domingo, 1 de fevereiro de 2026

Silêncio de aliados estratégicos expõe cautela em torno de Allyson

 


O silêncio do deputado estadual Hermano Morais (MDB) nas redes sociais, nos dias mais turbulentos da Operação Mederi, chamou a atenção no meio político. Anunciado como possível vice-governador na chapa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), Hermano optou por não fazer qualquer manifestação pública em defesa do aliado justamente no momento em que denúncias envolvendo a saúde municipal ganharam repercussão nacional com ações da Polícia Federal e da CGU.

O silêncio contrasta com o protagonismo recente do parlamentar, que no dia 21 de janeiro anunciou sua desfiliação do PV e retorno ao MDB, movimento interpretado como passo estratégico rumo à composição majoritária para 2026. Na ocasião, Hermano declarou disposição para contribuir com o Executivo estadual e afirmou que a chapa só seria apresentada após a formalização da pré-candidatura de Allyson. Desde então, no entanto, a discrição nas redes substituiu o entusiasmo político — um gesto que, nos bastidores, é lido menos como acaso e mais como prudência calculada.

“Eu gosto do desafio e acho que eu dei minha contribuição no Legislativo Municipal, no Legislativo Estadual, e eu quero dar minha contribuição também no Executivo Estadual. Nós vamos ainda cumprir algumas etapas, como a mudança de partido, que deve acontecer até março. No momento certo, a chapa será oficialmente apresentada”, declarou na nota.

O deputado ressaltou ainda que o anúncio da chapa só acontecerá após Allyson formalizar sua candidatura ao governo.

A mesma cautela foi adotada pelo deputado estadual Kleber Rodrigues, outro aliado recente de Allyson. Primeiro parlamentar da base da governadora Fátima Bezerra (PT) a oficializar apoio a um pré-candidato de oposição, Kleber também evitou qualquer manifestação pública durante a semana mais intensa das denúncias. O silêncio chama atenção porque, até pouco tempo, o deputado defendia com veemência a viabilidade política do prefeito mossoroense, destacando sua experiência administrativa e o desempenho à frente do município.

Nos dois casos, a ausência de defesa pública ocorre em um contexto de elevado custo político. Diferentemente das conversas privadas — onde, segundo aliados, há gestos de solidariedade e confiança —, as redes sociais funcionam como termômetro do posicionamento político e da disposição para bancar alianças em momentos adversos. Não se trata apenas de comunicação, mas de sinalização política.

Depois de anunciar a saída do PSDB e filiação ao PP, o deputado estadual Kleber Rodrigues confirmou no dia 14 de janeiro seu apoio à pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026. Kleber foi o primeiro deputado da base da governadora Fátima Bezerra (PT) a oficializar apoio a um pré-candidato de oposição.

Segundo Kleber, a decisão de apoiar Allyson foi tomada após diálogo com sua base política e avaliação do desempenho do prefeito mossoroense. “Eu acredito muito que Allyson tem tudo para fazer uma excelente gestão, até porque ele não é um calouro, ele é uma pessoa que foi testada”, afirmou o deputado.

Antes de tornar pública a decisão, Kleber afirmou que procurou a governadora Fátima Bezerra (PT) para comunicar, de forma antecipada, seu posicionamento político. Ele ressaltou que a conversa ocorreu de maneira transparente e respeitosa. “Eu não gosto de chegar mensagem a ninguém pela boca dos outros. Eu aprendi na minha vida que eu tenho que ser transparente”, disse.

Apesar do apoio a Allyson para o governo, o deputado afirmou que continuará votando em Fátima Bezerra para o Senado, em uma das vagas que estarão em disputa em 2026, além de declarar apoio também à senadora Zenaide Maia (PSD).

