quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões a fornecedores, empregados e em tributos

 


Com o fluxo de caixa negativo, os Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores, tributos federais, o fundo de pensão Postalis e o plano de saúde Postal Saúde. Os dados constam em um documento interno de análise da situação financeira da estatal, obtido com exclusividade pelo g1.

A empresa enfrenta crises econômico-financeiras sucessivas e, para lidar com o cenário, criou em junho um Comitê Executivo de Contingência, vinculado à presidência, que adotou uma política de postergação deliberada de pagamentos para preservar a liquidez.

Ao todo, foram adiadas as seguintes obrigações:

  • INSS Patronal: R$ 1,44 bilhão;
  • Fornecedores: R$ 732 milhões;
  • Postal Saúde: R$ 545 milhões;
  • Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões
  • Remessa Conforme: R$ 346 milhões;
  • Postalis: R$ 135 milhões.

A estatal informou que, nos nove primeiros meses de 2025, arrecadou R$ 16,94 bilhões, mas tinha obrigações de R$ 20,65 bilhões. Caso os pagamentos tivessem sido feitos no prazo, o déficit operacional estimado seria de R$ 2,77 bilhões, acima da capacidade de cobertura no período.

O documento aponta ainda que parte do desequilíbrio resulta do acúmulo de dívidas de 2024, empurradas para 2025. A dívida dos Correios aumentou em R$ 1 bilhão e os principais afetados foram com:

  • INSS Patronal: R$ 696 milhões a mais (eram R$ 741 milhões);
  • Tributos PIS/COFINS: R$ 249 milhões a mais (R$ 208 milhões);
  • Postal Saúde: R$ 182 milhões a mais (eram R$ 363 milhões);
  • Fornecedores: R$ 80 milhões a mais (eram R$ 652 milhões);
  • Remessa Conforme: R$ 75 milhões a mais (eram R$ 271 milhões).

Apesar disso, os Correios estimam um prejuízo contábil menor em 2025, de R$ 5,8 bilhões, abaixo das perdas registradas no terceiro trimestre do ano.

 

A PF no entorno de Alysson Bezerra

 


As novas descobertas da Operação Mederi aumentam consideravelmente o nível de gravidade no entorno do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), que é apontado pela Polícia Federal de ocupar o “topo” da organização criminosa que desviou o dinheiro da saúde pública de Mossoró por meio de contratos fraudulentos e pagamento de propina.

Dois pontos são devastadores:

1 – o uso de “conta laranja” em nome de uma menor de idade para fazer escoar os recursos desviados;

2 – A apreensão de maços de dinheiro na casa do secretário Almir Mariano, considerado um dos auxiliares da maior confiança de Allyson Bezerra.

Esses fatos, revelados pelo jornal Estadão, de São Paulo, e pelo jornalista Dinarte Assunção, estão nos autos da Operação Mederi, autorizada pelo desembargador federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PE).

Allyson Bezerra, que já teve a casa visitada pela Polícia Federal com ordem de busca e apreensão, está no “olho do furacão”.

Ele sabe que a sua situação é muito delicada e também é consciente que a tendência é piorar.

Daí, sem as armas éticas para enfrentar a realidade da operação da Polícia Federal, e sem força para fazer estancar as investigações, ele recorre ao ambiente midiático, onde é craque, para construir a imagem de vítima e atrair o clamor popular.

Sabedor, porém, que não vai conseguir tocar o coração das instituições sérias que não abrem mão do dever à ética e à moralidade na vida pública.

defato.com

 

Visitante é flagrado tentando entrar com 30 papelotes de drogas no sutiã em penitenciária na Grande Natal

 


Policiais penais da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga (PERCM), localizados em Nísia Floresta, prenderam, por volta das 15h desta quinta-feira (12), um visitante que tentou ingressar na unidade prisional com cerca de 30 papelotes, totalizando 62 gramas de substância ilícita, possivelmente maconha.

O flagrante ocorreu no hall de entrada, durante o procedimento padrão de revista eletrônica por meio do equipamento de escaneamento corporal (bodyscan). Ao passar pelo raio-X, uma mulher, de 21 anos, teve uma anomalia identificada sob as vestes do policial penal responsável pela operação.

