A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou,
nesta terça-feira (07), a segunda fase da Operação Impacto, que teve como alvo
integrantes de uma organização criminosa armada com atuação interestadual. As
diligências foram realizadas nos municípios de Natal, João Câmara, Macau e
Bento Fernandes. Cinco pessoas foram presas.
As investigações tiveram início em maio de 2025,
após a prisão do principal investigado na cidade de Colombo/PR, ocasião em que
foram apreendidos diversos materiais probatórios, dentre eles, dispositivos que
possuíam uma vasta quantidade de dados que permitiram aprofundar as
investigações e identificar a estrutura financeira utilizada pelo grupo
criminoso.
Durante a apuração, foi constatada a movimentação de
aproximadamente R$ 400 mil por meio de vinte e duas contas bancárias, pertencentes
a pessoas físicas e jurídicas, utilizadas para ocultar e dissimular valores
provenientes do tráfico de entorpecentes. Simultaneamente ao cumprimento dos
mandados judiciais, foi determinada e executada a indisponibilidade dos ativos
financeiros identificados.
Na cidade de Macau, foram realizadas três prisões,
sendo duas em flagrante e uma em cumprimento de mandado de prisão preventiva
contra um homem de 28 anos, identificado como fornecedor de drogas para
diversas localidades do estado. Também foram cumpridos mandados de busca e
apreensão em endereços vinculados ao suspeito, resultando na apreensão de
diversos comprimidos de ecstasy, porções de LSD, certa quantidade de cocaína,
R$ 3.300,00 em espécie, uma máquina de cartão e diversos aparelhos celulares.
Em Bento Fernandes, foi cumprido mandado de prisão
preventiva contra uma investigada, de 32 anos, responsável, segundo
investigações, como uma das principais lideranças da organização criminosa na
cidade de João Câmara e na região do Mato Grande.
Já em Natal, foi cumprido mandado de prisão
preventiva em um condomínio de alto padrão localizado no bairro Dix-Sept
Rosado, Zona Oeste de Natal, investigado pelo fornecimento de drogas em larga
escala e lavagem de dinheiro. Na ocasião, foram apreendidos um veículo de alto
valor comercial, dispositivos eletrônicos e uma pistola calibre 380.
A segunda fase da Operação Impacto representa mais
um avanço das investigações voltadas ao enfrentamento das organizações
criminosas, à responsabilização de seus integrantes e à descapitalização
financeira do grupo, por meio da identificação e bloqueio de ativos
provenientes da atividade criminosa.
Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para os
procedimentos legais e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão
à disposição da Justiça.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça a
importância da colaboração da população no combate ao crime organizado.
Informações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia
181.
Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e
pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, foi preso em flagrante por posse
ilegal de arma durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta
terça-feira (7) pela Polícia Federal (PF).
Agentes encontraram um fuzil no veículo de Canella.
A TV Globo apurou que o ex-prefeito alegou que o fuzil não era dele.
"Operação Unha e Carne VI - um dos alvos da operação, investigado como
braço político do grupo, foi preso em flagrante pelo crime de possuir ou portar
arma de fogo de calibre restrito, após os policiais encontrarem um fuzil .556
no interior de seu veículo", informou a PF .
Canella era inicialmente alvo de um mandado de busca
e apreensão nesta etapa da Unha e Carne, que mira uma rede de postos de
combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema
de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos. Outro alvo de buscas foi o
delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.
O ministro Kassio Nunes Marques se aproximou do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ponto de os dois tomarem whisky juntos.
Um desses encontros foi narrado pelo próprio
ministro a colegas. Segundo esse relato, foi Nunes Marques quem levou a bebida
para o convescote.
Nunes procurou o presidente para tentar emplacar seu
juiz auxiliar Henrique Gouveia da Cunha como desembargador do TRF1. Em 2023,
Lula já havia atendido a um pedido do ministro para o preenchimento de outra
vaga no tribunal com a indicação do juiz João Carlos Mayer. O petista empoderou
ainda mais Nunes Marques com a indicação de Carlos Brandão para o STJ.
