sexta-feira, 1 de maio de 2026
CAMPESTRENSE - VÍDEO: Hoje celebramos a força, a dedicação e o talento de todos os trabalhadores e trabalhadoras que constroem diariamente o desenvolvimento do nosso município
💼👷♀️👨🏭 𝟏º 𝐝𝐞
𝐌𝐚𝐢𝐨
| 𝐃𝐢𝐚
𝐝𝐨
𝐓𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐝𝐨𝐫
Hoje celebramos a força, a dedicação e o talento de todos os trabalhadores e
trabalhadoras que constroem diariamente o desenvolvimento do nosso município! 💙
Cada profissão, cada esforço e cada jornada fazem a diferença para uma cidade
mais justa, forte e cheia de oportunidades. 🙌✨
👏 Nossa gratidão a todos que, com dignidade e compromisso, movem a
nossa cidade para frente!
🌟 𝗙𝗲𝗹𝗶𝘇
𝗗𝗶𝗮
𝗱𝗼
𝗧𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗮𝗱𝗼𝗿!
Lula falta ao 1º de Maio de novo após derrotas e evita desgaste
O presidente Lula (PT) não participará das
manifestações do Dia do Trabalhador nesta quinta-feira (1º), repetindo a
ausência de 2025. A decisão ocorre após uma
semana de desgaste político para o governo, incluindo derrota
no Congresso envolvendo a indicação de Jorge Messias. Em vez de
comparecer aos atos, o presidente optou por um pronunciamento
em cadeia nacional exibido na véspera.
De acordo com informações do Palácio do Planalto, a
ausência não tem relação com problemas de saúde. Na semana passada, Lula
passou por um procedimento no Hospital Sírio-Libanês para retirada
de uma lesão no couro cabeludo, considerada de baixo risco.
Segundo fontes do governo, a estratégia de evitar participação
em atos públicos já havia sido adotada em 2025, quando o presidente também não
compareceu às manifestações do 1º de Maio após desgastes políticos relacionados
a investigações sobre fraudes no INSS.
A representação do Executivo nos eventos foi feita
por ministros. O titular do Trabalho, Luiz Marinho, participou de ato em São
Bernardo do Campo. Já o ministro da Educação, Leonardo Barchini, também esteve
presente em agendas ligadas à data.
Em pronunciamento, Lula
defendeu a redução da jornada de trabalho e criticou a escala 6×1,
associando a proposta ao bem-estar dos trabalhadores, especialmente das
mulheres. O governo também confirmou o lançamento de uma nova fase do programa
de renegociação de dívidas, com previsão para os próximos dias.
CRISE ENTRE PODERES: Planalto prepara ida ao STF após Congresso derrubar veto que mexe nas penas
O governo federal avalia acionar o STF após o Congresso
Nacional derrubar o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria,
que altera critérios de aplicação de penas relacionadas aos atos após as
eleições de 2022. A movimentação abre um novo capítulo de tensão entre
Executivo e Legislativo e pode levar o tema novamente ao Judiciário.
A derrubada do veto foi confirmada com ampla votação
nas duas Casas. Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos pela rejeição do veto
e 144 pela manutenção. No Senado, o placar foi de 49 a 24, consolidando a
derrota do governo no Congresso.
Segundo informações do Metrópoles, integrantes da
base governista avaliam que a proposta pode ser questionada no STF por possível
conflito com decisões já proferidas pelo Judiciário, além de dúvidas sobre a
constitucionalidade da mudança nos critérios de aplicação das penas.
A discussão envolve a possibilidade de a nova lei
atingir casos já julgados, o que, na avaliação desses integrantes, poderia
gerar insegurança jurídica. Em manifestações, líderes também mencionam eventual
impacto no princípio da separação entre os Poderes.
Aliados do governo afirmam ainda que o tema pode
gerar forte repercussão nas redes sociais e ampliar a pressão pública sobre o
Congresso. Em nota e entrevistas, defendem que o caso seja analisado pelo STF
como forma de garantir segurança jurídica e uniformidade na aplicação da lei.