De acordo com o diretor da unidade, Reinaldo Galvão, o equipamento apontou irregularidade na região do reforço. Questionada pela equipe, a suspeita confessou que transportava uma droga e que pretendia entregá-la ao companheiro custodiado na unidade.

Diante da situação, os policiais penais deram voz de prisão e encaminharam a mulher à Delegacia de Plantão da Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis. A substância apreendida foi recolhida e encaminhada para análise da Polícia Científica, órgão responsável pela perícia oficial no Estado.

A ocorrência reforça a efetividade do uso de tecnologias de inspeção e o rigor dos protocolos de segurança adotados pela Polícia Penal do Rio Grande do Norte, fundamentais para impedir a entrada de ilícitos nas unidades prisionais e garantir a ordem, a disciplina e a segurança no sistema penitenciário estadual.

 

ROCAM prende suspeito armado e apreende cerca de 300 kg de maconha no RN

 



Nesta quinta-feira (12), policiais da ROCAM do 2º Batalhão realizavam patrulhamento ostensivo no bairro Jucuri quando receberam denúncias de que um homem estaria armado e intimidando moradores em um assentamento próximo à BR.

A equipe foi até o local para averiguação e, durante as diligências, o suspeito tentou fugir ao perceber a presença da viatura, mas acabou sendo contido.

Na ação, os policiais apreenderam 20 pacotes grandes de substância análoga à maconha. Cada pacote continha cerca de 30 embalagens internas, com aproximadamente meio quilo por unidade, totalizando cerca de 300 quilos do entorpecente — considerada uma grande apreensão. Também foram encontradas quatro armas de fogo de fabricação caseira, calibre 12, além de uma motocicleta com registro de roubo, tomada na cidade de Governador Dix-Sept Rosado/RN em 2025.

O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido, junto com todo o material apreendido, à Delegacia Especializada em Narcóticos para os procedimentos cabíveis.

 

Urgente: PGR e ministros do STF defendem afastamento de Toffoli do caso Master

 


Interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de ministros do Supremo Tribunal Federal disseram que cresceu nas duas instituições a defesa de que o ministro Dias Toffoli se afaste do caso como forma de distensionar a pressão sobre os dois órgãos.

A notícia é da CNN Brasil. A expectativa tanto na PGR quanto no STF é de que na reunião da tarde dessa quinta-feira (12) na corte Toffoli seja aconselhado a se afastar. Se ele rejeitar, fontes próximas a Gonet avaliam que ele já considera reverter sua posição até agora no caso de não se posicionar pelo seu afastamento.

Pela legislação, só o próprio Toffoli ou a PGR podem arguir a suspeição dele. Há uma terceira possibilidade de o presidente do STF  admitir a suspeição e levar sua decisão para análise dos demais ministros. Essa hipótese até agora está descartada.

Gonet vem controlando a pressão interna e segurando os pedidos de parlamentares para que julguem Toffoli suspeito. Procuradores com que a CNN conversou nesta quinta-feira apontam que a ampla maioria da categoria defende o afastamento de Toffoli.

 

 

Governo Lula perseguidor: Diretor do Ministério da Justiça é exonerado dias após elogio a Caiado

 


O ministro da Casa Civil da Presidência da República, Rui Costa, exonerou nesta quinta-feira (12/2) o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A exoneração ocorre duas semanas após o servidor fazer elogios públicos à gestão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que pretende disputar a eleição ao Palácio do Planalto contra o presidente Lula.

A notícia é da coluna de Paulo Cappelli, do Metropoles. Agora ex-diretor, Rodney da Silva participou em 27 de janeiro do lançamento de uma plataforma de inteligência artificial do governo goiano voltada à resolução de crimes. Na ocasião, afirmou que Goiás e Santa Catarina são “referências em segurança pública” e citou o estado goiano como exemplo de “inteligência, investimento, qualificação dos quadros e inovação”.

Opositor de Lula, Caiado declarou nesta segunda-feira (9/2) que a definição do nome que representará o partido na disputa presidencial ocorrerá em 15 de abril. Ele figura entre os principais cotados da legenda, ao lado dos governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

Em declaração recente, o governador disse que precisa ampliar sua base eleitoral no Nordeste, região em que o presidente Lula costuma concentrar a maioria dos votos. “Diminuir a derrota no Nordeste é fundamental, ampliar a vitória em São Paulo é fundamental… o estado pêndulo que é Minas Gerais, para assim a gente poder avançar e consolidar no segundo turno”, afirmou.

