quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

TANGARAENSE - Regras da aposentadoria do INSS mudam a partir desta quinta (1º); veja quem consegue o benefício em 2026

 

As regras da aposentadoria do INSS mudam a partir de 1º de janeiro de 2026, seguindo o cronograma anual da reforma da Previdência de 2019. As alterações afetam principalmente as regras de transição para quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma.

A Emenda Constitucional 103 instituiu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de mudanças no cálculo dos benefícios, com objetivo de reduzir o déficit previdenciário.

Quem começou a contribuir após 13 de novembro de 2019 só pode se aposentar pela regra da idade mínima.

Já os trabalhadores que contribuíam antes dessa data podem usar regras de transição, como:

  • sistema de pontos (idade + tempo de contribuição),
  • idade mínima progressiva,
  • ou pedágio de 100% sobre o tempo que faltava em novembro de 2019.

Segundo o advogado João Badari, quem completou os requisitos até 2025 mantém o direito adquirido, mesmo que faça o pedido apenas em 2026. Nesses casos, vale a regra mais vantajosa da época em que os critérios foram cumpridos. Os valores atrasados, porém, só são pagos a partir da data do pedido.

Esse direito também permite o uso de tempos especiais, como atividade insalubre, trabalho rural, serviço militar, períodos como servidor público e vínculos reconhecidos na Justiça.

Em 2026, a regra de pontos exigirá:

  • 103 pontos para homens (mínimo de 35 anos de contribuição)
  • 93 pontos para mulheres (mínimo de 30 anos)

A pontuação aumenta anualmente até atingir 105 pontos para homens e 100 para mulheres em 2033.

Mais detalhes:

  • Outra regra de transição válida é a da idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição
  • Homens devem ter, no mínimo, 35 anos de contribuição ao INSS e mulheres, 30 anos na data do pedido
  • A idade mínima exigida deles é de 64 anos e seis meses e, delas, 59 anos e seis meses. Essa idade sobe meio ponto a cada ano
  • Os professores que já estavam no mercado de trabalho formal, em escola particular, podem se aposentar pela regra de transição, que também muda em 2026
  • Há duas opções: por pontos e por idade mínima
  • A diferença é que professores e professoras se aposentam com tempo mínimo menor do que os demais segurados
  • Na transição por pontos, eles devem cumprir o tempo mínimo de contribuição e atingir a soma necessária da idade e do tempo de contribuição. A pontuação será acrescida de um ponto a cada ano até atingir o limite de 100 pontos para mulher e 105 pontos para homem

Veja como funciona:

  • Em 2026, a soma da idade e do tempo de contribuição é de 88 pontos para as mulheres e 98 pontos para os homens
  • O tempo mínimo de contribuição é de 25 e 30 anos, respectivamente

Idade mínima:

  • Em 2026, a idade mínima de contribuição será de 54 anos e seis meses para mulheres e 59 e seis meses para os homens
  • O tempo de contribuição mínimo é de 25 e 30 anos, respectivamente
  • A idade aumenta seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulher e 60 anos para homem

O pedido de aposentadoria pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Caso faltem documentos, o INSS poderá fazer exigências, que podem ser atendidas online ou em uma agência.

Especialistas alertam que o envelhecimento da população pressiona o sistema e novas mudanças são discutidas, enquanto ações no STF podem impactar as contas da Previdência. Até agora, decisões da Corte têm sido desfavoráveis aos aposentados do INSS.

Com informações de Blog do BG

 

Ano novo, impostos novos: veja o que começa a valer em janeiro com a reforma tributária

 


O sistema tributário nacional entra em uma fase decisiva de transformação a partir de 1.º de janeiro, com o início da vigência do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual. O período, tratado oficialmente pelo governo como uma etapa de testes da reforma tributária, impõe ao setor produtivo adaptações imediatas em sistemas de gestão, revisão de contratos e reclassificação fiscal. A informação é da Gazeta do Povo.

