segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Carlos diz que Bolsonaro tem crise de azia na prisão na PF e posta foto do pai

 


O vereador Carlos Bolsonaro usou seu perfil em rede social para dizer que neste domingo, 11, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a se sentir mal na prisão da Polícia Federal. Carlos postou uma foto do pai de costas e informando que ele tem crises de vômito. Bolsonaro está preso numa cela especial para cumprir a pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

"Prezados, o médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir", escreveu em sua rede social.

Segundo o vereador, a defesa do pai vai protocolar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária em função do quadro geral do ex-presidente.

"A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula", diz Carlos.

O vereador voltou a criticar a condenação de seu pai pelo STF e listou os crimes pelas quais o ex-presidente está preso.

Estadão

 

 

Trump diz que "Irã ligou para negociar"

 


O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (11) que o Irã, que atualmente enfrenta protestos violentos e tensões com os EUA, ligou para ele no sábado (10) para negociar.

"Eles ligaram ontem [.] O Irã ligou para negociar", disse Trump.

"Os líderes do Irã querem negociar [.] Acho que eles estão cansados ​​de apanhar dos Estados Unidos. O Irã quer negociar conosco.", acrescentou o presidente americano.

Os comentários de Trump vêm dias depois dele ter dito a repórteres que, se Teerã se envolvesse em violência contra manifestantes, os EUA "interviriam".

A CNN noticiou no domingo que Trump está considerando várias opções de intervenção, desde ataques militares a novas sanções contra figuras do regime ou setores da economia iraniana, como energia ou o setor bancário.

CNN Brasil

Empresa ligada ao “Careca do INSS” pagou R$ 700 mil a futura ministra do STM

 


Uma empresa apontada pela Polícia Federal como parte do esquema financeiro do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, pagou R$ 700 mil ao escritório de advocacia da hoje ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Abdalla Sterman. O repasse aparece em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf enviado à CPMI do INSS e foi feito pela ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A, antes da posse da magistrada na Corte.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. O pagamento ocorreu em parcela única, entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, período em que a conta da empresa no Banco do Brasil movimentou mais de R$ 266 milhões. Apesar do valor elevado, não há registro público de processos em que Verônica Sterman tenha atuado em favor da ACX ITC ou de outras empresas do grupo investigado. A mesma empresa também repassou R$ 595 mil ao escritório do ex-ministro do STJ Nefi Cordeiro, igualmente após sua saída do tribunal.

Em nota, a ministra afirmou que desconhece qualquer vínculo da ACX ITC com o “Careca do INSS” e explicou que o valor recebido se refere à elaboração de três pareceres jurídicos criminais solicitados pela empresa quando ela ainda exercia a advocacia. Segundo Sterman, os serviços foram prestados regularmente e a relação profissional se encerrou com a entrega dos pareceres.

A ACX ITC é considerada pela PF uma das firmas usadas para pulverizar e ocultar recursos do esquema, tendo recebido ao menos R$ 4,4 milhões de uma empresa de fachada ligada diretamente ao Careca. Apesar de declarar capital superior a R$ 100 milhões, a companhia tem presença digital quase inexistente e já foi citada em investigações sobre pirâmide financeira, além de responder a ações judiciais de investidores que afirmam ter sido lesados.

 

Estatais batem recorde na Lei Rouanet enquanto contas públicas fecham no vermelho

 


As empresas estatais federais aplicaram R$ 403,7 milhões em projetos culturais pela Lei Rouanet em 2025. Foi o maior valor direcionado desde que o mecanismo entrou em vigor em 1994, segundo o Salic (Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura), do Ministério da Cultura. O recorde coincide com um momento em que o governo federal precisa contar ainda mais com recursos das empresas estatais para tentar fechar as contas que estão no vermelho.

No total, o volume captado por todas as empresas no âmbito da Lei Rouanet foi de R$ 3,4 bilhões em 2025, crescimento de 12,4% sobre o ano anterior.

