quinta-feira, 30 de abril de 2026

Rodoviária de Natal registra aumento no fluxo para o feriado do Dia do Trabalhador

 


A movimentação no Terminal Rodoviário de Passageiros de Natal começou a se intensificar no início da tarde desta quinta-feira 30, véspera do feriado do Dia do Trabalhador. De acordo com a Associação das Empresas de Transporte Intermunicipais (Transpasse), cidades como Caicó, Pau dos Ferros, Macau e Mossoró estão entre os destinos mais procurados neste período. A expectativa do setor é de crescimento na demanda em relação ao ano passado.

Segundo o representante da entidade, Wellington Oliveira, a projeção inicial era de aumento de 6,5% na emissão de passagens até a próxima segunda-feira, mas a procura registrada desde a última terça 28 levou a uma revisão para 8,5%. “Diante da demanda e da procura que tivemos nos últimos dias, fizemos uma prospecção de crescimento de 8,5% para o feriado do Dia do Trabalhador em 2026”, afirmou em entrevista à TV Tropical.

Com o feriado caindo em uma sexta-feira, a tendência é que muitos trabalhadores aproveitem o fim de semana prolongado para viajar. A expectativa é de maior fluxo a partir do fim do expediente desta quinta-feira e também na manhã de sexta.

Para atender à demanda, as empresas vão disponibilizar 42 ônibus extras entre sexta-feira 1º e domingo 3, além de reforço no retorno previsto para a segunda-feira 4. No ano passado, mesmo com ponto facultativo, cerca de 21.652 passageiros embarcaram no terminal durante o mesmo período.

A orientação é que os passageiros se antecipem na compra das passagens. Segundo Wellington Oliveira, fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal e Estadual têm restringido o transporte de passageiros em pé em viagens mais longas. Ainda segundo ele, quem deixa para embarcar em paradas ao longo do trajeto pode não encontrar vagas disponíveis, especialmente em linhas mais procuradas para o interior do estado.

“Destinos de longas quilometragens, como Paulo dos Ferros, Caicó, não podemos colocar passageiros em pé. Então, o passageiro tem que procurar o terminal rodoviário e fazer a aquisição do seu bilhete com segurança”, completou.

 

O que acontece agora após a derruba veto da Dosimetria: Entenda

 


Após a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria pelo Congresso Nacional, o texto aprovado pelos parlamentares passa a valer oficialmente após a promulgação pelo próprio Congresso.

Na prática, isso significa que:

  • A decisão do presidente Lula de vetar o projeto foi anulada;
  • O trecho vetado é reintegrado à lei;
  • O Congresso promulga a nova regra, normalmente nos próximos dias;
  • A medida entra em vigor conforme o prazo previsto no texto da lei.

O chamado “PL da Dosimetria” altera regras relacionadas à aplicação e cálculo de penas no sistema penal, especialmente sobre como juízes devem definir a dosimetria das condenações. Defensores da proposta afirmam que ela traz mais rigidez e limita interpretações consideradas brandas. Já críticos apontam possível aumento do encarceramento e redução da autonomia dos magistrados.

Com a derrubada do veto:

  • tribunais e juízes terão de seguir a nova redação aprovada;
  • advogados e Ministério Público poderão usar a nova lei em processos;
  • alguns casos poderão gerar revisões ou debates jurídicos sobre aplicação retroativa.

Agora, a expectativa é de:

  • promulgação oficial do texto;
  • publicação no Diário Oficial;
  • possível judicialização no Supremo Tribunal Federal, caso partidos ou entidades questionem a constitucionalidade da medida.

 

Operação Aurum prende suspeito de roubo de R$ 2,5 milhões em joias no centro de Mossoró

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira (30), a “Operação Aurum” para cumprir mandados ligados a um roubo milionário em Mossoró.

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de participar do roubo de cerca de R$ 2,5 milhões em joias, crime ocorrido em novembro de 2025, no centro da cidade.

Durante a ação, um homem de 31 anos foi preso em um condomínio. Ele estava armado e tentou se livrar de uma pistola 9 mm e do celular ao perceber a chegada da polícia, mas os itens foram encontrados e apreendidos. Além da prisão preventiva, ele também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 2,5 milhões em contas dos investigados, valor equivalente ao prejuízo da vítima.