Esse teste é uma prévia do processo de transição em que cinco tributos tradicionais (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) serão gradualmente extintos para dar lugar ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, estadual e municipal) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, federal) e ao Imposto Seletivo (federal).

As alíquotas iniciais do IVA dual para a fase de teste serão simbólicas, totalizando 1%, e esse percentual será abatido de tributos já existentes, para que não haja cobrança adicional). De todo modo, trata-se de mudança estrutural que traz desafios operacionais.

Desenhada, em princípio, para simplificar o complexo sistema de impostos brasileiros, a implementação da reforma tributária será de alta complexidade.

Um alívio temporário para as empresas foi o adiamento da fase de testes do split payment, postergada para 2027. O mecanismo antecipa a arrecadação federal, já que descontará os impostos no momento da venda, o que pode comprometer a liquidez e o capital de giro das companhias brasileiras.

Veja as principais mudanças que entrarão em vigor já em janeiro: 

Destaque ao IBS e CBS nas notas fiscais

A partir do primeiro dia de 2026, empresas de todos os portes precisarão emitir documentos fiscais eletrônicos destacando a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui o PIS e a Cofins, de competência federal; e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substitui ICMS e ISS, de competência estadual e municipal. Há também o Imposto Seletivo, que substitui em grande parte o IPI, de competência federal.

Nesta fase inicial, as alíquotas serão de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. O valor pago poderá ser descontado dos recolhimentos de PIS e Cofins devidos pela empresa. Ou seja, não haverá impacto tributário adicional, já que o procedimento visa à adaptação de sistemas e emissão de notas.

A advogada Fernanda Pazello, sócia na área tributária do TozziniFreire Advogados, explica que o ano servirá como laboratório para a Receita Federal testar a arrecadação. "Considerando que o ano de 2026 será o ano de teste, o contribuinte que emitir documentos fiscais observando as normas vigentes estará dispensado de recolhimento do IBS e da CBS", afirma.

Atualização de softwares de gestão e emissão de documentos fiscais

A dispensa do recolhimento, contudo, não isenta a empresa do dever acessório de fazer o destaque das alíquotas – ou seja, informá-las – no documento fiscal, o que gera custos burocráticos. Para estar em conformidade com as novas regras, as empresas terão que atualizar softwares de ERP (Sistema de Gestão Empresarial) e plataformas de emissão de notas.

Segundo Caren Benevento, pesquisadora do Grupo de Estudos de Direito Contemporâneo do Trabalho e da Seguridade Social da USP, a adaptação não é opcional. "Quem não fizer isso corre risco real de ter notas fiscais rejeitadas. E, sem nota válida, a empresa fica impedida de faturar", alerta a especialista, destacando o risco de paralisia nas operações.

Burocracia digital e risco de autuação

A complexidade da transição ficou evidente com a publicação da Nota Técnica 002 (versão 1.33), em dezembro. O documento alterou a data de validação das regras que obrigam o preenchimento dos dados de IBS e CBS, colocando-a como "implementação futura". Na prática, o sistema autorizador do governo não rejeitará, em um primeiro momento, notas que não contenham esses campos preenchidos.

Outra novidade importante foi divulgada na última terça-feira (23). A Receita e o Comitê Gestor do IBS definiram que "não haverá aplicação de penalidades" a quem não preencher os campos do IBS e CBS nas notas eletrônicas "até o primeiro dia do quarto mês após a publicação dos regulamentos do IBS e da CBS". Tais regulamentos ainda serão publicados.

Apesar dessas flexibilizações, especialistas recomendam cautela máxima. A orientação é para que as empresas cumpram a obrigação integralmente desde o início.

"Recomendamos que o IBS e a CBS já sejam destacados nas notas fiscais a partir de 1.º de janeiro de 2026 para que cumpram as regras mais claras já estabelecidas", pontua Fernanda Pazello. A falta de dados pode gerar inconsistências futuras e atrair a fiscalização em um ambiente onde o cruzamento de dados será automatizado.

