quarta-feira, 27 de maio de 2026

Quadrilha suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro é alvo de operação em Pernambuco e RN



Lembram da “visita” que a Polícia Civil fez hoje cedo em um condomínio em Tirol? (veja aqui)

Pois aqui está o que realmente aconteceu:

Uma quadrilha investigada por corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, foi alvo de cinco mandados judiciais na manhã desta quarta-feira (27), durante a deflagração da Operação “4K”, da Polícia Civil de Pernambuco.

Segundo a corporação, as investigações tiveram início em setembro de 2025. Nesta quarta, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Juízo da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife.

As ordens judiciais foram cumpridas no Recife, Jaboatão dos Guararapes (PE) e Natal (RN).

Durante o cumprimento os policiais apreenderam celulares, um cofre com dinheiro em espécie, dois revólveres, duas espingardas e munições.

A operação contou com a participação de 40 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações também tiveram apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público de Pernambuco, e da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Com informações do Diário de Pernambuco

 

 

O encontro que incomodou: Por que parte da imprensa não consegue analisar Flávio Bolsonaro com Trump sem desdém

 


Na terça-feira (26), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. Independentemente de simpatias ou antipatias partidárias, o fato é objetivamente inédito: nunca antes um pré-candidato brasileiro à Presidência havia sido recebido no escritório principal do líder americano em pleno ciclo eleitoral.

A reunião durou cerca de uma hora e meia, abordou temas como a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, tarifas comerciais e a parceria estratégica envolvendo terras raras. Houve pauta, houve interlocução e houve registro oficial. O que não houve, em boa parte da cobertura jornalística, foi uma análise à altura do acontecimento.

O comentarista Octavio Guedes, da GloboNews, escreveu que a foto do encontro "parece mais a de um fã com seu ídolo do que a de um presidenciável conversando com o presidente de outro país soberano". A frase é engenhosa, mas revela mais sobre o analista do que sobre o analisado. Um jornalista que reduz uma reunião diplomática com pautas concretas a uma sessão de autógrafos está fazendo exatamente o que acusa o outro lado de fazer: substituindo análise por narrativa. Se o critério é a foto, o próprio Lula disse, após seu encontro com Trump no início de maio, que "a fotografia vale muito" e pediu ao americano que sorrisse mais. Ninguém na grande imprensa descreveu aquele momento como o de "um fã com seu ídolo".

A Crusoé publicou uma análise afirmando que tanto Lula quanto Flávio protagonizaram "uma competição ridícula pela melhor imagem com o presidente americano" e que ambos "rebaixam a si próprios e o Brasil". A crítica, ao menos, teve a virtude da simetria. Mas foi exceção. A tônica dominante nos veículos tradicionais e entre colunistas de política foi tratar o encontro de Flávio como uma manobra desesperada para fugir do escândalo do Banco Master e do caso Dark Horse, enquanto a visita de Lula, semanas antes, articulada pelo empresário Joesley Batista e sem participação do Itamaraty, recebeu tratamento protocolar e respeitoso.

O ponto não é defender Flávio Bolsonaro nem ignorar as crises que cercam sua pré-campanha. É legítimo e necessário que a imprensa questione o contexto da viagem, a relação com Vorcaro, a queda nas pesquisas e a tentativa evidente de mudar o noticiário. Isso é jornalismo. O que não é jornalismo é o tom de escárnio que transforma a cobertura em editorial disfarçado de reportagem. Quando um veículo descreve o encontro como "fuga do Brasil", mas trata uma viagem sem pauta definida e intermediada por um delator como "visita de trabalho", o problema não é mais ideológico, é metodológico. O leitor percebe a inconsistência, e cada vez que percebe, a credibilidade do veículo diminui um pouco mais.