Agripino: “Está tudo como estava”

O presidente da Executiva Estadual do União Brasil, ex-senador e ex-governador José Agripino, avalia que as investigações sobre eventuais desvios de recursos da saúde em Mossoró não traz, até agora, prejuízo político para o prefeito Allyson Bezerra, como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte: “Está tudo como estava e até melhor. A postura dele, as declarações que ele tem dado, as explicações que ele tem dado, está mostrando que ele é mais do que aquilo que se imaginava, é melhor do que se imaginava”.

José Agripino resumiu que “dentro do União Brasil está tudo sob controle, na coligação que está apoiando a hipotética candidatura de Allyson, não há nenhuma modificação que não seja para melhor”.

Publicamente, nem mesmo nas redes sociais, onde usualmente políticos com mandados se posicionam sobre determinadas questões ou divulgam suas ações, não se encontra nenhuma manifestação de solidariedade dos presidentes estaduais dos partidos – a senadora Zenaide Maia (PSD), João Maia (PP) e o vice-governador Walter Alves (MDB), que foram procurados pela TRIBUNA DO NORTE, mas não deram retorno.

Lançamento da candidatura

A expectativa é de que ocorram manifestações de apoio a Allyson Bezerra no encontro dos partidos União Brasil e PP, previsto para o sábado (7/2), no Praia Mar Arena (ex-Holiday Inn), ocasião em que pode ser formalizada sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Norte e será discutido o planejamento das legendas, inclusive o partido Solidariedade, para a campanha eleitoral de 2026.

Como líder de um partido político, mesmo dividindo essa liderança numa federação com o Partido Progressistas (PP), José Agripino tenta retomar protagonismo no pleito majoritário perdido em 2014, quando apoiou o então deputado federal Henrique Eduardo Alves para o governo do Estado em detrimento da governadora Rosalba Ciarlini, que perdeu a indicação em convenção do partido Democratas (ex-PFL).

Partidos aliados se solidarizaram

Partidos que integram a base política do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), divulgaram uma nota conjunta, na quarta-feira (28), em que manifestam “solidariedade e apoio” ao gestor um dia depois de ele ter sido alvo da Operação Mederi, pela PF e CGU devido à “Matemática de Mossoró”. Mas os presidentes não.

A nota não é assassinada pelo ex-senador, José Agripino Maia, presidente do União Brasil, nem por João Maia, presidente do PP, nem por Walter Alves, presidente do MDB, e nem por Zenaide Maia, a presidente estadual do PSD.

Os quatro partidos políticos que apoiam a pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União) a governador do Rio Grande do Norte nas eleições de outubro deste ano, emitiram nota em apoio ao chefe do Executivo.

Os partidos União Brasil, Progressistas (PP), Partido Social Democrático (PSD) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB) manifestaram solidariedade e apoio a Allyson Bezerra, diante de investigação que envolve gestores de diversos municípios.

“Reafirmamos nossa confiança na postura do prefeito Allyson, que tem pautado sua gestão pelo compromisso com a transparência, pelo respeito às instituições e pela responsabilidade com a coisa pública”, diz a nota.

Os partidos informam que seguem ao lado de Allyson Bezerra, “com a certeza de que todos os fatos serão devidamente apurados, com absoluto respeito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito”. “A verdade prevalecerá”, finaliza a nota.

Opositores comentaram as denúncias

As primeiras manifestações políticas após a operação partiram de nomes ligados à governadora Fátima Bezerra (PT). A deputada federal Natália Bonavides (PT) usou as redes sociais para comentar a ação da Polícia Federal. Ela destacou que a acusação é “grave” e envolve suspeitas de fraudes em contratos da saúde.

A própria governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) se manifestou.

Ela classificou como “gravíssimas” as denúncias apuradas na Operação Mederi, deflagrada na terça-feira (27) pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que teve como alvos municípios potiguares, incluindo Mossoró, e resultou em medidas de busca e apreensão no âmbito de investigações sobre supostos desvios de recursos públicos, inclusive na área da saúde.

