sexta-feira, 4 de setembro de 2026

BOMBA: Fachin tira pedido de investigação de Moraes contra Mendonça e assume o inquérito das Fake News

 


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu nesta sexta-feira (4) retirar do chamado inquérito das fake news o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça.

A decisão é mais um capítulo da crise que tomou conta do STF após Mendonça retirar o sigilo de mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Alexandre de Moraes havia pedido que o colega fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Fachin determinou que o pedido seja colocado em outro procedimento, aberto pelo próprio presidente do STF e que ficará sob sua relatoria. Na prática, as acusações de Moraes contra Mendonça deixam de tramitar no inquérito das fake news.

O presidente do STF também deu cinco dias úteis para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise a admissibilidade e a regularidade do pedido de investigação. Mendonça terá o mesmo prazo para se manifestar, caso queira.

Com informações da CNN Brasil

 

Mais uma bomba: Saúde volta a assombrar Allyson Bezerra, laboratório privado recebeu quase R$ 1,9 milhão enquanto estrutura pública perdia capacidade em Mossoró; saiba detalhes

 


A área da saúde volta a produzir questionamentos sobre a administração de Allyson Bezerra em Mossoró. Desta vez, o foco está na contratação do laboratório privado Lablan, que, segundo informações apresentadas nas redes sociais pela jornalista Joyce Moura, recebeu aproximadamente R$ 1,897 milhão do Fundo Municipal de Saúde para realização de exames laboratoriais.

O Lablan foi contratado pela Prefeitura de Mossoró por meio de inexigibilidade, dentro de um processo de credenciamento para realização de exames laboratoriais. É importante ressaltar que a inexigibilidade, por si só, não caracteriza qualquer ilegalidade. O que chama atenção e exige esclarecimentos é o conjunto da situação: um laboratório privado com capital social informado de R$ 50 mil teria recebido aproximadamente R$ 1,897 milhão do Fundo Municipal de Saúde, enquanto os pagamentos mensais cresceram de pouco mais de R$ 6 mil, em fevereiro de 2025, para cerca de R$ 205 mil em julho de 2026, ao mesmo tempo em que a estrutura laboratorial pública enfrentava dificuldades por falta de insumos.

Um dos números que mais chama atenção é a evolução dos pagamentos. Conforme os dados apresentados pela jornalista, em fevereiro de 2025 a fatura teria sido de pouco mais de R$ 6 mil. Em julho de 2026, chegou a aproximadamente R$ 205 mil em um único mês — um crescimento de cerca de 34 vezes. O laboratório teria capital social declarado de R$ 50 mil.

Enquanto os pagamentos ao laboratório privado aumentavam, a estrutura pública do PAN do Bom Jardim enfrentava situação inversa. Apesar de contar, segundo a reportagem, com 15 bioquímicos efetivos, a unidade teria chegado a disponibilizar apenas quatro tipos de exames em razão da falta de insumos. O contraste entre a perda de capacidade da rede pública e o crescimento da contratação privada passou a despertar questionamentos.

O assunto ganhou dimensão ainda maior porque o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar possível desmantelamento ou sucateamento das atividades laboratoriais do PAN do Bom Jardim e verificar se teria ocorrido transferência indevida de demanda para laboratórios privados e conveniados. A existência da investigação não significa, por si só, que as suspeitas estejam comprovadas.

Outro ponto relatado por Joyce Moura é que uma nota fiscal da Lablan emitida contra a Prefeitura de Mossoró teria aparecido entre documentos apreendidos pela Polícia Federal no contexto da Operação Mederi. Isso também não significa que o laboratório tenha participado de qualquer esquema: segundo a própria narrativa apresentada, a empresa não é apontada nominalmente como investigada ou alvo da operação.

A defesa de Allyson Bezerra sustenta que as contratações eram descentralizadas e de responsabilidade dos respectivos secretários. Ainda assim, politicamente permanece uma questão que deverá acompanhar o candidato ao Governo do Estado: por que a capacidade do laboratório público teria diminuído justamente enquanto os pagamentos à rede privada cresciam?

São perguntas que agora dependem das investigações para respostas definitivas. Mas, no terreno político, o episódio acrescenta mais um problema relacionado à saúde à campanha de Allyson Bezerra. As informações e questionamentos apresentados nesta nota têm como base a narrativa divulgada pela jornalista Joyce Moura.