Tarcísio de Freitas lidera com folga em SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
(Republicanos), aparece à frente na disputa pelo comando do estado, com
vantagem de 12 pontos percentuais sobre o ex-ministro da Fazenda Fernando
Haddad (PT), segundo a primeira pesquisa Genial/Quaest do ano para o pleito
paulista.
De acordo com o levantamento, divulgado
recentemente, Tarcísio soma 38% das intenções de voto no primeiro turno,
enquanto Haddad registra 26%. Em seguida, aparecem o deputado federal Kim
Kataguiri (Missão) e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), ambos com
5%. O índice de indecisos é de 13%, mesmo percentual daqueles que afirmam votar
em branco, nulo ou não comparecer às urnas. A margem de erro é de dois pontos
percentuais para mais ou para menos.
Em uma eventual segunda etapa da disputa, o atual
governador também manteria vantagem. Segundo a pesquisa, Tarcísio venceria
Haddad por 49% a 32%, mantendo um cenário de liderança consistente.
Apesar do desempenho eleitoral favorável, os dados
apontam para uma queda na avaliação do governo estadual. O índice de aprovação
recuou de 60%, registrado em agosto do ano passado, para 54% no levantamento
atual.
O recuo na popularidade foi mais expressivo entre o
eleitorado feminino. Entre as mulheres, a aprovação do governo caiu de 57% para
48% no período analisado. Ainda assim, a percepção geral sobre a gestão segue
majoritariamente positiva, e 54% dos entrevistados consideram que Tarcísio
merece ser reeleito, enquanto 36% defendem o contrário.
Ao comentar o resultado, o governador relativizou os
números apresentados. “Pesquisas sempre são fotografia do momento”, disse
Tarcísio. “Não estamos com chave de eleição virada.”
O ex-ministro Fernando Haddad não se pronunciou
diretamente sobre o levantamento. No entanto, o coordenador de sua campanha, o
deputado estadual Emídio de Souza (PT), afirmou que ainda há tempo para
mudanças no cenário eleitoral. “Tarcísio não é imbatível. Haddad vai crescer e
superá-lo”, afirmou.
A pesquisa presencial da Genial/Quaest foi feita
entre os dias 23 e 27 de abril, com 1.650 entrevistas. A margem de erro é de 2
pontos percentuais.
O levantamento também indica que parte significativa
do eleitorado ainda pode mudar de posição. Cerca de 50% dos entrevistados
afirmaram que o voto pode ser alterado até a eleição, enquanto 48% dizem já ter
uma decisão definitiva.
Entre os eleitores de Tarcísio, 61% afirmam que o
voto está consolidado. No caso de Haddad, esse índice é de 57%. Já entre os
eleitores de Kim Kataguiri e Paulo Serra, os percentuais de decisão firme são
menores, de 30% e 28%, respectivamente.
No campo político, o cenário reflete um momento de
consolidação das principais pré-candidaturas. Tarcísio permanece no cargo após
encerrar o prazo para eventual desincompatibilização, afastando especulações
sobre uma disputa presidencial.
Já Haddad oficializou sua candidatura com apoio do
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas tem mantido agenda pública mais discreta nas
últimas semanas. O ex-ministro não participou de eventos recentes ao lado de
Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no interior paulista.
Enquanto isso, Tarcísio intensificou compromissos
públicos e agendas no interior do estado. O governador retomou viagens
regionais, ampliou sua presença nas redes sociais e participou de eventos ao
lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), em atividades como a Agrishow, em
Ribeirão Preto.
Apesar da vantagem registrada, os dados indicam que
a disputa permanece aberta, com margem para mudanças ao longo da campanha. A
combinação entre queda na aprovação, movimentações políticas e indecisão de
parte do eleitorado sugere que o cenário eleitoral ainda pode sofrer alterações
nos próximos meses.
Agora RN
Familiares de condenados pelo 8 de Janeiro comemoram derrubada de veto no Congresso
Com a derrubada do veto presidencial ao chamado PL
da Dosimetria pelo Congresso Nacional, nesta quinta-feira (30), familiares de
condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 comemoraram o resultado dentro do
Parlamento. Presentes durante a votação, eles cantaram o Hino Nacional e
entoaram gritos como “libertem Bolsonaro”, enquanto se abraçavam.
