A Justiça do Rio Grande do Norte decidiu levar a
júri popular os quatro homens acusados de matar o ex-prefeito de São Pedro,
Miguel Cabral Nasser, e de tentar matar outras duas pessoas durante o ataque
ocorrido no Largo do Atheneu, em Natal. A decisão é da 2ª Vara Criminal da
Comarca de Natal e também mantém a prisão preventiva dos réus.
Serão julgados pelo Tribunal do Júri Idcarlos de
Souza Costa, Jacksonrubens Gomes Nascimento, José William Oliveira da Silva e
Júlio César Melo de Souza.
Na decisão, o juiz entendeu que existem provas e
indícios suficientes para que os acusados sejam submetidos ao julgamento
popular. Também considerou que eles devem continuar presos devido à gravidade
do crime e ao risco de fuga.
Segundo o magistrado, após o crime alguns dos
investigados deixaram o Rio Grande do Norte e foram localizados em estados como
Pernambuco e Ceará, fator que reforçou a necessidade de manter as prisões.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o
crime aconteceu no dia 3 de fevereiro de 2025, por volta das 18h30, na calçada
da Banca Atheneu, na Avenida Campos Sales, no bairro de Petrópolis, Zona Leste
de Natal. Segundo a investigação, os quatro acusados agiram de forma coordenada
e fizeram vários disparos de arma de fogo contra Miguel Cabral Nasser. O
ex-prefeito morreu no local e outras duas pessoas ficaram feridas.
Ainda conforme a denúncia, o crime teria sido
motivado por uma disputa entre facções criminosas. Os investigadores apontam
que o ataque foi planejado e realizado de forma a dificultar qualquer reação
das vítimas. A investigação reuniu laudos periciais, imagens de câmeras de
segurança, registros de GPS do veículo utilizado na fuga e exames realizados
pela perícia.
Na decisão, o juiz destacou que um dos acusados
confessou ter feito os primeiros disparos. Segundo o magistrado, essa versão é
compatível com as imagens registradas pelas câmeras de segurança da região, que
mostram um homem se aproximando da vítima por trás antes de iniciar os tiros.
Além da confissão, a Justiça considerou outros
elementos reunidos durante a investigação, como exames periciais, imagens de
estabelecimentos comerciais e dados de localização do veículo usado na fuga.
Com a decisão, o processo segue para julgamento pelo
Tribunal do Júri, que será responsável por decidir se os acusados são culpados
ou inocentes pelos crimes.