quarta-feira, 9 de setembro de 2026

VÍDEO - SUSTO: Crianças são atropeladas e ficam presas embaixo de Jeep em Caicó

 



Duas crianças ficaram feridas após serem atingidas por um Jeep Compass na noite desta terça-feira (8), no bairro Paulo VI, em Caicó, na região do Seridó potiguar. O acidente aconteceu por volta das 19h.

Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo avançou sobre as crianças, que estavam brincando em frente a uma residência. Após o impacto, os dois menores ficaram sob o carro.

A motorista e populares que estavam próximos ajudaram a retirar as crianças debaixo do veículo. Em seguida, elas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Regional do Seridó (HRS).

De acordo com o médico Gabriel Dantas, que estava de plantão na unidade hospitalar, as crianças passaram por exames de raio-X.

Apesar do susto provocado pelo acidente, os exames não apontaram lesões de maior gravidade. Segundo as informações repassadas pelo médico, as duas crianças estão bem.

As circunstâncias que levaram o veículo a atingir os menores deverão ser apuradas.

 


Operação cumpre mandados contra grupo criminoso em quatro cidades do RN e no Ceará

 


Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (9) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN) cumpriu oito mandados judiciais contra integrantes de um grupo criminoso com atuação investigada na região Oeste potiguar.

A ação foi coordenada pela unidade da FICCO em Mossoró (FICCO/MOS) e ocorreu simultaneamente em Mossoró, Baraúna e Natal, no Rio Grande do Norte, além de Icapuí, no Ceará.

Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. Durante as diligências, houve prisões e foram recolhidos aparelhos celulares que deverão passar por análise da equipe responsável pela investigação.

O material apreendido poderá auxiliar no esclarecimento da atuação do grupo e na identificação de outros envolvidos, conforme o andamento das investigações.

Participação de forças de segurança

A operação reuniu agentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal Federal e Polícia Penal Estadual.

A FICCO/RN atua de forma integrada no combate ao crime organizado e reúne instituições das áreas federal e estadual. A unidade em Mossoró é formada pela Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal Estadual.

 

Dino determina reintegração de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

 


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Augusto Passos Rodrigues ao cargo de diretor-Geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.

A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois do ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores.

Dessa forma, a medida suspende os efeitos de decisão anterior proferida Mendonça, que havia decretado o afastamento preventivo dos dois delegados e paralisado a elaboração de relatórios de inteligência a pedido do Partido Novo (leia mais abaixo).

Na ordem dirigida ao presidente da República — autoridade competente para a nomeação do comando da PF —, Flávio Dino garantiu o restabelecimento integral das funções dos delegados.

O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais.

Recurso de Andrei

A decisão de Dino foi tomada a partir de um recurso de Andrei.

O diretor da PF alegou que a decisão de Mendonça prejudicava o andamento de uma apuração de relatoria de Dino, que é análise de material de um instituo ligado a produtora que produziu o filme "Dark Horse," que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dino autorizou que a PF tivesse acesso a busca realizada pela Polícia Civil de SP.

Andrei alegou ao Supremo que sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição.

Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do partido Novo, o que não seria viável (entenda mais a seguir).

Ilegitimidade de partido político no processo penal

Ao analisar o pedido, Flávio Dino destacou que o Partido Novo não possui legitimidade legal para solicitar medidas cautelares de natureza pessoal no âmbito do processo penal.

Segundo o relator, o Código de Processo Penal (CPP) reserva essa prerrogativa à autoridade policial e ao Ministério Público.

Dino assinalou também a inapropriação do pedido feito por uma agremiação partidária durante a corrida eleitoral, lembrando que a legenda possui candidatura própria à Presidência da República.

"Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita [...]. É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar", afirmou o ministro na decisão.

Competência do Plenário e imparcialidade

Outro ponto central da decisão envolve a competência jurisdicional.

Dino relembrou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, já havia instaurado um pedido para submeter ao plenário da Corte a análise sobre os relatórios de inteligência da corporação.

De acordo com o relator, por figurar como interessado no procedimento do presidente do STF, o ministro André Mendonça não poderia decidir monocraticamente sobre a matéria.