Revisão cadastral

Além da tecnologia, a burocracia exige revisão cadastral. As empresas devem revisitar a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) para garantir o enquadramento correto e o direito aos créditos tributários. Erros no cadastro de produtos (NCMs) ou na classificação fiscal, que antes passavam despercebidos, agora podem até travar a emissão da nota ou gerar recolhimentos incorretos.

"O enquadramento correto será essencial para que os créditos do IVA sejam reconhecidos quando o sistema estiver em plena operação", reforça Caren Benevento.

Atualmente, a indústria e o comércio lidam com a cumulatividade de impostos, onde tributos são pagos sobre tributos. A reforma propõe um sistema de não cumulatividade, onde o imposto pago na etapa anterior gera crédito para a etapa seguinte. Por isso a importância do enquadramento correto, que irá influenciar diretamente a geração e o aproveitamento dos créditos. 

Impacto nos contratos e pessoas físicas

A insegurança jurídica inerente a qualquer mudança dessa magnitude exige blindagem contratual. Fornecedores e parceiros comerciais precisam renegociar cláusulas para prever o repasse de tributos e a recomposição de preços, garantindo a neutralidade fiscal prometida pela reforma.

Embora o foco inicial seja a pessoa jurídica, a reforma também atinge a pessoa física. A partir de julho de 2026, cidadãos que se enquadrarem como contribuintes habituais de IBS e CBS deverão se inscrever no CNPJ. Segundo Fernanda Pazello, isso "não transforma a pessoa física em jurídica, servindo apenas para facilitar a apuração" dos impostos, criando mais uma camada de controle estatal sobre as transações individuais.

Para o consumidor final, pode haver a sensação de aumento da transparência em 2026, já que os impostos devem começar a vir discriminados no cupom fiscal, mas sem causar alteração imediata de preços. Para o empreendedor, o cenário é de corrida contra o tempo para evitar que a ineficiência estatal ou falhas de sistema paralisem suas operações. 

IVA sobre imóveis e aluguéis

A partir do próximo ano já começa a valer a distinção entre pessoas físicas isentas de IVA e as que devem pagar o imposto dual devido a movimentação de compra e aluguel de imóveis. Assim, 2026 será o ano de teste para a coleta de informações e apuração sob as novas regras, sendo que a cobrança efetiva das alíquotas começará a ser feita a partir de 2027.

De acordo com reforma tributária, deve ser taxada a pessoa física que:  

tenha realizado a venda de mais de três imóveis no ano anterior, desde que tenham sido adquiridos há menos de cinco anos, caracterizando venda recorrente; 

tenha vendido de mais de um imóvel no ano anterior, caso esse imóvel tenha sido construído pelo próprio contribuinte nos últimos cinco anos, configurando incorporação informal;

obtenha receita proveniente do aluguel de mais de três imóveis distintos superior a R$ 240 mil anuais.

Tributação de produtores rurais 

A reforma tributária estabeleceu regras próprias para os produtores rurais. Foi garantida isenção total para aqueles com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões – o que abrange a grande maioria dos agricultores familiares. 

Mas os produtores rurais pessoas físicas ou jurídicas que ultrapassarem o teto do faturamento estipulado precisarão contribuir com o IVA, cuja estimativa é chegar a 28%. A nova taxação é cinco vezes superior à atual, de 5%.

Produtos como sementes e adubos, contudo, deixam de ser tributados. Alimentos e insumos agrícolas terão redução de 60% em relação à alíquota geral.

Assim como nas outras áreas, o próximo ano constitui a fase de testes, quando será implementada a distinção de IBS e CBS em notas, além do registro de dados e informações conforme as novas regras, sem cobrança adicional das alíquotas. A nova tributação começará a incidir de forma gradual a partir de 2027.

