sábado, 5 de setembro de 2026

Pesquisa Data Capital: Lula se mantém na liderança das intenções de voto para presidente no RN, segundo Pesquisa divulgada pela Rede Tropical

 


A Rede Tropical divulgou mais uma pesquisa eleitoral para a disputa pela Presidência da República nessa sexta-feira (4). O levantamento foi realizado pelo Data Capital Pesquisas e apontou que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando as intenções de voto. A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro e ouviu 2.150 eleitores, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número de identificação RN-03735/2026.

Levando em conta as duas pesquisas anteriores, divulgadas em agosto, no cenário estimulado, Lula aparecia com 40% das intenções no levantamento de 5 de agosto, cresceu para 52,1% na medição de 25 de agosto e agora caiu para 42% na pesquisa de 4 de setembro.

Flávio Bolsonaro (PL) tinha 33% na primeira, caiu para 31,2% e manteve a pontuação de 31,2% na última análise. Ronaldo Caiado (PSD) marcava 6% em 5 de agosto, caiu para 4,1% em 25 de agosto e caiu para 3,4% na pesquisa mais recente.

Romeu Zema (Novo) tinha 5%, caiu para 2,3% e agora tem 2,4%. Augusto Cury (Avante) somava 3%, caiu para 1,1% e subiu para 9,8% na pesquisa atual. Renan Santos (Missão) tinha 2%, passou para 1,7% e agora tem 2,1%.

Cabo Daciolo (Mobiliza) tinha 2%, caiu para 0,7% e agora 1%. Votos brancos e nulos eram 5%, caíram para 3,9% e agora somam 4,9%. Não sabem ou não responderam eram 4%, baixaram para 2,9% e agora são 3,2%.

 

Relatório de inteligência da PF expõe divisão interna sobre Lulinha e sugere acionar Corregedoria

 


O relatório de inteligência da Polícia Federal divulgado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes expõe uma divisão interna envolvendo as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula, faz críticas sobre a produção de relatórios sobre Lulinha e sugere acionar a Corregedoria para apurar a conduta de investigadores ao batizar uma operação com o nome de Elli, em referência à letra L de Lula.

O próprio documento se descreve como “sem valor probatório” e diz que não pode ser utilizado para imputar acusações de infrações. Em vários trechos, diz que as informações registradas são de confiabilidade “baixa ou moderada” por depender apenas de relatos verbais.

O relatório, que foi produzido por uma unidade de inteligência ligada à Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq) e inicialmente enviado apenas ao diretor-geral Andrei Rodrigues, classifica como “frágeis” os elementos de prova que citaram Lulinha na investigação sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O documento indica que a nova equipe da PF que assumiu a Operação Sem Desconto a partir de maio, em meio a uma troca que gerou suspeitas de interferência no caso, passou a fazer uma espécie de pente-fino no trabalho realizado e apontou ressalvas na investigação sobre o filho do presidente.

O documento critica a equipe de investigação por ter produzido um relatório sobre as menções a Lulinha e as viagens mantidas por ele com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. Esse relatório alvo de críticas, porém, faz uma compilação sobre os fatos encontrados na investigação em relação a todos os personagens mencionados, e não apenas a Lulinha.

Ainda assim, o relatório de inteligência diz que Lulinha ainda não era formalmente investigado e que a produção de um documento sobre ele resultou em “risco reputacional” ao filho do presidente, já que estava disponível nos autos da investigação.

Em seguida, o relatório de inteligência registra que a fase da Sem Desconto que resultou em busca e apreensão contra a lobista Roberta Luchsinger e nas primeiras suspeitas sobre Lulinha foi batizada internamente como Operação Elli, pronunciada como se fosse a letra L, e que isso faria uma referência indevida a Lulinha.

“A preocupação é legítima e deve ser registrada. Denominações de fase que codifiquem pessoa não formalmente investigada constituem indicador reconhecido de risco em programas de integridade, por três razões: sugerem que o objetivo real da diligência difere do objetivo declarado; comprometem a aparência de imparcialidade perante o controle externo; e, uma vez tornadas públicas, produzem dano reputacional a quem não é parte”, diz a análise.

