segunda-feira, 11 de maio de 2026

Violência e Mistério: RN registra 12 homicídios e 13 corpos aguardam identificação da causa da morte

 


O fim de semana e a madrugada desta segunda-feira (11) exigiram trabalho incansável das forças de segurança e dos profissionais do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP/RN). A excelência técnica de peritos, médicos legistas e papiloscopistas foi testada com a entrada de 33 corpos em suas unidades. O balanço atualizado revela 12 homicídios e um grande desafio científico constante: 13 mortes deram entrada sem a causa definida.

A ausência de tipificação imediata nesses 13 casos coloca a ciência e a medicina legal no centro da elucidação dos fatos. Parte desses registros engloba pacientes que faleceram sob cuidados médicos em unidades como o Hospital Walfredo Gurgel, e que agora aguardam laudo para atestar se a origem foi clínica ou decorrente de trauma. As demais ocorrências sem causa clara aconteceram em residências e vias públicas da capital, como no recente registro no bairro de Capim Macio, exigindo das equipes de local de crime uma análise minuciosa na coleta de vestígios para descartar ou confirmar qualquer dinâmica criminosa.

Além do mistério das mortes a esclarecer, a mancha criminal manchou o estado com 12 assassinatos. Foram 11 execuções por arma de fogo, incluindo um novo registro na madrugada de segunda-feira em Mãe Luiza, Natal, e um homicídio por instrumento contundente na zona rural de Marcelino Vieira. A violência pulverizou-se por todas as regiões potiguares.

Outro alerta grave do plantão foi a letalidade no trânsito, que vitimou sete pessoas em acidentes violentos. O caso mais trágico aconteceu na rodovia RN-064, em Ielmo Marinho, onde duas pessoas perderam a vida, vítimas que já foram devidamente identificadas pela papiloscopia nas últimas horas. A madrugada de segunda ainda somou mais um acidente fatal em São José do Campestre. O boletim estadual contabilizou, por fim, um registro de suicídio na zona rural de Baraúna.

O desfecho de todas essas ocorrências segue a todo vapor nos laboratórios e nas mesas de autópsia. É por meio da dedicação, do suor e do rigor irretocável dos profissionais da perícia criminal que vítimas desconhecidas ganham nome, as famílias encontram respostas e a justiça se ampara na verdade inquestionável da ciência.

 

Homem é executado com mais de 30 tiros dentro de apartamento em Mossoró; esposa e bebê são poupados

 


A violência voltou a assustar moradores de Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, na madrugada desta segunda-feira (11). Um jovem de 26 anos foi executado com mais de 30 tiros dentro do próprio apartamento, no bairro Boa Vista. O crime elevou para 59 o número de homicídios registrados no município em 2026.

A vítima foi identificada como José Alberto Nunes Fernandes Júnior. Segundo informações preliminares, ele estava no imóvel acompanhado da esposa e de um bebê recém-nascido quando criminosos armados invadiram o residencial localizado na Avenida Rio Branco.

Os suspeitos subiram até o primeiro andar do prédio e, ao encontrarem o alvo, efetuaram dezenas de disparos de pistolas calibres .40, 9mm e .380. José Alberto morreu ainda no local antes da chegada do socorro. Apesar da extrema violência da ação criminosa, a esposa e a criança não foram atingidas e tiveram as vidas poupadas pelos atiradores.

Equipes da Polícia Militar do Rio Grande do Norte realizaram o isolamento da área até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica do RN, responsáveis pelos procedimentos periciais e remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML).

A motivação do homicídio ainda é desconhecida. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, que buscará identificar os autores e esclarecer as circunstâncias da execução.

Nunes Marques convida Bolsonaro para posse no TSE, mesmo com prisão domiciliar

 


O ministro Nunes Marques, que assume na terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convidou o ex-presidente da República Jair Bolsonaro para o evento, apesar da prisão domiciliar.

A interlocutores, Nunes Marques afirma que seguiu a praxe de cerimônias do tipo. Ao encaminhar convites para todos os ex-presidentes do Brasil vivos, como Dilma Rousseff, Fernando Collor de Mello e José Sarney, o TSE também incluiu Bolsonaro. Para conseguir ir ao evento, no entanto, Bolsonaro precisaria de autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal do julgamento pela tentativa de golpe.

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado.