Já Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo do RN, disse que a operação “merece atenção de todos” e destacou que a gestão de recursos públicos exige compromisso, zelo e honestidade. “Tenho orgulho de gerir as finanças do estado há 7 anos, no governo da professora Fátima, pautado por esses princípios. Que o prefeito e demais investigados tenham o direito de prestar os devidos esclarecimentos e apresentar suas defesas. Fraudes em contratos da Saude é, além de crime, totalmente desumano.”

Em Mossoró, o vereador Cabo Deyvison (MDB), que faz oposição ao prefeito, publicou uma série de vídeos fazendo denúncias e comemorando a ação da Polícia Federal e o mandado cumprido na casa de Allyson. “Eu sabia que essa casa ia cair! Obrigado, meu Deus! O Senhor é justo! Missão cumprida!.

Walter conivente

Em função do apoio do presidente estadual do MDB, vice-governador Walter Alves, à pré-candidatura ao governo do do Estado do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, o vereador Cabo Deyvison confirma que já cogita deixar o partido. “Não posso mudar, redirecionar minhas convicções e o que venho percebendo é a necessidade de estar fiscalizando e reivindicando o direito do povo”, diz.

Cabo Deyvison afirma que a deflagração da Operação Mederi. no meio da semana, corrobora tudo que tem dito sobre a atual gestão em Mossoró. “Não posso ser conivente com isso e o presidente do MDB está sendo conivente ao apoiá-lo”,afirma.

Segundo o vereador, “não houve diálogo em momento algum” com Walter Alves sobre a decisão partidária, de indicar inclusive o deputado estadual Hermano Morais, que está de saída do PV para ingressar no MDB e ser candidato a vice-governador.

Deyvison confirmou que o seu nome estava à disposição do MDB para disputar qualquer cargo nas eleições de outubro, “mas houve pedido do prefeito para que me bloqueasse de qualquer candidatura nestas eleições”.

“O que posso fazer é solicitar a carta de anuência por justa causa e se o MDB não liberar, vamos infelizmente ter que judicializar. O certo é que não compactuo com a nota que o partido fez apoiando Allyson.”.

Câmara está a uma assinatura para abrir CEI

A vereadora Plúvia Oliveira (PT) elaborou a peça inicial para abertura da CEI da Matemática de Mossoró e de coleta das assinaturas de vereadores, diante dos fatos imputados pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) no bojo da denominada “Operação Mederi”, deflagrada em 27 de janeiro de 2026, que investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios relacionados ao fornecimento de medicamentos e insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte.

Vereadores de oposição em Mossoró devem protocolar no início da semana o pedido de instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a destinação de recursos para a compra de medicamentos por parte da prefeitura entre 2022 e 2025, na gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil). Já assinaram o pedido de criação da CEI cinco vereadores – o mínimo de assinaturas exigidas é de sete – Plúvia Oliveira e Marleide Cunha (PT), Jailson Nogueira e Cabo Deyvison (MDB) e Wiginkis do Gás (União Brasil).

O vereador Cabo Deyvison, líder da Oposição na Câmara, informou que o vereador Mazinho do Gás (PL) já informou que vai assinar a petição, o que não o fez, ainda, “por questão de saúde e que ainda está se recuperando”.

Cabo Deyvison acredita na coleta da sétima assinatura, mesmo dentro dos quadros da situação na Câmara Municipal de Mossoró: “Acredito que com essa polêmica, é melhor pular do barco que está naufragando, se não quiserem desgaste politico”.

Segundo o documento que norteia a abertura da CEI, a investigação federal em curso aponta indícios de irregularidades em contratos públicos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, com registros de falhas de execução contratual, não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço.

“Tais elementos, por si, impõem a atuação fiscalizatória desta Câmara Municipal, em defesa do interesse público municipal, a gravidade do caso se intensifica porque o objeto investigado envolve a rede pública de saúde, setor em que qualquer desvio, sobrepreço ou entrega irregular repercute diretamente na assistência às usuárias e aos usuários do SUS e no abastecimento de medicamentos e insumos, afetando a continuidade e a qualidade do serviço essencial”, diz Plúvia Oliveira.

