domingo, 17 de maio de 2026

Ações do governo Lula não derrubam preço do diesel no país

 


As medidas adotadas pelo governo Lula para tentar conter a alta dos combustíveis ainda não conseguiram fazer o preço do diesel voltar ao patamar anterior à guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o diesel acumula cinco semanas seguidas de queda nos postos, mas ainda está 16,7% mais caro do que antes do início do conflito no Oriente Médio.

Antes da guerra, o litro do diesel custava em média R$ 6,18 no país. Com a disparada internacional do petróleo, o valor chegou ao pico de R$ 7,48 na primeira semana de abril. Atualmente, o preço médio caiu para R$ 7,19.

A redução começou após o governo ampliar subsídios emergenciais para tentar frear os reajustes. Nesta semana, o governo anunciou uma nova subvenção de R$ 0,35 por litro, equivalente à isenção de PIS e Cofins referente ao mês de março.

Mesmo assim, a alta do petróleo no mercado internacional continua pressionando os preços no Brasil. O barril do tipo Brent, usado como referência mundial, subiu fortemente após o início do conflito envolvendo o Irã.

O governo também anunciou novas regras de fiscalização para garantir que o benefício tributário chegue ao consumidor final. As empresas terão que detalhar os descontos nas notas fiscais, e a ANP informou que poderá aplicar sanções em casos de descumprimento.

 

DC oficializa Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência em 2026

 


O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa foi confirmado neste sábado (16) como pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã para as eleições de 2026.

O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, João Caldas. Com a decisão, o partido deixa de lado a pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo.

Em nota, o DC afirmou que Joaquim Barbosa “representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”. João Caldas chegou a chamar o ex-ministro de “Obama brasileiro”.

Aldo Rebelo reagiu publicamente e criticou a escolha do partido. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a indicação de Barbosa foi “uma afronta” e classificou a movimentação como um “balão de ensaio”.

Joaquim Barbosa presidiu o Supremo Tribunal Federal e ganhou projeção nacional durante o julgamento do Mensalão. Em 2018, ele chegou a ensaiar uma candidatura à Presidência pelo PSB, mas desistiu antes da disputa.

 

Gustavo Rocha: Os Inteligentinhos da Direita

 


Quem fala demais dá bom dia a cavalo. E como eu já dei muito bom dia a muito cavalo nessa vida, aprendi a reconhecer um tropel quando ele vem vindo ao longe.

Por isso resolvi escrever algumas linhas diante da confusão política que começa novamente a tomar conta do campo da direita brasileira. E, principalmente, diante da proliferação dos inteligentinhos.

Não estou falando dos pôneis do MBL — esses já nem entram mais na categoria “direita”, viraram uma espécie de startup de lacração gourmetizada para Faria Limers que sonham em parecer suecos enquanto vivem no Bostil. Não. Estou falando agora dos inteligentinhos da direita cheirosa, os estrategistas de PowerPoint da Faria Lima, que enxergam no NOVO e em Romeu Zema a grande esperança iluminada de um “pós-bolsonarismo”.

Essa turma sofre de uma doença recorrente: acredita que Twitter, colunas de jornal e brunch em Pinheiros equivalem a povo.

Mas vale recapitular alguns fatos históricos para ajudar os inteligentinhos que faltaram às aulas da vida real.

O Brasil vive hoje uma polarização política clara entre duas visões antagônicas de mundo. A direita de um lado. A esquerda do outro. Simples assim. Só que, periodicamente, aparece um iluminado achando que pode “superar a polarização” — normalmente embalado por manchetes favoráveis, aplausos da elite financeira e alguns tapinhas nas costas da imprensa.

Foi assim com Sergio Moro.

Embalado pela fama da Lava Jato, acreditou que poderia construir um movimento político próprio contra Bolsonaro e o bolsonarismo. Resultado? Quase um exílio político. Só não virou peça de museu porque foi resgatado justamente pelo mesmo bolsonarismo que tentou destruir.

Depois veio Kassab tentando montar sua Liga da Justiça dos Inteligentinhos. Reuniu Tarcísio, Ratinho, Caiado e outros nomes num jantar aqui, outro movimento ali, todos seduzidos pela ideia de um “Bolsonaro sem Bolsonaro”. Parecia genial nos editoriais. Durou menos que promoção de colchão.

 Ratinho Júnior saiu correndo para apagar as digitais da estercada. Caiado, malandro velho, recuou para Goiás e fingiu demência estratégica. Tarcísio percebeu rapidamente que entre a militância bolsonarista e os aplausos do establishment, o segundo não enche urna. E Moro… bem, Moro já tinha aprendido na prática.

Agora surge o inteligentinho da vez: Romeu Zema.

Mal percebeu um tropeço de Flávio Bolsonaro — justamente o filho que durante anos foi tratado como o mais “fraco” politicamente — e já puxou o punhal. Foi rápido. Quase automático. Um “zap” nas costas, no melhor estilo política de condomínio gourmet.