Marques foi o primeiro indicado por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020. Dos sete ministros do TSE, três são do STF. Por isso, há um rodízio entre os ministros. Nunes Marques assumirá a presidência da corte pelos próximos dois anos, no lugar da ministra Cármen Lúcia. O ministro André Mendonça, também indicado por Bolsonaro ao STF, em 2021, ocupará a vice-presidência presidência do TSE.

De perfil discreto, Nunes Marques entra em sua fase de maior protagonismo no Judiciário até agora: vai comandar o processo eleitoral deste ano.

Ele já estabeleceu algumas diretrizes: vai defender o sistema de votação por meio das urnas eletrônicas, quer fazer parcerias com universidades para combater os efeitos da inteligência artificial (IA) nas campanhas, usar menos a Polícia Federal em ações de monitoramento das redes, e adotar posição menos intervencionista da justiça no debate eleitoral.

Este último ponto marca forte diferença da condução das eleições de 2022, em que o TSE foi presidido pelo ministro Alexandre de Moraes.

No lugar de retirar conteúdo do ar, Nunes Marques defende uso preferencial do direito de resposta. Segundo aliados, para tirar a corte eleitoral do foco, e deixar o protagonismo para o eleitor e os candidatos.

sbt news

 

Lei “Cássia Kis” que visa uso de banheiro feminino somente por mulheres biológicas ganha força no Brasil

 


O projeto apelidado de “Lei Cássia Kis” voltou a viralizar nas redes sociais e visa que somente mulheres biológicas possam utilizar banheiros femininos em espaços públicos e privados de uso coletivo. Qual a sua opinião?

A proposta vem sendo amplamente compartilhada por grupos conservadores e recebeu forte apoio popular em diversas enquetes realizadas nas redes. Segundo publicações sobre o tema, a maioria das mulheres do Brasil aprova o posicionamento defendido pela atriz Cássia Kis, além de homossexuais que também declararam apoio ao projeto.

A medida é vista por apoiadores como uma forma de proteção às mulheres e crianças em ambientes públicos. Nos últimos dias, Cássia Kis esteve no gabinete do deputado estadual Márcio Gualberto,  onde recebeu apoio jurídico relacionado ao tema.

O assunto segue entre os mais comentados e continua gerando grande repercussão na internet.

Carro sai da pista e bate em mureta na RN-118 entre Caicó e Laginhas

 


O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte atendeu neste domingo 10 uma ocorrência de acidente de trânsito na RN-118, entre o município de Caicó e a comunidade de Laginhas, na região Seridó do estado.

Segundo o CBMRN, o acidente aconteceu por volta das 15h20, quando um veículo modelo Onix saiu da pista após o motorista perder o controle da direção e colidir contra a mureta de proteção da rodovia.

Para atender a ocorrência, os bombeiros mobilizaram o chamado “trem de socorro”, conjunto de viaturas e equipes operacionais utilizado em situações de emergência.

Apesar do impacto da colisão e dos danos materiais registrados no veículo, as vítimas não precisaram ser encaminhadas ao hospital.

As equipes permaneceram no local prestando apoio e realizando ações para garantir a segurança da área até a normalização do trânsito na rodovia.

O Corpo de Bombeiros também reforçou a orientação para que motoristas redobrem a atenção ao trafegar pelas estradas e informou que segue à disposição da população por meio do telefone 193.

 

Ataque coordenado por Vorcaro contra Banco Central seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

 


Os ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autarquia, Renato Gomes, seguiram uma cartilha com instruções e direcionamentos elaborados pelo projeto de gestão de crise de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

As informações estão em documentos do chamado "Projeto DV", aos quais a Folha teve acesso. O nome faz alusão às iniciais do ex-banqueiro.

Os contratos com os influenciadores foram firmados pela agência Mithi, do publicitário Thiago Miranda. Somados, chegavam a R$ 8 milhões, mas a maior parte foi interrompida após a PF (Polícia Federal) começar a investigar o bombardeio contra o BC, em janeiro.

O Banco Central virou alvo ao rejeitar a compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília). A PF identificou cerca de 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o projeto.

As orientações do "Projeto DV" para as publicações eram direcionadas de acordo com o perfil de cada página, com indicações para títulos, textos, fotos e roteiros para vídeos curtos do Instagram. Alguns dos contratados cumpriram os direcionamentos à risca.

Procurado, Thiago Miranda não quis se pronunciar. Ele irá prestar depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques ao BC e aos investigadores do caso Master.