Assinaturas

A bancada de oposição em Mossoró abriu na internet, abaixo-assinado “CEI da Matemática de Mossoró” para coleta de 10 mil assinaturas em apoio à abertura de Comissão de Inquérito na Câmara de vereadores para investigar desvios de verbas e pagamento de propina a gestores municipais.

“Enquanto a propaganda oficial tenta pintar uma cidade perfeita, a realidade que encontramos nas UPAs e Unidades Básicas é de abandono. Falta médico, falta dipirona, sobram filas e, agora, surgem denúncias gravíssimas de desvios de recursos”, diz a chamada do site.

 Tribuna do Norte

TANGARAENSE - ENTENDA: A “Matemática de Mossoró”

 


A “Matemática de Mossoró”

Para além do volume financeiro, a decisão judicial detalha o funcionamento interno do suposto esquema, descrito nas investigações como a “Matemática de Mossoró”. O termo refere-se, segundo a investigação, a uma suposta reserva fixa de valores ilícitos dos contratos de medicamentos e falado pelos próprios investigados, conforme diálogos gravados ao longo do inquérito.

De acordo com diálogos interceptados na sede da Dismed e relatórios da Polícia Federal, o grupo operava com uma margem de 25% de retorno sobre o faturamento. A partilha desse percentual era segmentada em várias frentes, dentre as quais: 15% seriam destinados a um agente identificado nas conversas como “Allyson” — que a investigação associa ao prefeito Allyson Bezerra devido ao contexto e à proximidade com os empresários — e 10% seriam direcionados a uma segunda pessoa, referida apenas como “Fátima”.

A investigação ilustra o suposto esquema com um exemplo usado pelos alvos da operação. “Como visto acima, um dos diálogos mais relevantes captados durante a interceptação ambiental diz respeito à divisão de dinheiro, oriundo de pagamentos da Prefeitura de Mossoró. Ao descreverem esta divisão, os seus locutores a denominam de ‘Matemática de Mossoró’”, apontam os investigadores.

Etapas da Matemática de Mossoró, conforme diálogos colhidos pela PF:

1.     “MOSSORÓ tem uma Ordem de Compra de quatrocentos mil (R$ 400.000,00).”

2.     “Desses quatrocentos, ele entrega duzentos (R$ 200.000,00)!”

3.     “Dos duzentos ele vai e pega trinta por cento (30%), sessenta (R$ 60.000,00), então aqui ele comeu sessenta (R$ 60.000,00)!”

4.     “Fica cento e quarenta (R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento (100%).”

5.     “Setenta com sessenta é meu, cento e trinta (R$ 130.000,00).”

6.     “Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYISON e FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLISSON.”

7.     “Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa!”

 A engrenagem do suposto esquema em Mossoró contava, segundo a decisão, com “contatos de confiança” dentro da estrutura administrativa. A investigação reforça que a operação não poderia acontecer sem a participação ativa ou omissão deliberada de vários servidores da pasta.

Em nota, a defesa de Allyson Bezerra afirmou que não há elementos que vinculem pessoalmente o prefeito às irregularidades investigadas. Segundo os advogados, o mandado foi deferido com base em diálogos envolvendo terceiros e não resultou em qualquer medida restritiva ao gestor.

“A investigação envolve contratos firmados entre municípios e empresas fornecedoras de medicamentos, em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do prefeito de Mossoró”, diz o texto. A defesa ressaltou ainda que Allyson colaborou desde o primeiro momento com as autoridades.

O prefeito de Mossoró ressaltou que, ainda em 2023, editou um decreto municipal determinando que todos os medicamentos distribuídos pela Prefeitura de Mossoró passassem obrigatoriamente pelo Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus), plataforma federal de controle e rastreamento de insumos.