Agora tenta recuar, dizer que “é página virada”, mudar de assunto, fazer cara de moderado responsável. Mas há um pequeno detalhe que os inteligentinhos nunca entendem: militância não esquece traição.

E pior: ele mesmo resolveu comprar briga com os “intocáveis” — expressão usada pelo próprio Zema. Boa sorte enfrentando STF, sistema político, imprensa hostil e ainda sem apoio orgânico da base bolsonarista. É uma estratégia brilhante, comparável a enfrentar um tanque armado montado num patinete elétrico.

O problema central é que os inteligentinhos continuam sem entender a natureza do jogo.

Lula versus Bolsonaro não é uma discussão acadêmica para mesa-redonda da GloboNews. É um conflito político, emocional, identitário e popular profundamente enraizado no país real.

Nos rincões mais distantes do Brasil profundo, ninguém sabe quem é Zema. Zulema. Seriema. Seja lá qual for o nome do novo “gestor técnico” ungido pela Faria Lima da semana.

E aqui mora a pergunta que realmente importa:

Se o eleitor da esquerda continua votando até no maior escândalo de corrupção da história brasileira apenas para derrotar seu antagonista político… por qual razão o eleitor da direita abandonaria justamente quem possui maior densidade popular para enfrentar a esquerda?

O eleitor inteligente entende isso.

O inteligentinho acha que eleição se vence com artigo no Estadão, podcast de mercado e networking em evento de fintech.

Na briga entre a rocha e o mar, quem sempre sofre é o caranguejo.

Dessa vez, o caranguejo atende pelo nome de Zema.

E os inteligentinhos seguem sem aprender nada com a história.

O texto é do empresário Gustavo Rocha

 

 

Foragido que integrava grupo de Vorcaro focado em ataques cibernéticos é preso em Dubai

 


A Polícia Federal prendeu, neste sábado (16), um dos foragidos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Victor Lima Sedlmaier acabou detido no aeroporto de Dubai.

Segundo a coluna de Mirelle Pinheiro, no Metrópoles, ele teria sido preso em uma cooperação internacional com a Interpol e a polícia de Dubai. Ele chegou ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no fim da tarde deste sábado.

Victor Lima seria integrante do grupo “Os Meninos”, uma estrutura paralela de vigilância e intimidação por hacker.

Durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero, nessa quinta-feira (14), a PF prendeu o empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Com a prisão de Victor Lima, duas pessoas seguem foragidas: o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e David Henrique Alves, chefe do grupo “Os Meninos”.

De acordo com a PF, esses grupo reuniu pessoas com perfil hacker, remunerados para a execução de invasões, derrubada de perfis, monitoramento ilícito e possível destruição ou ocultação de evidências digitais.

Segundo a PF, todos eram, à época, gerenciados por Felipe Mourão, conhecido como Sicário, que tinha como objetivo atender comandos emanados do núcleo central da organização criminosa.

 

BR-101 terá interdição parcial em Canguaretama a partir desta terça-feira (19)

 


Motoristas que trafegam pela BR-101 devem ficar atentos a mudanças no trânsito em Canguaretama, no litoral Sul do Rio Grande do Norte. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes informou que haverá interdição parcial entre os quilômetros 165,4 e 166,4 da rodovia a partir das 9h desta terça-feira (19).

A alteração acontece para serviços de manutenção na ponte sobre o Rio Curimataú. Segundo o DNIT, a pista no sentido Natal–João Pessoa será parcialmente bloqueada, e o tráfego será desviado para a pista contrária, que funcionará em mão dupla no trecho em obras.

O órgão informou que a intervenção é necessária para recomposição do aterro das fundações da ponte, com objetivo de garantir a segurança dos motoristas e a durabilidade da estrutura.

O trecho ficará sinalizado, mas o DNIT orienta que os condutores reduzam a velocidade, respeitem a sinalização e programem os deslocamentos com antecedência por causa da possibilidade de lentidão no trânsito.

 

Comércio, serviços e construção civil enfrentam falta de mão de obra no RN

 


A dificuldade para contratar e reter trabalhadores tem atingido principalmente os setores de serviços, comércio e construção civil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. No Rio Grande do Norte, representantes dessas áreas ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE afirmam que o cenário acompanha a tendência nacional e apontam entre os principais fatores para o problema a baixa qualificação da mão de obra, migração de profissionais para outras áreas, mudança no perfil das novas gerações, além de maior exigência das empresas e baixa atratividade de algumas vagas.

Os dados do IBRE/FGV constam no estudo “Sondagens Empresariais: Escassez de mão de obra”, publicado em janeiro deste ano, e foram levantados junto às empresas das bases das Sondagens Empresariais da instituição. Em 2025, segundo o levantamento, mais de 60% de todos os empreendimentos consultados, com exceção das associadas à Indústria de Transformação, relataram desafios com a escassez de mão de obra.

