domingo, 14 de junho de 2026

CAMPESTRENSE: O prefeito Eribaldo Lima, convida todos os campestrense, para assistir o jogo do Brasil, na próxima sexta-feira (19), haverá uma programação especial com música ao vivo a partir das 19h00



O prefeito Eribaldo Lima avisa aos munícipes que, em virtude do jogo do Brasil na próxima sexta-feira (19), às 21h30, haverá uma programação especial com música ao vivo a partir das 19h00. 

 O evento contará com muita animação e confraternização para a população acompanhar a partida em clima de festa. Por trás do Posto Policial, na Rua Francisco Lopes de Morais por trás do Histórico Bar 4 x 0. Todos estão convidados a participar e prestigiar esse momento de lazer e união da comunidade. 🇧🇷🎶⚽️

O prefeito Eribaldo Lima destacou o espírito de união e confraternização entre os campestrenses durante a torcida pela Seleção Brasileira.

"Aqui não tem política, não tem lado A nem lado B. Aqui somos todos com o mesmo objetivo: torcer pela vitória da nossa seleção. Bom domingo a todos, estamos juntos!", afirmou.

A mensagem reforça a importância da união da população em momentos de celebração, deixando de lado as diferenças para apoiar o Brasil. 🇧🇷💚💛



Marrocos se tornou 1ª seleção em Copas do Mundo com 11 jogadores em campo nascidos fora do país

 



O Marrocos estabeleceu uma marca inédita no empate em 1 a 1 com o Brasil, no sábado. A seleção africana se tornou a primeira equipe a ter 11 "estrangeiros" em campo, jogadores nascidos fora do país. Depois da substituição do meia Ounahi no segundo tempo, o Marrocos contou com atletas nascidos em cinco países diferentes, embora todos tenham ascendência marroquina.

Dos 11 titulares do Marrocos contra o Brasil, apenas Ounahi nasceu no país, em Casablanca. Ele deu lugar a El Mourabet, francês de nascimento, no mesmo minuto em que Brahim Díaz (espanhol de nascimento) foi substituído por Talbi (belga de nascimento).

Dezenove dos 26 convocados do Marrocos nasceram em outros países, mas têm ascendência marroquina e por isso foram atraídos para defender a seleção africana. A Real Federação Marroquina de Futebol (FRMF) mantém uma rede de captação de jogadores, e é por isso que a seleção chegou tão forte nesta Copa do Mundo.

O monitoramento de quem joga na Europa foi implantado há cerca de 15 anos, sendo um dos braços de um projeto do Rei Mohammed VI, um entusiasta do futebol. Em 2009, após fracassos seguidos da seleção, ele idealizou um centro de formação para criar uma nova geração vencedora. O que tem acelerado o processo é justamente a captação de jogadores de ascendência marroquina que nasceram e se desenvolveram em outros países.

Desde então os resultados são espantosos, com muito sucesso nas categorias de base, títulos continentais e mais vitórias em uma única Copa do Mundo (três, no Catar-2022, quando terminou no quarto lugar) do que o país havia conquistado em toda a história dos Mundiais, em cinco participações.

Neste Mundial, Marrocos é a terceira seleção com mais jogadores nascidos em outros países. Dos 19, três estrearam pela seleção neste ano: Issa Diop, neto do primeiro senegalês a jogar o Campeonato Francês; Salah-Eddine, que defendeu a seleção holandesa sub-21; e o mais famoso deles, Ayyoub Bouaddi, ex-capitão da seleção francesa sub-21.

Todos eles são frutos de um movimento social muito maior, a diáspora africana, um processo histórico de dispersão de milhões de famílias para outros continentes. Estima-se que até 5 milhões de pessoas com ascendência marroquina vivam fora do país, a maioria delas na França, na Espanha e na Bélgica – 15 dos convocados de Marrocos para esta Copa nasceram nestes países.

A captação de jogadores neste contexto foi comandada por Hervé Renard, técnico francês que depois esteve em duas Copas (na masculina com a Arábia Saudita e na feminina com a França). Foi por intermédio dele que Hakimi, Amrabat, Mazraoui e outros aceitaram defender Marrocos, entre 2016 e 18.

Neste contexto, a seleção marroquina se antecipa e chega às jovens promessas antes mesmo das seleções dos países em que elas nasceram. Marrocos não é um prêmio de consolação para quem não alcança as seleções europeias, pelo contrário, tem sido a escolha de protagonistas de seleções de base europeias, que preferem defender a bandeira de suas famílias (como Brahim Díaz e Bouaddi).

