sexta-feira, 24 de julho de 2026

TANGARAENSE – VÍDEO ‘O DESCASO CONTINUA’: Na Rua Aprígio Fernandes, Calçamento precário, Boca de Lobo destampado e Fossa estourada escorrendo no meio da rua

 



TANGARAENSE – VÍDEO | O DESCASO CONTINUA

No desgoverno do "Pronto, DESPREPARADO e Querendo", moradores da Rua Aprígio Fernandes convivem diariamente com uma série de problemas que colocam em risco a população. O Ativista Popular o amigo do povo Zezinho Dantas, mostra como está a rua Aprígio Fernandes.

A situação na Rua Aprígio Fernandes, em Tangará, segue preocupando moradores. O cenário é de abandono, com calçamento precário, boca de lobo destampada, oferecendo risco à população, e uma fossa estourada, com esgoto escorrendo pelo meio da rua.

Além dos transtornos para quem mora e trafega pela via, o problema representa riscos à saúde pública e à segurança, especialmente para crianças, idosos e motociclistas.

Moradores denunciam que os problemas persistem e cobram providências urgentes do poder público. Além dos transtornos diários, a situação representa riscos para pedestres, motociclistas, motoristas e à saúde da população.

Enquanto a comunidade espera por soluções, o cenário continua marcado pelo abandono e pela falta de manutenção.

 


TANGARAENSE - VÍDEO: Influenciadora Digital Thalitta Carolini, surpreende mulher que teve seu veículo que utilizava para trabalhar, apreendida pela PRF e a presenteia com uma moto

 



A influenciadora digital @thalittacarolini de Tangará (RN), protagonizou uma atitude que emocionou a população ao presentear a também tangaraense Paula com uma moto.

Há alguns dias , Paula havia perdido o veículo que utilizava para trabalhar após ele ser apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Conhecida por ser uma jovem, mãe, trabalhadora e pessoa de bem, ela foi surpreendida com o presente.

Segundo Thalita, a decisão nasceu de um propósito colocado por Deus em seu coração.

“Se Deus mandar, pode ser o valor que for, eu irei fazer.”

O gesto rapidamente repercutiu nas redes sociais e recebeu elogios de moradores, que destacaram a sensibilidade e a generosidade da influenciadora.

Parabéns à @thalittacarolini por mostrar que a solidariedade ainda transforma vidas.

Que sua atitude sirva de inspiração para que mais pessoas façam o bem, independentemente do tamanho da ajuda.

️ Quando Deus toca um coração disposto a ajudar, muitas vidas são alcançadas.

OPINIÃO: Arminio Fraga: “O quadro é desastroso”

 


Ex-presidente do Banco Central, um dos economistas mais respeitados do Brasil e com grande trânsito no exterior (foi convidado no início de julho por Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, para coordenar o grupo de trabalho que revisará a comunicação da instituição americana), Arminio Fraga não esconde a preocupação com o país. Os mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes e as dificuldades das empresas em rolar dívidas são sintomas de problemas no mercado de crédito que costumam anteceder a períodos recessivos. “O próprio governo encurta o perfil de sua dívida, o que é um sinal claríssimo de que a situação está difícil”, diz. De acordo com Fraga, que é CEO e sócio-fundador da Gávea Investimentos, o presidente Lula é um dos responsáveis pelos problemas. “Dizem que já temos austeridade fiscal demais, mas que austeridade é essa que fez a dívida pública crescer?”, questiona o economista, para quem cortar os gastos requer um compromisso dos três Poderes.

Qual é o aspecto econômico que melhor representa o terceiro mandato de Lula? As estatísticas de emprego e de crescimento foram boas até agora, mas os ingredientes para que o Brasil possa crescer a um ritmo mais acelerado e sustentável ainda não foram acionados. A taxa de investimento continua muito baixa. Sem isso e sem ganhos de produtividade, o país não vai andar. Nesse meio-tempo, as fragilidades da economia estão crescendo.