Produtos importados

Empresas ou pessoas físicas que importem bens ou serviços também estarão sujeitos ao recolhimento do IBS e da CBS. A nova lógica é a de igualar a tarifação ao produto nacional, tributando no destino. Assim, o produto que for consumido no Brasil deve ser tributado na entrada. 

No caso de bens e serviços já tributados com o imposto de importação, de 20% em compras até US$ 50 (além do ICMS estadual) e de 60% para valores acima deste limite, haverá o acréscimo do IVA, estimado em 28%. 

Cabe lembrar que o próximo ano é o início da fase de testes da reforma tributária. Apesar de haver a designação da CBS e do IBS nas notas fiscais, as alíquotas sobre os produtos seguirão as mesmas que neste ano. As mudanças efetivas e graduais na taxação se iniciam em 2027.

 

Combustíveis e gás de cozinha ficam mais caros no RN a partir de 1º de janeiro

 


Os potiguares vão começar 2026 pagando mais caro pela gasolina, diesel e gás de cozinha. O aumento ocorre por causa do reajuste nacional do ICMS, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que passa a valer em todo o país (incluindo o Rio Grande do Norte) já nesta quinta-feira (1º).

As novas alíquotas são fixas e terão aplicação direta sobre o preço por litro ou quilo dos combustíveis.

Quanto vai subir no RN

O Sindipostos/RN informou os valores do aumento para os revendedores:

  • Gasolina: sobe de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro (aumento de R$ 0,10).
  • Diesel e biodiesel: passam de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro (aumento de R$ 0,05).
  • Gás de cozinha (GLP): aumento aproximado de R$ 0,08 por quilo, o que representa cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 kg.

Impacto no bolso do consumidor

Embora o reajuste atinja diretamente o imposto, a expectativa é que o aumento seja repassado integralmente aos consumidores nos postos de combustíveis de Natal e do interior do estado.

Especialistas alertam para possíveis impactos na inflação, principalmente pelo efeito do diesel no transporte de cargas, que influencia preços de alimentos, produtos essenciais e serviços.

O Sindipostos/RN reforçou o alerta aos revendedores sobre a alta e pediu que o setor se prepare para os novos valores já na virada do ano.

Com isso, o início de 2026 deve registrar preços maiores nas bombas e no botijão de gás em todo o Rio Grande do Norte.

Veja a publicação do Sindipostos/RN:

 


Incêndio de grandes proporções atingindo área de vegetação na entrada de Canguaretama

 


Um incêndio de grande extensão em área de vegetação mobilizado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) na noite da última quarta-feira (31), às margens da BR-101, na entrada do município de Canguaretama, no sentido João Pessoa/Natal.

De acordo com a corporação, as chamadas se espalharam rapidamente pela área de mata seca, exigindo uma ação imediata da conclusão. Os bombeiros chegaram ao local e iniciaram o combate direto ao fogo, que durou aproximadamente três horas até serem totalmente controlados.

Após a contenção das chamas, a área foi resfriada para evitar novos focos. Não houve registro de feridos, nem de danos em residências próximas.

O Corpo de Bombeiros reforça o alerta para cuidados redobrados durante o período de festas de fim e início de ano. A orientação é evitar o uso de fogos de artifício próximos a áreas de vegetação, imóveis ou redes elétricas, evitando o risco de incêndios.

Em caso de qualquer princípio de incêndio, a população deve acionar imediatamente o CBMRN pelo telefone 193. A comunicação rápida é fundamental para evitar que pequenos focos se transformem em incêndios de grandes proporções.

 

TANGARAENSES - BOA SORTE: Mega da Virada 2025, veja as dezenas sorteadas para o prêmio de R$ 1,09 bilhão

 


Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a CAIXA divulgou na manhã desta quinta-feira (1º) as dezenas que asseguram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão.

👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59

O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?

A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026.

