segunda-feira, 14 de setembro de 2026

“ONDE ESTÁ A GRANA?”: Vorcaro cobrou cunhado por aporte no Tayayá Resort

 


Conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro mostram o ex-dono do Banco Master cobrando informações sobre aportes no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, no Paraná. Em uma das mensagens, o banqueiro pergunta ao cunhado Fabiano Zettel: “Onde tá a grana?”.

Os diálogos, divulgados pelo jornalista Mino Pedrosa no portal Fatos On-line, citam pagamentos anteriores de R$ 20 milhões e um novo aporte de R$ 15 milhões. Zettel afirma: “Aportamos os 15. Agora falta só transferir”.

As conversas começaram em março, quando o advogado Guilherme Lippi procurou Vorcaro para tratar da transferência do fundo Arleen e se apresentou como sócio do resort. Lippi já atuou para uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli. A crise que abala o STF teve início justamente após vir à tona a relação de Toffoli com pessoas ligadas ao Caso Master.

Em agosto, diante da demora no aporte, Vorcaro aumentou o tom das cobranças. “Aquele negócio no Tayayá não foi feito?”, questionou. Depois, afirmou que a situação havia causado “um puta problema” e exigiu saber o que já havia sido realizado.

Com informações do Metrópoles

CREDIBILIDADE EM QUEDA: Desconfiança no STF dispara 10 pontos e chega a 56% em meio à crise, aponta Quaest

 


Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra que 56% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF), uma alta de dez pontos percentuais em apenas um mês, confirmando que a crise aberta pela revelação dos diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro abalou a imagem da Corte.

No levantamento anterior, realizado em agosto, a desconfiança era de 46%. Ao mesmo tempo, o percentual dos que dizem confiar muito no STD despencou de 18% para 9%. Outros 30% afirmaram confiar pouco.

A pesquisa foi realizada em meio ao confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, provocado pelas investigações do caso Banco Master e pelos registros de contatos entre ministros e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A Quaest ouviu presencialmente 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03607/2026.

Com informações do jornal O Globo

ESTATAL NO VERMELHO: Com rombo bilionário no governo Lula, greve dos Correios segue sem prazo e atinge o RN

 


A greve nacional dos trabalhadores dos Correios, iniciada na última sexta-feira (11), continua por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento. No Rio Grande do Norte, o SINTECT-RN confirmou a adesão da categoria ao movimento.

O principal impasse envolve o plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. Para tentar reduzir os impactos, a estatal acionou um plano de contingência, com remanejamento de veículos, mutirões e uso de funcionários administrativos em atividades operacionais.

Após o fracasso das negociações, os Correios levaram o caso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Uma decisão liminar determinou a manutenção de 80% do efetivo em cada unidade. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, mas um acordo ainda pode ser fechado antes.

A paralisação ocorre em meio à grave crise financeira da estatal no governo Lula. Os Correios acumulam 15 trimestres seguidos no vermelho e registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões somente no primeiro semestre de 2026. A empresa aguarda para esta terça-feira (15) a liberação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões.

Com informações do g1

 

Justiça condena Allyson por ataques a Álvaro e garante direito de resposta na TV e no rádio

 


A Justiça Eleitoral julgou parcialmente procedente a ação movida por Álvaro Dias contra Allyson Bezerra e determinou a concessão de direito de resposta no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão após considerar falsas acusações feitas contra o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte. A decisão final foi proferida pelo desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus.

A decisão mantém suspensa a propaganda intitulada “Trem da Alegria”, veiculada pela campanha de Allyson, e proíbe a repetição da imputação pessoal de nepotismo a Álvaro, além de impedir que a acusação seja atribuída ao Ministério Público.

Ao analisar o caso, a Justiça foi taxativa ao concluir que a acusação de nepotismo contra Álvaro “não corresponde à realidade probatória dos autos”. Segundo a decisão, os enquadramentos questionados decorreram de deliberações colegiadas da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa ao longo de quatro gestões distintas, entre 1995 e 2014, e não de ato pessoal de Álvaro para beneficiar parentes.

O magistrado também destacou que nem a ação do Ministério Público Estadual nem a manifestação da Procuradoria-Geral da República perante o STF atribuíram a Álvaro a prática de nepotismo. A própria defesa de Allyson reconheceu no processo que a acusação “não foi atribuída ao Ministério Público”.

