sábado, 9 de maio de 2026

Natal registra média acumulada de 841 mm de chuva de janeiro a abril de 2026

 


A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) informou que Natal registrou média acumulada de 841 milímetros de chuva entre janeiro e abril de 2026.

Os dados foram coletados pela Rede de Monitoramento Climático da capital, implantada em dezembro de 2025 e formada por 57 equipamentos espalhados pelas quatro zonas da cidade.

Abril teve maior volume de chuva

Segundo a Semurb, abril foi o mês mais chuvoso do quadrimestre, com 416 mm acumulados.

O volume ficou muito acima da média histórica de 240,5 mm para o período, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.

De acordo com o órgão, os dados confirmam um padrão de chuvas mais intensas e concentradas neste início de ano.

Zonas Sul e Norte lideram acumulados

As maiores precipitações foram registradas:

  • Zona Sul: 867,9 mm;
  • Zona Norte: 862,8 mm;
  • Zona Leste: 842,8 mm;
  • Zona Oeste: 790,6 mm.

Entre as áreas com maiores índices estão:

  • Mãe Luiza;
  • Santos Reis;
  • Rocas;
  • Tirol;
  • Petrópolis;
  • Areia Preta;
  • Praia do Meio.

Monitoramento em tempo real

A Rede de Monitoramento Climático é coordenada pela Semurb em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O sistema faz parte do Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas.

Atualmente, a rede possui:

  • 47 pluviômetros manuais;
  • 10 estações automáticas de monitoramento.

Ao todo, foram instalados 115 equipamentos em 57 pontos estratégicos da cidade, incluindo escolas, universidades, unidades militares, parques urbanos e áreas de preservação ambiental.

Segundo a prefeitura, o sistema ajuda no monitoramento de eventos extremos, emissão de alertas e planejamento de ações preventivas em áreas de risco.

 

Filmes brasileiros perderam 72% de espectadores em 2026

 


De janeiro a abril deste ano ocorreu uma queda de incríveis 72% no número de espectadores de filmes brasileiros em relação ao mesmo período de 2025, algo como 6,4% do mercado, segundo o portal Filme B.

Aliás, no início do ano, Rodrigo Saturnino Braga, diretor do portal, publicou um estudo devastador mostrando que, apesar de filmes premiados como “Ainda estou aqui” e “O agente secreto”, nada menos que 54,7% dos 203 filmes lançados em 2025 não alcançaram nem… 1.000 espectadores.

Os filmes nacionais representam apenas 7,1% da bilheteria dos cinemas brasileiros até o início de abril de 2026. No mesmo período do ano passado, as produções brasileiras somaram 26% do público. A participação de mercado caiu de 28,5% para 7,3%, em número de espectadores.  O dado é do Sistema de Controle de Bilheteria da Ancine.

Com informações de Ancelmo Gois e Lauro Jardim – O Globo

 

Empresário de restaurantes desiste da escala 5×2 após teste reduzir produtividade

 


O chef e empresário gaúcho Marcos Livi afirmou que o teste da escala 5×2 em restaurantes e um hotel do Grupo Bah trouxe resultados negativos e acabou sendo abandonado.

Segundo Livi, a experiência ocorreu no primeiro trimestre deste ano em cinco restaurantes e no hotel Parador Hampel. Hoje, o grupo administra oito negócios e emprega mais de 150 pessoas.

De acordo com o empresário, a principal dificuldade foi manter a jornada semanal de 44 horas dentro do modelo 5×2, o que aumentou o tempo diário de trabalho.

“É óbvio que buscamos construir um convívio melhor para todos. Mas, com o momento atual brasileiro, com perda de poder econômico das pessoas e endividamento, isso gerou um efeito negativo, por isso recuei”, conta ele.

Livi afirmou que a mudança afetou principalmente funcionários com filhos ou rotina de estudos.

Ele também relatou:

  • queda na produtividade;
  • redução das gorjetas;
  • aumento da necessidade de contratações para cobrir folgas.

