quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Vandalismo em UBS de São José do Seridó provoca perda de insumos essenciais, incluindo insulina

 


Um ato de vandalismo registrado em São José do Seridó causou prejuízos significativos à saúde pública do município, com a perda de insumos essenciais, entre eles insulinas utilizadas por pacientes diabéticos.

Na manhã do ocorrido, funcionários da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria Fausta, ao chegarem para o início do turno de trabalho, constataram que a unidade estava sem energia elétrica. A falta de fornecimento foi provocada pela depredação do sistema elétrico do prédio, alvo direto da ação criminosa.

Com a interrupção da energia, diversos insumos que necessitam de armazenamento em temperatura adequada foram inutilizados, comprometendo temporariamente o funcionamento de alguns serviços oferecidos pela UBS.

De acordo com o coordenador João Victor Pereira, as medidas cabíveis foram imediatamente adotadas. Ele lamentou o ocorrido e destacou que o prejuízo afeta diretamente a população, especialmente pacientes diabéticos que dependem da insulina para a manutenção da saúde e da vida.

“A falta de energia ocasionou a perda de vários insumos que precisam ser mantidos em climatização adequada. É um prejuízo que impacta diretamente os usuários da Unidade Básica de Saúde Maria Fausta”, explicou o coordenador.

A secretária municipal de Saúde, Ana Clara, classificou o episódio como um ato de extrema irresponsabilidade e insensibilidade social. Segundo ela, o vandalismo vai além do dano ao patrimônio público e representa uma ameaça direta à saúde coletiva.

“É uma agressão à saúde pública, colocando em situação de vulnerabilidade pessoas que dependem desses medicamentos para sobreviver. Atos como esse não atingem apenas a gestão, mas toda a população”, afirmou a secretária.

 

VÍDEO - Irã chega ao limite e caminha para um desfecho trágico, afirma Waack

 



A República Islâmica do Irã chegou a um ponto de esgotamento em que não há mais caminhos sem custo humano elevado. Qualquer que seja o desfecho da crise atual, o cenário aponta para um resultado trágico. O país já vive uma catástrofe humanitária, com um regime envelhecido, autoritário e violento reprimindo protestos populares enquanto parte da comunidade internacional, incluindo o Brasil, mantém silêncio ou indignação seletiva diante das graves violações de direitos humanos.

A informação é de William Waack, da CNN. O contexto se agrava com a atuação externa. De um lado, a indiferença diplomática de governos que evitam condenar Teerã; de outro, a postura errática do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que incentiva a população iraniana a ir às ruas sem deixar claro que tipo de apoio real poderia oferecer. O resultado é um aumento da tensão interna sem qualquer garantia de proteção aos manifestantes.

Geopoliticamente, o Irã ocupa uma posição central no Oriente Médio, não apenas por sua localização estratégica, população numerosa e recursos naturais, mas sobretudo por seu papel histórico nas disputas religiosas do mundo muçulmano. A revolução islâmica de 1979 transformou profundamente a relação entre Estado e religião, submetendo o poder político à autoridade máxima religiosa e influenciando milhões de pessoas além das fronteiras iranianas.

Décadas depois, porém, essa revolução mostra claros sinais de falência. O regime sobrevive sustentado pela repressão a demandas básicas, como melhores condições de vida e liberdade. Se conseguir resistir, o país seguirá mergulhado em instabilidade e violência. Se ruir ou se transformar, o processo também tende a ser sangrento. Em qualquer cenário, o Irã parece condenado a atravessar um dos períodos mais sombrios de sua história recente.

Com informações da CNN

 

VÍDEO - Nikolas Ferreira reacende críticas ao monitoramento do Pix e acusa governo de “fiscalização disfarçada”

 


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a atacar o governo Lula nas redes sociais ao criticar as regras de monitoramento do Pix retomadas pela Receita Federal. Em vídeo publicado nesta terça-feira (13), que ultrapassou 1,8 milhão de curtidas em poucas horas no Instagram, o parlamentar afirmou que o Executivo reintroduziu mecanismos de fiscalização que haviam sido revogados após forte repercussão negativa no início do ano.

