A dívida da Venezuela com o Brasil encerrou 2025 em
US$ 1,856 bilhão (aproximadamente R$ 10 bilhões), incluindo juros de mora,
segundo dados oficiais.
O montante cresceu cerca de US$ 312 milhões apenas
durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando
passou de US$ 1,54 bilhão para o valor atual.
O débito está ligado a empréstimos concedidos pelo
BNDES para financiar obras de infraestrutura na Venezuela, como a expansão do
metrô de Caracas, a construção da Siderúrgica Nacional e do Estaleiro Astialba,
executadas por grandes empreiteiras brasileiras.
Apesar de iniciativas do governo brasileiro para
retomar negociações — como a abertura de uma mesa de diálogo em 2023 após
visita de Nicolás Maduro a Brasília — a Venezuela não respondeu às propostas de
conciliação, segundo documentos do Ministério da Fazenda.
O BNDES desembolsava os recursos em reais às
empresas brasileiras, enquanto a Venezuela deveria pagar em dólar ao banco. Em
caso de inadimplência, as garantias eram acionadas pelo Fundo de Garantia à
Exportação (FGE), transferindo o saldo devedor à União.
Até o momento, não há previsão de quando o país
vizinho quitará o débito, que continua atualizado conforme os encargos
contratuais e sob esforços administrativos e diplomáticos para cobrança.