A coluna apurou que, durante a conversa, Nunes
avisou ao presidente que votaria pela condenação de Cláudio Castro por abuso de
poder político e econômico nas eleições de 2022. O julgamento estava parado por
um pedido de vista do ministro. Em maio deste ano, ele devolveu o caso para o
plenário e o ex-governador foi declarado inelegível por oito anos.
A aproximação entre o ministro e Lula é recente e
discreta. Nunes Marques foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro,
assim como André Mendonça. Ambos têm sido alvo de ataques da rede bolsonarista
que questionam posicionamentos dos dois em alguns julgamentos.
A relação com Nunes Marques foi afiançada pelo
ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e
Combate à Fome) e o governador Rafael Fonteles (PT). Juntos, eles formam em
Brasília a “República do Piauí”. O ministro também é próximo do presidente do
PP, Ciro Nogueira, outro conterrâneo.
Nunes Marques e André Mendonça ocupam atualmente a
presidência e a vice-presidência do TSE e serão responsáveis por conduzir a
Justiça Eleitoral durante as eleições deste ano.
A seleção brasileira colecionou decepções na Copa do
Mundo. A eliminação mais precoce desde 1990, recorde negativo de posse de bola,
país que menos correu entre os 48 participantes… Ainda assim, Carlo Ancelotti
terá direito a um aumento salarial de 20% no novo contrato, que se inicia com o
fim do Mundial e só se encerra em 2030.
A notícia é do R7. Com um detalhe
importante: o salário do italiano, de R$ 5 milhões mensais, já fazia dele o
mais bem pago entre todos os treinadores da Copa. A prorrogação do vínculo
acertada com o presidente da CBF, Samir Xaud, vai lhe garantir R$ 6 milhões
mensais.
Serão R$ 72 milhões por temporada ou R$ 288 milhões
até a Copa em Portugal, Espanha e Marrocos, marcada para 2030. Demitir Carlo
Ancelotti significaria uma multa extremamente alta, que não foi revelada pela
CBF. Se o treinador pedir demissão, terá de pagar o equivalente a um mês de
seus vencimentos.
Ancelotti também conseguiu manter o bônus de R$ 30
milhões em caso de título da próxima Copa do Mundo. Como se sabe, a premiação
para o Mundial de 2026 não será paga diante da campanha medíocre nos Estados
Unidos.
Depois de Ancelotti, os técnicos mais bem pagos da
atual Copa são Thomas Tuchel, na Inglaterra; Mauricio Pochettino, nos EUA; e
Jullian Nagelsmann, na Alemanha. Apenas Tuchel segue com chances de título – a
Inglaterra enfrenta a Noruega nas quartas de final.
A distribuidora Europa Filmes deu início ao processo
para lançar nos cinemas a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A
empresa solicitou à Agência Nacional do Cinema (Ancine), em 22 de junho, o
Registro de Obra Estrangeira, etapa necessária para obter o Certificado de
Registro de Título e, posteriormente, a classificação indicativa do Ministério
da Justiça.
A Ancine tem prazo de até 30 dias para analisar o
pedido, podendo ampliar esse período caso sejam necessárias informações
complementares.
O filme ‘Dark Horse’ é alvo de controvérsias desde o
anúncio. Investigações apuram suspeitas de irregularidades no financiamento da
produção, incluindo recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro e contratos
da produtora com a Prefeitura de São Paulo.
Parlamentares da base do governo também pediram ao
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o adiamento do lançamento, sob a alegação de
propaganda eleitoral antecipada. O pedido, porém, foi rejeitado pelo presidente
da Corte, ministro Nunes Marques.
O Brasil tem 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou
mais que não concluíram a educação básica, o equivalente a 37,3% da população
nessa faixa etária. Os dados são de um estudo inédito do Instituto de Estudos
Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ), apresentado durante o lançamento da
Rede EJA e Inclusão Produtiva.
