sexta-feira, 22 de maio de 2026

Alcolumbre barra CPMI do Master e diz que decisão é dele

 


O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), descartou nesta quinta-feira (21) a instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar o Banco Master. Ele foi cobrado sobre o tema por integrantes da oposição e da base governista durante sessão conjunta.

Mais de dez parlamentares apresentaram questões de ordem pressionando pela leitura de pedidos sobre a abertura de CPMIs do Master. Alcolumbre reforçou que a decisão sobre a pauta cabe à presidência do Congresso e chegou a se desculpar. Ele defendeu o foco na pauta prevista para a análise de vetos presidenciais que tratam de repasses a municípios.

"Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender a demanda solicitada por mais 11 congressistas nessa sessão em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação", disse Alcolumbre.

Na sessão, parlamentares defenderam que a instalação é um rito automático após o preenchimento das assinaturas mínimas. Alcolumbre, no entanto, argumentou que a decisão é um “ato discricionário” do presidente do Congresso. Para a apresentação oficial, um pedido de CPMI deve ter o apoio de ao menos 27 senadores e 171 deputados.

“Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da Presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário da Presidência da Mesa do Congresso Nacional”, disse o senador.

Como a CNN mostrou, o Congresso tem oito iniciativas de comissões de inquérito sobre o Master. Seis delas já reuniram as assinaturas mínimas e aguardam a leitura para avançar. Um dos pedidos foi apresentado na Câmara, três no Senado e outros dois são para a criação de comissões mistas, ou seja, formadas por deputados e senadores.

Os requerimentos de CPMIs precisam ser lidos em sessão do Congresso para avançar. Alcolumbre, no entanto, resiste à instalação e tem argumentado a proximidade do período eleitoral. Essa foi a segunda sessão do Congresso realizada neste ano. Na primeira, em 30 de abril, os parlamentares também fizeram cobranças em prol da abertura da CPMI.

CNN Brasil

 

Prefeitura de São Gonçalo define data do sorteio de 480 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida

 


O sonho da casa própria está cada vez mais perto de se tornar realidade para centenas de famílias de São Gonçalo do Amarante. As obras dos residenciais do programa Minha Casa Minha Vida seguem avançando no município e o sorteio de 480 apartamentos já tem data marcada: será realizado no dia 30 de maio, às 9h, no Ginásio de Santo Antônio do Potengi.

Fruto de uma parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, os empreendimentos representam um importante avanço no enfrentamento ao déficit habitacional do município, que atualmente possui 7.876 famílias aptas e atualizadas no sistema habitacional. Do total de unidades, 3% serão destinadas a pessoas com deficiência (PCD), garantindo mais inclusão e acessibilidade no processo.

Os Residenciais Teodósio Henrique e Maria Belo estão em diferentes etapas de execução. O Teodósio Henrique já alcançou 85% de conclusão, com 11 torres praticamente finalizadas. Neste momento, a obra entra na fase de acabamento, restando serviços como a instalação do piso vinílico, etapa realizada na reta final da construção. Já o Residencial Maria Belo está com 45% das obras executadas.

Além das unidades habitacionais, os condomínios foram planejados para oferecer mais qualidade de vida às futuras famílias moradoras. Os espaços contarão com áreas de convivência, centros comunitários e biblioteca. O Residencial Teodósio Henrique terá dois centros comunitários, enquanto o Maria Belo contará com outros dois equipamentos sociais, oferecendo oportunidade de convívio e a integração entre os moradores.

As construções utilizam o sistema de parede de concreto, tecnologia que oferece mais segurança, resistência e agilidade na execução das obras.

O engenheiro co-responsável pela obra, Jeová Júnior, natural da comunidade de Poço de Pedra, destacou a importância social do projeto e o orgulho de participar de uma iniciativa voltada para a população do próprio município.

“Como são-gonçalense, participar de uma obra como essa tem um significado muito especial. A gente sabe o quanto muitas famílias sonham com a casa própria. Então poder contribuir diretamente para entregar moradia digna ao povo da nossa cidade é motivo de muito orgulho para todos nós que estamos trabalhando aqui”, destacou.

