sábado, 14 de fevereiro de 2026

Motorista cochila ao volante e caminhão desce ribanceira na BR-304, no RN

 


Um caminhão baú carregado de cadeiras saiu da pista e desceu uma ribanceira na madrugada deste sábado (14), por volta das 3h, na BR-304, em um trecho próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal, no Rio Grande do Norte.

De acordo com informações repassadas no local, o motorista havia saído do Ceará com destino ao RN quando perdeu o controle da direção. Ele relatou que teria cochilado ao volante momentos antes do acidente.

O veículo acabou saindo da pista e descendo a ribanceira às margens da rodovia. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Foram registrados apenas danos materiais.

A ocorrência foi atendida pela Polícia Rodoviária Federal, que realizou os procedimentos necessários no local.

 

Ricardo Noblat: Toffoli deveria antecipar sua aposentadoria do STF

 


Dias Toffoli tem 58 anos e, pela regra, teria mais 16 de Supremo pela frente. Mas o que se desenha não é uma trajetória de força, e sim uma agonia pública.

Atropelado por denúncias que o ligam ao Banco Master, o ministro saiu da relatoria “fraquinho, fraquinho”. E na política, quem enfraquece assim raramente recupera o brilho.

O melhor para Toffoli — e para o Supremo — seria antecipar a aposentadoria. Não é pré-julgamento, é realismo.

No Congresso, o Centrão e a extrema-direita se movimentam. Não por amor ao ministro, mas por pavor da Polícia Federal.

Até Flávio Bolsonaro mantém um silêncio obsequioso. Toffoli pode tentar se segurar na cadeira, mas a história ensina que, quando a toga se emporcalha, a saída mais digna é a antecipada.

Ricardo Noblat - Metrópoles

Diretor da PF foi a evento em Londres patrocinado pelo Master

 


No pedido de sua suspeição contra o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), a Polícia Federal cita uma participação do ministro no evento 10 Fórum Jurídico – Brasil de Ideias. Foi realizado de 24 a 26 de abril de 2024 em Londres e patrocinado pelo Banco Master de Daniel Vorcaro. No entanto, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também participou. Leia a íntegra da programação.

O Poder360 procurou a assessoria de imprensa da PF para perguntar quem pagou pela hospedagem e pelas passagens do diretor-geral para Londres. Também questionou se Andrei Rodrigues pretende também declarar sua suspeição no caso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

Segundo a apuração deste jornal digital, a participação de Toffoli no evento financiado por Vorcaro, considerado pela PF como líder de um esquema de fraude no sistema financeiro, foi um dos eixos de arguição de suspeição contra o então relator do inquérito. Para os investigadores, a participação indica uma possível relação de proximidade de Toffoli com Vorcaro.

A argumentação não menciona que outras autoridades dos Três Poderes participaram do evento, como o ministro Alexandre de Moraes e Andrei. O diretor-geral da PF ficou hospedado no hotel 5 estrelas The Peninsula London Hotel. No site do hotel, uma diária custa a partir de cerca de R$ 6.800 em uma consulta para os dias 24 a 26 de abril de 2026.

O pedido de suspeição de Toffoli consta em relatório de 200 páginas da PF enviado e levado pessoalmente por Andrei ao presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, em 10 de fevereiro. O relatório foi tema de uma reunião fechada entre os 10 ministros na 5ª feira (12.fev.2026), que culminou na publicação de nota pública em que a Corte rechaça a arguição de suspeição e o ministro Toffoli saiu da relatoria do caso. No mesmo dia, o inquérito foi redistribuído para André Mendonça.

ARGUMENTOS DA PF PARA SUSPEIÇÃO

O relatório de cerca de 200 páginas preparado pela Polícia Federal sobre o ministro Dias Toffoli tinha 4 capítulos e o seu inteiro teor não foi divulgado.

O que se sabe é que o documento, considerado inepto pelo STF, tem 4 pontos:

Tayaya – a PF fala de uma relação de um investidor ligado a Vorcaro (fundador do Banco Master) que foi acionista de 2021 a fevereiro de 2025 do resort Tayaya, que pertence à família do magistrado (inclusive a ele próprio). Toffoli diz nunca ter recebido dinheiro diretamente de Vorcaro e que todas as transações sobre o resort estão registradas na Receita Federal;

ex-mulher do ministro – a advogada Roberta Rangel, ex-mulher de Toffoli, trabalhou no escritório de Walfrido Warde, que teve Vorcaro como cliente. Roberta esteve no escritório de 2021 a 2023, ou seja, 2 anos antes de explodir o escândalo das fraudes que o Banco Central encontrou no Master;

processo no STF – há uma troca de mensagens de texto em que o ministro aparece como um possível aliado de Vorcaro numa causa no Supremo. Ocorre que, no final, Toffoli votou de maneira diversa ao que desejava o banqueiro do Master;

eventos – a PF vê uma possível intimidade de Toffoli com Vorcaro pelo fato de o ministro ter participado de eventos patrocinados pelo Banco Master.

