sexta-feira, 3 de julho de 2026

Álvaro Dias fortalece articulação nacional com Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira durante seminário do PL

 



O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou nesta sexta-feira do 3º Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal (PL), realizado no Rio de Janeiro. O evento reuniu lideranças políticas, parlamentares, dirigentes e equipes de comunicação de todo o país para discutir estratégias voltadas à comunicação, ao fortalecimento da atuação partidária e à mobilização para as eleições deste ano.

Durante a programação, Álvaro Dias reuniu-se com o senador Flávio Bolsonaro, nome do Partido Liberal para disputar a Presidência da República, e com o deputado federal Nikolas Ferreira, duas das principais lideranças nacionais da legenda. Os encontros reforçaram o diálogo de Álvaro com a direção nacional do PL e abordaram estratégias de comunicação, mobilização política e fortalecimento do partido nos estados, com atenção especial ao cenário eleitoral do Rio Grande do Norte.

Ao conversar com Álvaro, Flávio Bolsonaro destacou a importância da mobilização das lideranças e do engajamento da militância na divulgação das propostas do partido no RN e a importância da eleição do ex-prefeito de Natal.

“Estamos aqui juntos. Mais do que nunca, precisamos nos conectar. Vamos divulgar nossas propostas, compartilhar nossas ideias e conversar com as pessoas. É assim que vamos vencer e virar essa página triste que o Brasil vive hoje. Conte com a gente, Álvaro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Álvaro Dias também ressaltou que a participação no seminário fortalece a integração do PL potiguar com a direção nacional da legenda e amplia a troca de experiências sobre comunicação política e mobilização social.

 


Diretor-Geral da PF é desmentido por operação da própria corporação contra suspeitos de ligação com o PCC sancionados pelos EUA

 


Dois dias após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmar à reportagem do g1 que os brasileiros e empresas sancionados pelos EUA não tinham ligação com o PCC, a própria PF deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Exchange para investigar um esquema de lavagem de dinheiro atribuído à facção.

O episódio colocou a operação da própria PF em contraste com a declaração do diretor-geral feita dois dias atrás. Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 10 bilhões por meio de um esquema de lavagem de dinheiro. A operação teve como alvo a empresária Stella Stefanie, que foi presa, e Victor Shimada, considerado foragido.

A ação ocorreu pouco depois de Andrei Rodrigues contestar as sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que apontou os investigados como integrantes de uma rede ligada ao PCC.

Em junho, Rodrigues também já havia criticado a decisão do governo americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, afirmando que a estratégia brasileira é combater financeiramente as facções.

Já nesta sexta-feira (3), Andrei Rodrigues afirmou que a sanção dos Estados Unidos imposta na última quarta-feira (1º) a pessoas e empresas brasileiras fez os policiais da corporação anteciparem a Operação Exchange. Ele disse ainda que desfecho da operação desta sexta-feira poderia ter sido outro, caso a imposição da sanção pelos EUA não tivesse sido anunciada na quarta-feira.

 

VÍDEO E FOTOS: Motorista destrói trailer do Galego da Tapioca na Av. Rodrigues Alves; campanha via PIX busca ajudar comerciante

 


Na madrugada desta sexta-feira (3) o trailer do ‘Galego da Tapioca’, que fica na Av. Rodrigues Alves, foi totalmente destruído. Um motorista que conduzia um Nivus Cinza colidiu com o trailer e deixou o local após o acidente. Não havia ninguém no trailer no momento do acidente e felizmente não houve feridos.

Mas o acidente causado por um motorista, que provavelmente estava embriagado, causou um prejuízo incalculável. Minutos após o acidente, o Galego, como é conhecido, esteve no local na tentativa de salvar o que foi possível.

É do trailer que o Galego tira o sustento da família. E além dos custos de recuperação do equipamento, ou até a necessidade de adquirir um novo, ele também ficará um período sem poder gerar receita através da venda de seus produtos.

Em razão disso, clientes e amigos organizaram uma campanha de doações via PIX para ajudá-lo:

PIX: 84981865636 (Francisco Canindé de Lima)





Polícia Civil deflagra operação “Indicados” e prende oito suspeitos por organização criminosa no litoral norte potiguar

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta sexta-feira (03), a operação “Indicados”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação no município de Touros e em outras localidades do estado. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados judiciais, sendo oito mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM).