Os estabelecimentos que participaram do teste foram Brique; Quintana Bar; Veríssimo Bar; Vistta; Cozinha Ana Terra; e Hotel Parador Hampel. Cada unidade conta com cerca de 25 funcionários.

Retorno ao modelo tradicional

O empresário disse que decidiu testar o sistema antes de uma eventual mudança na legislação trabalhista.

Ele defende que o empresariado tenha a “liberdade de escolha” e chama a medida endossada pelo governo Lula de “eleitoreira”. “Tomamos a estratégia de voltar ao modelo tradicional, o que deixou a equipe aliviada”, diz Livi.

Debate sobre a escala 6×1

O tema ganhou força no Congresso Nacional com discussões sobre o fim da escala 6×1 e possíveis mudanças na jornada de trabalho.

Enquanto algumas empresas relatam vantagens no modelo 5×2 — como maior atração de candidatos e redução da rotatividade —, empresários também apontam desafios operacionais e aumento de custos.

Com informações de Folha de S. Paulo

 

Golpista tenta fugir de delegacia e é recapturado após perseguição em Natal

 


Um golpista suspeito de aplicar golpes contra idosos tentou fugir de uma delegacia e acabou recapturado após perseguição na Zona Norte de Natal, nesta sexta-feira (8). O caso, segundo a Polícia Militar, envolveu ainda troca de tiros nas proximidades de um shopping da região e mobilizou viaturas após a fuga dos detidos.

Conforme a PM, dois suspeitos foram detidos pela manhã por envolvimento em um esquema de golpes em agências bancárias de Natal, com foco em vítimas idosas. O grupo atuava em caixas eletrônicos, onde trocava cartões das vítimas sem que elas percebessem, realizando saques e compras indevidas.

Após a prisão inicial, um dos suspeitos tentou fugir da delegacia na tarde desta sexta-feira. A tentativa de evasão mobilizou equipes policiais, dando início a uma perseguição pela Zona Norte da capital.

Durante a ação, houve registro de troca de tiros entre os suspeitos e policiais militares nas proximidades de um shopping da região, segundo a corporação. Ambos os envolvidos na tentativa de fuga foram recapturados.

O caso também envolve uma mulher, apontada como companheira de um dos suspeitos, que teria dado apoio na tentativa de fuga, conforme a Polícia Militar.

O esquema criminoso, segundo relatos da PM, consistia na abordagem de idosos em caixas eletrônicos. Os suspeitos simulavam ajuda, mas acabavam substituindo os cartões das vítimas por outros similares, realizando posteriormente saques e compras.

Uma das vítimas relatou ao Via Certa Natal o momento em que percebeu o golpe. Segundo o depoimento, o suspeito teria oferecido ajuda durante uma operação no caixa eletrônico e, sem que percebesse, realizou a troca do cartão. O prejuízo relatado ultrapassa R$ 6 mil.

As vítimas dos golpes podem procurar as delegacias responsáveis para registrar ocorrência e auxiliar nas investigações. O caso segue sob apuração das autoridades policiais de Natal.

 

 

Susto grande: Avião passa direto e sai da pista em aeroporto no Nordeste

 



Um avião de cargas da Gol saiu da pista na manhã de hoje quando pousava em uma das pistas do aeroporto de Salvador.

Segundo informações, neste aeroporto há duas pistas identificadas como 10 e 17.

O fato ocorre na pista 17, que é menor que a 10 e foi considerada "impraticável" por causa da pista molhada.

Relatos dão conta que, quando a aeronave pousou, a frenagem não segurou e o avião saiu da pista.

Não há relatos de feridos, mas o local está interditado para pousos e decolagens até o momento.