Para garantir transparência em todas as etapas do processo, o Conselho Municipal de Habitação realizou visita técnica aos residenciais para acompanhar o andamento das obras e os preparativos para o sorteio. O processo será totalmente eletrônico, fiscalizado e acompanhado institucionalmente, garantindo mais segurança e credibilidade às famílias participantes.

Com os empreendimentos em ritmo acelerado, cresce também a expectativa de centenas de famílias que aguardam pela oportunidade de transformar um sonho antigo em realidade: a conquista do próprio lar.

 

FUTURA/APEX: para 71,5%, áudio com Vorcaro não muda opinião sobre Flávio



Para 71,5% dos eleitores brasileiros, o áudio mandado pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não impacta na opinião sobre o senador. É o que aponta pesquisa Futura/Apex divulgada nesta sexta-feira (22).

O levantamento foi realizado após o portal Intercept Brasil divulgar conversas e áudios entre o ex-banqueiro e Flávio, nos quais o parlamentar relata que está passando por momentos de dificuldade para conseguir arcar com os custos da produção. O repasse negociado era de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões.

Segundo a pesquisa, apenas 18,7% dos eleitores ficaram com uma opinião negativa acerca do senador, enquanto 6,4% teve uma percepção positiva. Os indecisos somaram 3,4%.

A pesquisa ainda ouviu se, com os vazamentos, aumentou a vontade do eleitor para votar em alguém que não seja Lula (PT) ou Flávio.

Cerca de 65,8% não mudaria de voto mesmo com o vazamento; 12,7% afirmou querer mudar muito, enquanto 10,4% mudaria um pouco. Para 4,2%, o caso diminui a intenção de votar em alguém diferente. Os indecisos somam 6,9%.

CNN

STJ nega pedido de urgência e mantém investigação da PF na Operação Mederi em São Miguel

 


O ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, negou o pedido de urgência apresentado pelo prefeito de São Miguel, Leandro Michel do Rego Lima, e por seu irmão, Lincoln Micaele Rêgo Lima.

A defesa tentava anular as buscas da Operação Mederi e manter o material recolhido lacrado, conforme informações do Blog do Dina.

Com a decisão judicial, a Polícia Federal continua autorizada a analisar todos os documentos e mídias apreendidos.

Os relatórios da corporação apontam Lincoln como o principal articulador do direcionamento de licitações e acusam o prefeito médico de participação direta em reuniões sobre vantagens indevidas.

Diálogos Gravados

A investigação aponta que o esquema na saúde municipal envolvia o aumento artificial de quantitativos em pregões eletrônicos.

Escutas ambientais capturaram os operadores discutindo os repasses financeiros e alegando que os ganhos extras serviam para manter o padrão de vida dos envolvidos.

 

CUSTO BRASIL: Marcas como Nike e Adidas transferem operações para o Paraguai em busca de impostos menores

 


Grandes marcas globais do setor de calçados e vestuário, como Adidas, Nike e Fila, expandiram de forma significativa suas operações fabris em território paraguaio.

O movimento estratégico de descentralização industrial ocorre por intermédio do Grupo Dass, responsável pelas confecções na América do Sul.

O principal atrativo para a transferência de linhas de produção é o conjunto de incentivos operacionais oferecido pelo governo paraguaio, com destaque para a chamada Lei de Maquila.

A legislação local estabelece regimes de tributação reduzida e desburocratização aduaneira para empresas focadas na exportação.

Relatórios de comércio internacional apontam que o Paraguai consolidou-se como um polo de montagem e manufatura no continente.

Fabricantes utilizam as vantagens fiscais do país vizinho para produzir insumos com custos reduzidos e, posteriormente, reinserir os produtos acabados no mercado consumidor brasileiro.

 

ALERTA MÉDICO: Pessoas com ideologia de esquerda tem 150% mais riscos de doença mental, diz estudo

 


Levantamentos realizados por institutos americanos, entre eles o General Social Survey (GSS) e o Pew Research Center, identificaram uma correlação estatística entre posicionamentos políticos progressistas e índices mais elevados de relatos de problemas de saúde mental.

Segundo os dados analisados, a associação apareceu de forma recorrente em diferentes pesquisas e grupos de amostragem, segundo informações do Poder360.

De acordo com os estudos citados, pessoas que se identificam como “extremamente liberais” ou progressistas apresentaram taxas maiores de ansiedade, depressão e TDAH em comparação com entrevistados de perfil conservador.