De acordo com as investigações, os suspeitos são investigados pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas de fogo e outros delitos correlatos. As apurações também apontaram a existência de uma estrutura hierarquizada, com divisão de funções entre os integrantes e utilização de mecanismos de comunicação para a prática criminosa.

As diligências tiveram início a partir de denúncias anônimas repassadas pela população por meio do Disque Denúncia 181. Com base nas informações recebidas, equipes da Polícia Civil realizaram diligências investigativas e ações de inteligência que possibilitaram a identificação dos suspeitos e a obtenção de elementos de prova relacionados à atuação da organização criminosa.

Dos oito mandados de prisão preventiva cumpridos, seis foram executados no Rio Grande do Norte, um no estado de Minas Gerais e um no estado da Bahia, com o apoio das Polícias Civis dos respectivos estados. Já os seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços localizados nos municípios de Touros, onde foram realizadas quatro buscas, e Natal, onde foram cumpridas outras duas.

Todos os suspeitos presos foram conduzidos à delegacia, onde passaram pelos procedimentos legais. Em seguida, foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A operação recebeu o nome de “Indicados” em referência aos suspeitos identificados a partir das denúncias encaminhadas pela população por meio do Disque Denúncia e posteriormente confirmados durante o trabalho investigativo.

 

Indústria registra primeiro resultado negativo de 2026 e cai 0,2% no Brasil

 


A produção industrial veio abaixo do esperado em maio ao recuar 0,2% ante abril, na série com ajuste sazonal divulgada nesta sexta-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mediana do Projeções Broadcast indicava alta de 0,2%, com estimativas que variavam de queda de 0,3% a avanço de 1%.

Na comparação com maio de 2025, a produção subiu 0,2%, também aquém da mediana (alta de 1,2%), com piso de retração de 0,1% e teto de aumento de 3,3%.

Principais altas ante maio/25 foram produtos farmoquímicos, veículos e derivados petróleo

O avanço de 0,2% da indústria brasileira em maio de 2026 ante maio de 2025 foi impulsionado por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%) e atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,7%), segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em maio de 2026 ante maio de 2025, houve expansão na produção de oito dos 25 ramos investigados, enquanto os outros 17 registraram queda. O IBGE também nota o efeito calendário nesta divulgação, uma vez que maio de 2026 registrou um dia útil a menos do que maio de 2025.

Entre os destaques negativos, o IBGE chama atenção para impressão e reprodução de gravações (-10,1%), máquinas e equipamentos (-9,5%), equipamentos de informática (-8,7%). O Instituto também frisou o recuo observado em produtos alimentícios (-3,7%).

Estadão Conteúdo

 

TANGARAENSE: Dataprev abre concurso com vagas para Natal e salários de até R$ 10,6 mil

 


A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) publicou, nesta sexta-feira (3), o edital de um novo concurso público com oportunidades para Natal. As vagas na capital potiguar são destinadas à formação de cadastro de reserva para candidatos com nível superior. Os salários iniciais chegam a R$ 10.685,44, além de benefícios previstos em acordo coletivo.

Ao todo, o concurso oferece 212 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva com 1.611 candidatos, totalizando 1.823 oportunidades distribuídas entre Natal e outras capitais do país, como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, João Pessoa e Florianópolis, de acordo com o perfil de cada cargo.

Os candidatos poderão disputar vagas para as áreas de Arquitetura, Administração, Tecnologia da Informação, Engenharia, Direito, Ciências Contábeis, Comunicação Social, entre outras.

A remuneração varia de acordo com o cargo. Para Analista de Tecnologia da Informação, a jornada é de 40 horas semanais e o salário inicial é de R$ 10.685,44. Já o cargo de Analista de Processamento prevê jornada de 30 horas semanais e remuneração inicial de R$ 8.273,94.

Além do salário, os contratados pelo regime CLT terão direito a benefícios como vale-alimentação ou refeição de R$ 1.357,20, assistência à saúde, previdência complementar, participação nos lucros e resultados (PLR) e possibilidade de progressão na carreira.