Já o governador Jorginho Mello, de Santa Catarina, outro estado citado por Rodney Silva, mantém longo histórico de aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2025, ele foi alvo de críticas de Lula por não comparecer à cerimônia de inauguração do Contorno Viário da Grande Florianópolis. “Gente que pensa pequeno, age pequeno”, declarou o petista na ocasião, conforme noticiou o Metrópoles.

Promotor se aposentou para assumir cargo

Rodney da Silva se aposentou Ministério Público de Goiás (MPGO) em 2024, após 26 anos de atuação na instituição, para assumir o cargo de diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A nomeação foi oficializada por portaria de 6 de março daquele ano, publicada no Diário Oficial da União.

Ele ingressou no MPGO em 1998 e ocupou cargos estratégicos ao longo da carreira. Foi coordenador de Inteligência e Segurança Institucional entre 2009 e 2011 e esteve à frente do Centro Integrado de Investigação e Inteligência de 2019 até sua aposentadoria. Também exerceu funções como subprocurador-geral para Assuntos Administrativos e coordenador do Gabinete de Planejamento e Gestão Integrada.

Com a saída de Rodney, o promotor de Justiça Carlos Luiz Wolff de Pina assumiu a chefia da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Goiás.

 

 

Novo local: XXI Fórum do Diagnóstico Precoce da Casa Durval Paiva será realizado no auditório da instituição

 


O XXI Fórum do Diagnóstico Precoce, promovido pela Casa Durval Paiva, terá um novo local. O evento será realizado no auditório da instituição, localizada na Rua Professor Clementino Câmara, 234 – Barro Vermelho - Natal, no dia 18 de março de 2026, das 8h às 13h.

O evento tem como público-alvo profissionais e estudantes da área da saúde e afins, e tem o objetivo de disseminar informações sobre os sinais e sintomas do câncer em crianças e adolescentes, reforçando a importância do diagnóstico precoce. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://forms.gle/g17VbDRnJVu1wuVR7, também disponível na bio do Instagram da instituição (@casadurvalpaiva).

O Fórum integra o projeto “Qualificar para Salvar”, desenvolvido pela Casa Durval Paiva por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), do Ministério da Saúde, e que atua nos municípios pertencentes à 5ª e à 6ª Unidade Regional de Saúde Pública (URSAP). 

A iniciativa reforça que as chances de cura do câncer infantojuvenil podem chegar a 80% quando há diagnóstico precoce, pois, “no relógio da vida, cada segundo conta”.

PROGRAMAÇÃO:

A programação contará com palestras e mesas redondas conduzidas por profissionais de referência na área. Entre os palestrantes, a médica Ana Eduvirges Carneiro de Oliveira, que fará uma mesa redonda, juntamente com Dr. Amilcar Cardoso, que é chefe clínico do Hospital Boldrini/SP, sobre: os tipos mais comuns de câncer infantojuvenil.

Além dela, a enfermeira Rejane Leite de Souza Soares, fará uma palestra sobre “O Panorama do Câncer Infantojuvenil no Brasil”. Encerrando o evento, uma mesa redonda sobre “Cuidados Paliativos”, com as médicas Ana Edwvirgens e Annick Bougrand, que vão abordar o funcionamento da regulação e fluxos necessários para assegurar o início rápido e eficiente do tratamento oncológico infantil.

SERVIÇO:

XXI Fórum do Diagnóstico Precoce

📍 Local: Auditório da CDL Natal 

📅 Data: 18 de março de 2026

🕗 Horário: 8h às 13h

📌 Inscrições: https://forms.gle/g17VbDRnJVu1wuVR7

📞 Informações: (84) 4006-1600 | diagnosticoprecoce@casadurvalpaiva.org.br

Michelle Phiffer

Assessora de Imprensa

 


GOVERNO FÁTIMA: Corpo Técnico do TCE opina pela desaprovação das contas de 2021 após apontar irregularidades gravíssimas na gestão fiscal

 


O corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado opinou pela desaprovação das contas anuais de 2021 da governadora Maria de Fátima Bezerra, após identificar um conjunto de irregularidades classificadas como gravíssimas e graves, sobretudo na área fiscal, na gestão de pessoal e no cumprimento de regras orçamentárias. Com informações de Robson Pires.