A conclusão do tópico recomenda que seja identificado quem batizou a operação como Elli e levado o caso à Corregedoria da PF: “Apurar, por via documental, quem a atribuiu, quando e com que registro; verificar a existência de norma interna sobre nomenclatura de fases; e, confirmada a codificação de pessoa não investigada, submeter a questão à Corregedoria, que é a instância própria”.

Com base nessas informações, a defesa de Lulinha chegou a divulgar uma nota dizendo que o relatório de inteligência corrobora suspeitas apontadas sobre o direcionamento da investigação e defendendo o arquivamento das suspeitas sobre o filho do presidente.

Apesar de o relatório de inteligência ter classificado como “frágil” o vínculo de Lulinha com os fatos investigados no estágio inicial da apuração, o avanço das investigações com informações do celular da lobista Roberta Luchsinger revelou que ela efetivamente intermediou negócios de empresários com o governo federal. A própria PF passou a apontar indícios de que ela tinha uma sociedade oculta com Lulinha nesses negócios. Por causa disso, a PF pediu abertura de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência e apontou suspeitas de que Roberta seria responsável por bancar as despesas do filho do presidente, a partir dos contratos firmados com empresários interessados em negócios no governo federal.

‘Tensões funcionais crescentes’

O relatório de inteligência foi produzido com a intenção apenas de informar o diretor-geral da PF sobre impressões dos investigadores e questões internas. Moraes, porém, acabou tornado públicas até mesmo os atritos e divisões dentro da PF com a divulgação do documento usado para incluir André Mendonça no inquérito da Fake News.

O documento faz um panorama sobre o surgimento de atritos nas equipes depois que a direção da PF decidiu trocar a coordenação da Operação Sem Desconto, em maio deste ano. A investigação até então estava sob comando do delegado-chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, que foi responsável por pedir busca e apreensão contra uma lobista amiga de Lulinha e a quebra do sigilo do próprio filho do presidente. O caso, porém, acabou sendo retirado da Coordenadoria de Repressão a Crimes Fazendário (Cgfaz) e enviado para a Coordenadoria de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro (Cgrc), o que resultou na troca do delegado que coordenava as apurações.

“Desde a transferência da coordenação da operação da Cgfaz para a Cgrc, foram reportadas tensões funcionais crescentes”, diz o documento. O relatório cita como fontes os quatro delegados da Cgrc que assumiram a Operação Sem Desconto com a mudança promovida pela direção --é um dos poucos trechos do relatório de inteligência em que as fontes da informação são nominalmente apontadas, porque a maior parte dos relatos são anônimos.

De acordo com o documento, essa tensão passou a ocorrer porque os novos coordenadores passaram a questionar os delegados responsáveis pelos inquéritos sobre os motivos de medidas adotadas na investigação. O relatório registra, como avaliação, que os investigadores da Operação Sem Desconto atuavam com maior autonomia funcional e passaram a ter essa autonomia reduzida com a mudança na coordenação, que adotou um “crivo jurídico e investigativo” sobre os passos adotados na apuração. A tensão, de acordo com o relatório, também envolveu “insinuações” dos delegados responsáveis pelos inquéritos de que a mudança na coordenação tinha objetivo de “matar” a Operação Sem Desconto.

Estadão

 

 

Adolescente de 17 anos é morto a tiros durante a madrugada em Mossoró

 



Após nove dias sem registrar homicídios, Mossoró voltou a contabilizar uma morte violenta provocada por disparos de arma de fogo. O crime aconteceu na madrugada deste sábado (5), por volta das 2h, no conjunto Malvinas, no bairro Dom Jaime Câmara.

A vítima foi um adolescente de 17 anos, natural do município de Baraúna. Segundo as informações iniciais, ele foi morto a tiros. O corpo só foi localizado durante a manhã, quando a Polícia Militar foi acionada para realizar o isolamento da área e preservar a cena do crime.

Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCI-RN) estiveram no local para os procedimentos de perícia e, posteriormente, a remoção do corpo.

Com o registro desta ocorrência, Mossoró chega a 106 homicídios registrados em 2026.