As inscrições serão abertas às 16h deste domingo (6) e seguem até as 16h do dia 6 de agosto, exclusivamente pela página da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do certame.

A taxa de inscrição é de R$ 110. Candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e doadores de medula óssea reconhecidos pelo Ministério da Saúde poderão solicitar isenção entre os dias 6 e 8 de julho, conforme previsto no edital.

A prova objetiva será aplicada no dia 11 de outubro, das 13h às 17h (horário de Brasília), em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. No ato da inscrição, o candidato deverá escolher a cidade onde fará o exame.

O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

Cronograma
Inscrições: de 6 de julho a 6 de agosto;
Pedido de isenção da taxa: de 6 a 8 de julho;
Pagamento da taxa: até 7 de agosto;
Prova objetiva: 11 de outubro, das 13h às 17h;
Convocação para avaliação biopsicossocial e heteroidentificação: 11 de novembro;
Avaliação biopsicossocial e entrevista de heteroidentificação: 22 de novembro.

 

VÍDEO: Motorista morre após caminhão capotar na zona rural do Seridó potiguar

 


Um motorista morreu após o caminhão que conduzia capotar na manhã desta sexta-feira (3), na rodovia que liga o Distrito de Palma ao município de Caicó, na região Seridó do Rio Grande do Norte. O veículo transportava uma carga de soja e farelo para alimentação animal.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN), o caminhão capotou às margens da via e o condutor ficou preso às ferragens da cabine. Equipes dos bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência e realizaram o desencarceramento da vítima com o uso de equipamentos especializados.

Após a retirada do motorista da estrutura do veículo, foi constatado que ele já estava sem sinais vitais. A identidade da vítima não havia sido informada até a divulgação da ocorrência.

Depois da atuação dos bombeiros, a área foi isolada para os procedimentos periciais. A Polícia Científica do Rio Grande do Norte (Itep) e a Polícia Civil ficaram responsáveis pela continuidade da ocorrência.

 


Homem é baleado ao sair de loja no RN; polícia investiga se dívida motivou crime

 


Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar uma tentativa de homicídio na manhã de quarta-feira (1º) , em São Miguel, na região do Alto Oeste do Rio Grande do Norte. Segundo a polícia, um homem foi baleado por um comerciante, e o crime pode ter ocorrido após uma discussão por uma suposta dívida.

A vítima não corre risco de morte. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Jonaildo Cândido, a vítima viajou de Quixadá (CE) até a loja de manutenção de eletrodomésticos do suspeito para realizar a cobrança.

O desentendimento começou dentro do estabelecimento, por volta das 8h, e foi registrado pelas câmeras de monitoramento do local.

Após a discussão, a vítima saiu da loja, pegou o carro e parou em frente ao comércio para que um amigo que o acompanhava entrasse no veículo.

Nesse momento, o comerciante sacou uma arma e disparou a poucos metros de distância. Os tiros atingiram a vítima e deixaram várias marcas na porta do motorista.

"Foi uma discussão dentro da loja dele. O rapaz veio do Ceará pra cobrar uma dívida. E eles discutiram. E nesse momento, como consta no vídeo, ele pega a arma, que ele já estava com a arma na cintura, e efetua diversos disparos contra a vítima. A vítima dirige o veículo até o hospital", falou o delegado Jonaildo Cândido.

Homem dirige até hospital para ser atendido

Mesmo ferido, o homem conseguiu dirigir até o hospital da cidade, onde recebeu os primeiros atendimentos.

Em seguida, ele foi transferido para o Hospital Regional de Pau dos Ferros, localizado a cerca de 40 quilômetros de São Miguel. Segundo a polícia, o paciente continua internado e não corre risco de morte.

O crime é investigado como tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil e por impossibilidade de defesa da vítima.

Polícia ainda vai ouvir envolvidos

Os investigadores ouviram testemunhas, mas os dois envolvidos diretos ainda não prestaram depoimento oficial.

O advogado do suspeito entrou em contato com a delegacia e informou que o comerciante se apresentará para dar sua versão dos fatos.

