quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Motorista é sequestrado durante roubo de carga em Macaíba; veículo é recuperado em Natal



Um motorista foi vítima de sequestro durante um roubo de carga de cosméticos ocorrido nesta quinta-feira (5), em Macaíba, na Grande Natal. O caso foi registrado após a vítima procurar uma equipe do 17º Batalhão da Polícia Militar (17º BPM) que se deslocava de Natal para Ceará-Mirim.

Segundo o relato do motorista, ele conduzia um veículo Renault Kangoo com a carga quando foi abordado por três homens armados, que estavam em um Hyundai HB20 branco. Os suspeitos, que portavam armas longas e uma pistola, obrigaram a vítima a entrar no outro veículo.

Durante a ação, os criminosos seguiram até uma área da Zona Norte de Natal, onde fizeram o transbordo da carga. Em seguida, levaram o motorista até uma área de mata próxima a uma fábrica às margens da BR-101, onde ele foi deixado sem seus pertences.

Após prestar apoio à vítima, os policiais conseguiram rastrear o Renault Kangoo com ajuda de um familiar do motorista. O veículo foi localizado na Rua São Vicente, na Zona Norte de Natal, com apoio de equipes do 4º BPM.

O automóvel recuperado foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Macaíba, onde foram realizados os procedimentos legais. As equipes seguem em diligências para identificar e localizar os suspeitos.

Mudança de autodeclaração racial de Larissa Rosado vira destaque nacional na Folha de S.Paulo



A candidata a vice-governadora na chapa com Cadu Xavier (PT), Larissa Rosado (PSB), entrou no centro de uma polêmica após alterar sua autodeclaração racial à Justiça Eleitoral. Inicialmente registrada como parda, ela solicitou a retificação para branca depois de ser procurada pela imprensa. O caso ganhou repercussão nacional.

A mudança foi destaque na coluna Painel, da Folha de S.Paulo, que informou que Larissa negou ter alterado a informação para obter vantagens relacionadas à distribuição do fundo eleitoral. Segundo a candidata, houve um equívoco no preenchimento dos dados e a retificação foi feita para corrigir a informação.


Blog do Ismael Souza

Foro de Lulinha é o mesmo dos condenados pelo 8 de janeiro



 Surgiu um curioso debate diante dos três inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de tráfico de influência: o foro adequado para investigar e julgar Lulinha, o filho do presidente Lula, é a última instância?

O debate é curioso porque, pelo menos desde o julgamento dos condenados pelo vandalismo do 8 de janeiro de 2023, essa discussão se tornou ingênua. O fato é que o foro para julgamento é aquele que os ministros do STF definirem que deve ser, independente de os investigados ocuparem ou não cargos públicos.

Os ministros do Supremo alargaram em 2025 o alcance do foro por prerrogativa de função, o popular foro privilegiado, para pode julgar autoridades que renunciaram, foram cassadas ou não se reelegeram, ainda que o processo sobre seus supostos crimes tenha sido iniciado após o mandato. Essa mudança chegou a levar parlamentares a tentar mudar a legislação sobre o foro, que parece ter se tornado desprivilegiado depois que o STF passou a fazer questão de julgar todo mundo.

Os condenados do 8 de janeiro, por exemplo, não tiveram direito a recurso fora do STF, ao contrário de qualquer ou brasileiro que cometeu crimes sem ter a prerrogativa de foro. Essa pessoas foram posicionadas na linha de ação da tentativa de golpe de Estado pela qual os ministros do STF condenaram a cúpula do governo Jair Bolsonaro, como os executores do plano.

Lulinha está no campo de ação de Lula há décadas, desde o caso da Gamecorp, em 2005. Foi nessa época que surgiu a alcunha de “Ronaldinho dos Negócios”. Vinte anos depois, o filho do petista virou alvo de três investigações sobre tráfico de influência. E uma delas foi parar nas mãos de Flávio Dino — ninguém sabe exatamente por que, já que o ministro André Mendonça já relata as outras duas, que tratam mais ou menos do mesmo potencial crime.

