segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Conta de luz vai disparar em 2026, com clima seco e aumento de subsídios; entenda

 


Após ser o “vilão” da inflação no ano passado, o preço da energia elétrica deve voltar a pesar no bolso do brasileiro em 2026 e fechar o ano com uma alta acima da inflação. Consultorias e bancos preveem aumento de 5,1% a 7,95% neste ano diante de um cenário de reservatórios de hidrelétricas baixos, uso de térmicas e elevação de subsídios na conta de luz. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios ao setor elétrico pagos pelos consumidores, 17,7% mais que em 2025.

Na projeção da consultoria PSR, feita a pedido do GLOBO, a tarifa de energia residencial deve subir quatro pontos percentuais acima da inflação, ou seja, na casa de 7,95% — analistas de mercado trabalham com IPCA, índice oficial de preços, de 3,95%, segundo dados do último boletim Focus. Algumas regiões do país podem ter reduções pontuais, enquanto outras podem registrar aumentos mais expressivos.

— Os fatores que atuam para elevar a conta de luz são o custo de acionamento das térmicas, o risco hidrológico pago em contratos com hidrelétricas e o acionamento de bandeiras tarifárias. Todos tendem a se agravar em cenário hidrológico desfavorável e forte demanda, por exemplo, devido ao aumento da temperatura — diz o diretor-presidente da PSR, Luiz Augusto Barroso.

O cálculo da PSR considera os reajustes anuais dos preços cobrados pelas distribuidoras, impostos e encargos, além das bandeiras tarifárias. Estas estabelecem uma taxa extra a ser cobrada quando o sistema elétrico utiliza fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas. Isso costuma acontecer quando o nível de chuvas está baixo.

Há três cores de bandeira: verde, amarela e vermelha, com variações de custo para o consumidor. Entre junho e novembro do ano passado, ela ficou entre vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2, que representa o maior acréscimo à conta de luz. Hoje, está em vigor a bandeira verde, sem cobranças adicionais. A possibilidade do fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico, causando seca no Norte e Nordeste do Brasil, pode mudar esse cenário.

Efeito do El Niño

O economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, trabalha com projeção de 5,1% na conta de luz deste ano, ou seja, 1,15 ponto percentual acima da inflação prevista para 2026. Ele alerta, porém, que o clima será determinante para o preço da energia. No pior panorama, diz ele, a energia poderia registrar alta mais intensa:

— Estamos com os reservatórios abaixo da média histórica e existe a expectativa de passarmos do fenômeno La Niña para El Niño ao longo do ano, fato que aumenta a variabilidade dos cenários possíveis para as chuvas em 2026. A nossa projeção leva em consideração a hipótese de bandeira amarela em dezembro, mas se fecharmos em bandeira vermelha 2, a energia fecharia o ano com alta de cerca de 12%.

Na última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), na quarta-feira, o colegiado destacou que as chuvas registradas neste início de ano vieram acima da média, o que contribuiu para um aumento nos níveis dos reservatórios das regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste.

Na última sexta, os níveis de armazenamento alcançaram 54,8% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, 45% no Sul, 64,8% no Nordeste e 63,8% no Norte, resultando em um nível de volume considerado satisfatório no Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ressaltou que irá manter o acompanhamento da evolução do período chuvoso e das condições hidrológicas e de armazenamento, especialmente na bacia do Rio Paraná e na Região Sul, com enfoque na estratégia de redução da inflexibilidade hidráulica no SIN, que visa recuperar os armazenamentos dos reservatórios de hidrelétricas”, disse o Ministério de Minas e Energia.

Ainda assim, os especialistas avaliam que essa situação pode mudar em alguns meses, quando começa o período seco, levando o ONS a ter de acionar mais térmicas.

Outro ponto que pesa na conta de luz é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um superfundo que cobre os subsídios do setor elétrico. Esses valores são pagos principalmente pelos consumidores por meio das tarifas de energia. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios. Esse fundo financia, por exemplo, descontos concedidos a pessoas de baixa renda, famílias em área rural e irrigantes — unidades de consumo que utilizam energia elétrica exclusivamente para irrigação ou aquicultura.

Levantamento da Associação dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostra que a alta do preço da tarifa de energia acima da inflação é um fenômeno que vem sendo observado na última década. Nos últimos 15 anos, o preço da conta de luz aumentou em 177%, para uma inflação que avançou 122% no período.

No ano passado, energia elétrica residencial subiu 12,31%, segundo o IBGE. Foi o subitem de maior impacto individual no IPCA, que fechou 2025 em 4,26%. O aumento só não foi maior porque o governo aplicou R$ 2,2 bilhões em descontos na tarifa a partir de um bônus da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Considerando apenas o megawatt-hora, o custo de energia atingiu R$ 786,76, o maior desde 2011, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica.

— O aumento dos preços de energia impacta negativamente os custos de produção e aumenta o custo de vida das famílias — ressalta Serrano.