 Fonte: Robson Pires

Após caso de violência sexual dentro de presídio, MPRN exige espaço seguro para LGBTQIAPN+ em Mossoró

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou a criação de um espaço seguro e exclusivo para pessoas LGBTQIAPN+ na Cadeia Pública de Mossoró. A orientação foi encaminhada à Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), à Coordenadoria de Administração Penitenciária e à direção da unidade.

A recomendação estabelece que o espaço seja disponibilizado em um prazo máximo de 90 dias. A medida busca aumentar a proteção de internos que podem estar mais vulneráveis a episódios de violência dentro do sistema prisional.

A iniciativa foi tomada após um caso de violência sexual registrado em 1º de agosto, envolvendo um detento homossexual que também estava em tratamento psiquiátrico. Segundo o MPRN, o episódio ocorreu dentro da unidade.

A direção da Cadeia Pública informou ao Ministério Público que atualmente não existe uma cela específica para esse público em Mossoró.

Como alternativa, internos LGBTQIAPN+ considerados vulneráveis podem ser transferidos para uma unidade prisional em Ceará-Mirim, na Grande Natal. A mudança, no entanto, pode dificultar o contato com familiares que vivem em Mossoró, já que as visitas passam a ocorrer em outro município.

Segundo o MPRN, a 14ª Promotoria de Justiça de Mossoró já havia solicitado a criação de um espaço específico para esse público em 2015, mas a medida não teria sido implementada pela administração estadual.

A recomendação determina que a permanência no espaço destinado à população LGBTQIAPN+ seja voluntária. O interno deverá ter o direito de escolher entre permanecer na unidade de Mossoró ou ser transferido para uma ala especializada em outra unidade do estado.

O Ministério Público também orienta que não sejam realizadas transferências obrigatórias ou utilizadas como forma de punição.

Outra medida prevista é a criação de uma rotina de atendimento para novos internos. Na chegada ao sistema prisional, as pessoas LGBTQIAPN+ deverão ser informadas sobre as opções disponíveis e sobre o direito de escolher onde permanecer.

O MPRN também recomendou a realização de capacitações sobre direitos humanos para policiais penais e demais servidores que atuam na unidade.

A Seap, a Coordenadoria de Administração Penitenciária e a direção da Cadeia Pública de Mossoró têm 15 dias úteis para informar se irão cumprir a recomendação.

Caso aceitem, deverão apresentar um cronograma para execução das adequações necessárias.

Se não houver resposta ou as medidas não forem adotadas, o MPRN poderá recorrer à Justiça para cobrar do Estado a implementação do espaço. O Ministério Público também poderá apurar eventual responsabilidade de gestores por possíveis omissões relacionadas à segurança dos internos.

 

VÍDEO: Prefeitura retira quatro estruturas de camelódromo durante operação no Alecrim

 



A Prefeitura de Natal realizou, durante a noite desta quinta-feira (3), uma operação para retirar cigarreiras instaladas na Avenida Coronel Estevam, no bairro Alecrim, na Zona Leste da capital. Segundo a gestão municipal, a ação faz parte do ordenamento do comércio informal na região.

Imagens gravadas por populares mostram equipes da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) durante a operação. Em um dos vídeos, é possível ver o momento em que uma das cigarreiras é derrubada pelos agentes.

A ação aconteceu durante a noite, quando parte do comércio do Alecrim já estava fechada. Segundo informações apuradas pela reportagem, nem todos os proprietários dos pontos estavam no local no momento da retirada.

Um dos proprietários esteve no local após a retirada. Franklin Raniere, que vendia plantas em uma das cigarreiras, afirmou que já havia sido notificado anteriormente pela Prefeitura sobre a situação irregular do comércio.

O comerciante disse ainda que acredita que a estrutura de uma laje localizada acima dos pontos pode ter contribuído para a decisão de retirada. O estoque de plantas mantido na cigarreira, segundo ele, era pequeno.

Retirada gera reclamações

A operação também provocou indignação entre outros comerciantes da região. Alguns afirmaram que as cigarreiras não prejudicavam a circulação dos pedestres e defenderam a permanência dos pontos, destacando que os espaços eram utilizados por famílias que dependiam da atividade para garantir o sustento.

Na manhã desta sexta-feira (4), restaram apenas destroços e materiais no local onde estavam as estruturas.

Segundo a Semsur, quatro cigarreiras foram retiradas. A secretaria informou que os equipamentos estavam instalados em desacordo com a legislação urbanística ou descumpriam portarias municipais que proíbem novos comércios informais nessas áreas.

