quinta-feira, 21 de maio de 2026

Quem são os filhos de Deolane Bezerra, presa em operação da Polícia Civil

 



A influenciadora Deolane Bezerra, 38, foi presa em uma ação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro nesta quinta-feira (21). A famosa, que já foi presa em outra ação em 2024, tem três filhos e costuma compartilhar momentos com os herdeiros nas redes sociais.

O filho mais velho da ex-Fazenda é Giliard Santos, de 22 anos. O rapaz foi adotado pela empresária quando tinha apenas 16 anos. Em 2024, ele se definia nas redes sociais como “apostador profissional”, mas a descrição foi removida do perfil dele no Instagram.

Atualmente, o rapaz ostenta viagens para diversos países em suas redes sociais. Giliard já publicou fotos em Tokyo, no Japão, em Dubai, nos Emirados Árabes, e também em locais luxuosos no Brasil. “Só quem se arrisca merece viver o extraordinário”, diz ele na biografia do Instagram, acima de um link para o site de apostas Zeroumbet, criado pela mãe.

Kayky Bezerra é o filho de meio de Deolane. O rapaz, de 19 anos, nasceu quando a influenciadora cursava Direito. No Instagram, o rapaz publica suas viagens para locais luxuosos, além dos carros caros que adquiriu com a família. Ele também divulga o site de apostas da mãe nas redes sociais. “Pro Rei eu peço a benção pra seguir nessa estrada”, avalia ele no perfil.

Valentina Bezerra é a filha mais nova de Deolane, de apenas nove anos. A pequena já tem 1 milhão de seguidores no perfil que possui no Instagram. O perfil é administrado pela mãe, conforme anunciado na biografia dela.

CNN

JAPI: Segundo fugitivo de Alcaçuz é recapturado em operação integrada na zona rural do RN

 


Mais um fugitivo da Penitenciária Estadual de Alcaçuz foi recapturado na manhã desta quinta-feira (21), em uma operação integrada das forças de segurança do Rio Grande do Norte. Ao todo, cinco detentos fugiram da unidade prisional no dia 2 de maio. Esta foi a segunda recaptura nas últimas 12h dentro da operação montada para encontrar os fugitivos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), o mandado de prisão foi cumprido por volta das 5h15 na zona rural de Japi, município localizado a cerca de 139 km de Natal. O foragido, identificado como Jefferson Cleyton Lima da Silva, de 25 anos, estava escondido em um sítio.

A ação foi realizada por uma força-tarefa formada pela Polícia Penal e pela Polícia Militar. Segundo a Seap, as equipes cercaram a área e fizeram a captura sem registro de confronto. Participaram da operação policiais penais da Central de Monitoramento Eletrônico (Ceme) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), em ação conjunta com equipes do 15º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Santa Cruz.

Na época da fuga, os custodiados estavam na área de triagem do Pavilhão 1 e conseguiram deixar a Penitenciária após danificarem a cela.

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, localizada em Nísia Floresta, não registrava fugas havia quase cinco anos, segundo a Seap. As buscas pelos demais foragidos continuam. A população pode repassar informações de forma anônima às forças de segurança por meio do Disque Denúncia 181.

Tribuna do Norte

 

VÍDEO - NEM LULA, NEM BOLSONARO: PSDB avalia lançar Aécio Neves à Presidência em 2026

 



O PSDB avalia lançar o deputado federal e presidente nacional do partido, Aécio Neves (MG), como candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A proposta foi apresentada formalmente nesta quarta-feira (20) pelo ex-presidente do Cidadania, Roberto Freire.

Freire confirmou que sugeriu ao atual presidente do Cidadania, Alex Manente, que submeta o nome do tucano à avaliação da Federação PSDB-Cidadania. Segundo ele, o objetivo é apresentar uma alternativa ao eleitorado diante do cenário de polarização política no país.

O deputado federal Aécio Neves confirmou a existência do movimento interno em sua legenda voltado para a disputa presidencial. O parlamentar mineiro declarou que é necessário aguardar o andamento das conversas, mas defendeu a criação de uma via fora da disputa atual.