A decisão faz referência ainda a posicionamentos do decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, e a uma carta pública assinada por ex-presidentes e ministros aposentados do STF nesta terça, defendendo que o tema seja deliberado pelo conjunto dos ministros.

Risco de colapso em investigações em curso

Flávio Dino enfatizou que a paralisação da Diretoria de Inteligência da PF e o afastamento de sua cúpula comprometeriam centenas de investigações urgentes.

O ministro citou apurações de grande impacto público — como o assassinato da vereadora Marielle Franco, esquemas de negociação de decisões judiciais e fraudes financeiras — que dependem da atuação contínua da inteligência policial.

Além disso, Dino observou que a conduta do diretor-geral se restringiu ao cumprimento de ordens judiciais emanadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Pedido da AGU

Nesta terça, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para solicitar a suspensão do afastamento de Andrei Rodrigues, alegando indevida invasão de prerrogativa do Poder Executivo.

No pedido, o órgão sustentou que a nomeação e a exoneração do chefe da corporação constituem atribuição própria da direção superior da administração pública, privativa do Presidente da República, e alertou que a interrupção abrupta do comando compromete a continuidade das atividades essenciais de inteligência e segurança pública.

Em seguida, o presidente do STF deu 72 horas para Mendonça se manifestar sobre pedido da AGU para suspender afastamento do diretor da PF.

O gabinete do André Mendonça informou que foi comunicado na noite desta terça, por volta das 22h, sobre o prazo.

Até a última atualização desta reportagem, o diretor-geral da PF não tinha respondido às tentativas de contato do g1 e TV Globo.

 

 

 

RECEITA PARA ANIMAL NÃO É PARA QUALQUER PROFISSIONAL: Exercício ilegal da Medicina Veterinária agora é crime



Uma receita prescrita por quem não possui formação em Medicina Veterinária pode parecer uma solução, mas representa risco à saúde do animal e, desde junho, também pode resultar em responsabilização criminal. No Dia do Médico-Veterinário, celebrado em 9 de setembro, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte (CRMV-RN) chama a atenção para uma mudança histórica na legislação brasileira e orienta a população sobre como identificar e denunciar o exercício ilegal da profissão.

Em Natal, um caso recente envolvendo a solicitação de exames para um animal por uma pessoa sem habilitação em Medicina Veterinária chegou ao conhecimento do Conselho. A situação reforça o alerta: avaliar o animal, estabelecer diagnóstico, indicar tratamento e prescrever medicamentos são atribuições que exigem formação e habilitação profissional.

Desde junho de 2026, com a sanção da Lei nº 15.425/2026, o exercício ilegal da Medicina Veterinária passou a ser expressamente tipificado como crime no Brasil. A norma alterou o artigo 282 do Código Penal e estabeleceu pena de detenção de seis meses a dois anos para quem exercer a profissão sem autorização legal ou ultrapassar os limites de sua habilitação. A responsabilização pode ser agravada quando a prática resultar em lesão ou morte de pessoas ou animais.

O alerta não se restringe a uma categoria profissional. Qualquer pessoa que realize consultas, diagnósticos, prescrições, cirurgias, aplicação de vacinas ou outros procedimentos privativos do médico-veterinário pode responder pelo exercício ilegal da profissão. A legislação também alcança médicos-veterinários que atuem durante períodos de suspensão ou após o cancelamento do registro profissional.

“O animal não pode dizer onde dói, quais sintomas sente ou se apresentou alguma reação anterior. Por isso, a prescrição exige conhecimento específico sobre cada espécie, avaliação clínica e acompanhamento profissional. Uma conduta inadequada pode agravar o quadro, provocar intoxicação, mascarar doenças e até levar à morte”, alerta o presidente do CRMV-RN, Nirley Formiga.

A orientação do Conselho é que os responsáveis procurem sempre um médico-veterinário regularmente inscrito no CRMV. Também é importante desconfiar de diagnósticos ou tratamentos indicados sem consulta, de receitas emitidas por pessoas não habilitadas e da realização de procedimentos veterinários em locais sem estrutura adequada ou registro no Conselho.