Oferta maior que demanda

Uma das formas que o governo tem para minimizar esse impacto é usar a receita obtida com a renovação de contratos de concessões do setor para conceder abatimentos aos consumidores.

— Os fatores que podem reduzir a tarifa são de duas naturezas. Uma delas é de mercado, mais chuvas, menor demanda e maior produção (de fonte) renovável. O governo também possui uma ferramenta importante que pode ajudar a atenuar esses aumentos, que é a arrecadação oriunda da renovação antecipada das concessões de geração que expiram nos próximos anos. Esta receita, caso obtida, reduziria a CDE e, portanto, as tarifas — afirma Barroso, da PSR.

O aumento da conta de luz ocorre, ironicamente, num momento em que o Brasil tem excesso de energia, com capacidade de geração do sistema elétrico maior do que a demanda. Esse descasamento leva a cortes na produção de fontes renováveis, como solar e eólica, pelo ONS. A medida evita sobrecargas que possam gerar apagões.

Para manter o equilíbrio do sistema, o ONS interrompe preferencialmente parques eólicos e solares, causando perdas financeiras para as empresas, mesmo em meio à alta da energia. No ano passado, o sistema elétrico brasileiro descartou cerca de 20% de toda a energia solar e eólica que poderia ter sido gerada, segundo cálculos da consultoria Volt Robotics. Esses cortes de geração levaram a um prejuízo de R$ 6,5 bilhões aos empreendimentos.

O Globo

 

 

Feirão Limpa Nome da Serasa começa nesta segunda com descontos de até 99%

 


O Feirão Limpa Nome da Serasa tem início nesta segunda-feira (23) e segue até 1º de abril de 2026.

A 35ª edição do maior mutirão de renegociação de dívidas do país promete condições especiais para quem quer sair da inadimplência.

Segundo a Serasa, é possível obter descontos de até 99%, parcelamento facilitado e, em alguns casos, até limpar o nome na hora ao pagar via PIX.

O país encerrou 2025 com 81,2 milhões de pessoas negativadas, o equivalente a 49,7% da população adulta.

Nesta edição, mais de 2.200 empresas parceiras participam do feirão, incluindo:

  • bancos e financeiras
  • operadoras de telefonia
  • lojas e varejistas
  • empresas de energia
  • universidades
  • cooperativas de crédito

Também entram na negociação contas essenciais, como luz, água e gás, desde que a empresa seja parceira da Serasa na região do consumidor.

O que o consumidor pode encontrar

Durante o feirão, as ofertas incluem:

  • descontos que chegam a 99%
  • parcelas a partir de R$ 9,90
  • pagamento por boleto, PIX ou cartão
  • possibilidade de baixa imediata do nome ao pagar via PIX (em alguns casos)
  • Após a quitação, o pagamento é repassado à empresa credora, que tem até 5 dias úteis para retirar a negativação dos cadastros.

Débitos antigos, inclusive com mais de cinco anos, também podem aparecer com condições especiais.

Onde renegociar?

A negociação é gratuita e pode ser feita por diferentes canais — com as mesmas condições em todos eles:

Online

Site e aplicativo da Serasa (Android e iOS)
WhatsApp oficial: (11) 99575-2096 (atendimento automatizado)Telefone
3003-6300 (capitais e regiões metropolitanas), de segunda a sexta, das 8h às 20h

Atendimento em Libras por videochamada, de segunda a sexta, das 9h às 18h
0800 591 5161 (“Alô, Serasa”) — gratuito de 25/03 a 01/04, das 8h às 20h

Presencial
Mais de 7 mil agências dos Correios em todo o Brasil

O que não pode ser negociado:

  • dívidas protestadas em cartório
  • impostos e débitos ativos com o governo
  • cheques sem fundo
  • casos de falência
  • Nessas situações, o consumidor deve procurar diretamente o credor, o cartório ou a Receita Federal.

Antes de fechar qualquer negociação, é possível verificar gratuitamente se há pendências no CPF por meio do Extrato Serasa, disponível no site e aplicativo.

O documento reúne:

  • negativações
  • protestos
  • cheques sem fundo
  • ações judiciais
  • falências vinculadas ao CPF

 

CAMPESTRENSE - A Secretaria Municipal de Assistência Social , realizou a entrega de cestas básicas para famílias do município

 


A Prefeitura de São José do Campestre, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social , realizou a entrega de cestas básicas para famílias do nosso município. 🤝💚

𝗘́ 𝗰𝘂𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗮 𝗮 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝘀𝗮, 𝗿𝗲��𝗼𝗿𝗰̧𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗱𝗶𝗴𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗮 𝘀𝗼𝗹𝗶𝗱𝗮𝗿𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗼 𝗯𝗲𝗺-𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗱𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲.

Seguimos trabalhando para construir uma São José do Campestre mais justa e acolhedora para todos. 💪✨











TANGARAENSE - PRF prende mulher por adulteração de veículo em Tangará

 


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na sexta-feira (20), uma mulher de 23 anos pelo crime de adulteração de sinais identificadores de veículo automotor. A ação ocorreu por volta das 18h30, no km 83 da BR-226, no município de Tangará.