Histórico Eleitoral

Aécio Neves foi o principal candidato da oposição na disputa presidencial de 2014, quando foi derrotado no segundo turno por Dilma Rousseff. Nos anos seguintes, o parlamentar reduziu a projeção nacional após ter o nome envolvido em investigações do período da Operação Lava Jato.

 

Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

 


Uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta quinta-feira 21, a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra durante investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do G1.

A ação faz parte da Operação Vérnix, que também teve mandado de prisão expedido contra Marco Herbas Camacho, apontado como chefe da facção criminosa e atualmente preso. Além dele, parentes e pessoas ligadas à organização também são alvo da investigação.

Entre os presos está Everton de Souza, identificado pela investigação como operador financeiro do grupo criminoso.

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, a investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, apontada como controlada pela cúpula do PCC.

Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Também foram determinados bloqueios de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros e o sequestro de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões.

Os agentes cumpriram mandados na residência de Deolane, em Barueri, e em outros endereços ligados à influenciadora. O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, apontado como filho de criação de Deolane, e um contador também foram alvos de busca e apreensão.

De acordo com a investigação, Deolane passou as últimas semanas em Roma, na Itália. O nome dela chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol, mas ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20).

Investigação começou em 2019

Segundo os investigadores, a apuração teve início em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos com presos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.

O material deu origem a três inquéritos policiais que identificaram ordens internas da facção, movimentações financeiras e supostos esquemas de lavagem de dinheiro ligados à organização criminosa.

A investigação aponta que valores provenientes da empresa Lopes Lemos Transportes eram destinados a Marcola, ao irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, e a familiares.

Segundo a polícia, as contas de Everton de Souza e Deolane Bezerra eram utilizadas nas movimentações financeiras investigadas.

Os investigadores afirmam que Deolane mantinha vínculos pessoais e comerciais com um dos chamados gestores fantasmas da transportadora.

A apuração também identificou circulação de valores milionários, aquisição de bens de alto padrão e movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada.

Entre 2018 e 2021, segundo a investigação, Deolane recebeu R$ 1.067.505,00 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”.

Além disso, quase 50 depósitos realizados em contas de empresas ligadas à influenciadora somaram R$ 716 mil, conforme a investigação.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra, valor que, segundo os investigadores, possui indícios de lavagem de dinheiro.

Justiça apontou risco de fuga

Ao decretar as prisões, a Justiça de São Paulo considerou haver indícios de autoria, movimentações financeiras suspeitas e risco de destruição de provas.

A decisão também cita possibilidade de fuga e ocultação de patrimônio, principalmente porque parte dos investigados estaria no exterior.

Segundo a investigação, Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do chefe do PCC, estaria na Espanha, enquanto Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, estaria na Bolívia.

 

CAMPESTRENSE: Municípios do RN perdem acesso a verba extra do Fundeb por falhas em equidade

 


O Rio Grande do Norte tem 28 municípios que não atingiram a Condicionalidade III do Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR), mecanismo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) que condiciona o recebimento de complementação da União à redução das desigualdades educacionais. Com isso, as cidades deixaram de receber recursos adicionais do fundo federal destinados às redes que apresentam avanço na aprendizagem com redução das desigualdades raciais e socioeconômicas.

Entre os municípios potiguares que não cumpriram o critério estão Natal, Mossoró e Parnamirim. Segundo os dados do Ministério da Educação (MEC), as redes municipais avaliadas não conseguiram reduzir desigualdades raciais, socioeconômicas ou ambas nos indicadores de aprendizagem utilizados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

A Condicionalidade III do VAAR é considerada atualmente o principal desafio para os municípios brasileiros. Dados do MEC apontam que cerca de 1.914 redes municipais do País, o equivalente a 34% do total, ainda não atendem ao critério. O indicador considera a evolução da aprendizagem associada à redução das desigualdades educacionais.