As investigações seguem para localizar outros envolvidos e tentar recuperar os bens roubados. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

 

Congresso impõe nova derrota ao governo Lula e derruba veto à dosimetria

 


O Congresso Nacional impôs nova derrota ao governo e rejeitou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria. No Senado, o placar foi de 49 votos a favor da derrubada e 24 contra. Antes, na Câmara, o veto foi derrubado por 318 votos a 144, com cinco abstenções.

O texto mira beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta estabelece critérios e define percentuais mínimos para o cumprimento da pena e a progressão de regime.

Para evitar contradizer a nova Lei Antifacção, antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), considerou prejudicados trechos do PL da dosimetria sobre a progressão de pena. Com isso, esses trechos não estiveram na votação realizada nesta quinta.

A medida mirou evitar flexibilizar penas de condenados em casos, por exemplo, de constituição de milícia privada, feminicídio e crimes hediondos.

Com a retirada dos trechos e a derrubada do veto, o PL da dosimetria será promulgado e se tornar lei em definitivo, sem incluir os dispositivos declarados prejudicados.

A base aliada do governo questionou a análise do veto e a decisão de Alcolumbre sobre a prejudicialidade. Segundo governistas, o projeto é “inconstitucional”. Eles também contestaram a manobra de dividir o projeto – o chamado “fatiamento – com a prejudicialidade.

Aprovado pelo Congresso no ano passado, o PL da dosimetria foi integralmente vetado por Lula. Na Câmara, para evitar “insegurança jurídica”, o relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), também determinou que a remição pode ser compatível com o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

Apesar de mirar as regras de cálculo de penas e de progressão de regime para condenados do 8 de Janeiro, os efeitos do projeto poderiam se estender a outros crimes.

Atualmente, os réus condenados tanto por abolição violenta do Estado Democrático de Direito quanto por golpe de Estado têm as penas somadas. Conforme o projeto, valerá o chamado o concurso formal e apenas a pena mais grave seria aplicada, sem soma das duas condenações. Em outra frente, o texto reduz o tempo mínimo para progressão do regime fechado ao semiaberto.

Ao vetar o projeto, o Planalto argumentou que “a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República, violando o fundamento disposto no art. 1º da Constituição”.

CNN Brasil

 

Câmara derruba veto de Lula e abre caminho para reduzir pena de Bolsonaro; votação segue para o Senado

 


A maioria dos deputados votou para derrubar o veto ao PL da Dosimetria.

A votação segue agora para o Senado.

Foram 318 votos a favor da derrubada do veto, 144 votos a favor dele e 5 abstenções.

O que muda com o projeto de dosimetria

O projeto estabelece novas regras para o cálculo das penas de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. Na prática, a proposta permite a redução das punições aplicadas a envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.

Entre os pontos previstos no texto, está a proibição da soma das penas para os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito quando praticados no mesmo contexto. Nesses casos, passa a valer a pena do crime mais grave, com aumento que pode variar de um sexto até a metade.

A proposta também prevê redução de pena de um a dois terços para crimes cometidos em contexto de multidão, desde que o condenado não tenha exercido papel de liderança ou financiamento dos atos.

Outro ponto altera as regras de progressão de regime. O texto permite a saída do regime fechado após o cumprimento de um sexto da pena, além de estabelecer percentuais específicos para outros tipos de crime.

O projeto havia sido vetado integralmente pelo presidente Lula. Na mensagem enviada ao Congresso, o governo argumentou que a proposta poderia reduzir a resposta penal a crimes contra a democracia e representar retrocesso no processo de redemocratização, além de contrariar princípios constitucionais.

g1

 

O silêncio do STF sobre a derrota de Messias não é acaso: Alexandre de Moraes já havia vencido nos bastidores

 


A reação do Supremo Tribunal Federal à rejeição de Jorge Messias no Senado foi cirúrgica em sua neutralidade. E esse silêncio calculado diz mais do que qualquer pronunciamento oficial jamais diria.

Em nota divulgada na manhã desta quinta-feira (30), a Presidência do STF limitou-se a dizer que "reafirma seu respeito à prerrogativa constitucional do Senado Federal" e que "aguarda, com serenidade, as providências constitucionais cabíveis para o preenchimento da vaga". Nenhuma crítica. Nenhum desconforto. Nenhum sinal de que o tribunal pretenda questionar o resultado. Para quem acompanha os bastidores de Brasília, essa postura não é acidental. É o desfecho de uma articulação que começou antes mesmo da votação.