Para a Justiça Eleitoral, houve utilização indevida do Ministério Público para dar respaldo à acusação. Na decisão, o desembargador afirma que “a liberdade de expressão protege o juízo de valor sobre fatos verdadeiros; não protege a invocação de uma autoridade pública para chancelar afirmação que essa autoridade nunca fez”.

Com a sentença, Álvaro terá um minuto de direito de resposta por veiculação, no mesmo espaço do horário eleitoral em que os ataques foram exibidos e em número equivalente de inserções, com cumprimento determinado em até 48 horas.

A decisão ainda mantém multa de R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento das determinações judiciais e ordena a notificação das emissoras de rádio e televisão do Rio Grande do Norte.

 

Subprocurador escolhido por Gonet para atuar nas ações do Caso Master na PGR dá aulas com Alexandre de Moraes na USP

 


O subprocurador André de Carvalho Ramos, escolhido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para atuar nas ações do Caso Master na PGR, mantém relação profissional com o ministro Alexandre de Moraes na Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com apuração do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Ramos e Moraes são professores responsáveis pela disciplina “Direito Digital: Novos desafios da Democracia, Constituição, Direitos e Desenvolvimento”, criada na USP em maio de 2026 e com 120 horas-aula. A matéria também tem como responsável o ministro do TSE André Ramos Tavares.

Ramos foi designado na sexta-feira (11) para atuar, ao lado de Gonet e do vice-PGR Hindenburgo Chateaubriand, nos processos relacionados ao Caso Master, que envolvem o banco de Daniel Vorcaro e citam Moraes.

O STF deve decidir nesta terça-feira (15/9) se autoriza a abertura de uma investigação formal sobre a relação entre Moraes e Vorcaro.

 

VÍDEO: Dois irmãos são presos suspeitos de aplicar golpes em caixas eletrônicos em Natal

 



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu dois irmãos, de 20 e 23 anos, suspeitos de integrar uma associação criminosa especializada em golpes contra usuários de caixas eletrônicos. As prisões tiveram apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, o grupo utilizava equipamentos conhecidos como “chupa-cabra” para abordar vítimas em terminais bancários. Os suspeitos instalavam os dispositivos e, quando alguém utilizava o caixa, se aproximavam para simular uma dificuldade ou oferecer ajuda. Nesse momento, faziam a troca do cartão bancário da vítima por outro.

Um dos crimes investigados ocorreu em uma agência bancária na Zona Sul de Natal. A vítima foi um turista italiano, idoso, que havia ido ao local para realizar um saque. Segundo a polícia, os criminosos conseguiram subtrair o cartão e depois realizaram compras e saques indevidos.

O prejuízo ultrapassou 6 mil euros, o equivalente a aproximadamente R$ 42 mil.

As investigações apontaram que os irmãos são de Guarabira, na Paraíba, e já teriam histórico relacionado a crimes semelhantes. Durante as diligências, os policiais descobriram que os suspeitos estavam no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Civil, os dois foram presos em flagrante enquanto tentavam aplicar o mesmo tipo de golpe em um caixa eletrônico de uma agência bancária no estado.

Após identificar a localização dos investigados, a Polícia Civil do RN solicitou apoio às autoridades do Rio de Janeiro para o cumprimento dos mandados de prisão relacionados aos crimes praticados em Natal.

Os dois irmãos permanecem à disposição da Justiça.

 Portal 98


PESQUISA VERITÁ: Flávio lidera com 50,1% no 2º turno no RN contra 49,9% de Lula

 


O Instituto Veritá aponta que, em uma possível disputa de segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) aparece na frente de Lula (PT) entre os eleitores do Rio Grande do Norte. Na simulação, Flávio aparece com 45,1% das intenções dos votos totais, contra 44,8% de Lula. Em votos válidos, excluindo brancos e nulos, o senador tem 50,1%, enquanto o petista pontua 49,9%.

A diferença está dentro da margem de erro da pesquisa, de 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos, o que caracteriza um empate técnico. Apesar de pequena, a vantagem chama a atenção porque, pela primeira vez, aponta para uma virada de Flávio sobre Lula no segundo turno no RN.

