O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André
Mendonça teria se transformado em um dos principais obstáculos para uma ala do
órgão que atua politicamente nos bastidores, segundo análise do colunista do
portal Metrópoles, Mário Sabino.
Na avaliação do colunista, a pressão sobre André
Mendonça aumentou porque o ministro é relator de dois casos de grande
repercussão: as investigações sobre o Banco Master e as fraudes contra
aposentados e pensionistas do INSS. O segundo inquérito acabou alcançando
também Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
O colunista aponta que setores do STF, além da direção
da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, estariam tentando
limitar a atuação de André Mendonça e retirar dele a investigação envolvendo
Lulinha.
Um dos movimentos citados é a tentativa de levar o
inquérito de Lulinha para a primeira instância, sob o argumento de que ele não
possui foro privilegiado. Mário Sabino questiona, porém, o fato de a mesma
lógica não ter sido aplicada a outro inquérito envolvendo Lulinha que está sob
a relatoria do ministro Flávio Dino.
De acordo com o colunista, André Mendonça estaria
resistindo à pressão e decidido a manter sob sua relatoria a investigação. Ele
também afirma que o ministro poderá enfrentar uma disputa ainda maior no caso
Banco Master, diante de possíveis desdobramentos envolvendo integrantes do
próprio STF.
Para Sabino, a resistência de Mendonça incomoda
porque as investigações podem atingir interesses políticos em um ano eleitoral.
O ministro, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, vem ganhando
protagonismo justamente em processos que envolvem personagens dos dois lados da
polarização política.