Na gravação, Nikolas relembra um vídeo publicado em janeiro que pressionou o governo a recuar da ampliação da fiscalização sobre transferências acima de R$ 5 mil feitas por pessoas físicas. Segundo ele, a nova instrução normativa editada em agosto de 2025 retoma esse controle “de forma escondida”, com outro nome e discurso diferente. “Não é imposto, é monitoramento”, afirma o deputado, alertando que a medida pode afetar diretamente trabalhadores informais e autônomos.

A norma citada por Nikolas é a Instrução Normativa RFB nº 2.278, que passou a exigir que fintechs e instituições de pagamento sigam as mesmas obrigações de envio de dados já impostas aos grandes bancos. Com isso, movimentações acima de R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 6 mil para pessoas jurídicas devem ser informadas à Receita por meio do sistema e-Financeira. O governo sustenta que a medida é essencial para combater lavagem de dinheiro, fraudes e a atuação do crime organizado no sistema financeiro.

Embora o governo negue qualquer criação de imposto sobre o Pix, a mudança amplia o rastreamento das transações digitais, o que, na prática, coloca sob maior vigilância rendas que antes circulavam fora do radar do Fisco. Para Nikolas, o problema não é o combate ao crime, mas o impacto sobre cidadãos comuns. “O Estado passou a tratar o Pix como dinheiro suspeito”, dispara o deputado, reforçando o discurso que tem mobilizado sua base nas redes sociais.

Com informações do Poder360

 


A cidade brasileira onde o sol aparece quase o ano inteiro e o ar é considerado um dos mais puros do país

 


Natal, capital do Rio Grande do Norte, está situada a 185 km de João Pessoa e destaca-se como um dos destinos mais ensolarados do país.

A localidade combina infraestrutura moderna com belezas naturais preservadas que garantem experiências únicas aos viajantes.

Quais são as melhores experiências e passeios imperdíveis em Natal?
As atividades locais envolvem desde adrenalina em terrenos arenosos até contemplação histórica à beira-mar. Confira as experiências que definem a identidade potiguar:

Dunas de Genipabu: o vento forte no rosto e o visual das lagoas em meio às montanhas de areia branca criam um cenário cinematográfico.
Morro do Careca: o contraste do verde da vegetação com o dourado da duna e o azul profundo do mar na Praia de Ponta Negra é inesquecível.
Forte dos Reis Magos: o aroma da maresia e a textura das paredes de pedra contam a origem da capital em uma fortificação em formato de estrela.
Parrachos de Maracajaú: o frescor das águas cristalinas e o colorido dos peixes tropicais transformam o mergulho em um espetáculo visual vibrante.
Maior Cajueiro do Mundo: a sombra vasta e o perfume doce da fruta preenchem o ambiente nesta gigantesca árvore localizada em Pirangi do Norte.

Curiosidades e segredos que tornam Natal único
Um dos fatos mais notáveis sobre a região envolve sua qualidade atmosférica. Pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria técnica com a NASA, analisaram a atmosfera de seis cidades litorâneas brasileiras e apontaram Natal como a localidade com a melhor qualidade do ar entre as amostras.

Além disso, o município ocupa uma posição estratégica no litoral, sendo o ponto do território nacional mais próximo do continente africano. Essa característica rendeu à cidade o título de “Trampolim da Vitória” durante a Segunda Guerra Mundial, quando serviu de base aérea para as tropas aliadas.