A manifestação conclusiva é enfática ao afirmar que os achados comprometem o equilíbrio das contas públicas e configuram descumprimento direto da Lei de Responsabilidade Fiscal. Entre os pontos considerados mais relevantes está a promoção, por iniciativa do Poder Executivo, de alterações na estrutura de carreiras e a concessão de vantagens remuneratórias que implicaram aumento de despesas com pessoal mesmo com o Estado já acima do limite legal. O relatório aponta afronta ao artigo 22 da LRF, que veda esse tipo de medida quando o ente ultrapassa o limite prudencial. A ocorrência foi classificada como irregularidade de natureza gravíssima.

Outro fator determinante para a opinião pela desaprovação foi a inscrição de R$ 586,2 milhões em restos a pagar não processados ao final do exercício, apesar de o Estado apresentar insuficiência de caixa superior a R$ 1,45 bilhão. Para os auditores, a medida descumpre o regramento fiscal ao assumir compromissos sem disponibilidade financeira, transferindo obrigações para exercícios seguintes e agravando o desequilíbrio estrutural das contas públicas. Também nesse caso, a classificação atribuída foi de irregularidade gravíssima.

A análise técnica ainda identificou falhas na gestão de recursos vinculados à educação. O Estado encerrou 2021 com superávit do Fundeb oriundo de 2020 no valor de R$ 10,5 milhões que não foi utilizado dentro do prazo legal. A situação descumpre o artigo 25, parágrafo 3º, da Lei nº 14.113/2020, que estabelece regras para aplicação dos recursos do fundo até o fim do exercício subsequente. Embora classificada como irregularidade grave de baixa materialidade, a ocorrência evidencia deficiência no planejamento e na execução orçamentária de recursos vinculados.

Também foram apontadas irregularidades nos repasses duodecimais aos demais Poderes e órgãos autônomos. Segundo o relatório, as transferências ocorreram em datas posteriores ao limite constitucional e apresentaram divergências em relação à programação financeira, ao cronograma mensal de desembolso e à dotação prevista na Lei Orçamentária Anual de 2021. Para a equipe técnica, o fato compromete o modelo de autonomia financeira assegurado pela Constituição e foi enquadrado como irregularidade grave.

Ao concluir a instrução, o corpo técnico afirma que, diante do conjunto dos achados — especialmente as ocorrências classificadas como gravíssimas na área de pessoal e na inscrição de despesas sem lastro financeiro — impõe-se a emissão de opinião técnica pela desaprovação das contas de 2021.

A manifestação ainda será analisada pelo relator do processo e posteriormente submetida ao Pleno do Tribunal, que emitirá parecer prévio a ser encaminhado à Assembleia Legislativa, responsável pelo julgamento político das contas. Diferentemente de 2020, quando o entendimento técnico não foi pela desaprovação em razão do contexto excepcional da pandemia, a análise de 2021 aponta que as falhas decorrem de decisões administrativas incompatíveis com as regras estruturais de responsabilidade fiscal.

Até agora, apenas as contas de 2019 da governadora Fátima Bezerra foram analisadas no TCE. Embora tenha tido parecer pela reprovação, inclusive com votação da maioria nesse sentido, depois o parecer foi modificado com o voto vista do conselheiro George Soares, que fez a maioria dos conselheiros votarem o voto e o relatório foi aprovada por 5 votos a 1 pela aprovação com ressalvas.

A sequência das análises técnicas do TCE apontam não apenas falhas pontuais, mas problemas de natureza estrutural na condução da política fiscal do Estado ao longo do exercício.

 

Alerta no RN: 'Superfungo' se espalha em hospital e força isolamento de áreas

 


Por Júnior Lins

O caso do chamado 'superfungo' Candidozyma auris (anteriormente conhecido como Candida auris) no Rio Grande do Norte ganhou novos desdobramentos. Fontes ouvidas pelo Portal 96 informaram que a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está realizando testes em equipamentos do Hospital Central Coronel Pedro Germano, o Hospital da Polícia Militar, em Natal, onde o primeiro paciente diagnosticado segue internado.

