quarta-feira, 20 de maio de 2026

Ex-prefeito Allyson Bezerra é apontado em escutas da PF como peça-chave de esquema investigado pela Operação Mederi

 


O ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), aparece no centro das investigações da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal para apurar supostas irregularidades em contratos públicos de fornecimento de medicamentos no Rio Grande do Norte.

De acordo com transcrições anexadas aos autos da investigação, sócios da distribuidora Dismed apontam a Prefeitura de Mossoró como principal sustentação financeira da empresa no Estado.

As conversas interceptadas pela PF ocorreram em maio de 2025 e revelam discussões sobre volume de compras, contratos públicos e impacto financeiro das negociações firmadas com o município.
Em um dos diálogos destacados pela investigação, um dos interlocutores afirma que “sem Mossoró não teria volume”, sugerindo que os contratos mantidos durante a gestão Allyson Bezerra seriam fundamentais para a operação da empresa e para sua competitividade em licitações realizadas em outras cidades potiguares.

As interceptações também mencionam que o alto volume de compras realizadas pela Prefeitura de Mossoró teria influência direta na formação de preços da distribuidora, fortalecendo sua atuação no mercado de contratos públicos.

Segundo dados reunidos pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), Mossoró teria repassado aproximadamente R$ 13,5 milhões à Dismed entre 2021 e 2025.

Conforme a perícia citada no processo, o montante representa cerca de 59% de todos os pagamentos identificados pela investigação envolvendo seis municípios do Rio Grande do Norte.

Os relatórios da Operação Mederi ainda apontam forte concentração contratual envolvendo a administração mossoroense. Em parte do período investigado, os contratos da Prefeitura de Mossoró teriam superado, sozinhos, a soma de contratos relevantes da empresa com outros municípios analisados pela investigação.

Outro dado considerado relevante pela Polícia Federal é o crescimento dos pagamentos em 2024, quando os contratos entre Mossoró e a distribuidora teriam alcançado cerca de R$ 5,86 milhões em apenas um ano.

A Operação Mederi investiga possíveis fraudes, direcionamento de licitações e irregularidades em contratos públicos ligados ao fornecimento de medicamentos. As apurações têm como base documentos, perícias técnicas e interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

As defesas dos investigados negam qualquer irregularidade e afirmam que os contratos seguiram os trâmites legais previstos na legislação. O caso segue sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

 Fonte: Robson Pires

Operação Mederi amplia pressão sobre prefeitos do Oeste potiguar

 


A Operação Mederi, conduzida pela Polícia Federal e acompanhada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), continua avançando sobre contratos milionários na área da saúde envolvendo prefeituras do Rio Grande do Norte. A investigação aponta suspeitas de fraudes em licitações e fornecimento de medicamentos, com prejuízo mínimo estimado em R$ 13,3 milhões aos cofres públicos.

O principal foco financeiro da investigação permanece sendo Mossoró, município administrado anteriormente por Allyson Bezerra. A manutenção dos bloqueios judiciais demonstra que a Justiça Federal vê necessidade de garantir eventual ressarcimento ao erário diante da gravidade das suspeitas investigadas.

Mas o cerco não estaria restrito apenas a Mossoró. Nos bastidores políticos e jurídicos, cresce a repercussão de que a investigação também alcança contratos e movimentações ligados às administrações da prefeita Mariana Almeida, em Pau dos Ferros, e do prefeito Sabino Neto, em Apodi. O avanço das apurações tem causado apreensão política no Alto Oeste potiguar, especialmente pelo temor de novos desdobramentos envolvendo contratos da saúde pública.

Fonte: Robson Pires

Nelter Queiroz denuncia atraso salarial de terceirizados, denuncia falta de segurança em Hospital Regional de Caicó e cobra recuperação da RN-203 em Santana do Matos

 


O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) voltou a subir à tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (19), para fazer duras cobranças ao Governo do Estado diante do atraso salarial de servidores terceirizados da saúde, da insegurança em unidades hospitalares e da precariedade das rodovias estaduais.