O STF abriu uma série de precedentes nos últimos anos, em nome da defesa da democracia (e por autoproteção). Agora, o tribunal tem de lidar com a consequência de ter alargado para além do razoável a liberdade de cada um de seus ministros para decidir aquilo que quiserem.

O ANTAGONISTA



Em processo, empregada chama Lulinha de “marido” de Roberta Luchsinger

 


Uma ex-empregada doméstica da lobista Roberta Luchsinger em Brasília chama o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de “marido” da lobista em um processo judicial contra a ex-patroa. A notícia é da CNN Brasil. 

No processo, Zildeni Gomes de Souza também anexou mensagens que confirmam que Lulinha morava na mesma casa que Roberta quando estava em Brasília, na QI 26 do Lago Sul. Como mostrou a coluna, a casa era o “QG” de Lulinha quando ele estava em Brasília.

O processo discute a frustração da promessa de Roberta de comprar uma casa para Zildeni no Itapoã, bairro popular de Brasília, o que acabou não se concretizando.

“No curso das tratativas, sobreveio situação envolvendo o marido da Ré, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido publicamente como ‘Lulinha’, fato que culminou na saída do casal do país”, diz um trecho da ação.

O processo foi iniciado em julho deste ano, inicialmente no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Pouco depois do início da ação, o TJDFT enviou o caso para a Justiça do Trabalho. Hoje, o processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Zildeni é representada no caso pelo advogado Evandro Inácio Kuwabara.

“Cumpre destacar que a relação existente entre as partes ultrapassava uma simples relação comercial. A autora trabalhou por anos na residência da ré (Roberta Luchsinger), circunstância que naturalmente gerou entre ambas vínculo de confiança e proximidade, reforçando a credibilidade das tratativas posteriormente estabelecidas (para a venda da casa)”, diz a petição inicial de Zildeni.

No processo, Zildeni afirma que incorreu em gastos para providenciar a documentação necessária à compra da casa. Ela pede indenização de R$ 15 mil por danos materiais e mais R$ 40 mil por danos morais. O valor total da causa é de R$ 345 mil.

“A requerente laborava de segunda a sexta-feira, sendo que, em 03 (três) dias da semana, cumpria jornada de aproximadamente 12 (doze) horas no período noturno”, diz a ação movida por Zildeni. O salário mensal dela era de R$ 3 mil.

Em uma das mensagens anexadas ao processo, Luchsinger também sugere que Lulinha iria ao imóvel. “Sofri acidente esquiando. Fábio estará aí dia 27”, diz ela.

 

 

Jovem baleado em Porto do Mangue morre no Hospital Tarcísio Maia; Polícia Civil investiga o caso

 


José Vinicius Feliciano Dantas, de 29 anos, morreu na noite desta terça-feira (4) no Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, após não resistir aos ferimentos causados por disparos de arma de fogo.

O atentado ocorreu na última quinta-feira, na Rua do Gás, no município de Porto do Mangue, na região da Costa Branca do Rio Grande do Norte. Após ser baleado, José Vinicius foi socorrido e encaminhado ao Hospital Tarcísio Maia, onde permaneceu internado, mas acabou falecendo em decorrência da gravidade dos ferimentos.

Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), onde passou por exames de necropsia. Em seguida, foi liberado para os familiares realizarem o velório e o sepultamento.

A Polícia Civil de Porto do Mangue instaurou inquérito para investigar a motivação e identificar os autores do crime. Até o momento, ninguém foi preso e as circunstâncias do homicídio seguem sendo apuradas.

O caso aumenta a preocupação com a violência na região e reforça a necessidade de respostas rápidas das autoridades para esclarecer o crime e responsabilizar os envolvidos.