De acordo com as informações repassadas, exames realizados em equipamentos hospitalares, como macas e cadeiras de rodas, apresentaram resultado positivo para o fungo. Diante da confirmação, leitos da unidade estariam sendo fechados como medida preventiva para evitar a contaminação de outros pacientes.

O paciente diagnosticado permanece internado no hospital, em isolamento, conforme já havia informado a Sesap. Ele estava em tratamento para outra enfermidade, e o fungo foi identificado durante a internação.

Medidas de contenção

Desde a confirmação do caso, equipes de vigilância em saúde do estado realizam o monitoramento e o rastreio dentro da unidade hospitalar. A presença do fungo em superfícies reforça uma das principais características do Candidozyma auris: a capacidade de sobreviver por longos períodos no ambiente hospitalar, aderindo a equipamentos e materiais utilizados na assistência aos pacientes.

Segundo a Sesap, a transmissão ocorre principalmente por contato direto, especialmente em ambientes hospitalares. Fora desse contexto, o nível de transmissibilidade é considerado baixo.

O fechamento de leitos faz parte dos protocolos de controle de infecção hospitalar, que incluem isolamento, reforço na higienização e testagem de superfícies e profissionais, quando necessário.

O que é o 'superfungo'

Identificado pela primeira vez em 2009, o Candidozyma auris é considerado uma ameaça global à saúde pública. O fungo pode causar infecções graves, principalmente em pacientes hospitalizados e com o sistema imunológico comprometido.

No Brasil, os primeiros registros ocorreram na Bahia, em dezembro de 2020. Desde então, casos e surtos vêm sendo identificados em outros estados.

Uma das maiores preocupações das autoridades sanitárias é a resistência do fungo a diferentes classes de antifúngicos, o que dificulta o tratamento. A taxa de mortalidade associada às infecções pode chegar a 50%, a depender do quadro clínico do paciente. Por isso, o micro-organismo é classificado como prioritário e crítico pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pesquisas da UFRN apontam como age 'superfungo'

Pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) também têm contribuído para o debate sobre o avanço da resistência desse tipo de fungo.

Segundo o pesquisador Rafael Wesley Bastos, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária da UFRN e vice-coordenador do Grupo de Estudo e Ações em Saúde Única, o uso de agrotóxicos pode estar relacionado ao surgimento de fungos mais resistentes aos medicamentos usados na medicina humana.

“Se o fungo se torna capaz de resistir ao agrotóxico, ele pode acabar se tornando resistente também aos remédios usados na medicina humana”, alerta o pesquisador.

Dados apresentados por ele em evento realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), apontam que 94% dos isolados de Candidozyma auris resistentes ao antifúngico fluconazol também apresentavam resistência ao agrotóxico tebuconazol, amplamente utilizado na agricultura.

As autoridades de saúde seguem monitorando o caso no Hospital da PM e reforçam que as medidas de controle estão sendo adotadas para impedir a disseminação do fungo na unidade.

 

Toffoli, filha e ex-mulher somam R$ 26 milhões em imóveis em Brasília

 


Ao longo dos últimos anos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e seu núcleo familiar construíram um patrimônio imobiliário considerável no Distrito Federal.

A reportagem é do Metrópoles. A última aquisição é um apartamento de alto padrão, de 154 metros quadrados, no Setor Noroeste, bairro com o metro quadrado mais caro do DF.

A propriedade foi comprada pela filha de Toffoli, Pietra Ortega Toffoli, por R$ 2,5 milhões, em fevereiro passado. A escritura não menciona alienação fiduciária a bancos, ou seja, financiamento. Isso sugere que o imóvel foi comprado à vista.

Hoje com 25 anos, Pietra ingressou no curso de odontologia da Universidade de Brasília (UnB) em 2018. Toffoli disse à coluna, por meio da assessoria, que “todas as receitas e patrimônios do ministro estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal do Brasil”.

Toffoli: imóveis para empregadas domésticas

O imóvel adquirido mais recentemente por Toffoli é um apartamento no Noroeste, de 47 metros quadrados. A propriedade foi avaliada em R$ 600 mil por corretores consultados pela coluna. Foi adquirida em abril de 2024 pelo ministro. No entanto, o valor declarado na escritura foi de apenas R$ 183 mil — o que está fora da realidade de mercado do bairro.