Que fragilidades são essas? A situação fiscal é bastante grave. Embora o governo tenha criado o arcabouço fiscal, chutou o pau da barraca logo de cara e os resultados estão aí. Em termos médicos, o Brasil está com uma baita febre, representada pelo fato de o país pagar uma taxa muito alta de juro para tomar dinheiro emprestado. Esse “febrão” não pode ser confundido com questões de curto prazo, cíclicas ou de inflação, porque os juros de longo prazo também estão altíssimos. Desde 1994, o crescimento per capita do Brasil foi de 1,3%, que é muito modesto, para não dizer medíocre.

“A situação fiscal é bastante grave. Embora o governo tenha criado o arcabouço fiscal, chutou o pau da barraca logo de cara e os resultados estão aí, na forma de juros altos”

Como o desequilíbrio fiscal agrava esse quadro? Do lado fiscal, as metas que foram definidas no início do mandato nasceram modestas e não foram cumpridas. O fato é que a situação não é sustentável. O mercado de crédito também dá sinais muito preocupantes. Há, pelo menos, 80 milhões de pessoas inadimplentes. Muitas empresas que se endividaram utilizaram instrumentos de securitização e hoje têm dificuldades de rolar suas dívidas. O próprio governo está encurtando o perfil de sua dívida, o que é um sinal claríssimo de que a situação está difícil. Eu entendo que o governo não queira emitir papel de trinta anos pagando inflação mais 8% ao ano, mas, por outro lado, assim ele aumenta o risco de sua própria rolagem.

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Ainda que muitos problemas acompanhem o país há décadas, há também a resistência de Lula em cortar gastos. Diante disso, o que se pode prever de um eventual quarto mandato dele? O presidente mantém uma liderança relevante nas pesquisas e é o favorito hoje para vencer as eleições. A pergunta que deve ser feita é qual será o Lula que teremos em um quarto governo. Sei que é difícil para o presidente aceitar, mas há uma certa semelhança com o governo de Dilma Rousseff, quando foi feito um grande esforço para vencer a eleição, estourando as contas de uma maneira espetacular. A situação atual do Brasil requer muito mais um governo do estilo Lula 1, do que do Lula 3 ou da Dilma. Não tem como tapar o sol com a peneira.

Tudo indica que o adversário de Lula na eleição será o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O que se pode esperar de um eventual governo dele? O que se pode levar em conta é o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, que foi imensamente problemático, a começar pela própria questão da sobrevivência da democracia, para mim inegociável. Seu pai trouxe um economista liberal para o governo, mas ele próprio não é um liberal, nem do ponto de vista econômico, nem do político. Aquilo criou várias tensões que não podemos esquecer. Foi um governo que não apoiou vacinação, facilitou a venda de armas e munições e não esteve à altura dos desafios sociais do país.

Recentemente, o senhor afirmou que romper a polarização política é essencial para o país voltar a crescer. Há condições de surgir uma terceira via nesta eleição? Entre os nomes mais conhecidos, eu diria que os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema talvez pudessem oferecer respostas que contassem com o apoio do Congresso para tirar o Brasil dessa situação. Quero crer que um Congresso que, apesar de alguns traços ideológicos confusos, pode ser visto como de centro-direita se sentiria mais responsável pelo país ao trabalhar com um governo da mesma linha política.

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Em março, o senhor declarou apoio à pré-candidatura de Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul. Sem ele na corrida eleitoral, o senhor pretende apoiar outro nome? Não pretendo. Eu me expus muito nos últimos anos e não me arrependo. Sou partidário de procurar o melhor voto possível para o Brasil. Eu tenho votado na linha original do PSDB, onde eu a encontrar. Sou um pouco órfão daquele PSDB histórico, pois é o que representava a melhor chance de o país se desenvolver e oferecer mais oportunidade a todos. O governador Eduardo Leite certamente se apresentava nessa linha geral. O governador Caiado tem um histórico mais conservador, mas fez um governo de qualidade em Goiás. Pode ser uma boa opção.