Ao tornar o exercício ilegal um crime, a nova lei amplia a proteção contra práticas que podem colocar em risco a saúde e o bem-estar dos animais e também trazer consequências para a saúde pública. Suspeitas de atuação irregular podem ser denunciadas ao CRMV-RN pelos canais oficiais disponíveis no site www.crmvrn.gov.br.


PESQUISA MEIO/IDEIA: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% no 2º turno

 


Um levantamento realizado pelo instituto Meio/Ideia e divulgado nesta quarta-feira (9) aponta um empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República. De acordo com os dados, ambos registram 46% das intenções de voto. O percentual de eleitores que declararam votar em branco ou nulo é de 3,5%,  enquanto que 4,5% afirmaram não saber em quem votar.



Cenário de 1º Turno

Na simulação para o primeiro turno, o cenário também aponta proximidade entre os principais concorrentes: Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 38,4% das intenções de voto, mas Flávio Bolsonaro está bem próximo, com 37,3%. Em terceiro aparece Augusto Cury, com 6,6%. Renan Santos e Ronaldo Caiado somam 4,4% cada, enquanto Romeu Zema e Pablo Marçal atingem 1,5% das intenções de voto.

Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos encontram-se em situação de empate técnico também na primeira etapa do pleito.

A coleta dos dados ocorreu por meio de entrevistas telefônicas com 1.500 pessoas, realizadas entre 4 e 7 de setembro de 2026. O estudo possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07935/2026, a pesquisa teve custo de R$ 27.600, financiado pelo Canal Meio.

Com informações do Poder360


Aliados pressionam Lula a romper com Alexandre de Moraes após escândalo do Banco Master

 


Aliados próximos recomendaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que “solte a mão” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, exigindo publicamente que o magistrado solicite licença do cargo para responder às revelações sobre sua proximidade com Daniel Vorcaro. A informação é do colunista do O Globo, Lauro Jardim. Em sua coluna, ele revelou ainda que a avaliação interna na campanha governista é de que o ônus político do envolvimento de Moraes com o Banco Master acabou sendo transferido para o governo, tornando urgente uma reação institucional para reverter essa percepção.

“Até por uma questão de sobrevivência ele precisa se posicionar”, disse um aliado. O incômodo do Planalto com a situação não é recente. Em abril, durante uma reunião reservada com Moraes, o próprio Lula fez um alerta direto ao ministro sobre os riscos à sua trajetória:

“Você construiu uma biografia histórica neste país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a sua biografia”, disse Lula a Alexandre de Moraes.

Apesar da disposição inicial do presidente em demarcar distância, o cenário de atrito foi contornado após intervenções de peso nos bastidores. Na época, Lula foi procurado pelos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, que intercederam e lhe pediram para evitar ataques públicos ou medidas mais duras contra o colega de corte.

Com informações da coluna de Lauro Jardim / O Globo 

 

TCE aponta risco de prejuízo de até R$ 603,9 milhões em contratos de energia solar em municípios do RN, Tangará na lista



 


Um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) apontou indícios de irregularidades em uma ata de preços usada para contratação de serviços de implantação de sistemas de energia solar por um consórcio que abrange 37 municípios potiguares.

Segundo os auditores, o risco potencial de dano ao erário pode chegar a R$ 603,9 milhões, a depender do uso máximo permitido para adesões de outros entes públicos à mesma ata de preços.

O levantamento considera os 37 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário Potiguar (CIM Potiguar) e estima em R$ 210,3 milhões o possível sobrepreço (veja tabela abaixo) caso sejam considerados os sistemas instalados em coberturas. Para instalações em solo, a estimativa é de R$ 186,3 milhões.

No entanto, os auditores apontam que o potencial impacto pode subir para uma faixa entre R$ 579,9 milhões e R$ 603,9 milhões se o limite de adesões permitido pela legislação for utilizado. Em outras palavras, o impacto potencial se elevaria caso outros entes públicos "pegassem carona" na mesma ata de preço para fazer contratação dos mesmos serviços.