Já a defesa da vítima solicitou que o homem seja ouvido apenas após receber alta hospitalar.

"Já ouvimos testemunhas. Praticamente a investigação já está pronta. Só falta ouvir a vítima e o investigado. A gente não ouviu o investigado ainda porque a gente tem que ouvir a vítima, e a vítima está no hospital ainda. A vítima não corre mais risco de vida", explicou o delegado Jonaildo Cândido.

Como os depoimentos não ocorreram, a polícia informou que ainda não sabe do que se trata a negociação financeira.

 

Geral Filha de Neto Araújo diz que cantor teve infarto fulminante: “a gente encontrou ele sem vida”

 


Hellen Araújo, filha do cantor Neto Araújo, ex-vocalista da Cavaleiros do Forró e atual integrante da banda Collo de Menina, afirmou que o pai teve um infarto fulminante. O pronunciamento foi feito em vídeo publicado nas redes sociais da banda, nesta quinta-feira (2), após a confirmação da morte do artista.

“Hoje a gente perde não só um cantor, mas o meu pai, o meu ídolo, a pessoa com quem eu aprendi muita coisa. E hoje estar falando dele dessa forma está sendo muito difícil”, disse Hellen, emocionada. Segundo ela, o cantor estava bem na noite anterior, mas foi encontrado sem vida nesta quinta-feira. “Ele estava bem na noite anterior e hoje infelizmente a gente encontrou ele sem vida. Teve um infarto fulminante”, afirmou.

No vídeo, Hellen agradeceu as mensagens de apoio recebidas pela família, amigos e fãs desde a confirmação da morte. Ela também destacou a relação do pai com a Collo de Menina, banda da qual ele já havia feito parte no passado e para a qual havia retornado recentemente.

Tribuna do Norte

 


Governo do Rio tinha funcionários fantasmas em todos os órgãos públicos; conheça quem são os suspeitos

 


Não passam pelas catracas dos locais de trabalho. Não fazem login em computadores. Nem acessam o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), usado para criar, tramitar e assinar documentos oficiais. A partir desses critérios, o atual governo do Rio passou a rastrear, no funcionalismo público do estado, os casos de “alta criticidade” — nome técnico que qualifica os comissionados que, aparentemente, são “fantasmas”. Um levantamento da Controladoria Geral do Estado (CGE), iniciado no fim de março, chegou a uma conclusão contundente: todos os 77 órgãos da máquina fluminense tinham funcionários com esse perfil, que supostamente não trabalhavam.

O GLOBO foi às ruas para apurar quem são essas pessoas que recebiam salário sem dar expediente e que, nos últimos meses, foram exoneradas pelo governo Ricardo Couto. A maioria era ligada a políticos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), à gestão anterior ou a ex-titulares de pastas estaduais.

Marcelo Cabral D'Almeida é um dos cerca de 200 exonerados da Secretaria estadual do Ambiente e está na lista de “alta criticidade”. Ele afirma que seu trabalho era, majoritariamente, em campo, em visitas técnicas a praças e outros locais públicos na Zona Oeste do Rio, como o Pico da Pedra Branca.

— Ficava na rua, mas, frequentemente, assinava o ponto — diz ele. — Fazia registros de conservação do local, acúmulo de resíduos, necessidade de poda técnica, degradação, arborização — acrescenta.

Ao ser questionado se enviava esses registros ao seu chefe e a quem ele respondia na secretaria, ele diz não lembrar o nome de seu gestor:

— Nem lembro o nome da pessoa no primeiro momento, tipo um supervisor.

Marcelo é filho do ex-vereador e ex-funcionário comissionado do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) Marcelino Almeida — que deixou o cargo na pasta em abril. Estava nomeado na Subsecretaria de Manutenção de Áreas Verdes Urbanas, com salário de R$ 10.903,66. As equipes de reportagem foram a dois endereços ligados a ele. No primeiro, funciona um polo de reabilitação da Secretaria de Estado da Juventude e Envelhecimento Saudável. No segundo, em um condomínio de alto padrão em Vila

Valqueire, na Zona Sudoeste da cidade, uma mulher que se identificou como irmã dele atendeu.