Segundo reportagem do Diário do Estado de Goiás e fontes ouvidas pela Folha de S.Paulo, o ministro Alexandre de Moraes desempenhou papel central na resistência à indicação de Messias. A articulação não foi pública. Moraes não discursou, não publicou notas, não deu entrevistas. Mas sinalizou, por canais indiretos, que não via com bons olhos a chegada do AGU ao tribunal. A leitura que se faz é a seguinte: Moraes, que hoje conduz os processos mais sensíveis do STF, incluindo os inquéritos do 8 de Janeiro e das fake news, temia que a entrada de alguém com lealdade primária ao Planalto pudesse alterar a correlação de forças internas da Corte. Messias, como AGU, foi braço jurídico do governo nas ações que sustentaram condenações, mas acumulou atritos com o próprio Moraes por disputas de protagonismo e competência.

Essa sinalização funcionou como uma espécie de autorização velada para que senadores votassem contra sem medo de retaliação do Judiciário. Davi Alcolumbre, que já tinha suas próprias razões para barrar Messias, teria recebido esse sinal como o elemento que faltava para não se empenhar pela aprovação. O resultado prático: o STF, institucionalmente, já havia absorvido a possibilidade da derrota antes mesmo de o painel do Senado ser aberto.

A nota oficial do Supremo não é apenas diplomática. É estratégica. Segundo O Globo, ministros do STF ficaram "atônitos" com o resultado, mas a avaliação interna é de que qualquer reação seria contraproducente. A Corte já enfrenta desgaste com o Congresso, que aprovou pacotes restringindo poderes do Judiciário, e o clima político favorece a pauta anti-STF. Reagir à derrota de Messias significaria legitimar a narrativa de que o Supremo interfere em decisões do Legislativo, dar munição à oposição que já fala abertamente em impeachment de ministros e agravar o rompimento entre os Poderes em pleno ano eleitoral. Por isso, a postura foi clara: aceitar o resultado, manter a compostura e deixar o desgaste recair inteiramente sobre Lula.

No fim das contas, Alexandre de Moraes conseguiu algo raro na política brasileira: influenciou o resultado sem se expor. Não precisou votar, discursar ou publicar nada. Bastou não apoiar Messias e deixar que Alcolumbre e a oposição fizessem o trabalho. Com isso, Moraes preserva três coisas ao mesmo tempo: seu espaço de poder dentro do STF sem a chegada de um aliado direto de Lula, sua relação com o Senado que o enxerga como alguém que respeita a autonomia da Casa, e sua imagem institucional ao não se envolver publicamente em disputas políticas.

O STF não vai se meter na derrota de Messias porque, nos bastidores, já se meteu antes. E obteve exatamente o resultado que queria.

 

Lula planeja retaliação contra Alcolumbre após humilhação no Senado

 


O Palácio do Planalto não digeriu a derrota. Segundo apuração do Poder360 e do Valor Econômico, o governo Lula já iniciou um pente-fino minucioso em cargos ocupados por indicações do União Brasil, MDB e PSD — os três partidos que, na avaliação do Planalto, foram responsáveis pelas "traições" que levaram à rejeição de Jorge Messias ao STF.

O alvo principal é Davi Alcolumbre. O presidente do Senado, que desde o início resistiu à indicação de Messias, é visto pelo governo como o grande arquiteto da derrota. Nos bastidores, aliados de Lula já falam abertamente em rompimento consumado entre o presidente e o senador do Amapá.

A retaliação, porém, não será imediata. O governo optou por um caminho calculado: primeiro mapear quem traiu, depois agir. O foco está em posições estratégicas em agências reguladoras, estatais e cargos de segundo e terceiro escalão indicados por parlamentares que votaram contra Messias.

O problema é o timing. Em pleno ano eleitoral, retaliar Alcolumbre — que controla a pauta do Senado — pode custar ainda mais caro a Lula, que precisa da Casa para aprovar qualquer nova indicação ao STF e outras matérias prioritárias. O governo caminha numa corda bamba entre a necessidade de dar uma resposta política e o risco de aprofundar a crise.

