Polícia Civil.

Equipes da Delegacia de Plantão de Mossoró e do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) estiveram na cena do crime realizando os procedimentos de praxe. O corpo foi recolhido para exames de necropsia.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias da execução. Até o momento, ninguém foi preso.

 

Governo Lula atrasa liberação de R$ 41 milhões e trava obras de mobilidade, infraestrutura e saúde em Natal

 


A retomada de obras estruturantes em Natal depende da liberação de cerca de R$ 41 milhões em recursos federais, referentes a emendas de 2021 e 2022 ainda não repassadas.

Do total, R$ 9,66 milhões estão vinculados ao Ministério da Saúde para a segunda etapa do Hospital Metropolitano — com apenas R$ 435 mil liberados neste ano.

Já no Ministério das Cidades, faltam cerca de R$ 31,4 milhões, incluindo projetos como a requalificação do entorno da Pedra do Rosário, obras na Praia do Meio e recapeamento de vias na Zona Leste.

A Prefeitura também pleiteia R$ 17,57 milhões via novo PAC para intervenções viárias. Segundo o secretário de Planejamento, Vágner Araújo, os recursos retidos impactam diretamente obras de mobilidade, infraestrutura e saúde.

O prefeito Paulinho Freire afirma que os projetos estão aprovados e com execução iniciada, mas dependem da liberação federal. A gestão municipal tem feito articulações em Brasília para destravar os valores.

A retenção dos recursos gerou embate político. A vereadora Nina Souza (PL) atribui a paralisação das obras à falta de repasses federais.

Já a vereadora Samanda Alves (PT) contesta a versão e afirma que mais de R$ 12 milhões já foram liberados, além de novos investimentos previstos, como cerca de R$ 17 milhões para obras viárias via PAC.

Entre as intervenções previstas estão:

  • Implantação do binário Rui Barbosa/Xavier da Silveira (R$ 10 milhões)
  • Modernização semafórica no corredor Hermes da Fonseca/Salgado Filho (R$ 3,78 milhões)
  • Ajustes viários na Salgado Filho (R$ 3,78 milhões)

As obras visam melhorar a mobilidade urbana, com medidas como faixas exclusivas para ônibus e semáforos inteligentes, que podem reduzir o tempo de deslocamento em até 20%.

Segundo a Prefeitura, os recursos já estão previstos em contratos, e a liberação é essencial para evitar atrasos, aumento de custos e prejuízos à população.

Com informações de Tribuna do Norte

 

RN perde R$ 13 bilhões e vê investimentos em energia solar irem embora

 


O RN registrou a frustração de cerca de R$ 13 bilhões em investimentos após a devolução de outorgas de projetos de usinas solares entre 2025 e o início de 2026, segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), cenário que acende alerta para impactos na economia, empregos e atração de novos empreendimentos no estado.

De acordo com os dados, foram devolvidos 2,8 gigawatts (GW) em capacidade de geração, volume superior aos 2,1 GW atualmente em operação no RN. Ao todo, 51 projetos foram afetados, o que representa cerca de 7% das devoluções registradas no Brasil no período analisado, conforme informações da Tribuna do Norte.

Segundo a Absolar, um dos principais fatores para a desistência dos empreendimentos é o chamado “curtailment”, que são cortes na geração de energia renovável sem compensação financeira aos produtores, além de entraves regulatórios e limitações na infraestrutura de escoamento.

Representantes do setor energético apontam que o cenário pode impactar diretamente a geração de empregos, a arrecadação e a competitividade do estado, além de aumentar a cautela de investidores nacionais e internacionais na destinação de novos recursos para o RN.

De acordo com especialistas e entidades, mudanças recentes no marco regulatório do setor elétrico, redução de subsídios e incertezas jurídicas também estariam entre os fatores que influenciam a devolução das outorgas e a retração dos projetos no estado.

As informações são baseadas em levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e em declarações de representantes do setor.

 

VÍDEO: “Estamos brincando de segurança pública”: sindicato diz que 5 presos estão nas ruas e chama sistema de “falido”

 



Após a fuga de cinco detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, neste sábado (2), a presidente do Sindicato dos Policiais Penais do RN (Sindppen-RN), Vilma Batista, afirmou que os presos “estão nas ruas” e criticou as condições de trabalho e a estrutura do sistema prisional no Estado.

Em vídeo divulgado nas reds sociais, Vilma atribuiu a fuga a falhas estruturais e operacionais na unidade. “Cinco presos fugiram de uma cela totalmente deteriorada, com ferragens expostas, sem vigilância aproximada e sem monitoramento eletrônico eficaz”, declarou.

Segundo a presidente do Sindppen-RN, apesar da existência de câmeras, os equipamentos não funcionavam adequadamente no momento da fuga. “Tinha câmera, mas os computadores não funcionavam. Não tinha como os policiais visualizarem esses presos saindo da cela”, afirmou. Ela acrescentou que as falhas já vinham sendo apontadas anteriormente pela categoria.

Vilma também destacou o baixo efetivo como um dos principais problemas enfrentados pelos policiais penais. “Temos um efetivo extremamente baixo. Em muitos casos, um único policial precisa monitorar mais de 500 câmeras. Isso é inviável”, disse. De acordo com ela, “as guaritas estão desativadas há anos, o que compromete ainda mais a segurança”.

A presidente do sindicato criticou ainda medidas adotadas apenas após a fuga. “Somente depois da fuga é que começaram a consertar algumas câmeras e monitores. Mas é importante lembrar: câmera não segura preso. O que garante segurança é a vigilância aproximada, e isso nós não temos por falta de efetivo”, afirmou.

Vilma Batista declarou que a situação do sistema prisional é preocupante. “Estamos brincando de segurança pública”, disse. Em outro trecho, afirmou que os detentos que fugiram “estão nas ruas” e classificou o cenário como resultado de problemas estruturais, chegando a afirmar que o sistema está “falido”.

 

Quem é o juiz, ex-vendedor de pipoca, demitido por humilhar colegas

  A história de Robson José dos Santos começou como exemplo de superação, mas terminou com a demissão da magistratura. Nascido na periferia ...