Dos R$ 8 milhões descritos nos contratos, Miranda fez pagamentos de R$ 3,5 milhões entre o fim de dezembro de 2025 e 5 de janeiro deste ano. As transferências ocorreram após ele ter recebido o mesmo valor da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro.

A defesa de Vorcaro não quis se manifestar.

Um dos documentos se refere ao site GPS Brasília, que, além de site próprio, tem 182 mil seguidores no Instagram. O veículo deveria seguir um "tom liberal clássico, em defesa da livre iniciativa, institucional" e publicar títulos como "Fim da gestão Renato Gomes: um erro caro para o sistema financeiro".

Renato Gomes, que deixou o cargo em 31 de dezembro de 2025, foi o principal alvo das publicações encomendadas. Foi a área dele que recomendou o veto à compra do Master pelo BRB.

Em 1º de janeiro, o portal fez a publicação intitulada "Saída de Renato Gomes do BC deixa indícios de um erro caro para o sistema financeiro", distribuída no Instagram. O site já havia publicado, em 29 de dezembro, outro texto sob o título "Renato Gomes e um Banco Central fragilizado por decisões erradas".

O veículo firmou, em 3 de janeiro, contrato com a Mithi no valor de R$ 100 mil mensais, por um ano. O documento foi assinado por Rafael Badra, sócio do GPS Brasília.

O acordo, fechado com cláusula de confidencialidade, previa a veiculação de seis conteúdos, metade no Instagram, e a outra no portal de notícias. A Folha teve acesso a comprovantes de pagamento feitos ao portal em 5 de janeiro, neste mesmo valor.

O diretor e editor Jorge Eduardo disse que mantém contratos publicitários com várias agências. Também afirmou que o GPS Brasília já firmara acordos pontuais com a Mithi —um deles teria validade de um ano, mas foi rescindido dez dias após a assinatura.

Segundo o editor, a interrupção foi feita por "incompatibilidades entre os conteúdos propostos e a linha editorial". Ele diz que o site faz cobertura ampla, inclusive de notícias sobre o Master. "Reafirmamos nosso compromisso de fidelidade com os melhores princípios do jornalismo, pilar essencial de uma sociedade evoluída".

O projeto também incluiu contrato com uma empresa do jornalista Luiz Bacci, que tem 24,3 milhões de seguidores no Instagram. O pagamento previsto à BN Publicidade e Marketing, de Bacci, foi de R$ 500 mil mensais por seis meses, para 30 postagens mensais.

Bacci confirmou à Folha a relação comercial com a Mithi, mas não comentou detalhes. "Em conformidade com nossas diretrizes de compliance e sigilo, não divulgamos informações sobre contratos firmados com nossos clientes", disse. Segundo Bacci, eles têm negócios desde 2021.

Ele trabalhou no SBT de maio de 2025 ao fim de ano passado. Procurada, a emissora disse que encerrou o vínculo em 18 de dezembro. "À época de sua contratação, Bacci não foi questionado acerca de eventuais parcerias comerciais em suas redes sociais, inclusive por se tratar de contas pessoais."

Já o perfil Not Journal, com 289 mil seguidores, assinou contrato de R$ 30 mil por mês para 12 publicações mensais no Instagram e no site. O Projeto DV determinou que o perfil deveria adotar "tom acadêmico, sóbrio e institucional, com foco na eficiência de mercado".

A página, então, publicou textos críticos a Renato Gomes em dezembro e janeiro, com os títulos "Banco Central vira a página de uma gestão de Renato Gomes marcada por mudanças regulatórias, concentração e ruído institucional" e "Gestão Renato Gomes amplia debate sobre credibilidade do Banco Central".

O diretor do veículo, Bruno Richards, confirmou o contrato, mas disse que não havia definição de conteúdo. "A gente sempre atuou com muita rigidez no caso Master. Recebemos três notificações extrajudiciais direto do Banco Master", disse.

Já os textos publicados em sintonia com o direcionamento da Mithi teriam sido feitos, segundo Richards, por um ex-funcionário. "A única e principal regra é ser fato e não publicarmos fake news", disse.

O projeto de Vorcaro previu a compra de 50% do Not Journal. A oferta de R$ 5 milhões foi recusada, diz Richards.

A conta de Charles Costa Oficial, que tem 696 mil seguidores, recebeu R$ 35 mil de Miranda. Entre as indicações de conteúdo da agência havia: "Renato Gomes sai, mas o estrago no mercado financeiro fica", o que foi cumprido à risca. Procurado por telefone, WhatsApp e por mensagem direta nas redes desde quarta-feira (6), ele não respondeu.