A análise do veto foi concluída após votação nas
duas Casas. Na Câmara dos Deputados, a derrubada contou com 318 votos
favoráveis e 144 contrários. No Senado, o placar foi de 49 votos a 24 pela
rejeição do veto.
O projeto altera critérios de aplicação das penas
para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A proposta estabelece uma revisão
na dosimetria, ajustando os limites mínimo e máximo das punições, além de
modificar a forma de cálculo. Também reduz o tempo exigido para progressão de
regime, do fechado para o semiaberto ou aberto.
Pelo texto aprovado, quando houver prática conjunta
dos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de
Estado, será aplicada apenas a pena mais grave, em vez da soma das punições,
como ocorre atualmente.
A nova legislação, que segue para promulgação,
altera dispositivos do Código Penal e da Lei de Execução Penal. A expectativa é
que as mudanças impactem diretamente condenações relacionadas aos atos
golpistas de 8 de janeiro, incluindo casos que envolvem o ex-presidente Jair
Bolsonaro.
Com informações da Jovem Pan News
Lula libera R$ 10,9 bilhões em emendas, mas sofre derrotas no STF e Congresso
O governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) enfrentou uma sequência de derrotas no Congresso Nacional, mesmo
após acelerar a liberação de recursos para parlamentares. Em uma mesma semana,
o Senado rejeitou
a indicação de Jorge
Messias ao Supremo Tribunal Federal e deputados e senadores
derrubaram o veto presidencial ao projeto que altera regras de dosimetria de penas.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto apostou
em uma estratégia clássica de articulação política: destravar emendas
parlamentares. Desde o início de abril, foram liberados R$ 10,9 bilhões —
o equivalente a mais de 80% de tudo que havia sido autorizado no ano
até então. Ainda assim, o esforço não se traduziu em apoio suficiente nas
votações consideradas prioritárias.
A movimentação incluiu um reforço concentrado às
vésperas da sabatina de Messias no Senado, com empenhos acelerados
e pagamentos autorizados em ritmo intensificado. Apenas para senadores, foco da
disputa pela vaga no STF, foram destinados cerca de R$ 2,4
bilhões no período. Apesar disso, a indicação acabou rejeitada
por 42 votos a 34, em um resultado considerado histórico e
raro para um nome indicado ao Supremo.
Entre os parlamentares mais beneficiados com a
liberação de recursos estão o senador Weverton Rocha, relator da
indicação na Comissão de Constituição e Justiça, e o presidente
do Congresso, Davi Alcolumbre. Ambos receberam volumes expressivos
de emendas no período, mas não se manifestaram publicamente sobre a relação
entre os repasses e o desfecho das votações.
No Congresso, cresce a avaliação de que
o modelo tradicional de negociação baseado em emendas perdeu força. Parlamentares têm
defendido que os recursos já fazem parte da prerrogativa do Legislativo,
reduzindo o poder de barganha do Executivo. No governo, por outro
lado, o diagnóstico é de que houve infidelidade de aliados, especialmente em
votações com voto secreto.
Além da derrota no Senado, o Planalto sofreu
novo revés com a derrubada do veto ao projeto da dosimetria,
ampliando o desgaste político. A proposta altera critérios de
aplicação de penas para crimes contra o Estado democrático de direito e
agora segue para promulgação.
Mesmo diante do cenário adverso, o governo ainda
tenta avançar com pautas prioritárias na Câmara dos Deputados, como
a proposta que trata do fim da escala de trabalho 6×1. A
expectativa é de que o tema seja analisado nas próximas semanas, sob relatoria
do deputado Leo Prates.