Que temas econômicos estão travados pela polarização política e merecem um debate menos apaixonado e mais racional? É saudável haver um pêndulo político que oscile um pouco para o conservadorismo e, depois, para a esquerda, mas ele precisa ser curto. O Brasil é um país muito desigual, por isso é difícil construir soluções, e é natural que haja essa oscilação, mas o pêndulo não precisa ser uma bola de demolição. Há alguns grandes blocos de soluções para o país se desenvolver. O primeiro é promover uma reforma importante da previdência, hoje deficitária a perder de vista. Outro aspecto tem a ver com a qualidade do Estado. Nenhum país se desenvolve sem um Estado que funcione bem, que entregue serviços de qualidade à população. Daí vêm ganhos de produtividade e sociais. Um terceiro bloco são os gastos tributários. Quando se somam todos os subsídios e benefícios fiscais, incluindo os estaduais, em parte injustificáveis, chega-se a 9% do PIB. Não é possível que a gente não consiga cortar pelo menos uns 3 pontos percentuais disso. O Brasil precisa passar por uma boa peneirada, porque o quadro geral é desastroso. Uma verdadeira vergonha. Por outro lado, há muito espaço para melhorar em todas as áreas, o que viabilizaria um crescimento acelerado e inclusivo.

O senhor concorda com quem diz que, sem um forte ajuste fiscal, o Brasil para em 2027?Eu não diria que o país vai parar, mas pode ser até pior. Acho que podemos entrar em uma recessão. O mercado de crédito dá sinais preocupantes e, quando isso acontece, geralmente acaba mal. Se o pior cenário se materializar, não tem muita mágica que se possa fazer.

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Em que ponto o atual governo mais errou?Há quem diga que o Brasil já tem austeridade fiscal demais, mas que austeridade é essa que fez o gasto público sair de um quarto do PIB para um terço nos últimos quarenta anos? Não houve austeridade nenhuma. Faltou prioridade. Faltou encarar esses gastos e também os gastos tributários que levam o governo a renunciar a receitas. Hoje, alguém pode ser tributado em 8% e outra pessoa com a mesma renda, em 27%.

“Não descarto uma recessão em 2027. Por isso, tenho recomendado às empresas e às pessoas que tomem muito cuidado com as dívidas. Preservem o caixa e não peguem empréstimos”

Mas o senhor já trabalha, de fato, com um cenário de recessão no ano que vem?Trabalho, sim. Acho até provável. Por isso, tenho recomendado às empresas bastante cuidado com o endividamento. É preciso preservar o caixa. Às vezes, pessoas perplexas com o que estão vendo me perguntam o que fazer agora. Em geral, eu começo dizendo para não tomarem dinheiro emprestado. O empréstimo será um paliativo, mas o custo é fatal. Não o tome. É o ponto principal. Tente organizar a sua vida. Reconheço que, para uma parcela enorme da população, é impossível se planejar financeiramente, porque as pessoas vivem na linha d’água e qualquer problema as quebra. Mas, para quem pode, tome cuidado.

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Após o Plano Real, havia a sensação de que o Brasil enfim decolaria. Em que ponto o país perdeu o rumo? O Plano Real foi um marco. Na sequência, o país enfrentou algumas crises que revelaram problemas antes ocultos pela inflação. Houve a crise bancária, a crise fiscal e depois a crise cambial. Elas foram resolvidas antes do primeiro governo Lula, que enfrentou uma crise de desconfiança. Lula e o PT tiveram uma atuação excelente no primeiro mandato e superaram a crise. No meio do Lula 1, eu realmente achava que o Brasil daria certo, mas logo a coisa começou a se perder. A disciplina fiscal foi desaparecendo, ideias velhas e fracassadas foram recicladas. Por várias razões — algumas externas, como a pandemia —, o Brasil saiu dos trilhos e não voltou até agora. É um problema de natureza política. Não é um problema tecnocrático. A pergunta que me faz perder o sono é por que a gente não aprende com esses erros do passado?

