segunda-feira, 11 de maio de 2026

Moraes ignorou o direito, sustou a Constituição e aboliu o parlamento

 


Estranha democracia, a brasileira, onde um único juiz, o ministro Alexandre de Moraes, pode suspender monocraticamente a aplicação de uma lei aprovada pelo Congresso, no caso específico a da Dosimetria.

Não vou entrar no mérito se diminuir as penas dos condenados pelo 8 de janeiro e a de Jair Bolsonaro é justo ou não (acho justo) ou discorrer sobre a qualidade intelectual e moral da maioria dos parlamentares (acho péssima).

A questão é que o Congresso aprovou a lei, a Associação Brasileira de Imprensa e o PSol (não são a mesma coisa?) entraram previsivelmente com Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) para derrubá-la no tapetão do STF — e Moraes tomou uma decisão fora das regras do jogo.

O pretexto foi uma ação impetrada por uma condenada em 8 de janeiro, que pede a aplicação da Lei da Dosimetria para reduzir a sua pena. O ministro argumentou que não poderia julgar pedidos como o dela, enquanto estiverem tramitando ADIs que põem em dúvida a validade da legislação aprovada pelo Congresso.

Ele poderia ter ficado nisso, mas não: deu uma caneta e suspendeu a aplicação da lei em casos relativos ao 8 de janeiro.

Não sou advogado (ainda os há ou existem apenas “juristas” no Brasil?), mas sei que direito é forma. É a forma concertada, cristalizada, aplicada no dia a dia, incansavelmente, nas petições, nos prazos, nos acórdãos, nos instrumentos recursais, que diferencia o direito daquilo que não tem forma ao adquirir qualquer uma: a vingança.

Diversos advogados estão estupefatos com a profanação da forma do direito, mais uma perpetrada desde há quase quatro anos, na suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria.

Moraes não suspendeu a lei no âmbito das ADIs das quais foi sorteado relator, em outro sorteio de resultado curioso no STF. Mesmo que o tivesse feito, a decisão monocrática seria contrária à previsão legal segundo a qual só o tribunal poderia adotar uma medida cautelar tão drástica.

O ministro tirou do ar a aplicação da Lei da Dosimetria como relator de um processo de execução penal — o que só não é completo absurdo no país que anda normalizando absurdos completos. Como escreveu o professor de processo penal Rodrigo Chemim, do Paraná:

“A decisão é errada, até porque, quando se admite isso, cria-se uma categoria juridicamente estranha: uma espécie de suspensão monocrática, seletiva e incidental da lei, sem previsão constitucional clara e sem o procedimento próprio do controle de constitucionalidade.”

A aplicação foi suspensa sem que a lei tenha sido declarada inconstitucional e em relação a apenas alguns cidadãos, certamente considerados de segunda categoria. Como explica Chemim, “continua formalmente válida para todos, mas deixa de valer naquele caso porque assim decidiu individualmente o relator. Se normalizarmos isso, a segurança jurídica deixa de depender da Constituição, da lei e dos procedimentos de controle, para depender da vontade decisória de quem julga. E, nesse cenário, a jurisdição constitucional deixa de funcionar como garantia democrática e passa a operar como instrumento de exceção”.

Moraes ignorou a forma do direito, suspendeu a Constituição e aboliu o parlamento com a sua canetada. E tudo fica ainda mais esquisito quando se sabe que as penas dos condenados de 8 de janeiro e de Bolsonaro podem ser usadas como moeda de troca para evitar o impeachment de ministros do STF.

Mario Sabino - Metrópoles

 

 

PRF e DER apreendem ônibus com transporte clandestino na Grande Natal

 


A Polícia Rodoviária Federal, em ação conjunta com o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte, retirou de circulação um ônibus que realizava transporte clandestino de passageiros no Rio Grande do Norte. A abordagem aconteceu no início da tarde desta segunda-feira (11), por volta das 12h30, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

Segundo a PRF, a operação começou após uma denúncia informar que um ônibus que supostamente operava a linha intermunicipal entre Natal e Mossoró trafegava pelo município de Poço Branco, em um trajeto considerado fora da rota habitual.

