A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu,
nesta sexta-feira (12), um homem de 22 anos suspeito de envolvimento com o
tráfico de drogas em Caicó, na região Seridó do estado.
De acordo com as investigações, os policiais
identificaram um apartamento que estaria sendo utilizado como depósito de
entorpecentes destinados à comercialização. Após diligências, as equipes
localizaram o imóvel e efetuaram a prisão do suspeito.
No local, foram apreendidos 3,1 quilos de maconha,
165 gramas de cocaína e diversos materiais utilizados no tráfico de drogas.
Segundo a Polícia Civil, o prejuízo estimado ao crime organizado é de
aproximadamente R$ 85 mil.
O suspeito foi conduzido à delegacia para os
procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde
permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça que informações que possam
contribuir com investigações podem ser repassadas de forma anônima por meio do
Disque Denúncia 181.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal
Federal, protagonizou um dos momentos mais tensos da sessão desta quinta-feira
(11) ao defender que as novas regras de responsabilização de plataformas
digitais geram um "efeito inibidor" sobre a liberdade de expressão
dos brasileiros. Durante a leitura de sua análise nos recursos sobre o Marco
Civil da Internet, Mendonça foi questionado por colegas de plenário, que
contestaram os fundamentos de sua posição.
"Estou apenas dizendo que, na situação atual, nós
estamos gerando um efeito inibidor, porque as plataformas, com razão, para se
preservar, vão excluir conteúdos havendo dúvidas sobre o conteúdo",
declarou Mendonça. O ministro criticou especificamente a ampliação do artigo 21
do Marco Civil, que originalmente tratava apenas de casos de divulgação não
autorizada de imagens íntimas. Para ele, o STF extrapolou ao incluir outras
formas de responsabilização e criar um dever solidário das plataformas que não
estava previsto na legislação.
Os questionamentos dos demais ministros se
concentraram na tese de que a posição de Mendonça equivaleria a manter as big
techs blindadas de qualquer responsabilidade, mesmo diante de crimes graves
como terrorismo, racismo, homofobia, tentativas de golpe de Estado e instigação
ao suicídio. O entendimento majoritário da corte é de que o artigo 19 do Marco
Civil, que exigia ordem judicial para responsabilizar plataformas, era
insuficiente para proteger direitos fundamentais e a democracia. Mendonça já
havia ficado vencido no julgamento original de 2025, ao lado de Edson Fachin e
Nunes Marques, quando o placar foi de 8 a 3 pela inconstitucionalidade parcial
do dispositivo.
Apesar das divergências, Mendonça acompanhou a
maioria em um ponto específico: o prazo de 60 dias para que as plataformas se
adequem às obrigações determinadas pelo tribunal. Os ministros Dias Toffoli,
Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Alexandre de Moraes também
votaram pelo mesmo prazo de transição. A proclamação do resultado final e a
fixação da tese foram adiadas para a próxima quarta-feira (17), após o
presidente da corte, Edson Fachin, constatar que ainda há divergências de
redação que precisam ser resolvidas em reunião interna entre os ministros.
O julgamento define o futuro da moderação de conteúdo
nas redes sociais no Brasil. Pelas regras já aprovadas pela maioria, as
plataformas com mais de 1 milhão de usuários passam a responder civilmente se
não removerem publicações sobre crimes graves imediatamente após notificação.
Para outros tipos de ilícitos, enquanto o Congresso não aprovar nova
legislação, as empresas responderão se não retirarem o conteúdo após pedido
direto do usuário, sem necessidade de ordem judicial. O tema repercutiu
amplamente e foi destaque no Jornal 96 desta sexta-feira (12).
Com informações do Poder360, Conjur, G1, Estadão e
CNN Brasil
Caciques do PT da Bahia têm reagido nos bastidores à
inclusão de integrantes da sigla na proposta de delação premiada apresentada
pelo banqueiro Daniel Vorcaro e posteriormente rejeitada pela Polícia Federal.
A notícia é do Metrópoles. Reservadamente,
lideranças do partido de Lula afirmam não enxergar motivo para apreensão.