Petrobras e BNDES lideram investimentos

Duas das cinco maiores financiadoras de projetos culturais pela Lei Rouanet em 2025 foram empresas estatais. Juntas, a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiram R$ 352,2 milhões, enquanto as três privadas do top 5 – Vale, Nubank e Shell – destinaram R$ 330 milhões.

Somente a Petrobras aplicou R$ 307,3 milhões, aumento de 1.500% em relação a 2022, no fim da gestão Bolsonaro. A petroleira lidera o ranking das maiores financiadoras da iniciativa no país.

Segundo a empresa, após anos em que a atividade de patrocínios foi limitada por uma estratégia de venda de ativos e redução do tamanho da companhia, a Petrobras, a partir de 2023, realizou o redimensionamento de sua carteira de projetos, chegando ao volume atual de investimentos, compatível com o porte e a responsabilidade social da estatal.

Entenda como funciona a renúncia fiscal pela Lei Rouanet

A Lei Rouanet é uma política pública que visa ampliar a oferta de recursos ao setor cultural e promover a democratização do acesso à cultura. O mecanismo permite que empresas estatais e privadas destinem parte dos impostos devidos para apoiar projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura.

Na prática, o governo emite uma autorização para que o projeto capte recursos, e o valor investido pelas empresas é abatido do Imposto de Renda. Esses montantes não representam uma despesa nova para as companhias, mas sim uma renúncia fiscal de recursos que seriam originalmente recolhidos como tributos. O capital que financia os festivais e museus provém de recursos que deixam de ingressar no Tesouro Nacional.

O impacto nas contas públicas

À exceção de um curto período entre o final de 2021 e o começo de 2023, motivado pela forte retomada da economia após a pandemia da Covid-19 e por receitas extraordinárias, as contas públicas fecham no vermelho desde novembro de 2014. Segundo o Banco Central, em novembro de 2025 o rombo correspondia a 0,36% do PIB, o maior desde janeiro de 2025.

O país registrou um déficit acumulado de R$ 83,3 bilhões até novembro de 2025. A dívida pública federal alcançou o patamar de 79% do Produto Interno Bruto (PIB).

O governo não está podendo contar com o resultado das empresas estatais federais para melhorar as contas públicas desde janeiro de 2023. Entre julho de 2024 e novembro de 2025, o rombo triplicou, passando de 0,02% para 0,06% do PIB.

Crescimento acelerado em três anos

O montante captado por empresas públicas e privadas entre 2023 e 2025 já soma R$ 9,2 bilhões, apontam dados levantados pelo site Poder 360. Essa cifra iguala, em apenas três anos, o volume total registrado nos quatro anos da administração anterior. A média anual de captação no governo atual é de R$ 3,06 bilhões, contra R$ 2,30 bilhões do período anterior.

Concentração de recursos da Lei Rouanet em grandes instituições

Levantamento feito pelo site mostra que o Masp recebeu R$ 49,2 milhões em 2025, o maior volume captado por um único projeto. A Orquestra Sinfônica de São Paulo e o Instituto Inhotim aparecem logo em seguida no ranking. Mais de 6.000 projetos foram contemplados no último ano, mas o topo da lista é dominado por nomes já consolidados.

O governo autorizou a captação de R$ 20,9 bilhões, embora apenas R$ 3,4 bilhões tenham sido efetivamente liberados pelas empresas. No total, 19.781 empresas realizaram aportes em 2024. O pagamento único de R$ 32,9 milhões para a Orquestra Petrobras Sinfônica foi a maior transferência individual do período.

A expansão de gastos tributários via incentivos culturais exerce pressão adicional sobre as contas públicas, e os gastos elevados obrigam o Banco Central a manter juros altos para conter a inflação.

Gazeta do Povo

 

 

Governo Lula amplia alegação de sigilo para negar acesso a informações

 


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transformou o sigilo no principal motivo para negar o acesso a dados e documentos públicos solicitados via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Nos últimos três anos, um em cada três pedidos de informações rejeitados pelos ministérios e pelas instituições públicas vinculadas ao governo federal foram embasados no fato de os dados solicitados terem sido classificados como sigilosos.