Durante fiscalização de rotina, os policiais abordaram uma motocicleta Honda/CG 160 Start. Ao realizarem a verificação dos elementos identificadores, foram constatados indícios de adulteração no motor e no chassi do veículo. As informações são do Ponta Negra News.

Diante da irregularidade, a condutora foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil Regional de Santa Cruz, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.

A PRF destaca que a fiscalização veicular é fundamental no combate a crimes como furto, roubo e receptação de veículos, reforçando o compromisso da instituição com a segurança pública nas rodovias federais.

VIIIXI - PF não mostra ao Supremo conteúdo de 52 celulares do caso Master

 


A operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro de 2025 pela Polícia Federal, investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras no mercado de capitais, com o Banco Master à frente. A suspeita da PF e do Banco Central é que houve desvio de ativos e ocultação de prejuízo.

Só que até hoje (mais de 3 meses após as investigações terem começado), a PF nunca compartilhou com o Supremo Tribunal Federal os conteúdos de dezenas de aparelhos eletrônicos apreendidos (52 desses equipamentos são telefones celulares). O STF é responsável por relatar o caso, mas não sabe quase nada a respeito do que está sendo apurado.

O ministro Dias Toffoli relatou o caso no Supremo até 12 de fevereiro de 2026. O ministro André Mendonça o sucedeu. Nenhum dos 2 teve conhecimento em detalhes do que foi encontrado pela PF. Ao mesmo tempo, a Polícia Federal encontrou tempo para fazer um relatório detalhado de cerca de 200 páginas, com cruzamento de dados, sobre possíveis contatos de Dias Toffoli com pessoas relacionadas ao Banco Master – sem comprovar, entretanto, ilícitos cometidos por parte do magistrado.

Numa reunião reservada em 12 de fevereiro, o STF decidiu rejeitar o documento de 200 páginas entregue pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para o presidente da Corte, Edson Fachin. Para os 10 ministros que participaram da reunião, o relatório era ilegal e um "lixo jurídico", na expressão usada pelo ministro Flávio Dino durante o encontro.

O texto de Andrei foi preparado com o conhecimento e aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desde 2025 tem uma relação arestosa com Dias Toffoli.O documento de Andrei foi considerado ilegal pelo STF porque não era só uma coletânea de achados fortuitos sobre alguém com foro especial (no caso, Dias Toffoli), mas sim um minucioso cruzamento de dados e checagem de informações que configuravam uma investigação indevida.

A lei no Brasil confere a certas autoridades o chamado "foro por prerrogativa de função". Se um policial em qualquer nível encontra de maneira fortuita o que pode ser uma eventual prova de ilícito contra uma autoridade, não pode fazer nada nem prosseguir com uma investigação sem autorização judicial expressa.A conclusão unânime dos magistrados do STF foi que o relatório da Polícia Federal sobre Dias Toffoli teria de ser considerado um "lixo jurídico".

 Os ministros do STF entenderam que esse órgão policial havia extrapolado suas funções e transgredido a lei.No seu relatório ao Supremo, Andrei Rodrigues argumentava que havia relação de proximidade entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro. Sugeria que essa condição impediria o magistrado de atuar no caso. Citava como indício dessa relação entre juiz e investigado a ida de Toffoli a um evento patrocinado em parte pelo Banco Master, em Londres, em abril de 2024 (com outros integrantes do Supremo).

Ocorre que o próprio diretor da PF também foi a esse encontro como convidado – algo que não estava mencionado no relatório da PF, embora fosse informação de domínio público.Apesar da rejeição do relatório da PF, os ministros do Supremo decidiram não aplicar nenhuma punição ao diretor-geral Andrei Rodrigues. É incerto se essa atitude do delegado, considerada uma transgressão legal, terá alguma consequência.

As investigações sobre o Banco Master começaram a pedido do Ministério Público Federal, que solicitou a verificação de indícios de fabricação e venda de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional. O órgão também identificou a circulação de "ativos podres" para ocultar rombos financeiros.

O Banco Central demorou para entrar no caso e dava indícios de que desconhecia uma indústria de créditos falsos no mercado financeiro, como revelou o Poder360 em 23 de dezembro de 2025.Estão no centro das investigações da Compliance Zero o Banco Master, gestores, executivos e empresários ligados a fundos de investimentos e operações com títulos de crédito como a Tirreno e a Cartos.

O Master já foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central. Esse foi o mesmo destino de outras duas instituições financeiras que haviam nascido dentro do Master, o Will Bank e o Banco Pleno.No meio das investigações, apareceram informações sobre Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, ter comprado em 2021 uma participação num empreendimento hoteleiro da família do ministro Dias Toffoli, o Tayaya Resort, no Estado do Paraná. Toffoli declarou que sua família foi dona do empreendimento, mas que todas as operações foram legais e declaradas à Receita Federal.