Qual é a melhor época para visitar Natal e como é o clima local?
Com altitude média de apenas 30 metros acima do nível do mar, a região apresenta um clima tropical úmido. Veja os detalhes térmicos e sazonais baseados em dados aproximados do portal Climatempo:

Verão (dezembro a março) - 26°C a 31°C - Dias ensolarados, ideais para passeios de buggy e banhos de mar
Inverno (abril a julho) - 22°C a 27°C - Ocorrência de chuvas rápidas que deixam a vegetação das dunas mais verde
Agosto a novembro - 24°C a 29°C - Ventos constantes e céu limpo, cenário perfeito para prática de kitesurf

Como chegar em Natal e qual o tempo médio de viagem?
O acesso principal ocorre pelo Aeroporto Internacional de Natal (Governador Aluízio Alves). O trajeto até a zona hoteleira de Ponta Negra leva cerca de 50 minutos em condições normais de trânsito, facilitando a chegada de turistas nacionais e estrangeiros.

Para quem opta pelo deslocamento terrestre vindo de capitais vizinhas, o acesso é feito pela BR-101. A viagem partindo da capital paraibana dura aproximadamente 2h30, enquanto o trajeto saindo de Recife leva cerca de quatro horas em uma rodovia duplicada.

A hospitalidade do povo potiguar, somada à gastronomia rica em frutos do mar e macaxeira, cria uma atmosfera de acolhimento marcante.

Atualmente, a cidade investe na revitalização de seus espaços culturais para unir história e lazer de forma sustentável. 

Com informações de O Antagonista

 

Presos são flagrados ao tentar abrir buraco em cela de penitenciária no RN

 


Os presos de uma cela da Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal foram isolados após os policiais penais flagrarem a tentativa de abertura de buraco na parede da cela. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (12) e foi confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária.

O dano aconteceu na cela 10 do Pavilhão 2 e foi identificado após os policiais penais responsáveis pelo monitoramento das câmeras identificarem uma movimentação suspeita.

"Diante da situação, o chefe de segurança determinou a realização imediata de uma revista geral, que constatou o início da abertura de um buraco na parede, nas proximidades do banheiro", informou a Seap.

A Polícia Penal descartou risco de fuga, porque considerou que a ação foi "prontamente interrompida" e a "unidade dispõe de outros mecanismos de segurança que permanecem íntegros e em pleno funcionamento".

Os oito presos da cela foram colocados em isolamento preventivo e passaram a responder um procedimento disciplinar. Eles não deverão receber visitas nesta semana.

Fonte: Portal Grande Ponto

 

RN vai na contramão dos estados e reduz investimentos em mais de 40%

 


De todos os 27 governos estaduais, o Governo do Rio Grande do Norte foi o que mais reduziu seus investimentos em 2025. Segundo os dados oficiais, a queda nos investimentos do RN foi de 40,8% de janeiro a outubro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior.

No setor público, investimento são despesas que ampliam o patrimônio e a capacidade de oferta do governo, como obras, construções, aquisição de máquinas e equipamentos, gerando benefícios futuros. Diferencia-se do custeio, cobre as despesas diárias e a manutenção da máquina administrativa (salários, materiais de consumo e serviços).

Os números são de relatórios resumidos de execução orçamentária enviados pelos próprios estados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Um relatório com os dados foi divulgado na última segunda-feira 12 pelo jornal Valor Econômico. Os dados de 2025 ainda não estão totalmente fechados porque os estados têm até o fim deste mês para divulgar os números do último bimestre do ano passado (novembro e dezembro de 2025).

Em números totais, o Governo do RN investiu R$ 370 milhões de janeiro a outubro de 2025. Foi o terceiro menor valor entre os 27 governos estaduais, à frente apenas de Rondônia (R$ 350 milhões) e Roraima (R$ 170 milhões) – a população do Rio Grande do Norte é maior que a dos dois estados somados.

Os investimentos subiram em 16 estados e no Distrito Federal. Em 13 deles, o aumento foi superior a 10%, sendo que a taxa superou 30% reais em nove desses entes: Goiás, Rio Grande do Sul, Amapá, Sergipe, Paraná, Maranhão, Acre, Paraíba e Pernambuco.