O projeto contratou também o influenciador Cardoso Mundo, que recebeu R$ 200 mil de Miranda, segundo os documentos aos quais a reportagem teve acesso. O dono do perfil de 4,6 milhões de seguidores, Paulo Cardoso, confirmou a relação comercial, mas disse não poder divulgar informações comerciais. "Nunca assinamos ou recebemos nenhum valor de contrato de publicidade relacionado a Daniel Vorcaro ou Banco Master", disse.

As postagens sobre o assunto no perfil foram deletadas. Segundo Cardoso, devido a um redirecionamento da imagem do portal.

Já a agência Paulo & Renno Ltda, dona do perfil Marcelo Rennó (1,2 milhão de seguidores), recebeu R$ 78,4 mil. A empresa disse que o valor mencionado refere-se a serviços prestados e formalizados, "sem qualquer relação com campanhas, direcionamentos ou iniciativas dessa natureza".

O perfil Alfinetei, que recebeu R$ 500 mil, segundo os documentos, não respondeu à reportagem. Foram enviados pedidos de resposta via WhatsApp e por mensagem direta no Instagram na quarta. A reportagem também mandou emails na quarta para a agência Deu Buzz e para seu dono, Artur Moreno Martins, que assina o contrato, contemplado com a mesma quantia, mas não obteve resposta. Também ligou para o telefone pessoal de Martins e mandou mensagens no WhatsApp e pelo Instagram, na quarta e quinta-feira.

Folha de São Paulo

 

 

Ministros do STF veem Senado sem clima para nova indicação de Lula

 


Uma nova indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga de Luís Roberto Barroso é vista com ceticismo por integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).

A avaliação feita por magistrados é de que o Senado está sem clima para uma nova sabatina após a recusa do advogado-geral da União, Jorge Messias.

O ideal, ainda segundo as fontes ouvidas pela CNN, seria aguardar o resultado das eleições para, então, indicar um nome.

O diagnóstico é baseado em conversar informais com senadores da base aliada, que avaliam como improvável o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar uma nova sabatina.

Nesta semana, Lula deve se reunir com Alcolumbre para discutir o tema, a primeira conversa desde a recusa de Messias.

No Palácio do Planalto, a orientação é para Lula não insista em Messias e indique um nome de uma mulher para a vaga, o que poderia pressionar os senadores.

O presidente ainda não tomou uma decisão. Antes de definir seus próximos passos, ele também terá um novo encontro com Messias, cotado para assumir o Ministério da Justiça.

CNN Brasil

 

 

VÍDEO: Boa Saúde (RN) realiza uma das maiores entregas de veículos da história do município

 



A cidade de Boa Saúde (RN) viveu um momento considerado histórico pela gestão municipal, com a realização de uma das maiores entregas de veículos e máquinas já promovidas por uma prefeitura no Rio Grande do Norte.

A ação, realizada pelo Governo Municipal, reuniu autoridades, vereadores, lideranças comunitárias e centenas de moradores na Praça da Matriz para acompanhar a apresentação da nova frota, que irá reforçar os serviços públicos em diversas áreas da administração.

Foram entregues tratores agrícolas, veículos utilitários, vans e ambulância, equipamentos que passarão a atender setores essenciais como saúde, educação, agricultura, infraestrutura e serviços urbanos. O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento das secretarias municipais, garantindo mais eficiência nos serviços prestados à população.

Durante a solenidade, o prefeito João Maria Mesquita destacou que os investimentos, que somam cerca de R$ 4 milhões em recursos próprios, representam o compromisso da gestão com o desenvolvimento do município e a melhoria da qualidade de vida da população.

O gestor também ressaltou a importância dos novos equipamentos para a zona rural, considerando que Boa Saúde possui uma das maiores extensões territoriais da região Agreste potiguar, o que exige maior estrutura para atender as comunidades mais distantes.

A população compareceu em grande número ao evento, marcado por aplausos, entusiasmo e sentimento de avanço para o município.

Com a entrega da nova frota, a administração municipal reforça o compromisso de continuar investindo em ações concretas voltadas ao desenvolvimento da cidade e à melhoria dos serviços públicos oferecidos à população.