 

 

Onda de furto de gado assola Nova Cruz e prejuízo já passa de R$ 280 mil; produtores denunciam omissão policial



O agropecuarista Germano Targino procurou o Blog para fazer um desabafo que revela uma crise grave na zona rural de Nova Cruz, no interior do Rio Grande do Norte. Segundo ele, pelo menos seis produtores da região foram vítimas de furto de gado nos últimos meses. Ao todo, mais de 70 animais foram roubados, um prejuízo estimado em R$ 280 mil. E o pior: mesmo com boletins de ocorrência registrados, ninguém vê resultado.

"Além de mim, que fui vítima, temos mais uns 5 agropecuaristas que também foram. Já temos registrado boletim de ocorrência, em média, mais de 70 animais roubados. Se você colocar a média a R$ 4 mil por cabeça, dá R$ 280 mil. E a gente busca a polícia e não vê evolução", relatou Germano ao Blog.

A situação, nas palavras dele, é "escandalosa". E não se trata de um caso isolado. Em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais, operações policiais têm recuperado rebanhos furtados e desmantelado redes organizadas de roubo, transporte e revenda de gado com documentação adulterada. A diferença, segundo os produtores de Nova Cruz, é simples: nessas regiões, a polícia age. No agreste potiguar, a sensação é de completo abandono.

O que os números frios não mostram é o efeito humano. Para um agropecuarista de cidade pequena, 70 cabeças de gado não são cifras. São anos de trabalho, investimento em genética, alimentação, vacinas e manejo. É a renda da família. É a aposentadoria. É o patrimônio de uma vida inteira. Sem seguro rural e sem acesso a grandes linhas de crédito, cada furto pode representar um golpe irrecuperável.

Até o momento, não há informações públicas sobre operações policiais direcionadas à onda de furtos na região. Os produtores registraram os boletins, mas dizem que nunca receberam retorno sobre o andamento de qualquer investigação.

Germano e os demais agropecuaristas pedem três coisas: investigação efetiva sobre os boletins já registrados, presença policial na zona rural com patrulhamento nas estradas vicinais e, acima de tudo, visibilidade para que a imprensa e as autoridades estaduais saibam o que está acontecendo antes que o prejuízo aumente ainda mais.

O Blog procurará a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e a Delegacia Regional responsável pela área para solicitar posicionamento oficial sobre os casos.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

PC SIQUEIRA: Perícia particular diz que influencer foi assassinado e contesta laudo oficial de suicídio

 


Uma perícia particular apontou que o influenciador PC Siqueira, encontrado morto em dezembro de 2023 aos 37 anos, pode ter sido vítima de homicídio por estrangulamento com fio de fone de ouvido dentro do próprio apartamento, na Zona Sul de São Paulo.

O laudo, produzido em março de 2026 a pedido da família, contesta conclusões do IML e do Instituto de Criminalística, que em 2025 apontaram suicídio por enforcamento com uma cinta de catraca. Segundo o perito particular Francisco João Aparício La Regina, as marcas no pescoço são compatíveis com um fio fino, e não com o objeto mais largo identificado inicialmente.

MP pede nova análise pericial

Diante da divergência, o Ministério Público determinou nova análise. O fio de fone foi encaminhado ao IML e ao IC para comparação com os ferimentos.

Como não é possível exumar o corpo, a nova perícia será baseada em fotos feitas na época. O laudo ainda não foi concluído.

Polícia continua investigando

A Justiça determinou, no fim de 2025, a continuidade das investigações após pedido do MP. O caso havia sido concluído como suicídio, mas não foi arquivado.

A Promotoria apontou inconsistências e passou a considerar outras hipóteses, como instigação ao suicídio, homicídio com simulação e omissão de socorro. Não há suspeitos formais até o momento.

Depoimentos, reconstituição e acareação

A ex-namorada, Maria Luiza Lopes Watanabe, afirmou que tentou socorrer PC e pediu ajuda. Uma vizinha relatou ter encontrado o influenciador com a cinta e cortado o objeto para tentar salvá-lo.

A Polícia Técnico-Científica realizou reconstituição em janeiro de 2026. A ex não participou. Posteriormente, houve acareação entre ela e a vizinha por divergência sobre horários.