Alegam que não “há agonia”, que dormem com a consciência tranquila e sustentam
que qualquer irregularidade envolvendo a operação do programa Credcesta pelo
Banco Master seria recebida com surpresa dentro da própria legenda.
Como revelou o Metrópoles, na coluna de Igor
Gadelha, o acordo sugerido por Vorcaro menciona supostos pagamentos que teriam
sido realizados como contrapartida à operação do programa Credcesta pelo Banco
Master no estado.
O banqueiro Daniel Vorcaro
O Credcesta é um cartão de benefício consignado
destinado a servidores públicos da ativa e aposentados, com parcelas
descontadas diretamente na folha de pagamento.
O Banco Master operou o programa na Bahia entre 2018
e 2022, período em que o estado era administrado por Rui Costa (PT), ex-
ministro da Casa Civil.
Segundo interlocutores petistas, a única ligação
conhecida entre integrantes do partido e o Banco Master remete ao episódio
revelado pela coluna envolvendo a empresa da nora do senador Jaques Wagner
(PT-BA).
A companhia da advogada e florista Bonnie de Bonilha
firmou contrato de R$ 12 milhões com a instituição financeira.
A proposta de delação premiada do banqueiro Daniel
Vorcaro, dono do extinto Banco Master, não se limita a citar o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre. Conforme revelou a revista Veja, em reportagem
repercutida no Jornal 96 desta sexta-feira (12), o banqueiro também detalhou
aos investigadores um esquema de longa data envolvendo o PT da Bahia, com
participação direta do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, quando era
governador do estado.
Segundo o relato de Vorcaro, a parceria com o
partido começou em 2007, durante o governo de Jaques Wagner (PT), por meio do
programa Cesta do Povo, que permitia a funcionários públicos baianos realizar
compras com desconto em folha de pagamento. A entrada do Banco Master na
operação transformou o CredCesta em uma das maiores modalidades de crédito
consignado da Bahia, gerando lucros expressivos para a instituição.
O ponto central da denúncia envolve a gestão de Rui
Costa. Vorcaro afirmou que, durante o governo do atual ministro, um decreto
estadual restringiu a portabilidade de dívidas de funcionários públicos para
outras instituições bancárias. Na prática, a medida teria blindado o Master da
concorrência e garantido ao banco o controle quase exclusivo de uma carteira
bilionária de crédito consignado no estado.
A delação de Vorcaro vai ainda mais longe e cita
integrantes do Poder Judiciário que teriam recebido propina para atuar em
defesa dos interesses do Master. A Polícia Federal rejeitou a proposta, mas a
Procuradoria-Geral da República ainda analisa o conteúdo das revelações, o que
mantém Brasília em estado de tensão permanente sobre os próximos capítulos do
escândalo.
O rombo deixado pelo Banco Master é estimado em mais
de R$ 50 bilhões, um dos maiores da história financeira do Brasil.
Investigações em curso mostram que a rede de influência construída por Vorcaro
alcançava políticos, magistrados e burocratas de diferentes correntes
ideológicas, sustentada por festas luxuosas, empréstimos de jatos particulares
e repasses financeiros que o banqueiro registrava com precisão obsessiva em
seus arquivos pessoais.
Uma autoridade do governo dos Estados Unidos
detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o
documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas
tratativas.
Entre os pontos do esboço do acordo estão:
A
reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos
iranianos.
O
desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência
para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a
autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
O
Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais
esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do
acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem
o que foi acordado”, afirmou o funcionário.
A questão do alívio econômico ao Irã tem sido um dos
principais pontos de impasse nas negociações entre os dois países. A fonte
insistiu que qualquer flexibilização só ocorrerá após o Irã tomar medidas
concretas para cumprir o acordo.
“Os iranianos não recebem nada no momento da
assinatura do memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) nem durante a
própria negociação”, disse a autoridade.