Na prática, o mecanismo funciona como um incentivo financeiro para que municípios invistam em políticas que melhorem o desempenho escolar e reduzam diferenças entre os alunos. O recurso pode ser utilizado em ações como formação de professores, melhoria da infraestrutura das escolas, aquisição de materiais e fortalecimento das políticas educacionais.

Segundo dados apresentados pelo MEC, a complementação VAAR alcançou R$ 7,5 bilhões em 2026. O valor médio recebido pelos municípios beneficiados em cada Estado foi de R$ 1,76 milhão.

Os dados fazem parte do cálculo da Condicionalidade III do VAAR-Fundeb para o exercício financeiro de 2026. Segundo o Inep, foram utilizados dados do Saeb de 2019 e 2023. Para os municípios, a análise considera estudantes da rede municipal do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental, com resultados válidos em língua portuguesa e matemática.

O tema foi debatido na última segunda-feira 18, durante o evento “Rotas da Equidade – Como alcançar a condicionalidade III do VAAR”, realizado pelo MEC em Brasília. O encontro reuniu prefeitos e representantes de municípios que ainda não alcançaram o critério exigido para receber a complementação da União ao Fundeb.

Em entrevista ao AGORA RN, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, afirmou que apenas programas de formação docente não são suficientes para reverter o quadro.

“O programa de formação de professor é importante, mas é insuficiente. O que é que as redes precisam fazer? Nesse referencial de equidade que nós entregamos hoje, tem 30 recomendações práticas e efetivas”, afirmou.

Segundo ela, os municípios precisam estruturar políticas permanentes de gestão voltadas à equidade educacional.

“Você tem que ter um desenho de gestão que significa uma concepção de equidade para organizar as turmas, como é que você analisa os dados das avaliações dos alunos, como é que você aloca professor. Os melhores professores, com mais tempo de formação, precisam estar onde estão as turmas de alunos mais frágeis”, disse.

A secretária também defendeu que as redes implementem políticas de formação continuada de maneira institucionalizada. “É preciso ter uma política de formação para as redes que cuide de todos esses aspectos que nós discutimos aqui. E não pode ser só teórico”, afirmou.

De acordo com Zara Figueiredo, o MEC elaborou materiais para orientar os gestores municipais na adoção de medidas práticas voltadas à redução das desigualdades. Entre eles estão os Referenciais de Implementação de Equidade na Educação, os Cadernos de Gestão das Modalidades Educacionais, as devolutivas da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), além do Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo.

Segundo o ministério, os referenciais trazem orientações práticas, indicadores, ferramentas de autodiagnóstico e rotas de implementação para apoiar estados e municípios na formulação de políticas educacionais voltadas à equidade.

Zara Figueiredo afirmou que o objetivo é fortalecer o regime de colaboração entre União, estados e municípios. “Precisamos construir um pacto. O debate que fazemos aqui é o que está na Constituição, ou seja, como o Ministério da Educação, junto com estados e municípios, pode entregar uma educação com garantia de qualidade para todos”, declarou.

O secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais do MEC, Evânio Antônio de Araújo Júnior, afirmou que as devolutivas de equidade racial entregues aos municípios podem auxiliar na formulação de políticas públicas.

“Devemos celebrar o VAAR como um dos instrumentos para mudar a realidade tão desigual que assola o nosso País. Hoje, quando entregamos essa devolutiva de equidade racial, oferecemos um instrumento a partir do qual cada gestor poderá atuar diante de sua realidade”, disse.

O diretor de Auditoria de Políticas Sociais e de Segurança Pública do Tribunal de Contas da União (TCU), Cássio Mendes, afirmou que o indicador reflete desigualdades históricas do País. “O VAAR III é um indicador que fala muito sobre o Brasil. Ele é reflexo do nosso passado, está presente nos números que temos hoje e diz muito sobre quem queremos ser no futuro”, afirmou.

Criado pela Emenda Constitucional 108/2020 e regulamentado pela Lei nº 14.113/2020, o novo Fundeb ampliou a participação financeira da União no financiamento da educação básica. Uma das inovações foi justamente a Complementação-VAAR, voltada às redes que avançam na aprendizagem e reduzem desigualdades.