Há ainda uma dimensão que poucos jornalistas abordam com honestidade: o peso geopolítico real do gesto. A BBC Brasil, em rara análise equilibrada, reconheceu que o encontro "é interpretado por especialistas em relações internacionais como um gesto político relevante" e que "a foto de Flávio ao lado de Trump no Salão Oval tem forte peso ideológico e o fortalece dentro do campo conservador". Essa é a leitura profissional. O fato de que Trump recebeu um pré-candidato de oposição de um país com o qual os EUA negociam tarifas e minerais estratégicos não é trivial. Pode-se discutir se é positivo ou negativo para o Brasil, se configura interferência externa ou pragmatismo diplomático, mas não se pode fingir que é irrelevante. Tratar com desdém é abrir mão da função analítica que justifica a existência do jornalismo político.

O jornalismo brasileiro vive um paradoxo. Nunca se falou tanto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa, e ao mesmo tempo nunca ficou tão evidente que parte significativa da cobertura política opera com dois pesos e duas medidas. Quando a régua muda conforme o nome do protagonista, o que se entrega ao público não é informação, é posicionamento. E posicionamento é legítimo em colunas de opinião, não em reportagens e análises que se apresentam como isentas. O público merece saber o que aconteceu na Casa Branca, por que aconteceu, quais são as implicações e quais são os interesses envolvidos de todos os lados. Merece menos ironia e mais rigor.

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump pode ter sido movido por cálculo eleitoral, por conveniência diplomática ou por ambos. O mesmo vale para a visita de Lula. A diferença está em como a imprensa escolhe contar cada história. Quando o tratamento é sistematicamente desigual, o jornalismo perde a única coisa que o diferencia da propaganda: a confiança do leitor. E essa, uma vez perdida, não se recupera com manchete inteligente nem com metáfora de efeito.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Homem é preso com drogas escondidas em gelágua e plantação de maconha no quintal

 


Policiais civis da Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC) de Mossoró prenderam, nesta terça-feira (26), um homem suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas no bairro Planalto 13 de Maio, na zona Oeste da cidade.

Durante a ação policial, os agentes realizaram buscas na residência do suspeito e encontraram entorpecentes escondidos dentro de um gelágua. Além das drogas apreendidas, os policiais também localizaram pés de maconha plantados no quintal do imóvel.

Segundo a Polícia Civil, o material apreendido foi encaminhado para perícia. O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

O homem permanece à disposição da Justiça e deverá responder por tráfico de drogas.

 

CCJ adia novamente análise da PEC sobre redução da maioridade penal

 


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, mais uma vez, a análise da admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos.

A reunião deliberativa começou por volta das 11h, no plenário 1, mas foi interrompida após pedido de vista dos deputados Sâmia Bomfim (PSOL-RJ), Érika Kokay (PT-DF), Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

Na semana passada, a análise da admissibilidade da proposta foi adiada por causa do início da Ordem do Dia no Plenário. Com isso, as demais votações na Casa, como em comissões, são interrompidas.

Entenda

A proposta é de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota (PE). O parecer apresentado pelo relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), é favorável à admissibilidade da PEC na CCJ, com emendas. De acordo com o texto, jovens com 16 anos passariam a responder criminalmente por seus atos como adultos, tendo de cumprir pena em presídios.

Atualmente, os jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas pelo limite de três anos, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Números

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país tem cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade. Esse número corresponde a menos de 1% do total de jovens no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

PF encontra dinheiro escondido em sacos de lixo durante nova fase de operação no INSS

 


Durante a nova fase da operação que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, deflagrada nesta quarta-feira (27) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, investigadores apreenderam pilhas de dinheiro escondidas em sacos de lixo.

A ação faz parte das investigações sobre um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. As denúncias foram reveladas pelo Metrópoles.

De acordo com as informações divulgadas, os agentes localizaram grandes quantias em dinheiro durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. O material encontrado reforça as suspeitas de desvio de recursos ligados ao esquema investigado.

A operação desta quarta-feira é um desdobramento das investigações que apuram cobranças indevidas feitas diretamente nos benefícios previdenciários, atingindo milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.