 

RN SEM GRANA: Decreto de Fátima manda órgãos reduzirem despesas em 25% até o fim de 2026, inclusive com água, energia e limpeza; determinação também veta reajustes a servidores e nomeações

 


A governadora do Rio Grande do Norte Fátima determinou um pacote de contenção de despesas e estabeleceu que os órgãos estaduais deverão reduzir em 25% os custos até o fim de 2026. A medida atinge inclusive despesas consideradas essenciais, como água, energia elétrica, aluguéis, telefonia e serviços de limpeza.

decreto assinado por Fátima na sexta-feira (4) e publicado no Diário Oficial deste sábado (5) determina ainda a redução do consumo de combustíveis e da quantidade de veículos oficiais. A determinação também suspende novas nomeações de servidores efetivos e temporários, novas locações de mão de obra, veículos e imóveis, viagens e diárias para servidores e alterações em contratos administrativos.

A exceção sobre a nomeação de novos servidores se limita a reposições nas áreas de saúde, educação e segurança pública, além de determinações judiciais.

No caso das viagens, só poderão ser autorizadas em situações excepcionais, como manutenção de serviços essenciais, cumprimento de decisões judiciais, fiscalização, captação de recursos e execução de convênios. E mesmo nesses casos, os pedidos terão de passar pela análise prévia da Controladoria-Geral do Estado (Control), com justificativas sobre a necessidade da viagem, a impossibilidade de realizar a atividade remotamente e os prejuízos que poderiam resultar do cancelamento.

Os órgãos terão de revisar todas as compras e contratações previstas para este ano e apontar quais são indispensáveis à continuidade dos serviços públicos. As propostas dos órgãos para alcançar a redução de 25% no custeio deverão ser encaminhadas à Controladoria até 14 de outubro.

Outra restrição envolve contratos administrativos e ficam proibidos novos reajustes, repactuações e revisões, além de aditivos para aumento de quantitativos, salvo em serviços públicos essenciais ou quando houver vantagem econômica comprovada para o Estado.

O governo também proibiu o uso de diárias, passagens, veículos oficiais e outros recursos públicos em deslocamentos relacionados a atividades político-partidárias ou eleitorais.

 

“VEXATÓRIO” E “ESPANTOSO”: Uso de relatório da PF sem valor probatório para acusar Mendonça é criticado até por aliados de Moraes no STF

 


O uso de um relatório de inteligência da Polícia Federal sem valor probatório para embasar acusações contra o ministro André Mendonça foi criticado até por aliados de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma autoridade próxima a Moraes classificou o documento como “exótico” e sua utilização como “vexatória”.

Segundo relatos ouvidos pelo UOL, um ministro do STF considerou “espantosa” a tentativa de incluir Mendonça no inquérito das fake news, embora previsível diante das revelações sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. As mesmas fontes afirmam ao UOL, segundo a coluna de Cézar Feitosa, que já havia suspeitas de que Mendonça estaria direcionando investigações, inclusive com interesse em avançar sobre Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A principal controvérsia está no próprio caráter do documento. Os seis relatórios foram produzidos pela área de inteligência da PF entre 3 e 31 de agosto para orientar decisões internas da corporação. O material é de circulação restrita, não tem valor probatório e inclui análises de conjuntura, algumas classificadas pela própria PF com confiabilidade “baixa a moderada”.

A produção dos relatórios teria ocorrido no contexto da crise entre Mendonça e a cúpula da PF e ganhou repercussão depois que Moraes determinou que o material fosse encaminhado ao STF. O uso das informações para sustentar acusações contra Mendonça passou, então, a provocar questionamentos dentro da própria Corte.

Com informações de UOL

 

Cinco suspeitos são presos por esquema de furto de carros de luxo em Natal

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em furtos de veículos de luxo em Natal. As prisões ocorreram na sexta-feira (4), durante a Operação Locatários, que também cumpriu sete mandados de busca e apreensão na capital.

Os suspeitos têm entre 24 e 52 anos e foram presos nos bairros Bom Pastor, Alecrim, Quintas e Potengi.