Tribuna do Norte

TANGARAENSE - Gestão Allyson pagou R$ 14,2 milhões, entre 2021 e 2025, a empresas alvos de investigação da PF

 




Bruno Vital
Repórter

A Prefeitura de Mossoró pagou R$ 14,2 milhões a empresas investigadas na Operação Mederi, da Polícia Federal, entre os anos de 2021 e 2025. A decisão judicial que autorizou medidas cautelares na investigação apura indícios de irregularidades em contratos na área da saúde em cinco municípios potiguares, e aponta que Mossoró é a principal remetente de recursos à empresa Dismed no período analisado.

Dados extraídos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) mostram que os valores pagos pelo município à Dismed, entre 2021 e 2025, somam R$ 13,6 milhões. O pico dos envios ocorreu em 2024, quando os repasses chegaram a quase R$ 6 milhões. A investigação também classifica Mossoró como o Município que mais enviou recursos à Drogaria Mais Saúde em 2025, ao destinar R$ 684,1 mil. Com isso, o volume de recursos movimentados entre 2021 e 2025 com as duas empresas alcança a cifra de R$ 14,2 milhões.

Na edição de quinta-feira (29), a TN revelou que o dano mínimo das supostas fraudes aos cofres públicos das cinco prefeituras investigadas é estimado em R$ 13,3 milhões — valor já bloqueado pela Justiça. Desse montante, a maior parte, R$ 9,5 milhões, foi bloqueada cautelarmente em Mossoró.

Os repasses à Dismed cresceram de forma progressiva ao longo dos anos. Em 2021, os pagamentos somaram R$ 143.895,00. Em 2022, o valor subiu para R$ 1.274.671,80. No ano seguinte, 2023, os repasses alcançaram R$ 3.401.155,73. O maior volume foi registrado em 2024, quando a Prefeitura de Mossoró pagou R$ 5.864.704,79 à empresa. Já em 2025, mesmo antes do encerramento do exercício, os pagamentos identificados chegam a R$ 2.920.640,16.

“O volume de recursos públicos envolvidos, somado ao volume de dinheiro em espécie sacado pelas empresas, por si só, já constituiria circunstância digna de suspeita acerca da licitude da relação mantida com o ente municipal”, diz trecho do documento ao qual a reportagem da TRIBUNA DO NORTE teve acesso.

Para os apuradores, a suspeita de irregularidade na movimentação de recursos entre Município e empresa é reforçada “pela proximidade política entre OSEAS MONTHALGGAN, sócio da DISMED, e ALLYSON BEZERRA (prefeito municipal de Mossoró)”.

Nesse trecho, a investigação apresenta um print da rede social de Oseas Monthalggan, onde ele publicou uma foto ao lado de Allyson com a legenda: “Hoje quero parabenizar a esse prefeito, que na minha concepção um dos melhores do Brasil! Ele também veio pra somar, acredita no nosso projeto”. Allyson responde: “Muito obrigado pela lembrança, meu amigo!”. Monthalggan foi candidato a prefeito em Upanema pelo MDB e recebeu 3.181 votos. Ele foi derrotado por Renan Mendonça Fernandes (PP).



A decisão destaca que o volume de recursos públicos envolvidos, aliado a outros elementos colhidos no curso da investigação — como pagamentos por produtos não entregues, aquisição de medicamentos em quantidades incompatíveis com o consumo e compras com prazo de validade reduzido —, foi considerado suficiente para justificar o aprofundamento das apurações e a adoção de medidas cautelares.

Os autos ressaltam ainda que as conclusões apresentadas se baseiam em elementos indiciários levantados pelas autoridades policiais e de controle, no âmbito de uma investigação em curso, não representando juízo definitivo sobre a ocorrência de crimes ou responsabilidade individual de agentes públicos ou empresas envolvidas.

A Operação Mederi investiga contratos firmados por prefeituras do Rio Grande do Norte com empresas fornecedoras de medicamentos e insumos de saúde, com foco na aplicação de recursos públicos federais repassados aos fundos municipais de saúde em cinco cidades: Mossoró, Paraú, São Miguel, Serra do Mel e José da Penha. As apurações continuam em andamento.