Em nota, a Controladoria-Geral da União (CGU), que fiscaliza e é instância recursal de pedidos de informação, afirmou que “o governo do Brasil tem mantido alto nível de concessão de acesso aos pedidos de informação, com indicadores superiores aos observados em anos anteriores”.

“Em 2025, o percentual de acesso concedido foi de 73,59%, com média anual próxima de 74% entre 2023 e 2025, acima do histórico do governo anterior, quando a concessão chegou a 58,9% no ponto mais baixo e não ultrapassou 72,5%”, disse.

Ainda segundo a pasta, é “fundamental analisar separadamente as negativas baseadas em sigilos previstos em legislação específica e em hipóteses de sigilo previstas na própria LAI, pois têm características distintas”.

Entre 2012, ano em que a LAI entrou em vigor, e 2018, o principal motivo alegado pelos órgãos de governo para negar informações era de que o material requisitado continha dados pessoais — a única exceção foi 2016, quando o sigilo foi o principal motivo de negativa.

A LAI classifica como pessoais as informações relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas e impõe acesso restrito a esses dados.

Do governo Jair Bolsonaro (2019-2022) em diante, a alegação de sigilo se consolidou como a justificativa favorita dos órgãos federais para negar acesso a informações, seja por meio da aplicação de legislação específica ou da LAI.

Em janeiro de 2019, Bolsonaro ampliou o número de servidores comissionados com permissão para atribuir sigilo “ultrassecreto” a dados que antes poderiam ser obtidos pela LAI. O governo recuou da medida no mês seguinte daquele ano após forte pressão da sociedade civil e do Congresso.

O decreto editado pelo ex-presidente dava poderes para que chefes, diretores e assessores de nível superior classificassem informações com o mais alto grau de sigilo, algo que antes só poderia ser feito por cargos como presidente, vice, ministros e comandantes das Forças Armadas.

Mas a atual gestão, sob a liderança de Lula, mesmo sem este dispositivo em vigor, superou os números produzidos pela administração anterior.

Nos quatro anos em que o País esteve sob a direção de Bolsonaro, aproximadamente 28% dos pedidos negados sob a alegação de que a demanda continha informações consideradas sigilosas.

Com Lula à frente do Palácio do Planalto, esse número subiu para 34%, o que equivale a mais de um terço das solicitações rejeitadas por causa do sigilo.

Entre 2012 e 2025, a taxa de pedidos de informações rejeitados via LAI oscilou entre 7% e 11%. É dentro desse universo de dados negados que o sigilo surge como principal razão para impedir o acesso a documentos, minutas, estudos e outras informações públicas sob posse dos órgãos federais.

Ao responder o Estadão, a CGU considerou o percentual de pedidos negados por motivo de sigilo em relação ao total das demandas em vez de filtrar somente a quantidade de casos sigilosos no universo de solicitações rejeitadas, critério que difere do utilizado pela reportagem ao fazer o levantamento.

Conforme a análise da CGU, a média de negativas baseadas em sigilo definido em legislação específica entre 2023 e 2024 foi de 1,74% em relação ao total de pedidos respondidos.

Em 2025, o percentual de negativas por esse motivo foi de 2,72%. A pasta justifica o aumento no ano passado “em razão de um número anormal de pedidos repetidos sobre extratos do PIS/PASEP de diversos cidadãos, apresentados por um mesmo requerente”.

“Os pedidos não puderam ser atendidos via LAI, uma vez que tais informações só são disponibilizadas de forma presencial e mediante identificação, conforme procedimento da instituição responsável, por envolverem dados protegidos por sigilo bancário”, afirmou.

Bruno Morassutti, diretor de advocacy da ONG Fiquem Sabendo, avalia que os motivos para a ampliação do sigilo como motivo para negar demandas por informações está relacionada tanto a questões políticas quanto a mudanças na administração federal.

“Têm menos pessoas na CGU para fazer a fiscalização disso (classificação de sigilo) e as pessoas mais experientes na administração pública se aposentaram ou foram para a iniciativa privada”, afirmou.