O material do ministério aponta que a redução das desigualdades educacionais está diretamente relacionada à melhoria da aprendizagem. Entre as evidências apresentadas pelo MEC estão dados da OCDE indicando que sistemas educacionais com menor desigualdade tendem a apresentar evolução mais sustentada no desempenho escolar.

O diagnóstico também aponta problemas estruturais que dificultam o cumprimento da Condicionalidade III, como ausência de políticas de equidade racial, concentração de professores menos experientes em escolas com maior presença de estudantes negros, alta rotatividade docente, baixa representatividade racial em materiais didáticos e ausência de práticas pedagógicas voltadas ao enfrentamento do racismo.

Segundo o MEC, os materiais apresentados aos gestores municipais buscam orientar decisões de gestão “com a equidade no centro das políticas públicas”.

No RN, os municípios que não atingiram a condicionalidade foram:

  • Barcelona — não reduziu a desigualdade racial;
  • Carnaúba dos Dantas — não reduziu a desigualdade socioeconômica;
  • Coronel João Pessoa — não reduziu a desigualdade racial;
  • Parnamirim — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Francisco Dantas — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Frutuoso Gomes — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Goianinha — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Boa Saúde — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Jardim de Piranhas — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Lajes — não reduziu a desigualdade racial;
  • Macaíba — não reduziu a desigualdade racial;
  • Macau — não reduziu a desigualdade socioeconômica;
  • Mossoró — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Natal — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Nísia Floresta — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • Ouro Branco — não reduziu a desigualdade racial;
  • Rio do Fogo — não reduziu a desigualdade socioeconômica;
  • Pau dos Ferros — não reduziu a desigualdade socioeconômica;
  • Pilões — não reduziu a desigualdade racial;
  • Rafael Fernandes — não reduziu a desigualdade socioeconômica;
  • Riacho da Cruz — não reduziu a desigualdade socioeconômica;
  • Santana do Seridó — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • São José do Campestre — não reduziu a desigualdade racial e socioeconômica;
  • São José do Seridó — não reduziu a desigualdade racial;
  • Severiano Melo — não reduziu a desigualdade socioeconômica;
  • Sítio Novo — não reduziu a desigualdade socioeconômica;
  • Upanema — não reduziu a desigualdade racial;
  • Viçosa — não reduziu a desigualdade socioeconômica.

*A jornalista viajou a Brasília a convite do MEC/Secadi.

 

Políticos de direita no RN denunciam sabotagem para derrubar perfis deles nas redes sociais

 


A criatividade de quem quer prejudicar o concorrente na internet, parece não ter limites. Principalmente, quando se fala de período eleitoral. A novidade de hoje (20) é a compra de seguidores, com claro interior de sabotar o engajamento do adversário. 

A trapaça começou a ser percebida ainda na noite de terça-feira. Milhares de perfis, claramente fakes, começaram a seguir perfis de políticos de direita. Não qualquer políticos, aqueles que estão em destaque na corrida pré-eleitoral. 

Entre os nomes, os vereadores Leo Souza e Anne Lagartixa (ambos pré-candidatos a deputado estadual) e o pré-candidato a federal Josemar, que recentemente se envolveu numa polêmica e foi expulso de um evento de estudantes da UFRN. 

Josemar denunciou publicamente a "sabotagem" em um post no próprio Instagram (imagem acima). 

Políticos como o deputado federal Sargento Gonçalves e Cabo Deyverson, de Mossoró, também teriam sido alvos. 

PORQUE ISSO PREJUDICA?

Como Josemar falou, a compra de perfis nas redes sociais pode reduzir o alcance das postagens seguintes. 

Portal 96 FM

Ministério sabia que Brasil não atendia a exigências da UE para exportar carnes

 


O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) já sabia, pelo menos 40 dias antes da decisão da União Europeia de barrar produtos brasileiros de origem animal, que o Brasil não tinha estrutura suficiente para atender às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu sobre uso de antibióticos.