ENTENDAToffoli era o relator de uma das apurações relacionadas ao Master no STF, que trata principalmente da tentativa de compra da instituição pelo BRB (Banco de Brasília). O caso chegou ao Supremo por envolver autoridades com prerrogativa de foro: na operação Compliance Zero, que investiga o Master, foi encontrado pela Polícia Federal um envelope com o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) em um endereço ligado a Vorcaro.

A relatoria do ministro foi marcada por rumores e críticas.

Em 29 de novembro de 2025, Toffoli viajou de jatinho para Lima, no Peru, para ver a final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo. O dono do avião é o empresário Luiz Osvaldo Pastore, que convidou também o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo e o advogado Augusto de Arruda Botelho, que integra a defesa de um dos diretores do Master. Todos são palmeirenses.

Botelho defende Luiz Antonio Bull, que foi diretor de Compliance do Master e preso na operação Compliance Zero. A divulgação do fato provocou pressão pela implementação de um código de conduta no poder Judiciário. O advogado disse em dezembro que não é funcionário público e que viajou como torcedor do clube para o qual ele torce.

Em 2 de dezembro do ano passado, Toffoli decretou sigilo sobre o pedido da defesa de Vorcaro para reconhecer a Justiça Federal como incompetente para lidar com o seu caso. O magistrado determinou o nível máximo de restrição após a divulgação de que a Corte havia recebido o pedido.

Toffoli ainda determinou que todas as novas diligências da operação Compliance Zero contra o Master sejam previamente autorizadas pelo STF. Entendeu que a investigação pode envolver pessoas com foro privilegiado e, por isso, não poderia mais ser conduzida exclusivamente pela Justiça Federal. Leia a íntegra do despacho. "Qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior", afirmou.

Além disso, rumores do possível envolvimento da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, na venda do Master ao BRB ganharam força em razão da sua contratação pelo banco. Seus honorários seriam de R$ 3.646.529,77 por mês, por 36 meses. O total somado é de R$ 131.275.071,72 ao final da prestação de serviços. Essas informações foram divulgadas inicialmente pela jornalista Malu Gaspar e nunca contestadas.

O contrato entre Viviane Barci e o Master nunca foi divulgado na íntegra.

Poder 360

 

 

Toffoli ganhou R$ 8 milhões como servidor em 20 anos, mas foi sócio de resort de luxo

 


De onde veio o dinheiro do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investir em resorts avaliados em mais de R$ 400 milhões, com um irmão padre e um irmão engenheiro, após ter ficado as últimas duas décadas sujeito ao teto constitucional, atualmente de R$ 46 mil? A indagação é feita País afora e reforçada pelo advogado Edgard Hermelino Leite Junior, com experiência em grandes processos do setor financeiro. Desde 2007, Toffoli auferiu cerca de R$ 8 milhões, da remuneração oficial com base no limite fixado na Constituição.

“Quando um empreendimento imobiliário-hoteleiro de grande porte surge formalmente vinculado a uma empresa de capital modesto, composta por sócios sem histórico empresarial compatível com investimentos milionários, a pergunta não é política, nem ideológica. De onde veio o dinheiro?”, indagou o advogado à Coluna do Estadão. E acrescentou:

“A pergunta não ofende. O que ofende é fingir que ela não existe. Quanto maior o cargo de uma autoridade, maior o dever de prestar contas. A Constituição é clara: todos são iguais perante a lei. Não há cláusula de exceção para ministros. Quem julga deve aceitar ser escrutinado com o mesmo rigor que aplica aos demais”.

De 2007 a 2009, Toffoli foi advogado-geral da União. Desde então, ocupa o cargo de ministro do Supremo. Nessas duas décadas, Toffoli tem salários submetidos ao teto constitucional. Esse montante somado no período, que considera apenas o pagamento do teto, equivale a cerca de R$ 8 milhões de remuneração, em valores nominais, segundo um levantamento da Coluna em dados públicos.

Na prática, o ministro pode ter recebido um pouco mais, porque nesse período houve pagamentos de verbas extra-teto, como férias e outros auxílios. Mas nada que signifique cifras milionárias.