O documento ainda será analisado pelos conselheiros da Corte, que vão decidir se acolhem ou não a proposta para suspender a ata. A análise trata da Ata de Registro de Preços nº 03/2025, firmada pelo CIM Potiguar.

De acordo com o relatório da Diretoria de Controle de Infraestrutura e Meio Ambiente do TCE, há indícios de: sobrepreço; falhas de planejamento; e possível uso inadequado do sistema de registro de preços para obras e serviços de engenharia.

A empresa responsável pelos serviços previstos na ata de registro de preços é a MTEC Veredas. Foi ela quem venceu a licitação feita pelo CIM Potiguar e passou a ser a detentora da Ata de Registro de Preços.

A equipe técnica do TCE propôs a concessão de medida cautelar para suspender imediatamente a ata, impedindo novas contratações, adesões e pagamentos até o julgamento definitivo do caso.

Ao g1, o auditor André Gerab afirmou que o TCE também fiscaliza outros municípios e que novas representações podem surgir. “O Tribunal está fiscalizando outros municípios, e a tendência é que haja, no futuro próximo, novas representações”, disse.

 
O que diz o TCE

Segundo o relatório, o valor registrado na ata foi de cerca de R$ 8.117,40 por quilowatt-pico (kWp), unidade usada para medir a potência dos sistemas fotovoltaicos.

Na comparação feita pela equipe técnica, referências de mercado e outras contratações públicas analisadas apresentaram valores significativamente menores, em alguns casos próximos de R$ 2.500 por kWp.

Na avaliação dos auditores, a diferença pode chegar a cerca de 226% em relação aos parâmetros usados na fiscalização. Outro ponto questionado é o próprio modelo da contratação. Para os técnicos, informações consideradas essenciais para obras desse tipo não teriam sido definidas previamente, como:

  • local de instalação das usinas;
  • necessidade de fundações;
  • adequações elétricas;
  • intervenções civis;
  • características que influenciam diretamente o custo final.

De acordo com o TCE, parte dessas definições ficaria a cargo da empresa contratada após a formalização dos contratos, o que, segundo os auditores, pode contrariar exigências de planejamento previstas na legislação de licitações.

Por que o valor pode chegar a R$ 603,9 milhões

O relatório separa dois cenários. No primeiro, a equipe técnica estimou um potencial sobrepreço de R$ 210,3 milhões considerando os municípios integrantes do consórcio.

No segundo cenário, os auditores consideraram a possibilidade de adesão de outros entes públicos à ata — os chamados “caronas”. Nesse caso, se for usado todo o limite legal de adesões, o impacto financeiro potencial pode variar entre R$ 579,9 milhões e R$ 603,9 milhões, segundo a fiscalização.

Em entrevista ao g1, o auditor de controle externo André Gerab afirmou que a maior preocupação da equipe é a soma entre o modelo da contratação e o valor registrado. “Eu diria que é uma soma de fatores. Mas o preço em si é um fator que é chamativo”, disse.

Segundo ele, o uso da ata nesse caso chamou atenção porque envolveria um pacote amplo de serviços e obras, sem padronização suficiente para o tipo de instrumento adotado.

“O município faz uma contratação junto ao consórcio e contrata um pacote, um valor cheio de potência, em quilowatt-pico. Só que eles não sabem quantas usinas vão ser executadas, que tipo de usina vai ser executada, se vai ser uma usina no telhado, se vai ser no solo, qual é a potência dos equipamentos, se vai ser necessário fazer algum tipo de obra”, afirmou.

De acordo com o relatório do TCE, três contratos foram formalizados com base na ata analisada: dois por adesão de municípios não participantes: São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim; um do município de Serra Caiada, integrante do consórcio.

Segundo os autos, Serra Caiada informou que o contrato não chegou a ser executado.

André Gerab disse que Ceará-Mirim informou ao tribunal que formalizou o contrato, mas optou por não seguir com a execução após a repercussão do caso. Ele também afirmou que Serra Caiada teria firmado contrato, mas igualmente não seguiu adiante.

O auditor destacou, porém, que essas eram as informações disponíveis até a última atualização recebida pela equipe técnica, em maio deste ano, e que o tribunal ainda acompanha a situação.