Os materiais retirados durante a operação foram apreendidos e levados para a Semsur. Os proprietários podem procurar a secretaria para solicitar a devolução das mercadorias.

De acordo com a Prefeitura, a retirada dos materiais está condicionada ao pagamento de multa, que pode variar de R$ 600 a R$ 24 mil, conforme cada caso.

A ação contou ainda com a participação de equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e da Urbana.

 

Inquérito vai apurar denúncias de intoxicação e água suja dada a presos

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu um inquérito para investigar denúncias de intoxicação alimentar em centenas de presos que estão em dois presídios estaduais em Mossoró. A apuração também alcançará a qualidade da água consumida pelos internos, após relatos de que detentos estariam utilizando coadores improvisados para reter impurezas presentes no abastecimento das celas.

A investigação envolve o Complexo Penal Estadual Agrícola Dr. Mário Negócio e a Cadeia Pública de Mossoró Juiz Manoel Onofre de Sousa. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e a empresa Nave Comércio e Serviços de Alimentos, responsável pelo fornecimento das refeições, terão de prestar esclarecimentos.

A abertura do inquérito foi determinada pela 14ª Promotoria de Justiça de Mossoró, com atuação na área de execução penal. O ato foi publicado na edição desta quinta-feira 3 do Diário Oficial do MPRN. O procedimento teve origem em um ofício encaminhado pela Secretaria Estadual das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEMJIDH).

A investigação buscará identificar possíveis irregularidades na qualidade, higiene, composição nutricional e variedade das refeições. Também serão verificadas a oferta de dietas especiais e as condições de abastecimento, filtragem e potabilidade da água consumida pelos presos. Ao final, o Ministério Público poderá buscar a responsabilização civil, administrativa e disciplinar de agentes públicos e da empresa contratada, caso sejam confirmadas falhas ou danos.

Durante visita realizada em 3 de agosto ao Complexo Penal Mário Negócio, o promotor de Justiça Lúcio Romero Marinho Pereira inspecionou e experimentou a refeição servida naquele dia, considerada satisfatória. A avaliação pontual, entretanto, não afastou as denúncias apresentadas pelos presos. Segundo a portaria, os internos fizeram “severas queixas” sobre a repetição das proteínas e o modo de preparo da comida.

Na ala feminina, as reclamações envolvem a pouca variedade proteica. O inquérito também verificará se são fornecidas refeições adequadas aos presos que necessitam de dietas especiais, como os internos diagnosticados com hipertensão. Na Cadeia Pública, embora as marmitas verificadas durante a visita também tenham sido consideradas próprias para consumo naquele momento, o MPRN entendeu que o relato de um surto epidemiológico exige fiscalização permanente e sistemática.

A situação da água foi classificada como uma “grave denúncia de insalubridade hídrica”. De acordo com o documento, presos dos pavilhões masculinos do Complexo Penal relataram a presença de impurezas no abastecimento das celas e o uso de coadores improvisados para tornar a água consumível. A existência e a origem dessas partículas deverão ser examinadas por meio de análises técnicas.

Providências

O MPRN concedeu prazo de 15 dias para que a direção do Complexo Penal Mário Negócio e a Seap prestem esclarecimentos sobre as falhas no abastecimento e informem quais medidas emergenciais serão tomadas. Os órgãos também deverão apresentar detalhes sobre a fiscalização das refeições, as providências adotadas diante das reclamações e a oferta de dietas específicas.

No mesmo prazo, a Seap deverá entregar cópia integral do contrato firmado com a Nave Comércio e Serviços de Alimentos, acompanhada dos relatórios de medição e fiscalização produzidos nos três meses anteriores. O Ministério Público pretende verificar se o serviço fornecido corresponde às exigências contratuais e se houve acompanhamento efetivo por parte da administração penitenciária.

A direção da Cadeia Pública de Mossoró também deverá informar se recebeu reclamações recentes e se há registros de surtos ou atendimentos médicos relacionados à intoxicação alimentar. Já a Vigilância Sanitária de Mossoró foi acionada para realizar, em até 30 dias, inspeções nas duas unidades, com análise das condições higiênico-sanitárias das refeições e da potabilidade da água.

