sexta-feira, 10 de abril de 2026

Careca do INSS sente-se ameaçado por Camisotti e quer entregar políticos do PL, PDT e Republicanos

 


O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, ameaçou entregar políticos do PL, PDT e Republicanos que participaram da Farra do INSS, a depender do direcionamento da delação premiada do empresário Maurício Camisotti. Com informações da coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles.

“Se ele [Camisotti] não falar tudo, eu vou ter que falar”, disse o Careca do INSS, na manhã desta sexta-feira (10), a um interlocutor.

Camisotti assinou uma delação premiada com a Polícia Federal (PF). Ele e o Careca do INSS estão presos desde setembro do ano passado. Ambos são apontados como operadores da farra dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões. 

O Careca do INSS teme que Camisotti o coloque como principal operador do esquema e poupe políticos.

O lobista cogita entregar o senador Weverton (PDT), vice-líder do governo Lula no Congresso, e até mesmo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão no fim do ano passado no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga a Farra do INSS. Já o filho do presidente Lula (PT) é suspeito de receber pagamentos do Careca do INSS para atuar em um projeto de canabidiol com o governo federal.

Apesar de cogitar a delação, o Careca do INSS precisa do aval de autoridades. A coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, mostrou que não existiria interesse, por parte dos investigadores, caso Camisotti fechasse delação, o que já aconteceu.

 

Carro com plásticos no lugar dos vidros e motorista sem habilitação é retirado de circulação no RN

 


O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual, por meio do Batalhão Rodoviário, removeu, na noite desta quinta-feira (9), um automóvel que circulava de forma irregular na RN-160.

De acordo com a corporação, o veículo não possuía vidros de segurança, que haviam sido substituídos por plásticos improvisados. Além disso, todas as lâmpadas estavam queimadas.

Ainda segundo o CPRE, o carro era conduzido por um motorista não habilitado. No interior do veículo, havia uma criança sem qualquer dispositivo de segurança.

Diante das irregularidades, o automóvel foi removido ao depósito.

Policial é afastado após denúncia de agressão contra mulher que tentava proteger criança durante abordagem em Natal

 


Uma gerente de restaurante afirmou ter sido vítima de agressão física e verbal durante uma abordagem policial enquanto tentava retirar uma criança de dentro de um veículo. O caso teria ocorrido quando ela seguia para o trabalho, onde também atua como cabeleireira com atendimento a domicílio. Com informações do Blog do BG.

Segundo o relato, a abordagem envolvia o esposo de sua sobrinha, que estava dentro do carro com uma bebê de 1 ano no banco traseiro. Ao perceber a situação, a gerente parou o veículo e retirou a criança, alegando preocupação com a segurança.

Ainda de acordo com a mulher, um policial militar, identificado como subtenente, ordenou que a criança fosse devolvida ao carro. Diante da recusa, ela afirma que foi alvo de ofensas verbais e agredida com um tapa no rosto. Um vídeo que circula nas redes sociais registraria parte da ocorrência, incluindo falas atribuídas ao agente.

A mulher relatou que ficou abalada emocionalmente após o episódio e afirmou que já enfrenta problemas de ansiedade.

Em nota, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte informou que o Comando Geral, ao tomar conhecimento das imagens divulgadas nas redes sociais envolvendo policiais do 5º Batalhão, determinou o afastamento imediato dos agentes das atividades operacionais. A corporação também comunicou a abertura de procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos.

A instituição destacou ainda que sua atuação é pautada pela legalidade e pelo respeito ao cidadão, e reforçou que não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes.

 

Polícia investiga influencer conhecido como Cartolouco após denúncia de agressões contra ex-namorada

 


O jornalista esportivo Lucas Strabko, popularmente conhecido como Cartolouco, está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo após denúncias de violência contra a ex-namorada. Ele é acusado de lesão corporal qualificada, violência psicológica contra mulher, injúria e dano.

A notícia é da CNN Brasil. Segundo a advogada da vítima, o primeiro episódio de violência física ocorreu em dezembro de 2025 durante uma viagem à Cusco, no Peru.

A vítima, que prefere não se identificar, relatou que teria sido agredida durante duas noites consecutivas no quarto do hotel, com chutes, empurrões e cusparadas.

Durante um dos episódios, Cartolouco teria destruído pertences da ex, sendo um par de óculos, um escapulário e o celular dela. A vítima também citou uma outra namorada que obteve medida protetiva de urgência contra o individuo.