“Isso gera um maior desconhecimento com relação ao assunto e isso faz com que a pessoa quando vai decidir o caso - por não ter formação, experiência e capacitação e por a gente estar num governo que não está mais naquele hype da transparência pública que a gente teve no governo Dilma – tenha um pouco mais insegurança ao dar acesso a uma informação sensível. Isso pode levá-lo a negar e dizer que essa informação é sigilosa”, completou.

Professor da disciplina de transparência na Fundação Getúlio Vargas (FGV), Gregory Michener destaca o fator político e a fragilidade da composição do atual governo.

“Os presidentes que não têm controle sobre as suas coalizões são os mais suscetíveis à opacidade. Eles têm que alocar sigilo para os aliados em troca de votos. Os aliados esperam que o presidente fique longe deles e que deixe eles fazerem o que quiser, o que envolve manter a opacidade”, afirmou.

Leia a nota completa da CGU

O Governo do Brasil tem mantido alto nível de concessão de acesso aos pedidos de informação, com indicadores superiores aos observados em anos anteriores. Em 2025, o percentual de acesso concedido foi de 73,59%, com média anual próxima de 74% entre 2023 e 2025, acima do histórico do governo anterior, quando a concessão chegou a 58,9% no ponto mais baixo e não ultrapassou 72,5%.

Estadão

 

Irmãos de Toffoli venderam fatia milionária em resort a fundo de gestora investigada no caso Master

 


Os irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli cederam uma fatia milionária no resort Tayaya, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo da Reag Investimentos, investigada por abrigar teias de fundos ligados ao Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis.

Procurados, o ministro Dias Toffoli, seus irmãos e a administração do resort não se manifestaram.

O ministro não tem participação direta no resort, mas frequenta o Tayaya. Seus irmãos e pelo menos um primo tiveram participação acionária na empresa.

O Arleen Fundo de Investimentos, da Reag, chegou a investir R$ 20 milhões em duas empresas de familiares do ministro responsáveis pelo resort de 58 mil metros quadrados, como revelou a Folha de S. Paulo. O jornal mostrou que o Arleen investiu em outros fundos que estão sob suspeita pela PF.

Toffoli é relator do inquérito do caso Master no Supremo Tribunal Federal, que envolve a Reag Investimentos. Ele passou a ser responsável pelo inquérito após aceitar um pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro para que o caso fique no STF.

Parecer preliminar de técnicos do TCU constatou que BC agiu corretamente nas investigações do Master

A gestora e administradora de recursos financeiros Reag abrigou teias de fundos ligadas ao dono do banco Master, investigadas pela Polícia Federal. Também foi alvo da PF por abrigar fundos usados por suspeitos de sonegação e envolvimento com o PCC no setor de combustíveis.

O Estadão obteve acesso a documentos da sociedade ao longo dos últimos anos. Uma das empresas beneficiada por investimentos do fundo Arleen é a Tayaya Administração e Participações, que foi aberta em 2011 pelo primo do ministro, Mario Umberto Degani. A outra era a DGEP, também do primo do ministro.

Em 2021, como mostrou o portal O Antagonista, a Maridt Participações S.A., que tinha como dirigentes dois irmãos do ministro, Jose Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, se tornou sócia do empreendimento.

José Carlos Dias Toffoli é padre na cidade de Marília, reduto do ministro, e José Eugênio é engenheiro e chegou a prestar serviços para a Queiroz Galvão, empreiteira envolvida na Operação Lava Jato, entre 2008 e 2015. Ele não foi denunciado na operação.

Documentos da Junta Comercial do Paraná mostram que a fatia dos irmãos chegou a ser de R$ 1,37 milhão na Tayaya Administração e de outros R$ 5,4 milhões na DGEP Empreendimentos.

Em setembro daquele ano, a Maridt vendeu uma parte de sua participação na Tayaya, no valor de R$ 618 mil, ao Arleen. No mesmo dia, transferiu, em termos idênticos, R$ 2,54 milhões de sua fatia na DGEP.

Atualmente, nem o fundo nem os familiares de Toffoli permaneceram formalmente na sociedade. O Arleen, o primo e os irmãos de Toffoli cederam suas quotas para o advogado de Goiás Paulo Humberto Barbosa, atualmente único sócio das empresas.