O cunhado de Vorcaro deixou o empreendimento em fevereiro de 2025, antes de o escândalo financeiro eclodir.Também se tornou conhecido durante as apurações que Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, havia firmado um contrato em 2024 com o Banco Master que estipulava o pagamento total de R$ 131 milhões em 3 anos. Viviane e Moraes nunca se pronunciaram publicamente sobre esse contrato.

A Procuradoria Geral da República mandou arquivar um pedido de investigação contra o ministro e disse que o contrato não era ilícito.Moraes teve várias conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao longo de 2025. Galípolo nega ter sofrido qualquer pressão do ministro a respeito de como o BC deveria atuar no caso. Moraes não se pronunciou publicamente sobre esse tema.

Em uma oportunidade, entretanto, Galípolo mostrou para o presidente da República uma mensagem que havia recebido de Moraes em seu celular. Ao tomar conhecimento do teor do que dizia o ministro do STF, Lula recomendou ao chefe do BC que guardasse esse arquivo.

O conteúdo da mensagem nunca foi divulgado.Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não são investigados pela Compliance Zero.Nas duas fases já realizadas da operação foram coletados materiais para corroborar o que são apontados como crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Ninguém do STF nem do Banco Central aparece como investigado no caso.

Compliance Zero – Fase 1

A 1ª fase, deflagrada em 18 de novembro de 2025, mirou a venda pelo Master de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas ao BRB (Banco de Brasília). Foram presas 7 pessoas.

Daniel Vorcaro e outros 4 executivos do banco foram presos preventivamente e outros 2 empresários tiveram prisões temporárias decretadas.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Ao todo, 10 pessoas foram alvos diretos dessa 1ª fase da operação.

Os números conhecidos do que se passou em 18 de novembro de 2025 são incompletos, pois a PF não divulga os detalhes nem para o STF. A seguir, o que se sabe:

5 prisões preventivas (todos já estão soltos):

Daniel Vorcaro (na noite de 17), fundador do Banco Master

Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master e responsável por trazer a operação conhecida como Credcesta (de empréstimos consignados) para dentro do banco

Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do Master

Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria do Master

Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master

2 prisões temporárias (todos já estão soltos):

Henrique Souza e Silva Peretto, CEO da fintech Cartos

André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do Master, diretor da Tirreno e sócio da Cartos

3 afastados (a Justiça determinou que deixassem seus cargos no BRB, mas não foram presos):

Paulo Henrique Costa, era presidente do BRB

Dario Oswaldo Garcia, era diretor financeiro do BRB

Robério Mangueira, era superintendente de operações financeiras do BRB

Lista de bens apreendidos:

aeronave Falcon 7X (usada por Vorcaro para tentar fugir do país pelo Aeroporto de Guarulhos): R$ 200 milhões

obras de arte: R$ 12,4 milhões

veículos: R$ 9,2 milhões

relógios: R$ 6,15 milhões

dinheiro em espécie: R$ 2 milhões

celulares: 13 aparelhos

joias: R$ 380 mil

Os 13 aparelhos de celulares nessa 1ª fase da Compliance Zero estavam assim divididos: 9 com as pessoas presas que eram ligadas ao Master, Cartos e Tirreno e outros 4 com os que foram afastados de seus cargos no BRB.

Desses celulares apreendidos, 2 aparelhos eram de Daniel Vorcaro, que não quis fornecer as senhas de acesso aos equipamentos. Os 4 celulares dos agora ex-executivos do BRB foram entregues com as respectivas senhas de acesso aos seus conteúdos – ou seja, com tudo à disposição da PF para leitura imediata desde novembro de 2025.

Dos 4 celulares entregues pelos ex-executivos do BRB, o principal é o de Paulo Henrique Costa, que foi presidente do Banco de Brasília – instituição estatal que pertence ao governo do Distrito Federal. Era ele quem interagia mais diretamente com os dirigentes do Master, agora apontados pela PF e pelo BC como autores das fraudes.

Há nesse aparelho de Paulo Henrique Costa inúmeras mensagens recebidas de Daniel Vorcaro relatando com quem o então banqueiro tinha conversado no governo federal e no Banco Central e como negociava para salvar o Master. O fundador do Master fala nessas mensagens sobre diálogos que manteve dentro do Palácio do Planalto, inclusive com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar de esses 4 celulares apreendidos dos ex-executivos do BRB estarem com a Polícia Federal desde a 1ª fase da operação Compliance Zero, realizada em novembro de 2025 – há mais de 3 meses – e com o conteúdo 100% aberto, a Polícia Federal optou por não compartilhar com o ministro Dias Toffoli, que foi relator do caso Master no Supremo Tribunal até 12 de fevereiro de 2026. O novo relator, nomeado na mesma data, André Mendonça, tampouco recebeu os dados.

A PF prometeu a Mendonça um relatório sobre o caso na 2ª feira (23.fev.2026), mas não está clara a abrangência do que estará contido nesse documento – se haverá ou não transcrição de mensagens encontradas em celulares apreendidos pela Compliance Zero.