Valores pagos por Mossoró a Dismed



2021: R$ 143.985,00
2022: R$ 1.274.671,80
2023: R$ 3.401.155,73
2024: R$ 5.864.704,79
2025: R$ 2.920.640,16

Total: R$ 13.605.158,48

Valores pagos a Drogaria Mais Saúde em 2025

 

Mossoró: R$ 648.128,68
Dix-Sept Rosado: R$ 248.010,02
Triunfo Potiguar: R$ 182.100,16
Serra do Mel: R$ 110.346,56
Paraú: R$ 103.751,45
Fernando Pedrosa: R$ 63.258,91
Martins: R$ 38.991,50
Angicos: R$ 19.279
Jardim do Seridó: R$ 382,98

Fonte: PF/CGU/TCE-RN

 


Duas pessoas morrem e criança fica ferida em acidente na BR-427, no Sertão da Paraíba

 


Um grave acidente de trânsito registrado na tarde deste sábado (31) deixou duas pessoas mortas e uma criança ferida na BR-427, no Sertão da Paraíba. O caso aconteceu no km 14 da rodovia, no trecho entre os municípios de Paulista e Pombal.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi um capotagem envolvendo um carro, que seguia no sentido Paulista–Pombal. No veículo estavam um homem, uma mulher e uma criança, de apenas um ano. O homem, de 37 anos, morreu ainda no local.

A mulher de 29 anos foi socorrida por uma equipe do Samu e levada para o Hospital Regional de Pombal, em estado grave. Já a criança foi socorrida por pessoas que passavam pelo local e encaminhada para a mesma unidade de saúde.

De acordo com o hospital, a mulher passou por atendimento de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. A unidade não divulgou a identidade da vítima.

Ainda conforme o boletim médico, a criança de um ano foi avaliada pelos médicos e, por precisar de exames mais detalhados, foi transferida para o Hospital Infantil de Patos, onde segue em observação, mas está consciente e orientada.

Equipes da PRF estiveram no local para organizar o trânsito e registrar a ocorrência. As causas do acidente ainda serão investigadas.

 

TANGARAENSE - RECEITA DE DOMINGO DO CHEF JPB: Aprenda a fazer tilápia na castanha de caju no Chef JPB

 


O Chef JPB ensina o preparo de uma tilápia na castanha de caju. A receita é apresentada pela chef Gisleide da Silva Lima, que mostra o passo a passo da variação do peixe e dá dicas para realçar o sabor e a textura do prato.

Ingredientes:

  • 400 gramas de filé de tilápia
  • 02 ovos
  • 50 gramas de farinha de rosca
  • 100 ml de leite
  • 100 gramas de castanha de caju triturada

Modo de preparo

Para preparar a tilápia na castanha de caju, o primeiro passo é separar uma tigela e misturar o leite, os ovos e a farinha de rosca até obter uma combinação homogênea.

Em seguida, os filés de tilápia devem ser mergulhados na mistura, garantindo que fiquem completamente envolvidos no empanamento.

Após essa etapa, os filés são cobertos com a castanha de caju triturada, pressionando levemente para que o ingrediente adira bem à superfície do peixe.

Com o óleo aquecido a cerca de 180 °C, os filés devem ser fritos por aproximadamente 10 minutos, ou até ficarem dourados e crocantes por fora, mantendo a carne macia por dentro.

 

TANGARAENSE - RECEITA 'BOM KI SÓ': Aprenda a fazer um pão de jerimum usando o liquidificador

 


A receita deste domingo (1) do Inter TV Rural é um pão de jerimum - também conhecido como abóbora em outras regiões - feito usando apenas um liquidificador.

O jerimum e o flocão de milho são bases para o preparo simples de um pão fofinho. A receita foi repassada pelo gastrólogo Alexandre Dantas.