 

Suspeito de ameaçar mulher foge e polícia encontra drogas e munições em imóvel

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Polícia Militar, apreendeu, nesta quarta-feira (5), uma grande quantidade de entorpecentes, munições e materiais utilizados pelo tráfico de drogas, durante uma ocorrência registrada no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do RN, as equipes receberam informações de que um homem estaria agredindo e ameaçando uma mulher com o uso de uma arma de fogo. Ao perceber a chegada dos policiais, o suspeito fugiu do local e, até o momento, não foi localizado.

Durante as diligências, os policiais encontraram no imóvel uma grande quantidade de maconha, crack e cocaína, munições de calibres .380 e 9mm, um carregador de pistola, coldres, uma capa de colete tático, balanças de precisão e diversos materiais utilizados na preparação, armazenamento e comercialização de entorpecentes. Todo o material foi apreendido e encaminhado à delegacia para os procedimentos legais cabíveis.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e localizar o suspeito, bem como esclarecer sua participação nos fatos.

 

Escolha de vice de Flávio arrasta Lulinha e Marcola de vez para o ringue eleitoral, analisa Veja

 


A surpreendente escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por Flávio Bolsonaro (PL) para ser o seu candidato a vice na chapa à Presidência da República traz um recado bastante forte ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será tema central da campanha eleitoral do principal candidato da oposição.

Como relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar atuou o tempo todo para direcionar a investigação para a participação do governo Lula no escândalo das fraudes na Previdência. No final, em seu relatório, pediu o indiciamento de Lulinha por corrupção, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Mais que isso: pediu a prisão de Lulinha por suposto risco de ele deixar o país, o que foi lembrado nesta quarta-feira por Flávio. “Ele é alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato”, disse o senador do PL. O relatório e o pedido de prisão do filho de Lula foram rejeitados por 19 votos a 12 graças à intensa pressão da bancada governista.

Lulinha voltou ao centro do debate eleitoral após ter virado alvo de três inquéritos por supostamente ter atuado para ajudar empresas a fecharem contratos com o governo Lula, entre elas uma ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal investigado no escândalo do INSS.

Assessor de Lula

Outro nome que será arrastado a reboque para o ringue eleitoral será o de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula até há poucas semanas. Ele recebeu 249. 000 reais da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e lobista do Careca do INSS. O assessor admitiu que recebeu o dinheiro, diz que foi um empréstimo para resolver uma questão familiar e afirmou que a dívida foi quitada — apesar disso, ele perdeu a confiança de Lula e deixou nesta quarta-feira a função que tinha no estafe da campanha à reeleição do petista.

A entrada de Alfredo Gaspar também vai jogar na campanha outro tema delicado para Lula: a segurança pública. Ex-promotor de Justiça e ex-secretário da Segurança Pública de Alagoas, ele vai reforçar o discurso de Flávio sobre o assunto, que é apontado nas pesquisas como a principal preocupação dos brasileiros.

Com iniciativas paradas no Congresso, como a PEC da Segurança Pública — que dificilmente irá andar e produzir resultados até a eleição –, o governo Lula vê o tema como outro flanco delicado na campanha, muito exposto à possibilidade de exploração eleitoral de Flávio.

Veja

 

Patrimônio de candidatos de esquerda no Brasil subiu até 870% nos últimos anos

 


As declarações de patrimônio feitas por candidatos de esquerda que disputam as eleições de 2026 mostraram uma forte valorização dos recursos informados à Justiça Eleitoral nos últimos anos. Em alguns casos, a alta chega a centenas de pontos percentuais, como indica um levantamento feito pelo Pleno.News com base nos dados do DivulgaCand, sistema de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os nomes analisados, o maior salto é o do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que concorrerá ao cargo de senador no pleito de outubro. O patrimônio declarado pelo petista passou de R$ 192,8 mil em 2022 para R$ 1,87 milhão neste ano. Na prática, o valor é quase dez vezes maior, uma alta de 870%.