Os levantamentos também apontaram menor índice médio de satisfação com a vida entre os grupos pesquisados.

Pesquisadores e analistas comportamentais afirmam que diferentes fatores podem influenciar os resultados observados.

Entre os pontos citados estão níveis mais elevados de neuroticismo, menor religiosidade, maior exposição a debates sociais complexos e uso intenso de redes sociais.

Os próprios pesquisadores ressaltam que os dados indicam correlação estatística e não comprovam relação direta de causa e efeito entre ideologia política e transtornos mentais.

 

MATEMÁTICA DE MOSSORÓ: PF identifica quem era “Fátima” em planilha de esquema investigado na Operação Mederi

 



As investigações da Polícia Federal na Operação Mederi avançaram e identificaram a mulher citada como “Fátima” na contabilidade clandestina apelidada pelos investigadores de “matemática de Mossoró”.

De acordo com o relatório, trata-se de Maria de Fátima Dantas dos Santos, beneficiada direta por repasses de propina na ordem de 10%, conforme informações divulgadas na edição desta sexta-feira (22) do jornal De Fato.

A apuração apontou que a investigada é uma assessora de comunicação que foi nomeada formalmente para atuar na administração pública por meio da Portaria nº 157/2024.

Inicialmente alocada na pasta de Comunicação, ela foi posteriormente transferida para o setor de Cerimonial do Palácio da Resistência.

O avanço célere das descobertas documentais da Polícia Federal foi o fator determinante para que o desembargador federal Rogério Fialho Moreira decidisse manter o processo sob o foro do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

O magistrado rejeitou a recomendação do Ministério Público Federal para enviar o caso à primeira instância.

 

VÍDEO - PRESSÃO NO CONGRESSO: Senador leva pizza para Alcolumbre e cobra CPMI do Banco Master

 



O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) levou uma caixa de pizza para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e exigiu a instalação imediata da CPMI sobre o Banco Master.

Ele defendeu a convocação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para prestar esclarecimentos sobre o filme Dark Horse. E subiu o tom ao relembrar menções a contratos envolvendo familiares dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes nas apurações do caso.

Por fim, Claitinho pediu que a CPMI seja aberta de forma rápida para “separar o joio do trigo”.

A criação da comissão enfrenta resistência nos bastidores por parte dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.

RN quita menos da metade dos R$ 796 milhões honrados pela União em 10 anos

 


O Rio Grande do Norte soma R$ 796,50 milhões em débitos pagos pela União entre 2016 e abril de 2026, de acordo com dados do Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em operações de crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), do Tesouro Nacional. O pagamento é feito quando o ente (estado ou município) deixa de honrar a parcela de uma operação de crédito sob garantia. Entretanto, os entes precisam quitar o valor desembolsado pelo Tesouro por meio de contragarantias. Dados do RMGH mostram que menos da metade do volume total honrado no período (49,56%) foi quitado pelo RN junto à União.

Dos R$ 796,50 milhões pagos por débitos do RN, apenas R$ 394,78 milhões foram recuperados pela União. O relatório mostra ainda que entre 2016 e o 1º quadrimestre deste ano o RN foi o 4º estado do Nordeste com o maior volume de dívidas honradas pelo Tesouro, atrás do PI (R$ 875,5 mi), PE (R$ 1,4 bi) e MA (R$ 1,5 bI). O RJ é o campeão no País em dívidas honradas em 10 anos: R$ 45,9 bi. Considerando o período de 2016 até o mês passado, a União pagou R$ 87,8 bi em garantias de entes estaduais e municipais.

Quanto ao RN, entre 2016 e 2021, foram R$ 444,67 milhões em garantias pagas pelo Tesouro, o maior montante registrado no período. Em 2022, foram honrados R$ 35,11 milhões. Nos dois anos seguintes, não houve dívidas pagas pela União, mas no ano passado o volume honrado foi de R$ 226,19 milhões. Neste ano, até o mês passado, o montante honrado é de R$ 90,54 milhões.

Em nota, a Secretaria de Fazenda do RN (Sefaz) explicou que o passivo histórico acumulado possui como natureza operações de crédito garantidas pela União contraídas em exercícios anteriores. “O acionamento reiterado da União ocorreu por contingências estruturais, onde frustrações de receitas impuseram ao Estado a necessidade de preservar o fluxo de caixa, dado que a implementação da contragarantia pela União afetaria, de modo significativo, a sustentabilidade dos serviços públicos e o cumprimento das mais elementares obrigações constitucionais”, mencionou a pasta.

