sexta-feira, 1 de maio de 2026

CAMPESTRENSE - VÍDEO: Hoje celebramos a força, a dedicação e o talento de todos os trabalhadores e trabalhadoras que constroem diariamente o desenvolvimento do nosso município

 



💼👷‍♀️👨‍🏭 𝟏º 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐢𝐨 | 𝐃𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐓𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐝𝐨𝐫

Hoje celebramos a força, a dedicação e o talento de todos os trabalhadores e trabalhadoras que constroem diariamente o desenvolvimento do nosso município! 💙

Cada profissão, cada esforço e cada jornada fazem a diferença para uma cidade mais justa, forte e cheia de oportunidades. 🙌✨

👏 Nossa gratidão a todos que, com dignidade e compromisso, movem a nossa cidade para frente!

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𝗙𝗲𝗹𝗶𝘇 𝗗𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗧𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗮𝗱𝗼𝗿!

Lula falta ao 1º de Maio de novo após derrotas e evita desgaste

 


O presidente Lula (PT) não participará das manifestações do Dia do Trabalhador nesta quinta-feira (1º), repetindo a ausência de 2025. A decisão ocorre após uma semana de desgaste político para o governo, incluindo derrota no Congresso envolvendo a indicação de Jorge Messias. Em vez de comparecer aos atos, o presidente optou por um pronunciamento em cadeia nacional exibido na véspera.

De acordo com informações do Palácio do Planalto, a ausência não tem relação com problemas de saúde. Na semana passada, Lula passou por um procedimento no Hospital Sírio-Libanês para retirada de uma lesão no couro cabeludo, considerada de baixo risco.

Segundo fontes do governo, a estratégia de evitar participação em atos públicos já havia sido adotada em 2025, quando o presidente também não compareceu às manifestações do 1º de Maio após desgastes políticos relacionados a investigações sobre fraudes no INSS.

A representação do Executivo nos eventos foi feita por ministros. O titular do Trabalho, Luiz Marinho, participou de ato em São Bernardo do Campo. Já o ministro da Educação, Leonardo Barchini, também esteve presente em agendas ligadas à data.

Em pronunciamento, Lula defendeu a redução da jornada de trabalho e criticou a escala 6×1, associando a proposta ao bem-estar dos trabalhadores, especialmente das mulheres. O governo também confirmou o lançamento de uma nova fase do programa de renegociação de dívidas, com previsão para os próximos dias.

 

CRISE ENTRE PODERES: Planalto prepara ida ao STF após Congresso derrubar veto que mexe nas penas

 


O governo federal avalia acionar o STF após o Congresso Nacional derrubar o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que altera critérios de aplicação de penas relacionadas aos atos após as eleições de 2022. A movimentação abre um novo capítulo de tensão entre Executivo e Legislativo e pode levar o tema novamente ao Judiciário.

A derrubada do veto foi confirmada com ampla votação nas duas Casas. Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos pela rejeição do veto e 144 pela manutenção. No Senado, o placar foi de 49 a 24, consolidando a derrota do governo no Congresso.

Segundo informações do Metrópoles, integrantes da base governista avaliam que a proposta pode ser questionada no STF por possível conflito com decisões já proferidas pelo Judiciário, além de dúvidas sobre a constitucionalidade da mudança nos critérios de aplicação das penas.

A discussão envolve a possibilidade de a nova lei atingir casos já julgados, o que, na avaliação desses integrantes, poderia gerar insegurança jurídica. Em manifestações, líderes também mencionam eventual impacto no princípio da separação entre os Poderes.

Aliados do governo afirmam ainda que o tema pode gerar forte repercussão nas redes sociais e ampliar a pressão pública sobre o Congresso. Em nota e entrevistas, defendem que o caso seja analisado pelo STF como forma de garantir segurança jurídica e uniformidade na aplicação da lei.

 

Tarcísio de Freitas lidera com folga em SP

 


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece à frente na disputa pelo comando do estado, com vantagem de 12 pontos percentuais sobre o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), segundo a primeira pesquisa Genial/Quaest do ano para o pleito paulista.