🍲 Ingredientes

  • 160 g de flocão de milho
  • 100 g de jerimum cru sem casca e sem sementes cortado em cubos pequenos
  • 180 ml de água
  • 5 ovos
  • 20 g ou uma colher de sopa cheia de fermento químico em pó
  • 15 ml ou 1 colher de sopa de azeite
  • Sal a gosto

Para o recheio (opcional)

  • Cubos de queijo coalho (ou outro de sua preferência)
  • Patê de frango
  • Azeite ou óleo para untar a forma

👨🍳 Modo de preparo

Em um recipiente espaçoso, começamos hidratando o flocão de milho, como se fossemos preparar um cuscuz normal. Temperamos os flocos com sal, colocamos água até cobrir toda massa. Cobrimos com um pano e aguardamos cerca de 10 minutos.

Após esse tempo de descanso, observamos que o flocão fica hidratado e já absorveu a água. Nessa receita o flocão deve ficar bem molhadinho, até mais do que quando utilizamos para fazer cuscuz.

O próximo passo da receita é no liquidificador. Adicionamos no copo do liquidificador o flocão já hidratado, os cubos de jerimum (vamos usar o jerimum caboclo, mas pode ser outro), os ovos, uma pitada de sal e uma colher de sopa de azeite. Processamos todos os ingredientes por alguns minutos no liquidificador.

Depois de bater por cerca de 2 a 3 minutos, teremos uma massa bem lisa. Nesse ponto, adicionamos fermento em pó e batemos na função “pulsar”, rapidamente, 2 ou 3 vezes e a massa estará pronta.

Podemos levar o pão para assar em qualquer recipiente, individuais ou uma porção maior. Escolhemos pequenas porções. É importante lembrar de untar com azeite o refratário que vai ao forno.

Após untar, despejamos a massa, colocamos o cubo de queijo coalho no centro do recipiente e levamos ao forno preaquecido de 180 a 200°. O ponto ideal é quando a massa fica com a superfície levemente dourada. Nessa receita, o pão ficou cerca de 45 minutos no forno.

Uma dica: o recheio de patê de frango deve ser utilizado somente após o pão ser assado. Quando estiver pronto, partimos ao meio com uma faca e recheamos com o patê.

 

Mega-Sena concurso 2.967 acumula e prêmio Vai a R$ 130 milhões; veja os números sorteados

 


Mega-Sena acumulou mais uma vez. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.967, sorteado na noite deste sábado (31) em São Paulo. Com isso, o prêmio estimado para o próximo sorteio, que acontece na terça-feira (03), salta para R$ 130 milhões.

Números Sorteados:

01 – 06 – 38 – 47 – 56 – 60

Ganhadores dos Prêmios Secundários:

  • Quina (5 acertos): 72 apostas - R$ 59.070,09 cada.
  • Quadra (4 acertos): 6.741 apostas - R$ 1.039,98 cada.

A arrecadação total deste concurso foi de R$ 106.729.320,00.

Como Apostar:

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio em lotéricas, pelo site ou app Loterias Caixa. O bolão digital pode ser feito até as 20h30 apenas online. É necessário ter 18 anos ou mais.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Rombo fiscal fecha 3º ano seguido acima de R$ 1 trilhão no governo Lula

 


O setor público consolidado –formado por União, Estados, municípios e estatais fechou 2025 com déficit nominal de R$ 1,076 trilhão, o terceiro ano consecutivo acima de R$ 1 trilhão no governo Lula. Os dados são do Banco Central e incluem gastos com juros da dívida.

Apesar da arrecadação recorde, a dívida bruta do governo geral subiu para 78,7% do PIB, o equivalente a R$ 10 trilhões, alta de 7 pontos percentuais desde o início do atual governo.

Somente em juros, o setor público gastou R$ 1,023 trilhão em 2025, pressionado pela Selic em 15% ao ano. Juros elevados encarecem a dívida e refletem o risco fiscal percebido pelo mercado.

A dívida pública federal atingiu R$ 8,65 trilhões, a maior alta anual desde 2015, e pode chegar a R$ 10,3 trilhões em 2026, ano eleitoral.