Durante o pronunciamento, o parlamentar denunciou novamente o atraso salarial enfrentado por trabalhadores terceirizados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e lamentou os impactos diretos causados à população. Nelter citou a repercussão de um vídeo que circula nas redes sociais, no qual um enfermeiro deixa o plantão para comprar alimentação após a suspensão dos serviços de fornecimento de refeições devido à falta de pagamento aos terceirizados.

Segundo o deputado, a situação expõe o colapso vivido pela saúde pública estadual e afeta não apenas os trabalhadores, mas também pacientes, acompanhantes e profissionais que atuam diariamente nas unidades hospitalares. “É inadmissível que profissionais que salvam vidas diariamente estejam passando por esse tipo de constrangimento. Estamos vendo terceirizados sem receber salários e, como consequência, acompanhantes, pacientes e servidores ficando sem alimentação dentro dos hospitais públicos do nosso Estado”, criticou.

Além da crise envolvendo os terceirizados, Nelter Queiroz também demonstrou preocupação com a falta de segurança no Hospital Regional Telecila Freitas Fontes, em Caicó, após a invasão criminosa registrada na madrugada desta terça-feira (19). “O que aconteceu em Caicó é extremamente grave. Profissionais da saúde foram aterrorizados dentro do próprio ambiente de trabalho. Isso mostra o nível de insegurança que estamos vivendo no Rio Grande do Norte”, lamentou o deputado.

RODOVIAS

Ainda durante o pronunciamento, Nelter renovou cobrança ao Departamento de Estradas de Rodagens do RN (DER/RN) pela recuperação urgente da RN-203, no trecho entre o município de Santana do Matos e a RN-118, passando pelo Distrito Barão de Serra Branca. Segundo o parlamentar, a rodovia encontra-se em situação crítica, com inúmeros buracos, desgaste acentuado da malha asfáltica e riscos constantes para motoristas, motociclistas e demais usuários que trafegam diariamente pela região.

Nelter destacou a importância estratégica da via para a integração entre municípios das regiões Central, Vale do Açu e Seridó, além de sua relevância para o escoamento da produção rural, deslocamento de estudantes, trabalhadores e pacientes. “Seguiremos cobrando ações concretas do Governo do Estado. O povo do Rio Grande do Norte não aguenta mais sofrer com descaso, insegurança e falta de respeito”, concluiu.

 

 

PSDB: quarteto decide caminhar junto para anunciar apoio ao Governo

 


Uma fonte tucana revelou ao Blog do Gustavo Negreiros que pelo menos o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, a deputada Cristiane Dantas, o líder do PSDB na Assembleia, Taveira Júnior e o prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, secretário-geral do partido, vão desembarcar juntos no mesmo candidato ao Governo. 

Porta-voz do PSDB e articulador da nominata, Fábio Dantas já deu sinais que hoje o grupo vem sendo assediado pelo menos por dois postulantes: Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT).

Inclusive, Allyson Bezerra (União Brasil) não desistiu dessa turma. Vem usando o vice-governador Walter Alves (MDB) como elo com Ezequiel.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Leilão de energia abre disputa bilionária, pressiona governo Lula e pode encarecer conta de luz

 


Um leilão realizado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para contratar energia de usinas térmicas e hidrelétricas por 15 anos abriu uma disputa bilionária entre gigantes do setor elétrico, virou uma nova frente de pressão contra o petista em ano eleitoral e ainda pode ter um impacto de mais de R$ 800 bilhões na conta de luz dos consumidores de todo o País.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia afirmou que o leilão “foi conduzido em estrita observância a todos os preceitos técnicos e legais” (leia mais abaixo). No dia do leilão, realizado em março, o ministro Alexandre Silveira disse que o resultado foi “um dia histórico para o setor elétrico brasileiro” e garantiu segurança enérgica para a próxima década. Analistas do setor ouvidos pelo Estadão fazem críticas ao leilão, mas concordam que um eventual cancelamento oferece muitos riscos.