De acordo com o levantamento, divulgado recentemente, Tarcísio soma 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Haddad registra 26%. Em seguida, aparecem o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), ambos com 5%. O índice de indecisos é de 13%, mesmo percentual daqueles que afirmam votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em uma eventual segunda etapa da disputa, o atual governador também manteria vantagem. Segundo a pesquisa, Tarcísio venceria Haddad por 49% a 32%, mantendo um cenário de liderança consistente.

Apesar do desempenho eleitoral favorável, os dados apontam para uma queda na avaliação do governo estadual. O índice de aprovação recuou de 60%, registrado em agosto do ano passado, para 54% no levantamento atual.

O recuo na popularidade foi mais expressivo entre o eleitorado feminino. Entre as mulheres, a aprovação do governo caiu de 57% para 48% no período analisado. Ainda assim, a percepção geral sobre a gestão segue majoritariamente positiva, e 54% dos entrevistados consideram que Tarcísio merece ser reeleito, enquanto 36% defendem o contrário.

Ao comentar o resultado, o governador relativizou os números apresentados. “Pesquisas sempre são fotografia do momento”, disse Tarcísio. “Não estamos com chave de eleição virada.”

O ex-ministro Fernando Haddad não se pronunciou diretamente sobre o levantamento. No entanto, o coordenador de sua campanha, o deputado estadual Emídio de Souza (PT), afirmou que ainda há tempo para mudanças no cenário eleitoral. “Tarcísio não é imbatível. Haddad vai crescer e superá-lo”, afirmou.

A pesquisa presencial da Genial/Quaest foi feita entre os dias 23 e 27 de abril, com 1.650 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O levantamento também indica que parte significativa do eleitorado ainda pode mudar de posição. Cerca de 50% dos entrevistados afirmaram que o voto pode ser alterado até a eleição, enquanto 48% dizem já ter uma decisão definitiva.

Entre os eleitores de Tarcísio, 61% afirmam que o voto está consolidado. No caso de Haddad, esse índice é de 57%. Já entre os eleitores de Kim Kataguiri e Paulo Serra, os percentuais de decisão firme são menores, de 30% e 28%, respectivamente.

No campo político, o cenário reflete um momento de consolidação das principais pré-candidaturas. Tarcísio permanece no cargo após encerrar o prazo para eventual desincompatibilização, afastando especulações sobre uma disputa presidencial.

Já Haddad oficializou sua candidatura com apoio do Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas tem mantido agenda pública mais discreta nas últimas semanas. O ex-ministro não participou de eventos recentes ao lado de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no interior paulista.

Enquanto isso, Tarcísio intensificou compromissos públicos e agendas no interior do estado. O governador retomou viagens regionais, ampliou sua presença nas redes sociais e participou de eventos ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), em atividades como a Agrishow, em Ribeirão Preto.

Apesar da vantagem registrada, os dados indicam que a disputa permanece aberta, com margem para mudanças ao longo da campanha. A combinação entre queda na aprovação, movimentações políticas e indecisão de parte do eleitorado sugere que o cenário eleitoral ainda pode sofrer alterações nos próximos meses.

Agora RN

Familiares de condenados pelo 8 de Janeiro comemoram derrubada de veto no Congresso

 


Com a derrubada do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria pelo Congresso Nacional, nesta quinta-feira (30), familiares de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 comemoraram o resultado dentro do Parlamento. Presentes durante a votação, eles cantaram o Hino Nacional e entoaram gritos como “libertem Bolsonaro”, enquanto se abraçavam.

A análise do veto foi concluída após votação nas duas Casas. Na Câmara dos Deputados, a derrubada contou com 318 votos favoráveis e 144 contrários. No Senado, o placar foi de 49 votos a 24 pela rejeição do veto.

O projeto altera critérios de aplicação das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A proposta estabelece uma revisão na dosimetria, ajustando os limites mínimo e máximo das punições, além de modificar a forma de cálculo. Também reduz o tempo exigido para progressão de regime, do fechado para o semiaberto ou aberto.

Pelo texto aprovado, quando houver prática conjunta dos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, será aplicada apenas a pena mais grave, em vez da soma das punições, como ocorre atualmente.