Lula, candidato, tem plano B em curso




‘Não decidi se vou ser candidato ainda.’ A frase, dita por Lula em entrevista ao ICL News em abril, foi lida menos como expressão de autêntica indecisão do presidente do que como queixume decorrente de suas muitas insatisfações. Lula, segundo repetem os que convivem com ele, está “frustrado” com a resposta do eleitorado ao seu governo. Reclama ainda da imprensa, que não divulga seus feitos, e do PT, que não está empenhado na briga com gana proporcional ao risco da disputa. A declaração de abril ficaria, assim, num ponto intermediário entre a ameaça e o chamado às armas — uma tentativa de Lula de sacudir a própria campanha. Expoentes do governo e do PT, porém, não estão dispostos a ser pegos de calças curtas. Nos laboratórios de Sidônio Palmeira, ministro da Secom, três nomes já foram testados como eventuais substitutos de Lula nas urnas: o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, o ex-ministro da Educação Camilo Santana, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Nas pesquisas, Haddad e Alckmin, quando apresentados como nomes “apoiados por Lula”, atingem patamares próximos aos do presidente — mas com menor rejeição, assim como Santana.

Haddad se beneficia do recall da eleição de 2018, mas tem a desvantagem de, ao vestir um santo, acabar desvestindo outro. Sua candidatura ao governo de São Paulo é tida como crucial para fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no estado. Santana tem como principais ativos o bom desempenho à frente da Educação — área do governo mais bem avaliada nas pesquisas — e a força eleitoral no Ceará, que governou por dois mandatos com ampla aprovação. Para boa parte do eleitorado, porém, é pouco mais que um ilustre desconhecido — e ainda pode ser tragado de volta para as eleições estaduais, caso Elmano de Freitas, candidato do PT ao governo do Ceará, se mostre incapaz de conter Ciro Gomes (PSDB).

Alckmin, mais que substituto de Lula, representaria uma tentativa de ampliar o alcance eleitoral da chapa presidencial em direção ao centro. Seu perfil moderado de ex-tucano já foi usado com sucesso em 2022 para dirimir resistências a Lula. Sua grande desvantagem — estar no PSB e ser, para parte do PT, um outsider até hoje —passa ainda por uma questão operacional. Como cabeça de chapa, Alckmin não levaria às urnas o número 13, há quase quatro décadas marca do PT e de seus candidatos. Para estrategistas, a mudança pode gerar confusão entre eleitores e produzir uma onda de votos nulos — variável crítica numa eleição apertada.

Próceres do governo e do PT que tratam do plano B para a candidatura de Lula não acreditam, hoje, que ele desistirá da reeleição, mas afirmam que a campanha precisa estar preparada para a possibilidade da sua ausência na chapa, seja por decisão própria ou por circunstância alheia à sua vontade.

O que motivaria uma decisão como essa? Diante da pergunta, a resposta é sempre a mesma: Lula não encerrará sua biografia com uma derrota para o filho de Jair Bolsonaro, afirma seu entorno, numa sugestão de que uma deterioração nas pesquisas pode ser um gatilho para a desistência. Hoje, no entanto, a aposta palaciana é que Lula melhorará sua avaliação tão logo o confronto com Flávio comece de fato. A polarização beneficiaria o presidente porque permitiria a “desconstrução” do bolsonarista, visto por petistas como despreparado e inconsistente. É certo que, em termos de despreparo pessoal e desavenças no próprio campo, Flávio tem muito a oferecer à campanha de Lula. A questão é saber em que medida a performance do presidente nesta eleição dependerá das ações do antagonista e quanto será resultado da fadiga de seu próprio material.

Thais Oyama - O Globo

 

VÍDEO: "Prefeitura não tem dono. Secretaria não tem dono", desabafa médica contra gestão no interior do RN :

 



A médica Luize Coutinho fez um desabafo pesado contra a prefeitura de Lagoa Nova, na região Seridó.

“Diante de tantas injustiças, do que tenho visto e vivido, não dá mais pra ficar em silêncio. Isso já passou de perseguição é uma verdadeira tortura psicológica”, contou nas redes sociais.

Ainda em sua postagem, afirmou que “resolvi falar porque não podemos aceitar esse tipo de política rasteira, que persegue, oprime e esquece completamente o povo. Estão brincando com a saúde de Lagoa Nova, e isso é algo sério demais pra ser tratado com interesses pequenos”.