Opinião do Estadão: Mais uma chance para o STF
A rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal
Federal (STF), evento inédito na história republicana recente, foi um potente
sinal de alerta emitido pelo Senado. Considerando que, em 132 anos, jamais um
indicado ao STF pelo presidente da República teve seu nome rejeitado pelos
senadores, é correto afirmar que Messias já pisou no Congresso na manhã de
quarta-feira passada como virtual ministro, crente que lá estava só para
cumprir tabela. Assim, na prática, seu infortúnio pode perfeitamente ser lido
como uma espécie de “impeachment” informal, algo semelhante a uma moção de
censura a certos desvios que, reiteradamente, têm sido cometidos por ministros
da Corte.
É claro que não assistimos a um arroubo
inconsequente dos senadores. Em amplos segmentos da sociedade, grassa um
profundo descontentamento com os rumos do STF, percebido, com razão, como um
tribunal que age por motivações políticas e por um espírito de corpo que, à luz
das implicações de alguns de seus integrantes no escândalo do Banco Master, soa
como acobertamento. Os senadores não são alheios aos humores de suas bases. Por
óbvio, capturaram a malaise e sinalizaram ao STF que o eventual
impeachment de ministros não está só no radar do Senado – está na alça de mira.
Nesse sentido, a rejeição de Messias sepultou a
ideia de que “impeachment” seria um termo impronunciável quando relacionado a
ministros do STF. E sobre isso é bom que se diga que não se tratou de uma
ameaça, mas antes da reafirmação de um instrumento constitucional legítimo que,
até agora, apenas dormitava no campo das hipóteses. Logo, ao demonstrar
capacidade de, a um só tempo, contrariar o governo e impor limites ao Supremo,
o Senado reposicionou o impeachment de ministros no horizonte político do País.
Alguns no STF talvez acreditem estar blindados
contra reveses no Senado pela circunstancial associação com o presidente da
Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), outro potencial implicado no caso Master. O
fundo de pensão dos servidores públicos do Amapá, controlado por aliados de
Alcolumbre, investiu milhões de reais em títulos podres emitidos por Daniel
Vorcaro. Mas, se existe, esse mutualismo é frágil. Nada garante a reeleição do
presidente do Senado no início da próxima legislatura. A depender do resultado
das urnas, há, no mínimo, dois fortes candidatos à sucessão de Alcolumbre
publicamente reconhecidos como tais: Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho
(PL-RN).
Diante dessas perspectivas nada alvissareiras, o STF
tem mais uma chance de se recolher, pôr a mão na consciência e recobrar o prumo
republicano. Chega de ministros censurando cidadãos a torto e a direito por
suas opiniões. Chega de ministros ameaçando e caluniando abertamente parlamentares
no exercício do mandato, como fizeram Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Chega de
concentração de poder na figura de Alexandre de Moraes, que há anos comanda com
mão de ferro inquéritos que já deveriam ter sido encerrados. Chega de ministros
que acham que têm o poder de falar pela Corte, como o calouro Flávio Dino, que
foi à imprensa pontificar sobre uma ampla reforma do Judiciário, e Gilmar
Mendes, que fez uma turnê de entrevistas para supostamente defender o STF,
colhendo resultado diametralmente oposto. Chega de ministros que se põem acima
das leis, infensos ao escrutínio público.
Louve-se, em sentido oposto, a postura do presidente
do Supremo, Edson Fachin, que, ao comentar a decisão do Senado, relembrou que
ainda há laivos de dignidade na mais alta corte do País. Sua nota pública –
sóbria, respeitosa, democrática – reafirmou o papel do STF e mostrou por que
apenas seu presidente deve falar em nome da instituição. A propósito, é
vergonhosa a forma como Fachin tem sido tratado por alguns colegas, como se o
comando informal do Supremo estivesse nas mãos de leões-de-chácara.
Em suma, o tranco da rejeição de Messias oferece a
alguns ministros do Supremo uma nova oportunidade de reflexão, permitindo-lhes,
se acaso quiserem, recalibrar sua atuação à luz dos limites que a Constituição
impõe. Aproveitar ou desperdiçar a chance, com suas consequências, é escolha
deles.