O setor com o maior percentual de empresas que afirmaram ter problemas para contratar ou reter funcionários foi o da construção, com 69,1%, que também registrou o maior aumento em relação a 2024. Na sequência, aparecem comércio (65,5%) e serviços (64,8%).

A diretora-executiva do Sinduscon-RN, Ismália Carvalho, esclarece que a realidade no Estado acompanha a tendência nacional de dificuldade na contratação e retenção de mão de obra na construção. O problema é motivado, dentre outros pontos, pelo déficit de formação técnica e profissional, pela migração de trabalhadores para outras atividades econômicas e mudanças no perfil das novas gerações em relação ao mercado de trabalho.

“Nos últimos anos, a construção civil voltou a apresentar crescimento, ampliação de investimentos e aumento da demanda por obras, o que naturalmente elevou a necessidade de profissionais qualificados em diferentes áreas da cadeia produtiva. No entanto, o setor enfrenta desafios importantes relacionados à formação, capacitação e permanência dessa mão de obra”, destaca a diretora-executiva.

Apesar do Sinduscon/RN não dispor de um levantamento sobre a escassez de mão de obra no Estado, Ismália Carvalho afirma que o problema tem impactado diretamente prazos, custos e produtividade das obras das empresas associadas à instituição.

No Sistema Nacional de Emprego (SINE) do Rio Grande do Norte, o setor de construção civil está entre os principais responsáveis pelo volume de vagas ofertadas no Estado. Contudo, as oportunidades são as menos procuradas pelos candidatos. É o que aponta o coordenador da Subsecretaria do Trabalho e Emprego da Secretaria do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (SETHAS) do Estado, Eduardo Barbosa.

“O empregador está cada vez mais exigente na hora da contratação para cargos específicos. O SINE oferta vagas de variados perfis e, de modo geral, a dificuldade está alicerçada na qualificação profissional necessária para ocupação do cargo”, completa o subsecretário.

Eduardo Barbosa ressalta que o cenário não está restrito ao setor de construção civil, sendo possível observar maior exigência técnica em áreas do setor de serviços. Para vagas como a de garçom e atendente, por exemplo, ele destaca que as empresas têm buscado cada vez mais funcionários com habilidades para manusear ferramentas digitais.


O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) do Rio Grande do Norte, Marcelo Queiroz, observa que os obstáculos para contratar e reter mão de obra não apenas no setor de serviços, mas também de comércio, resulta de um conjunto de fatores. Além da necessidade de fortalecimento de políticas de qualificação profissional, a escassez de mão de obra pode ser explicada pela melhora do mercado de trabalho local.

“A taxa de desemprego no Rio Grande do Norte caiu pela metade, de 13,5% para 6,7%, na comparação entre os últimos quatro meses de 2018 e o mesmo período de 2025. Em um ambiente de economia em crescimento, com menor desemprego, a escassez de mão de obra tende a aumentar. Além disso, a economia potiguar vem gerando empregos de forma contínua há cinco anos”, esclarece.

Na avaliação da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) de Natal, por outro lado, a vacância em algumas funções também é motivada pela falta de atratividade para manter o interesse dos profissionais. Neste ano, a pasta aponta que as oportunidades com maior dificuldade de preenchimento no Sine Natal são as que oferecem salários baixos, remuneração por hora trabalhada e maior tempo de experiência profissional.

A Semtas não deixa de considerar, contudo, que o baixo nível de instrução permanece sendo um desafio para muitos setores: “De maneira geral, empresas que oferecem melhores salários, jornadas de trabalho mais atrativas e benefícios adicionais conseguem preencher suas vagas com maior rapidez. Da mesma forma, trabalhadores com maior nível de formação e experiência comprovada tendem a se inserir mais rapidamente no mercado de trabalho”.

Formação e conexão com o setor produtivo

O diretor de educação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio Grande do Norte (Senac/RN), Leandro Trigueiro, reitera que a dificuldade de ocupação de vagas no mercado de trabalho é motivada, sobretudo, pela falta de qualificação profissional. Ele destaca, no entanto, que a exigência já não é mais apenas pelo conhecimento técnico, mas também pela presença de competências comportamentais.

O diretor aponta que aspectos como comunicação, postura e forma de se apresentar influenciam diretamente na percepção dos recrutadores sobre os candidatos durante entrevistas e seleções. Aliado a isso, atualmente existem ferramentas de avaliação que auxiliam as empresas na análise simultânea das competências técnicas e comportamentais dos profissionais.

Para o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, o fortalecimento de políticas de qualificação profissional, com cursos mais alinhados às necessidades reais das empresas, além da ampliação de parcerias entre o setor produtivo e instituições de ensino, é fundamental para incentivar a contratação e retenção de mão de obra. “Também é importante estimular a formação continuada, a inclusão produtiva dos jovens e a valorização de trajetórias que facilitem a entrada e a permanência no mercado de trabalho”, completa.