A nova legislação, que segue para promulgação, altera dispositivos do Código Penal e da Lei de Execução Penal. A expectativa é que as mudanças impactem diretamente condenações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo casos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com informações da Jovem Pan News

 

Lula libera R$ 10,9 bilhões em emendas, mas sofre derrotas no STF e Congresso

 


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou uma sequência de derrotas no Congresso Nacional, mesmo após acelerar a liberação de recursos para parlamentares. Em uma mesma semana, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e deputados e senadores derrubaram o veto presidencial ao projeto que altera regras de dosimetria de penas.

Nos bastidores, o Palácio do Planalto apostou em uma estratégia clássica de articulação política: destravar emendas parlamentares. Desde o início de abril, foram liberados R$ 10,9 bilhões — o equivalente a mais de 80% de tudo que havia sido autorizado no ano até então. Ainda assim, o esforço não se traduziu em apoio suficiente nas votações consideradas prioritárias.

A movimentação incluiu um reforço concentrado às vésperas da sabatina de Messias no Senado, com empenhos acelerados e pagamentos autorizados em ritmo intensificado. Apenas para senadores, foco da disputa pela vaga no STF, foram destinados cerca de R$ 2,4 bilhões no período. Apesar disso, a indicação acabou rejeitada por 42 votos a 34, em um resultado considerado histórico e raro para um nome indicado ao Supremo.

Entre os parlamentares mais beneficiados com a liberação de recursos estão o senador Weverton Rocha, relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça, e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Ambos receberam volumes expressivos de emendas no período, mas não se manifestaram publicamente sobre a relação entre os repasses e o desfecho das votações.

No Congresso, cresce a avaliação de que o modelo tradicional de negociação baseado em emendas perdeu força. Parlamentares têm defendido que os recursos já fazem parte da prerrogativa do Legislativo, reduzindo o poder de barganha do Executivo. No governo, por outro lado, o diagnóstico é de que houve infidelidade de aliados, especialmente em votações com voto secreto.

Além da derrota no Senado, o Planalto sofreu novo revés com a derrubada do veto ao projeto da dosimetria, ampliando o desgaste político. A proposta altera critérios de aplicação de penas para crimes contra o Estado democrático de direito e agora segue para promulgação.

Mesmo diante do cenário adverso, o governo ainda tenta avançar com pautas prioritárias na Câmara dos Deputados, como a proposta que trata do fim da escala de trabalho 6×1. A expectativa é de que o tema seja analisado nas próximas semanas, sob relatoria do deputado Leo Prates.

 

Opinião do Estadão: Mais uma chance para o STF

 


A rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), evento inédito na história republicana recente, foi um potente sinal de alerta emitido pelo Senado. Considerando que, em 132 anos, jamais um indicado ao STF pelo presidente da República teve seu nome rejeitado pelos senadores, é correto afirmar que Messias já pisou no Congresso na manhã de quarta-feira passada como virtual ministro, crente que lá estava só para cumprir tabela. Assim, na prática, seu infortúnio pode perfeitamente ser lido como uma espécie de “impeachment” informal, algo semelhante a uma moção de censura a certos desvios que, reiteradamente, têm sido cometidos por ministros da Corte.

É claro que não assistimos a um arroubo inconsequente dos senadores. Em amplos segmentos da sociedade, grassa um profundo descontentamento com os rumos do STF, percebido, com razão, como um tribunal que age por motivações políticas e por um espírito de corpo que, à luz das implicações de alguns de seus integrantes no escândalo do Banco Master, soa como acobertamento. Os senadores não são alheios aos humores de suas bases. Por óbvio, capturaram a malaise e sinalizaram ao STF que o eventual impeachment de ministros não está só no radar do Senado – está na alça de mira.

Nesse sentido, a rejeição de Messias sepultou a ideia de que “impeachment” seria um termo impronunciável quando relacionado a ministros do STF. E sobre isso é bom que se diga que não se tratou de uma ameaça, mas antes da reafirmação de um instrumento constitucional legítimo que, até agora, apenas dormitava no campo das hipóteses. Logo, ao demonstrar capacidade de, a um só tempo, contrariar o governo e impor limites ao Supremo, o Senado reposicionou o impeachment de ministros no horizonte político do País.