Sendo um problema político, quanto o Legislativo, que também pressiona por mais gastos, e o Judiciário, que defende os penduricalhos, são responsáveis por essa situação crítica nas contas públicas? Em termos econômicos, os penduricalhos do Judiciário têm algum peso e, sobretudo, são um absurdo ético. Mas a maior responsabilidade cabe ao Executivo e ao Legislativo. Cortar os gastos requer um grau de negociação que tem se mostrado difícil, mas é um fato que, sem o Legislativo, isso não andará. O maestro dessa orquestra é o Executivo, mas não se pode atribuir a ele toda a responsabilidade.

O presidente da Argentina, Javier Milei, é o modelo de parte da direita e promoveu grandes cortes de gastos. Como o senhor o avalia? Ele encontrou um país destruído por oitenta anos de peronismo. O grande mérito de Milei foi encarar essa questão de frente, ainda que do jeito dele. Sua visão libertária da economia tem feito muito bem à Argentina. Parte de seu ajuste foi meio tosco, mas não tinha jeito. Havia muito o que fazer nesse caso. Não vejo nele nenhuma inclinação ditatorial, como apontam alguns críticos, e, por isso, torço muito para que dê certo. Seria muito bom.

Veja

 

EUA taxam produtos brasileiros em até 37,5% a partir desta sexta (24) e atingem 3 mil itens

 


Os Estados Unidos começaram a aplicar nesta sexta-feira (24) uma nova tarifa sobre produtos brasileiros que pode elevar a tributação de algumas exportações para até 37,5%.

A sobretaxa de 12,5% anunciada pelo governo americano se soma à tarifa adicional de 25% aplicada na semana passada e atinge cerca de 3 mil produtos brasileiros.

Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), os itens afetados representam cerca de US$ 12,5 bilhões (aproximadamente R$ 63,7 bilhões) em exportações anuais para o mercado dos EUA.

A maior parte dessas vendas, cerca de 85,3%, passa a acumular as duas tarifas, chegando à cobrança adicional de 37,5% para entrar no mercado americano.

Entre os produtos atingidos está o etanol brasileiro, que ficou fora das listas de exceção divulgadas pelo governo dos Estados Unidos. Com isso, o combustível passa a enfrentar a alíquota máxima aplicada pelas novas medidas.

As tarifas fazem parte de investigações abertas pelo governo americano com base na Seção 301 do Trade Act de 1974, que avalia possíveis práticas comerciais consideradas desleais e questões relacionadas ao trabalho forçado em cadeias produtivas.

Os efeitos das medidas já aparecem nas exportações brasileiras. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que 20 dos 27 estados brasileiros tiveram queda nas vendas para os EUA no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Desde março de 2025, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 13%, uma redução equivalente a cerca de US$ 2,6 bilhões.

Veja alguns dos produtos que terão tarifa de até 37,5%

  • Etanol: etanol de cana-de-açúcar (combustível), álcool etílico não desnaturado para uso industrial ou em bebidas e álcool etílico para produção de químicos.
  • Polpa solúvel de alta pureza: celulose de madeira para fabricação de fios têxteis (como rayon e viscose), polpa para a produção de celofane e derivados químicos de celulose para plásticos.
  • Máquinas agrícolas e de mineração: tratores agrícolas, colheitadeiras, semeadoras, escavadeiras para mineração, britadeiras e componentes de borracha específicos para esses maquinários.
  • Transformadores elétricos industriais: transformadores de potência para subestações elétricas, transformadores de distribuição urbana e equipamentos de infraestrutura para centros de dados de inteligência artificial.
  • Calçados: sapatos e botas com sola e parte superior de couro, calçados esportivos (tênis) e calçados de segurança industrial.
  • Móveis de madeira: mesas, cadeiras, armários e estantes de madeira de lei ou compensados, exceto assentos técnicos específicos para aeronaves.
  • Vestuário novo: camisas de algodão, calças jeans, peças de moda íntima novas, blusas sintéticas e casacos de inverno.
  • Pisos e rochas ornamentais: placas de granito polido, blocos de mármore trabalhados, quartzito para bancadas e pisos de madeira engenheirada.
  • Equipamentos eletrônicos: equipamentos eletrônicos para uso geral, infraestrutura industrial ou aplicações de consumo.