Uma perspectiva semelhante é repercutida pela diretora-executiva do Sinduscon-RN, Ismália Carvalho. Segundo ela, o Sindicato mantém parceria constante com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado (SENAI-RN) para promoção de cursos, capacitações e formação de profissionais voltados às necessidades reais da construção civil. Aliado a isso, a entidade vem desenvolvendo iniciativas para valorização da construção civil como um setor que oferece oportunidades reais de crescimento profissional e desenvolvimento de carreira.

No âmbito estadual, o coordenador da Subsecretaria do Trabalho e Emprego da Sethas, Eduardo Barbosa, aponta que atualmente a pasta está trabalhando no desenvolvimento de uma plataforma moodle, com o objetivo de ofertar cursos de qualificação na modalidade EAD e ampliar a oferta de cursos de qualificação. “Também seguimos em uma busca contínua de parcerias para aumentar a oferta de capacitação e garantir que os trabalhadores potiguares estejam prontos para ocupar as vagas que são ofertadas”, destaca.

Em Natal, a Semtas conta com um departamento específico voltado ao planejamento e à execução de cursos de qualificação profissional. As principais áreas contempladas são de imagem pessoal, alimentação, serviços, informática e administração. Aliado a isso, a pasta desenvolve o projeto EJA Qualifica, realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME).

“A iniciativa integra cursos de qualificação profissional às atividades da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ofertadas nas escolas da rede municipal, ampliando as oportunidades de formação e inserção no mercado de trabalho para os participantes”, aponta.

 

No Rio Grande do Norte, acidentes de trânsito crescem 82% em cinco anos

 


O número de acidentes de trânsito aumentou 82% em cinco anos no Rio Grande do Norte, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed-RN). O crescimento foi constante entre 2021, quando foram registrados 7.498 sinistros, e 2025, com 13.649 ocorrências contabilizadas pela Polícia Civil do RN. De janeiro a abril de 2026, o estado registrou 4.337 acidentes, média de 36 por dia. O cenário acende um alerta para a importância da conscientização no trânsito.


O maior salto ocorreu entre 2022 e 2024, quando o estado passou de 9,6 mil para mais de 13,3 mil ocorrências. No total, entre 2021 e abril de 2026, o RN registrou 59.732 acidentes de trânsito, dos quais 2.790 tiveram mortes. Os dados reforçam a importância da campanha Maio Amarelo, que busca reduzir os sinistros e tem como tema em 2026: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

“Logo depois da pandemia [2020], observamos uma certa diminuição dos acidentes, mas de 2024 para cá esse número vem aumentando, o que preocupa todas as autoridades de trânsito”, diz o professor Emerson Melo, especialista em legislação de trânsito. Segundo ele, a falta de sinalização em trechos importantes contribui para o aumento dos acidentes.

Os números da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN) sobre atendimentos a vítimas de acidentes também acompanham a tendência de crescimento. De julho de 2024 a março de 2026, o Notifica RN registrou 32.946 atendimentos em unidades de saúde. Apenas nos três primeiros meses de 2026, já houve 8.755 notificações.

De acordo com boletim da Sesap-RN, os motociclistas formam o grupo mais vulnerável, representando quase 62% dos atendimentos (19.730). Na sequência aparecem motoristas (4.497 e 13,7%), passageiros (2.488 e 7,6%), ciclistas (2.023 e 6,1%) e pedestres (896 e 2,7%). A maioria dos acidentados tem um perfil: homens jovens, entre 20 e 49 anos.

Para especialistas, os dados reforçam a necessidade de campanhas educativas permanentes. Emerson Melo afirma que essas iniciativas “têm que ser intensificadas, mas não só pontualmente, como o Maio Amarelo e a Semana Nacional de Trânsito, que ocorre em setembro.”

Na avaliação dele, é necessário ampliar as ações de conscientização desde a escola até a universidade. “Tudo para funcionar no trânsito tem que ter o trinômio engenharia, educação e fiscalização. A engenharia evita acidentes, por exemplo, temos muitas vias no interior do estado sem acostamentos”, destaca.

A secretaria estadual de saúde aponta ainda predominância de acidentes com motocicletas, com 27.186 casos entre 2024 e 2026. Bicicletas (1.965) e automóveis (1.464) aparecem em menor número. “Em 2026, as notificações mensais ultrapassaram 3 mil casos, refletindo ampliação da sensibilidade do sistema, mais do que aumento real na ocorrência”, descreve o boletim. “A série temporal das notificações […] apresenta tendência crescente no período de julho de 2024 a março de 2026, com oscilações”, completa.

Em Natal cai o número de acidentes
Enquanto o RN registra aumento nos acidentes, Natal apresenta movimento contrário. Dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) mostram redução de 32,91% nos sinistros entre 2021 (4.227) e 2025 (2.836).

A secretária da STTU, Jódia Melo, afirma que intervenções em vias com altos índices de acidentes contribuíram para a redução. Segundo ela, a prevenção começa pela identificação de como e onde os acidentes ocorrem. Já o número de mortes no trânsito em Natal oscilou entre 2021 e 2025. Foram 52 mortes em 2021, com queda até 2024 (35), seguida de alta em 2025, quando houve 42 mortes. A secretária destaca a quantidade de motociclistas entre as vítimas.