Alguns no STF talvez acreditem estar blindados contra reveses no Senado pela circunstancial associação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), outro potencial implicado no caso Master. O fundo de pensão dos servidores públicos do Amapá, controlado por aliados de Alcolumbre, investiu milhões de reais em títulos podres emitidos por Daniel Vorcaro. Mas, se existe, esse mutualismo é frágil. Nada garante a reeleição do presidente do Senado no início da próxima legislatura. A depender do resultado das urnas, há, no mínimo, dois fortes candidatos à sucessão de Alcolumbre publicamente reconhecidos como tais: Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN).

Diante dessas perspectivas nada alvissareiras, o STF tem mais uma chance de se recolher, pôr a mão na consciência e recobrar o prumo republicano. Chega de ministros censurando cidadãos a torto e a direito por suas opiniões. Chega de ministros ameaçando e caluniando abertamente parlamentares no exercício do mandato, como fizeram Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Chega de concentração de poder na figura de Alexandre de Moraes, que há anos comanda com mão de ferro inquéritos que já deveriam ter sido encerrados. Chega de ministros que acham que têm o poder de falar pela Corte, como o calouro Flávio Dino, que foi à imprensa pontificar sobre uma ampla reforma do Judiciário, e Gilmar Mendes, que fez uma turnê de entrevistas para supostamente defender o STF, colhendo resultado diametralmente oposto. Chega de ministros que se põem acima das leis, infensos ao escrutínio público.

Louve-se, em sentido oposto, a postura do presidente do Supremo, Edson Fachin, que, ao comentar a decisão do Senado, relembrou que ainda há laivos de dignidade na mais alta corte do País. Sua nota pública – sóbria, respeitosa, democrática – reafirmou o papel do STF e mostrou por que apenas seu presidente deve falar em nome da instituição. A propósito, é vergonhosa a forma como Fachin tem sido tratado por alguns colegas, como se o comando informal do Supremo estivesse nas mãos de leões-de-chácara.

Em suma, o tranco da rejeição de Messias oferece a alguns ministros do Supremo uma nova oportunidade de reflexão, permitindo-lhes, se acaso quiserem, recalibrar sua atuação à luz dos limites que a Constituição impõe. Aproveitar ou desperdiçar a chance, com suas consequências, é escolha deles.

Opinião do Estadão

 

 

Decisões do Congresso são vitória do bolsonarismo e derrota de Lula, STF e Congresso

 


Está confirmado: Uma semana, duas derrotas para o presidente Lula, que vai perdendo energia, vantagem segura nas pesquisas e a confiança de possíveis aliados que poderiam ir para um lado ou outro e estão indo em massa para o dos seus adversários. Lula, porém, não é o único derrotado. Também perdem as instituições, em particular STF e Senado, e o andamento do caso Master.

O pacto entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não foi só para impedir que Jorge Messias vestisse a toga da corte nem para se desconectar de vez de Lula. Ambos estão enrolados no escândalo do Banco Master e o tal pacto, ou acordão, tem cara e cheiro de “você salva a minha pele e eu salvo a sua”.

Ex-ídolo nacional anti-golpe, Moraes tem bons motivos para temer o Senado e um pedido de seu impeachment, algo praticamente inédito, mas que parece avançar contra Moraes e outros ministros do STF, em especial os envolvidos no caso Master, como ele, depois da revelação dos R$ 130 milhões de contrato entre o banco e o escritório da sua família.

Já Alcolumbre teme o STF tanto no caso das emendas e quanto no do Master, com foco no Fundo de Previdência dos funcionários do Amapá, que, apesar dos alertas, investiu R$ 400 milhões no banco de Daniel Vorcaro. Alcolumbre pôs um aliado na presidência e o próprio irmão no conselho fiscal da entidade.

A sequência é clara: a articulação contra uma CPI do Master, a liminar, depois retirada, para dificultar o impeachment de ministros do STF no Senado, a aproximação de Moraes e Alcolumbre e o afastamento de ambos do Planalto.

O resultado são as duas derrotas de Lula e vitórias do bolsonarismo: contra a nomeação Jorge Messias para o STF e os vetos do presidente ao projeto de dosimetria que favorece os golpistas do 8/1 e, lá na ponta, Jair Bolsonaro.

Curioso o ineditismo da derrubada do nome do presidente da República para o STF, o quórum em semana de feriadão e o fatiamento do veto de Lula, para aliviar o texto aprovado no Congresso e excluir, por exemplo, crimes de facções criminosas. Aí, era demais.