O fundo Arleen foi aberto em 2021, com prazo para durar 20 anos, conforme documentações entregues à Comissão de Valores Mobiliários. Ele tem apenas um cotista, que é outro fundo gerido pela Reag.

No início de novembro de 2025, dois meses depois da deflagração da operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investiga o uso de fundos da Reag para lavagem de dinheiro para o PCC, uma assembleia de cotistas decidiu por sua liquidação.

No mesmo mês, dias depois, o banqueiro Daniel Vorcaro seria preso pela Polícia Federal por fraudes no Banco Master. Fundos da Reag também são alvo da investigação.

Pareceres de auditoria entregues à CVM mostram que empresas se abstiveram de opinar sobre a veracidade das demonstrações financeiras do Arleen em razão da falta de documentos que teriam de ter sido entregues para escrutinar seus ativos, como era o caso do Tayaya. Em um dos pareceres, foi citada preocupação dos auditores com a deflagração da Operação Carbono Oculto e suas eventuais ligações com o fundo.

O ministro Dias Toffoli frequenta o Tayaya há anos. Como mostrou a Folha de S. Paulo, em 2019, foi a eventos no interior de São Paulo e no Paraná e esticou sua estadia no resort.

Mais recentemente, o portal ICL Notícias mostrou que Toffoli chegou ao Tayaya de helicóptero, após pegar um voo em um avião usado por Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, alvo da Operação Carbono Oculto e um dos controladores da Copape, suspeita de sonegação bilionária.

Procurados, o Tayaya, Jose Eugenio Dias Toffoli, o ministro Dias Toffoli, Paulo Humberto Barbosa, José Carlos Dias Toffoli e representantes da Reag Investimentos não se manifestaram.

Estadão

 

 

Master: a ‘prisão domiciliar relâmpago’ de Vorcaro após acareação no STF

 


Peça-chave das investigações da fraude bilionária no Banco Master, Daniel Vorcaro se viu numa situação insólita após prestar depoimento e participar de uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF) com o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que avançou até a noite do último dia 30.

O banqueiro viajou para Brasília em um voo comercial, escoltado por policiais federais, mas como a maratona de depoimentos – só o dele durou cerca de duas horas e trinta minutos – e a acareação com Costa terminaram tarde, a sua defesa pediu autorização do Supremo para que ele retornasse a São Paulo no jatinho privado fretado pelo advogado Roberto Podval, que o acompanhou pessoalmente nas oitivas.

A alegação era a de que não havia mais voo comercial direto de Brasília para São Paulo naquela noite, já que a acareação só terminou por volta de 21h30, quando as opções de viagem para São Paulo envolviam escalas em outras cidades.

Por determinação da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Vorcaro está com tornozeleira eletrônica e só pode se ausentar do município onde vive (no caso, São Paulo) com autorização judicial.

Como Vorcaro não tinha condições de voltar para casa em voo comercial, surgiu o impasse: autorizar a volta em jato fretado ou criar uma solução que o permitisse dormir em Brasília.

O juiz auxiliar de Toffoli, Carlos Vieira von Adamek, ligou para o ministro, que negou o pedido de Vorcaro.

Por determinação de Toffoli, o banqueiro foi obrigado a dormir em sua residência em Brasília, numa mansão localizada no Lago Sul, bairro nobre da capital, e retornou num voo comercial direto para São Paulo no dia seguinte, sob a escolta da Polícia Federal.

Na avaliação de fontes que acompanham de perto o caso, foi como se Vorcaro tivesse ficado em uma espécie de “prisão domiciliar” relâmpago, pelo menos até retornar a São Paulo, onde segue cumprindo as medidas cautelares impostas pelo TRF-1, que incluem também a proibição de manter contato com outros investigados – e a retenção do passaporte, que já foi entregue para a Justiça.

Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna, a defesa de Vorcaro também aproveitou o depoimento para pedir o relaxamento das cautelares durante o depoimento, o que foi igualmente negado.

Senha do celular

Por parte da defesa, o depoimento de Vorcaro foi marcado por recusa do próprio executivo, que rejeitou um pedido feito por investigadores. Ele foi questionado pela delegada Janaina Palazzo se estaria disposto a informar a senha do seu celular, apreendido no momento em que ele foi preso, em 17 de novembro.