Segundo a investigação, o grupo alugava veículos para utilizá-los como apoio durante os furtos. Depois das ações, os carros eram devolvidos às locadoras. A estratégia, de acordo com a Polícia Civil, teria como objetivo dificultar a identificação dos envolvidos.

A investigação teve como foco, entre outros crimes, dois furtos de Toyota Hilux SW4 registrados em diferentes pontos de Natal.

Um dos casos aconteceu em 16 de julho de 2026, na Avenida Rui Barbosa, no bairro Tirol.

Segundo a Polícia Civil, a vítima estacionou uma Toyota Hilux SW4 branca nas proximidades do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), por volta das 17h10. Cerca de duas horas depois, quando retornou ao local, percebeu que o veículo havia sido furtado.

As duas chaves originais da caminhonete continuavam com a vítima e não havia sinais aparentes de arrombamento.

Durante as diligências, os investigadores identificaram elementos que, segundo a polícia, apontaram para a participação coordenada dos integrantes da associação no furto.

O segundo caso ocorreu durante a madrugada de 25 de julho, no bairro Petrópolis. Uma Toyota Hilux SW4 prata foi furtada nas proximidades de um condomínio.

Ainda no mesmo dia, a caminhonete foi encontrada no bairro Quintas, dentro de um imóvel utilizado como oficina e sucata. O veículo foi recuperado pela Polícia Civil.

As investigações realizadas após os dois casos permitiram, segundo a polícia, identificar suspeitos e reunir elementos sobre a dinâmica dos crimes e a atuação conjunta do grupo.

Os cinco presos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam. Informações que possam ajudar na identificação de outros envolvidos podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

 

Incêndio destrói quarto de casa e provoca desabamento de teto no interior do RN

 


Um incêndio destruiu um quarto de uma residência no bairro Subestação, em Baraúna, interior do Rio Grande do Norte, na manhã deste sábado (5). Segundo o Corpo de Bombeiros de Mossoró, as chamas teriam começado em um ventilador que estava no cômodo.

O fogo destruiu roupas, cama e guarda-roupa que estavam no quarto. O calor também provocou o desabamento do teto.

De acordo com os bombeiros, o incêndio foi percebido pelo filho da proprietária da casa, que dormia no quarto. Moradores conseguiram controlar parte das chamas antes da chegada da equipe.

A residência possui placas de energia fotovoltaica, mas, segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo não atingiu os equipamentos.

Após chegar ao local, a equipe realizou o resfriamento do cômodo e apagou os focos que ainda permaneciam no imóvel. O quarto foi isolado após o atendimento.

O que fazer em caso de incêndio

O Corpo de Bombeiros orienta que, em caso de incêndio, a rede elétrica geral seja desligada, desde que seja seguro fazer isso.

Em seguida, as pessoas devem deixar o imóvel e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Justiça bloqueia R$ 500 mil de Parnamirim para obras em CMEI

 


A Justiça determinou o bloqueio de R$ 500 mil das contas da Prefeitura de Parnamirim para garantir a execução das obras ainda pendentes no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Dona Liquinha Alves, localizado em Pirangi do Norte. A decisão é da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Parnamirim e atende a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

O processo de cumprimento de sentença foi movido pela 11ª Promotoria de Justiça de Parnamirim contra o Município. Antes da nova determinação, a Justiça já havia autorizado o bloqueio de R$ 300 mil, que deveriam ser retirados preferencialmente da dotação destinada à “Ampliação, Reforma, Manutenção e Conservação das Escolas da Educação Infantil” ou de outra rubrica compatível. O dinheiro deveria ser utilizado exclusivamente para atender às obrigações relacionadas ao CMEI.

Apesar da medida, segundo a decisão judicial, o Município resolveu apenas “cerca de 25% dos problemas”, permanecendo pendentes 75% das questões estruturais e de adequação apontadas na unidade. O documento registra ainda que Parnamirim havia sido intimado mais de uma vez, recebeu prazo para apresentar um cronograma detalhado e foi advertido sobre as consequências do descumprimento.