O certame teve entre os vencedores a Eneva, empresa que pertence ao BTG, de André Esteves; a Âmbar Energia, dos irmãos Joesley e Wesley Batista; e a Petrobras, controlada pelo governo federal. A Casa dos Ventos, empresa de energia eólica do empresário Mário Araripe, passou a atuar para anular o leilão.

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados elaborou um relatório apontando supostas irregularidades no leilão e pedindo providências ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu a homologação do leilão até uma decisão judicial sobre o certame, que pode vir a qualquer momento.

Em análise preliminar, o TCU decidiu não suspender o certame, mas abriu um processo e deve emitir uma decisão até o dia 21 de maio, quando o Executivo começará a homologar os primeiros contratos. Em paralelo, parlamentares do Partido Novo apresentaram um projeto de decreto legislativo para anular o leilão. O MPF já se manifestou à Justiça pedindo a suspensão dos contratos.

O relatório da Câmara foi extraído de uma audiência pública coordenada pelo deputado Danilo Forte (União-CE). Segundo a análise, o governo contratou projetos em quantidade maior que a necessária, com preço exagerado, concentrou-se em grandes grupos econômicos e ignorou fontes renováveis de energia que seriam mais econômicas e mais recomendadas aos atuais desafios do sistema elétrico nacional.

Por trás das tentativas de cancelar o leilão estão os interesses de empresas do setor de energia eólica e solar, que tentaram entrar no certame mas não foram contempladas. A maior impactada é a Casa dos Ventos, que pertence ao empresário Mário Araripe, próximo a Danilo Forte. A empresa defendia a inclusão de um sistema de baterias no leilão, que armazena energia produzida por fontes eólica e solar, o que não aconteceu. O deputado é articulador de projetos do empresário no Ceará e a esposa de Forte é advogada de uma associação que defende interesses de empresas de energias renováveis.

O formato do leilão teria sido uma “aberração metodológica”, segundo o relatório da Câmara. O impasse, com possibilidade de suspensão, tem gerado insegurança jurídica no setor porque uma revisão do leilão já realizado impactaria uma cadeia de negócios. O certame atraiu investimentos privados bilionários, como, por exemplo, aportes de empresas fornecedoras de gás para termelétricas produzirem energia.

A Petrobras defendeu o regime e disse que o modelo é coerente com as necessidades nacionais. A Eneva afirmou que o avanço de fontes renováveis no sistema nacional acaba por aumentar a necessidade de capacidade “firme” e que o leilão foi crucial para o desenvolvimento energético do País (leia mais abaixo).

A Âmbar Energia e a Casa dos Ventos não se manifestaram.

O deputado Danilo Forte disse que o formato do leilão foi na contramão do discurso do governo Lula, que se apresenta como incentivador da transição energética. O parlamentar confirmou que os negócios de Araripe são afetados, mas outros 490 projetos de renováveis no Nordeste também são prejudicados, segundo ele.

“Há uma política declarada desse governo e desse ministério contra a transição (energética) e contra as renováveis de sol e vento do Nordeste. Estimulam o investimento e depois tiram o pessoal da rede. A China fez leilão de bateria, a Califórnia fez. Agora, contrataram térmica demais, e não vão fazer o de bateria. Não é questão pessoal. É questão coletiva, de projeto de desenvolvimento, de transição energética que o mundo todo clama”, afirmou.

A origem da disputa

Em outubro do ano passado, o Ministério de Minas e Energia, do ministro Alexandre Silveira, lançou as diretrizes para o Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026) para contratar, principalmente, empreendimentos de geração termelétrica movidos a gás natural e carvão mineral.

Uma parte menor visou à ampliação de hidrelétricas e óleo diesel e biodiesel. O leilão foi realizado nos dias 18 e 20 março deste ano.

Diferente de uma compra tradicional de energia, o leilão de capacidade serve para contratar usinas que só entram em operação quando o sistema nacional mais precisa, como nos períodos de estiagem que afetam a produção das hidrelétricas ou nos horários de maior consumo de energia, entre 18h e 22h. Neste intervalo, não há geração solar e, com o aumento da demanda, o sistema precisa de potência para fornecer energia rapidamente sem provocar apagões.