O conteúdo do aparelho de Vorcaro e sua agenda de contatos é alvo de grande preocupação nos meios políticos e jurídicos de Brasília, que temem o risco de serem arrastados para o epicentro do escândalo com o avanço das investigações.

No celular de Vorcaro estava armazenado, por exemplo, o contrato do Master com o escritório da mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes. O documento, revelado em primeira mão pelo blog, previa um pagamento de cerca de R$ 130 milhões em três anos para o escritório defender os interesses do banco de Vorcaro.

A defesa de Vorcaro disse que o celular armazenava mensagens de caráter privado, que não teriam relação direta com a apuração sobre fraudes no Master.

Vorcaro foi questionado pelos investigadores sobre suas conexões políticas. Reconheceu que mantinha relações sociais com diversas autoridades, mas não deu nomes – e ninguém insistiu em obtê-los. Também não foi indagado sobre o contrato milionário de Viviane.

Momentos de tensão

O depoimento foi marcado pelo desconforto e momentos de tensão na equipe de delegados da PF liderada por Janaina Palazzo e os procuradores da República que participavam da audiência.

Toffoli mandou entregar aos investigadores 82 perguntas para que fossem feitas a Vorcaro, mas a delegada disse que não poderia fazer perguntas que não tinham sido preparadas por ela. Janaina só aceitou submeter a Vorcaro as questões de Toffoli depois que ficou registrado na ata do depoimento que tinham sido apresentadas pelo gabinete do relator, Dias Toffoli.

As perguntas Toffoli para Vorcaro eram divididas em seis blocos, que tratavam de temas como a venda do Master ao BRB e a reunião do banqueiro com integrantes do Banco Central em 17 de novembro, mesmo dia em que acabou sendo preso por decisão da Justiça Federal de Brasília.

No depoimento, ele disse que havia informado previamente ao BC que viajaria para Dubai, nos Emirados Árabes, para um encontro com um grupo de investidores estrangeiros.

Em uma das perguntas, Toffoli pede até que o banqueiro diga se o Banco Central agiu com a “celeridade necessária” levando em conta o intervalo de tempo entre os primeiros indícios de fraude detectados pela instituição reguladora e a liquidação do Master em novembro passado.

Procurada, a defesa de Vorcaro informou que não se manifestaria.

Malu Gaspar - O Globo

 

 

Opinião do Estadão: A normalização do improviso

 


O Brasil encerrou mais um ano tendo naturalizado aquilo que deveria ser exceção: o improviso como método de governo. Decisões casuísticas, soluções provisórias eternizadas, flexibilizações recorrentes de regras fiscais, institucionais e administrativas passaram a ser justificadas por um estado de urgência permanente – muitas vezes produzido pelo próprio Palácio do Planalto. Sob o rótulo de “pragmatismo”, relativiza-se a previsibilidade; em nome da governabilidade, esgarçam-se compromissos. O resultado é um Estado que opera sem norte e uma democracia que se habitua perigosamente à instabilidade.

Esse quadro se agrava num contexto de desarranjo institucional já evidente. O equilíbrio entre os Poderes, pilar do regime democrático, vem sendo substituído por uma convivência disfuncional: um Executivo frágil e reativo, um Legislativo hipertrofiado e um Judiciário cada vez mais politizado. O Orçamento da União, capturado por interesses paroquiais no Congresso, perdeu sua função estratégica de planejamento para se tornar moeda de troca de curto prazo. Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal (STF), ao extrapolar suas atribuições, contribui para a confusão de papéis e para a erosão institucional.

Nada, porém, ocorre no vácuo. No centro desse processo está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este jornal tem insistido: trata-se de um mandato medíocre, conduzido por um Ministério fraco, sem coesão, sem densidade técnica e sem capacidade de formular políticas públicas estruturantes. A ausência de um projeto claro de país – que vá além da repetição de políticas conhecidas e do cálculo eleitoral permanente – faz do governo agente do desequilíbrio institucional, quando deveria ser seu principal fator de correção.