“O que eles recebem são recompensas econômicas pelo
cumprimento de suas obrigações no âmbito do acordo. Portanto, se entregarem o
material nuclear conforme prometido, receberão algo. Se desmantelarem seus
programas ou instalações nucleares, receberão outra compensação. E, se
realmente se comprometerem com a paz e a estabilidade regional, receberão
benefícios adicionais além disso”, acrescentou a fonte.
A conta de luz deverá ficar mais cara em 2026.
Segundo projeção divulgada nesta sexta-feira (12) pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel), o reajuste médio das tarifas deve ser de 8,6% no
próximo ano.
A estimativa supera as previsões de inflação
consideradas pela agência, de 5,8% para o IGP-M e 4,9% para o IPCA.
Apesar da alta prevista, a Aneel informou que
recursos de Uso do Bem Público serão utilizados para reduzir o impacto dos
reajustes em áreas atendidas pelas superintendências de desenvolvimento da
Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene).
De acordo com a agência, consumidores de 22
distribuidoras poderão receber descontos nas faturas em razão da destinação
desses recursos.
As projeções constam na segunda edição de 2026 do
boletim InfoTarifas, publicação trimestral da Aneel que apresenta estimativas
de variação tarifária e os principais fatores que influenciam os reajustes das
contas de energia elétrica.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta-feira (12) um pedido de aliados do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para impedir que o filme “Dark
Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja utilizado como
propaganda a favor da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão do ministro é processual. Nunes Marques
afirmou que segue o entendimento consolidado do TSE de que, como os autores da
ação não são candidatos para o mesmo cargo, não cabe o questionamento.
O pedido ao TSE foi feito por advogados do Grupo
Prerrogativas e pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG).
“No presente caso, os representantes não disputam
eleição na circunscrição nacional, tendo em vista que Rogério Correia de Moura
Baptista é deputado federal e pré-candidato ao mesmo cargo apenas no estado de
Minas Gerais, ao passo que Marco Aurélio de Carvalho, advogado, sequer alegou
pretensão de concorrer nas Eleições 2026″, pondera o ministro.
“Nesse contexto, portanto, ausente legitimidade
ativa representação por propaganda contra candidatos que concorrerão ao cargo
de Presidente da República, de circunscrição nacional”, prosseguiu.
O filme Dark Horse entrou na disputa eleitoral após
o vazamento de um áudio de uma conversa do senador Flávio Bolsonaro pedindo
dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos, segundo o senador, iriam
para o filme.
Ao TSE, aliados do presidente Lula alegram que a
exibição do filme tem potencial de risco de abuso de poder econômico, uso
indevido dos meios de comunicação e financiamento político irregular, ainda
mais diante da previsão de lançamento da obra às vésperas do período eleitoral
– embora não tenha data oficial, chegou a circular a informação na imprensa que
a obra seria lançada em setembro.
O fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, torna-se
oficialmente nesta sexta-feira (12) o primeiro trilionário do mundo. As
ações da SpaceX abriram a US$ 150 cada, 11% acima do preço da oferta, depois de
começarem a ser negociadas em Nova York nesta sexta-feira (12) avaliando a
empresa de foguetes e inteligência artificial fundada por Musk em cerca de US$
2 trilhões.
Com isso, sua fortuna chegou ao número antes
inimaginável de quase US$ 1,05 trilhão, segundo o Bloomberg Billionaires Index.
É mais de três vezes o patrimônio da segunda pessoa mais rica do mundo, Larry
Page, cofundador do Google.
Uma fortuna de US$ 1 trilhão — algo próximo ao
Produto Interno Bruto da Suíça — é quase impossível de dimensionar. Steve
Cohen, que ganhou US$ 3,4 bilhões no ano passado como o gestor de hedge fund
mais bem pago do mundo, precisaria repetir esse resultado por quase 300 anos
para chegar a US$ 1 trilhão. Se os 14 filhos de Musk herdassem partes iguais de
seu patrimônio, cada um deles ocuparia a 29ª posição entre as pessoas mais
ricas do mundo.