Sinistros com motos lideram mortes
Dos 42 acidentes fatais registrados na capital em 2025, 26 envolveram motocicletas, o equivalente a 62%. Houve também queda nos sinistros com pedestres: os registros diminuíram 65% entre 2024 e 2025, passando de 60 para 21 ocorrências.

O número de mortes de pedestres caiu pela metade, de 16 para 8 casos. Em 2023, 5.557 automóveis estavam envolvidos em acidentes, número que caiu para 3.121 em 2024, redução de quase 44%. Já as motocicletas registraram aumento: eram 1.540 ocorrências em 2021 e passaram para 1.834 em 2025, aumento de 19%.

A STTU destaca ainda os dados sobre motociclistas atendidos nas unidades de saúde de Natal: a cada 50 minutos, um motociclista dá entrada em uma unidade; no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, uma vítima é recebida a cada 1h51. “Em 2025, cresceu muito o número de pessoas que utilizam a motocicleta para sobreviver, para trabalhar.

A motocicleta, por vezes, era utilizada como meio de deslocamento para ir trabalhar. Agora, você utiliza para ganhar dinheiro”, observa a secretária. “Cada vez mais, depois da pandemia, as pessoas se acostumaram a ter essa conveniência de pedir as coisas em casa”, acrescenta.

A Tribuna do Norte já mostrou que, entre janeiro de 2025 e abril deste ano, 4.035 pacientes foram internados no Hospital Walfredo Gurgel após acidentes de moto. A média é de 58 atendimentos por dia — uma vítima a cada três horas. Os dados constam em relatório do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN).

Maio Amarelo: prevenção e atenção
Segundo a STTU, a prevenção de acidentes envolve quatro pilares: educação, engenharia, fiscalização e cidadania. “Se a gente fizer a nossa parte enquanto gestão, enquanto política pública de segurança viária, que é tratar esses três pilares, e o cidadão não se interessar em se conscientizar e ter empatia, [os sinistros ocorrem]”, destaca Jódia Melo.

Ela explica que maio é um mês de conscientização para reduzir acidentes, especialmente os mais graves, com mortes ou sequelas. A STTU realiza levantamento mensal dos dados para orientar ações de prevenção.

“O setor de estatística, de acordo com os boletins de ocorrência e dados dos hospitais, vai compilando tudo e faz esse dashboard. Em cima desses dados, começamos a trabalhar a educação de trânsito, a fiscalização e a manutenção viária”, diz.

Dentro da programação do Maio Amarelo, a STTU promove palestras em empresas, escolas e universidades. Jódia Melo destaca ainda o retorno do programa de formação de agentes mirins de trânsito em 2026. “É um programa para formar crianças de 8 a 10 anos, na escola. Estamos formando 100 nesse semestre e mais 100 no próximo semestre. E eles serão multiplicadores.”

Saúde é fator de atenção
Entre as principais causas de acidentes estão fatores comportamentais e condições de saúde dos condutores. A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) aponta que, no RN, entre 2014 e 2024, 26,1% dos acidentes tiveram causas relacionadas à saúde.

No Brasil, nesse período, fatores comportamentais, como ultrapassagens indevidas e excesso de velocidade, responderam por 49,4% dos acidentes, segundo a entidade. Questões ligadas à saúde física e emocional dos condutores representaram 27,8% dos sinistros, seguidas pelas condições da via (8%) e do veículo (6,7%).

Segundo a Abramet, entre 2014 e 2024, o RN registrou 69.284 acidentes. Desses, 18.088 tiveram como causa fatores relacionados à saúde e 51.196 decorreram de outras causas. Emerson Melo acredita que a falta de atenção também está entre os principais fatores dos sinistros.

“A falta de atenção não necessariamente seria um problema de saúde. Por exemplo, 60% dos acidentes no Brasil ocorrem por colisão traseira. E a esses acidentes é atribuída como causa a falta de atenção. [Por exemplo,] o motorista que não guarda a distância de segurança ideal do veículo que vai à sua frente”, afirma. “Hoje, no Brasil, já existe uma fiscalização na renovação da habilitação, um certo critério a mais no exame médico, que vai avaliar as condições de saúde do candidato”, conclui Melo.

Acidentes de trânsito no RN

2021: 7.498
2022: 9.637
2023: 11.286
2024: 13.325
2025: 13.649
2026 (até abril): 4.337
Total: 59.732
Total de sinistros com morte: 2.790

Fonte: Sesed-RN

 

Fila do INSS cresce no RN e se aproxima de 55 mil pedidos

 


Ananda Miranda
Repórter

O Rio Grande do Norte registrou 54.998 pedidos de benefícios aguardando análise no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em março de 2026. Os dados constam no mais recente boletim Transparência Previdenciária e representam aumento de 9,3% na fila de espera em comparação com março de 2025, quando o estado contabilizava 50.300 requerimentos pendentes. Além disso, o levantamento mostra que 57% dos atendimentos superam 45 dias de espera.