No Nordeste, apenas dois estados tiveram queda nos investimentos. Além do RN, o outro estado com redução foi a Bahia, com queda de 6,1%. Ainda assim, o governo baiano investiu R$ 5,47 bilhões no período analisado. Estado com população equivalente à do RN, mas com PIB menor, a Paraíba teve investimento de quase R$ 1,8 bilhão de janeiro a outubro de 2025 – quase cinco vezes mais que o estado potiguar.

Procurada pelo AGORA RN, a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) não comentou os números até o fechamento da edição.

RN perdeu parcela do PEF em 2025 por não atender metas fiscais

Um dos fatores que pode ter contribuído para a queda nos investimentos em 2025 foi a saída do Rio Grande do Norte do Programa de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF). Em 2024, com base no programa, o Estado conseguiu um empréstimo de R$ 427 milhões junto ao Banco do Brasil, e o dinheiro foi aplicado na recuperação de estradas.

No ano passado, a expectativa era de uma nova operação de crédito para outros investimentos, mas o Tesouro Nacional não deu aval à transação, sob a alegação de que o governo potiguar não conseguiu cumprir uma meta fiscal – a redução da despesa com pessoal.

Através do PEF, estados e municípios com situação fiscal desfavorável podem buscar empréstimos junto a instituições financeiras com aval da União. Em troca, porém, devem cumprir metas fiscais, sob pena de saída do programa.

Em novembro de 2025, o Governo do RN e o Governo Federal fecharam um acordo para que o Estado volte ao PEF. A retomada vai permitir ao Estado buscar R$ 855 milhões em novos empréstimos. O acordo foi homologado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a volta ao PEF, a gestão estadual se comprometeu a adotar medidas de equilíbrio fiscal. Com o aval, a União vira uma espécie de “fiadora”: ou seja, o Tesouro Nacional arca com as despesas do empréstimo caso o Estado não consiga honrar as parcelas.

Se o Estado cumprir as metas, além dos R$ 855 milhões, poderá captar mais cerca de R$ 430 milhões em uma segunda etapa. Portanto, o acordo permitirá um financiamento total de quase R$ 1,3 bilhão.

Em entrevista ao AGORA RN em novembro, o secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier, disse que, entre outras medidas, o Estado se comprometeu em promover um “crescimento sustentável” da folha de pessoal. Ele não detalhou, porém, que medidas específicas a gestão pretende implementar para atingir a meta. Já está em vigor no RN, desde o início de 2024, uma lei que prevê que, de um ano para o outro, a despesa com pessoal não pode crescer mais que 80% do avanço da receita.

O economista Alberto Borges, sócio da consultoria Aequus, disse ao Valor Econômico que o aumento nos investimentos dos estados se deveu justamente à evolução das operações de crédito. Essas receitas tiveram alta de 34,4% de janeiro a outubro de 2025 contra iguais meses de 2024. Em igual período, a arrecadação própria dos Estados cresceu a ritmo bem menor, de 2%.

Despesa com pessoal limita investimentos

Um dos principais fatores que limitam a execução de investimentos com recursos próprios no Estado é o gasto com folha de pagamento de salários. No ano passado, o Estado começou a reduzir sua despesa com pessoal, em relação à receita corrente líquida. No segundo quadrimestre de 2025 (de maio a agosto), o percentual ficou em 55,73%. No quadrimestre anterior (janeiro e abril de 2025), a taxa estava em 56,01%. O último relatório de 2025 deverá ser publicado até o fim deste mês.

Apesar disso, o Estado ainda ultrapassou o limite previsto para esse tipo de gasto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o Poder Executivo (49%).

Além disso, o Rio Grande do Norte segue sendo o estado com o maior gasto com pessoal do Brasil, em termos proporcionais. Também é o único que ultrapassa o limite previsto na LRF. Em 2º lugar, vem Minas Gerais, com 48,52%. O menor gasto, por sua vez, está no Maranhão (30,06%).