Outro caso que chama atenção é o do senador Jaques Wagner (PT-BA). Em 2018, ele declarou possuir R$ 3,3 milhões. Agora, o patrimônio informado à Justiça Eleitoral chega a R$ 24 milhões, um crescimento de aproximadamente 631%. Também na Bahia, o ex-ministro e candidato a senador Rui Costa (PT) declarou R$ 1,264 milhão em 2026, contra R$ 674 mil em 2018. O aumento é de 87%.

Já Manuela D’Ávila (PSOL), que disputará uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul, declarou R$ 1,376 milhão à Justiça Eleitoral neste ano. Em 2020, quando concorreu ao cargo de prefeita de Porto Alegre (RS), o valor informado era de R$ 455 mil. A alta chega a 202% em seis anos.

Décio Lima (PT), outro postulante de esquerda ao Senado, mas por Santa Catarina, também mais que dobrou o patrimônio declarado. O petista passou de R$ 1,49 milhão em 2022 para R$ 3,17 milhões neste ano, crescimento de 113%.

Entre os deputados federais, Chico Alencar (PSOL-RJ) aparece com uma das maiores variações. O patrimônio declarado pelo psolista saltou de R$ 192 mil nas eleições de 2022 para R$ 961 mil no certame deste ano, crescimento de 400%.

No grupo de candidatos petistas à Câmara, o aumento também foi substancial. Rogério Correia (PT-MG), por exemplo, declarou R$ 1,1 milhão em 2026, ante R$ 717 mil em 2022, uma alta de 53%. Rui Falcão (PT-SP) passou de R$ 614 mil para R$ 912 mil no mesmo período, aumento de 48,5%. Pedro Rousseff (PT-MG), por sua vez, declarou R$ 78,6 mil em patrimônio para 2026 ante nenhum bem em 2024.

Os números chamam a atenção especialmente nos casos em que patrimônios declarados há alguns anos aparecem agora multiplicados várias vezes. O caso de Paulo Pimenta é o mais expressivo: para cada R$ 1 declarado anteriormente, o patrimônio informado agora equivale a quase R$ 10. No caso de Jaques Wagner, a diferença é ainda mais significativa em valores absolutos: são R$ 21,2 milhões a mais em oito anos.

Pleno News

 

Polícia Federal conclui inquérito e prepara primeiro indiciamento de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique

 


A Polícia Federal já concluiu as investigações da primeira fase da Operação Compliance Zero, que deu origem ao caso do Banco Master. A coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, apurou que o relatório final do inquérito policial será apresentado ainda na primeira quinzena deste mês.

O “inquérito mãe” do caso Master tem como focos o Banco Master e BRB e foi aberto a partir de denúncia do investidor Vladimir Timerman, o primeiro a acusar operações fraudulentas na companhia. A coluna apurou que a PF vai indiciar Daniel Vorcaro (Master), Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) e Nelson Tanure (Master).

Vorcaro está preso em regime fechado desde 4 de março de 2026 sem inquérito ou denúncia. A prisão preventiva foi pedida pela PF por suspeita de ameaça a testemunhas e determinada pelo relator no Supremo, ministro André Mendonça. Vorcaro teve duas tentativas de delação premiada rejeitadas.

O mesmo ocorre com Paulo Henrique, preso desde 16 de abril de 2026. A PF apontou suspeitas de que ele receberia R$ 146,5 milhões em propina, por meio de imóveis, em troca de favorecer a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.

Já Tanure atuaria como sócio oculto do Master, exercendo influência sobre a instituição por meio de fundos e estruturas societárias. Ao contrário dos supostos comparsas, Tanure não está preso. Ele foi alvo de busca e apreensão na primeira fase da operaçao.