Diante da situação, o MPRN pediu que o bloqueio fosse ampliado de R$ 300 mil para R$ 500 mil e que fosse restabelecida uma multa pessoal contra a prefeita Nilda Cruz (SDD). Os dois pedidos foram acolhidos pela juíza Suiane de Castro Fonseca Medeiros.

Na decisão, a magistrada considerou que houve “persistência de omissão administrativa” no cumprimento da obrigação judicial e apontou impacto sobre os direitos das crianças atendidas pelo CMEI. Segundo a juíza, o aumento do bloqueio não possui caráter punitivo, mas busca assegurar os recursos necessários para a execução das medidas determinadas judicialmente.

A Justiça determinou que os R$ 500 mil sejam bloqueados nas contas municipais, preferencialmente nas rubricas destinadas à ampliação, reforma, manutenção e conservação das escolas de Educação Infantil. O valor deverá viabilizar diretamente a execução de todas as obras que ainda precisam ser realizadas no CMEI Dona Liquinha Alves.

A magistrada também restabeleceu uma multa pessoal contra Nilda Cruz por ato atentatório à dignidade da Justiça, fixada em 10% do valor da causa. A decisão diferencia essa penalidade da multa diária aplicada ao Município: enquanto a primeira possui natureza sancionatória, a segunda tem como finalidade obrigar a administração municipal a cumprir a determinação judicial.

A prefeita deverá ser intimada pessoalmente sobre a decisão. O Município de Parnamirim também deverá ser comunicado, por meio de seus procuradores, para ciência e cumprimento imediato da determinação.

A ação tramita na Vara da Infância e Juventude de Parnamirim e tem como objetivo fazer com que o Município cumpra uma sentença relacionada às condições do CMEI Dona Liquinha Alves. O MPRN, por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Parnamirim, é responsável pelo pedido de cumprimento da decisão judicial.

Em uma decisão anterior, a Justiça havia bloqueado R$ 300 mil dos cofres municipais para que o dinheiro fosse destinado exclusivamente às intervenções necessárias na unidade de Educação Infantil. Também havia determinado o restabelecimento de multa diária contra o Município, mas, naquele momento, não autorizou a aplicação da multa pessoal contra a prefeita.

Após o fim do prazo concedido sem o cumprimento das determinações, o Ministério Público voltou a se manifestar no processo. O órgão pediu o aumento do bloqueio para R$ 500 mil e o restabelecimento da multa pessoal contra a chefe do Executivo municipal. Ao analisar o novo pedido, a Justiça considerou que as providências anteriores não foram suficientes. Conforme registrado na decisão, 75% dos problemas estruturais e de adequação apontados no CMEI ainda permaneciam sem solução. Com isso, o bloqueio foi elevado para R$ 500 mil e a multa contra a prefeita foi restabelecida.

 

Urânio coloca RN no mapa de nova fronteira mineral

 


O Rio Grande do Norte aparece no mapa brasileiro do urânio, mas ainda não sabe quanto dessa riqueza existe sob seu território nem se ela poderá se transformar em atividade econômica. O Estado está entre as oito unidades da Federação com ocorrências e indícios do mineral, matéria-prima utilizada na geração nuclear e em programas estratégicos. Décadas de baixa intensidade das pesquisas geológicas, porém, deixaram uma distância considerável entre identificar a presença do elemento e comprovar uma jazida capaz de sustentar mineração comercial.

A diferença é fundamental. A presença de urânio em determinada formação geológica não significa que exista uma reserva economicamente aproveitável. Segundo as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), o País reúne cerca de 295 mil toneladas de recursos conhecidos de urânio e figura entre os dez maiores detentores mundiais. Atualmente, entretanto, a única mina brasileira em atividade fica em Caetité, na Bahia, onde os recursos são estimados em 87 mil toneladas e a capacidade instalada alcança aproximadamente 400 toneladas anuais.

No RN, a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou não identificar registros de exploração de urânio. O presidente do Sindicato das Indústrias de Mineração do Rio Grande do Norte (Sindminerais-RN), Mário Tavares, afirma, contudo, que existem áreas com incidência de minerais radioativos, sobretudo associadas a pegmatitos e rochas ígneas. Uma das regiões mencionadas é Pau Pedra, em Currais Novos, próxima a áreas historicamente ligadas à mineração de scheelita, onde teriam sido realizados estudos sobre minerais radioativos.