Entre os itens isentos das novas sobretaxas, estão:

  • aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos;
    produtos de aço e alumínio já tributados pela Seção 232;
  • ferro-gusa, pelotas de minério de ferro, sucata metálica e hidróxido de alumínio;
  • materiais informativos, como livros e filmes;
  • doações humanitárias e bagagem de uso pessoal;
  • alguns produtos agrícolas e florestais, como determinados tipos de madeira tropical, café solúvel não aromatizado, mel orgânico e cortes específicos de carne bovina.

 

ALERTA EM NATAL: Asfalto afunda perto do Viaduto da Urbana e STTU isola trecho

 


A STTU identificou, durante monitoramento na madrugada desta sexta-feira (24), um afundamento no pavimento nas proximidades do Viaduto da Urbana, em Natal.

O trecho foi isolado e sinalizado pelos agentes para evitar riscos aos motoristas que passam pela região.

Segundo a secretaria, a Seinfra já foi comunicada para realizar os serviços necessários de manutenção no local.

A STTU informou que continua acompanhando a situação e orienta os condutores a redobrarem a atenção até a conclusão dos reparos.

Blog do BG

ROMBO: Dívida do Brasil dispara quase R$ 1 trilhão em 6 meses e bate recorde histórico de R$ 10,6 trilhões

 


A dívida pública brasileira teve forte alta nos primeiros seis meses de 2026, segundo análise do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, com base nos dados oficiais.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) aumentou cerca de R$ 950 bilhões desde janeiro e chegou a R$ 10,6 trilhões, ultrapassando pela primeira vez essa marca na história.

O valor da dívida também cresceu em relação ao tamanho da economia. No início do ano, ela representava 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em julho, passou a equivaler a 81,1% do PIB.

Outro indicador, a Dívida Pública Federal (DPF), que reúne os débitos emitidos pelo Tesouro Nacional, também subiu. O montante passou de R$ 8,3 trilhões para R$ 8,68 trilhões em apenas seis meses.

Na prática, segundo o levantamento, o governo emitiu cerca de R$ 404 bilhões em novos títulos públicos, valores que serão pagos futuramente pelo Tesouro Nacional.

ANÁLISE: Estados governados pela esquerda têm maiores altas de violência contra mulheres, diz Cláudio Humberto

 


O RN aparece com um dos maiores avanços nos números de homicídios de mulheres do Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, com informações referentes a 2025. O estado registrou alta de 61,8% no indicador, segundo análise divulgada pelo colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Na avaliação do colunista, estados governados pela esquerda concentram os piores resultados no levantamento quando o assunto é violência contra mulheres.

O Amapá, governado pelo esquerdista Clécio Luís (à época do Solidariedade, agora no União), aparece com a maior variação do país, com aumento de 347,7% na taxa de feminicídios.

Antes de se hospedar no União Brasil, Clécio Luís teve como lar o PT, por 16 anos; o Psol, outros 11 anos; e a Rede, mais 4 anos, escreveu o colunista. Ele destacou ainda que o Amapá também registrou crescimento de 198,5% nos homicídios de mulheres.

O RN, governado pela petista Fátima Bezerra, aparece em segundo lugar no ranking citado por Cláudio Humberto, com alta de 61,8% no número de homicídios de mulheres.

O levantamento também aponta o Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), com a maior taxa de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes entre os estados analisados: 6,2, acima da média nacional de 3,2.

Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que reúne informações oficiais sobre criminalidade no país.

 

TJRN anula criação de 60 cargos comissionados para a Fundação José Augusto

 


O Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) anulou a criação de 60 cargos comissionados de Agente de Cultura Popular na Fundação José Augusto (FJA). A decisão foi tomada após um pedido da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que questionou a forma como as funções foram criadas.