A Folha teve acesso a um parecer emitido pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa, que analisou o tema a partir de informações prestadas pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) em março.

A avaliação técnica foi concluída em 1º de abril, mais de 40 dias antes de a União Europeia decidir, em 12 de maio, pela retirada do Brasil da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária. A UE proibiu a compra da carne brasileira a partir de setembro.

No documento destinado ao próprio Mapa, os técnicos são taxativos ao afirmarem que os controles brasileiros eram "insuficientes" para atender à legislação da Europa, porque o sistema nacional depende de autodeclaração dos produtores e das próprias empresas do setor. Ou seja, não possuem uma fiscalização oficial e independente em granjas e propriedades rurais.

"Os controles atualmente descritos para atendimento ao Regulamento Delegado (UE) 2023/905 não são suficientes para atendimento do pleito europeu, na medida em que se apoiam predominantemente em autocontroles e em registros gerados pela própria cadeia produtiva, com forte componente de autodeclaração do operador", afirma o parecer.

Segundo a análise, "as autodeclarações sobre o uso de substâncias farmacêuticas a campo não vinham sendo verificadas pelo Serviço Oficial (fiscalização sanitária formada por agente agropecuários e serviços veterinários federais), sendo indispensável controle oficial verificável, por amostragem baseada no risco, sobre o uso de medicamentos nos animais a campo".

O documento tinha justamente o objetivo de avaliar as novas regras europeias sobre antimicrobianos, ou seja, antibióticos usados em animais destinados à produção de alimentos, como bovinos, aves, suínos e ovos.

Na semana passada, ao reagir à decisão da UE, o Mapa informou que recebeu "com surpresa" a notícia do bloqueio e que "o governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão".

A avaliação interna do Mapa chega a sugerir exemplos de controles realizados por outros países, como Portugal e Estados Unidos, como forma de aprimorar as fiscalizações internas.

"O bloco europeu entende que sistemas baseados em autodeclaração do uso de medicamentos a campo pelo produtor, sem o respaldo de auditorias oficiais sistemáticas a campo, não são suficientes. Portanto, fica clara a necessidade de verificação, pelo Serviço Oficial, por meio de amostragem baseada no risco, do uso de medicamentos nos animais a campo, seja por finalidades terapêuticas ou como promotores de crescimento", conclui o parecer.

Como mostrou a Folha, o governo brasileiro sabia da exigência da União Europeia desde 7 de outubro de 2024, quando a decisão foi tomada pelo bloco estabelecendo como data-limite 3 de setembro de 2026.

No mês passado, o Mapa publicou duas portarias para atender às exigências da UE, uma sobre medicamentos antimicrobianos reservados à medicina humana, em 14 de abril; e outra sobre a proibição de antimicrobianos como promotores de crescimento animal, em 27 de abril de 2026.

Nos dois casos, o governo vedou o uso, mas abriu uma janela de 180 dias para que empresas continuem usando eventuais estoques até outubro deste ano, extrapolando a data-limite de setembro imposta pela UE.

O uso terapêutico dos antibióticos em animais continua permitido, mas para tratar problemas como infecções, além de aplicação veterinária sob prescrição e controle sanitário.

O temor é que a adoção contínua desses medicamentos em animais contribua para criar bactérias mais resistentes, reduzindo a eficácia de antibióticos, também, para tratamento humano.

Na consulta que enviou ao Mapa, a ABPA chegou a abordar a proposta de digitalização de um "Boletim Sanitário", com informações detalhadas sobre as medidas tomadas regularmente na produção nacional.

A conclusão técnica, porém, foi a de que esse tipo de recurso mudaria apenas a forma de apresentação, transmissão e consolidação de informações, sem modificar, na prática, a natureza e a profundidade dos controles.

"Embora a digitalização possa aperfeiçoar a gestão de dados, a rastreabilidade documental e o acesso centralizado às informações, ela não substitui a necessidade de verificação oficial a campo e, isoladamente, não supre a insuficiência apontada pela União Europeia", afirma o documento.