Demanda diminui por mortalidade
O levantamento mostra que a redução da demanda por
Educação de Jovens e Adultos (EJA) não ocorreu principalmente por mais pessoas
voltarem à escola.
51% da
queda desde 2012 ocorreu por mortalidade;
Apenas 8% foi
resultado da EJA.
Segundo o estudo, para cada pessoa que concluiu a
educação básica pela EJA, mais de seis morreram sem terminar os estudos.
EJA atende apenas 1,5% da demanda
A principal política pública voltada ao público tem
baixa cobertura.
A
EJA atende 1,5% da demanda potencial;
Anos
iniciais do Ensino Fundamental: 1,4%;
Anos
finais: 1,1%;
Ensino
Médio: 2,3%.
Alagoas registra a maior cobertura (4,1%) e Mato
Grosso do Sul a menor (0,7%).
Oferta de turmas diminuiu
Entre 2008 e 2024, os municípios sem nenhuma turma
de EJA passaram de 493 para 1.092.
Hoje, apenas 24,6% das escolas de educação básica
oferecem a modalidade. Na prática, três em cada quatro escolas não possuem
turmas de EJA.
Prejuízo econômico
O estudo estima que a baixa escolaridade gera uma
perda anual de R$ 66 bilhões em renda.
Renda
média de quem não concluiu a educação básica: R$ 1.427;
Quem
concluiu recebe, em média, R$ 2.777;
A
taxa de pobreza desse grupo é 1,8 vez maior.
Se metade desse público concluísse os estudos, o
impacto positivo seria equivalente a 0,6% do PIB.
Motivos do abandono escolar
Entre os homens:
53,9% deixaram
a escola por causa do trabalho;
61,7% apontam
o emprego como principal obstáculo para voltar a estudar.
Entre as mulheres:
34,9% não
retornam por responsabilidades familiares;
22,9% interromperam
os estudos por gravidez.
Perfil de quem não concluiu os estudos
O levantamento mostra que:
63,9% são
pessoas pretas e pardas;
As
maiores concentrações estão nas regiões Norte e Nordeste.
O grupo é dividido em:
19
milhões não concluíram os anos
iniciais do Ensino Fundamental;
25,6
milhões abandonaram o Ensino
Fundamental;
19,3
milhões deixaram a escola durante o
Ensino Médio.
Propostas para reverter o cenário
O estudo recomenda:
estabelecer
metas de concluintes em números absolutos;
concentrar
investimentos nas regiões com maior déficit educacional;
ampliar
a oferta de creches;
criar
horários flexíveis;
integrar
estudo, trabalho e responsabilidades familiares.
Segundo os pesquisadores, o novo Plano Nacional de
Educação representa uma das últimas oportunidades para ampliar a escolarização
das gerações que ainda permanecem fora da escola.
Depois de um início dramático, com direito a pênalti
desperdiçado por Lionel Messi e desvantagem de 2 a 0 no placar, a Argentina
mostrou força de campeã e conseguiu uma virada emocionante por 3 a 2 sobre o
Egito, garantindo vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
Messi, que havia desperdiçado uma cobrança na
primeira etapa, se recuperou em grande estilo e marcou um dos gols da reação
argentina. Cristian Romero iniciou a recuperação, o camisa 10 empatou a partida
e Enzo Fernández completou a virada, mantendo vivo o sonho do bicampeonato
mundial da seleção Argentina.
O Egito fez uma grande atuação e esteve muito perto
de protagonizar uma das maiores zebras da competição, mas não resistiu à
pressão da atual campeã do mundo nos minutos finais.
Com o resultado, a Argentina segue na disputa pelo
título e agora aguarda o vencedor do confronto entre Suíça e Colômbia nas
quartas de final.