Segundo a Sefaz, o RN aderiu ao refinanciamento destas obrigações em 2022, tendo como base legal autorizativa a Lei Complementar n.º 178/2021, que autoriza refinanciar os valores em até 360 meses (30 anos). De acordo com a pasta, a previsão de pagamento dos R$ 401,72 milhões de garantias do Estado junto à União está dentro deste prazo

“A previsão de pagamento existe e a sistemática de amortização já se encontra em vigor. O impacto direto do refinanciamento formalizado pelo art. 23 da LC 178/2021 é que a maior parcela do saldo destas dívidas — cujo incumprimento esteve amparado por decisões judiciais proferidas em ações intentadas até ao final de 2020, foi consolidada e escalonada para pagamento ao longo de 30 anos”, escreveu a pasta.

De acordo com a Sefaz, a medida diluiu o peso das obrigações, permitindo ao Estado amortizar o passivo sem asfixiar a liquidez do fluxo de caixa corrente. “Para eventuais saldos remanescentes mais recentes [depois de 2020] que não compuseram o refinanciamento, o processo de ressarcimento é o mecanismo constitucional de encontro de contas e retenção das quotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE), salvaguardadas eventuais novas tutelas judiciais e os limites prudenciais estabelecidos”, explicou a Secretaria.

Situação mostra desequilíbrio fiscal e dificuldade de caixa

De acordo com a presidente da Comissão de Direito Administrativo da Ordem dos Advogados do Brasil no RN (OAB/RN), Cristina Braga, o pagamento de garantias pela União em operação de crédito revela a existência de problemas como desequilíbrio fiscal e dificuldade de caixa. “Em regra, essa situação decorre de desequilíbrio fiscal, dificuldade de caixa, planejamento orçamentário inadequado ou má gestão da dívida pública”, descreveu.

Cristina Braga afirma que, depois que o Tesouro Nacional paga a dívida ao credor, há a tentativa de recuperar esse valor por meio das contragarantias oferecidas. Na prática, segundo a especialista, essas contragarantias podem envolver retenção ou execução de receitas do próprio ente.

“Podem ser retidas como contragarantias, portanto, as parcelas do FPE, FPM, ICMS, IPI-Exportação e outras receitas vinculadas contratualmente. O Tesouro, após honrar a dívida, aciona as contragarantias previstas no contrato para recuperar o valor pago, incluindo principalmente, juros de mora, multas e encargos”, diz. Em situações como a observada no RN, em que a União não consegue recuperar parte do volume honrado, há consequências para o ente.

“A principal consequência é que o valor pago pela União vira uma obrigação perante a própria União. Ou seja, o Estado pode chegar a um nível de desequilíbrio no qual sequer consiga pagar a folha mensal. Para o ente, isso pode gerar três efeitos principais: execução de contragarantias, com retenção de receitas dadas em garantia, acréscimo de encargos, como juros de mora, multa e outros custos previstos, e restrição para novas operações com garantia da União”, aponta.

De acordo com o relatório do Tesouro Nacional, o Rio Grande do Norte acumula R$ 90,54 milhões em garantias honradas pela União entre janeiro e abril de 2026, o terceiro maior volume entre os estados brasileiros. O Rio Grande do Sul (R$ 465,3 milhões) e o Rio de Janeiro (R$ 790,4 milhões) foram os estados da federação com maior volume de garantias honradas. No acumulado do ano, a União quitou R$ 1,37 bilhão dos entes subnacionais, sendo R$ 1,36 bilhão dos estados e R$ 4,97 milhões dos municípios.

Ainda segundo o relatório, do total honrado do Rio Grande do Norte neste ano, R$ 84,32 milhões foram pagos pelo Tesouro em janeiro, R$ 2,55 milhões em março e R$ 3,66 milhões em abril, totalizando os R$ 90,54 milhões acumulados no ano. O relatório mostra, contudo, que foram recuperados pela União R$ 90,64 milhões do RN em 2026. Houve também recuperação de garantias do estado em 2025 (R$ 228,52), 2022 (R$ 49,24), 2020 (R$ 15,28) e 2019 (R$ 11,10).