— Vocês estão batendo na casa das pessoas exoneradas? — perguntou ela, acrescentando que seria melhor que o irmão esclarecesse a questão. — Depois que os irmãos crescem, não sabemos o que cada um faz, cada um tem a sua vida. Nem quero saber o que ele faz — conclui ela, enquanto se distanciava.

Por WhatsApp, Marcelo propôs falar pessoalmente sobre o assunto. Depois, recuou, mas respondeu pelo aplicativo de mensagens. Disse que seu desligamento não causou surpresa, por se tratar de um cargo de livre nomeação.

— Não entendi muito, mas como eu já sabia que era um cargo do qual, a qualquer momento, eu poderia sair, então não senti muito — disse o ex-comissionado, admitindo que foi indicado ao cargo pelo ex-secretário da pasta Bernardo Rossi. — Foi via Bernardo Rossi que tudo começou. Nós nos conhecemos em um evento, e ele se interessou para que eu fizesse esse trabalho em uma área que eu conheço bem.

Embora tenha afirmado que Bernardo Rossi se interessou pelo “seu trabalho na área”, Marcelo reconheceu não possuir formação no campo ambiental, o que “não exigiram” dele.

Ele integrava uma das duas subsecretarias da Seas que tiveram todos os funcionários exonerados e, em seguida, foram extintas pelo atual governo, entre outros motivos, devido às suspeitas de serem todos fantasmas. Na dele, eram 14 cargos, segundo fontes, com a maioria dos comissionados indicados pelos irmãos Luciano Vieira (PSDB) e Léo Vieira (Republicanos), deputado federal licenciado e prefeito de São João de Meriti, respectivamente. Já na Subsecretaria de Conscientização Ambiental, foram liquidadas 37 vagas. A estrutura era comandada pela vereadora de Campos dos Goytacazes Thamires Rangel (PMB), filha do deputado estadual Thiago Rangel (PMB), preso em maio deste ano suspeito de estar envolvido em fraudes na Secretaria estadual de Educação.

 Em nota, Rossi negou ter nomeado fantasmas e afirmou que parte dos funcionários trabalhavam in loco. Thamires também defefendeu sua atuação na pasta e negou irregularidades.

Outros dos lotados nessas subsecretarias localizados pelo GLOBO apresentaram justificativa parecida com a de Marcelo, de que faziam trabalhos externos. Foi o caso de Allen Carvalho, líder comunitário na Barreira do Vasco, na Zona Norte, que teve salário líquido de R$ 6.040,64 e carga horária de 40 horas semanais na Subsecretaria de Manutenção em Áreas Verdes Urbanas, onde batia “ponto manual”. Ao GLOBO, Allen não especificou as suas atribuições na pasta.

— Eu não tive nem tempo de trabalhar direito, fiquei dois meses lá. Cumpri expediente, meu trabalho era na rua, era trabalho externo. Aí, quando veio esse novo governador, fez as exonerações — disse ele.

Desde 23 de março, já foram exonerados mais de 4.283 comissionados na gestão do governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto. A economia estimada até o fim do ano gira em torno de R$ 230 milhões, valor que ainda pode subir.

Só entre março e maio, houve uma enxurrada: 1.767 deixaram o governo na condição de fantasmas — o que representa uma economia de quase R$ 15 milhões por mês. Os primeiros alvos foram as secretarias da Casa Civil, de Governo e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em um trabalho interno apelidado de “laboratório”. A partir dessa experiência, foi instituída uma auditoria geral, dirigida pelo GSI com auditores do CGE.

 — Pontos eletrônicos, mecanismos de acesso às instalações e registro de login nas atividades públicas restritas aos funcionários seriam medidas imprescindíveis para prevenir o que diagnosticamos nos relatórios das auditorias — afirmou o secretário de Governo e coordenador do GSI, delegado Roberto Lizandro Leão.

 Só na Casa Civil, foram aproximadamente 1,2 mil exonerados até agora. A pasta teve subsecretarias inteiras extintas: a Adjunta de Projetos Especiais, onde 32 perderam seus cargos, e as de Gastronomia e de Ações Comunitárias e Empreendedorismo, ambas com 11 pessoas lotadas em cada.