Por Andreza Matais, Metrópoles

 

Operação prende 14 investigados por roubos de veículos e extorsões na Grande Natal

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação “157 – Fase 2”, no âmbito da Operação REDECARGA, coordenada nacionalmente pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado (CGCCO), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Durante a ação, foram cumpridos 15 mandados judiciais, sendo 14 mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão, expedidos pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. As investigações, desenvolvidas ao longo deste ano, identificaram a atuação de diferentes associações criminosas responsáveis pela prática de roubos majorados, extorsões qualificadas e furtos qualificados na capital potiguar. Os investigados têm idades entre 20 e 36 anos.

Entre os crimes apurados, destaca-se um caso em que a vítima permaneceu sob o poder dos investigados por mais de duas horas, sendo coagida, mediante grave ameaça, a realizar transferências bancárias para contas indicadas pelo grupo criminoso. Os mandados foram cumpridos no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, nos bairros Felipe Camarão e Bom Pastor, na Zona Oeste de Natal, além do município de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

Após os procedimentos de polícia judiciária, os presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A Operação “157 – Fase 2” integra a Operação REDECARGA, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública que reúne forças de segurança de todo o país no enfrentamento ao crime organizado, reforçando o compromisso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte com a repressão qualificada às organizações criminosas e a proteção da sociedade.

 

Enquanto Lula lida com escândalos no entorno, PL escolhe vice símbolo do combate à corrupção

 


A confirmação de Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expõe um contraste direto entre as duas principais candidaturas à Presidência da República em 2026. Enquanto o governo Lula (PT) enfrenta o desgaste de suspeitas de corrupção que atingem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, o PL trouxe para dentro da própria chapa presidencial o nome que mais simboliza a investigação sobre o desvio de recursos de aposentados no INSS.

Gaspar foi relator da CPMI do INSS, comissão que apurou o megaesquema de fraudes em benefícios previdenciários e recomendou o indiciamento de 216 pessoas, entre elas o próprio Lulinha. Ex-promotor de Justiça e ex-secretário de segurança pública em Alagoas, ele construiu, ao longo dos últimos meses, a imagem de principal voz de cobrança contra o esquema, chegando a pedir a prisão preventiva do filho do presidente e classificar a relação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, como algo que "extrapola qualquer parâmetro republicano".

A escolha não é apenas simbólica. Ao anunciar o nome, Flávio deixou claro que pretende transformar o escândalo do INSS em eixo central da campanha contra Lula. "A corrupção, o desvio e roubo do INSS entraram no gabinete do Lula. O seu Marcola está sendo acusado de receber dinheiro que veio do desvio. Talvez a coisa mais hedionda que aconteceu no nosso país nas últimas décadas", declarou o senador, em referência a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, que teria recebido repasse de origem suspeita.

O contraste fica ainda mais evidente quando se olha para o outro lado do tabuleiro. Enquanto o PL apresenta um vice identificado com a fiscalização de recursos públicos, a base de Lula lida simultaneamente com três inquéritos no STF contra Lulinha, buscas e apreensões contra Jaques Wagner por suspeita de favorecimento ao Banco Master, e a saída de nomes de confiança do Palácio do Planalto, como o próprio Marcola, em meio às investigações.

A escolha de Gaspar também tem efeito eleitoral calculado: busca reforçar a presença do PL no Nordeste, região em que Flávio está em desvantagem diante de Lula, e reforça o discurso de segurança pública e combate à criminalidade que o senador vem priorizando. Ainda que o nome tenha frustrado parte da cúpula do partido, que preferia uma candidata mulher para ampliar o apelo eleitoral entre o público feminino, a decisão consolida uma narrativa de campanha: colocar no centro do debate presidencial o contraste entre quem investigou o escândalo do INSS e quem, segundo a oposição, foi beneficiado por ele.

 

 

Motorista é sequestrado durante roubo de carga em Macaíba; veículo é recuperado em Natal

Um motorista foi vítima de sequestro durante um roubo de carga de cosméticos ocorrido nesta quinta-feira (5), em Macaíba, na Grande Natal. O...