A senadora Dra. Eudócia (AL) fez uma série de
acusações graves contra o senador Renan Calheiros e contra Renan Filho, ex-governador
de Alagoas, durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado
Federal, nesta terça-feira (7). A parlamentar afirmou que os dois teriam
relação com um suposto esquema envolvendo sonegação fiscal, lavagem de dinheiro
e crime organizado, citando a Operação Carbono Oculto e desdobramentos
investigativos no setor de combustíveis.
Durante a fala, Dra. Eudócia disse estar “indignada”
com o que classificou como uma ligação entre o antigo governo de Alagoas e
empresários investigados no setor de combustíveis. “Isso me causa revolta, isso
me causa indignação de saber que o ex-governador Renan Filho compactuou com
esse crime de forma que ele está envolvido com o crime organizado, lavagem de
dinheiro junto com o Paulo Dantas e junto também com o senador Renan
Calheiros”, declarou.
A senadora afirmou ainda que, em sua avaliação,
decisões relevantes do governo estadual passariam pelo senador Renan Calheiros.
“Tudo antes de passar nas mãos do Renan Filho e do Paulo Dantas tem que passar
nas mãos do senador Renan Calheiros”, afirmou.
As acusações foram feitas em um momento de tensão na
CAE. Segundo a parlamentar, Renan Filho havia participado da reunião por
videoconferência e relatado projetos de lei, mas não teria respondido às
acusações feitas anteriormente por ela. Dra. Eudócia citou um ditado popular
para criticar o silêncio.
“Na minha terra a gente sempre diz: quem cala
consente. Então, implicitamente, ele está consentindo que realmente tem
ligação, sim, com o Ricardo Magro e com a sonegação de imposto que aconteceu no
estado de Alagoas”, disse.
Senadora cita Ricardo Magro, Refit e
suposto esquema com combustíveis
Na declaração, Dra. Eudócia mencionou o empresário
Ricardo Magro, ligado à antiga Refinaria de Manguinhos, atual Refit, e afirmou que
ele estaria foragido e incluído na lista vermelha da Interpol. A parlamentar
associou o empresário a um suposto esquema de sonegação bilionária no setor de
combustíveis.
“O Ricardo Magro, que era dono da Refinaria
Manguinhos, que atualmente se chama Refit, teve ligação direta com a sonegação
de impostos que o ex-governador Renan Filho fez no meu estado de Alagoas”,
afirmou.
Segundo a senadora, combustíveis importados teriam
passado por águas alagoanas antes de seguir para o Rio de Janeiro, sem
fiscalização efetiva no estado.
“Os navios vinham de fora, paravam nas águas
profundas de Alagoas, sequer atracavam no porto. Os barris de combustível
chegavam intactos no Rio de Janeiro porque sequer eram fiscalizados em
Alagoas”, declarou.
Dra. Eudócia questionou por que as cargas teriam que
passar por Alagoas antes de seguirem para o Rio de Janeiro. “Por que esses
combustíveis que vinham de fora tinham que passar pelas águas, pelo oceano de
Alagoas? E por que esses navios não atracavam em Alagoas?”, perguntou.
Precatórios e ICMS entram no centro da
acusação
Outro ponto central da fala foi a suposta utilização
de precatórios para pagamento de ICMS. A senadora afirmou que decretos editados
durante a gestão de Renan Filho, com participação do então secretário da
Fazenda George Santoro, teriam permitido que tributos fossem quitados com o que
ela chamou de “precatórios podres”.
“Por que Santoro e Renan Filho fizeram decretos para
pagar esse ICMS através de precatórios? Precatórios podres, senhor presidente”,
disse. Segundo Dra. Eudócia, Alagoas teria deixado de arrecadar quase R$ 1
bilhão com o mecanismo.
“Foram sonegados quase R$ 1 bilhão para o meu
estado, que é um estado pequeno e carente de recursos. Isso é muito”, declarou.
A parlamentar afirmou que o dinheiro poderia ter sido usado em áreas
essenciais.
“Esse ICMS poderia entrar no estado de Alagoas para
que nós pudéssemos ter mais recursos para colocar na saúde, na educação, para
construir moradias e melhorar o nosso estado”, disse.