Em resposta ao g1, a prefeitura de Ceará-Mirim disse que não executou contrato. A Prefeitura informou que aderiu à ata (nº 03/2025) para avaliar uma possível contratação, mas que o procedimento não avançou para a contratação efetiva dos serviços.

Segundo o município, não houve empenho, pagamento, instalação de equipamentos ou início dos serviços relacionados à ata. Diante dos apontamentos do TCE-RN, a administração decidiu não prosseguir com a contratação. “Considerando que o procedimento não chegou a ser executado, a Administração Municipal decidiu não prosseguir com a contratação”, afirmou a prefeitura.

O g1 também buscou contato com a prefeitura de São Gonçalo do Amarante, mas não houve resposta até a última atualização desta matéria.

O que diz o CIM Potiguar

Em nota enviada ao g1, o CIM Potiguar afirmou que, até o momento, nenhum município consorciado contratou os serviços decorrentes da Ata de Registro de Preços nº 03/2025 e que não há valores contratados ou pagos pelos municípios no âmbito do instrumento.

O consórcio também informou que a ata está suspensa e que, por isso, não estão sendo realizadas contratações ou adesões decorrentes dela.

Ainda segundo o CIM, é “prematuro emitir qualquer conclusão definitiva” sobre os apontamentos técnicos enquanto o processo ainda está em fase de instrução.

Confira a nota do CIM Potiguar na íntegra:

“Em atenção à solicitação de informações, o CIM Potiguar esclarece que, até o presente momento, nenhum município consorciado contratou os serviços decorrentes da Ata de Registro de Preços nº 03/2025, não havendo, portanto, valores contratados ou pagos pelos municípios no âmbito da referida Ata.

Esclarecemos, ainda, que a Ata de Registro de Preços nº 03/2025 encontra-se suspensa, de modo que não estão sendo realizadas contratações ou adesões decorrentes do instrumento.

Quanto aos apontamentos apresentados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), informamos que o CIM Potiguar apresentou esclarecimentos preliminares ao TCE-RN, razão pela qual entende ser prematuro emitir qualquer conclusão definitiva sobre os apontamentos técnicos enquanto o processo ainda está em fase de instrução.

Por fim, reiteramos que não houve nenhuma contratação por parte dos nossos municípios consorciados decorrente desse instrumento.”

O que diz a MTEC Veredas

g1 também procurou o Consórcio MTEC Veredas, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Nos autos, o Consórcio MTEC Veredas, detentor da ata, contestou os apontamentos da auditoria.

A empresa argumenta que o modelo de contratação é usado em outros órgãos públicos e afirma que a comparação feita pela equipe técnica não consideraria todos os custos envolvidos nos empreendimentos, como:

  • elaboração de projetos;
  • homologação junto à concessionária;
  • instalação;
  • comissionamento;
  • testes;
  • garantias operacionais.

O consórcio também questiona os parâmetros usados para estimar o sobrepreço e sustenta que os valores registrados seriam compatíveis com contratos semelhantes em outros estados.

 

Operação prende quatro suspeitos de integrar grupo criminoso no RN

 


A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN) deflagrou, nesta quarta-feira (9), uma operação para investigar e reprimir a atuação de uma organização criminosa na região Oeste do estado.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas nos municípios de MossoróBaraúna e Natal, no Rio Grande do Norte, e Icapuí, no Ceará.

Durante a operação, foram realizadas prisões e apreendidos aparelhos celulares, que serão analisados pelos investigadores. Segundo a FICCO/RN, o material poderá contribuir para o andamento das investigações.

Cerca de 50 policiais participaram da ação. A operação reuniu equipes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Federal, Polícia Penal Estadual e Polícia Militar.

A ação foi coordenada pela unidade da FICCO em Mossoró (FICCO/MOS), que atua no combate ao crime organizado na região.

A FICCO/RN é formada por integrantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal Estadual.