Nunes Marques determina manifestação da PGR sobre pedido de Jair Bolsonaro para reverter condenação por tentativa golpe de Estado

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques deu prazo de 20 dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro tenta reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão na ação penal sobre tentativa de golpe de Estado.

A defesa pede a anulação de todo o processo, alegando que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário do STF, e não na Primeira Turma.

Os advogados também solicitam a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, sob argumento de cerceamento de defesa.

Como pedido alternativo, a defesa busca retirar algumas condenações do ex-presidente, incluindo o crime de organização criminosa armada.

PGR não deve fechar delação com Vorcaro nos atuais termos e cobra mais informações

 


Apesar de continuar as tratativas para fechar um acordo de delação premiada com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) não está muito disposta a concluir as negociações nos atuais termos.

A avaliação de integrantes da cúpula do órgão é que os anexos apresentados pelo banqueiro até o momento ainda não são suficientes para oferecer algum benefício a ele. Mesmo assim, buscam novas informações para tentar salvar o acordo.

Segundo fontes envolvidas nas negociações, a PGR sugeriu que poderia fechar um acordo de delação com o ex-banqueiro ainda no início das tratativas. A PF (Polícia Federal), no entanto, cobrou mais detalhes.

Por entender que ele não estava disposto a cooperar, os policiais não quiseram seguir com o acordo. Como mostrou o Painel, Vorcaro não quis detalhar a participação de políticos no esquema e chegou a dizer que não sabia que o resort de luxo Tayayá era do ministro Dias Toffoli.

Nos bastidores, delegados afirmam que fechariam as portas ao ex-banqueiro por não colaborar. Mas reconhecem que, se Vorcaro quiser, tem o direito de retomar as negociações com a corporação.

Enquanto isso, procuradores da República ainda tentam evoluir nas negociações com o ex-banqueiro. Um procurador afirmou, sob reserva, que “nem mesmo um apartamento se compra na primeira negociação”.

Painel – Folha de S. Paulo

 

Fim da escala 6×1 pode custar R$ 3 bilhões por ano ao RN e reduzir 7,8 mil empregos no Estado, diz estudo da Fecomércio-RN

 


Um estudo do Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte aponta que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas podem gerar custo adicional de R$ 3 bilhões por ano para empresas do RN.

Segundo o levantamento, a medida também pode provocar a perda de 7,8 mil empregos formais no estado, principalmente nos setores de comércio e serviços.

A pesquisa indica ainda que os preços podem subir até 13%, impactando diretamente o custo de vida da população.

Entre os trabalhadores entrevistados, 75% apoiavam inicialmente a proposta, mas o índice caiu para 55,6% após a apresentação de possíveis consequências econômicas, como desemprego, informalidade e redução salarial.

O levantamento mostrou que 71,1% dos entrevistados temem aumento da rotatividade de funcionários, 65% apontam risco de crescimento da informalidade e 60,2% citam possível redução de vagas formais.

Em nível nacional, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo estima impacto anual de R$ 357,4 bilhões para os setores de comércio e serviços, além da possível perda de até 631 mil empregos formais.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, mudanças na jornada devem considerar as diferenças entre os setores e ocorrer por meio de negociação coletiva.

Com informações de Tribuna do Norte

 

VÍDEO: Operação conjunta prende 10 suspeitos e bloqueia R$ 3,3 milhões no RN

 



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Receita Federal do Brasil e a Polícia Penal, deflagrou, nesta quarta-feira (27), a operação “NARKE”, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de combater o tráfico de drogas, a atuação de organizações criminosas e a lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte.

De acordo com as investigações, iniciadas após a prisão em flagrante de um suspeito, ocorrida em 03 de janeiro de 2025, ocasião em que foram apreendidos entorpecentes, munições e instrumentos utilizados na atividade de tráfico de drogas, foi possível identificar, a partir da análise dos dados extraídos dos aparelhos celulares apreendidos, a atuação estruturada de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, com divisão de tarefas, hierarquia definida e intensa movimentação financeira ilícita.