Segundo a ação, as atividades previstas para os cargos envolvem tarefas técnicas, administrativas e operacionais. Para os desembargadores, esse tipo de trabalho deve ser exercido por servidores aprovados em concurso público, e não por pessoas escolhidas livremente para ocupar cargos comissionados.

Ao analisar o caso, o Tribunal destacou que a Constituição estabelece o concurso público como principal forma de ingresso no serviço público. Os cargos comissionados, por outro lado, devem ser usados apenas em cargos de direção, chefia e assessoramento.

A relatora do processo, desembargadora Lourdes de Azevêdo, afirmou que as atividades dos Agentes de Cultura Popular estão ligadas à execução, organização, supervisão e apoio administrativo das Casas de Cultura Popular. 

“As atribuições dos cargos de Agente de Cultura Popular revelam atividades voltadas à execução, organização, supervisão e suporte administrativo das Casas de Cultura Popular, caracterizando funções permanentes de natureza técnica, operacional e burocrática”, afirmou.

Ainda de acordo com a decisão, os cargos não exigem uma relação de confiança especial entre o servidor e o superior e também não envolvem funções de chefia ou direção. Por esse motivo, não se enquadram nas situações em que a legislação permite a contratação por meio de cargo comissionado.

A relatora também citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. Segundo a Corte, cargos comissionados não devem ser usados para atividades técnicas, administrativas ou operacionais, mas apenas para funções de direção, chefia e assessoramento.

 

VÍDEO: Prefeitura retira trailer e cigarreira irregulares durante operação no Alecrim

 


A Prefeitura do Natal realizou, na noite desta quinta-feira (23), uma operação de ordenamento do comércio informal no bairro do Alecrim, na zona Leste da capital. A ação resultou na retirada de um trailer instalado na Avenida Presidente Bandeira, conhecida como Avenida 2, e de uma cigarreira localizada na Rua dos Paiainás, a Avenida 10.

De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), as duas estruturas foram instaladas após a publicação de portaria que proíbe novos estabelecimentos comerciais desse tipo na região.

A operação foi coordenada pela Semsur e contou com apoio da Guarda Municipal, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e da Urbana. Segundo a Prefeitura, o objetivo é cumprir a legislação, ordenar os espaços públicos e garantir mais segurança e mobilidade para pedestres, comerciantes e motoristas que circulam pelo Alecrim.

A ação ocorreu sem intercorrências. As estruturas apreendidas foram encaminhadas para o depósito da Semsur, onde ficarão à disposição dos proprietários. A retirada dos equipamentos será autorizada após a regularização da situação e o pagamento da multa prevista na legislação. O valor pode variar de R$ 600 a R$ 24 mil, conforme a infração.

A Semsur informou que as operações de ordenamento terão continuidade em diferentes pontos da cidade, com reforço na fiscalização para coibir novas ocupações irregulares em áreas públicas de Natal.

 


RN registra pior mês de maio na geração de empregos desde a pandemia

 


Fernando Azevêdo
Repórter

O Rio Grande do Norte teve em 2026 o pior mês de maio desde 2020, ano marcado pela pandemia de covid-19, na geração de empregos. Foram 109 postos formais de trabalho criados nesse mês, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta terça-feira (30). O resultado, obtido a partir da diferença entre 19.380 admissões e 19.271 demissões, colocou o RN na segunda pior posição do Nordeste no mês, à frente apenas de Alagoas (-75).

Em maio de 2020, o estado havia registrado o saldo de - 4.496 postos de emprego formal; em 2021, +1.662; em 2022, +3.484; em 2023, +1.715; em 2024, +2.882; e em 2025, +2.159. Com isso, o resultado de maio de 2026 é apenas 5% do registrado no mesmo mês do ano passado.