O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais.

O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas.

Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde.

Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira.

 

PF apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações contra o crime em 2025; saiba para onde vão o dinheiro e os bens apreendidos

 


A Polícia Federal apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações de combate ao crime entre janeiro e novembro de 2025. O montante inclui dinheiro em espécie, valores bloqueados em contas bancárias e bens apreendidos durante investigações em todo o país.

Parte dos recursos foi encontrada em dinheiro vivo com investigados e depositada em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, à disposição da Justiça.

Os valores ficam retidos até o fim dos processos e podem ser usados para ressarcir vítimas, pagar multas ou, na ausência de prejudicados diretos, retornar aos cofres públicos.

Se não houver condenação ao final do processo, o dinheiro e os bens apreendidos podem ser devolvidos aos investigados, desde que fique comprovada a inexistência de crime ou de responsabilidade penal.

Moedas falsificadas são encaminhadas ao Banco Central, enquanto moedas estrangeiras ficam custodiadas pela Caixa.

Opinião do Estadão: Quando nem R$ 12 bilhões resolvem

 


Após conseguir aval do governo federal para tomar um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos, os Correios apresentaram um plano de reestruturação no qual reconhecem a necessidade de uma injeção adicional de recursos de R$ 8 bilhões em 2026. A forma como isso deverá ocorrer ainda não foi definida, mas uma reportagem publicada pelo jornal Valor revelou que a estatal conta com um aporte de recursos da União de ao menos R$ 4,5 bilhões, podendo chegar a R$ 6 bilhões.

A priori, ninguém pode se dizer surpreso com a informação. Afinal, o valor inicial do empréstimo pleiteado pelos Correios era de R$ 20 bilhões, e a operação só não foi aprovada pelo Executivo porque os juros pedidos pelos bancos superavam o limite estabelecido pelo Tesouro Nacional para operações com garantia soberana. Uma nova rodada de negociações com outras instituições financeiras, incluindo dois bancos públicos, reduziu as taxas, mas o volume do empréstimo também caiu.

A necessidade da empresa, portanto, continua a mesma. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, até considera a possibilidade de que os recursos possam ser obtidos por outros meios, como aumento de receitas ou um novo empréstimo, mas o fato é que o aporte parece a alternativa mais provável diante da desafiadora situação da empresa.

O plano de recuperação prevê o desligamento de 15 mil empregados por meio de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) em dois anos. Trata-se de uma meta ambiciosa, tendo em vista a baixa adesão verificada em programas anteriores. Há ainda previsão de venda de imóveis sem uso, fechamento de mil agências e a reformulação das regras do plano de saúde.

No conjunto, são medidas acertadas, mas chegam tarde e, por isso mesmo, parecem insuficientes para reequilibrar os Correios. Sem as medidas de ajuste, o prejuízo seria de R$ 23 bilhões no ano que vem. Lucro, na melhor das hipóteses, somente em 2027, mas os resultados ainda vão piorar antes de começarem a melhorar.

Até lá, os Correios esperam formar parcerias com a iniciativa privada para ampliar receitas e, eventualmente, até atrair capital privado para se tornarem uma sociedade de economia mista, a exemplo da Petrobras e do Banco do Brasil. Mas é difícil acreditar nessa possibilidade diante da leniência do governo Lula com as estatais, de forma geral, e com os Correios, em particular.

Basta lembrar que a empresa recorreu a uma manobra contábil para reduzir provisões relacionadas a um passivo trabalhista de R$ 1 bilhão para R$ 18 no balanço de 2023, conforme uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU). Não foi a única inconsistência apurada pelo órgão.

E em meio à maior crise financeira de sua história, os Correios ainda enfrentaram uma paralisação de alcance nacional. Mesmo sem ter estabilidade, pois não são funcionários públicos, os empregados entraram em greve no dia 16 de dezembro por não concordar com a proposta de reajuste salarial que os Correios apresentaram. É o tipo de coisa que explica por que o fôlego dado pelo empréstimo terá curta duração.