Em números: Investimentos do RN em 2025

– Queda nos investimentos: –40,8%
(jan–out/2025 em relação ao mesmo período de 2024)

– Valor investido pelo RN: R$ 370 milhões
(terceiro menor entre os 27 estados)

– Comparativo regional:

Bahia: R$ 5,47 bilhões (–6,1%)
Paraíba: cerca de R$ 1,8 bilhão (quase 5x o RN)

– Ranking nacional:

RN ficou à frente apenas de Rondônia (R$ 350 milhões) e
Roraima (R$ 170 milhões)

– Estados com alta nos investimentos: 16 estados + DF
– 9 deles com crescimento acima de 30%

– PEF (Programa de Equilíbrio Fiscal):

RN ficou fora em 2025
Potencial de financiamento com retorno ao programa: até R$ 1,3 bilhão em dois anos

 

Operação Sossego remove 12 motocicletas por excesso de ruído em Parnamirim

 


Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, realizou na noite desta terça-feira (13) e na madrugada desta quarta-feira (14) a Operação Sossego no município de Parnamirim. A ação resultou na remoção de 12 motocicletas por irregularidades relacionadas à emissão excessiva de ruídos.

De acordo com o CPRE, os veículos apresentavam problemas como escapamentos adulterados, descargas livres, ausência de filtros e equipamentos em más condições de conservação, em desacordo com as normas de trânsito.

Durante a operação, no bairro Santos Reis, os policiais também prenderam um homem de 40 anos que tinha mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas. Ele foi encaminhado à autoridade competente para os procedimentos legais.

 

PM é preso em megaoperação contra grupo envolvido em homicídios no RN

 


Um policial militar foi preso durante a Operação Asas Quebradas, deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (14) pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Militar. A ação teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes de um grupo criminoso armado com atuação nas cidades de Serrinha dos Pintos e Martins, no Alto Oeste do estado.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de Serrinha dos Pintos, Martins e Pau dos Ferros, resultando na prisão de duas pessoas, entre elas o policial militar. Durante a operação, as equipes apreenderam duas armas de fogo, grande quantidade de munições de fuzil, munição calibre .50 e materiais relacionados ao tráfico de drogas.

As investigações indicam que o grupo é responsável por uma série de crimes graves, incluindo homicídios, além de haver indícios de envolvimento na morte e ocultação de cadáver de dois jovens desaparecidos no mês de dezembro.

A operação mobilizou mais de 50 policiais civis, além de equipes da Polícia Militar responsáveis pelo apoio operacional.

O nome Operação Asas Quebradas faz referência à estratégia de enfraquecer os pilares que sustentavam a atuação violenta do grupo criminoso, interrompendo sua expansão na região.

 As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os fatos e identificar outros possíveis envolvidos.

Portal da 96

O nome que preocupa o Planalto no caso Master

 


O empresário baiano Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima”, é o nome hoje que mais preocupa o Palácio do Planalto no caso Master, apurou a CNN Brasil com pessoas próximas ao governo.

Ex-sócio de Daniel Vorcaro preso na operação de novembro, mas posteriormente solto, ele irá depor na PF (Polícia Federal) no final de janeiro e há especial atenção no governo federal sobre o que ele irá falar.

O motivo apontado é que a relação dele com o petismo é muito anterior à de Vorcaro com o Centrão.

Essa relação começou quando o líder do governo Lula no Senado Jaques Wagner (PT-BA) comandava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, em 2018, durante a gestão do então governador Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil.

Augusto Lima venceu uma licitação de venda da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos) e criou o CredCesta, um cartão de crédito consignado com juros muito abaixo do mercado e direcionado principalmente a funcionários públicos.

O empreendimento deu certo e o modelo do cartão foi “exportado” para outros estados. Vorcaro viu potencial no negócio e Guga Lima entrou, em 2020, na sociedade do Master levando o CredCesta, que virou um dos principais ativos do banco.