Diante da suspeita, a PRF acionou o DER/RN, que confirmou que o itinerário informado não fazia parte da linha autorizada.

Durante a fiscalização, os agentes constataram que o ônibus era emplacado em Alagoas e não possuía cadastro ativo junto ao DER/RN para operar linhas regulares ou fretamento intermunicipal no estado.

Passageiros foram levados à rodoviária

No momento da abordagem, 42 passageiros estavam no veículo.

Para garantir a segurança dos ocupantes, a PRF escoltou o ônibus até o terminal rodoviário de Natal, onde os passageiros desembarcaram em segurança.

Após o desembarque, o veículo foi entregue aos agentes do DER/RN, que realizaram a remoção para um pátio credenciado.

Na esfera criminal, a PRF lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo exercício ilegal de atividade relacionada à concessão de transporte público.

A corporação também alertou a população sobre os riscos do transporte clandestino, destacando que veículos irregulares podem circular sem fiscalização adequada, sem garantias de manutenção mecânica e sem autorização dos órgãos competentes.

 

Homem suspeito por estupro de vulnerável no Seridó é preso em Natal

 


Um homem de 51 anos foi preso pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (11) em Natal. Segundo as autoridades, ele é suspeito pelo crime de estupro de vulnerável no município de Jardim de Piranhas, na região Seridó do Rio Grande do Norte.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a diligência ocorreu após a equipe policial identificar a existência de uma ordem judicial pendente. A ação policial ocorreu por volta das 10h20, quando os agentes localizaram o suspeito em um estabelecimento comercial localizado nas proximidades da Avenida Rio Branco, no centro da capital.

O homem detido já era conhecido pela unidade policial local.

Ele foi conduzido à delegacia para realização dos procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

 

Cesta básica fica mais cara em Natal após aumento de 2,39% em abril

 


O preço da cesta básica em Natal voltou a subir no mês de abril e passou a custar R$ 669,39, segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O aumento registrado na capital potiguar foi de 2,39% em relação ao mês de março. No acumulado de 2026, a alta chega a 12,10%. Já nos últimos 12 meses, a elevação foi de 1,89%.

Entre as 27 capitais pesquisadas, Natal tem a sexta cestas básicas mais barata do país (veja ranking abaixo).

Segundo o levantamento, nove dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento de preço entre março e abril. As maiores altas foram registradas no tomate e no feijão carioca.

Veja os produtos que ficaram mais caros:

  • Tomate: 4,91%
  • Feijão carioca: 4,47%
  • Leite integral: 3,66%
  • Carne bovina de primeira: 3,61%
  • Banana: 2,31%
  • Açúcar cristal: 2,13%
  • Óleo de soja: 0,34%
  • Farinha de mandioca: 0,30%
  • Pão francês: 0,27%

Os itens que tiveram redução nos preços foram:

  • Manteiga: -3,05%
  • Café em pó: -1,28%
  • Arroz agulhinha: -0,46%

No acumulado dos últimos 12 meses, seis produtos registraram aumento de preço em Natal:

  • Feijão carioca: 16,73%
  • Tomate: 9,40%
  • Pão francês: 3,57%
  • Carne bovina de primeira: 3,57%
  • Banana: 2,71%
  • Leite integral: 1,40%

Os produtos que ficaram mais baratos no período foram:

  • Arroz agulhinha: -34,44%
  • Açúcar cristal: -13,54%
  • Café em pó: -7,55%
  • Farinha de mandioca: -7,27%
  • Manteiga: -3,81%
  • Óleo de soja: -1,21%

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o tomate liderou a alta de preços, com avanço de 92,66%. Também subiram:

  • Feijão carioca: 23,22%
  • Banana: 14,04%
  • Leite integral: 6,03%
  • Carne bovina de primeira: 2,38%
  • Pão francês: 1,82%