É um marco na trajetória de Musk, de 54 anos, cuja
riqueza já o transformou em uma das figuras mais poderosas e divisivas do
planeta. E ele não hesitou em usar sua fortuna para bancar sua visão de mundo:
comprou o Twitter em 2022 para combater o que chamou de “vírus da mente woke”,
financiou um chatbot de IA alinhado à sua visão e ajudou a impulsionar Donald
Trump a um segundo mandato na Casa Branca por meio de doações.
Os mais de US$ 291 milhões que ele gastou na eleição
federal de 2024 representam menos de 0,03% de seu patrimônio atual — o
equivalente a uma doação de US$ 291 para um milionário.
Um grave acidente
registrado no fim da manhã desta sexta-feira (12) deixou um homem morto e
quatro pessoas feridas na BR-304, no sentido Assú, na zona rural de Mossoró, no
Oeste potiguar. O veículo, um Fiat Palio com cinco ocupantes, capotou após o
motorista perder o controle da direção.
De acordo com a Polícia
Rodoviária Federal (PRF), o condutor, identificado como Nestor Soares da Silva,
sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.
As outras quatro pessoas
que estavam no automóvel ficaram feridas. Uma mulher e uma criança foram
retiradas do veículo por populares que passavam pela rodovia logo após o
acidente.
Já duas passageiras
ficaram presas às ferragens e precisaram ser resgatadas pelo Corpo de
Bombeiros.
Segundo informações
repassadas pela PRF, dois caminhões que trafegavam no sentido contrário
realizavam uma ultrapassagem no momento do acidente. Ao perceber a situação, o
motorista do Palio teria se assustado, perdido o controle do volante e capotado
o carro.
Equipes do SAMU, Corpo de
Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Científica foram mobilizadas
para a ocorrência. As causas e circunstâncias do acidente serão apuradas pelas
autoridades.
A pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta
sexta-feira (12) aponta que 56% dos brasileiros desaprovam o trabalho do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 42% afirmaram aprovar a
atuação do chefe do Executivo federal, enquanto 2% não souberam ou preferiram
não responder.
Em comparação com o levantamento realizado em março
deste ano, a desaprovação ao governo avançou três pontos percentuais. Na
ocasião, 53% dos entrevistados desaprovavam a gestão petista, enquanto 46%
manifestavam aprovação. Outros 1% não responderam.
A pesquisa ouviu 1.400 eleitores entre os dias 5 e
10 de junho. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para
menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no
TSE sob o protocolo BR-03496/2026.
A advogada Florence Rosa anunciou que deixou a
defesa de Monique Medeiros no caso da morte do menino Henry Borel. A informação
foi divulgada pela própria advogada por meio das redes sociais.
Segundo Florence, sua contratação estava restrita à
atuação durante a sessão plenária do Tribunal do Júri. Ainda de acordo com ela,
divergências quanto à estratégia de defesa levaram ao encerramento de sua
participação no caso, em decisão tomada de forma consensual entre as partes.
“Atuamos na defesa de Monique Medeiros, cuja
contratação limitava-se exclusivamente a atuação na sessão plenária do Tribunal
do Júri. Tínhamos a disposição de seguirmos até a fase recursal, dado o recurso
pendente. Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima
incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo,
encerrarmos a nossa atuação no caso”, afirmou em nota na quinta-feira (11).
Com a saída de Florence Rosa, a defesa de Monique
Medeiros passará a ser conduzida por outro advogado.
Leia a íntegra da nota abaixo:
No dia 4 deste mês, a juíza Elizabeth Machado
Louro concedeu um perdão judicial a Monique Medeiros no julgamento da morte do
filho. A magistrada usou um recurso previsto no próprio Código Penal e
extinguiu a pena da mãe no assassinato de Henry. O padrasto do menino e
ex-companheiro de Monique, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado
a 44 anos de prisão.
Ao justificar o perdão, a magistrada citou uma
“perseguição implacável” e um “franco massacre” vivido por Monique nos últimos
5 anos e lembrou que ela foi uma mãe exemplar — além de ser ré primária.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ),
porém, viu interferência da juíza no veredito e entrou com recurso no dia 6.