 

VÍDEO - CRISE INSTITUCIONAL: Waack aponta inércia do STF e alerta para desgaste do governo Lula

 



Em análise recente veiculada em seu programa, o jornalista William Waack avaliou que a crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um patamar em que a falta de capacidade de ação da Corte passa a comprometer o próprio Poder Executivo, arrastando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a crise e gerando desgastes políticos para o petista.

“O Brasil assiste de boca aberta ao espetáculo de um Supremo que parece ter perdido a capacidade de agir em qualquer direção, especialmente naquilo que a sociedade jurídica e lideranças de vários setores consideram a direção certa”, comenta Waack.

Segundo o comentarista, a direção correta exigiria que a cúpula do Judiciário examinasse com rigor os fatos envolvendo seus próprios integrantes, investigando-os e adotando as medidas legais cabíveis. No entanto, o envolvimento de nomes do tribunal na maior crise financeira da história do país, marcada por reações de ministros e pela revelação de bastidores investigativos onde autoridades e alvos de apurações se cruzam, transformou-se em um problema central para o país.

Waack destacou que a exposição de conversas e disputas de bastidor, aliada à decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, alimenta um cenário de forte instabilidade. Para o jornalista, a crise atual ultrapassa a discussão sobre ritos processuais ou acusações de métodos impróprios: a Corte falha ao demonstrar incapacidade de dar uma resposta institucional firme.

O analista concluiu apontando que, nesse contexto, articulações em favor do governo Lula ou temores da oposição sobre supostos favorecimentos jurídicos perdem o foco diante da percepção generalizada de perda de legitimidade e de contínua degradação institucional do sistema de justiça brasileiro.

 

VÍDEO: OAB-DF abre processo ético contra escritório da família de Alexandre de Moraes

 



A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF) determinou a abertura de um processo ético-disciplinar contra sócios do escritório Barci & Barci Sociedade de Advogados, associado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (8) pelo presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira, durante reunião extraordinária do Conselho Pleno destinada a debater a crise envolvendo a Suprema Corte.

O procedimento tramitará no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-DF com base em elementos revelados em um relatório da Polícia Federal (PF), divulgado no âmbito das investigações que miram o Banco Master. A apuração vai examinar possíveis infrações ao Estatuto da Advocacia e ao Código de Ética Profissional, incluindo conflito de interesses, captação indevida de clientes, condutas incompatíveis com a dignidade da profissão e eventual uso da estrutura da banca para fins ilícitos.

Durante o encontro, o presidente da OAB-DF criticou o uso da advocacia de maneira ilícita. “Advocacia não é meio para cometimento de crimes”, declarou o presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira.

Alvos e Desdobramentos

Cinco profissionais foram intimados a prestar esclarecimentos e responder ao procedimento, foram eles: Giuliana Barci de Moraes, Alexandre Barci de Moraes, Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro e comandante da banca), Ana Cláudia Consani de Moraes e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli.

A entidade também abriu um processo disciplinar idêntico contra o advogado Ciro Soares. O relatório da PF o aponta como intermediário nas comunicações entre Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A OAB-DF destacou em nota oficial que os procedimentos correm sob sigilo legal. A instituição ressaltou que a medida não antecipa juízo de culpa e que todas as garantias processuais e constitucionais dos representados serão integralmente respeitadas.

Posicionamento da Defesa

Por meio de nota oficial, o escritório Barci de Moraes criticou a medida:

“O escritório Barci de Moraes lamenta que questões já analisadas e arquivadas pela PGR sejam utilizadas em contexto eleitoral na OAB/DF. Espera que o presidente da entidade, Paulo Maurício Braz Siqueira, reveja suas declarações e faça os esclarecimentos necessários, evitando a adoção das medidas cabíveis”.

Com informações do Metrópoles

 

Luciano Hang lidera lista de bilionários do varejo no Brasil; potiguar Flávio Rocha ocupa 4º lugar no ranking

 


Luciano Hang, dono da Havan, lidera a lista de bilionários do varejo brasileiro em 2026 com um patrimônio estimado em R$ 11,9 bilhões. O levantamento da Forbes Brasil, publicado em gosto de 2026, aponta que o empresário catarinense comanda um grupo de 22 nomes do setor que, juntos, somam R$ 53,6 bilhões em riqueza. No ranking, o potiguar Flávio Rocha, do grupo Guararapes/Riachuelo aparece em quarto lugar.