Acusação envolve PCC e contratos de
jatinhos
Dra. Eudócia também afirmou que o suposto esquema
teria ligação com o PCC. Ela acusou o atual governador de Alagoas, Paulo
Dantas, de manter operações que, segundo ela, teriam relação com integrantes da
organização criminosa.
“Infelizmente, saber que o estado de Alagoas,
através do Renan Filho, está ligado a esse esquema de lavagem de dinheiro
através de Ricardo Magro e saber que o PCC está envolvido nesse esquema.
Portanto, o Renan Filho também está envolvido com o PCC, como está envolvido
Paulo Dantas”, afirmou.
A senadora ainda citou supostos contratos envolvendo
aeronaves. “Paulo Dantas, que é o atual governador, inclusive alugou jatinhos
do PCC. O levantamento que nós fizemos já está em milhões de reais pagos ao
PCC, dono desses jatinhos, como o Beto Louco e outros mais”, declarou.
Pedido de investigação e CPI
Dra. Eudócia informou que apresentou uma
notícia-crime contra Renan Filho junto à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral
da República e ao Ministério Público Federal. Ela também defendeu a criação da
CPI do Carbono Oculto para investigar suspeitas no setor de combustíveis.
“Coloquei uma notícia-crime contra o ex-governador
Renan Filho na Polícia Federal, na PGR e no Ministério Público Federal para que
apure o motivo dele não ter recolhido esses impostos para Alagoas”, afirmou.
A parlamentar pediu apoio de outros senadores para
instalar a comissão parlamentar de inquérito. “Eu abri uma CPI chamada CPI do
Carbono Oculto e peço aos colegas senadores e senadoras que possam assinar para
a gente passar o Brasil a limpo em relação a esses crimes”, disse.
Até o momento, as declarações representam acusações
feitas pela senadora Dra. Eudócia e dependem de apuração pelos órgãos
competentes. Renan Calheiros, Renan Filho, Paulo Dantas e os demais citados não
foram condenados pelos fatos mencionados na fala. O espaço permanece aberto
para manifestação dos citados.
A Federação dos Municípios do RN (Femurn) anunciou
que o Governo do RN, na gestão Fátima Bezerra (PT), deve um montante de R$
212,9 milhões aos municípios do Estado, fruto do não repasse de valores
constitucionais pertencentes as Prefeituras. O caso foi destaque no Jornal
96 - assista acima:
O valor foi divulgado nesta terça-feira (7), poucas
horas após o Governo anunciar o pagamento de "boa parte" da dívida.
"Mesmo com o pagamento de R$ 17 milhões realizado ontem, a
dívida do Governo do Estado com os municípios foi elevada para mais
de R$ 200 milhões, após o vencimento de novos repasses não realizados",
disse a Femurn.
De acordo com a FEMURN, os valores em atraso estão
distribuídos da seguinte forma:
IPVA: R$ 50.403.479,63
ICMS: 95.014.192,25
Fundeb (ICMS): R$ 67.477.772,24.
O total devido aos municípios atualizado pela
Federação dos Municípios é de R$ 212.926.331,45.
A Federação alerta que o aumento da dívida agrava a
situação financeira das prefeituras e pode comprometer a continuidade de
serviços públicos, sobretudo nas áreas de saúde, educação, assistência social e
infraestrutura. A entidade reforça o pedido para que o Governo do Estado
regularize, com urgência, os repasses constitucionais devidos aos municípios do
Rio Grande do Norte.
Enquanto o Rio Grande do Norte enfrenta uma das
situações mais graves de vulnerabilidade hídrica do Nordeste, com 118
municípios em situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal, o
próprio Executivo federal passou a ser alvo de acusações de ter reduzido o
fluxo de água da transposição do Rio São Francisco que deveria beneficiar o
estado.
