A Capital Gastronômica do Pastel
amanhece sem deputado estadual. Com 100% das urnas apuradas no RN, o nome de
Ubaldo Fernandes (PV) não aparece entre os 24 eleitos.
A noite de domingo (4) terminou em silêncio para a política
de Tangará. Candidato à reeleição pelo PV, Ubaldo Fernandes não conseguiu uma
das 24 vagas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e deixa o
mandato.
O número que decidiu tudo: 2.494 votos para
Ubaldo, enquanto o PV precisava de 3mil votos para garantir a vaga pelo
quociente eleitoral.
A maré virou
A trajetória de Ubaldo na Assembleia sempre dependeu
de mais do que os votos dele. Em 2018, ele chegou lá puxado pela nominata. Em
2022, assumiu a cadeira depois da cassação de Wendel Lagartixa. Em 2026, sem um
puxador de votos forte e sem um fato novo a seu favor, a conta não fechou.
O peso do grupo não bastou
Em Tangará, Ubaldo contou com o apoio declarado do
prefeito Augusto Alves (Manteiga), da vice-prefeita Shayanna e dos vereadores
Chicutinha, Alcimar, Breno e Paulo Anderson. Era a base política que se
esperava transformar em votos dentro de Tangará.
O resultado nas urnas, porém, ficou abaixo da
expectativa. Em Tangará, Ubaldo recebeu 2.494 votos, contra mais de 3
mil votos ou o dobro que se projetavam para o grupo. A pergunta que a
cidade faz agora é simples: onde foram parar os votos?
Os sinais estavam nas pesquisas
O Instituto Exatus já mostrava um cenário difícil.
Nas citações espontâneas, Ubaldo ficou entre 0,72% e 1,52% das menções, longe
dos mais lembrados, que ficavam perto de 3%. A pesquisa espontânea não decide
uma eleição proporcional, mas indicava que o nome dele não decolava.
E agora, Tangará?
A cidade que se orgulha do título de Capital
Gastronômica do Pastel fica sem representante direto na Assembleia pelos
próximos quatro anos. Resta saber quem vai assumir esse papel e se Ubaldo volta
ao jogo em 2028 ou em 2030.








.jpg)

.jpg)