No RN, a maior parte dos pedidos em análise está concentrada nos benefícios por incapacidade (22.407). Em seguida aparecem os benefícios assistenciais e de legislação específica (21.457). As aposentadorias somam 5.103 pedidos, enquanto pensões e auxílios-reclusão contabilizam 2.460 requerimentos. Já o salário-maternidade registra 3.571 solicitações aguardando conclusão.

Apesar do crescimento da fila, o RN tem a segunda menor quantidade de pedidos pendentes do Nordeste, com 54.998 requerimentos em análise, atrás apenas de Sergipe, que registra 37.619 casos. Na outra ponta, as maiores filas da região estão na Bahia (210.881), no Ceará (209.721) e em Pernambuco (149.376), segundo o boletim.

Cerca de 23,3% do total de pedidos em análise no INSS ultrapassam o prazo legal, que é de até 45 dias para benefícios por incapacidade e de até 30 dias para salário-maternidade. Nesse grupo, os benefícios por incapacidade concentram 12.325 solicitações, enquanto os pedidos de salário-maternidade somam 512 casos.

Segundo o boletim, cerca de 57% dos pedidos seguem em análise por mais de 45 dias. O cenário persiste mesmo com o programa Acelera INSS, que realiza mutirões, amplia a automação dos processos e oferece incentivos financeiros para aumentar a produtividade, com a meta de reduzir o tempo de resposta para menos de 45 dias até outubro.

Enquanto trabalha em uma barbearia para garantir renda, o jornalista Emerson Amaral, de 63 anos, ainda espera pela aposentadoria. Ele deu entrada no pedido em 2018 e, desde então, acumula anos de tentativas, idas ao INSS e expectativas adiadas, conciliando o trabalho diário com a incerteza sobre quando vai se aposentar.

“Eu já tinha feito meu plano de vida para parar, mas o tempo foi passando e eu tive que continuar trabalhando. O problema é que você dá entrada e fica sem resposta. A vida não espera o INSS”, lamenta.

Quando solicitou a aposentadoria, o pedido foi recusado. Ele relata que voltou ao atendimento presencial e foi informado de que ainda não tinha tempo suficiente de contribuição, com a orientação de que faltariam cerca de quatro anos para a concessão do benefício.

Mesmo assim, decidiu insistir na análise do caso. Ao longo dos anos, afirma ter feito novas tentativas, incluindo revisão de documentos e cálculos com apoio de um especialista, que apontou a possibilidade de reavaliar o tempo de contribuição.

Enquanto aguarda uma definição, Amaral segue trabalhando na barbearia para garantir renda, mas relata que, após os 55 anos, as oportunidades de emprego diminuem e, aos 60, ficam ainda mais restritas. “Quando eu me aposentar vou para o interior, morar dentro do mato e comer do que eu planto. Meu sonho é esse”, confessa.

Demora pode ser considerada abusiva

Para o vice-presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB/RN, Melquíades Soares, a demora na análise dos benefícios previdenciários pode ser considerada abusiva em alguns casos, principalmente quando ultrapassa os prazos aceitos pela Justiça.

Segundo ele, embora a legislação previdenciária não estabeleça um prazo geral para análise dos requerimentos, o entendimento predominante nos tribunais é de que benefícios comuns não devem permanecer mais de 90 dias sem resposta.

“Quando passa de 90 dias, geralmente a Justiça já entende que fica caracterizado um abuso. Nesses casos”, explica, “o segurado pode recorrer ao mandado de segurança para obrigar o INSS a analisar o pedido ou ingressar diretamente com ação judicial para solicitar o benefício”.

Nos benefícios por incapacidade, como auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente, o entendimento costuma ser mais rigoroso devido ao caráter urgente da demanda. “A pessoa está doente, incapacitada e sem conseguir trabalhar. Então, extrapolado o prazo de 45 dias, já fica configurada uma demora excessiva”, diz.

Segundo Melquíades Soares, os principais impactos da demora recaem sobre segurados em situação de vulnerabilidade social. Ele destaca que os benefícios previdenciários existem justamente para cobrir situações de risco, como incapacidade para o trabalho, maternidade, morte do provedor da família ou perda de renda. “O prejuízo maior é a falta de renda. A pessoa fica sem condições de arcar com despesas básicas, como alimentação, moradia e saúde”, afirma.

Apesar disso, ele explica que pedidos de indenização por danos morais contra o INSS ainda enfrentam resistência no Judiciário. A demora, por si só, raramente gera condenação indenizatória, exceto em situações consideradas excepcionais. “Não é impossível conseguir indenização, mas, na prática, é muito difícil quando o único motivo é a demora da fila”, avalia.

Soares afirma que há situações em que a demora na análise ultrapassa os transtornos administrativos e provoca consequências mais graves para os segurados. Segundo ele, existem casos em que o requerente falece antes mesmo de receber uma resposta definitiva do INSS.