Com o leilão, as usinas poderão acrescentar aproximadamente 19 gigawatts (GW) de potência no sistema. O volume contratado supera a capacidade instalada de Itaipu e representa cerca de um quarto do consumo de energia médio diário brasileiro.

As empresas vencedoras terão uma receita estimada em R$ 515 bilhões nos próximos 15 anos somente pela disponibilidade. Quando forem efetivamente acionadas, os pagamentos aumentam e podem passar de R$ 800 bilhões, segundo estimativas técnicas. Toda a fatura será repassada para a conta de luz dos consumidores.

A Eneva, do BTG, é dona da usina com a maior receita do leilão, calculada em R$ 35 bilhões - a Jandaia II, no Ceará, movida a gás natural -, e teve ao menos 12 projetos selecionados. O grupo abarcou 4,92 GW da demanda contratada no leilão, aproximadamente 26% de toda a demanda, segundo estimativa do TCU, e deve faturar R$ 134 bilhões em 15 anos. Em 2025, a companhia registrou uma receita operacional líquida de R$ 4,9 bilhões.

A Petrobras, por sua vez, conseguiu recontratar nove usinas térmicas que estavam ficando sem contrato, totalizando uma receita estimada em R$ 44 bilhões no período. No ano passado, a estatal teve uma receita de vendas de R$ 497,6 bilhões.

A Âmbar vinha em uma estratégia de ampliação de espaço no mercado e, três meses antes do leilão, anunciou a compra da Usina Termelétrica Norte Fluminense e do projeto da Usina Termelétrica Norte Fluminense 2, em Macaé (RJ), em uma das regiões mais estratégicas para o sistema elétrico brasileiro.

A usina a gás natural existente tem uma potência instalada de 826 MW e dará uma receita total de no mínimo R$ 11,7 bilhões em dez anos. Em 2024, ano do último balanço disponível, a Âmbar registrou uma receita operacional líquida de R$ 1,4 bilhão. A empresa dos Batista também tem comprado outros projetos do leilão.

O governo queria realizar o leilão em 2024, mas atrasou devido a disputas judiciais e entraves dentro da própria administração envolvendo o modelo da contração. O último havia sido em 2021.

O setor de energias renováveis apostava em uma alternativa que considera mais barata e eficaz: um armazenamento da energia produzida durante o dia em um sistema de baterias que poderiam ser acionadas à noite. O mecanismo vem ganhando espaço em sistemas elétricos de vários países e entrou em evidência por representar uma ampliação de possibilidades da “energia limpa”.

Por isso, o segmento defendia a inclusão das baterias no leilão. O governo estuda uma contratação de baterias desde 2019, chegou a anunciar diversas vezes que faria um leilão específico e até cogitou incluir as baterias no leilão de março - o que não se concretizou.

Em nota à reportagem, o ministério afirmou que “optou por tratar essa tecnologia em leilão específico, considerando o estágio de maturidade regulatória e suas características operativas”. Consultas públicas foram realizadas em 2024 e 2025 e, segundo a pasta, um leilão para baterias “encontra-se em fase de consolidação, com previsão de realização ainda em 2026″.

Para analistas do mercado de energia, as chances de o governo realizar a contratação de baterias ainda em 2026 são baixas porque o tamanho do leilão das termelétricas inviabilizaria a contratação de mais energia por outras fontes.

Os críticos do leilão das térmicas afirmam que as baterias seriam as alternativas mais eficazes porque são mais ágeis para entregar energia aos consumidores nos momentos de maior demanda.

“O problema não foi contratar térmicas, foi contratar 19 GW de térmica. É muito mais do que precisava. E aí foram para um arranjo desequilibrado”, afirmou o ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e CEO da REGE Consultoria, Tiago de Barros Correia. “O ideal seria que tivesse térmica, em uma quantidade menor, e sem térmica a carvão, que é algo que o Brasil não precisa, e tivesse espaço para as baterias. A bateria custa menos da metade, é só olhar os leilões de outros países. Não faz sentido não ter incluído nesse leilão.”