Na avaliação do economista Arthur Néo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon), o resultado aponta para uma desaceleração na geração de empregos no estado, mesmo com leve avanço diante de abril, quando o estado perdeu postos formais de emprego. No mês passado, o RN registrou saldo de -156 vagas, pior resultado estadual desde 2021 (-1.044).

“Como a gente já vinha com um saldo negativo do mês passado, houve um certo crescimento, mas inexpressivo no sentido de algum crescimento econômico. É um dado bem preocupante, porque mês a mês o estado vem mostrando uma incapacidade de crescimento econômico de geração de empregos”, diz o economista.

Para Arthur Néo, o resultado de maio poderia ser pior se não fossem os festejos juninos e a Copa do Mundo. Isso porque as datas geram uma demanda temporária no mercado de trabalho, especialmente nos setores de serviços e comércio.

Por setores econômicos, maio de 2026 registrou a criação de vagas no Comércio (146), Serviços (400) e Indústria (38), e perdas na Agropecuária (-244) e na Construção (-229). “O saldo positivo de 109 empregos formais em maio evita um resultado negativo, mas confirma uma desaceleração importante do mercado de trabalho no RN”, diz Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiern).

Já a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) avalia que o mês registrou menor dinamismo no mercado de trabalho potiguar, “influenciado principalmente pelos saldos negativos da agropecuária e da construção civil. Ao mesmo tempo, os setores de serviços e comércio continuaram gerando empregos e impediram que o saldo estadual fosse negativo”.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o RN registrou a geração de 215 vagas. O setor de Serviços lidera o acumulado do ano com +5.087 postos criados. A Agropecuária é destaque negativo, com saldo de -5.580, influenciada especialmente pelo cultivo de melão (-3.787).

Em nível nacional, maio de 2026 também bateu recorde negativo frente a 2020. O saldo do mês foi de 72,9 mil vagas de trabalho formal criadas no Brasil, a partir da diferença entre 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de demissões.

Microempresas seguram geração

Na análise por portes das empresas, as microempresas são as únicas com saldo positivo no acumulado do ano (+5.728), enquanto as médias (-3.174) e grandes empresas (-2.127) registraram saldos negativos. Já empresas de pequeno porte registraram saldo de -212.

Apesar do recorde negativo de maio, os pequenos negócios foram destaque, especialmente as microempresas, que registraram saldo de 717 empregos gerados nesse mês.

Os dados constam no Boletim do Emprego, elaborado pelo Sebrae-RN (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) com base nas informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

“O desempenho das microempresas demonstra que o segmento continua sendo a principal porta de entrada para novos empregos formais no estado, refletindo a resiliência do empreendedorismo e sua importância para a economia potiguar”, diz Alinne Dantas, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN que coordena o levantamento.

Tendência é negativa para próximos meses

As perspectivas para os próximos meses são negativas, projeta o economista Arthur Néo. “Vamos entrar no mês de julho, que, fora o movimento da Copa, não tem mais nenhum outro evento expressivo para o Rio Grande do Norte”, diz.

“O setor de indústria vai continuar sofrendo, o setor de comércio vai continuar sofrendo, e o próprio setor de agricultura também vai continuar sofrendo. Serão dois meses, julho e agosto, bem duros para o RN”, avalia o economista, observando a dinâmica do mercado de trabalho potiguar.

Ainda segundo ele, apesar de as microempresas sustentarem a geração de empregos, elas geram postos de menor valor agregado e que pagam menos. Arthur Néo vê com preocupação a baixa presença da indústria na geração de oportunidades, uma vez que o setor costuma pagar remunerações de maior valor.

“O menor volume de admissões sugere redução do risco de expansão econômica. As empresas estão contratando menos, refletindo um ambiente de maior cautela. Houve uma diminuição na demanda por mão de obra formal”, observa.