As investigações também apontaram que o grupo criminoso era liderado pelo suspeito que, mesmo preso, continuava exercendo o comando da organização criminosa, expedindo ordens relacionadas ao tráfico de drogas, à aquisição de armas e à movimentação financeira do grupo.

Também foi constatada a utilização de interpostas pessoas para ocultar e dissimular valores provenientes das atividades ilícitas, circunstância que motivou a representação pelo bloqueio e indisponibilidade de bens e valores, medida deferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM), até o montante de R$ 3.390.183,03 (três milhões, trezentos e noventa mil, cento e oitenta e três reais e três centavos).

Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva, além de uma prisão em flagrante realizada no bairro Planalto, em Natal, totalizando 10 prisões. As diligências ocorreram nos bairros Planalto e Nova Descoberta, na capital potiguar, além do município de Pau dos Ferros, no interior do Estado.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, aprofundar a análise financeira do grupo criminoso e ampliar a responsabilização penal dos integrantes da organização.

 

“Extrema má-fé”: como o Itaú escondeu cobranças indevidas em cartões de clientes

 


Pequenos valores cobrados todos os meses na fatura de cartões de crédito de centenas de milhares de clientes. E mais: por serviços não contratados ou sequer solicitados pelos correntistas. Foi essa a prática que o Itaú admitiu adotar ao longo dos últimos 14 anos ao assinar acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Os métodos utilizados pelo Itaú para ludibriar os clientes, impor as cobranças e dificultar o cancelamento destas foram descritos na ação civil coletiva que deu origem ao acordo, revelado pelo Metrópoles, na coluna Manoela Alcântara.

O documento também expõe a dimensão da prática, classificada como de “extrema má-fé”, ao alcançar correntistas do Itaú e clientes de cartões parceiros do banco, como os oferecidos por lojas de departamento.

“A cobrança indevida de um serviço/produto não autorizado/solicitado pelo consumidor não corresponde a um equívoco, mas a uma prática que vem sendo perpetrada há anos, de forma reiterada, contra milhares de consumidores, o que evidencia a sua extrema má-fé”, afirma a ação assinada pelo promotor de Justiça Lindolfo Barbosa Lima.

A ação revela que as cobranças “aparecem” nas faturas com diferentes nomes. Entre os citados, estão: “Seguro de AP Premiado, Acidentes Pess Prem, Seguro Proteção Especial, Super/Seguro Tranquilidade Total, Lig Bloqueio, Seguro Perda/Roubo 96 horas, Seguro Renda Premiada, Renda Premiada Master, Seguro Super Renda, Seguro Cred Vida Plus, Proteção Perda e Roubo”.

Nomes que dificultam que o cliente identifique a origem da cobrança não solicitada e fazem parte da estratégia para esconder a prática. Os nomes genéricos lançam os correntistas em complicada busca pela empresa responsável pelo serviço que está sendo cobrado indevidamente. Assim, fica mais difícil contestar e interromper os descontos irregulares.

Para tornar a estratégia ainda mais cruel, a ação aponta que muitas vezes os correntistas se sentem obrigados a pagar pela cobrança indevida com medo de punições por não quitar o valor total da fatura do cartão de crédito.

“Como se pode ver o valor produto/serviço não solicitado/autorizado é incluído na fatura do cartão de crédito, de modo que o consumidor fica compelido a pagar o valor total da fatura, sob pena de ser cobrado, na próxima fatura, por encargos de financiamento (juros, multa e outros encargos financeiros) também indevidos”, diz trecho da ação.