Opinião do Estadão
Decisões do Congresso são vitória do bolsonarismo e derrota de Lula, STF e Congresso
Está confirmado: Uma semana, duas derrotas para o
presidente Lula, que vai perdendo energia, vantagem segura nas pesquisas e a
confiança de possíveis aliados que poderiam ir para um lado ou outro e estão
indo em massa para o dos seus adversários. Lula, porém, não é o único
derrotado. Também perdem as instituições, em particular STF e Senado, e o
andamento do caso Master.
O pacto entre o ministro do STF Alexandre de Moraes
e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não foi só para impedir que Jorge
Messias vestisse a toga da corte nem para se desconectar de vez de Lula. Ambos
estão enrolados no escândalo do Banco Master e o tal pacto, ou acordão, tem
cara e cheiro de “você salva a minha pele e eu salvo a sua”.
Ex-ídolo nacional anti-golpe, Moraes tem bons
motivos para temer o Senado e um pedido de seu impeachment, algo praticamente
inédito, mas que parece avançar contra Moraes e outros ministros do STF, em
especial os envolvidos no caso Master, como ele, depois da revelação dos R$ 130
milhões de contrato entre o banco e o escritório da sua família.
Já Alcolumbre teme o STF tanto no caso das emendas e
quanto no do Master, com foco no Fundo de Previdência dos funcionários do
Amapá, que, apesar dos alertas, investiu R$ 400 milhões no banco de Daniel
Vorcaro. Alcolumbre pôs um aliado na presidência e o próprio irmão no conselho
fiscal da entidade.
A sequência é clara: a articulação contra uma CPI do
Master, a liminar, depois retirada, para dificultar o impeachment de ministros
do STF no Senado, a aproximação de Moraes e Alcolumbre e o afastamento de ambos
do Planalto.
O resultado são as duas derrotas de Lula e vitórias
do bolsonarismo: contra a nomeação Jorge Messias para o STF e os vetos do
presidente ao projeto de dosimetria que favorece os golpistas do 8/1 e, lá na
ponta, Jair Bolsonaro.
Curioso o ineditismo da derrubada do nome do
presidente da República para o STF, o quórum em semana de feriadão e o
fatiamento do veto de Lula, para aliviar o texto aprovado no Congresso e
excluir, por exemplo, crimes de facções criminosas. Aí, era demais.
Lula escancarando os cofres para comprar votos pró
Messias (nome questionável desde o início) e o jantar de Moraes e Alcolumbre,
na noite anterior à sabatina de Messias, são sintomas do quanto as instituições
andam doentes no Brasil, sem previsão de recuperação.
É bom ficar de olho no caso Master. Com Messias, o
relator André Mendonça ganharia mais um aliado para ir fundo. Sem ele, o grupo
que manda no Supremo vai continuar com a faca e o queijo na mão. A favor, por
exemplo, de Moraes e de Alcolumbre. Eles merecem?
Eliane Cantanhêde - Estadão
O CRAQUE: O apelido de Alcolumbre entre bolsonaristas após a derrota de Messias
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
ganhou novos apelidos entre aliados do bolsonarismo após a derrota do indicado
do presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal.
Parlamentares próximos ao ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL) têm exaltado a atuação do chefe do Senado após a rejeição do
nome do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, na Casa Alta. Nos
corredores do Congresso Nacional, Alcolumbre vem sendo chamado de “craque do
jogo”, em alusão ao seu “papel decisivo” na derrota de Messias.
O senador também ganhou o apelido de “Rei Davi”,
referência ao personagem bíblico que, segundo a tradição, foi o segundo rei de
Israel, conhecido por sua habilidade estratégica.
Na quarta-feira (29/4), os senadores rejeitaram a
indicação de Messias para integrar a Corte, com 42 votos contrários e 34
favoráveis.
Como mostrou a coluna, integrantes do governo
passaram a tratar o episódio como uma “guerra” política e avaliam a possibilidade
de rompimento com o presidente do Senado.