Lula, historicamente visto como um hábil articulador político, caminha para o fim do mandato se limitando à administração improvisada de crises e à acomodação oportunista de pressões. Governa-se por exceções sucessivas: contorna-se a regra fiscal, relativizam-se limites administrativos, tolera-se a deformação do Orçamento e aceita-se a judicialização excessiva como atalho político. A exceção vira método e a regra, obstáculo. Em vez de liderar a recomposição institucional, o Planalto adapta-se ao desarranjo e, ao fazê-lo, acaba por legitimá-lo. Não à toa, transformou o STF no seu braço político para enfrentar o Congresso.

A retórica presidencial insiste em apresentar flexibilidade como virtude e improviso como sensibilidade social. Esse improviso se manifesta de forma concreta: na alteração sucessiva de metas fiscais antes mesmo de sua tentativa de cumprimento; no uso recorrente de créditos extraordinários para financiar despesas previsíveis; na multiplicação de exceções no novo arcabouço fiscal; no relançamento de políticas antigas (como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o PAC) sem redesenho estrutural; e na judicialização frequente de impasses políticos como atalho à negociação institucional.

Mas o custo dessa escolha é alto. Esse ambiente que conjuga o “mais do mesmo” com a aposta na sorte produz uma malaise perceptível na sociedade. Não se trata apenas de indicadores econômicos ou de frustrações pontuais, mas da sensação difusa de um país sem direção, governado no curto prazo e refém de disputas entre Poderes que operam sem limites claros, nem administrativos nem éticos. O resultado é o futuro sempre adiado em nome de urgências fabricadas.

É legítimo perguntar se é possível iniciar um novo ano prometendo estabilidade enquanto se governa pela exceção. A resposta é evidente. Sem previsibilidade institucional, não há planejamento econômico, tampouco sem responsabilidade fiscal e eficiência administrativa há confiança política; e sem respeito aos limites entre os Poderes, não há democracia saudável. A normalização do improviso cobra um preço elevado do Estado e da sociedade.

Para romper esse ciclo, o Brasil precisará mais do que slogans e gestos simbólicos. Exige-se liderança capaz de formular um projeto claro de país, restaurar o equilíbrio institucional e substituir o improviso por políticas consistentes. Até aqui, o governo lulopetista não demonstrou disposição nem capacidade para essa tarefa. Persistir nesse caminho é condenar o País a mais um ano de incerteza e estagnação. Com a eleição batendo à porta, custa acreditar que essa lógica será revertida.

Opinião do Estadão

 

 

VÍDEO - Sem motoristas: Aura Minerals, mineradora canadense trabalha com caminhões autônomos e revoluciona Currais Novos

 



A mineração em Currais Novos, no Seridó potiguar, entrou definitivamente em uma nova era. Além do início da operação comercial da Mina Borborema, da mineradora canadense Aura Minerals, o empreendimento tem chamado atenção por adotar uma tecnologia inédita para a região: o uso de caminhões autônomos, sem motorista, nas operações internas da mina.

A inovação representa uma verdadeira revolução para o setor mineral do Rio Grande do Norte. Os veículos operam de forma totalmente automatizada, guiados por sistemas de navegação, sensores e inteligência artificial, garantindo maior precisão no transporte do minério, redução de riscos operacionais e aumento da eficiência produtiva. A tecnologia já é utilizada em grandes polos mineradores do mundo e agora passa a integrar a realidade do interior potiguar.

Segundo especialistas, a adoção dos caminhões autônomos eleva o padrão tecnológico da mineração local, reforçando o posicionamento da Mina Borborema como um projeto moderno e alinhado às práticas mais avançadas do setor. Além de ganhos em produtividade, o sistema contribui para a segurança dos trabalhadores, que deixam de ser expostos a operações de alto risco, e para a sustentabilidade, com melhor controle de consumo e rotas otimizadas.

Focada na extração de ouro, a Mina Borborema é considerada um dos maiores projetos do segmento no Brasil, com expectativa de produção significativa e exploração de vastas reservas, incluindo áreas localizadas sob a BR-226. O investimento tem impacto direto na economia de Currais Novos e de toda a região do Seridó, gerando empregos, renda e atraindo novos negócios.