Estadão

 

 

Farra do INSS: PGR nega pedido de amiga de Lulinha e frustra defesa

 


A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra pedido apresentado pela defesa da lobista Roberta Luchsinger – amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha –, para retirar a tornozeleira eletrônica. Ela é investigada no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura a chamada Farra do INSS.

“As circunstâncias presentes ao tempo em que deferidas as cautelares permanecem atuais. Daí a razão por que devam ser integralmente preservadas, em nome da garantia da ordem pública e da instrução penal”, afirmou o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Filho, em documento obtido pela coluna.

Há suspeita de que Roberta Luchsinger mantinha “sociedade de fato” com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, contribuindo com a prática da lavagem de dinheiro.

Na decisão que determinou que a lobista usasse tornozeleira eletrônica, a Polícia Federal apontou que ela mantém elevado “trânsito em estruturas de poder para influenciar decisões destinadas a beneficiar os empreendimentos da organização”.

“Em manifestações recentes apresentadas em virtude de requerimentos de igual teor, o Ministério Público Federal relembrou o fato de que cada uma dessas condutas das quais se fez o necessário resumo foram destacadas como motivo para a aplicação das medidas cautelares contras as quais os requerentes se insurgem. Destacou, ainda, a ligação existente entre os membros da organização, a sua irrecusável vocação para a reiteração dos atos criminosos, além do risco de ocultação dos rastros dos delitos. Concluiu, assim, que como se mantinham inalteradas as premissas fáticas que fundamentaram a decretação das medidas, não haveria motivos para revê-las”, escreveu Hindenburgo Filho.

Com informações de Tácio Lorran - Metrópoles

 

 

Advogado deixa defesa do ex-chefe do BRB em meio a acordo de delação

 


Em meio a tratativas de um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), sofre nova troca em sua defesa. O advogado Eugênio Aragão anunciou, nesta terça-feira (19), que não está mais no caso.

Por meio de nota, Aragão informou os motivos pelos quais deixa a condução da defesa de Paulo Henrique no caso Master. O ex-presidente do BRB está preso desde o dia 16 de abril e é investigado de atuar em uma tentativa de compra do Master pelo BRB, que teria levado o banco público de Brasília a um rombo bilionário.

Para isso, segundo investigações da PF, Paulo Henrique teria recebido vantagens ilíticas de Vorcaro, como R$ 146 milhões em imóveis.

Veja nota de Eugênio Aragão:

“O advogado Eugênio Aragão informa que está deixando a condução da defesa de Paulo Henrique Costa.

Com quase 30 anos de atuação no Ministério Público Federal e extensa trajetória em funções de cúpula da instituição, Eugênio Aragão somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade.

Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”.

 

 

Duplo homicídio no bairro Malvinas, em Mossoró/RN

 



Um duplo homicídio foi registrado durante a madrugada desta quarta-feira (20), no bairro Malvinas, em Mossoró, na região Oeste Potiguar.

De acordo com informações preliminares, criminosos armados invadiram uma residência localizada na Rua Antônio Filgueira e efetuaram diversos disparos contra as vítimas. No local, equipes de perícia encontraram cápsulas de munições dos calibres .38, 9mm, 5.56 e calibre 12. A estimativa é de que mais de 100 tiros tenham sido efetuados durante a ação criminosa.

As vítimas foram identificadas como Rafael Antônio Barbosa, que fazia uso de tornozeleira eletrônica, e Paulo Victor da Silva Diógenes. Ambos morreram ainda no local, antes da chegada do socorro.

Segundo relatos iniciais, teria ocorrido confronto durante a ocorrência, antes da chegada da Polícia Militar. Equipes da PM realizaram o isolamento da área até a chegada da Polícia Civil e do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), responsáveis pelos procedimentos periciais e remoção dos corpos.

Com este caso, Mossoró chega à marca de 64 homicídios registrados em 2026. A motivação do crime ainda será investigada pela Delegacia de Homicídios.