O material em posse da PF sobre o caso Master, contido em celulares, computadores e arquivos de câmeras de segurança, tem informações a respeito de encontros pessoais das pessoas investigadas, festas em vários endereços e presença de mulheres contratadas especialmente para essas ocasiões. Nada foi até agora divulgado nem é possível saber exatamente quem está envolvido nesse tipo de evento.

Um arquivo com cerca de 7 terabytes, que tem sido mencionado em reportagens em alguns veículos de comunicação, é só um acervo de imagens sobre quem entrou e quem saiu de um dos endereços usados por Daniel Vorcaro em São Paulo. Nada indica que esses 7 terabytes de imagens revelem as cenas de festas promovidas pelo fundador do Master – e que têm deixado parte do establishment preocupada. Os relatos disponíveis até agora indicam que Vorcaro preferia fazer os encontros mais descontraídos em uma propriedade que alugava em Trancoso, uma praia na Bahia – e as informações disponíveis até o momento, mas não confirmadas oficialmente, dão conta de que há imagens sobre essas festas na Bahia.

A casa que era usada por Vorcaro em Brasília é uma propriedade ampla no Lago Sul, bairro nobre de Brasília (SHIS QI 26, chácara 7, casa A) – com ampla vista para o Lago Paranoá, como é conhecida a represa artificial construída com Brasília no final dos anos 1950. A residência já havia sido alugada antes para outras autoridades, como o fundador da Localiza, o empresário mineiro Salim Mattar, que por um breve período participou da equipe do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, no início do governo Jair Bolsonaro (de 2019 a 2020).

Não há informações se essa casa tem um circuito interno de câmeras de segurança nem se, caso exista esse sistema, se as imagens foram apreendidas pela PF. Era nessa casa do Lago Sul em que Vorcaro recebia políticos, integrantes do governo e até juízes, com o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Todos os 7 presos na 1ª fase da operação foram soltos. Em 28 de novembro de 2025, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) determinou a soltura de Vorcaro e dos outros 4 executivos do Master. Os 5 colocaram tornozeleiras eletrônicas e cumprem medidas cautelares.

Já Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia foram soltos em 21 de novembro. Os pedidos de prisão dos 2 eram temporários. Valiam 3 dias e não foram renovados. Eles comandam, respectivamente, a Cartos e a Tirreno, empresas que, segundo as investigações, teriam participado das operações de vendas de carteiras de crédito falsas.

Liquidações

No mesmo dia da 1ª fase da Compliance Zero, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial do Master. No dia anterior, a Fictor Holding havia anunciado a compra do banco junto a um consórcio de investidores dos Emirados Árabes. Antes, o BRB também havia tentado comprar o Master. A operação recebeu aval do Cade e da Câmara do DF, mas foi barrada pelo BC.

Depois, já em 2026, o BC ainda liquidaria os bancos Will Bank e Pleno, ligados ao Master.

Compliance Zero – Fase 2

A 2ª fase da Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026, teve buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro e de alguns de seus parentes – entre eles, o pai, a irmã e o cunhado. Foram autorizados pelo STF 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Nessa etapa, foram apreendidos 39 aparelhos de celular – somados aos 13 da 1ª fase, o total desse tipo de equipamento em posse da PF chegou a expressivos 52.

Também foram presos temporariamente os empresários Nelson Tanure, dono de empresas que cresceram rápido com fundos de investimentos administrados pela Reag, e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, pastor, empreendedor e um dos aliados mais próximos do banqueiro. Como mostrou o Poder360, ao realizar a operação contra Zettel, a PF quase o deixou escapar do Brasil antes de ser preso – o que causou estranhamento entre Andrei Rodrigues e o ministro Dias Toffoli. O magistrado entendeu que a PF desejava criar uma armadilha para que houvesse uma falha do STF e assim desmoralizar a relatoria do caso.

Sabe-se que os alvos de busca e apreensão da fase 2 foram os seguintes, embora a PF não tenha divulgado uma relação oficial detalhando o que foi feito:

Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master (teve 5 celulares apreendidos nesta fase)

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro (preso temporariamente pouco antes de embarcar para Dubai)

Felipe Cançado Vorcaro, sócio do Master e primo de Vorcaro (cumpre medidas cautelares)

Nelson Tanure, empresário e investidor (cumpre medidas cautelares)

João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da gestora de fundos Reag, também liquidada pelo BC e suspeita de ter ligação com esquemas de lavagem de dinheiro e administrar fundos que atuaram em operações do Master

Henrique Vorcaro, pai de Vorcaro

Natália Bueno Vorcaro Zettel, irmã de Vorcaro e mulher de Fabiano Zettel

Eis o detalhamento dos bens apreendidos na fase 2 da Compliance Zero:

sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões para assegurar a recuperação de ativos

veículos: 23, avaliados em R$ 9,2 milhões

dinheiro em espécie: R$ 645 mil

celulares: 39 aparelhos

computadores: 31

armas: 30

Sigilo e celulares

O caso tramita no Supremo porque foi argumentado que há, pelo menos, uma autoridade citada e que tem prerrogativa de foro. É que foi encontrado pela Polícia Federal um envelope com o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) em um endereço ligado a Daniel Vorcaro.