No resultado primário, que exclui os juros, o déficit foi de R$ 53,3 bilhões em 2025, aumento real de 6,7% em relação a 2024. Segundo o Tesouro, o governo central teve déficit primário de R$ 61,7 bilhões, após ajustes para cumprir o arcabouço fiscal.

Especialistas avaliam que a regra fiscal em vigor não melhorou as perspectivas da dívida, que segue em trajetória de alta.

 Blog do BG

Luiz Fux é diagnosticado com pneumonia dupla e se afasta de sessões presenciais no STF

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux informou que não vai participar presencialmente da sessão solene de reabertura do ano judiciário, marcada para a próxima segunda-feira (2). O aviso foi feito ainda na sexta-feira (30) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A notícia é do Metrópoles. O motivo, segundo nota divulgada por seu gabinete, é que o magistrado foi diagnosticado com pneumonia dupla provocada pelo vírus influenza, condição com potencial de transmissão.

Por orientação médica, o ministro permanecerá afastado das atividades presenciais ao longo da próxima semana. Apesar do problema de saúde, Fux participará da cerimônia de reabertura por videoconferência.

No comunicado, o gabinete afirma que, além de não comparecer à sessão de abertura, por causa da doença, Fux também não deve participar das demais sessões ao longo da semana.

Mais de 100 homens já perderam o pênis no RN por causa do câncer

 


Com o slogan “Cuide! Você só tem um”, a Sociedade Brasileira de Urologia do RN (SBU-RN) promove campanha de conscientização e prevenção ao Câncer de Pênis. A campanha, que acontece anualmente em todas as seccionais do país, durante o mês de fevereiro, tem a finalidade de alertar para os dados alarmantes da doença que, na maioria dos casos, poderia ser facilmente evitada apenas com a correta higienização do órgão e outras medidas simples.

Números obtidos pela SBU junto ao Ministério da Saúde mostram que de 2021 a 2025 foram registradas 2.359 mortes em decorrência do câncer de pênis em todo o país, e 2.949 amputações do órgão. Só no RN, foram 105 amputações neste período.

Os especialistas alertam que, quando diagnosticado tardiamente, uma das formas de tratamento da doença pode ser a amputação de parte ou totalidade do órgão. Números do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) do Ministério da Saúde apontam que nos últimos dez anos foram mais de 5,8 mil amputações, o que corresponde a uma média de 585 pênis amputados por ano.

“O câncer de pênis apresenta baixa incidência, se comparado a outros tipos de cânceres que acometem o homem, como por exemplo o de próstata. Porém, é uma doença que pode levar à morte ou à amputação total ou parcial do órgão. Se pensarmos que este tipo de câncer pode ser evitado com ações simples, como água e sabão, entendemos a importância de ações de conscientização e prevenção voltadas à sociedade”, ressaltou o presidente da SBU-RN, Pedro Sales.

As principais medidas para evitar o câncer de pênis são higiene adequada do órgão; vacinação contra o HPV; cirurgia de postectomia - recomendada para os pacientes que não conseguem puxar o prepúcio para trás para expor a glande, a fim de higienizá-la corretamente; e uso de preservativos durante relações sexuais para evitar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Governo Federal revela número de potiguares que foram deportados em 2025 pelos Estados Unidos

 


De acordo com dados do programa de acolhimento para repatriados Aqui é Brasil, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), Minas Gerais lidera o ranking dos estados brasileiros com maior número de deportados em 2025.

O Rio Grande do Norte está entre os estados com o menor número de deportados. Foram 4, segundo o mesmo ranking. O número é o mesmo da Paraíba, Sergipe e Acre.

Desde a criação do programa, em agosto, ao menos 3.113 pessoas retornaram ao Brasil. Desse total, 52,4% tinham Minas Gerais como destino final. Rondônia e São Paulo aparecem na sequência, em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

 

Silêncio de aliados estratégicos expõe cautela em torno de Allyson

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