Números

Geração de empregos formais em maio de 2026 no RN

Admissões 19.380
Desligamentos 19.271
Agropecuária -244
Construção -229
Comércio 146
Serviços 400
Indústria 38
Saldo de empregos 109

Saldo dos meses de maio desde 2020 no RN


2020 -4.496
2021 +1.662
2022 +3.484
2023 +1.715
2024 +2.882
2025 +2.159
2026 +109

Fonte: Caged

 

Fim da escala 6x1 pode custar R$ 3 bi por ano e reduzir 7,8 mil empregos no RN, aponta Fecomércio

 


De acordo com o estudo, a mudança também pode provocar aumento de preços de até 13%, com reflexo direto no custo de vida da população. O apoio à proposta o fim da escala 6x1 cai de 75% para 55,6% quando os entrevistados são informados sobre possíveis consequências da mudança.

A proposta de extinção da escala 6x1 e de redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas pode gerar um custo adicional de R$ 3 bilhões por ano para as empresas do Rio Grande do Norte, segundo estimativas do Instituto Fecomércio RN (IFC) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento também projeta a possível eliminação de 7,8 mil empregos formais no estado no curto e médio prazo.

O impacto tende a ser mais concentrado nos setores de comércio e serviços, responsáveis por parcela significativa da geração de empregos no Rio Grande do Norte. De acordo com o estudo, a mudança também pode provocar aumento de preços de até 13%, com reflexo direto no custo de vida da população.

O tema foi analisado em pesquisa do Instituto Fecomércio RN com 1.305 trabalhadores formais dos maiores municípios potiguares. O levantamento aponta que, embora a proposta tenha apoio inicial entre os entrevistados, 91,3% dos que se dizem favoráveis afirmam ter conhecimento médio ou baixo sobre as implicações concretas da medida. Mais de 89% dos trabalhadores ouvidos disseram já ter ouvido falar da proposta, mas apenas 8,7% afirmaram compreender efetivamente suas consequências práticas.

A pesquisa mostra ainda que os próprios trabalhadores identificam riscos associados à mudança. Entre os efeitos citados estão aumento da rotatividade de mão de obra, apontado por 71,1% dos entrevistados; crescimento da informalidade, mencionado por 65%; acúmulo de funções, citado por 63,5%; e redução de postos formais de trabalho, indicada por 60,2%.

Outro dado do levantamento é que o apoio à proposta cai de 75% para 55,6% quando os entrevistados são informados sobre possíveis consequências da mudança. Redução salarial, mencionada por 44,8%, e aumento do desemprego, citado por 37,8%, aparecem entre os principais fatores que levariam parte dos trabalhadores a retirar o apoio à medida.

Segundo o Instituto Fecomércio RN, os trabalhadores de menor renda, que apresentam maior apoio inicial à proposta, também estão entre os mais vulneráveis aos impactos de um eventual aumento de custos para as empresas. O estudo aponta que esse grupo poderia ser mais afetado por demissões ou pela migração para a informalidade em um cenário de ajuste de custos trabalhistas.

Em âmbito nacional, as projeções da CNC indicam que a extinção da escala 6x1 e a redução da jornada poderiam gerar R$ 357,4 bilhões em custos adicionais anuais para os setores de comércio e serviços. A entidade também estima a perda de até 631 mil empregos formais em todo o país.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o debate sobre a proposta deve considerar os efeitos sobre a economia, o emprego e a renda. Segundo ele, o setor de comércio, serviços e turismo reúne empresas de diferentes portes e atividades com características distintas, incluindo segmentos com forte sazonalidade.

“O comércio de bens, serviços e turismo é extremamente heterogêneo, envolvendo desde micro e pequenas empresas até grandes redes, além de atividades com forte sazonalidade, como o turismo e a hospitalidade. Uma legislação impositiva e uniforme pode gerar efeitos adversos, como fechamento de estabelecimentos, demissões e aumento de preços ao consumidor, conforme nossos estudos projetam. Qualquer mudança neste sentido deve ocorrer por meio da negociação coletiva, respeitando a diversidade, as especificidades regionais e as diferentes realidades econômicas do setor”, afirmou Marcelo Queiroz.

 

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