 Os resultados, em alguns casos, são reveladores, como na Seas. Lá, havia 128 pessoas apenas no gabinete do secretário da pasta, das quais 110 — ou 86% — jamais acessaram o sistema. Em outra secretaria analisada, a de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), detectou-se que, dos 150 servidores em cargos em comissão, apenas 90 tinham estação de trabalho.

 Entre os servidores em cargo comissionado que passaram pelo crivo dos auditores do estado, há outro caso de pai e filho. Marcus Wilson Von Seehausen e o filho, João Antonius Von Seehausen, também fazem parte da lista de exonerados, em 30 de abril e 18 de maio, respectivamente.

 Marcus, lotado na Seas, recebia salário líquido de R$ 12.212,72. Segundo fontes do governo, não há registro de que ele fizesse login nos computadores da pasta nem de que acessava o local de trabalho. Natural de Petrópolis, tem histórico político na cidade: foi presidente do PTB local em 2008, secretário municipal de Administração e Recursos Humanos em 2018 e chefe de gabinete do ex-deputado estadual Marcus Vinicius Nescau (PTB), preso na Operação Furna da Onça, em 2019, que apurou o recebimento de propinas mensais por parlamentares — Marcus Von Seehausen chegou a ser apontado como responsável por receber os valores destinados ao deputado. Depois, aproximou-se do deputado estadual Bernardo Rossi (União), também de Petrópolis, que foi secretário da Seas — cargo que explicaria a lotação de Marcus como seu chefe de gabinete.

João Von Seehausen, por sua vez, tentou uma vaga de vereador em Petrópolis em 2024, pelo MDB, e ficou como suplente. Antes, havia sido lotado na Secretaria das Cidades e, depois da eleição, foi nomeado para a Secretaria da Casa Civil, com salário líquido de R$ 10,3 mil.

O GLOBO passou um dia em Petrópolis em busca de pai e filho, percorrendo três endereços ligados a eles. Em duas casas no distrito de Correas, não havia sinais de que continuassem morando ali, apesar de os endereços constarem em processos do Tribunal de Justiça. Num terceiro endereço, uma loja de tecidos de Marcus perto da Rua Teresa, um funcionário informou que o patrão fazia tratamento de saúde no Rio e morava na Barra da Tijuca. A reportagem deixou contato, mas não houve retorno.

João, que é advogado criminalista, só atendeu ao telefone no segundo dia de tentativas, com ajuda de parentes. Disse não ser “fantasma”, que assinou o ponto no dia em que saiu e que atuava em campo — mas não autorizou o uso de suas declarações na reportagem.

Já na cidade de São João de Meriti, O GLOBO encontrou Sintilaine Alessandra de Souza Silva, nomeada entre março e maio na Subsecretaria de Manutenção de Áreas Verdes, uma das áreas extintas na Seas. Alegando estar se recuperando de uma cirurgia, ela falou com a equipe do GLOBO por um número de telefone informado por sua prima, que atendeu à porta.

Sintilaine, que fez campanha para a família Vieira na cidade, não soube dizer por que ficou tão pouco tempo no cargo. Ao ser questionada sobre suas atribuições, perguntou por que teria de responder a essas perguntas. Sobre a quantia mensal que recebia do estado, alegou receber apenas uma pensão pela morte do filho. Em abril, Sintilaine recebeu R$ 494 de pensão, além dos R$ 9,2 mil pela Seas. Quando indagada sobre a suspeita de ser fantasma, ela disse:

— Não tenho nada a declarar. Estou doente.

Em nota, os irmãos Léo e Luciano Vieira negaram terem indicado pessoas a cargos no governo.

‘Missionária digital’

Era na Seas também que estava lotada, entre janeiro de 2025 e maio de 2026, Bruna Castello Branco Costa Motta, conhecida como a “blogueirinha de São Marcos”, com cerca de 16 mil seguidores no Instagram e 50 mil no TikTok, onde se apresenta como “missionária digital” e prega a fé católica e a evangelização de jovens. Ela foi uma das exoneradas sob a classificação de “alta criticidade”. Ela ainda aparece em fotos com políticos em eventos religiosos, como o vereador Diego Faro (PL), o deputado estadual Fred Pacheco (PL) e do irmão Marcio Pacheco, presidente do Tribunal de Contas do Estado. Os irmãos negaram que a indicaram ao cargo e Faro não respondeu.