 

Consignados ampliam pressão no Governo e expõem tensão fiscal

 


Com as instalações das Comissões Permanentes da Assembleia Legislativa, a partir de 24 de fevereiro, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL) disse que a bancada de oposição deve fechar questão na convocação do secretário estadual da Fazenda, Carlos Xavier, para que explique os recorrentes atrasos nos repasses de descontos salariais de servidores, oriundos de empréstimos consignados em folha: “Já há um consenso de que eu serei o presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização, e, logo que esteja em trabalho efetivo, colocarei em pauta essa questão da convocação do secretário Cadu para dar explicações sobre os consignados”. O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinsp-RN) estima dívida em R$ 450 milhões.

O deputado Luiz Eduardo faz coro com o requerimento datado do dia 5 e já encaminhado nesse sentido pelo deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

Gustavo Carvalho encontra-se viajando, mas informou que depois do Carnaval “anunciará o posicionamento que adotará” em relação a esses atrasos, vez que o parlamentar ainda sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o que considera crime de apropriação indébita dos recursos pertencentes ao funcionalismo público.

Durante encontro da governadora com jornalistas, dia 11, Cadu Xavier não expôs, ao falar sobre a situação fiscal do Estado, a questão desse atraso, mas informou que em abril, a folha de pessoal do funcionalismo deve chegar a R$ 700 milhões, “somados os consignados, a R$ 780 milhões”.

Luiz Eduardo já havia levado secretários responsáveis pelas pastas de áreas administrativa e financeira do governo Fátima Bezerra a explicarem essa situação dos empréstimos consignados na Comissão de Administração, Serviços Públicos, Trabalho e Segurança Pública da Casa: “Vou trabalhar para que o Governo seja responsabilizado por esse problema. E individualizar os culpados. Venho atuando desde que o secretário do Governo era Pedro Lopes, antes de Cadu. E de lá para cá já denunciamos por peculato e apropriação indébita esse comportamento do governo.”

No entendimento de Luiz Eduardo, primeiramente, “precisamos atestar que essa questão dos consignados é grave. Muito grave. Trata-se de peculato e apropriação indébita. Não é só uma questão meramente contábil ou administrativa. É caso de Código Penal”.

O parlamentar lembrou que o secretário Cadu Xavier, “ deu entrevista recentemente na TRIBUNA DO NORTE, e praticamente fez uma admissão de culpa de que o dinheiro dos consignados não está sendo repassado. A culpa já está configurada. Vamos avaliar agora o dolo”.

Luiz Eduardo disse, ainda, que não participou, até o momento, de debates internos de CPI - “por isso, não posso falar neste momento sobre o tema”.

Mas confirmou “a gravidade do problema e a necessidade de aprofundamento político e jurídico sobre o tema. O Governo Fátima Bezerra retém o dinheiro do servidor, não repassa aos bancos e acha que isso é algo normal. Reter o dinheiro alheio de forma reiterada. Uma situação que vem se repetindo há tempos”.

Na opinião de Luiz Eduardo, “os danos do não pagamento dos consignados são gravíssimos. Perde o Governo, que fica sem moral. Perdem os servidores, que ficam sem a chance de renovar empréstimos em um momento de eventual necessidade. Perde o comércio, privado do giro financeiro que novos empréstimos podem ter na economia”.

Finalmente, Luiz Eduardo declarou ter informação, que “será checada”, de que desde de julho que não repassam o dinheiro do consignado para o Banco do Brasil. “Não podemos normalizar o desmantelo, o errado”, concluiu.

Sinsp

O Sinsp-RN estima os atrasos nos repasses dos valores descontados dos contracheques dos funcionários públicos do Estado, não repassados aos bancos, ultrapassam a R$ 450 milhões.

A presidente do Sinsp-RN, Janeayre Almeida de Souto, disse que desde julho de 2025, que o Governo do Estado desconta do contracheque do servidor a parcela do consignado e não faz repasse às instituições financeiras.