O material considerado mais sensível desse caso ainda não foi revelado por completo. Encontra-se nos 52 celulares apreendidos na investigação. Sabe-se que há citações a outras autoridades com foro. Esse é um dos pontos que dificulta o envio de toda a apuração à 1ª Instância, como é desejo de parte dos citados.

Acareação

O Poder360 revelou em 29 de janeiro de 2026, com exclusividade, os depoimentos dos principais citados no caso Master – Paulo Henrique Costa (BRB) e Daniel Vorcaro (Master) e o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino. Este jornal digital divulgou a íntegra dos vídeos e também da acareação entre Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro. As gravações foram realizadas em 30 de dezembro de 2025.

O procedimento foi conduzido pela delegada Janaina Pereira Lima Palazzo, na sede do Supremo Tribunal Federal.

São 32 reportagens, 8 vídeos com as íntegras dos depoimentos e 15 vídeos com cortes de trechos dos depoimentos e uma apuração extensa.

Poder 360

 

ARTIGO: A fé não deve se calar: Igreja, democracia e o dever de participar

 


Caros amigos cristãos de todo o Brasil, quando o infame Descondenado, Lula da Silva, critica a atuação política de líderes religiosos, como já o fez em diversas falas carregadas de ódio, ele não está defendendo a democracia — está tentando delimitar quem pode ou não pode influenciar o debate público. Ele sabe que a formação espiritual e religiosa das Igrejas de Cristo é uma fortíssima ameaça ao projeto de poder de seu bando político: a implantação de um regime comunista/socialista no Brasil.

Entretanto, ele precisa ser informado de que a democracia não é seletiva. Não pode existir liberdade de expressão “apenas para quem concorda”. Igrejas são formadas por cidadãos que pagam impostos, votam e sofrem os efeitos das leis.

Biblicamente, a participação na vida pública não é opção — é liberdade com responsabilidade.

O profeta Natã confrontou o rei Davi. Elias confrontou Acabe. João Batista confrontou Herodes. Nenhum deles aceitou a tese de que a fé deveria ficar restrita ao templo. A fé que não transforma a sociedade é apenas ritual vazio.

A consciência que todos devemos ter é a de que é a política que decide sobre a vida, sobre a família, a liberdade religiosa, a educação e a justiça; por isso, não podemos aceitar que a Igreja permaneça neutra, sem orientar suas ovelhas sobre os riscos do mal político.

Este, quando determinado a seus propósitos satânicos, se “veste de pastor” para dominar as ovelhas. Então, cabe aos verdadeiros pastores cuidar para que as armadilhas não sejam lançadas sobre a Igreja que devem proteger.

Politicamente, a Constituição brasileira garante liberdade religiosa e liberdade de expressão. Não há cláusula que obrigue pastores, padres ou fiéis a se tornarem mudos diante de projetos de poder. Ao contrário: em uma democracia, todos os segmentos têm o direito — e o dever — de participar do debate público. Silenciar igrejas enquanto se estimula a militância de outros grupos é seletividade ideológica, e não configura defesa do Estado laico.

Estado laico não significa Estado ateu. Significa que o governo não adota uma religião oficial — não que deva hostilizar ou intimidar quem professa uma fé e a expressa publicamente. Quando Lula da Silva critica a influência das igrejas, mas celebra a atuação política de movimentos alinhados ao seu campo, fica evidente que o problema não é a mistura entre fé e política — é a fé que contraria sua agenda. É ameaça direta ao seu projeto de poder.

Cristãos “verdadeiros” não podem aceitar a narrativa de que sua participação é ilegítima. A Bíblia nos ensina que somos “sal da terra” e “luz do mundo” (Mateus 5:13-16). Sal que não salga é inútil. Luz que se esconde debaixo da mesa trai sua missão.

Se decisões políticas moldam o futuro da nação, é dever moral do cristão se posicionar e influenciar aqueles à sua volta. O silêncio, nesses casos, pode ser classificado como omissão mortal ou cumplicidade.

A história mostra que regimes que tentaram empurrar a fé para o silêncio terminaram por restringir também outras liberdades. Quando se começa dizendo à Igreja que ela não deve opinar, termina-se dizendo ao cidadão comum que ele não deve discordar.

A Igreja não pode ser tratada como massa de manobra. Ela deve representar a consciência moral da sociedade. E a consciência não se cala por decreto nem por discurso ditatorial.

Nossa esperança, neste começo do segundo quarto do século XXI, é que nossa fé em Deus possa nos ajudar a romper esses grilhões da ignorância política de um povo que descansa sobre esmolas de um governo que parou no tempo.