Os técnicos deverão produzir um laudo circunstanciado sobre as cozinhas, as marmitas e o sistema de abastecimento. O inquérito também foi comunicado aos centros de apoio do Ministério Público nas áreas criminal, de cidadania e de direitos humanos. A partir dos documentos, inspeções e análises laboratoriais, o órgão decidirá se adotará medidas extrajudiciais ou ingressará com ação na Justiça.

Procurada pelo AGORA RN, a Seap informou que os esclarecimentos serão dados no curso do inquérito junto ao MPRN.

 

Vorcaro afirma que PF recusou delação por citar integrantes do Governo Lula

 


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, afirmou em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que sua tentativa de firmar uma delação premiada com a Polícia Federal (PF) não avançou porque as informações que pretendia apresentar envolveriam o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, além de outras figuras ligadas ao atual governo. A oitiva ocorreu em 27 de agosto, durou cerca de uma hora e quarenta minutos e foi conduzida por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, sem a presença de integrantes da PF.

Delação travada há meses

Segundo relatou, a negociação para uma colaboração premiada estaria paralisada havia cerca de nove meses. Vorcaro disse sentir-se "desconfortável" em propor um novo acordo justamente por ter mantido, no passado, uma relação próxima com Andrei Rodrigues, segundo ele, o diretor-geral da PF teria participado de eventos e viagens ligados ao crescimento do banco, inclusive um evento em Londres custeado pelo Master. Para o ex-banqueiro, esse vínculo anterior explicaria o desinteresse da cúpula da corporação em avançar com o acordo.

"Não tem a menor chance disso se viabilizar e dar certo", disse Vorcaro no depoimento, ao descrever a dificuldade de apresentar uma colaboração que atingiria a própria autoridade que a receberia.

Citação a Andrei Rodrigues e a "núcleo do poder"

Vorcaro afirmou ainda dispor de informações sobre supostas irregularidades envolvendo pessoas do que chamou de "núcleo do atual governo", sem detalhar publicamente nomes ou provas concretas até o momento. Ele mencionou despesas e viagens que teriam sido custeadas em favor de Andrei Rodrigues, mas não apresentou documentação na ocasião, segundo relatos do depoimento.

Procurado por interlocutores, Andrei Rodrigues negou proximidade com o ex-banqueiro, afirmando ter se encontrado com ele apenas uma vez. Ainda segundo pessoas próximas ao diretor-geral da PF, ele teria reagido com indignação à citação de seu nome, questionando por que Vorcaro não buscou fechar o acordo diretamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e classificando a atitude do ex-banqueiro como desonesta.

Ameaças relatadas na custódia

No depoimento, Vorcaro também relatou ter sofrido ameaças durante o período em que esteve sob custódia, associando os episódios à sua relação com o que descreveu como o núcleo de poder atual, incluindo a própria PF. A defesa do ex-banqueiro já havia alegado anteriormente, em manifestação enviada ao STF, que ele vinha sofrendo "graves intimidações". Vorcaro não identificou, contudo, um mandante direto das ameaças.

PGR pede arquivamento das denúncias

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, na quarta-feira (2), o arquivamento das denúncias apresentadas por Vorcaro. Em manifestação enviada ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o ex-banqueiro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos capazes de sustentar as acusações. Segundo Gonet, tanto a autoridade policial quanto a própria PGR já haviam recusado anteriormente propostas de colaboração de Vorcaro por considerá-las sem conteúdo informativo inédito.

Investigadores da Polícia Federal também refutam a tese de que o caso estaria sendo direcionado por motivações políticas, sustentando que o ex-banqueiro não indicou fatos novos ou meios de prova que justificassem o interesse na colaboração premiada.

Nota do gabinete de Mendonça

Em nota, o gabinete do ministro André Mendonça confirmou a realização do depoimento e informou que a oitiva foi feita a pedido da própria defesa de Vorcaro. Segundo o gabinete, a PF não participou do ato porque uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) veda a presença de investigadores em depoimentos como esse, para preservar a integridade física e psicológica do depoente.

Contexto

As declarações ocorrem em meio ao avanço das investigações sobre o Banco Master e à divulgação de mensagens extraídas do celular de Vorcaro, que teriam apontado contatos entre o ex-banqueiro e autoridades dos três Poderes. O episódio se soma a um período de atrito entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça, e ocorre em meio a articulações de outros ministros do STF para equacionar a crise em torno do caso.

Procuradas, a defesa de Daniel Vorcaro não quis se manifestar sobre o depoimento, que corre em sigilo. Andrei Rodrigues também não se pronunciou oficialmente até a publicação desta reportagem.