Na última sexta-feira (3), o Ministério da
Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil Nacional,
reconheceu a situação de emergência em Carnaubais, no Oeste potiguar, em razão
da estiagem. A falta de chuvas, segundo o próprio reconhecimento federal,
compromete o abastecimento de água, a produção agrícola e a criação de animais,
atingindo diretamente famílias, trabalhadores rurais e pequenos produtores.
O caso de Carnaubais se soma a um quadro alarmante.
De acordo com dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, o RN
possui atualmente 118 municípios com reconhecimento federal de situação de
emergência. São 103 cidades afetadas pela seca, 14 pela estiagem e 7 por
enchentes provocadas por fortes chuvas. O reconhecimento permite que as
prefeituras solicitem recursos à União para compra de água mineral, cestas
básicas, kits de higiene, kits de limpeza e outras ações emergenciais.
Mas, em meio ao avanço da seca e da estiagem, o
pré-candidato a deputado federal pelo PL, Nilvan Ferreira, divulgou um vídeo
acusando o Governo Federal de ter fechado comportas e reduzido a água da
transposição do Rio São Francisco que chegaria ao Rio Grande do Norte. No
registro, feito em estruturas do canal em Bom Jesus, ele afirma que o local
estaria secando após a interrupção do fluxo.
Segundo Nilvan, a água teria sido liberada apenas
temporariamente para produzir imagens de divulgação e propaganda política.
Depois disso, ainda conforme a denúncia feita por ele, as comportas teriam sido
fechadas, deixando a população sem o abastecimento prometido. “Vocês fizeram
gambiarra com container, vocês fizeram gambiarra com ponte, vocês fizeram
gambiarra, um espetáculo cinematográfico para você vir fazer toda aquela
propaganda”, afirmou.
A acusação é grave porque ocorre justamente no momento
em que o próprio Governo Federal reconhece oficialmente a emergência hídrica em
dezenas de municípios potiguares. Para Nilvan Ferreira, a população nordestina
teria sido enganada com imagens de fartura de água, enquanto, na prática, o
canal estaria voltando a secar e a promessa de segurança hídrica não estaria
sendo cumprida.
O contraste é direto: de um lado, o Governo Federal
publica portarias reconhecendo que municípios do RN precisam de socorro por
causa da estiagem e da seca; de outro, é acusado de reduzir ou interromper o
fluxo da principal obra hídrica prometida para aliviar o sofrimento do
semiárido. Se confirmada, a situação expõe uma contradição dura: o governo
reconhece a calamidade, mas seria apontado por adversários como responsável por
limitar justamente a água que poderia amenizar a crise.
A situação reacende o debate sobre a efetividade da
transposição do São Francisco e sobre a prioridade dada ao abastecimento do Rio
Grande do Norte. Para os municípios em emergência, a discussão não é apenas
política. É uma questão de sobrevivência, produção, dignidade e acesso à água.
O espaço permanece aberto para manifestação do Governo Federal sobre as
acusações.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros
Uma cena de grande
prejuízo e tristeza foi registrada na madrugada desta terça-feira (7) em uma
propriedade rural de João Vitor, nas proximidades do Rio Seridó, em Jardim do
Seridó (RN).
Segundo o proprietário,
cães conseguiram romper a tela de proteção da criação, invadiram o galpão e
mataram mais de 150 frangos. De acordo com relatos, os animais não chegaram a
consumir as aves, apenas as atacaram, deixando um rastro de destruição no
local.
Além da perda de mais de
uma centena de frangos, a estrutura da criação também foi danificada durante a
invasão. O prejuízo é considerado significativo para João Vitor, que mantém a
atividade como resultado de muito trabalho e dedicação.
Quem esteve no local
descreveu a cena como desoladora, com dezenas de aves espalhadas pelo terreno.
Apenas outro setor da criação não foi atingido porque possuía grades e barreiras
que impediram o acesso dos cães.
O caso acende um alerta
para proprietários de animais e para as autoridades sobre a importância da
guarda responsável de cães, especialmente em áreas rurais, a fim de evitar
novos ataques e prejuízos aos criadores da região.