Quem identifica a cobrança indevida e a origem dela enfrenta, ainda, a burocracia do Itaú. A ação reúne relatos e documentos apresentados por correntistas que pediram o cancelamento, mas não foram atendidos. Em um dos casos documentados, o Itaú se comprometeu a interromper as cobranças, mas o valor continuou aparecendo nas faturas dos meses seguintes.

clientes e que permanecem bloqueados e nunca foram utilizados, mas que ainda assim recebem lançamentos de cobranças por seguros e outros serviços.

“A prática perpetrada é corriqueira e disseminada contra todos os consumidores que possuem os cartões de crédito emitidos/administrados pelo Banco Itaucard que, ressalte-se, resistiu em modificar sua conduta abusiva”, diz a ação.

O esquema também fez vítimas que nem mesmo são correntistas do Itaú. Isso porque o banco administra cartões de outras empresas, como lojas varejistas. A ação lista: “Ipiranga, Fiat, Volkswagen, Ford, TAM, Azul, Mit, Vivo, TIM, Livraria Cultura, Extra, Walmart, Sam’s, Magazine Luiza, Ponto Frio, Brastemp, e IAS (Instituto Airton Senna)”. Eram, em 2016, época da denúncia, 133 tipos de cartões de diferentes bandeiras.

O acordo
O acordo assinado pelo Itaú, 10 anos após o início da tramitação da ação civil coletiva, traz exigências que, na prática, inviabilizam o ressarcimento dos clientes lesados. Conforme também revelado pela coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Para ter direito à devolução dos valores, o consumidor deve atender simultaneamente aos seguintes critérios:

  • apresentar evidências de cobrança de seguro não contratado ou mantido após cancelamento, ocorrida no período de 13 de junho de 2011 a 18 de dezembro de 2025;
  • ter registrado, até 18 de dezembro de 2025, reclamação sobre a cobrança no Itaú e/ou em canais oficiais de defesa do consumidor, como Sindec, consumidor.gov.br, Pro-Consumidor, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas, Idec (para associados) ou plataforma Reclame Aqui.

Assim, só poderão reaver os valores clientes que tenham denunciado a cobrança irregular a canais oficiais de atendimento até dezembro de 2025.

Metrópoles

 

Operação bloqueia mais de R$ 3,3 milhões e prende 10 suspeitos no RN

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Receita Federal e a Polícia Penal, deflagrou, nesta quarta-feira (27), a operação “NARKE” e prendeu 10 pessoas suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro no estado. A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, também resultou no bloqueio de mais de R$ 3,3 milhões em bens e valores ligados ao crime organizado.

De acordo com as investigações, o trabalho teve início após a prisão em flagrante de um suspeito, em 3 de janeiro de 2025. Na ocasião, foram apreendidos entorpecentes, munições e instrumentos utilizados na atividade de tráfico de drogas.

A partir da análise dos dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos, os investigadores identificaram a atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, hierarquia definida e intensa movimentação financeira ilícita.

Ainda segundo a investigação, o grupo era liderado por um suspeito que, mesmo preso, continuava exercendo o comando da organização criminosa. Ele teria dado ordens relacionadas ao tráfico de drogas, à aquisição de armas e à movimentação financeira do grupo.

A apuração também apontou o uso de interpostas pessoas para ocultar e dissimular valores provenientes das atividades ilícitas. Por isso, foi solicitado o bloqueio e a indisponibilidade de bens e valores, medida deferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM), até o montante de R$ 3.390.183,03.

Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva. Além disso, uma prisão em flagrante foi realizada no bairro Planalto, em Natal, totalizando 10 prisões.

As diligências ocorreram nos bairros Planalto e Nova Descoberta, na capital potiguar, além do município de Pau dos Ferros, no interior do estado.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar a análise financeira do grupo criminoso e ampliar a responsabilização penal dos integrantes da organização.

 

Quadrilha suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro é alvo de operação em Pernambuco e RN

Lembram da “visita” que a Polícia Civil fez hoje cedo em um condomínio em Tirol? (veja aqui) Pois aqui está o que realmente aconteceu: U...