 

Caraubense é condenado a 15 anos por matar mulher a facadas em Patu, RN

 


O Tribunal do Júri Popular do caso Paloma Ferreira teve início nesta terça-feira (19), em Patu, sob esquema reforçado de segurança no fórum da cidade. O julgamento mobilizou atenção da população desde as primeiras horas do dia, com presença de moradores nas imediações do local e clima de forte expectativa pela decisão.

O réu, Pedro Alves Gomes, conhecido como “Pedrão”, de 35 anos natural de Caraúbas, RN, sentou no banco dos acusados para responder pela morte da guarda municipal Paloma Ferreira Gomes, de 25 anos. O crime ocorreu em 14 de julho de 2024, dentro da residência do casal.

De acordo com a acusação apresentada em plenário, a vítima foi atingida por múltiplos golpes de arma branca, sendo oito nas costas e um no peito. O ferimento no tórax permaneceu encravado, segundo os autos do processo. A vítima morreu um dia antes de completar 25 anos.

A abertura da sessão foi marcada por manifestações populares nas proximidades do fórum, em meio à chegada do réu ao local. Em plenário, foram apresentados depoimentos, laudos periciais e demais elementos reunidos durante a investigação. A acusação sustentou a tese de feminicídio, enquanto a defesa buscou questionar a dinâmica dos fatos e a dosimetria da responsabilidade penal.

O julgamento foi conduzido ao longo do dia, com interrogatórios, debates entre acusação e defesa e orientações do magistrado ao Conselho de Sentença. Após a deliberação dos jurados, foi definida a condenação do réu.

Ao final, Pedro Alves Gomes foi condenado a 15 anos de reclusão em regime fechado inicial a ser definido conforme os critérios da sentença. A decisão encerra a fase do júri popular, cabendo ainda eventuais recursos dentro do prazo legal.

 

Operação conjunta captura suspeito com extensa ficha criminal em Afonso Bezerra

 


Nesta terça-feira (19), uma operação conjunta das forças de segurança foi realizada na cidade de Afonso Bezerra para o cumprimento de um mandado de prisão em desfavor de Elian Felipe.

A ação contou com a participação da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, que localizaram e deram cumprimento à ordem judicial contra o suspeito.

Elian Felipe já é conhecido no meio policial. Ele havia sido preso anteriormente no dia 27 de dezembro de 2023 e responde a diversos crimes, entre eles tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, roubo e tráfico de drogas.

As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre a nova prisão nem sobre os desdobramentos da operação.

 

Alckmin é recebido com vaias em evento de prefeitos em Brasília

 


O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) enfrentou um clima hostil nesta terça-feira (19), durante a abertura da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

Escalado para representar o presidente Lula (PT) ausente do evento por cumprir agenda em São Paulo, Alckmin subiu ao palco sob uma mistura de aplausos e vaias que ecoaram pelo auditório e até pela transmissão oficial da cerimônia.

O vice-presidente tentou manter o tom institucional enquanto fazia um balanço das ações do Governo Federal para os municípios. Mas bastaram os primeiros minutos na tribuna para o plenário expor o desconforto de parte dos prefeitos presentes.

As manifestações negativas voltaram no encerramento da fala, ainda que em menor intensidade, evidenciando que o ambiente estava longe da cordialidade que o Palácio do Planalto esperava encontrar em um dos principais encontros políticos municipalistas do país

Em um dos trechos mais políticos do discurso, Alckmin afirmou que Lula nunca perguntou “de que partido era” qualquer prefeito antes de liberar recursos e criticou práticas de perseguição política.

“O presidente Lula nunca perguntou para prefeito nenhum de que partido ele era”, declarou. Em seguida, afirmou que governantes não podem agir como “capitães do mato”, perseguindo adversários políticos ou ameaçando prefeitos com “orfandade administrativa”.

DIÁRIO DO PODER

 

 

Ex-prefeito Allyson Bezerra é apontado em escutas da PF como peça-chave de esquema investigado pela Operação Mederi

  O ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), aparece no centro das investigações da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia ...