Um avião já utilizado pelo presidente da Venezuela,
Nicolás Maduro, pousou, nessa sexta-feira (28), na cidade de Santa Helena de
Uairén, na fronteira com o Brasil. Os dados constam em sites de monitoramento
de tráfego aéreo, como o ADS-B Exchange e FlightRadar. O voo chama atenção,
pois ocorre em meio à ameaça militar imposta pelos Estados Unidos, do
presidente Donald Trump, ao país sul-americano. A informação é do Metrópoles.
O avião é um Airbus A319-133, registrado como de
propriedade do governo da Venezuela, sob matrícula YV2984. Ele pousou em Santa
Helena de Uairén por volta das 21h10, no horário local, permanecendo por cerca
de 40 minutos no aeroporto. A cidade fica a 250 km de Pacaraima (RR), no Brasil,
numa distância que pode ser percorrida em aproximadamente 3h de carro.
Por volta das 21h50, o avião retornou a Caracas,
capital da Venezuela. A movimentação ocorreu, portanto, um dia antes de Trump
anunciar o fechamento do espaço aéreo venezuelano, na iminência de possíveis
ataques ao país e diante do acirramento das movimentações militares dos EUA no
mar do Caribe.
“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes
de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor
da Venezuela totalmente fechado. Obrigado a todos pela atenção a este assunto”,
disse Donald Trump neste sábado (29).
Avião trouxe Maduro ao Brasil em 2023
A aeronave que se deslocou até a fronteira
brasileira é a mesma que foi utilizada por Maduro durante visita dele ao
Brasil, em 2023, para participar da cúpula de presidentes da América do Sul.
Até o momento, não se sabe, porém, se ele estaria a bordo do avião que viajou
até Santa Helena de Uairén, nessa sexta.
Em 2023, o Airbus que trouxe Maduro ao Brasil foi acompanhado
de perto por uma segunda aeronave, cujos dados foram mantidos em um nível ainda
mais alto de sigilo. Nos buscadores, os dados desse segundo avião apareciam
como “bloqueados” e não era possível saber nem o seu modelo.
Em 2020, o Escritório de Controle de Ativos
Estrangeiros (Ofac) dos Estados Unidos aplicou sanção à aeronave, que está
registrada sob bandeira da empresa estatal venezuelana Conviasa. Dessa forma,
se ela entrar em território estadunidense ou de qualquer outro país aliado da
Casa Branca, poderá ser apreendida.