Além disso, segundo a advogada, a vítima teria relatado comportamento controlador por parte do agressor durante o relacionamento, além de descrever algumas falas misóginas direcionadas à ela, como xingamentos e comparações a relações anteriores.

Cartolouco foi ouvido nesta quinta-feira (9) no 11º DP (Santo Amaro), que está responsável pelo caso. De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), as investigações seguem em andamento para esclarecimento dos fatos.

À CNN Brasil, o jornalista afirmou que, no depoimento à delegacia, reiterou sua plena inocência diante das acusações. Veja o posicionamento na íntegra abaixo:

"Nesta quinta-feira, 9 de abril, fui ao 11º Distrito Policial, localizado em Santo Amaro.Tive a oportunidade de responder, formalmente, a todos os questionamentos da justiça e reiterar a minha plena inocência diante dos supostos fatos apresentados. Seguirei colaborando com a investigação sempre e quando solicitarem. Agradeço pela procura e pela possibilidade de poder me pronunciar a respeito do tema."

 

Flávio tem 35,9%, e Lula, 33,2% no 1º turno, aponta pesquisa eleitoral divulgada hoje

 


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera um cenário de primeiro turno testado pelo instituto Veritá em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (9). O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 35,9% das intenções de voto, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que marca 33,2%. A notícia é da CNN Brasil. 

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que recentemente desistiu da candidatura, surge em terceiro lugar com 3%. O empresário Pablo Marçal (União) tem 2,1%. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, têm 1,9% e 1,8%, respectivamente.

O líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), também assinala 1,8%. O ex-ministro Aldo Rebelo (DC) registra 0,4%. Votos em branco e nulos somam 4,1%, enquanto 15,9% dos entrevistados não souberam responder.

Foram ouvidas 40.500 pesoas em todo o país, por meio de uma unidade automatizada de respostas, entre os dias 13 de março a 4 de abril. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR- 02476/2026.

VÍDEO: Camisotti assina 1ª delação sobre roubo bilionário no INSS

 



Preso por integrar o núcleo financeiro do esquema de fraudes bilionárias a aposentados e pensionistas, o empresário Maurício Camisotti propôs à Polícia Federal a primeira delação premiada da investigação sobre os descontos associativos que atingiram brasileiros vulneráveis.

A notícia é do portal Diário do Poder. A iniciativa de Camisotti de confessar crimes e contribuir com a revelação de novas provas e envolvidos nos roubos foi acolhida como válida pela PF e enviada para ser analisada pelo ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

Camisotti foi investigado pela Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025, e acabou preso em setembro do mesmo ano passado, por ordem de Mendonça, após novos desdobramentos da investigação pela PF e pela CPMI do INSS.

O relator da comissão de inquérito do Congresso Nacional, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), indiciou Camisotti como líder de uma estrutura responsável pela intermediação de repasses entre associações que executavam os descontos fraudulentos e empresas de fachada.

O delator teria sido uma espécie de “arquiteto de império do crime”, segundo o relatório de Alfredo, sendo sócio oculto da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC) e também controlaria as entidades Unsbras e Cebap. Juntas, estas entidades ligadas a Camisotti abocanharam cerca de R$ 1 bilhão de quase um milhão de beneficiários lesados pelos crimes no INSS.

“Relatórios do COAF apontam transações atípicas de R$ 15,5 milhões repassados a Maurício Camisotti, além de outros R$ 28,1 milhões em movimentações suspeitas”, diz um trecho do relatório de Alfredo Gaspar, que acabou não sendo aprovado pela CPMI do INSS.

O relator da CPMI do INSS ainda apontou que Maurício Camisotti tentou converter R$ 59 milhões em criptomoedas, 16 dias após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto, o que configuraria crimes de ocultação patrimonial e obstrução de Justiça, com risco de destruição de provas.

 

 

Moraes enterrou 1ª tentativa do PT contra o PL da Dosimetria

 


O ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista no STF, rejeitou a primeira tentativa do PT e de seus partidos aliados contra o PL da Dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso.

A decisão de Moraes ocorreu no início de março. Ele rejeitou um mandado de segurança formulado no fim de 2025 pelo então líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e por aliados como Talíria Petrone (PSOL-RJ), Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e Pedro Campos (PSB).

O pedido dos caciques de esquerda era para Moraes mandar o projeto de volta ao Senado. O entendimento dos líderes foi de que a CCJ do Senado fez uma manobra para alterar o texto sem forçar uma nova votação na Câmara.

Na ocasião, os senadores votaram que a alteração feita pelo relator, senador Esperidião Amin (PP-SC), era apenas uma mudança de redação, e não de mérito. Caso o entendimento fosse outro, o projeto voltaria à Câmara.