No ato da compra, os donos anteriores cedem o direito de “usufruto vitalício” a uma mulher de 50 anos identificada no documento como empregada doméstica.

Em maio de 2022, Toffoli comprou uma quitinete no Lago Norte, com 31 m². O valor declarado foi de R$ 79,5 mil. Na época, o imóvel valia entre R$ 240 mil e R$ 250 mil. Hoje, corretores avaliam a mesma propriedade em cerca de R$ 350 mil.

A escritura transfere o “usufruto vitalício” do imóvel a outra mulher, de 54 anos, também identificada como empregada doméstica.

Ela informou como um de seus endereços anteriores outra propriedade da família Toffoli: uma casa de 451 metros quadrados no Lago Norte.

Com dois andares e piscina, esse imóvel também está em nome de Pietra, filha do ministro. A casa foi comprada por Toffoli ainda em 2006, por R$ 700 mil. No entanto, em 2023, o ministro transferiu a propriedade para a filha, declarando o valor de R$ 2,3 milhões.

Segundo corretores especializados na região, uma casa com metragem semelhante na mesma quadra não sai por menos de R$ 4,2 milhões.

Os bens do clã Toffoli-Rangel: R$ 26,4 milhões

Em apenas três anos, de 2022 a 2025, Toffoli, a filha e sua então mulher, a advogada Roberta Rangel, adquiriram quatro novos imóveis, avaliados em cerca de R$ 4,9 milhões. Assim como no caso do apartamento no Noroeste, não há menção a financiamentos nas escrituras.

Somados, todos os imóveis em nome de Toffoli, da filha Pietra, de Roberta Rangel e do escritório chegam a R$ 26,5 milhões em valor de mercado. Só os bens em nome do escritório somam cerca de R$ 12 milhões.

A conta é pertinente, pois o volume de trabalho de Roberta Rangel aumentou nos tribunais superiores desde a nomeação de Toffoli para o STF. O número de causas dela no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) cresceu 140% após a nomeação do ex-marido.

Enquanto esteve casada com Toffoli, Roberta Rangel também arrematou um apartamento de 83 m² no mesmo Setor Noroeste. A aquisição, à vista, ocorreu em outubro de 2023. À época, o valor declarado na escritura foi de R$ 669 mil. Hoje, porém, um apartamento com a mesma metragem e no mesmo prédio é anunciado por R$ 1.250.000,00.

Em dezembro passado, após o fim do relacionamento com Toffoli, Roberta Rangel comprou mais um apartamento. Desta vez, uma cobertura na Asa Norte, com área de 259 m². Um imóvel no mesmo prédio, de alto padrão, está anunciado por R$ 4,1 milhões. Novamente, não há menção a financiamento bancário na escritura.

Antes de se tornar ministro do STF, em outubro de 2009, Toffoli foi sócio de um escritório de advocacia. A banca levava o nome de “Toffoli & Rangel Advogados”, mas hoje é apenas “Rangel Advogados”.

O escritório era conduzido por Dias Toffoli e pela advogada Roberta Maria Rangel, que anos mais tarde viria a se casar com o ministro — os dois oficializaram a união em dezembro de 2013 e ficaram juntos pelo menos até meados do ano passado. O ministro foi sócio do escritório de agosto de 2005 a fevereiro de 2007.

“O terreno é da sogra do Toffoli”

Meses depois de Dias Toffoli tomar posse como ministro do STF, o Rangel Advogados fez uma importante aquisição: um terreno de 1.875 m² no Lago Norte. O valor declarado na compra, realizada em dezembro de 2009, foi de R$ 1 milhão. Hoje, a propriedade vale pelo menos R$ 7 milhões, segundo corretores consultados pela coluna.

A primeira dona do terreno foi a ex-deputada federal Ivete Vargas (1927-1984), sobrinha-neta do ditador Getúlio Vargas (1882-1954).

Terreno do escritório Rangel Advocacia no Lago Norte

Na escritura consta o nome de casada da então presidente do antigo partido PTB: Cândida Ivete Vargas Martins. Ela é descrita no documento como “funcionária pública” e moradora do Rio de Janeiro (RJ).

No jargão imobiliário de Brasília, o terreno é chamado de “ponta de picolé”: fica no fim da rua, com os fundos dando acesso direto ao Lago Paranoá. O terreno está vazio, tomado pelo mato.