A eventual digitalização do boletim pode ser considerada medida acessória de apoio à gestão e à auditabilidade, afirmou o parecer, mas não substitui a implementação de controles oficiais materiais a campo.

"Permanece necessária a definição e implementação de uma sistemática de controles oficiais a campo voltada à verificação do uso de medicamentos antimicrobianos proibidos pelo bloco europeu", aponta o relatório, "para que o Brasil possa atender de forma satisfatória tanto os requisitos atuais de certificação quanto aqueles com efeitos para produtos exportados à União Europeia a partir de setembro de 2026".

A Folha questionou o Mapa sobre o assunto, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. A CNA (Confederação Nacional da Agricultura) também foi procurada, mas não se manifestou.

A ABPA declarou que "não procede a interpretação de uso excessivo de antimicrobianos na produção brasileira de proteínas animais" e que o tema debatido com a UE refere-se, especificamente, à necessidade de adequação dos mecanismos de verificação oficial e validação documental.

"O Brasil cumpre integralmente os requisitos sanitários e de segurança alimentar exigidos pela União Europeia, inclusive no que diz respeito aos regulamentos relacionados ao uso de antimicrobianos. É o que o país demonstrará formalmente às autoridades europeias por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio técnico do setor produtivo", declarou.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) reafirmou que "o setor privado tem trabalhado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema".

O Globo

 

 

Marco Civil da Internet: O que muda com as novas regras para big techs

 


A partir do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (20), o Marco Civil da Internet sofreu alterações visando à prevenção de golpes e crimes digitais.

Entre as mudanças está a responsabilização das empresas donas das plataformas e a atribuição à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) de fiscalizar o cumprimento das novas medidas.

Uma das alterações obriga as companhias que comercializam anúncios a arquivarem dados para uma possível responsabilização e reparação de danos às vítimas em caso de violação das leis.

Além disso, a partir desta quinta-feira (21) — quando as mudanças serão publicadas no DOU (Diário Oficial da União) —, o Marco Civil da Internet irá prever ações para impedir a circulação de conteúdos relacionados a crimes graves, como terrorismo, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres.

Quando houver violações em conteúdos de publicidade paga, as empresas podem ser responsabilizadas por falhas em prevenir fraudes, golpes e crimes. Se não se tratarem de publicações impulsionadas, a remoção de conteúdo pode ocorrer após notificação.

O outro decreto assinado estabelece diretrizes para ampliar a proteção de mulheres no ambiente digital e detalhar deveres das plataformas na prevenção e resposta a casos de violência online.

As empresas terão que implementar ações para impedir a disseminação de conteúdos criminosos, principalmente quando envolverem exposição de imagens de nudez não consentida, ainda que criadas por inteligência artificial.

Com as mudanças, foi determinado que seja criado um canal permanente e de fácil acesso para os usuários denunciarem a divulgação de conteúdos íntimos sem consentimento. A punição prevista é a retirada do material em até duas horas após a notificação.

A vedação ao uso de IA para produção de imagens íntimas de mulheres também passa a integrar o escopo das medidas preventivas exigidas das plataformas.

CNN Brasil

 

 

Lula muda regras para redes sociais



O presidente Lula assinou nesta quarta-feira (20), decretos que ampliam a responsabilização das plataformas digitais no Brasil e endurecem as exigências para remoção de conteúdos considerados criminosos.

A medida regulamenta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que flexibilizou a interpretação do Marco Civil da Internet e abriu espaço para punições às redes sociais mesmo sem ordem judicial.

Na prática, as plataformas poderão ser responsabilizadas por não remover conteúdos ilegais após notificações de usuários ou diante de “falhas sistêmicas” na prevenção de crimes graves, como terrorismo, racismo, ataques à democracia, violência contra mulheres e exploração infantil.

O decreto também obriga as empresas a criarem canais de denúncia, informar usuários sobre remoções e permitir recursos contra decisões das plataformas.