Em sua decisão, Moraes considerou que o tema “perdeu objeto”, justamente porque o presidente Lula vetou, em janeiro, integralmente o PL da Dosimetria e, dessa forma, ele não entrou em vigor.

“Assim, considerando que a ação mandamental visava à declaração de nulidade de atos praticados pela CCJ do Senado durante o trâmite legislativo, constata-se que o presente mandado de segurança perdeu seu objeto por ausência superveniente de interesse de agir”, diz Moraes.

Igor Gadelha - Metrópoles

 

 

Planalto entra em modo de contenção de danos no caso Master

 


Incomodado com os efeitos eleitorais do caso Master, o governo decidiu entrar em modo de contenção de danos diante da repercussão do escândalo. A estratégia desenhada nos bastidores passa por um alinhamento da comunicação sobre o assunto e por um movimento para descolar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dos personagens envolvidos com o banco, segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil.

A tese é que já houve um “estrago” para a gestão petista, apesar da premissa de que esta é uma crise que “não pertence” ao governo. Nos bastidores, a avaliação é que a blindagem de Lula é crucial no curto prazo, mas que as denúncias tendem a tomar um novo rumo com o avanço na delação de Daniel Vorcaro.

Aliados de Lula fazem uma aposta otimista de que a delação tende a desviar as atenções sobre o caso para políticos da oposição e do centrão, afastando o caso do Palácio do Planalto. Nesta semana, vieram a público informações sobre pagamentos do Master a diversos políticos, o que governistas enxergam como um sinal dessa tendência.

O plano agora, afirmam esses interlocutores, passa por um esforço para distanciar Lula de figuras como o ministro Alexandre de Moraes. A avaliação interna é que o envolvimento do magistrado é um foco de desgaste para Lula, dado o alinhamento entre os dois por conta dos julgamentos da trama golpista e do 8 de janeiro.

A entrevista concedida pelo presidente nesta semana ao ICL Notícias já englobou grande parte das mensagens nessa direção. Lula declarou que aconselhou Moraes a se declarar impedido e criticou o enriquecimento de ministros do STF.

A orientação por um alinhamento do discurso sobre o caso Master também permeou a fala de Gabriel Galípolo à CPI do Crime Organizado nesta semana. Mas gerou profundo desconforto no Planalto o fato de o presidente do Banco Central ter isentado o antecessor Roberto Campos Neto. Até porque um dos focos da estratégia desenhada é justamente transferir a responsabilidade no governo Bolsonaro.

CNN Brasil

 

 

Ex-chefe do BC recebeu R$ 4 milhões de operador do Master e usou relatório para esconder propina, diz investigação

 


Investigação interna do Banco Central concluiu que o ex-chefe de Supervisão Bancária Belline Santana simulou dois contratos, que somaram R$ 4 milhões, com um advogado ligado ao Banco Master para receber propina.

A conclusão está no relatório sigiloso da comissão de sindicância patrimonial do BC, encerrada no dia 4 de março. O documento foi obtido pela Folha. Os contratos foram firmados pelo servidor com a Varajo Consultoria, empresa de Leonardo Palhares, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a comissão, em um dos contratos, Santana recebeu R$ 2 milhões em troca de um estudo de 50 páginas sobre educação financeira, composto basicamente por um resumo de oito artigos acadêmicos e entrevistas de terceiros.

O trabalho tinha como foco a prestação de consultoria e outros serviços para um projeto voltado para conectar jovens de comunidades periféricas ao mercado financeiro.

De acordo com a sindicância, o resultado apresentado não teve produção autoral relevante ou qualquer referência ao nome do ex-chefe de supervisão da autarquia.

Os procuradores do BC afirmaram ser "pouco crível" que alguém pagasse o montante milionário por um material daquela natureza. Segundo eles, o estudo poderia "ser facilmente produzido com o uso de inteligência artificial (IA), ou mesmo solicitado a terceiros, tais como estudantes ou estagiários, a baixíssimo custo".

A comissão ainda disse que ficou "muito claro" que o investigado não possuía experiência nem os conhecimentos necessários para desenvolver esse tipo de trabalho, muito menos com tal remuneração.

"Se em algum momento [a quantia] fosse paga a alguém para a execução dessa atividade –o que é mesmo duvidoso–, certamente o seria para uma sumidade no assunto", disse.

A sindicância do BC afirma que o funcionário ocupou importantes cargos e funções, mas os objetos contratados são de uma área do conhecimento mais próxima da sociologia, que não é a especialidade dele.