Brancos e nulos somaram 4,0% nessa simulação, e 6,1% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. O levantamento ouviu 1.220 eleitores do Rio Grande do Norte entre 7 e 12 de setembro, por iniciativa própria do Instituto Veritá. A pesquisa está registrado no TSE sob o número BR-03460/2026.

Blog do BG

Celular de Vorcaro mostra cobrança por aporte ao Tayayá: "Onde tá a grana?"

 


Conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apontam que ele cobrava informações sobre aportes financeiros no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR).

A notícia é do Metrópoles. A crise que abala o Supremo Tribunal Federal (STF) teve início após a relação do ministro Dias Toffoli com pessoas ligadas ao Caso Master vir à tona. A informação foi divulgada por Mino Pedrosa, do portal Fatos On-line.

Em uma das conversas, Vorcaro pergunta a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro: “Onde tá a grana?”. O interlocutor menciona pagamentos de R$ 20 milhões feitos anteriormente e outros R$ 15 milhões.

Os diálogos também citam Guilherme Lippi, advogado que atuou para uma empresa ligada ao minsitro Dias Toffoli.

As conversas começam em 12 de março, quando Lippi procura diretamente Vorcaro para tratar sobre a transferência do fundo Arleen, e se identifica como sócio do resort Tayayá.

Já em abril, Vorcaro manda para Lippi o contato do cunhado Fabiano Zettel, registrando a necessidade de aporte a um Fundo de Investimento em Participações.

Em 24 de maio, Vorcaro procura Zettel e o cobra por não resolver a questão do aporte no fundo. Horas depois, Zettel responde a cobrança.

Vorcaro pede que ele atenda “Saulo” para “resolver um tema”. Em 14 de agosto, a conversa fica mais incômoda com o aporte que ainda não havia sido feito. Vorcaro o questiona novamente: “Aquele negócio no Tayaya não foi feito?”.

O dono do Banco Master queria saber o que faltava para o aporte ser feito. Zettel explica: “Que ele me diga pra quem passar”.

 

 

Mario Sabino: Os chicaneiros sabem que Moraes não resistirá a uma investigação séria

 


A notícia é da coluna de Mario Sabino, do Metrópoles:

É a outra vergonha que assistimos no STF. Estou falando da chicana em torno da autorização ou não para a PF investigar Alexandre de Moraes.

Que fique claro como raio de sol entre as nuvens lançadas pela imprensa que oscila entre o colaboracionismo venal e a ingenuidade colaborativa: ao contrário do que afirmam nos seus ofícios seriais, os ministros chicaneiros não querem ter mais elementos para  embasar o seu voto.

Eles querem, isso sim, é jogar o julgamento para as calendas com um amontoado de questões inúteis, impedir a investigação de Moraes pela PF, inventar nulidades, garantir a impunidade do colega, manter o amigão de Daniel Vorcaro no tribunal — e enlamear a reputação de André Mendonça por ter tido a ousadia de enfrentar o corporativismo no tribunal.

Espera-se que a chicana diversionista não obnubile o único ponto que interessa: Moraes mentiu sobre a sua relação promíscua com Vorcaro e não consegue dar explicação a respeito de nenhuma das descobertas escandalosas feitas até o momento.

Repetir perguntas irrespondidas ajuda a manter o foco em meio à balbúrdia dos chicaneiros:

Diga aí, Moraes, o que você respondeu ao fraudador quando ele pediu a proteção do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet?

E o que você sugeriu quando ele perguntou se deveria cair fora logo? Aconselhou-o a fugir?

Vamos lá, ministro, por que você mandou as respostas às mensagens de Vorcaro em modo de exibição temporário? Nesse caso, por que não se lhe aplicaria o mesmo critério empregado por você para condenar a cabeleireira Débora dos Santos a 14 anos de prisão?

Não foi você que escreveu a respeito das mensagens apagadas por ela que “se o indivíduo tivesse convicção de sua inocência, não teria motivo para eliminar registros que poderiam confirmar sua versão dos fatos”?

Moraes, foi você que combinou com Vorcaro os “honorários” de R$ 131 milhões a ser pagos a sua mulher advogada? Por que você editou o contrato?

