Fonte ligada aos bastidores da política
local classifica como fabricada a tese de “barco sendo abandonado” na Câmara
Municipal de São José do Campestre
Uma publicação que circulou nas redes e em blogs da
região, sugerindo que as vereadoras Monique Andrade e Valéria Nunes teriam
“mudado de lado” e rompido um suposto acordo da oposição pela presidência da
Câmara, está sendo duramente contestada. Segundo uma fonte ouvida pelo Agreste
Potiguar Online, a narrativa não corresponde à realidade.
“Isso é fabricação”
De acordo com a fonte, que pediu para não ser
identificada e conhece de perto as articulações do Legislativo municipal, a
história da “ruptura” foi construída para criar um fato político onde ele não
existe. O objetivo, segundo ela, é dar visibilidade a um grupo de oposição que
enfrentaria dificuldade para pautar o debate público com propostas concretas.
A fonte afirma que a oposição tenta, a todo custo,
plantar inverdades e criar versões para ludibriar a opinião pública. Em vez de
apresentar resultados, o grupo recorreria à insinuação e à especulação sobre
bastidores.
O texto que gerou a polêmica
A publicação original sustenta que Monique Andrade e
Valéria Nunes, após dois anos alinhadas à oposição, estariam agora ao lado da
administração do prefeito Eribaldo Lima. Sustenta também que um suposto acordo,
que garantiria a futura presidência da Casa a Luciano Alves e Welton Borges,
teria sido quebrado. O texto fala ainda em “elevados índices de desaprovação”
da gestão municipal, sem apresentar pesquisa ou dado que o comprove.
Perguntas que ficam sem resposta
- Onde
está a prova do tal acordo? Nenhum documento,
ata ou declaração pública das partes foi apresentado.
- Quem
afirma que houve mudança de alinhamento?
- Que
dado sustenta a “desaprovação popular”?
Uma matéria que traz mais perguntas retóricas do que
fatos, argumenta a fonte, aproxima-se mais de panfleto político do que de
jornalismo.
Quem se beneficia do ruído?
Para a fonte, quem mais ganha com a confusão é quem
precisa dela para existir politicamente. A leitura é que, sem pautas capazes de
mobilizar a população, resta fabricar crises e rachaduras alheias.
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