O RN fechou 2025 com 49,65% da população adulta com
alguma dívida em atraso. São cerca de 1,24 milhão de potiguares endividados,
100 mil a mais que em 2024, segundo o Mapa da Inadimplência do Brasil, da
Serasa. O ritmo de crescimento supera a média nacional e coloca o estado como
destaque negativo na região Nordeste.
O impacto pesa no bolso das famílias. O fim do ano
concentra gastos obrigatórios – impostos, material escolar e reajustes de
serviços – que acabam apertando ainda mais quem já sofre para fechar as contas.
A situação deixa claro que planejamento financeiro continua sendo luxo para
muitos potiguares.
O levantamento detalha a origem das dívidas: bancos
e cartões de crédito respondem por 26,1% dos débitos, contas básicas como água,
luz e gás somam 22,1%, e financeiras representam 19,6%. A dívida média chega a
R$ 1.593,27, valor suficiente para complicar a vida de quem não tem margem no
orçamento.
O cenário potiguar acompanha a tendência nacional,
que bateu recorde histórico em dezembro: 81,2 milhões de brasileiros com o nome
sujo.
O perfil mais afetado é de 41 a 60 anos, seguido
pelos de 26 a 40 anos, idosos acima de 60 e jovens entre 18 e 25 anos. Ou seja,
não poupa ninguém: a inadimplência é quase que uma epidemia que varre todas as
idades.