O obstáculo está justamente em transformar esses indícios em conhecimento geológico detalhado. “A maioria dos nossos empresários não quer investir na pesquisa, já quer investir na produção. Em alguns casos, não é possível você fazer isso, você tem que estudar para ver a viabilidade”, afirma Tavares. Sem sondagens, análises e estimativas de teor e volume, não é possível determinar se uma ocorrência pode evoluir para recurso mineral e, posteriormente, para uma reserva explorável.

O momento nacional, no entanto, pode mudar esse cenário. Em julho, o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) instituiu um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para avaliar o conhecimento brasileiro sobre recursos e reservas de urânio e dimensionar o potencial de produção. Participam instituições como Casa Civil, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Serviço Geológico do Brasil (SGB), além de convidados como ANM, Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e INB.

A discussão ocorre em um momento no qual o governo pretende elevar a produção nacional. A INB estima que, para acompanhar uma eventual expansão da geração nuclear brasileira para 14 gigawatts (GW), seria necessário alcançar produção de aproximadamente 3 mil toneladas de urânio por ano. É uma escala muito superior à capacidade atual de Caetité.

A principal mudança para o futuro está na tentativa de aproximar o capital privado de uma atividade historicamente concentrada na União. A Lei nº 14.514, de 2022, abriu caminho para novas formas de associação da INB com empresas privadas, mas a regulamentação necessária para dar escala ao modelo ainda está em discussão no governo federal.

A proposta em análise prevê a criação de Sociedades de Propósito Específico (SPEs) para pesquisa, mineração e beneficiamento, com participação da INB. No desenho discutido, investidores privados assumiriam os aportes necessários, enquanto a estatal poderia contribuir com direitos minerários, dados geológicos, conhecimento técnico e outros ativos. O objetivo é resolver uma das principais limitações do setor: o custo e o risco elevados de procurar novas jazidas sem garantia de que a pesquisa resultará em uma mina comercial.

Esse movimento já ganhou uma frente concreta. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e a INB estruturam o Programa Pró-Urânio para desenvolver modelos de parceria com empresas privadas. Em 28 de agosto, o BNDES definiu o consórcio responsável pela modelagem. As propostas deverão ser apresentadas até o segundo trimestre de 2027.

Inicialmente, cinco áreas estão no radar do programa, localizadas em Goiás, Paraíba, Paraná, Tocantins e Bahia. O Rio Grande do Norte não integra essa primeira carteira. Isso significa que não existe, neste momento, projeto anunciado para abertura de mina de urânio no Estado. A eventual entrada potiguar nessa nova fronteira dependerá de uma etapa anterior: ampliar o conhecimento sobre as ocorrências existentes e comprovar tecnicamente sua dimensão.

Há ainda a possibilidade de o urânio aparecer associado a outros minerais. Essa característica é importante em uma província mineral como a potiguar porque determinadas operações podem identificar substâncias nucleares durante pesquisas direcionadas originalmente a outros minérios. A regulamentação das parcerias procura estabelecer como essas descobertas serão tratadas sem inviabilizar automaticamente investimentos privados.

 

Homem é preso com drogas e dinheiro durante abordagem no interior do RN

 


Policiais militares da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (10ª CIPM) prenderam, nesta sexta-feira (4), um homem suspeito de tráfico de drogas no município de Vila Flor, no Rio Grande do Norte.

Durante patrulhamento no Centro da cidade, os policiais visualizaram uma motocicleta com dois ocupantes. Segundo a PM, os homens apresentaram atitude suspeita e tentaram fugir ao perceber a aproximação da viatura.

A equipe iniciou um acompanhamento tático e conseguiu realizar a abordagem. Durante a busca pessoal, os policiais encontraram com um dos homens uma porção de substância análoga à maconha, R$ 182 em dinheiro, em cédulas fracionadas, e um aparelho celular.

Em seguida, os policiais questionaram o suspeito sobre a existência de outros entorpecentes. Segundo a PM, ele informou que mantinha drogas em sua residência.