Lula escancarando os cofres para comprar votos pró Messias (nome questionável desde o início) e o jantar de Moraes e Alcolumbre, na noite anterior à sabatina de Messias, são sintomas do quanto as instituições andam doentes no Brasil, sem previsão de recuperação.

É bom ficar de olho no caso Master. Com Messias, o relator André Mendonça ganharia mais um aliado para ir fundo. Sem ele, o grupo que manda no Supremo vai continuar com a faca e o queijo na mão. A favor, por exemplo, de Moraes e de Alcolumbre. Eles merecem?

Eliane Cantanhêde - Estadão

 

 

O CRAQUE: O apelido de Alcolumbre entre bolsonaristas após a derrota de Messias

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ganhou novos apelidos entre aliados do bolsonarismo após a derrota do indicado do presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal.

Parlamentares próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm exaltado a atuação do chefe do Senado após a rejeição do nome do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, na Casa Alta. Nos corredores do Congresso Nacional, Alcolumbre vem sendo chamado de “craque do jogo”, em alusão ao seu “papel decisivo” na derrota de Messias.

O senador também ganhou o apelido de “Rei Davi”, referência ao personagem bíblico que, segundo a tradição, foi o segundo rei de Israel, conhecido por sua habilidade estratégica.

Na quarta-feira (29/4), os senadores rejeitaram a indicação de Messias para integrar a Corte, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Como mostrou a coluna, integrantes do governo passaram a tratar o episódio como uma “guerra” política e avaliam a possibilidade de rompimento com o presidente do Senado.

Metrópoles

 

 

Messias diz a Lula que deixará AGU após ter indicação ao STF rejeitada no Senado

 


O ministro Jorge Messias avisou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que deixará o comando da Advocacia-Geral da União (AGU) após o Senado rejeitar sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). A conversa ocorreu no Palácio da Alvorada poucas horas depois da derrota histórica do governo no plenário da Casa, com 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis à sua nomeação para a Corte.

Segundo fontes que acompanharam o diálogo, Messias disse a Lula que não terá condições de lidar diretamente com integrantes do Congresso e do Supremo que trabalharam ativamente contra sua nomeação. É função inerente ao advogado-geral da União despachar frequentemente com ministros do STF e manter interlocução com senadores, além de deputados e outras autoridades da República.

Em bom português, Messias quis dizer ao presidente que não quer ver mais essas pessoas nem se estiverem pintadas de ouro.

Segundo relatos feitos sob reserva, Lula pediu a Messias que pensasse melhor sobre a ideia de deixar a AGU durante o feriado e o final de semana. Mas aliados próximos dizem que o ministro segue resoluto.

Desde o início da manhã da última quinta-feira circula em Brasília o rumor de que Messias poderia substituir o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que até agora não teria dito a que veio.

Questionado por interlocutores ao longo do dia, o ministro da AGU negou qualquer sondagem e respondeu que nem o presidente e nem seus auxiliares do Planalto o procuraram para discutir o assunto. Nome de confiança de Lula, Messias integra o governo desde a posse do petista.

Mágoas e traições

A lista de desafetos de Messias e as traições que o Palácio do Planalto tenta mapear são extensas. Mas as principais mágoas são com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, seu ex-colega de Esplanada no governo Lula.

Como mostramos no blog, além de Alcolumbre, principal operador da derrocada de Jorge Messias e do presidente da República, Moraes articulou ativamente contra o advogado-geral da União, temendo que sua ida para o Supremo empoderasse demais o relator do inquérito do Banco Master, André Mendonça, que fez forte campanha pela candidatura de Messias.

Moraes acionou emissários para mandar recados a senadores que tinham processos no STF ou alguma ligação com seus aliados no Congresso para que votassem “não”.

Já Dino e Messias têm péssima relação desde que os dois disputaram a preferência de Lula na indicação para a vaga de Rosa Weber. O então ministro da Justiça e ex-governador do Maranhão venceu a briga e acabou nomeado para a Corte, mas nunca perdoou o empenho do AGU pela cadeira.