“Hoje chegamos ao mês de fevereiro, carnaval chegando, e o Governo do Estado continua sem pagar às instituições financeiras”, alertou a sindicalista, que continuou: “E o Banco do Brasil, que é onde a maioria dos servidores tem consignado e conta bancária, que recebe o seu salário, o Banco do Brasil está descontando do servidor, recebeu seu salário, a parcela do consignado que o Estado não repassa para o banco. Isso é grave, isso é apropriação indébita”.

Janeayre Souto cobra dos órgãos de controle externo, como o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), uma fiscalização e responsabilização do Executivo, porque “apropriação indébita é crime, é ato de irresponsabilidade administrativa”.

Além disso, segundo a sindicalista, o Banco do Brasil “está levando os servidores a serem negativados e muitos servidores pelo Estado, retirado o contracheque, não fazendo repasse às instituições financeiras e, ao receber, no dia do depósito de salário, tem servidor que tem a conta quase que zerada, chegando, chorando muitas vezes no Sindicato, pedindo ajuda”.

A presidente do Sinsp-RN também cobra do governo do Estado que “tenha responsabilidade e respeito para com os servidores públicos”, entendendo que “isso é o que eu chamo de má gestão”.

Para a sindicalista, “quem governa sete anos, olhando pelo retrovisor, quando olha para o para-brisa, capota, então o Estado desde julho confisca parcela do salário dos servidores para fazer a gestão do Estado e isso é um absurdo, isso é crime”.

Segundo ela, em agosto quando foi à Assembleia Legislativa, o secretário Cadu Xavier, prometeu pagar os atrasados dos consignados até dezembro do ano passado.

“Nós pedimos socorro aos órgãos de controle do Estado para tomar uma posição sobre isso. É uma falta de respeito, é deixar faltar comida, remédio, pagar água de luz e mais ainda ser negativado, receber carta do Serasa de uma conta que não deve”, finalizou.

Secretários visitam ALRN para prestar contas

Secretários da área econômica do Governo do Rio Grande do Norte compareceram à Assembleia Legislativa ao menos três vezes desde 2023 para prestar esclarecimentos sobre atrasos nos repasses de valores descontados dos salários de servidores públicos referentes a empréstimos consignados.

Os recursos envolvem principalmente instituições financeiras, com destaque para o Banco do Brasil, que é por onde passam os recursos de arrecadação na chamada conta única do Estado.

Em 24 de maio de 2023, o o então secretário estadual de Administração, Pedro Lopes, foi convocado para explicar a situação dos repasses.
Na ocasião, ele revelou que o Estado acumulava uma dívida de aproximadamente R$ 180 milhões com instituições financeiras, resultado de pagamentos que deixaram de ser realizados integralmente desde agosto de 2022.

Pedro Lopes dizia, na época, que o maior débito era com o Banco do Brasil, estimado em cerca de R$ 150 milhões, além de R$ 1,6 milhão com a Caixa Econômica Federal e valores também em aberto com o Bradesco.

A convocação partiu do deputado estadual Luiz Eduardo (SDD). Pedro Lopes atribuiu os atrasos às dificuldades fiscais enfrentadas pelo governo desde o início do primeiro mandato da governadora Fátima Bezerra (PT).

Nova rodada de esclarecimentos ocorreu em 6 de setembro de 2023, desta vez com a presença do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, também convocado por iniciativa do deputado Luiz Eduardo.

O secretário informou que, além do Banco do Brasil, o Estado acumulava atrasos de cerca de R$ 96 milhões com o Banco BMG, dívida que estava em negociação para pagamento parcelado, além de uma pendência de R$ 6 milhões com o Banco Industrial.

Carlos Eduardo Xavier ainda explicava, naquele ano, que a venda da folha de pagamento da conta única ao Banco do Brasil permitiu a quitação integral do débito com a instituição. O acordo foi fechado no valor de R$ 383 milhões, referentes a 86 meses de administração da folha, dos quais R$ 200 milhões ficaram retidos pelo banco para a eliminação da dívida, enquanto cerca de R$ 100 milhões seriam repassados ao Estado até o final do ano.

Já em 27 de agosto de 2025, Carlos Eduardo Xavier voltou a detalhar o cenário dos consignados no serviço público estadual.

De acordo com o secretário, o Rio Grande do Norte contava com cerca de 106 mil servidores ativos, sendo que aproximadamente 50 mil possuem algum tipo de consignação em folha, incluindo empréstimos, contribuições sindicais e descontos de associações.