A equipe foi até o endereço indicado. Após autorização para entrar no imóvel, os policiais realizaram buscas e encontraram outras porções de substância análoga à maconha, além de materiais usados para o acondicionamento de entorpecentes.

Material apreendido

  • 1 porção grande de substância análoga à maconha;
  • 1 porção média de substância análoga à maconha;
  • 1 porção de substância análoga à maconha encontrada durante a abordagem;
  • R$ 182 em espécie;
  • 1 aparelho celular;
  • 1 rolo de plástico-filme;
  • diversos sacos plásticos tipo ziplock.

Diante dos fatos, o homem foi preso e conduzido, junto com o material apreendido e a motocicleta, à Delegacia de Plantão de Goianinha.

Na unidade policial, foram adotados os procedimentos legais cabíveis.

Já o segundo indivíduo abordado foi liberado no local, pois os policiais não encontraram nenhum material ilícito em sua posse.

 

Tomografias e ultrassonografias: Natal recebe 2ª carreta

 


Natal recebeu, nessa sexta-feira (4), a segunda unidade móvel para realização de tomografias e ultrassonografias na capital potiguar. Com as duas carretas em operação, a rede terá capacidade para realizar cerca de 2 mil tomografias e 2 mil ultrassonografias por mês.

Além disso, as unidades vão circular pelos cinco Distritos Sanitários de Natal. A estrutura também atenderá moradores de municípios da Região Metropolitana que possuem pactuação com a capital. Dessa forma, a iniciativa busca ampliar o acesso aos exames de diagnóstico por imagem e diminuir a demanda reprimida da rede municipal.

Tomografias e ultrassonografias começam a ser ofertadas em setembro

A primeira unidade móvel deve iniciar os atendimentos na primeira quinzena de setembro pela Zona Norte. Segundo a Prefeitura, a região concentra mais da metade da demanda reprimida do município. Por outro lado, a segunda carreta começará a atender pelo bairro de Felipe Camarão, na Zona Oeste.

O prefeito Paulinho Freire destacou que o reforço pretende diminuir o tempo de espera dos pacientes. Conforme o gestor, a Prefeitura precisa ampliar a capacidade de atendimento diante da quantidade de pessoas que aguardam pelos procedimentos.

Atualmente, Natal registra aproximadamente 2.038 solicitações pendentes para tomografias. Já no caso das ultrassonografias, cerca de 23.408 pessoas aguardam na fila de regulação, segundo dados apresentados pelo secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho.

“Hoje recebemos a segunda carreta de exames de imagem. As duas unidades vão aproximar a oferta de exames da população, contribuindo para ampliar o atendimento e reduzir a fila de espera das pessoas que aguardam por esses procedimentos na capital”, afirmou o secretário.

Regulação define acesso aos exames

O acesso aos procedimentos ocorrerá por meio da regulação municipal. Assim, os pacientes deverão seguir os critérios e encaminhamentos definidos pela rede pública de saúde.

Inicialmente, a gestão vai priorizar os casos mais graves e de urgência. Depois, o município seguirá a ordem cronológica de inserção dos pedidos no sistema de regulação.

As duas unidades móveis permanecerão em Natal durante um ano. A ação recebeu investimento superior a R$ 12 milhões e foi viabilizada por meio de emenda parlamentar indicada pelo mandato do senador Styvenson Valentim, em parceria com a Prefeitura do Natal.

As carretas contam com recepção, estrutura acessível, sala de ultrassonografia, sala de tomografia e consultório. Além disso, os veículos possuem os equipamentos necessários para os procedimentos de diagnóstico por imagem.

O tomógrafo instalado nas unidades possui 16 canais e permite a realização de diferentes tipos de exames. Já a estrutura de ultrassonografia oferece procedimentos com Doppler, ultrassonografia obstétrica e gestacional e ultrassom 3D.

 

Pesquisa Data Capital: Lula se mantém na liderança das intenções de voto para presidente no RN, segundo Pesquisa divulgada pela Rede Tropical

  A Rede Tropical divulgou mais uma pesquisa eleitoral para a disputa pela Presidência da República nessa sexta-feira (4). O levantamento fo...