Articulação de Moraes

Embora tenha sido um dos principais alvos do bolsonarismo na sabatina de Messias, Alexandre de Moraes trabalhou contra o AGU para enfraquecer Mendonça. Caberá ao colega de plenário a homologação da delação premiada do dono do Master, Daniel Vorcaro.

A colaboração pode trazer implicações para o próprio Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, que fechou um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos, como revelamos no blog em dezembro.

Além disso, o ministro até hoje não aceitou a decisão do presidente Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre.

A atuação de Moraes também impôs a Lula uma amarga derrota, já que o Senado não enterrava uma indicação para o STF desde 1894 – o que torna o petista o único presidente a passar por tal humilhação além do marechal Floriano Peixoto.

Em entrevista ao portal ICL no início do mês, Lula revelou ter aconselhado o ministro a se declarar suspeito no julgamento do caso Master para que o escândalo de Vorcaro não “enterrasse sua biografia”.

O presidente disse ainda que Moraes “obviamente sabe” que o caso Master prejudica a imagem do STF e que é preciso dar “uma explicação convincente para a sociedade”, e não “jogar debaixo do tapete achando que o povo vai esquecer”.

Malu Gaspar - O Globo

 

 

Veto a Messias dá espaço para STF com maioria de indicações bolsonaristas caso Flávio vença eleição

 


A rejeição do nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal), após votação no Senado nesta quarta-feira (29), pode abrir caminho para uma virada na corte, com uma maioria de indicações bolsonaristas, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições em outubro.

O próximo presidente terá direito a três indicações para ocupar o lugar dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que deverão deixar o Supremo devido à aposentadoria compulsória. Eles completam 75 anos, idade máxima para permanecer na função, em 2028, 2029 e 2030, respectivamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), peça-chave na articulação pela rejeição de Messias, prometeu a dois senadores, como noticiou a Folha, que a vaga de Luís Roberto Barroso, aposentado no ano passado, só será ocupada após indicação do próximo presidente. Ou seja, que não colocará em votação outro nome eventualmente indicado por Lula (PT) antes da eleição.

Assim, se o presidente do Senado mantiver a promessa, o presidente eleito em outubro terá direito a quatro novas indicações.

Atualmente, a corte tem dois ministros que foram escolhidos por Jair Bolsonaro (PL): André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Se o filho do ex-presidente for eleito, e tiver direito a mais quatro indicações, serão seis os nomes que terão chegado à corte pelas mãos da família —a maioria entre os 11 ministros.

Políticos bolsonaristas também nutrem a expectativa de formar uma grande bancada no Senado e pautar o impeachment de ministros, como Alexandre de Moraes.

Segundo pesquisa Datafolha, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, o senador com 46% das intenções de voto, e o petista com 45%.

Após a derrota governista nesta quarta-feira, Flávio disse que a votação foi uma resposta "ao que parte do Supremo vem fazendo", e que é um "bom sinal de que a democracia pode voltar a respirar".

"Ninguém nunca fez ataque às instituições, nunca tentou dar golpe de nada", afirmou o senador, ainda que seu pai tenha, em diversas ocasiões, atacado o Supremo e seus ministros.

"Só queríamos um país onde as instituições respeitassem seus limites, seus membros atuassem dentro da Constituição, e é tudo o que não vem acontecendo de lá para cá. A gente sempre defendeu uma autocontenção do Supremo, que não veio."

Flávio também afirmou que, nas próximas eleições, a posição sobre o impeachment de ministros do Supremo será decisiva para o eleitor escolher seus senadores.

Jair Bolsonaro demonstrou, algumas vezes, preocupação com a composição da corte e a possibilidade de expandir a própria influência. Em outubro de 2022, antes de sair derrotado das eleições daquele ano, afirmou que havia recebido propostas para aumentar o número de ministros do Supremo e que poderia discutir o tema com o Congresso após as eleições.

Em julho de 2018, antes de se tornar presidente, Bolsonaro havia defendido aumentar os ministros de 11 para 21.

"É uma maneira de você colocar dez isentos lá dentro porque, da forma como eles têm decidido as questões nacionais, nós realmente não podemos sequer sonhar em mudar o destino do Brasil", disse em entrevista à TV Cidade, de Fortaleza.

Folha de São Paulo

 

 

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