E assegurou: “Não vou me calar!”

 

Venda de ingressos para o Bote Fé Natal com Maria começa neste domingo (10); saiba como comprar

 


Após o seu lançamento oficial esta semana, o Bote Fé Natal com Maria inicia a venda de ingressos para o evento que acontece no dia 10 de outubro, na Arena das Dunas, e marca a abertura dos festejos de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal.

Com uma vasta programação religiosa, incluindo a participação do Frei Gilson, promete reunir um grande público vindo de todas as cidades do Rio Grande do Norte e até de estados vizinhos.

A venda de ingressos começa neste domingo (10), a partir das 12h, exclusivamente pelo site Evenyx (www.evenyx.com). Nele, a pessoa pode visualizar os locais dentro da Arena vendidos para o evento com ingressos a partir de R$ 40.

A arrecadação do evento será destinada à concretização de um antigo projeto, que é a climatização da Catedral Metropolitana de Natal, por onde passam centenas de milhares de pessoas a cada ano e, com isso, oferecer maior comodidade e conforto aos fiéis e visitantes.

Ao adquirir o ingresso solidário, que também estará disponível para venda, cada pessoa também deverá doar dois quilos de alimentos não perecíveis, a serem entregues na Arena das Dunas no dia do evento. Os alimentos arrecadados beneficiarão milhares de pessoas assistidas pelas obras sociais ligadas à Arquidiocese de Natal. 

O evento tem abertura dos portões prevista para às 13h e uma vasta programação com shows com padres cantores e bandas católicas da Arquidiocese de Natal, recitação do terço da Divina Misericórdia e o lançamento da festa de Nossa Senhora da Apresentação 2026. 

Mais informações a respeito do Bote Fé Natal com Maria podem ser encontradas no perfil oficial @arqnatal no Instagram.

 

 

Cartão de crédito movimenta R$ 3,1 trilhões no Brasil e acirra disputa entre bancos e fintechs

 


A cada minuto, os brasileiros fizeram, em média, ao menos 40 mil transações via cartão de crédito no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O número dá uma dimensão do papel central que o instrumento ganhou no consumo das famílias, em um movimento que aquece a briga de bancos e fintechs emissores pela concessão do crédito que lastreia o meio de pagamento.

Pelas projeções do mercado, ainda há espaço para expansão da modalidade no curto prazo, mas a disputa cada vez mais acirrada deve desafiar o setor a estruturar estratégias mais agressivas para fidelizar os clientes.

Em 2025, as transações com cartão de crédito movimentaram R$ 3,1 trilhões no Brasil, um crescimento de 14,5% em relação a 2024, de acordo com a Abecs. O salto difere do comportamento registrado pelo estagnado cartão de débito, que registrou leve variação positiva de 0,2%, a R$ 1 trilhão.

As cifras são sustentadas por um volume recorde de 243 milhões de cartões de crédito ativos no final do primeiro semestre do ano passado, conforme as estatísticas mais atualizadas do Banco Central (BC). A conta, portanto, é de mais de um cartão ativo por pessoa, em um País de 213,4 milhões de habitantes, pelas estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O cenário significa que as instituições financeiras terão que competir pela atenção de um público exigente e que já dispõe de múltiplas opções. O ambiente concorrencial pode levar o segmento a um ponto de saturação, em que os mais importante será a “principalidade” (indicador que reflete quando o cliente concentra no banco a maior parte do seu fluxo financeiro), afirma o sócio e presidente da Boanerges & Cia Consultoria, Boanerges Ramos Freire.

Emissores apostam em lançamentos

De olho na tendência, os principais emissores vêm ampliando a concessão do crédito para incentivar a preferência do correntista. Os quatro maiores bancos de capital aberto do País – Itaú Unibanco (ITUB3; ITUB4), Bradesco (BBDC3; BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11) – fecharam 2025 com uma carteira de cartão de crédito que somava R$ 373,7 bilhões, um avanço de 11,5% em relação a dezembro de 2024.