Segundo um levantamento da Universidade de Oxford, da Inglaterra, nos últimos dez anos a seleção marroquina teve 61 jogadores nascidos em outros países e praticamente metade deles (precisamente 28, ou 46%) optou por trocar de seleção. Seja por vontade própria, preferência esportiva ou até pressão familiar, esses jogadores estão preferindo Marrocos.

– Fiquei surpreso. Não acho que haja muitos centros de treinamento como este no mundo. São instalações de altíssimo nível. Temos um time muito bom, todo mundo se dá bem, e tudo está perfeito. Tomei minha decisão e sou muito orgulhoso disso. Foi um alívio ter escolhido assim, e estou muito feliz de representar meu país – disse Ayyoub Bouaddi no mês passado.

Como funciona a rede de formação

Mas captar não é tudo, e Marrocos também quer formar jogadores no próprio país. O Complexo Mohammed VI recebe adolescentes a partir dos 12 anos de idade, que podem permanecer até os 18. Eles têm à disposição dormitórios, refeitórios, dez salas de aula, academia, piscina e campos oficiais de grama comum e sintética.

Foram 16,8 milhões de dólares investidos em Salé, na periferia da cidade de Rabat. A estrutura é tão boa que também é usada pela seleção principal, que treinou lá antes de viajar para a Copa do Mundo.

As crianças que se destacam antes dos 12 anos são admitidas em quatro centros de treinamento menores, em outras cidades, Casablanca, Fez, Marrakech e Tânger. Esta rede forma jogadores de diversos níveis, e os melhores são naturalmente aproveitados pelas seleções de base do Marrocos.

Foi daí que saíram dois dos convocados para a Copa do Mundo: o zagueiro Aguerd (que acabou cortado por lesão) e o meio-campista Ounahi.

Vários estavam na campanha do título mundial sub-20 no ano passado, mas não entraram na lista porque, segundo o técnico Mohamed Ouahbi, "ainda estão se desenvolvendo".

 

Em vez do 1º emprego, a 1ª empresa: cresce número de jovens que começam a vida profissional pelo empreendedorismo

 


Cada vez mais jovens brasileiros estão iniciando a vida profissional por meio do empreendedorismo. Levantamento do Sebrae, com base em dados do IBGE, mostra que o número de empreendedores com até 29 anos cresceu de 4,1 milhões em 2012 para 4,9 milhões em 2025, um aumento de quase 800 mil pessoas em pouco mais de uma década.

O avanço é acompanhado por um aumento no nível de escolaridade. A parcela de jovens empreendedores com ensino superior incompleto ou mais passou de 14,1% para 27,8% no período. Segundo o Sebrae, a maior qualificação e o acesso a novas tecnologias têm incentivado mais jovens a abrir o próprio negócio em vez de buscar o primeiro emprego formal.

Os dados também mostram que o empreendedorismo jovem está concentrado principalmente no setor de serviços, que reúne 57% dos negócios. Em seguida aparecem comércio (17%), construção (11%), agropecuária (10%) e indústria (5%).

Apesar do crescimento, os desafios permanecem. Cerca de dois terços dos jovens empreendedores atuam na informalidade. Além disso, a renda média mensal desse grupo é de R$ 2.576, valor 27% inferior ao registrado entre empreendedores com mais de 30 anos, cuja média é de R$ 3.531.

O estudo aponta ainda que a formalização faz diferença no rendimento. Jovens que possuem CNPJ ganham, em média, 156% mais do que aqueles que trabalham de forma informal.

Para especialistas, além das dificuldades de inserção no mercado formal, fatores como flexibilidade, autonomia e o uso de ferramentas digitais têm impulsionado a escolha pelo empreendedorismo entre as novas gerações.

Com informações de O Globo

 

Bloqueio de R$ 1,6 bilhão leva MEC a alterar repasses para universidades

 


O bloqueio de R$ 1,6 bilhão no orçamento discricionário do Ministério da Educação levou a pasta a alterar o fluxo de repasses destinados às universidades federais. Após comunicar o fim das transferências semanais para custeio, o ministério ainda não informou quando realizará os próximos pagamentos.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, a mudança gerou preocupação entre os gestores das instituições, que relatam dificuldades para planejar despesas e cumprir contratos. Segundo o MEC, a medida decorre da necessidade de adequar a execução orçamentária às restrições impostas pela reprogramação das contas do governo federal.