Procurada, a defesa do empresário afirmou que "o tema está atualmente sob a apreciação do Poder Judiciário e tanto a Varajo Consultores quanto o seu sócio têm cooperado com a Justiça para a apuração da realidade dos fatos". A defesa de Vorcaro, procurada por meio de sua assessoria de imprensa nesta quinta-feira (9), informou que não iria se manifestar.

Como mostrou a Folha, investigação do Banco Central também mostrou que o ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza simulou a venda de um sítio em Minas Gerais para ocultar recebimento de propina do Banco Master ou de pessoas ligadas ao grupo.

O segundo contrato firmado por Santana com a Varajo Consultoria tinha como objetivo complementar o estudo realizado e executar um ciclo de palestras no projeto "Jovens Potentes".

Em oitiva, Santana disse ter sido contratado para implementar o projeto, fazendo a sensibilização de empresas.

Como entrega concreta, segundo ele, houve a criação de uma logomarca para o projeto, a criação de perfis nas redes sociais –LinkedIn e Instagram (com pouco mais de 1.000 seguidores)– e a divulgação da logomarca nas plataformas. O conteúdo com melhor desempenho no Instagram obteve 65 curtidas. Além disso, ele contou ter realizado um webinário, com adesão de apenas 20 pessoas.

"O servidor investigado sequer tinha domínio ou noção exata do próprio objeto do contrato, a constituir forte indício de que o negócio jurídico foi parte de manobra artificiosa para ‘esquentar’ o recebimento de recursos", disse a sindicância.

Os membros ainda ressaltaram que os contratos foram muito mal elaborados e os produtos entregues não tinham conexão com o compromisso firmado.

A investigação disse ver indícios de que o contrato "foi mero negócio simulado para tentar dar aspecto legítimo ao pagamento ilícito feito ao contratado."

Segundo o relatório, a Varajo Consultoria, de Palhares, tinha R$ 10 mil de capital social e sede em um espaço de coworking em São Paulo "–circunstâncias que seriam incompatíveis com a contratação de um projeto no valor de R$ 4 milhões".

Palhares também comanda a Super Empreendimentos, investigada pela Polícia Federal sob a suspeita de servir de canal de pagamentos pelo Master a agentes públicos. E é diretor da Solar (Sociedade Organizada Spread of Love and Respect), que tem como embaixadora a filha de Daniel Vorcaro.

Santana atuou, de 2019 a 2026, como chefe do Departamento de Supervisão Bancária, lidando diretamente com informações de interesse das instituições bancárias.

Segundo a sindicância, as informações revelaram um vínculo claro, embora indireto, entre o servidor e a instituição sob supervisão do BC, havendo conflito de interesses.

Os procuradores do BC que assinam o documento também lembram que, como chefe do departamento de supervisão, Santana tinha enorme poder de influência e decisão sobre instituições bancárias – inclusive o Banco Master – e com acesso a informações.

A comissão pontuou que o ex-chefe do BC não consultou a Comissão de Ética da autarquia sobre o caso, mesmo tendo sido membro (titular ou suplente) do comitê por mais de três anos, entre 2022 e 2025, quando já tinham sido detectadas irregularidades no caso Master.

Em seu depoimento, Santana disse que, ao tomar conhecimento de possível relação de Palhares com a instituição supervisionada, optou por encerrar a prestação de serviços.

Também afirmou ter ponderado a Palhares que não teria disponibilidade para elaborar o projeto, ao que este teria respondido que tinha interesse, unicamente, em utilizar "seu nome e imagem", sem necessidade de efetiva participação em sua elaboração.

Na oitiva, Santana também argumentou que não adotou medidas que favorecessem o conglomerado Master. A comissão, porém, afirma que, para a configuração dos ilícitos, é desnecessário que os atos em benefício do agente corruptor sejam efetivamente consumados.

As conclusões levaram o grupo a propor a instauração de processo administrativo disciplinar contra Santana na CGU (Controladoria-Geral da União).

Segundo a autarquia, os indícios apontam para a caracterização de enriquecimento ilícito, recebimento de propina, prática de corrupção e improbidade administrativa.

Alvo de investigação da Polícia Federal, Santana foi submetido a medidas cautelares, como a suspensão do exercício de função pública, proibição de acesso às dependências do BC e a imposição de monitoramento eletrônico.

Os advogados de Santana afirmaram que estão avaliando todo o material das investigações conduzidas pela Polícia Federal, conforme disponibilizado pelo Supremo Tribunal Federal, bem como os recentes desdobramentos perante a CGU.