 Bruna tinha 25 anos quando sua nomeação foi levada à Casa Civil, em dezembro de 2024, e publicada no Diário Oficial menos de um mês depois. Assumiu o cargo de Adjunto I, símbolo DAI-4 — função de livre nomeação. Documentos analisados pelo GLOBO não trazem informações sobre o tipo de serviço que ela exercia. A Coordenadoria de Pessoal da Seas certificou apenas que ela acumulou 41 dias de férias entre 2025 e 2026, no valor de R$ 9.657,78.

No LinkedIn, no entanto, onde se descreve como publicitária, analista de marketing e profissional de gestão de projetos e comunicação, consta um registro profissional que coincide temporalmente com sua passagem pela secretaria: “Coordenadora de marketing no governo do Estado do Rio de Janeiro”, cargo que, segundo o perfil, teria sido exercido em tempo integral entre janeiro de 2025 e junho de 2026.

A equipe de reportagem do GLOBO a procurou em endereços que seriam ligados a ela e seus familiares, um deles em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. Mas somente por telefone que ela foi localizada. Numa primeira ligação por vídeo, apareceu num ambiente interno, com teto branco ao fundo. Em seguida, numa segunda chamada, por áudio, disse estar "em trânsito" e que poderia falar depois. Depois, passou a repetir "alô?", como se estivesse com problemas de sinal, até a ligação cair.

Até o momento, 60 dos 77 órgãos passaram pela auditoria geral nas três últimas semanas. A previsão é que essas pastas já auditadas gerem uma economia de R$ 355 milhões em um ano, incluindo décimo terceiro e férias. Segundo um auditor ouvido pelo GLOBO sob reserva, o "bom senso" também integra a análise dos casos de “alta criticidade”, já que podem existir situações específicas — cabendo ao gestor da pasta assumir o risco de justificar eventuais exceções.

Cada órgão já recebeu relatório individualizado com as inconsistências identificadas, e os secretários da Casa Civil, Flávio Willeman, e de Governo, Roberto Leão, fixaram prazo para que os gestores apresentem suas listas de fantasmas e promovam as demissões. Os exonerados entram numa lista especial e não poderão retornar ao órgão de origem. Entre as secretarias com maior redução de comissionados estão Trabalho (78,6%), Esporte e Lazer (75,6%), Turismo (73,3%) e Cultura, Tecnologia e Inovação (65,6%).

Leia os posicionamentos na íntegra:

Bernardo Rossi:

"O ex-secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi nega de forma categórica a alegação de que servidores nomeados durante sua gestão fossem “fantasmas”. Trata-se de uma acusação grave, que exige provas individualizadas e não pode se sustentar em suposições ou generalizações.

Os servidores exerciam atividades vinculadas às atribuições da secretaria, muitas delas desenvolvidas em campo, in loco, junto aos municípios, em programas como o Limpa Rio, além de vistorias, fiscalizações, monitoramento e acompanhamento de obras e projetos ambientais."

Márcio Pacheco:

"Márcio Pacheco esclarece que, além de sua atuação na vida pública, também exerce um trabalho de evangelização como cantor católico, participando regularmente de eventos religiosos em diferentes cidades. Nessas ocasiões, é natural que tire fotografias com dezenas ou até centenas de pessoas que solicitam um registro.

A mulher que pode estar ao lado dele na imagem mencionada pela reportagem não faz parte de seu círculo de convivência e não possui qualquer relação pessoal com ele. Márcio Pacheco não a conhece. A fotografia provavelmente foi feita no contexto de um evento público, como ocorre rotineiramente com inúmeros participantes que pedem para registrar o momento.

Assim, a existência de uma foto em um evento aberto não pode ser interpretada como indicativo de vínculo, proximidade ou qualquer tipo de relação entre Márcio Pacheco e a pessoa retratada."