Como explicar a proposta de sociedade em uma empresa de aviação feita a sua mulher, ministro? Quanto aos cartões de crédito com limites de R$ 300 mil liberados por Vorcaro a seus filhos, por que ele liberou, ele liberou por quê?

Afinal de contas, quais foram os motivos para o fraudador lhe fazer uma declaração de gratidão eterna?

Os chicaneiros de Moraes sabem que ele não resistirá a um investigação séria, e é por isso que querem evitar a sua abertura a todo custo.

No julgamento de amanhã, nunca perca de vista que o embate será entre quem quer salvar o STF da autodestruição e quem está disposto a destruir o STF para salvar Moraes.

 

 

Economia sente o peso da crise institucional entre STF e Senado

 


A instabilidade política gerada pela guerra de ofícios entre ministros do Supremo Tribunal Federal e pelo impasse no Senado sobre os pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes já reverbera na economia brasileira. Analistas de mercado apontam que o aprofundamento da crise institucional eleva a percepção de risco do país, fator observado de perto por agências de rating e instituições financeiras na precificação do risco Brasil.

Segundo informações do Estadão, a pesquisa Quaest divulgada após a explosão do caso Master é vista internamente pela equipe de campanha de Lula como um golpe político, com bastidores indicando que o governo teria adotado uma reação considerada "analógica" diante da crise — ou seja, lenta e pouco assertiva em relação à velocidade dos acontecimentos no Judiciário e no Legislativo.

Esse cenário de desgaste institucional levou parte do empresariado a agir preventivamente. Nomes como Jorge Gerdau, presidente do grupo Gerdau, Luiza Trajano, do Magazine Luiza, e Cândido Bracher, ex-CEO do Itaú, assinaram uma carta de apoio às medidas adotadas pelo presidente do STF, Edson Fachin, para conter a crise. O movimento sinaliza a preocupação do setor produtivo com os efeitos práticos da disputa institucional sobre a confiança de investidores.

A carta, divulgada no domingo (13), reforça uma tendência observada em momentos de maior tensão política no país: lideranças empresariais buscam sinalizar estabilidade e apoio institucional justamente quando o risco de contágio econômico da crise política se torna mais evidente. O timing do gesto, dias antes da sessão decisiva do STF, não é considerado casual por analistas políticos.

Combinados, os fatores — racha entre ministros do Supremo, pressão de rua sobre o Senado e reação defensiva do empresariado — compõem um quadro de incerteza que já é monitorado por bancos e casas de análise como um dos principais riscos para o ambiente de negócios brasileiro no curto prazo, especialmente em um contexto de proximidade com o calendário eleitoral de 2026.

 

Mensagens mostram que Moraes tinha poder para vetar ou confirmar convidados em evento do Master: "Alexandre morre se vc fizer isso. Alias, nos mata"

 


Um post nas redes sociais do jornal Estadão mostra o nível de proximidade no relacionamento entre Alexandre de Moraes, ministro do STF; e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Para se ter uma ideia, era Moraes quem, por exemplo, definia os rumos dos eventos patrocinados pelo Master.

Um dos momentos mais polêmicos, o post cita que Vorcaro negou uma sugestão de colocar o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, como um dos moderadores de um evento onde Moraes estaria. 

"Alexandre morre se vc fizer isso. Alias, nos mata", disse o ex-banqueiro. "Ele manda colocar tornozeleira", responde a funcionária de Vorcaro, Ana Matos, que seria responsável pelo marketing do banco. 

Em outro momento, Moraes teria ficado "desagradado" de ter Tarcísio de Freitas como destaque de um evento. "Ana. Alexandre reclamou MUITO do evento. Muito. Que tá desorganizado. Ninguém sabe nada. Que colocamos Tarcísio em destaque", disse Moraes para ela.

Por fim, Ana relata ainda que Viviane Barci teria alterado pontos importantes do evento, agindo quase como organizador da situação. 

"Passei o dia aqui com Vivi Moraes e o ministro fechando o programa do evento. Eles alteraram bastante coisa mas está ficando bom", disse Ana. 

 

“ONDE ESTÁ A GRANA?”: Vorcaro cobrou cunhado por aporte no Tayayá Resort

  Conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro mostram o ex-dono do Banco Master cobrando informações sobre aportes no Tayayá Resort, ...