Entre os produtos que tiveram queda nos quatro primeiros meses do ano estão:

  • Café em pó: -7,00%
  • Arroz agulhinha: -6,87%
  • Óleo de soja: -4,58%
  • Açúcar cristal: -4,25%
  • Manteiga: -1,09%
  • Farinha de mandioca: -0,75%

Custo e variação da cesta básica nas 27 capitais

  • 1º - São Paulo - R$ 906,14
  • 2º - Cuiabá - R$ 880,06
  • 3º - Rio de Janeiro - R$ 879,03
  • 4º - Florianópolis - R$ 847,26
  • 5º - Campo Grande - R$ 826,89
  • 6º - Porto Alegre - R$ 811,82
  • 7º - Vitória - R$ 810,45
  • 8º - Curitiba - R$ 796,10
  • 9º - Belo Horizonte - R$ 793,75
  • 10º - Goiânia - R$ 787,08
  • 11º - Brasília - R$ 768,22
  • 12º - Fortaleza - R$ 767,67
  • 13º - Palmas - R$ 734,53
  • 14º - Belém - R$ 727,70
  • 15º - Boa Vista - R$ 709,68
  • 16º - Manaus - R$ 697,29
  • 17º - Teresina - R$ 695,68
  • 18º - Macapá - R$ 694,88
  • 19º - Salvador - R$ 677,25
  • 20º - João Pessoa - R$ 676,44
  • 21º - Recife - R$ 672,75
  • 22º - Natal - R$ 669,39
  • 23º - Rio Branco - R$ 667,14
  • 24º - Porto Velho - R$ 658,35
  • 25º - Maceió - R$ 652,94
  • 26º - São Luís - R$ 639,24
  • 27º - Aracaju - R$ 619,32

 

PESQUISA FUTURA/APEX: 57% dos brasileiros são favoráveis a impeachment de ministro do STF

 


Pesquisa Futura/Apex divulgada nesta segunda-feira (11) mostra que 57% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Por outro lado, 27,2% da população é contra essa medida. São 15,9% os que não sabem ou não responderam.

No último levantamento, divulgado em abril, eram 55,4% os que se diziam a favor do tema, enquanto 32,1% se consideravam contra e 12,5% não sabiam ou não responderam.

O número de pedidos tem aumentado nos últimos anos. Alexandre de Moraes é o magistrado que acumula mais pedidos de afastamento. São 45 no total.

A Futura/Apex entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 4 e 8 de maio, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03678/2026.

CNN Brasil

 


Sindicato denuncia risco a pacientes no Walfredo Gurgel por elevador quebrado

 


O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) usou as redes sociais para publicar mais uma denúncia envolvendo o hospital Walfredo Gurgel.

Dessa vez, acusam que “o principal elevador utilizado para transportar pacientes cirúrgicos está quebrado, obrigando trabalhadores e pacientes a enfrentarem situações de risco dentro da maior unidade hospitalar do Rio Grande do Norte”.

Em vídeo publicado, uma das diretoras, Lúcia Silva diz que “os pacientes ficam nas escadas enquanto os maqueiros tentam dar conta da situação. Isso é uma vergonha. Todo mês é a mesma coisa”.

A Secretaria Estadual de Saúde Pública foi procurada pelo Grupo Dial, mas até o fechamento deste material ainda não havia enviado resposta. O espaço segue aberto.

Fernando Haddad deixa claro: "Não gosto de quem não paga imposto"

 


O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, deixou claro o que muita gente já sabia sobre ele, sobretudo, diante do apelido que recebeu quando era ministro do Governo Lula: "Taxad". Haddad afirmou que "não gosta de quem não paga imposto". 

O petista fez críticas à direita ao defender o Prouni (Programa Universidade para Todos) durante participação no II Encontro Nacional de Prounistas e Bolsistas, na Universidade Paulista (UNIP), na capital paulista.

Ao falar sobre a criação do programa, Haddad afirmou que setores da direita resistiram à implementação do Prouni por não concordarem com políticas de inclusão no ensino superior.