Fred Pacheco:

"Essa pessoa (Bruna Castello Branco) não foi indicada por mim nem tampouco pelo meu irmão".

Léo e Luciano Vieira:

"O prefeito Léo Vieira e o deputado federal Luciano Vieira esclarecem que não realizaram qualquer indicação das pessoas mencionadas para cargos no Governo do Estado. Ambos desconhecem as nomeações e não têm qualquer participação na composição da referida subsecretaria"

Thamires Rangel:

"Thamires Rangel recebe com estranheza as declarações divulgadas pela atual gestão da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, que não refletem os resultados alcançados durante sua atuação à frente da subsecretaria. Durante quase oito meses de trabalho intenso, atuou com dedicação e compromisso para apresentar resultados concretos, especialmente para as regiões Norte e Noroeste Fluminense, que historicamente demandam atenção, investimentos e ações efetivas.

A assessoria reafirma o compromisso da vereadora Thamires Rangel com a transparência, a verdade dos fatos e a defesa de um trabalho sério, responsável e voltado para atender às necessidades da população. Da mesma forma, ressalta a importância de um jornalismo pautado pela apuração responsável, pelo contraditório e, sobretudo, baseado em verdades."

O Globo

 

 

Editorial Folha de São Paulo: Um prêmio bilionário à má gestão dos estados

 


O novo programa de calote legalizado da dívida dos estados com a União vai custar R$ 347 bilhões nos próximos 30 anos, em valores atuais.

A estimativa do Tesouro Nacional, revelada pela Folha, mostra quanto o governo federal vai deixar de receber por causa do Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), aprovado pelo Congresso Nacional no final de 2024. Equivale a cinco anos do investimento produtivo da União.

O Propag permite que a taxa de juros da dívida de estados com a União seja reduzida de 4% anuais para zero. Dos 22 estados que aderiram, 18 passaram a pagar nenhum juro, 1 arcará com 1%, 1, com 2%, e 2 deles não têm dívidas (vão receber cota menor de benefício do programa).

Com a redução da receita financeira federal, a dívida do Tesouro Nacional cresce ainda mais rapidamente, enquanto os estados podem elevar outras despesas.

Quanto maior a dívida, maior tende a ser a taxa de juros paga para cobrir déficits e refinanciar compromissos que vencem. O Propag, na prática, faz com que a situação do endividamento público se torne mais agoniante.

A União se tornou a grande credora dos governos estaduais no final dos anos 1990, quando assumiu passivos de administrações quebradas por má gestão ou corrupção, refinanciando-os por prazos longos e juros menores. De tempos em tempos, governadores incapazes demandam novas renegociações, apoiados por Congresso e Judiciário.

A campanha do calote recomeçou em 2023, impulsionada por Minas Gerais, com dívida equivalente a 157% da receita, a terceira maior entre as unidades da Federação. O líder teratológico é o Rio de Janeiro, com 219%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 172%.

São Paulo está em quarto, com 116%, mas tem contas mais confortáveis. Os demais estados têm taxa menor do que 66%, e os quatro líderes em passivos vão ficar com 92% do benefício do Propag.

Entre as contrapartidas exigidas estão a destinação do investimento estadual para áreas selecionadas, controle de despesas e entrega de ativos à União. Historicamente, os grandes devedores descumprem tais obrigações. Na iminência de serem punidos, vão à Justiça, ameaçam fazê-lo ou pedem ajuda ao Congresso.

São décadas de desfaçatez. Empilham-se programas de renegociação, sempre burlados, num círculo vicioso tolerado ou promovido pelos três Poderes. Com isso, governadores são estimulados a conceder benefícios tributários e reajustes salariais ao funcionalismo acima das capacidades das contas dos estados.

A dívida pública cresce sem limite —já passou dos 80% do PIB. Elevam-se as taxas de juros, deprime-se o investimento e degrada-se a distribuição de renda. A situação fiscal se aproxima de um nível crítico em que os compromissos financeiros serão pagos apenas por meio de ajuste gravemente recessivo ou inflação. Os Poderes fazem piruetas irresponsáveis perto da crise.

Editorial Folha de São Paulo

 

 

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