O advogado relata que algumas situações envolvem pendências simples, como divergências cadastrais ou exigências de documentos que poderiam ser resolvidas pelo próprio instituto, mas acabam prolongando o processo de forma excessiva. “Já vi casos em que a pessoa estava doente, entrou com o requerimento administrativo e morreu antes de receber o benefício por causa da demora”, afirma.

Nesses cenários, a Justiça pode reconhecer a possibilidade de indenização, principalmente quando o atraso ocorre por falhas administrativas que extrapolam a própria fila de análise. “São situações em que a demora vai além do tempo de espera normal e acaba causando um prejuízo ainda maior para o segurado e para a família”, disse.

Redução no número de servidores aumenta espera

Para o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Sindprevs/RN), Ary Peter, a principal causa da demora na análise dos benefícios do INSS é a redução no número de servidores ao longo dos últimos anos. Segundo ele, desde 2015 o instituto perdeu mais da metade da força de trabalho devido às aposentadorias e à falta de concursos públicos em larga escala. “De 2015 para cá, nós perdemos mais de 50% da nossa força de trabalho. Houve poucos concursos e nunca uma grande entrada de servidores. É uma conta que não fecha”, afirma Peter.

De acordo com Ary Peter, enquanto o quadro funcional diminuía, a demanda por benefícios continuou crescendo em razão do envelhecimento da população e do aumento no número de requerimentos previdenciários e assistenciais. “São aposentadorias, pensões, benefícios por incapacidade. Ao mesmo tempo, faltam pessoas para analisar esses pedidos”, conta.

Além do déficit de servidores, ele aponta problemas estruturais e tecnológicos como fatores que contribuem para a lentidão no atendimento. Segundo o sindicalista, parte dos equipamentos utilizados pelo instituto está defasada e os sistemas internos apresentam instabilidade frequente. “Os computadores são muito antigos e os sistemas oscilam muito. Isso também gera demora”, afirma.

Ary Peter avalia que os mutirões e programas criados para acelerar as análises ajudam momentaneamente, mas não resolvem a origem do problema. “São medidas paliativas. Resolvem uma parte da fila naquele momento, mas não atacam a raiz da questão”, afirma.

A realidade enfrentada no Rio Grande do Norte acompanha o cenário nacional, especialmente no Nordeste, onde benefícios por incapacidade estão entre os que registram maior tempo de espera, segundo o sindicato. “A fila anda, mas a passos lentos. E a percepção que temos é de que ela continua crescendo”, destaca.
A reportagem da Tribuna do Norte procurou o INSS para comentar os dados e as medidas adotadas para reduzir a fila de espera, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

NÚMEROS

Fila de espera do INSS no RN

54.998
Torao de pedidos em espera

22.407
Benefícios por incapacidade

21.457
Benefícios assistenciais e de legislação específica

5.103
Aposentadorias em análise

2.460
Pensões e auxílios-reclusão

3.571
Salários-maternidade

 

Currais Novos relembra acidente que matou 24 durante procissão há 52 anos

 


Anthony Medeiros
Colaborador no Seridó

Uma comemoração religiosa que terminou em tragédia completou, em 2026, 52 anos. No último dia 13 de maio, Currais Novos relembrou a morte de 24 pessoas que participavam da procissão de Nossa Senhora de Fátima, padroeira do bairro Paizinho Maria. Um ônibus desgovernado da empresa Princesa do Seridó atingiu o cortejo, deixando, também, mais de 70 pessoas feridas e um desfecho trágico para um momento, até então, de fé e religiosidade. Atualmente, a via onde o acidente aconteceu tem o nome da data da tragédia: Avenida 13 de maio. Ela significava o início - ou final - do perímetro urbano para os que trafegam pela BR-226.

No local onde “tombaram” as primeiras vítimas da colisão, foi instalado um memorial com uma cruz e o nome de todas as vítimas fatais. Anualmente, um grupo se reúne na data para orar pelas vítimas. Anteriormente, era realizada uma missa, que foi substituída para a recitação do terço.

Neste ano, a homenagem teve início às 5h30, com pouco mais de 20 pessoas reunidas. Geralda Souza, aposentada de 86 anos, conta que não viu o momento da colisão. Ela disse ter ido ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima com dois de seus filhos, quando recebeu a notícia da tragédia.

A volta até sua casa, localizada em frente ao local onde o acidente aconteceu, foi rápida e tensa. Quando chegou, relatou que ninguém de sua família tinha sido atingida, mas se deparou com uma cena difícil de esquecer. “Era um silêncio. Não tinha ninguém agonizando. Quem estava perto, ficou paralisado. Tinha pedaço de gente em todo canto e um sangue que se espalhou por toda a via”, relata.