A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Márcia Barbosa, afirmou para a Folha, que a falta de previsibilidade compromete a gestão financeira das universidades.

“Eles dizem que vão pagar, mas não dizem quando. Isso é um problema quando você tem contas todo mês”, declarou.

Impacto nas instituições

O bloqueio integra um conjunto de medidas adotadas pelo governo federal para cumprir as regras fiscais. Além da contenção de R$ 1,6 bilhão em despesas discricionárias, houve o bloqueio de R$ 1,03 bilhão em emendas parlamentares destinadas à Educação.

Ao mesmo tempo, o Executivo ampliou as restrições temporárias para liberação de recursos, mecanismo conhecido como faseamento de empenho, que limita a contratação de despesas ao longo do ano.

Diante desse cenário, universidades federais relatam dificuldades para manter contratos de limpeza, vigilância, manutenção e serviços terceirizados. Algumas instituições também apontam desafios para preservar a regularidade das atividades acadêmicas e administrativas.

Reitores manifestam preocupação

Nos últimos dias, dirigentes de diversas universidades passaram a se manifestar publicamente sobre a situação.

De acordo com a reportagem, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Medronho, afirmou que precisou remanejar recursos para garantir pagamentos considerados essenciais. Já a UFRGS informou que deixou de receber cerca de R$ 900 mil em repasses na última semana.

Além disso, representantes da Universidade Federal do Espírito Santo, da Universidade Federal do ABC e da Universidade Federal do Paraná disseram acompanhar o cenário e aguardam a normalização do cronograma de transferências.

Histórico de restrições

As universidades federais enfrentam dificuldades orçamentárias recorrentes nos últimos anos. Em 2023, o governo anunciou uma recomposição de recursos para o ensino superior federal. Entretanto, medidas posteriores de contenção também atingiram órgãos ligados à pesquisa e à pós-graduação.

Em 2024 e 2025, reitores voltaram a relatar problemas para custear despesas de manutenção e investimentos. Em resposta às críticas registradas no ano passado, o MEC anunciou a recomposição de R$ 400 milhões para universidades e institutos federais, além da liberação de recursos que estavam represados.

Para 2026, o governo prevê destinar R$ 10,9 bilhões ao custeio das 69 universidades federais. Até o momento, cerca de R$ 6 bilhões foram empenhados e R$ 3,4 bilhões efetivamente pagos.

 

 

 

 

Alemanha estreia contra Curaçao e Holanda enfrenta Japão na Copa do Mundo; veja jogos deste domingo

 


Copa do Mundo FIFA 2026 terá neste domingo (14) a abertura dos grupos E e F, com quatro partidas válidas pela primeira rodada. Entre os destaques da programação estão os confrontos entre Alemanha e Curaçao, além de Holanda e Japão.

A Alemanha entra em campo às 14h, no NRG Stadium, em Houston. Tetracampeã mundial, a seleção alemã garantiu vaga ao liderar seu grupo nas Eliminatórias Europeias e busca iniciar a campanha rumo ao quinto título. Do outro lado, Curaçao disputa sua primeira Copa do Mundo após avançar nas Eliminatórias da Concacaf.

Mais tarde, às 20h, Costa do Marfim enfrenta o Equador no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Os africanos chegam embalados por uma campanha invicta nas eliminatórias, enquanto os equatorianos apostam na força defensiva que os levou à segunda colocação na disputa sul-americana.

Pelo Grupo F, Holanda e Japão medem forças às 17h, no AT&T Stadium, em Dallas. A seleção holandesa avançou de forma invicta nas Eliminatórias Europeias e apresentou um dos ataques mais eficientes da competição. Já os japoneses chegam ao Mundial após uma campanha sólida nas Eliminatórias Asiáticas, com apenas uma derrota em 16 partidas.

Fechando a programação do dia, Suécia encara a Tunísia às 23h, no Estádio BBVA, em Monterrey. Os suecos conquistaram a vaga por meio da repescagem europeia, enquanto os tunisianos lideraram seu grupo nas Eliminatórias Africanas sem sofrer gols.

Jogos deste domingo

Grupo E

  • Alemanha x Curaçao — 14h
  • Costa do Marfim x Equador — 20h

Grupo F

  • Holanda x Japão — 17h
  • Suécia x Tunísia — 23h

 

Medo de Trump faz Lula recuar e evitar humilhação no G7

 


O governo Lula tem ajustado sua estratégia para a cúpula do G7, marcada para os dias 15 a 17 de junho, na França. Segundo o Diário do Poder, nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty defendem uma postura mais cautelosa para evitar desgastes diplomáticos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A mudança ocorre após o governo americano anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros. Diante do impacto econômico da medida, a participação de Lula no encontro passou a ser vista como uma oportunidade para abrir canais de diálogo e tentar avançar nas negociações comerciais entre os dois países.