Até seis meses atrás, nas contas de Cadu Xavier, que foi escolhido para concorrer à sucessão de Fátima Bezerra pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições de outubro deste ano, os consignados somavam 259 mil operações, movimentando recursos da ordem de de R$ 96 milhões por mês.

O Banco do Brasil concentrava 82% dos recursos - R$ 73,5 milhões, enquanto outros bancos respondem por R$ 8,2 milhões, e sindicatos e associações, por R$ 7,5 milhões mensal.

 

Gasolina sobe R$ 0,20 na refinaria; alta é de 68,12% em 91 dias no RN

 


A Brava Energia, atual operadora da Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, aplicou um novo reajuste no preço da gasolina A nesta quinta-feira (21). Com o acréscimo de R$ 0,20 em comparação à semana anterior, o valor cobrado pelo litro do combustível passou de R$ 4,02 para R$ 4,22. Essa nova alta consolida a escalada progressiva nos preços da unidade que, em um intervalo de apenas 91 dias, já acumula um aumento de R$ 1,71, equivalente a um salto de 68,12% desde fevereiro.

No início da noite desta quinta-feira (21), a reportagem da TRIBUNA DO NORTE percorreu alguns postos e constatou que os preços não haviam sofrido alterações. Os valores por litro, em postos das zonas Leste e Sul de Natal, variavam entre R$ 6,79 e R$ 7,02.

Enquanto o diesel A S500 manteve-se estável nesta semana (cotado a R$ 4,98 na modalidade EXA e R$ 4,99 na LCT), a disparada da gasolina, que custava R$ 2,51 em 19 de fevereiro, acende um alerta na economia do Rio Grande do Norte.

Por se tratar de um reajuste na gasolina A (antes da mistura obrigatória com o etanol anidro e da incidência de impostos e margens de lucro), o impacto real nas bombas dos postos potiguares ainda depende da renovação dos estoques das distribuidoras. No entanto, especialistas e representantes do setor já preveem um inevitável efeito cascata sobre os custos de logística, frete e no bolso do consumidor final.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos), Maxwell Flor, a refinaria reajustou os preços para os produtos vendidos a partir desta quinta (21). “Como ela revende para as distribuidoras, e as distribuidoras é que revendem aos postos, dependemos da renovação do estoque de ambos para que haja um reflexo nas bombas. Além disso, como não existe um tabelamento, não podemos prever de quanto será o aumento nas bombas, e até mesmo se esse reajuste será repassado”, destaca.

Conforme o presidente, além da própria gasolina, o etanol anidro também tem impactado no preço do produto. “Como estamos na entressafra aqui no estado, temos que trazer esse etanol de outros estados, principalmente da região Centro-Oeste. Além disso, a própria carga tributária tem um peso alto na composição de preços. Hoje o consumidor paga R$ 1,57 de ICMS e quase 70 centavos de impostos federais a cada litro abastecido”, aponta.

Impactos na economia
De acordo com Breno Roos, professor de Economia da UFRN, com a alta de 68% na refinaria, os preços têm subido de forma mais agressiva que os preços das refinarias da Petrobras. “Ela está funcionando como um terminal de descarga e armazenamento de derivados oriundos de importação. Como ela não produz derivados, o preço de importação está sujeito às oscilações do mercado internacional, do dólar, de tributos e fretes, ou seja, uma estrutura de custos muito mais onerosa do que as refinarias da Petrobras”, explica.

Segundo o economista Helder Cavalcanti, o cenário internacional do petróleo e do dólar continua pressionado por fatores geopolíticos. “O mercado de petróleo é extremamente volátil e responde rapidamente a eventos internacionais. Hoje existem dois cenários possíveis: a persistência das tensões internacionais e a estabilização do petróleo e do câmbio, permitindo uma acomodação dos preços nas próximas semanas”, aponta.

Helder Cavalcanti pontua ainda que, quando o preço do etanol está mais competitivo, ele ajuda a reduzir parte do impacto provocado pelas altas da gasolina A. “No cenário atual, o etanol tem contribuído para amenizar parcialmente os efeitos dos reajustes da refinaria, mas não em intensidade suficiente para neutralizar aumentos tão expressivos acumulados”, conclui.

 

Alcolumbre barra CPMI do Master e diz que decisão é dele

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