Ela relembra que o socorro chegou rápido. Seu marido deixou o filho mais novo do casal, com um ano à época, sozinho em casa e foi até o Centro do município avisar do que tinha acontecido. O socorro chegou de diversas formas. Foi montada uma força-tarefa, recebendo profissionais da saúde de cidades como Acari, Jardim do Seridó, Caicó e da capital. A cidade não tinha estrutura de pessoal, nem de material. Mui Muitos dos itens utilizados no socorro dos sobreviventes também foram doados por municípios vizinhos.

O governador da época, o currais-novense Cortez Pereira, doou os caixões de todas as vítimas para o sepultamento, realizado no dia seguinte. A informação é que o ônibus, perdeu o freio e o motorista, devido à via não contar com acostamento, não conseguiu desviar para lugar algum.

A TRIBUNA DO NORTE noticiou o ocorrido à época numa reportagem do dia seguinte com relatos do acontecido. “A polícia montou um forte dispositivo em torno do Hospital-Maternidade (local onde as vítimas foram levadas) para evitar a balbúrdia ao mesmo tempo que se procurava organizar os socorros médicos de maior urgência, inclusive no tocante à doação de sangue, registrando as cenas de maior solidariedade, pois toda a população parecia entrar em fila para doar”, diz a matéria.

O sepultamento das vítimas também foi um momento marcante. Os mortos foram colocados em caixões em frente à igreja Matriz de Sant’Ana. Cenário de comoção e profunda tristeza na celebração, comandada pelo bispo Dom Manoel Tavares. O pároco local, padre Ausônio Araújo, estava na procissão e, segundo testemunhas, foi puxado por um popular e conseguiu escapar.

Para Dona Geralda, o local vai sempre carregar uma lembrança de dor e sofrimento. Apesar de não ter perdido nenhum familiar, a experiência de viver aquele dia é algo que reverbera todo mês de maio com a chegada da festa da padroeira. Religiosa, ela segue auxiliando nas visitas da imagem da padroeira, que segue a mesma utilizada na procissão de 1974.

O que ela pede é que as novas gerações não esqueçam a data e que demonstrem mais respeito pelas vítimas.. “Os mais novos não tem noção do que aconteceu, as vezes nem sabem o que houve aqui. Foi uma imagem que não vai sair nunca da minha mente, ver a procissão terminar daquela forma”, disse.

 

sábado, 16 de maio de 2026

CAMPESTRENSE: ATENÇÃO AMIGAS E AMIGOS DE SANZIO: Vem aí 2° Café Social com amigos de Sanzio

 


🚨Atenção,amigos e amigas da nossa querida São José do Campestre! 

Você é o nosso convidado especial para o grande café da tarde com muita conversa , união e alegria. 

 🎁 Teremos distribuição de brindes e cestas básicas para população. 

Venha participar com sua família e amigos! 

Loca: Socyte do Nezynho 

Data: 23 De Maio 

Horário: 15horas

 


ABC vence o Sousa-PB, amplia invencibilidade e dispara na liderança da Série D

 


O ABC confirmou o favoritismo diante da torcida e venceu o Sousa-PB por 2 a 0 neste sábado (16), no Estádio Frasqueirão, em Natal, pela sétima rodada da Série D do Campeonato Brasileiro 2026.

Com gols de Rikelmi e Luiz Fernando no segundo tempo, o alvinegro chegou aos 16 pontos e se isolou ainda mais na liderança do Grupo A8. O resultado também ampliou a sequência invicta da equipe para 10 partidas na temporada.

Diante de 4.253 torcedores no Frasqueirão, ABC e Sousa-PB fizeram um primeiro tempo equilibrado e com poucas oportunidades claras de gol. O time potiguar teve maior posse de bola, mas encontrou dificuldades para furar a marcação da equipe paraibana, que apostava nos contra-ataques.

Na volta do intervalo, o técnico Waguinho Dias mexeu na equipe e viu o banco de reservas surtir efeito. Aos 10 minutos da etapa final, Rikelmi aproveitou cruzamento de Luiz Fernando para abrir o placar e colocar o ABC em vantagem.

Pouco depois do gol, o Sousa-PB ficou em situação ainda mais complicada na partida. Felipe Jacaré recebeu cartão vermelho e deixou a equipe paraibana com um jogador a menos.

Com superioridade numérica em campo, o ABC passou a controlar ainda mais o confronto e ampliou aos 27 minutos. Após cobrança de escanteio de Wallyson, Luiz Fernando apareceu para marcar o segundo gol alvinegro e fechar o placar no Frasqueirão.

O resultado mantém o ABC em momento positivo na Série D e fortalece a campanha da equipe rumo à classificação para a próxima fase da competição nacional.

Classificação do Grupo A8

Com a vitória, o ABC Futebol Clube chegou aos 16 pontos e segue na liderança do Grupo A8 da Série D do Campeonato Brasileiro 2026. Já o Sousa-PB vive momento oposto e venceu apenas 4 jogos dos últimos 10 disputados. A equipe permanece em com 9 pontos na terceira colocação do grupo, mas pode deixar o G4 com o complemento da rodada.

 

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