Opinião do Estadão

 

 

William Waack: Atuação do STF no escândalo do Banco Master terá consequências eleitorais

 


O principal resultado até aqui da operação montada no STF para tratar do escândalo do Banco Master é acelerar o descrédito da instituição. Um fator que as agências de risco político internacionais já apontam como relevante para a campanha eleitoral do ano que começa.

Nesse acentuado processo de desgaste continua sendo decisiva a “contribuição” de alguns de seus integrantes, pois é a partir da conduta deles que a instituição está sendo vista como um todo. Nesse sentido foi especialmente danoso o noticiário em torno da “acareação” de implicados no escândalo.

Nada de relevante se obteve além do que a defesa dos investigados e esclarecimentos públicos por parte do Banco Central já haviam dito. Mas foi devastador nesse episódio específico o espetáculo de pressa, improvisação, caprichos e empenho pessoais de um ministro transformado em investigador de um setor (o financeiro) do qual ele notoriamente pouco entende. Dando ordens remotamente “de casa”, isto é, de um resort de familiares.

O efeito foi o de levantar sobre o próprio STF uma pergunta que jamais deveria ser cogitada sobre uma Corte suprema, sobre quais seriam no fundo seus objetivos ao se dedicar ao escândalo do Master. É aí que entra a questão político-eleitoral: quem conseguiria “dar um jeito” – e de que maneira – nisso tudo?

Assuntos tratados por Cortes supremas (aborto, por exemplo) sempre fizeram parte de embates político partidários, mas o que está em disputa agora é o próprio papel e atuação do STF. A degradação da imagem do Supremo, ao contrário do que creem alguns de seus integrantes, não é mais uma questão circunscrita a “golpistas” ou “direita extremista”.

É um fenômeno de grande magnitude e sedimentado muito além das camadas de elites econômicas. Tornou-se um fator relevante na composição do descrédito geral, e já bem antigo, em relação a instituições como o Judiciário. É evidente que esse fator contribui diretamente para bandeiras políticas da oposição ao atual governo, cuja existência é diretamente associada ao STF.

Qualquer marqueteiro político reconhece que nesse ambiente a bandeira da “defesa da democracia” tem menos força do que suspeitas de grandes interesses pautando o comportamento de integrantes do Supremo. Como qualquer marqueteiro político sabe, relevante aqui é a percepção pública dos acontecimentos, pois é essa percepção o verdadeiro “fato” político.

A bandeira bolsonarista “tradicional” anti-Supremo era vista como um arroubo radical fútil e antidemocrático. O vocabulário político alemão, que alguns ministros conhecem bem, define o perigo do que está acontecendo. Essa postura virou “salonsfaehig”, ou seja, tornou-se plenamente aceitável (em tradução livre).

William Waack - Estadão

 

 

Homem com Alzheimer é preso por matar esposa a marretadas na cabeça

 


Uma mulher de 64 anos morreu nesta segunda-feira (29/12), após ter sido atacada pelo marido, de 79 anos, com golpes de marreta na cabeça. O caso ocorreu no dia 11 de dezembro, no Parque Valença, em Campinas, interior de São Paulo.

O homem foi preso em flagrante no dia do crime. Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares (PMs) foram acionados para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar no endereço, os agentes encontraram a vítima já desacordada e em estado muito grave.

Homem com Alzheimer

Inicialmente, o agressor foi detido por populares, que contaram à polícia sobre os problemas psicológicos dele. O suspeito teria desferido os golpes de marreta na esposa alegando que ela o dopava para levar outros homens à casa.

Ainda de acordo com o registro policial, as autoridades apuraram que o homem tem Alzheimer e costumava ter “delírios que o faziam acreditar que a vítima o traía”. As testemunhas ainda relataram que ouviram barulhos dentro da residência do casal, arrombaram o portão e socorreram a mulher ferida, além de desarmar o autor do crime.