A relação de Lima com Vorcaro, porém, nunca foi próxima. Interlocutores de Lima relataram à CNN Brasil que foi o próprio Lima quem pediu para deixar a sociedade no Master, em maio de 2024, porque descobria por terceiros negócios feitos por Vorcaro.

O perfil ostentador de Vorcaro também o incomodava. Augusto Lima é apontado por interlocutores como alguém muito discreto. Ele assumiu o controle do banco Voiter, que, em agosto deste ano, mudou seu nome para Banco Pleno, hoje responsável pela administração do cartão CredCesta.

Fontes que acompanham de perto a investigação, afirmam que é Lima, e não Vorcaro, quem tem potencial de ligar o caso Master ao coração do governo Lula por esse histórico na Bahia.

O empreendimento deu certo e o modelo do cartão foi “exportado” para outros estados. Vorcaro viu potencial no negócio e Guga Lima entrou, em 2020, na sociedade do Master levando o CredCesta, que virou um dos principais ativos do banco.

Ressaltam, contudo, que suas relações não são restritas a esse grupo político.

Ele tem relações também com expoentes da direita baiana, como ACM Neto (União) e o presidente do PL na Bahia, João Roma.

Lima, aliás, é casado com Flávia Arruda, ex-ministra de Jair Bolsonaro (PL), que deixou a política e rompeu com o grupo após não ter tido o apoio da família para se lançar ao Senado pelo Distrito Federal em 2022.

Quem conversou com ele nos últimos dias aponta não haver possibilidade de ele avançar para uma colaboração premiada por não ter o que delatar.

Considera-se um injustiçado e entende que o real motivo da operação contra ele foi o incômodo de parte do setor financeiro com o sucesso do CredCesta. Um aliado relatou à CNN Brasil que um banqueiro paulista tentou comprar o negócio e que Guga Lima rejeitou prontamente.

A estratégia, por ora, será se desvincular de Vorcaro e das eventuais irregularidades feitas pelo Master, tendo por eixo o desligamento da sociedade em maio de 2024, um ano antes, portanto, da tentativa de compra do Master pelo BRB.

A CNN Brasil procurou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o secretário de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, mas eles não se manifestaram.

A equipe de Jacques Wagner encaminhou à CNN Brasil a seguinte mensagem: “A assessoria do senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que o parlamentar conheceu o empresário Augusto Lima em 2017, quando exercia o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Naquele período, uma das atribuições da pasta era conduzir o processo de venda do Supermercado Cesta do Povo, ocasião em que o referido empresário apresentou proposta no processo licitatório e arrematou o ativo”.

CNN Brasil

 

 

Pesquisa de preço do Procon Natal identifica aumento no preço da cesta básica na capital

 


O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal realizou pesquisa de preços da cesta básica na capital e identificou aumentos no último mês do ano, após um segundo semestre de quedas. O aumento em relação ao ano anterior é de 7,25%, o que representa um acréscimo real de R$ 25,42.

No acumulado de 12 meses, o aumento na cesta básica foi de 1,99%, com preço médio em janeiro de R$ 441,63 e, no final do ano, de R$ 440,50. O maior preço encontrado no ano foi em abril: R$ 457,21.

Os produtos que mais contribuíram para o aumento anual incluem, na categoria de mercearia: feijão carioca (R$ 7,19/kg), óleo de soja 900 ml (R$ 9,08), café 250 g (R$ 16,63) e leite integral (R$ 5,98/L). Na categoria de açougue, destacam-se: carne de primeira (R$ 52,05/kg), pescado (R$ 46,09/kg), queijo coalho (R$ 49,31/kg) e caixa de ovos com 30 unidades (R$ 19,11).

Na comparação entre os dois últimos meses do ano, o aumento foi de 1,90%. Em novembro, o preço médio da cesta básica era de R$ 432,13, enquanto em dezembro passou para R$ 440,50, representando um custo adicional de R$ 8,37 para o consumidor.