Em 2007, o teto era de R$ 24,5 mil mensais, ou R$ 294 mil por ano. O valor foi subindo ao longo dos anos. Passou, por exemplo, para R$ 33,7 mil em 2015 (R$ 404 mil anuais) e R$ 46,3 mil em 2025 (R$ 555 mil anuais), quantia ainda em vigor.

Resorts ligados a Toffoli são avaliados em mais de R$ 400 milhões

Como informou o Estadão, os dois resorts da rede Tayayá, localizados no Paraná, que tinham entre os sócios uma empresa do ministro de Toffoli, são avaliados em mais de R$ 400 milhões.

A relação financeira entre Toffoli e Vorcaro passa pelo resort Tayayá. A Maridt, empresa do ministro, vendeu metade de sua participação societária de R$ 6,6 milhões na incorporadora e na administradora do hotel para o fundo Arleen que, como revelou o Estadão, tinha o pastor Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, como único sócio.

Essa cifra de R$ 3,3 milhões foi usada pelo fundo para comprar sua parte do controle da empresa junto a outros sócios. Mas o Arleen não comprou só essa participação. Adquiriu também uma parte do empreendimento. E declarou em suas demonstrações financeiras ter investido R$ 20 milhões no Tayayá.

Ministro admitiu ser sócio anônimo de empresa

Nessa quinta-feira, 12, o magistrado deixou a relatoria do caso Master na Corte, horas após ter admitido ser sócio anônimo da Maridt. O fundo e a família Toffoli foram sócios das duas empresas até 2025. Nos bastidores, tem dito aos pares que acumulou renda quando foi advogado, na iniciativa privada.

Entre os meses de fevereiro e julho do ano passado, os irmãos e o primo do ministro e o fundo de investimentos se retiraram da sociedade para vender suas participações nas empresas ao advogado Paulo Humberto Barbosa. Hoje, ele é o único sócio e dono do empreendimento. Mesmo sem participação direta no resort, o ministro ainda frequenta o Tayayá.

A sede da Maridt é a residência do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro. Uma casa de 130 metros quadrados cuja pintura e o piso estão desgastados pelo tempo sem manutenção.

Foi lá que a mulher de José Eugênio, Cássia Pires Toffoli, recebeu a reportagem do Estadão e disse: “Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa!”. Ela negou saber qualquer informação da Maridt.

Estadão

 

67% dos brasileiros dizem que não se beneficiaram pela nova isenção do Imposto de Renda, diz pesquisa Quaest

 


Mesmo após a entrada em vigor da nova isenção do Imposto de Renda, a maioria dos brasileiros afirma não ter sentido efeito no bolso. Pesquisa da Quaest mostra que 67% dizem não ter sido beneficiados, nem pessoalmente nem na renda familiar, pela medida que isenta salários de até R$ 5.000 mensais.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre 5 e 9 de fevereiro. Apenas 30% afirmaram ter recebido algum benefício, enquanto 3% não souberam responder.

Entre os que disseram ter sido beneficiados, 50% afirmam não ter percebido mudança na renda. Outros 32% relataram impacto pequeno e só 15% disseram ter notado aumento relevante. O restante não soube avaliar.

O recorte político mostra diferenças claras. Entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% afirmaram ter sido beneficiados. O índice é semelhante entre eleitores da esquerda não lulista (43%). Já entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, apenas 12% relataram algum ganho. Na direita não bolsonarista, o percentual foi de 26%, e entre independentes, 29%.

A nova regra isenta do IR quem recebe até R$ 5.000 por mês (R$ 60 mil ao ano) e prevê descontos graduais para rendas de até R$ 7.350. Antes da mudança, a expectativa do governo era de um acréscimo mensal de até R$ 312,89 para quem estava no teto da isenção.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

 

Senadores do PP dizem que não foram consultados sobre nota da Federação União Progressista em apoio a Toffoli

 


A bancada do Progressistas no Senado negou ter participado da elaboração da nota da Federação União Progressista que saiu em defesa do ministro Dias Toffoli.

Em publicação nas redes sociais, a senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, afirmou que o posicionamento não foi discutido previamente com os senadores e, por isso, não representa a bancada.

Segundo a nota, não houve anuência dos parlamentares do PP no Senado para a manifestação divulgada pela federação formada por União Brasil e Progressistas.

A nota também foi assinata pelos senadores Dr. Hiran, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinze e Margareth Buzetti.

Na sexta-feira (13), a federação divulgou nota em defesa de Toffoli após ele deixar a relatoria do inquérito que apura fraudes no Banco Master. O texto criticou “narrativas” contra o ministro e foi assinado por Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e por Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.