Que a luz da sabedoria possa estar presente na mente de todos aqueles que pastoreiam as ovelhas, para que os alertas sejam mostrados e repetidos contra os que pregam as trevas.

O bem deve sempre vencer! Esse precisa ser o foco!

General Girão

Deputado Federal (PL-RN)

22 de fevereiro de 2026

 

 

Opinião do Estadão: A cobiça pelo TCU

 




Nada é mais perigoso para a República do que o vício que deixa de escandalizar. A voracidade política sobre cargos-chave é um desses vícios. A politização excessiva dos tribunais de contas Brasil afora também integra a galeria dos males nacionais. Somados, ajudam a explicar o que ocorre agora no Tribunal de Contas da União (TCU): uma intensa batalha pela vaga aberta com a aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz, à qual pode se somar a eventual saída antecipada de Augusto Nardes, que avalia disputar o Senado. A possibilidade de duas vagas simultâneas estimula acordos cruzados – apoio hoje em troca de sustentação amanhã – e escancara um apetite ainda maior que os já conhecidos costumes de Brasília.

O TCU é composto por nove ministros, todos com cargo vitalício e aposentadoria aos 75 anos: seis escolhidos pelo Congresso e três indicados pelo presidente da República, sendo dois oriundos da carreira técnica do próprio tribunal. A composição faz do TCU uma casa repleta de egressos do Parlamento, conferindo-lhe grau de politização além do desejável. É o modelo legal. Na prática, as vagas de Cedraz e de Nardes pertencem à Câmara. Após eleição interna, o nome ainda passa por sabatina e votação no Senado.

A bancada governista lançou o deputado Odair Cunha (PT-MG), com apoio do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Do outro lado, Centrão e oposição articulam ao menos quatro nomes – Danilo Forte (União-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA) e Altineu Côrtes (PL-RJ). A pletora de candidaturas tem um traço comum: todos com mandato, políticos profissionais que veem no TCU um destino natural. Em campos formalmente opostos, PT e PL já conversam sobre um possível acordão envolvendo as duas indicações.

Não surpreende que o Congresso concentre esforços na disputa por cargo vitalício e bem remunerado. O problema surge quando essa gula se combina com o papel decisivo de controle externo que o TCU exerce sobre a administração pública. O que deveria provocar desconforto institucional passou a integrar a engrenagem ordinária do sistema.

A ocupação política de tribunais de contas, em todos os níveis da Federação, deixou de causar espanto. Consolidou-se a percepção de que essas vagas são peças do tabuleiro partidário, prêmio de consolação ou extensão do poder político por outros meios. Perde-se de vista a finalidade constitucional desses órgãos.

Criados para fiscalizar a aplicação de recursos e aferir legalidade, legitimidade e economicidade dos gastos, os tribunais de contas são pilares do sistema de freios e contrapesos. O modelo brasileiro, inspirado em tradições europeias, estruturou essas instituições como órgãos colegiados autônomos, com garantias semelhantes às do Judiciário, para assegurar independência técnica e estabilidade decisória. A expectativa era blindar o controle externo de pressões conjunturais.

A prática, porém, afastou-se desse desenho. Não apenas pelo peso das indicações recorrentes de ex-deputados e ex-senadores, embaralhando as fronteiras entre fiscalizado e fiscalizador, mas também pelo avanço de interesses específicos. O episódio envolvendo o TCU e o caso do Banco Master evidenciou como a atuação de ministro com forte padrinho político pode tensionar a relação com o Banco Central (BC) e gerar insegurança institucional. O empenho do ministro Jhonatan de Jesus, apontado como apadrinhado do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), ao restringir o acesso do BC ao processo em tramitação no tribunal – justamente a autoridade responsável pela liquidação da instituição financeira –, acendeu o alerta institucional.

A controvérsia suscitou uma discussão que vai além do caso concreto: até onde vai o controle e onde começa a intervenção indevida. O controle externo é indispensável à boa governança e à accountability, mas encontra limites na separação de funções e na discricionariedade administrativa. Nada disso, porém, diminui a importância dos tribunais de contas.

Ao contrário, reforça a necessidade de preservá-los como instituições técnicas e independentes. Se continuarem a ser tratados como extensão do jogo político, perderão autoridade moral e eficácia prática. E a República sentirá o peso da conta de mais uma distorção convertida em rotina.

Opinião do Estadão

 

 

Lula recebeu escola que o homenageou fora da agenda no Alvorada

 


O presidente Lula (PT) recebeu representantes da escola de samba Acadêmicos de Niterói fora da agenda oficial, no Palácio da Alvorada, em setembro deste ano.

No encontro, Lula conheceu o samba-enredo que o homenageou e posou para fotos com a camiseta da agremiação, que traz o seu próprio rosto estilizado.

O encontro não consta na agenda oficial do presidente. A ocasião foi fotografada pelo fotógrafo oficial do presidente, Ricardo Stuckert, mas as imagens não foram publicadas na página oficial da Presidência da República.