Durante o mês de dezembro, o Núcleo de Pesquisa acompanhou semanalmente o preço médio da cesta básica, registrando os seguintes valores: 1ª semana – R$ 437,37; 2ª semana – R$ 437,20; 3ª semana – R$ 440,87; 4ª semana – R$ 441,64; última semana – R$ 445,43. Entre a primeira e a última semana, o aumento foi de R$ 8,06.

Esse aumento na última semana do ano apresenta-se como uma tendência geral de alta, que pode se manter no ano seguinte, resultando em maior custo para o consumidor.

A pesquisa comparou os preços da cesta básica em diferentes segmentos comerciais, com o objetivo de orientar os consumidores. O preço médio mais alto foi encontrado nos hipermercados, R$ 470,66, enquanto nos supermercados de bairro o valor médio foi de R$ 436,03, uma variação de 7,94%, ou R$ 34,62 de diferença. Já nos atacarejos, o preço médio foi de R$ 415,80. A diferença entre o valor mais caro nos hipermercados e o mais barato nos atacarejos foi de 13,19%, representando uma economia de R$ 54,86.

O estudo, realizado pelo Núcleo de Pesquisa do Procon Natal, constatou aumentos em quatro categorias de produtos de um mês para o outro. As categorias de açougue e hortifrúti apresentaram aumentos de 2,03% e 7,22%, respectivamente. Já os setores de mercearia e higiene/limpeza registraram percentuais negativos de -0,23% e -1,52%. Entre os 40 itens que compõem a cesta básica, 28 apresentaram aumento de preço em comparação ao mês anterior, o que corresponde a 70% dos produtos.

O Procon Natal fez a comparação entre o preço da cesta básica ao longo do ano e o valor do salário-mínimo, evidenciando a perda do poder de compra do trabalhador. A análise da cesta básica é feita com base no salário-mínimo, que, em tese, deve suprir as necessidades alimentares básicas de uma família com quatro pessoas durante um mês. Em relação à cesta básica, o custo corresponde a 31,87% do salário-mínimo, o que representa 63,95 horas de trabalho. A análise é realizada mês a mês pelo Núcleo de Pesquisa. Considerando a cesta básica dos natalenses, composta por 40 itens divididos em categorias como mercearia, açougue, hortifrúti, higiene e limpeza, o salário-mínimo ideal deveria ser, em média, R$ 5.521,92.

O Núcleo de Pesquisa monitora semanalmente os preços em 26 estabelecimentos comerciais da capital, abrangendo 40 itens divididos em quatro categorias: mercearia, açougue, higiene/limpeza e hortifrúti, nos seguintes segmentos: oito hipermercados, sete atacarejos e 11 supermercados de bairro. Os dados são coletados em estabelecimentos distribuídos pelas quatro regiões da cidade e divulgados no início do mês subsequente.

Os dados completos estão disponíveis no site www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa. É permitida a reprodução das informações, desde que citada a fonte: Núcleo de Pesquisa do Procon Natal. É proibida a utilização do material para fins publicitários comerciais.

Por fim, o Procon Natal orienta que os consumidores fiquem atentos às promoções e estratégias de venda dos estabelecimentos, que costumam oferecer descontos em dias específicos. Adotar estratégias de compra e utilizar as informações fornecidas pelo Núcleo de Pesquisa pode contribuir para a economia doméstica. Para mais informações, dúvidas ou denúncias, o consumidor pode entrar em contato pelo WhatsApp (84) 98812-3865, pelo e-mail procon.natal@natal.gov.br ou presencialmente na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, 181, bairro Cidade Alta.

 Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

 

Opinião do Estadão: Telhado de vidro

 


Emendas parlamentares enviadas a Roraima pelo então deputado federal Jhonatan de Jesus (Republicanos) entre os anos de 2020 e 2023 tiveram um final infeliz, mas que se tornou bastante previsível nos últimos anos. O Estadão foi até o local e encontrou obras inacabadas e asfalto de má qualidade, além de descobrir que uma parte dos recursos que deveria ter custeado projetos no Estado se perdeu sem que se soubesse seu destino.

Hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus indicou R$ 42 milhões a municípios de Roraima. Desse total, R$ 25,8 milhões não tiveram prestação de contas apresentada, inclusive a verba destinada a Iracema, que alega ter investido em pavimentação em paralelepípedos, eletrificação rural, locação de máquinas para manutenção de estradas vicinais, construção de calçadas e de unidades habitacionais.

A reportagem deste jornal esteve lá para apurar o que foi feito do dinheiro. Um conjunto de habitações populares que deveria ter 300 moradias, desde 2024, tem apenas uma unidade construída – hoje abandonada. Nossos repórteres percorreram mais de 60 quilômetros de estradas da zona rural do município que deveriam ter sido recuperadas ou asfaltadas, mas que estão esburacadas e acumulam lama em períodos chuvosos.

O ministro Jhonatan de Jesus confirmou ter enviado os recursos por meio de emendas, mas negou desvio de finalidade e afirmou que a execução das obras custeadas com essas indicações, bem como a fiscalização, a transparência e a prestação de contas, são responsabilidade do município. “A indicação de emendas não se confunde com a execução dos recursos”, disse ele ao Estadão.

Em outras palavras: Jhonatan de Jesus lavou as mãos, tanto como autor da emenda parlamentar quanto como ministro do TCU. Essa desídia não passou despercebida. Afinal, se há algo com o que o ministro e a Corte de Contas deveriam se preocupar é com a disposição de recursos de emendas parlamentares. Basta lembrar que, há quase 30 anos, o TCU divulga um extenso relatório sobre a situação das obras públicas em todo o País, conhecido como Fiscobras.

Parte dos problemas que o relatório destaca, como obras paradas ou de má qualidade, se repetem ano a ano e se devem justamente à dinâmica de execução das emendas parlamentares. Seja por falta de transparência em relação ao uso dos recursos, seja pela ausência de planejamento integrado com políticas setoriais, as emendas, muitas vezes, geram uma pulverização de investimentos correntes que resulta em baixa efetividade de execução.

As emendas do então deputado Jhonatan de Jesus são uma fração de um volume de recursos que deve atingir R$ 61 bilhões neste ano. São tantos os escândalos envolvendo essas indicações que, em outros tempos, a incúria que o ministro demonstrou com o destino dos recursos que ele mesmo indicou enquanto parlamentar talvez passasse despercebida.

Mas o fato é que essa postura contrasta frontalmente com o ativismo do ministro em questionar a atuação do Banco Central (BC) na liquidação de uma instituição privada como o Banco Master – atividade que faz parte das atribuições do BC enquanto órgão regulador e supervisor do Sistema Financeiro Nacional, mas que passa longe das prerrogativas do TCU.

Aos 42 anos de idade, o ministro é médico de formação, exerceu três mandatos como deputado federal e foi o parlamentar mais votado em seu Estado em 2022, com um total de 19,8 mil votos. É filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e conquistou o cargo vitalício no TCU, em março de 2023, com o apoio explícito do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Mal se ouvia falar dele como deputado e como ministro, como é típico dos representantes do amorfo Centrão – publicamente apagados, mas muito influentes nos bastidores. E assim seria por décadas não fosse a extravagância de suas decisões relacionadas ao Banco Master, no qual calhou de ser o relator na Corte de Contas.

A fiscalização do setor financeiro, felizmente, está em boas mãos. Logo, o ministro serviria melhor ao País se exercitasse a autocrítica e dedicasse seu mandato a propor regras para aprimorar a execução das bilionárias emendas parlamentares e evitar desperdício de dinheiro público.

Opinião do Estadão

 

 

Vandalismo em UBS de São José do Seridó provoca perda de insumos essenciais, incluindo insulina

  Um ato de vandalismo registrado em São José do Seridó causou prejuízos significativos à saúde pública do município, com a perda de insumos...