Outra mudança prevista é a obrigação de retirar anúncios fraudulentos e conteúdos ligados a golpes virtuais, além de armazenar dados de publicações para futuras investigações e ações judiciais.

A fiscalização ficará sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que atuará na supervisão das medidas adotadas pelas big techs. As empresas deverão apresentar relatórios periódicos ao órgão.

O governo ainda não detalhou quais sanções serão aplicadas em caso de descumprimento das novas regras, mas o Marco Civil prevê advertências e multas.

O ANTAGONISTA

 

 

PF detecta repasse de R$ 14 milhões de fundo ligado à Refit para empresa da família de Ciro Nogueira

 


A Polícia Federal identificou um repasse de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa da família do senador Ciro Nogueira. As informações foram divulgadas pelo jornal Estado de S. Paulo.

O valor apareceu nas investigações da Operação Sem Refino, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal envolvendo o empresário Ricardo Magro, apontado como líder do grupo Refit.

Segundo a PF, o dinheiro foi transferido para a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, mas a contabilidade analisada pelos investigadores não detalha o motivo do pagamento.

O senador confirmou a operação e afirmou, em nota, que o valor é referente à venda regular de um terreno em Teresina para construção de uma distribuidora de combustíveis. Ciro também declarou que a negociação foi feita dentro da legalidade e comunicada aos órgãos competentes.

A investigação também apura pagamentos feitos por empresas ligadas à Refit a um ex-secretário da Casa Civil que trabalhou diretamente com Ciro Nogueira no governo Bolsonaro.

O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que autorizou a Operação Sem Refino na semana passada.

Veja a nota na íntegra do senador Ciro Nogueira:

O senador Ciro Nogueira lamenta as recorrentes tentativas de associá-lo a escândalos, as quais serão inevitavelmente frustradas, uma vez que não praticou nenhum ato irregular ou ilegal. Em relação ao caso em questão, esclarecemos que empresa que adquiriu o terreno buscava uma área superior a 40 hectares com o propósito de construir uma distribuidora de combustíveis. O valor mencionado pelo repórter se refere à venda dessa área, situada em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes em valores condizentes com o mercado. Ressalte-se que a empresa da família do senador atua justamente no segmento imobiliário, na compra, venda e aluguel de imóveis. Informamos, ainda, que o senador atualmente sequer detém participação na empresa e que, na época do negócio, sua participação era inferior a 1%.O senador Ciro Nogueira manifesta sua total tranquilidade no que se refere a essas e outras insinuações. Ele destaca ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos mencionados, acusações que surgem, estranhamente, em ano eleitoral com a clara intenção de desgastar sua imagem junto ao povo do Piauí.

 

 

VÍDEO: O perigo das motos em Natal




 

Mais um acidente envolvendo motociclistas foi registrado em Natal. Desta vez, na esquina da Avenida Antônio Basílio com a Rua São José, em Lagoa Nova.

O flagrante aconteceu durante a gravação de um vídeo de uma loja de bicicletas. Nas imagens, uma moto seguia com o sinal aberto quando outra avança o vermelho e provoca a colisão.

Um dos motociclistas conseguiu se levantar rapidamente. O outro ficou caído no chão, visivelmente machucado.

A cena virou rotina em Natal. A cidade vive uma explosão de acidentes envolvendo motos. E boa parte disso passa pela imprudência, pela pressa e pela quantidade cada vez maior de pessoas usando motocicleta para sobreviver, trabalhar e fazer entregas.

Os números assustam. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram mais de 27 mil acidentes com motocicletas entre 2024 e 2026.

Só no Hospital Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, mais de 4 mil pessoas deram entrada após acidentes de moto entre janeiro de 2025 e abril deste ano.

Virou uma tragédia diária. E enquanto os hospitais seguem lotados e sem a estrutura para oferecer atendimentos, o trânsito de Natal continua cada vez mais perigoso, principalmente para quem acha que sinal vermelho virou apenas sugestão.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Quem são os filhos de Deolane Bezerra, presa em operação da Polícia Civil

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