Com histórico garimpeiro que remonta à década de 1920, Currais Novos vive agora um novo ciclo, marcado não apenas pela retomada da mineração em grande escala, mas também pela chegada de tecnologias de ponta. A presença de caminhões autônomos simboliza essa transformação e coloca o município no mapa da mineração moderna, consolidando a Mina Borborema como um marco de inovação e desenvolvimento para o Rio Grande do Norte.

 

Filho é preso após tentar matar a própria mãe em São Vicente

 


Repórter Seridó - A Polícia Militar de São Vicente foi acionada por volta do meio-dia deste domingo (11) para atender uma ocorrência de tentativa de feminicídio no município. Segundo informações repassadas pela PM, um homem tentou matar a própria mãe, desferindo golpes de faca contra a vítima.

Durante a agressão, a mulher foi atingida no braço e precisou de atendimento médico. O estado de saúde dela não foi detalhado, mas, conforme a polícia, a vítima não corre risco de morte.

O agressor foi contido e preso ainda no local. Em seguida, ele foi conduzido ao plantão da 11ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), em Currais Novos, onde foi autuado em flagrante pela autoridade policial.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias e a motivação da tentativa de feminicídio.

 

TANGARAENSE - Concurso da prefeitura de Nova Floresta, PB, tem inscrições abertas nesta segunda-feira (12)

 


As inscrições para o concurso da Prefeitura de Nova Floresta, no Curimataú da Paraíba, começam nesta segunda-feira (12). O certame oferta de 136 vagas para cargos de nível fundamental, médio, técnico e superior.

Os salários oferecidos no concurso vão de R$ 1.518 até R$ 14 mil, a depender do cargo. As inscrições vão até o dia 15 de fevereiro, no site da banca organizadora do concurso, a CPcon.

Vagas disponíveis

  • Professor Magistério Polivalente – Classe A – 13 vagas
  • Auxiliar de Serviços Gerais – 10 vagas
  • Monitor de Crianças Atípicas – 10 vagas
  • Monitor Educacional – 10 vagas
  • Vigilante – 8 vagas
  • Médico Plantonista da Unidade Mista de Saúde – 7 vagas
  • Professor Magistério – Classe A (Educação Especial) – 6 vagas
  • Motorista Categoria D – 5 vagas
  • Agente Administrativo – 5 vagas
  • Enfermeiro – 5 vagas
  • Técnico de Enfermagem – 5 vagas
  • Gari – 4 vagas
  • Professor Magistério – Classe B (Ciências) – 4 vagas
  • Professor Magistério – Classe B (Língua Portuguesa) – 4 vagas
  • Professor Magistério – Classe B (Matemática) – 4 vagas
  • Professor Psicopedagogo – 4 vagas
  • Cirurgião Dentista – 3 vagas
  • Médico PSF – 3 vagas
  • Suporte Pedagógico – Classe C – 3 vagas
  • Motorista Categoria B – 2 vagas
  • Técnico em Higiene Dental (ESF) – 2 vagas
  • Fonoaudiólogo – 2 vagas
  • Professor Magistério – Classe B (Artes) – 2 vagas
  • Professor Magistério – Classe B (Geografia) – 2 vagas
  • Professor Magistério – Classe B (História) – 2 vagas
  • Professor Magistério – Classe B (Língua Inglesa) – 2 vagas
  • Fiscal de Obras – 1 vaga
  • Eletricista – 1 vaga
  • Assistente Social – 1 vaga
  • Bioquímico/Biomédico – 1 vaga
  • Farmacêutico – 1 vaga
  • Nutricionista – 1 vaga
  • Psicólogo – 1 vaga
  • Professor Magistério – Classe B (Educação Física) – 1 vaga
  • Professor Magistério – Classe B (Ensino Religioso) – 1 vaga

O certame terá duas etapas, de prova objetiva e prova prática para alguns cargos. O resultado final do concurso tem previsão de divulgação para 29 de maio de 2026.

 

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