 

VÍDEO - WILLIAM WAACK: Moraes decretou “fim do STF como conhecemos” e precipitou crise imprevisível

 



O jornalista William Waack afirmou que o ministro Alexandre de Moraes decretou “o fim do STF, tal como o conhecemos” ao usar o inquérito das fake news para apontar possíveis crimes cometidos pelo colega André Mendonça.

Segundo Waack, a decisão precipitou uma crise de consequências imprevisíveis no Supremo para acusar Mendonça de crime como improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça e encaminhou o caso ao presidente da Corte, Edson Fachin.

Na análise, o âncora da CNN Brasil afirmou que a Corte terá de decidir, diante da opinião pública, como responder tanto à atuação de Mendonça quanto ao conteúdo revelado pela Polícia Federal no caso Master.

 


Meta não entrega ao TSE dados de perfis falsos que teriam atacado Flávio Bolsonaro

 


A Meta não cumpriu os prazos estabelecidos pelo TSE para fornecer informações sobre supostos perfis falsos que teriam atacado o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação é da coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles.

O TSE solicitou os dados após uma representação apresentada em 20 de julho pelo coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN). Segundo ele, foram identificados pelo menos 20 mil perfis falsos que teriam movimentado cerca de R$ 20 milhões para impulsionar conteúdos com ataques e acusações contra o candidato.

De acordo com a coluna, integrantes da Corte afirmam que, até agora, a Meta não enviou as informações solicitadas, mesmo após o fim dos prazos definidos pelo tribunal.

Rogério Marinho chegou a se reunir com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para tratar do caso.

 

VÍDEO - CRISE NO STF: Jornal Nacional classifica ação de Moraes contra André Mendonça como “ato de retaliação”

 


A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) escalou nesta quinta-feira (3). Dois dias após ser citado como destinatário de dezenas de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes pediu a abertura de uma investigação contra seu colega de corte, André Mendonça, em um movimento classificado como ato de retaliação.

No documento apresentado, Moraes afirma que há fortes indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução dos inquéritos que apuram as fraudes do Banco Master e os descontos ilegais no INSS.

O telejornal apontou a medida como uma resposta direta do ministro após a exposição de suas conversas com o banqueiro.


RINDO DO POVO: Após foto de Moraes sorrindo viralizar, segurança do STF proíbe imagens pelas vidraças

 


A repercussão da foto de Alexandre de Moraes sorrindo ao lado de Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, em meio à crise envolvendo o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fez o STF apertar o cerco contra fotógrafos e cinegrafistas.

Na quinta-feira (3), seguranças passaram a impedir que profissionais da imprensa registrassem imagens dos ministros pelas frestas das cortinas e vidraças do prédio do STF.

A restrição, segundo profissionais que acompanham a rotina do STF, já existia. O que mudou foi o rigor da fiscalização após a repercussão da imagem feita na quarta-feira (2) pelo fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo. Na foto, Moraes aparece sorrindo ao lado de Gilmar e Zanin na saída da primeira sessão presencial após a divulgação das mensagens que revelam sua ligação com Daniel Vorcaro.

A imagem repercutiu negativamente nas redes sociais, sendo interpretada como uma atitude de deboche dos ministros com o povo em meio à crise sem precedentes vivida no STF, causada pelas mensagens que vieram à tona e pelas acusações contra Alexandre de Moraes.

Com informações da CNN Brasil

 

Moraes se reuniu por três horas com Alcolumbre antes de investir contra Mendonça em inquérito das fake news

 


Antes de deflagrar sua ofensiva contra André Mendonça, o ministro Alexandre de Moraes passou três horas reunido com Davi Alcolumbre em sua casa no Lago Sul, em Brasília. A reunião se deu na última quarta-feira (2), antes da sessão plenária do STF. A informação foi confirmada à equipe da coluna por três fontes que acompanham de perto os desdobramentos da crise.

Alcolumbre é apontado nos relatórios de inteligência utilizados por Moraes em sua decisão como um dos “prováveis alvos” alvos de direcionamento da investigação por Mendonça. Os documentos, apócrifos, não apresentam prova e alertam que “qualquer uso externo” de seu conteúdo seria prematuro. Ainda assim, embasaram a decisão de Moraes contra Mendonça.