Anos atrás, os donos cercaram o local com alambrado, depois que passou a ser usado por banhistas para acessar o lago. Questionado pela coluna, um vizinho disse que o terreno seria “da sogra do Toffoli”.

Além desse imóvel, o Rangel Advogados também comprou, em agosto de 2009, um conjunto de salas que somam 295 m². Esse imóvel fica em um prédio de escritórios ao lado dos principais tribunais superiores de Brasília. Hoje, vale pelo menos R$ 4,4 milhões e é o endereço do Rangel Advogados até hoje.

Toffoli admite ser sócio de empresa dona do Tayayá

Até esta quinta-feira (12/2), Toffoli nunca havia mencionado publicamente nenhuma outra fonte de renda além do subsídio do STF — em janeiro, a remuneração líquida foi de R$ 46.571,74.

Nesta quinta, o ministro admitiu, em nota, ser sócio de dois de seus irmãos na empresa Maridt Participações S.A. Apesar de estar registrada em uma casa simples e sem indícios de atividade empresarial em Marília (SP), a Maridt era dona de 17% do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (SP), até março passado.

Na Receita Federal, o capital social declarado da Maridt é de apenas R$ 150.

Toffoli detalhou a participação na Maridt após a revelação de supostas mensagens no celular do empresário mineiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que tratariam de pagamentos ao ministro. Ele disse ter recebido valores da Maridt ao longo de anos. Todos os recursos teriam origem lícita e sido devidamente declarados, segundo ele.

 

 

Deputada Cristiane Dantas critica mais um imposto cobrado pelo Governo Fátima e alerta para aumento de preços no RN

 


A deputada estadual Cristiane Dantas critica a Instrução Normativa nº 001/2026 da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-RN), que determina o recolhimento do adicional do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECOP) sobre o estoque de mercadorias consideradas supérfluas existente em 31 de janeiro de 2026.

A norma estabelece que os estabelecimentos devem levantar o estoque existente; acrescentar 40% de Margem de Valor Agregado (MVA) sobre o valor de aquisição mais recente; aplicar, sobre esse valor já acrescido, a alíquota de 2% do FECOP; e recolher o imposto até 15 de fevereiro. Para a parlamentar, o impacto vai além do percentual anunciado.

 “Não é apenas 2%. Primeiro se infla o valor da mercadoria em 40% e só depois se aplica o adicional. Na prática, o impacto é maior do que parece. Como um exemplo, se um pequeno distribuidor tiver R$ 100 mil em bebidas no estoque em 31 de janeiro, com a aplicação da MVA de 40%, o valor passa a ser considerado R$ 140 mil e sobre esse valor total incidem 2% de FECOP, sendo assim o imposto a recolher será de R$ 2.800. É uma carga pesada”, afirmou.

Ainda segundo a deputada, o problema é que essa cobrança ocorre antes mesmo da venda da mercadoria, atingindo diretamente o capital de giro das empresas. A medida atinge inclusive empresas optantes pelo Simples Nacional quando atuam como substitutas tributárias como salões de beleza que trabalham com cosméticos; pequenos comércios de bairro; distribuidoras de bebidas; bares e restaurantes e pequenas indústrias do setor. “Muitos desses empreendedores já operam com margens apertadas. Se o custo aumenta antes da venda, o repasse ao consumidor se torna inevitável”, avalia.

Reflexo no Carnaval

A parlamentar lembra que a cobrança ocorre às vésperas do Carnaval, período de forte movimentação econômica no Estado. Com a incidência do adicional sobre bebidas alcoólicas, há expectativa de aumento nos preços praticados por bares, restaurantes e ambulantes. “A cerveja do Carnaval pode ficar mais cara. Isso afeta desde o pequeno ambulante até o consumidor final”, destacou Cristiane Dantas.

Embora o FECOP tenha como finalidade financiar políticas de combate à pobreza, a deputada defende que o Governo avalie os impactos indiretos da medida. “É preciso equilíbrio. Não podemos ampliar a arrecadação sufocando quem gera emprego e renda. O combate à pobreza não pode significar aumento generalizado de preços para a população”, declarou.

 

 

Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões a fornecedores, empregados e em tributos

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