Para as instituições tradicionais, o foco recai principalmente sobre clientes de maior renda, diante da maior dificuldade para rentabilizar os usuários em faixas salariais mais baixas. A estratégia envolve a incorporação de serviços exclusivos, acesso a pré-vendas de shows e salas VIPs em aeroportos.

O Itaú, por exemplo, lançou sua versão do Visa Infinite Privilege, voltado para o público que representa 0,1% dos mais ricos do Brasil. O Bradesco, por sua vez, anunciou novos cartões em parceria com a United e a rede hotéis Marriott. Pelo menos sete emissores também já confirmaram intenção de oferecer o Mastercard World Legend, posicionado acima da categoria Black.

Cartões de crédito para classe média isentam anuidade

Para a classe média, os bancos emissores apostam em opções isentas de anuidade e com possibilidade de cartão adicional. É o caso do FREE, do Santander, que também elimina as taxas sem demandar gastos mínimos.

Já o Nubank promoveu uma rodada agressiva de aumentos nos limites de cartões de crédito, com ajuda de ferramentas de inteligência artificial (IA) que ajudam a identificar a dimensão e os beneficiários dos ajustes. Segundo o CEO da fintech, David Vélez, um reflexo desse movimento é o aumento no volume de limites não utilizados, que avançaram de US$ 18 bilhões para US$ 28 bilhões em um ano.

Na renda alta, em que oferece o Ultravioleta, o Nubank afirma ter 40% da base de consumidores com renda mensal superior a R$ 12 mil.

Próximo da saturação

Apesar da oferta crescente, a primazia do cartão no consumo ganhou um concorrente de peso com a popularização do Pix. A integração do sistema de pagamentos com o crédito, o chamado Pix Parcelado, deve ampliar a competição e pode ameaçar a soberania do plástico, de acordo com análise da Fitch Ratings. No final do ano passado, o Banco Central desistiu de regular o produto – entenda aqui – e deixou o mercado livre para definir taxas, prazos e formas de cobrança.

Para a Fitch, emissores e bandeiras terão que se adaptar com a criação de diferenciais que gerem melhor proposta de valor para os cartões. “O novo produto pode reduzir a participação de mercado dos cartões de crédito nos pagamentos, especialmente nas transações de ‘parcelado sem juros’, potencialmente a custos mais baixos tanto para consumidores quanto para lojistas”, diz a agência.

O sócio e membro das práticas de serviços financeiros da consultoria Bain & Company, André Mello, ainda não vê o mercado de cartões de crédito no Brasil em um ponto de saturação, mas avalia que há espaço para mais uns dois a três anos de crescimento no setor. “Ainda não está lá, tem bastante oportunidades, mas o volume transacionado de cartões está chegando perto de um patamar de saturação”, diz.

Estadão

 

 

Opinião do Estadão: A AGU testa a paciência do Brasil

 


Há muito tempo, os integrantes das carreiras jurídicas do serviço público deixaram de se enxergar como parte de uma estrutura maior submetida aos princípios republicanos para agirem como uma casta de intocáveis. Os doutos parecem convencidos de que toda vantagem possível, sobretudo pecuniária, lhes é devida. Para sustentá-la, basta uma fina demão de verniz técnico-normativo. O escândalo envolvendo a Advocacia-Geral da União (AGU) e seu Conselho Curador de Honorários Advocatícios (CCHA), publicado pelo Estadão, é a manifestação mais recente desse ethos extrativista que corrói a própria essência do que é servir ao País.

Como publicamos, o CCHA, entidade privada que administra os honorários de sucumbência pagos à advocacia pública federal, ampliou tanto o rol de benefícios como de beneficiários do auxílio-saúde pago aos membros da AGU e seus familiares. Pela nova regra, seriam passíveis de reembolso, pasme o leitor, despesas com academia e práticas esportivas, medicamentos não contínuos e até fertilização in vitro – e não só para os servidores, como também para seus cunhados, sogros, noras e genros, entre outros “parentes por afinidade”. No espírito “se colar, colou”, o CCHA só suspendeu a esbórnia diante do escândalo causado pela reportagem deste jornal.