 

Presidenciáveis da direita sobem tom contra Moraes por barrar Lei da Dosimetria, e oposição mira retomar debate da anistia

 


A suspensão da Lei da Dosimetria pelo Supremo Tribunal Federal (STF), neste fim de semana, intensificou os ataques de presidenciáveis da direita contra o ministro Alexandre de Moraes, alvo recorrente da oposição ao governo Lula (PT) nesta pré-campanha.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que chegou a ensaiar períodos de trégua com Moraes neste ano, e os ex-governadores de Minas, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticaram o magistrado por suspender a eficácia da lei — que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pelo 8 de Janeiro. Lideranças da oposição avaliam reagir no Congresso, e articulam uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proponha anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos golpistas.

Flávio, Caiado e Zema vêm fazendo críticas recorrentes ao STF, e já acenaram ser favoráveis ao impeachment de ministros da Corte — embora o grau de adesão de cada um à pauta tenha variado ao longo do tempo. Zema, que tem crescido nas redes sociais com ataques à Corte, protocolou pedido de impeachment contra Moraes em março, após virem à tona mensagens entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Neste domingo, o ex-governador mineiro afirmou que Moraes “se considera intocável” e “atropela o Congresso”.

“Sem ter recebido um único voto, desrespeita representantes eleitos pelo povo e amplia o sofrimento de presos perseguidos há anos por uma Justiça que deveria protegê-los”, disse Zema.

Flávio, ainda no sábado, também centrou suas críticas em Moraes. O senador disse que a decisão do Congresso Nacional, de reduzir as penas de condenados por atos golpistas, foi derrubada “numa canetada monocrática”.

— Mais uma vez, o ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo.

Negativas no STF

O senador vinha evitando atacar o STF pelas relações com o caso Master, que também envolvem aliados de Flávio e da cúpula do PL. Nos últimos meses, Flávio também vinha tentando reduzir a fervura com Moraes em paralelo às articulações para que o pai fosse transferido para prisão domiciliar, o que ocorreu em março.

Caiado, por sua vez, publicou uma nota dizendo que a suspensão da Lei da Dosimetria ataca a “separação dos Poderes” e chamou de “deplorável” a atuação de Moraes, que “ultrapassa os limites da relação institucional”.

“Estimular um debate sem fim sobre o 8 de Janeiro, passando por cima dos representantes eleitos pelo povo ao Congresso, é condenar o Brasil a não ter futuro”, alegou.

No mês passado, ele disse ser favorável a impeachment “de quem quer que seja”. Em 2025, antes de deixar o governo de Goiás, Caiado havia afirmado que a destituição de integrantes da Corte não poderia ser pauta da campanha eleitoral.

A decisão de Moraes de suspender a Lei da Dosimetria foi tomada no sábado, em resposta à defesa de uma das condenadas por atos golpistas. Ela havia solicitado sua saída da prisão com base na nova legislação, que muda o cálculo de penas por crimes contra a democracia e cometidos em multidão. O veto de Lula à lei foi derrubado pelo Congresso no fim de abril.

Aliados de Bolsonaro acusaram Moraes de afrontar a soberania do Legislativo e dizem ter sido surpreendidos pela medida. Do outro lado, governistas comemoraram a decisão, e a interpretaram como gesto favorável de Moraes às ações que contestam a constitucionalidade da nova lei.

No domingo, a federação de PT, PCdoB e PV peticionou uma ação ao Supremo argumentando que a Lei da Dosimetria é incompatível com as normas fundamentais da Constituição e a jurisprudência da Corte, e também questionou o procedimento adotado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para derrubar o veto de Lula à norma.

No sábado, Moraes já havia suspendido a aplicação da nova legislação “por segurança jurídica”, enquanto aguarda uma decisão do plenário do STF sobre outras duas ações contra a lei, apresentadas pela federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Essa análise não tem data para ocorrer, o que pode arrastar a discussão sobre o 8 de Janeiro para o período de campanha presidencial.

Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, que contava com uma progressão mais rápida de regime, a suspensão da lei frustra outro condenados pelo 8 de Janeiro. Ontem, Moraes negou um pedido de Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do batom”, para reduzir sua pena com base na Lei da Dosimetria. Débora, que ficou conhecida por pichar a estátua da Justiça com um batom, foi condenada a 14 anos de prisão e, assim como Bolsonaro, cumpre hoje prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

Como a análise da Lei da Dosimetria não tem data para ocorrer no STF, lideranças da oposição avaliam que a decisão de Moraes abre brecha para ampliar a pressão sobre a Corte e pautar outros acenos à base bolsonarista.

