A falta de policiais penais na Penitenciária
Estadual de Alcaçuz tem levado presos que trabalham na unidade a receber as
chaves das celas para trancar outros detentos. A situação é classificada pela
Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) como “alarmante” em um
relatório da direção do presídio referente ao mês de agosto de 2026.
O documento revelado por reportagem
da Tribuna do Norte publicada neste sábado (26) diz que o déficit
de efetivo também provocou a desativação de postos de vigilância, falhas no
monitoramento por câmeras e redução das rondas no perímetro.
Em um dos setores, foi registrado apenas um policial
penal para 315 presos.
O relatório aponta ainda tentativas e indícios de
preparação para fugas, incluindo abertura no teto de uma cela, cordas
artesanais e danos na estrutura.
Desde maio, 17 presos fugiram de unidades do
Complexo Penal de Alcaçuz.
A direção recomenda a recomposição imediata do
efetivo para impedir a entrega de chaves a internos e retomar a exclusividade
do poder de polícia aos agentes.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap)
afirmou que não comenta questões de segurança das unidades, mas declarou que
Alcaçuz “se mantém sob controle, com segurança e disciplina”. A pasta informou
ainda que a unidade passou por uma revista estrutural nesta semana, durante a
Operação MUTE, sem apreensão de celulares ou outros aparelhos de comunicação.
Leia a íntegra da nota da Seap
“A Polícia Penal não comenta questões
relacionadas à segurança das unidades prisionais. A Secretaria de Estado da
Administração Penitenciária informa, no entanto, que a Penitenciária Estadual
de Alcaçuz se mantém sob controle, com segurança e disciplina.
Nesta semana, a unidade foi incluída na
Operação MUTE, ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais
(Senappen), com a realização de revista estrutural. Durante a operação, não
foram localizados celulares ou outros aparelhos de comunicação no interior do
presídio.”
Com informações de Tribuna do Norte