A vítima foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento Campo Grande. No entanto, devido à gravidade das lesões, ela precisou ser levada ao Hospital da Pontifícia Universidade Católica (PUC). A morte foi informada pela sobrinha dela nesta manhã.

O caso foi registrado como feminicídio e está sendo investigado pela 2° Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) de Campinas.

 

 

Deepfakes disparam no Brasil e acendem alerta para manipulação nas eleições de 2026

 


Ataques com deepfake cresceram 126% no Brasil em 2025 e já são vistos como uma ameaça real ao processo democrático nas eleições presidenciais de 2026. A técnica, que utiliza inteligência artificial para falsificar rostos, vozes e vídeos de forma extremamente realista, tem potencial para influenciar eleitores ao atribuir falas e comportamentos inexistentes a políticos e figuras públicas.

Segundo o relatório Identity Fraud Report 2025-2026, da Sumsub, o avanço da tecnologia e a popularização das ferramentas tornaram esse tipo de fraude mais acessível e difícil de detectar. O especialista em IA Antônio Netto explica que, diferentemente de conteúdos genéricos criados por inteligência artificial, o deepfake busca simular a realidade e enganar deliberadamente quem consome o material, ampliando seu poder de convencimento.

Levantamento do DFRLab identificou ao menos 78 casos de conteúdos eleitorais produzidos ou suspeitos de terem sido criados por IA nas eleições municipais de 2024. Para 2026, a expectativa é de aumento desses episódios, impulsionado pelo grau de polarização política e pelo fato de a disputa envolver a Presidência da República.

O TSE já proibiu o uso de IA para a criação e disseminação de conteúdos falsos, mas especialistas avaliam que a norma ainda é insuficiente. Para juristas, o enfrentamento aos deepfakes exigirá legislação específica, maior articulação com plataformas digitais e mecanismos técnicos eficazes, além do cuidado para não ferir garantias constitucionais como a liberdade de expressão e o devido processo legal.

Com informações do R7

 

Senado reage a boato sobre “reunião secreta” para prender Alexandre de Moraes

 


O Senado Federal reagiu a uma informação falsa que circulou nas redes sociais afirmando que senadores teriam aprovado, em uma suposta “reunião secreta” durante a madrugada, um pedido de prisão preventiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em nota oficial, a Casa classificou a alegação como inverídica e sem qualquer respaldo institucional.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. Segundo o Senado, desde 23 de dezembro de 2025 os parlamentares estão em recesso, com retorno apenas em 1º de fevereiro de 2026. Nesse período, não há sessões plenárias nem deliberações dessa natureza. Durante o recesso, quem atua é a Comissão Representativa do Congresso Nacional, que tem atribuições limitadas a matérias urgentes e não pode deliberar sobre pedidos de prisão ou ações contra ministros do Supremo.

A Casa também esclareceu que a convocação extraordinária do Congresso só ocorre em situações específicas previstas na Constituição, como decretação de estado de sítio, intervenção federal ou por decisão da maioria absoluta da Câmara e do Senado — o que não aconteceu. Além disso, a Constituição prevê votações secretas apenas em casos restritos, como eleições internas, escolha de dirigentes e análise de indicações presidenciais.

Ao final da publicação, o Senado alertou para a disseminação de desinformação e orientou a população a buscar informações em canais oficiais, como o Portal Senado Notícias, a TV Senado e a Rádio Senado, antes de compartilhar conteúdos sobre a atividade legislativa.

Com informações do Metrópoles

 

TANGARAENSE - Regras da aposentadoria do INSS mudam a partir desta quinta (1º); veja quem consegue o benefício em 2026

  As regras da aposentadoria do INSS mudam a partir de 1º de janeiro de 2026, seguindo o cronograma anual da reforma da Previdência de 2019....