Munição para a base

Um líder oposicionista afirmou reservadamente ao GLOBO acreditar que o Congresso teria condições de aprovar uma PEC de anistia ao 8 de Janeiro “em uma semana”, como resposta à decisão de Moraes. Isso exigiria, porém o apoio dos presidentes das duas Casas legislativas, além de um grau elevado de consenso para que houvesse quebra de prazos regimentais, cenário que hoje é improvável.

No ano passado, a oposição chegou a obstruir fisicamente o Senado sob pretexto de pautar o tema da anistia. O texto, porém, foi deixado de lado em favor do PL da Dosimetria, que propunha reduzir penas, sem extingui-las.

A base de Lula, por outro lado, também busca levar o debate do 8 de Janeiro para a seara eleitoral, criticando a atuação do Congresso no caso. O presidente do PT, Edinho Silva, divulgou nota afirmando que a Lei da Dosimetria “representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia e aos crimes gravíssimos”, e lembrou que as investigações da trama golpista descobriram “um plano para assassinar” Lula, Moraes, e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

“Para reduzir a pena de Bolsonaro e aliados, a extrema direita permitiria que milhares de criminosos que cometeram atos hediondos se livrassem da cadeia antes do tempo previsto”, diz a nota.

O Globo

 

 

O principal empecilho para um acordão entre Flávio Bolsonaro e Moraes

 


A atuação de Flávio Bolsonaro e de Alexandre de Moraes em prol da derrota de Jorge Messias no Senado levou aliados do presidente Lula a desconfiarem de um possível “acordão” entre o senador e o ministro do STF.

A tese é de que o acordo foi mediado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e teria envolvido também a aceitação pelo STF da derrubada dos vetos do PL da Dosimetria, que reduz a pena de Jair Bolsonaro.

Na avaliação dos aliados de Lula, o acerto envolveria ainda uma suposta proteção a Moraes por bolsonaristas e por Alcolumbre, caso Flávio seja eleito presidente da República nas eleições de outubro de 2026.

Há, porém, um empecilho para esse possível acordão vingar: tanto aliados de Moraes quanto pessoas próximas ao clã Bolsonaro apontam, nos bastidores, que os bolsonaristas dificilmente cumprem acordos.

Essas fontes lembram que o grupo de Bolsonaro tem um histórico de descumprir acordos de trégua. Um exemplo foi a tentativa de pacificação entre o então presidente e Moraes articulada pelo ex-presidente Michel Temer.

Em setembro de 2021, após xingar Moraes de “canalha” em manifestação na Avenida Paulista, Bolsonaro escreveu um carta à nação prometendo apaziguar os ânimos. Meses depois, voltou a atacar o ministro do STF.

Igor Gadelha - Metrópoles

 

 

Caiado dispara contra STF após suspensão da Dosimetria: “Deplorável”

 


Pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD-GO) avalia como deplorável a decisão do STF de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a suspensão da aplicação da proposta no sábado (9/5), um dia após a promulgação do ato pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

À coluna, o ex-governador de Goiás disse que a decisão contribui para polarizar ainda mais o cenário político e não prioriza pautas importantes para o país.

“Decisão deplorável, um desserviço à democracia. Só faz aflorar a radicalização na política, favorece a polarização, que nunca foi um traço da política brasileira,  e serve para desviar o bom debate nas eleições. Priorizar o 8 de Janeiro é condenar o Brasil a não ter futuro”, declarou.

Caiado ainda afirmou que os parlamentares precisam parar de divergir com o STF.

“Essa queda de braço do Supremo com o Congresso precisa ter um ponto final. É inaceitável em uma democracia”, completou o candidato.

Em movimento semelhante ao adotado pelo também pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), Caiado passou a defender publicamente limites à atuação do STF e a criticar decisões que considera interferências do Judiciário sobre o Congresso.

Embora adotem discursos semelhantes em relação à Corte, Caiado ainda busca manter uma relação mais institucional com o Supremo, enquanto Zema costuma recorrer a críticas mais diretas e frequentes aos ministros do STF.

Metrópoles

 

 

Violência e Mistério: RN registra 12 homicídios e 13 corpos aguardam identificação da causa da morte

  O fim de semana e a madrugada desta segunda-feira (11) exigiram trabalho incansável das forças de segurança e dos profissionais do Institu...