“O pessoal da direita não queria o Prouni porque eles estavam no bem bom, sem pagar impostos. E vocês sabem que eu não gosto desse pessoal que não paga imposto desde criancinha”, disse.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Datafolha: 41% das mulheres deixaram de sair à noite por medo da violência

 


Pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que 40,9% das mulheres brasileiras deixaram de sair à noite no último ano por medo da violência. Entre os homens, o índice é de 29,8%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios e mostra que 96,2% dos entrevistados têm medo de pelo menos uma das 13 situações de risco apresentadas.

Os maiores medos dos brasileiros são: cair em golpe digital (83,2%), ser roubado à mão armada (82,3%), ser morto durante um assalto (80,7%) e ter o celular furtado (78,8%). Os dados evidenciam que a insegurança no Brasil não é apenas física — a criminalidade digital já ocupa o topo das preocupações da população.

Os números chegam em momento de debate eleitoral sobre segurança pública e pressionam os pré-candidatos a 2026 a apresentar propostas concretas, especialmente para o público feminino, que se mostra desproporcionalmente afetado pela violência urbana.

STF deve validar dosimetria, afirma jornal Folha de SP

 


O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria nos casos concretos dos condenados pelo 8 de janeiro, negando mais de dez pedidos de revisão de pena em menos de 48 horas após a promulgação da norma pelo Congresso. A lei, que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados, foi aprovada por ampla maioria parlamentar após derrubada de veto presidencial.

No entanto, segundo apuração da Folha, ministros do próprio Supremo apostam que o plenário da Corte deve confirmar a validade da lei quando julgar o mérito das ações. Alguns integrantes do tribunal manifestaram incômodo com o caminho escolhido por Moraes — que suspendeu a aplicação caso a caso, sem derrubar a lei de forma geral — o que gerou ruído institucional dentro da própria Corte.

O episódio reforça o embate entre Legislativo e Judiciário que domina o cenário político de 2026 e alimenta a campanha da oposição pela PEC contra decisões monocráticas, com Flávio Bolsonaro classificando a suspensão como "canetada burocrática".

 

 

Governo Lula pode taxar lucro de empresas para conter alta de combustíveis causada pela guerra no Irã?

 


O governo federal decidiu não adotar a taxação sobre lucros extraordinários de empresas do setor de energia como medida para frear o impacto da alta dos combustíveis provocada pela crise no Estreito de Ormuz. A chamada "windfall tax", já utilizada por países europeus durante choques energéticos, poderia aumentar a arrecadação e subsidiar o preço dos combustíveis na bomba, mas foi descartada pela equipe econômica. O Ministério da Fazenda, procurado, não respondeu sobre os motivos da decisão.

A escalada no preço do petróleo — que chegou a subir 4,6%, aproximando-se dos US$ 106 o barril — pressiona diretamente o bolso do consumidor brasileiro e o caixa das companhias aéreas, que já preveem impacto na aviação regional. O bloqueio de fertilizantes no Estreito de Ormuz também acende alertas humanitários, com autoridades da ONU falando em risco de crise alimentar.

A decisão do governo divide opiniões: de um lado, economistas defendem que a medida evitaria intervenções artificiais no mercado; de outro, críticos apontam que a população mais pobre é quem mais sofre com a omissão, enquanto petroleiras registram lucros recordes em meio à guerra.

 

 

Falta de higiene e imundície no hospital Deoclécio Marques

 


Essa imundície que você vê nessa postagem é simplesmente nos bebedouros do Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim.

É algo que não se imagina acontecer dentro de uma unidade de saúde, mas é o que se tem relatos.

Chega a ser vergonhoso a forma como o governo “cuida” da saúde pública.

A Anvisa podia fazer uma fiscalização.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Moraes ignorou o direito, sustou a Constituição e aboliu o parlamento

  Estranha democracia, a brasileira, onde um único juiz, o ministro Alexandre de Moraes, pode suspender monocraticamente a aplicação de uma ...