Metrópoles
Messias diz a Lula que deixará AGU após ter indicação ao STF rejeitada no Senado
O ministro Jorge Messias avisou ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva que deixará o comando da Advocacia-Geral da União (AGU)
após o Senado rejeitar sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). A
conversa ocorreu no Palácio da Alvorada poucas horas depois da derrota
histórica do governo no plenário da Casa, com 42 votos contrários e apenas 34
favoráveis à sua nomeação para a Corte.
Segundo fontes que acompanharam o diálogo, Messias
disse a Lula que não terá condições de lidar diretamente com integrantes do
Congresso e do Supremo que trabalharam ativamente contra sua nomeação. É função
inerente ao advogado-geral da União despachar frequentemente com ministros do
STF e manter interlocução com senadores, além de deputados e outras autoridades
da República.
Em bom português, Messias quis dizer ao presidente
que não quer ver mais essas pessoas nem se estiverem pintadas de ouro.
Segundo relatos feitos sob reserva, Lula pediu a
Messias que pensasse melhor sobre a ideia de deixar a AGU durante o feriado e o
final de semana. Mas aliados próximos dizem que o ministro segue resoluto.
Desde o início da manhã da última quinta-feira
circula em Brasília o rumor de que Messias poderia substituir o ministro da
Justiça, Wellington César Lima e Silva, que até agora não teria dito a que
veio.
Questionado por interlocutores ao longo do dia, o
ministro da AGU negou qualquer sondagem e respondeu que nem o presidente e nem
seus auxiliares do Planalto o procuraram para discutir o assunto. Nome de
confiança de Lula, Messias integra o governo desde a posse do petista.
Mágoas e traições
A lista de desafetos de Messias e as traições que o
Palácio do Planalto tenta mapear são extensas. Mas as principais mágoas são com
o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e os
ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, seu ex-colega de Esplanada no
governo Lula.
Como mostramos no blog, além de Alcolumbre,
principal operador da derrocada de Jorge Messias e do presidente da República,
Moraes articulou ativamente contra o advogado-geral da União, temendo que sua
ida para o Supremo empoderasse demais o relator do inquérito do Banco Master,
André Mendonça, que fez forte campanha pela candidatura de Messias.
Moraes acionou emissários para mandar recados a
senadores que tinham processos no STF ou alguma ligação com seus aliados no Congresso
para que votassem “não”.
Já Dino e Messias têm péssima relação desde que os
dois disputaram a preferência de Lula na indicação para a vaga de Rosa Weber. O
então ministro da Justiça e ex-governador do Maranhão venceu a briga e acabou
nomeado para a Corte, mas nunca perdoou o empenho do AGU pela cadeira.
Articulação de Moraes
Embora tenha sido um dos principais alvos do
bolsonarismo na sabatina de Messias, Alexandre de Moraes trabalhou contra o AGU
para enfraquecer Mendonça. Caberá ao colega de plenário a homologação da
delação premiada do dono do Master, Daniel Vorcaro.
A colaboração pode trazer implicações para o próprio
Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, que fechou um contrato
com o Master que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três
anos, como revelamos no blog em dezembro.
Além disso, o ministro até hoje não aceitou a
decisão do presidente Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em
favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre.
A atuação de Moraes também impôs a Lula uma amarga
derrota, já que o Senado não enterrava uma indicação para o STF desde 1894 – o
que torna o petista o único presidente a passar por tal humilhação além do
marechal Floriano Peixoto.
Em entrevista ao portal ICL no início do mês, Lula
revelou ter aconselhado o ministro a se declarar suspeito no julgamento do caso
Master para que o escândalo de Vorcaro não “enterrasse sua biografia”.
O presidente disse ainda que Moraes “obviamente
sabe” que o caso Master prejudica a imagem do STF e que é preciso dar “uma
explicação convincente para a sociedade”, e não “jogar debaixo do tapete
achando que o povo vai esquecer”.
Malu Gaspar - O Globo
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O Antagonista André Janones pode mentir à vontade sem ser punido. Talvez seja o único brasileiro a desfrutar dessa prerrogativa, uma es...
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Publicado por Tiago Ruf Infelizmente nesta manhã de quinta-feira (25), a população japiense recebeu a triste notícia de falecimento d...










