Mesmo com investimentos milionários em livros e tendo uma secretária com currículo invejável, Tangará cai para 4,2, enquanto Jaçanã dá um salto para 6,6 com menos recursos.
A recente divulgação dos dados do IDEB (comparações 2023 x 2025 / Fonte: INEP 2026) para a rede municipal de ensino trouxe à tona uma discrepância alarmante nos municípios que integram a 7ª DIREC (Santa Cruz).
Enquanto a cidade de Jaçanã conquistou o 1º lugar absoluto de toda a região com a nota expressiva de 6,6 (um crescimento de +0,8 em relação a 2023), Tangará amarga o último lugar entre os nove municípios da regional, obtendo nota 4,2 — registrando uma queda de -0,2 pontos (tinha 4,4 em 2023).
Tangará em Queda Livre: Onde Está o Erro?
Na contramão de Jaçanã — e da maioria dos municípios da região que evoluíram —, Tangará foi um dos raros casos de regressão. O município caiu de 4,4 para 4,2, assumindo a lanterna da regional.
A contradição se torna ainda mais grave quando se analisa o cenário interno da gestão municipal, que já soma 2 anos e 9 meses:
- Experiência que não se traduz em resultados: A pasta da Educação é comandada pela secretária Marlene de Souza Carvalho, uma educadora com mais de 80 anos de idade, dona de um currículo exemplar e uma vida inteira dedicada ao ambiente escolar. No entanto, toda essa bagagem não foi suficiente para impedir o retrocesso do aprendizado no alunado.
- R$ 2 Milhões em Livros sem Impacto no Aprendizado: A gestão investiu aproximadamente R$ 2 milhões de reais na compra dos livros do Sistema de Ensino NAME. Embora o material seja vendido sob a promessa de proporcionar uma experiência pedagógica transformadora para alunos e suporte aos professores, na prática o alto investimento não impediu a queda da nota no exame oficial do INEP.
- Obras Estruturais Abandonadas: Enquanto os índices despencam, a infraestrutura básica continua deficitária. A creche do bairro Nossa Senhora de Fátima segue inacabada e com obras a passo de tartaruga — uma promessa pendente desde o governo do ex-prefeito Alcimar que a atual gestão não foi capaz de concluir, até agora.
A Responsabilidade é da Gestão
Se há verba alta injetada em material didático e há uma liderança com décadas de bagagem na pasta, a pergunta que o povo de Tangará faz é direta: aonde está o erro?
A culpa não pode ser jogada nos alunos ou nos professores. A responsabilidade pelo fracasso dos indicadores é da gestão municipal. Os dados do IDEB 2025 deixam claro que marketing e discursos não constroem educação de qualidade.
Fica o alerta direto ao prefeito Augusto: é hora de menos conversa fiada, menos propaganda e mais compromisso real e investimentos assertivos com o futuro e o aprendizado das crianças de Tangará.