 

CASO MASTER: Nota do STF ‘choca o país’ e ‘aprofunda a degradação institucional brasileira’, diz Transparência Internacional

 


A reação da Transparência Internacional Brasil à nota do Supremo Tribunal Federal foi dura. A entidade afirmou que o posicionamento da Corte ao descartar a suspeição do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master “choca o país” e aprofunda a degradação institucional brasileira.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a ONG afirmou que o problema deixou de ser pontual e passou a contaminar todo o sistema de Justiça. Segundo a entidade, a postura do STF também deve causar impacto negativo na percepção internacional sobre o Brasil.

A Transparência Internacional citou o fato de Toffoli ter admitido participação societária no Resort Tayayá, posteriormente vendido a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Toffoli deixou a relatoria do caso nesta semana. Após reunião interna, ministros do STF divulgaram nota conjunta em apoio ao colega, afirmando que não havia motivo para declarar suspeição e reconhecendo a validade de todos os atos praticados por ele no processo.

A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou conversas entre Toffoli e Vorcaro no celular do banqueiro. Conforme revelou o UOL, o diretor-geral da PF, Andrei Passos, levou novos pedidos de investigação ao presidente do STF, Edson Fachin.

Leia a íntegra da nota abaixo:

Ontem, a nota do STF aprofundou, diante do país e do mundo, a degradação institucional brasileira.

O que começou como a degradação moral de alguns ministros transformou-se em metástase que hoje contamina o tribunal e todo o sistema de Justiça.

A decisão anunciada ontem expôs um STF agora unido em dar mais um largo passo no caminho já trilhado: o da submissão da Constituição a interesses corporativistas e privados. O tribunal já havia derrubado dispositivo legal aprovado pelo Congresso que impedia juízes de atuar em casos envolvendo escritórios de parentes. O Parlamento eleito viu impedimento; o STF viu discriminação contra seus familiares. No conflito entre o interesse constitucional e o interesse dos ministros, venceram os ministros.

Agora, a nota choca o país — e chocará a comunidade internacional — ao afirmar inexistir impedimento ou suspeição na relatoria do ministro Dias Toffoli no caso Master. Um juiz presidindo investigação que, se conduzida com técnica, independência e legalidade, deverá alcançar sua família e, muito provavelmente, ele próprio.

Há semanas, a imprensa revelou negócios altamente suspeitos envolvendo fundo registrado em endereço de fachada, controladores sem respaldo patrimonial e beneficiário final oculto — tudo isso ligando irmãos do juiz a parente do investigado. No dia da própria nota, o ministro relator admitiu que ele também é sócio — até então oculto — do negócio. Apesar disso, o Supremo comunica ao país que não há qualquer suspeição.

Não há suspeição, mas, politicamente, decidiram que a solução mais conveniente seria afastar o relator e publicar um desagravo.

Com isso, o STF promoveu um rebaixamento abissal dos critérios de suspeição aplicáveis a todos os juízes do Brasil — e, junto, flexibilizou o princípio da indeclinabilidade, agora condicionado à conveniência política. São as novas diretrizes para as escolas da magistratura e para as faculdades de direito. Em nome de “altos interesses institucionais”.

A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia. Em pleno ano eleitoral, o Supremo alimenta feras, estimula o extremismo autoritário e dá razão a quem despreza a razão.

A minoria de ministros que ainda preserva a estatura moral de juízes constitucionais, ao assinar a nota, deu sinais inequívocos de que está subjugada. O resgate da instituição terá de vir de forças democráticas dos outros Poderes e, sobretudo, da sociedade.

O Brasil precisa se unir na defesa da Justiça e da democracia.

 

PT demonstra cautela com nova relatoria de André Mendonça no caso Master

 


Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam que o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, tem adotado postura técnica e discreta no tribunal. Apesar disso, integrantes da sigla demonstram preocupação com o impacto político das investigações em ano eleitoral, especialmente pelo fato de Mendonça ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação é do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles. Nos bastidores, petistas afirmam temer que eventuais desdobramentos do inquérito possam atingir nomes relevantes do cenário político e que o novo relator adote uma linha mais cautelosa em relação a figuras ligadas à direita. A leitura dentro do partido é de que o caso pode envolver lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira, além de outros dirigentes partidários com influência no Congresso.

A expectativa no PT é que o andamento das investigações avance nos próximos meses, principalmente após a troca de relatoria que tirou o ministro Dias Toffoli do caso. O processo é considerado sensível dentro do ambiente político, já que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos.

Na sexta-feira (13), Mendonça e integrantes de seu gabinete se reuniram, de forma remota, com membros da Polícia Federal para discutir os próximos passos do inquérito. A reunião teve como objetivo alinhar procedimentos e atualizar o novo relator sobre o estágio atual das apurações, que seguem sob sigilo.

 

Embriaguez ao volante: CPRE prende três pessoas em Extremoz

 


A embriaguez ao volante resultou na prisão de mais três condutores na noite dessa sexta-feira (14), no município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. A ação foi realizada pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte, por meio do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) e do Batalhão Rodoviário, durante fiscalizações de rotina.

Entre os detidos está um motorista de transporte por aplicativo, de 31 anos, que trabalhava no momento da abordagem. Além disso, os policiais constataram que ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ao realizarem o teste de alcoolemia, o aparelho registrou 0,68 mg/l, índice superior ao limite que configura crime de trânsito conforme a legislação vigente.

Embriaguez ao volante preocupa autoridades

Outros dois motoristas também receberam voz de prisão após os agentes confirmarem a ingestão de álcool. Em seguida, as equipes encaminharam os três condutores à Central de Flagrantes para os procedimentos legais. Conforme informou a corporação, as abordagens ocorreram dentro das ações de fiscalização intensificadas na região.

Somente nas últimas 24 horas, sete pessoas foram presas em Extremoz por embriaguez ao volante. Dessa forma, a PMRN reforça o enfrentamento à combinação entre álcool e direção, considerada uma das principais causas de acidentes graves. Por outro lado, a corporação destaca que as blitzen têm caráter preventivo e visam proteger motoristas, passageiros e pedestres.

A Polícia Militar segue ampliando as operações nas rodovias estaduais. Além disso, o CPRE mantém equipes mobilizadas para atuar principalmente em períodos de maior fluxo de veículos. Assim, a instituição busca reduzir ocorrências e preservar vidas.

 

Polícia Civil intensifica ações preventivas no interior e realiza 70 prisões durante a Operação Carnaval Seguro 2026

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizou, entre os dias 09 e 12 de fevereiro de 2026, a Operação Carnaval Seguro 2026, com foco no reforço das ações preventivas e repressivas durante o período carnavalesco nas cidades do interior do estado.

Ao todo, foram registradas 70 prisões, resultado do trabalho investigativo e operacional das equipes policiais. A média de idade dos presos é de 29 anos, demonstrando a atuação direta no enfrentamento à criminalidade que impacta a segurança da população.

Do total de prisões, 50 ocorreram em cumprimento de mandados judiciais e 20 em flagrante delito, evidenciando tanto o trabalho investigativo contínuo quanto a pronta resposta das equipes em situações emergenciais.

As ações ocorreram nos municípios de Mossoró, Caicó, Macau, Luís Gomes, Alexandria, Pendências, Parelhas, Apodi, São Miguel, Viçosa, Paraná, Guamaré, Ipanguaçu, Alto do Rodrigues, Caiçara do Norte, Lajes, Currais Novos, Tangará, Santa Cruz, Goianinha, Nísia Floresta e Natal, além de desdobramentos que resultaram em prisões nas cidades de Catolé do Rocha/PB, Sobral/CE, Peçanha/MG e Carapicuíba/SP.

A Operação Carnaval Seguro 2026 reforça o compromisso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte com a prevenção da criminalidade e a garantia de um período carnavalesco mais seguro para a população, especialmente nas regiões do interior do estado.

 

Homem é preso suspeito por duplo homicídio no interior do RN

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta sexta-feira (13), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 48 anos, suspeito pela prática do crime de duplo homicídio ocorrido no dia 06 de fevereiro de 2026, no município de Paraná/RN.

De acordo com as investigações, o suspeito teria invadido uma residência localizada na zona rural do município com o objetivo de matar sua ex-esposa e o atual companheiro dela, proprietário do imóvel. As vítimas foram identificadas como José Wagner da Silva e Maria Elinete Duarte. Na ocasião, ele desferiu diversos golpes de faca contra ambos, que não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

Diante dos elementos colhidos, a equipe policial realizou diligências para localizar o suspeito. Nesta sexta-feira, ele se apresentou espontaneamente na delegacia, acompanhado por advogado, exercendo seu direito constitucional de permanecer em silêncio.

O homem passou pelos procedimentos legais e, em seguida, foi encaminhado para o sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

 

Motorista cochila ao volante e caminhão desce ribanceira na BR-304, no RN

  Um caminhão baú carregado de cadeiras saiu da pista e desceu uma ribanceira na madrugada deste sábado (14), por volta das 3h, na BR-304, e...