A extravagância parte de um pecado original, qual seja, a compreensão distorcida segundo a qual os honorários de sucumbência – pagos pela parte contrária ao final de ações vencidas pela União – pertenceriam aos advogados públicos, não ao Tesouro. Isso é uma aberração conceitual. Os membros da AGU, a começar por seu chefe, Jorge Messias, não atuam como advogados privados remunerados pelo êxito em causas particulares. São servidores públicos, aprovados em concurso e remunerados pelos contribuintes para representar judicialmente a União. Não faz sentido que o dinheiro obtido em litígios envolvendo o interesse público seja apropriado por servidores que recebem excelentes salários justamente para exercer essa função.

Para piorar, ao mesmo tempo em que o CCHA tentava ampliar os penduricalhos da AGU, avançava na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 17/2024, que visa a conceder autonomia administrativa e orçamentária à Advocacia Pública, tratada nos artigos 131 e 132 da Constituição. Se aprovada, a PEC garantirá repasses mensais em duodécimos à AGU e às Procuradorias-Gerais dos Estados (PGEs). Ademais, reduzirá drasticamente a capacidade de controle do Poder Executivo sobre esses órgãos. Mais bem dito: a AGU e as PGEs estariam livres das poucas amarras que ainda as mantêm sob algum controle da Presidência da República e dos governos estaduais.

A ofensiva para consolidar esse poder independente não parou por aí. A Câmara também aprovou a admissibilidade de um projeto de lei que autoriza os advogados públicos federais a exercer advocacia privada fora do expediente. É a institucionalização do “bico”. É difícil imaginar algo mais imoral do que membros da AGU, que já gozam de estabilidade, altos salários, honorários de sucumbência e penduricalhos diversos, terem a possibilidade de auferir renda adicional na iniciativa privada, o que seria uma usina de conflitos de interesses.

Este jornal não ignora que as carreiras jurídicas do serviço público, todas elas, são relevantíssimas para o tônus do Estado Democrático de Direito. Tampouco se discute aqui a importância de uma remuneração digna para os servidores, compatível com suas responsabilidades. O busílis é que essa contrapartida já existe – mas, ao que parece, é vista como insuficiente. O que a elite do funcionalismo parece almejar é uma condição de aristocracia burocrática praticamente imune ao teto constitucional e ao escrutínio público, decerto por se sentir amparada por uma suposta legalidade formal que mal disfarça a engenharia de benesses para a qual foi concebida.

A administração pública não pode operar sob o signo da esperteza. Há medidas que até podem passar por uma interpretação conveniente das normas, mas fracassam fragorosamente no teste da decência pessoal e da moralidade pública. E sem o freio moral, a autonomia reivindicada seguramente será convertida em instrumento para aprofundar privilégios incompatíveis com a mera ideia de República.

Opinião do Estadão

 

 

Lula levou a Trump argumentos contra classificar PCC e CV como terroristas

 


O presidente Lula entregou a Donald Trump um documento com argumentos contrários à classificação de facções criminosas, como o PCC e o CV, como organizações terroristas, segundo a CNN Brasil.

A jornalistas, após o encontro, Lula afirmou que o tema não foi alvo de discussão na Casa Branca.

Os Estados Unidos estudam a possibilidade de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas. O governo brasileiro é relutante sobre o tema. Em encontros técnicos com os americanos, a gestão federal chegou a indicar que pela legislação brasileira isso não poderia acontecer.

O argumento é de que pela lei isso não é possível pois a atuação das facções não envolve crime de ódio ou religioso, mas sim a obtenção de lucro por meio do tráfico de armas e de drogas.

Natal registra média acumulada de 841 mm de chuva de janeiro a abril de 2026

  A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) informou que Natal registrou média acumulada de 841 milímetros de chuva entre...