Também disseram que todos os esclarecimentos serão apresentados oportunamente às autoridades e que o servidor sempre exerceu suas atividades no Banco Central "de forma técnica e, principalmente, lícita, dentro dos limites legais, observando-se a natureza prudencial inerente à referida autarquia".

"Isso significa dizer que não houve, de sua parte, favorecimento a qualquer instituição financeira, muito menos ao Banco Master, conforme já apontado pelo Tribunal de Contas da União, em relação à supervisão realizada pelo BC, em matérias veiculadas pela própria imprensa".

Informou ainda que "espera que seja resguardado o regular contraditório nas instâncias administrativa e policial em trâmite neste momento, principalmente sobre a compatibilidade entre suas atividades no BC e serviços de caráter social que foram efetivamente realizados para a promoção de igualdade de oportunidades para jovens no mercado financeiro".

Folha de São Paulo

 

 

VÍDEO: Polêmica em cidade do RN, Vereador diz ter oferecido dinheiro para matar cachorro

 




Clima tenso na Câmara de São Vicente.

A vereadora Geni de Holanda denunciou e criticu a postura de um colega de parlamento que diz ter oferecido dinheiro para matar cachorros na cidade.

Geni bateu boca com Chico Lins durante sessão na Câmara.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros


Vera Magalhães: O isolamento de Lula a seis meses da eleição

 


Lula chega à sua sétima disputa presidencial isolado como nunca e demonstra mais dificuldade que em ocasiões passadas de reverter uma maré negativa. As trocas nos ministérios esvaziaram a já precária articulação política de seu terceiro mandato, ele está cercado de políticos e assessores com visão de esquerda e não tem diálogo fluente nem com o Congresso, nem com os setores da economia que mais se envolvem nas conversas preparatórias para as eleições.

Nesse ambiente marcado pela anemia política do incumbente, acumulam-se riscos de derrotas parlamentares, a discussão de medidas emergenciais em ritmo diário demonstra a preocupação que tomou conta do Palácio do Planalto e, para culminar, começam a fermentar teorias que, se ganharem tração, são altamente perniciosas para Lula, como aquela segundo a qual ele poderia desistir de disputar um novo mandato.

Em conversas nesta semana de aliados históricos de Lula com expoentes do mercado financeiro, do agronegócio e de outros setores, já havia quem não considerasse absurda a hipótese de “bidenização”, sua substituição por outro nome.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, abordou conversas de bastidores que trazem o nome de Fernando Haddad como possível substituto de Lula na chapa presidencial. Quando questionado, Haddad tem sido peremptório em negar a possibilidade e retruca que o candidato é Lula.

Mas o simples fato de esse assunto começar a ser tratado em voz alta, ainda que reservadamente, por políticos, empresários e especialistas de marketing, entre outros atores, já é uma pista eloquente das dificuldades inéditas enfrentadas por Lula.

Sim, trata-se de alguém que já demonstrou ter sete vidas na política, ao vencer em 2006, depois do mensalão e do escândalo dos aloprados, e em 2022, depois de ter sido condenado e preso na Lava-Jato. Mas, para onde quer que se olhe, há adversidades no caminho para o quarto mandato. Nas pesquisas, nenhuma área do governo aparece bem avaliada. Diante disso, qualquer campanha publicitária esbarra, de saída, no muro de má vontade erigido pelo eleitor.

A defesa da democracia, um dos pilares sobre os quais Lula estruturou a atual passagem pela Presidência, também vai se mostrando mais limitada como catalisador eleitoral, uma vez que a rejeição a sua permanência no poder supera a demonstrada diante da possibilidade de volta do bolsonarismo.

Para que esses dados mudassem, Lula precisaria sensibilizar segmentos com que não tem hoje nenhuma interlocução, como empresários, profissionais liberais, representantes do agronegócio, pequenos empreendedores, evangélicos e tantos outros convencidos de que sua vida econômica piorou e de que o PT já deu o que tinha que dar.

Mesmo nas prioridades que elencou nos últimos meses para tentar reagir, não há senso de urgência da parte de quem ficou ao lado de Lula depois das desincompatibilizações. Basta ver a novela da escala 6x1: há quantos meses o governo anuncia que mandará um Projeto de Lei à Câmara, sem tomar a iniciativa?

Vera Magalhães - O Globo

 

 

Careca do INSS sente-se ameaçado por Camisotti e quer entregar políticos do PL, PDT e Republicanos

  O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, ameaçou entregar políticos do PL, PDT e Republicanos que participaram da Fa...