A fortuna do dono da Havan é 11,9 vezes superior à dos bilionários que ocupam a base do ranking, empresários com R$ 1 bilhão cada, e representa 22,2% de todo o patrimônio acumulado pelo setor varejista.

O valor acumulado por Hang é quase duas vezes e meia maior que o de Michael Klein, herdeiro ligado às Casas Bahia e ao Grupo CB, que ocupa o segundo lugar com R$ 4,8 bilhões.

O varejo é o quinto setor com o maior número de bilionários no país, atrás apenas da indústria, finanças, investimentos e alimentos. No total, a lista geral da Forbes reúne 255 bilionários brasileiros, cujo patrimônio somado chega a R$ 1,862 trilhão. Os integrantes do varejo representam 2,88% desse montante total.

Os dados da Forbes Brasil detalham a idade, a empresa de origem, o valor do patrimônio e a área de atuação de cada um dos integrantes:

1 – Luciano Hang (Havan): R$ 11,9 bilhões | 63 anos. Fundada em 1986 em Brusque (SC), a Havan tem cerca de 200 lojas físicas e registrou faturamento líquido de R$ 13,7 bilhões em 2025.
2 – Michael Klein (Grupo CB / Casas Bahia): R$ 4,8 bilhões | 75 anos.
3 – Carlos Pires de Oliveira Dias (RD Saúde / Drogasil): R$ 3,9 bilhões | 75 anos.
4 – Flávio Gurgel Rocha (Guararapes / Riachuelo): R$ 3,7 bilhões | 68 anos.
5 – Ilson Mateus Rodrigues (Grupo Mateus): R$ 3,5 bilhões | 63 anos.
6 – Luiz Humberto “Beto” Pereira (Grupo Pereira / Fort Atacadista): R$ 3 bilhões | 47 anos.
7 – Nelson Kaufman (Vivara): R$ 2,8 bilhões | 70 anos.
8 – Antônio Carlos Pipponzi (RD Saúde / Droga Raia): R$ 2,2 bilhões | 73 anos.
9 – Estevam Duarte de Assis e família (ex-Bretas / SFA Malls): R$ 1,7 bilhão | 69 anos.
10 – José Costa (Grupo Costa / JC Distribuição): R$ 1,7 bilhão | 58 anos.
11 – Fernando Henrique Borges Trajano e irmãos (Magazine Luiza): R$ 1,5 bilhão | 50 anos.
12 – Francisco Deusmar de Queirós e família (Pague Menos): R$ 1,5 bilhão | 79 anos.
13 – Sérgio Maeoka (Nissei): R$ 1,5 bilhão | 66 anos.
14 – Paulo Sérgio Coutinho Galvão Filho (RaiaDrogasil / Klabin): R$ 1,4 bilhão | 66 anos.
15 – Lisiane Gurgel Rocha (Guararapes / Riachuelo): R$ 1,2 bilhão | 66 anos.
16 – Maria Eugênia Lafer Galvão (RaiaDrogasil / Klabin): R$ 1,2 bilhão | 63 anos.
17 – Élvio Gurgel Rocha (Guararapes / Riachuelo): R$ 1,1 bilhão | 62 anos.
18 – Anderson Lemos Birman e família (Azzas 2154 / Arezzo): R$ 1 bilhão | 72 anos.
19 – Denilson Pinheiro Rodrigues (Grupo Mateus): R$ 1 bilhão | 38 anos.
20 – Ilson Mateus Rodrigues Junior (Grupo Mateus): R$ 1 bilhão | 42 anos.
21 – Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues e família (Magazine Luiza): R$ 1 bilhão | 74 anos.
22 – Sebastião Vicente Bomfim Filho (Grupo SBF / Centauro): R$ 1 bilhão | 72 anos.

Com informações do portal NDMais

 

VÍDEO - SUSTO: Crianças são atropeladas e ficam presas embaixo de Jeep em Caicó

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