Na imagem, Lula aparece com a camiseta da Acadêmicos. Está ao lado da ministra da Cultura, Margareth Menezes; da empresária dela, Jaqueline Azevedo; do número 2 do Ministério da Cultura, Márcio Tavares; e do marido dele, Jackson Raymundo. Este último é diretor de documentação histórica da Presidência da República e foi quem postou a foto no Instagram.

“Registro da última terça-feira, quando o Presidente @lulaoficial recebeu a escola de samba @academicosdeniteroi, do Grupo Especial do RJ, que traz enredo em sua homenagem”, escreveu Jackson na postagem, publicada no dia 18 de setembro de 2025.

Em outra publicação, Jackson Raymundo postou uma foto com o presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, em 18 de agosto de 2025, dentro do Palácio do Planalto. Esse encontro também não consta na agenda oficial.

“Hoje recebemos no Palácio do Planalto o presidente da escola de samba @academicosdeniteroi, que trará para o Grupo Especial do Rio de Janeiro, em 2026, o enredo ‘Do alto do mulungu surge a esperança: LULA, O OPERÁRIO DO BRASIL’”, escreveu ele.

“Junto do Chefe de Gabinete Adjunto do Presidente, @swedenbergerbarbosaoficial, ouvimos o entusiasmo de Wallace Palhares com essa homenagem tão merecida ao maior líder político da história do país e recebemos a camisa de enredo da escola”, disse.

Andreza Matais - Metrópoles

 

 

Opinião do Estadão: Explícito abuso de poder

 


No âmbito da investigação sobre possível vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares, o ministro Alexandre de Moraes divulgou os nomes de quatro servidores públicos contra os quais foram decretadas medidas cautelares. Tenham eles praticado ou não atos indevidos, a divulgação seletiva dos seus nomes – todo o restante do inquérito segue longe dos olhos do público – é pura intimidação institucional, a explicitar quem está no poder, isto é, a explicitar quem é a pessoa que todos devem temer.

Não faz nenhum sentido manter o sigilo do inquérito e trazer a público o nome de quatro pessoas investigadas. Isso não colabora com o andamento das investigações. Como também não adiciona rigorosamente nenhuma transparência a um procedimento que, como dissemos nesta página, nasceu torto (ver o editorial O ‘STF Futebol Clube’ contra-ataca, 19/2, A3). Afinal, a divulgação foi apenas dos nomes. Não se conhece o que fundamenta as medidas decretadas contra essas pessoas. Trata-se, repita-se, de uma clara violência intimidatória.

A investigação começou há pouco. Não houve sequer a conclusão do trabalho por parte das autoridades policiais. No entanto, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, os nomes de quatro pessoas foram expostos a todo o País, juntamente com as graves medidas decretadas contra elas, entre as quais a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, o uso de tornozeleira eletrônica e o afastamento da função pública. A Constituição de 1988, vale lembrar, assegura que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

O segundo fato também está relacionado ao mesmo inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Mas ele é ainda mais grave, tendo em vista que, além de constituir uma intimidação institucional, é uma ameaça às liberdades de expressão, de imprensa e de associação.

Após a inusitada divulgação, na terça-feira passada, dos nomes dos servidores, duas entidades de classe emitiram notas críticas ao modo como o Supremo estava conduzindo a investigação. Entre outros pontos, o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional) lembrou que todos os envolvidos devem ter “direito ao contraditório e à ampla defesa”. Por sua vez, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) defendeu que eventuais irregularidades deveriam ser apuradas com rigor, mas respeitando sempre o devido processo legal e a presunção de inocência. Além disso, no estrito exercício de suas atribuições estatutárias, o presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, concedeu algumas entrevistas a órgãos de imprensa, reforçando as críticas ao Supremo Tribunal Federal e defendendo os associados.

Pois bem, depois das entrevistas, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o sr. Kleber Cabral fosse intimado a depor no inquérito sobre o possível vazamento de dados sigilosos de ministros do STF. Ora, isso é incabível no Estado Democrático de Direito, onde há o direito de crítica. Ainda vige – trata-se de cláusula pétrea – o inciso IV, art. 5.º da Constituição: é livre a manifestação do pensamento.

Ninguém pode ser intimado a depor porque concedeu entrevistas críticas ao STF. Isso é de estonteante evidência. Por mais incômodo que possa ser a algumas autoridades, há liberdade de expressão e liberdade de imprensa.

O ministro Alexandre de Moraes ultrapassou uma nova linha na semana que passou. Não há como transigir com essa abusiva ordem de coisas. Para agravar a crise de confiança e de autoridade do Supremo, o ministro tem interesse direto, pessoal e familiar nos fatos investigados. Nada disso se assemelha ao ideal do poder público numa república, regido pela impessoalidade, pela transparência e pelo estrito respeito à lei. O rio republicano precisa voltar ao seu leito institucional.

Opinião do Estadão

 

 

Conta de luz vai disparar em 2026, com clima seco e aumento de subsídios; entenda

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