A reunião ocorreu em meio ao clima conflagrado no Supremo Tribunal Federal por conta do pedido enviado por Mendonça ao presidente da Corte, Edson Fachin, para que o plenário avaliasse abrir uma investigação contra Moraes por conta de suas relações com Daniel Vorcaro.

Logo após o encontro com Moraes, já no Senado, Alcolumbre rebateu as críticas que recebeu de senadores da oposição por não pautar o impeachment de Moraes. No plenário, queixou-se das “agressões” que teria sofrido e aproveitou para mencionar o caso “Dark Horse”, que envolve o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado só é o ministro Alexandre de Moraes?”, questionou Alcolumbre durante a sessão, em alusão aos áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, negocia a verba com Vorcaro.

Alcolumbre, amigo e aliado de Moraes, vinha dizendo que se alguém tinha de sofrer impeachment seria André Mendonça. Para uma fonte a par das discussões, Moraes “está pavimentando caminho pro Alcolumbre pautar o impeachment do Mendonça”, ao apontar “fortes indícios” da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

“É mais fácil o Alcolumbre rifar os 80 senadores do que largar o Moraes”, disse um senador ouvido reservadamente pelo blog.

Um interlocutor de Alcolumbre resumiu assim a lógica do presidente do Senado: “Largar a mão do Moraes é empoderar o André Mendonça, que é inimigo figadal dele”.

Não por acaso, Moraes e Alcolumbre somaram forças e trabalharam junto com a tropa de choque bolsonarista para que o Senado Federal impusesse uma derrota histórica ao governo Lula e rejeitasse a indicação ao STF do advogado-geral da União, Jorge Messias. Messias é próximo de Mendonça, que foi um dos principais cabos eleitorais de sua fracassada campanha para ter a indicação confirmada.

Confiança baixa

Na decisão de Moraes sobre Mendonça, o ministro afirma que o presidente do Senado teria sido vítima de uma atuação “enviesada” de Mendonça devido a questões “pessoais e políticas”, tendo um tratamento distinto de outros investigados de situação processual equivalente. Apesar disso, o próprio relatório deixa explícito que o grau de confiança das informações relacionadas ao parlamentar é “baixo”, e que “qualquer uso externo seria prematuro”.

Alcolumbre foi uma das autoridades que esteve na degustação de charutos e uísque promovida por Vorcaro em 2024, em Londres, durante um Fórum

Jurídico patrocinado pelo Banco Master na Inglaterra. Ele esteve na mira das investigações relacionadas ao caso por ter sido o responsável pela indicação do presidente do fundo de pensão dos funcionários do governo do Amapá, a Amprev, que comprou R$ 400 milhões em títulos do Master. O dinheiro, contudo, se perdeu com a liquidação do banco.

Moraes sustenta em sua decisão, com base no relatório encomendado na PF, que Mendonça teria direcionado as investigações contra Alcolumbre por “viés político”. O documento policial aponta “a hipótese” de que o parlamentar seria um “provável alvo estratégico” do ministro, já que ambos tiveram “desavença conhecida” durante a nomeação dele à Corte, quando Alcolumbre “representou grande empecilho à indicação".

Crise no STF

A ação de Moraes ocorreu três dias após Mendonça enviar um despacho à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre mensagens trocadas entre ele e Vorcaro, extraídas do celular do banqueiro pela PF. Pouco depois, o procurador-geral, Paulo Gonet, se manifestou pela nulidade de todo o conteúdo, que demonstra a tentativa do banqueiro em evitar sua prisão.

Como mostrou o blog, contudo, a ofensiva de Moraes não é apenas um revide contra o colega na tentativa de matar no peito a possibilidade de uma investigação contra si próprio. Na prática, a iniciativa dele abre caminho para implodir toda a apuração da maior fraude bancária da história do país.

Isso porque, na decisão contra Mendonça, Moraes aponta que houve direcionamento das investigações e “quebra na cadeia de custódia” — a mesma tese que vinha sendo estudada pela própria defesa de Vorcaro para tentar anular toda a apuração do caso.

Diante do fracasso das duas tentativas de negociação de um acordo de colaboração premiada com a PF e com a PGR, os advogados do banqueiro buscavam encontrar formas de pedir a anulação da investigação. A decisão de vinte páginas de Moraes aponta a direção.

Malu Gaspar - O Globo

 

 

BOMBA: Fachin tira pedido de investigação de Moraes contra Mendonça e assume o inquérito das Fake News

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