Segundo relatos, PC teria se enforcado na frente da ex. Amigos disseram que o relacionamento era conturbado.

O que diz a defesa da ex

A defesa de Maria Luiza afirma que não há provas contra ela e destaca que os laudos oficiais apontam suicídio. Também argumenta que perícias particulares não têm o mesmo grau de imparcialidade.

Quem foi PC Siqueira

PC Siqueira foi um dos pioneiros do YouTube no Brasil e também atuou na televisão, incluindo a MTV Brasil.

Antes da morte, era investigado por suspeita de divulgação de conteúdo ilegal, mas laudos não encontraram provas. O caso foi encerrado após sua morte.

A família informou que trabalha em uma série documental sobre sua trajetória.

Com informações de g1

 

VÍDEO: Parlamentar acusa deputada no plenário de “tomar marido da colega”

 



Em meio ao clima bélico no plenário do Congresso Nacional durante a apreciação dos vetos ao PL da Dosimetria, um parlamentar, possivelmente bolsonarista, ofendeu a deputada Talíria Petrone (PSol-SP), citando um suposto caso extraconjugal.

Durante um embate entre Talíria e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário, um terceiro parlamentar ainda não identificado foi ao microfone e mencionou uma suposta traição da deputada do PSol a uma colega de partido.

“Quem toma até marido da colega vai respeitar regimento”, disse o parlamentar, cuja voz foi captada por um dos microfones do plenário.

A afirmação remete a uma suposta crise que tomou a bancada do PSol. Talíria teria se envolvido romanticamente com o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que era casado com a deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS).

Na sequência, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), cortou os microfones. O senador reclamou das ofensas e afirmou que não aceitaria citações a questões familiares dos parlamentares.

“Estão todos com os microfones cortados. Não existe isso. Não pode. Está todo mundo passando dos limites. Está todo mundo entrando na família das pessoas, na vida íntima das pessoas”, afirmou Alcolumbre.

Metrópoles

 

Alcolumbre decide ‘fatiar’ análise do veto de Lula ao PL da Dosimetria antes de votação no Congresso e retira trecho que contradiz Lei Antifacção

 


O Congresso Nacional analisa nesta quinta-feira (30) o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que permite a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e aos envolvidos na trama golpista ocorrida no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Antes do início da votação, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), admitiu que derrubar o veto integral poderia beneficiar condenados por outros crimes sem relação com o 8 de Janeiro.

Dessa forma, segundo Alcolumbre, os vetos de Lula a seis trechos da proposta não serão votados. O senador explicou que esses dispositivos chocam com o que prevê a Lei Antifacção, sancionada recentemente por Lula. Essa ideia de “fatiar” a análise dos vetos era defendida pela oposição, que celebrou e aplaudiu a decisão de Alcolumbre.

Com a mudança, parlamentares deixam de analisar trechos do projeto de lei que previam a redução de penas para crimes hediondos — considerados de extrema gravidade. Originalmente, o texto previa uma diminuição do prazo penal quando fossem cumpridos 40% da pena.

No caso de crimes que provocassem morte, ou para prática de organização criminosa, a previsão era para que os condenados cumprissem metade da pena antes de pedir pela redução do tempo de cárcere.

De acordo com o presidente do Congresso, caso o veto ao PL da Dosimetria fosse derrubado em sua totalidade, ele acabaria revogando as novas regras trazidas pela Lei Antifacção, que tornaram mais rigorosa a progressão de regime para condenados por crimes hediondos diversos, feminicídio e envolvimento com organizações criminosas.

“São dispositivos que tratam da progressão de condenados pela prática de crimes de constituição de milícia privada, de feminicídio e hediondos, inclusive quando cometidos por organizações criminosas. Essas normas, caso tivessem o seu veto derrubado, revogariam as novas regras de progressão de regime trazidas pela Lei Antifacção, inclusive a que trata da progressão de condenados que exercem o comando de facções criminosas”, explicou o senador.

Alcolumbre disse que, se o Congresso derrubar o veto ao PL da Dosimetria, mesmo que de forma parcial, a proposta vira lei sem os trechos que podem afetar outros crimes sem relação com o 8 de Janeiro.

R7

 

Rodoviária de Natal registra aumento no fluxo para o feriado do Dia do Trabalhador

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