Até o momento, não há reunião bilateral confirmada entre Lula e Trump. Segundo informações de bastidores, o governo brasileiro trabalha para evitar confrontos públicos durante o evento, enquanto equipes técnicas seguem discutindo temas como comércio, biocombustíveis, aço e produtos manufaturados.

 

Trajetória de Vorcaro que o levou à prisão começou com figurões do PT da Bahia

 


Não começou em Brasília a trajetória de fraudes que garantiram a Daniel Vorcaro a glória, a fortuna e a desgraça, resultando na liquidação do seu Banco Master.

Porém, a proposta da delação frustrada do ex-banqueiro sugere que a gênese do império financeiro tem endereço certo: os governos do PT na Bahia quando chefiados por Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e Rui Costa, ex-todo-poderoso ministro de Lula. A proposta de delação de Vorcaro prometia expor a relação com a dupla.

O PT entregou a Vorcaro o CredCesta, programa que permitiu ao Master ingressar no fabuloso e rentável mundo de empréstimos consignados.

No ápice dessa influência, decreto de 2022 de Rui Costa proibiu uso da portabilidade para quem tentava se livrar das taxas abusivas do Master.

Fontes ligadas ao caso dizem que, na proposta de delação rejeitada pela PF, Vorcaro descrevia como o decreto fortaleceu o banco e o fez crescer.

Jaques Wagner e Rui Costa negam suspeitas e minimizam os laços com Vorcaro, mas a rejeição do acordo sugere que a PF já tem tudo apurado.

DIÁRIO DO PODER

 

 

Será que os líderes das facções brasileiras viram o que aconteceu com o chefe do crime da Venezuela?

 


A explosão que destruiu um galpão no estado de Bolívar, na Venezuela, na noite de sexta-feira (12), não matou apenas Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, líder supremo do Tren de Aragua. Matou também uma certeza que durante décadas embalou o sono de líderes criminosos na América Latina: a de que fronteiras, soberania alheia e burocracia diplomática seriam escudos suficientes contra o braço armado dos Estados Unidos.

O ataque, conduzido pelo Comando Sul americano em coordenação com o governo venezuelano, teve precisão cirúrgica. Mas sua verdadeira potência não é militar. É simbólica. Donald Trump fez questão de publicar o vídeo da destruição e cravar: "Os terroristas do Tren de Aragua não têm mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar."

É impossível ler essa frase e não pensar nas cúpulas do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho no Brasil. Não por acaso, no final de maio, o Departamento de Estado americano classificou ambas as organizações como grupos terroristas criminais, a mesma designação que precedeu a caçada a Niño Guerrero. A sequência é didática demais para ser coincidência: os EUA classificam, rastreiam, cooperam com o governo local e executam. O PCC e o CV acabaram de entrar na primeira etapa desse roteiro. A pergunta que deveria tirar o sono de suas lideranças é: quanto tempo até a última?

Seria ingenuidade imaginar uma operação militar americana em solo brasileiro nos mesmos moldes. O Brasil é uma democracia consolidada, com Forças Armadas próprias e peso diplomático que tornam uma ação unilateral inviável. Mas o cerco não precisa ser de mísseis para ser asfixiante. Pressão diplomática, sanções econômicas, bloqueio de ativos, compartilhamento de inteligência com cobrança de resultados concretos: os caminhos são muitos.

E há um agravante que as facções brasileiras não podem ignorar: o Tren de Aragua mantinha parcerias operacionais documentadas com o PCC no Norte do país. Quando os EUA matam o líder de um grupo que operava lado a lado com uma facção brasileira recém-classificada como terrorista, a conexão não é sutil. É uma linha reta.

A lógica do medo, ferramenta histórica das facções para subjugar comunidades inteiras nas periferias do Brasil, agora está sendo empregada contra elas mesmas. Os chefes do tráfico que sempre operaram sob a premissa de que o Estado é lento, burocrático e incapaz de alcançá-los assistiram ao mesmo vídeo que o resto do mundo: um prédio verde, um clarão, destroços. O homem mais procurado da Venezuela, eliminado por um míssil guiado disparado por um país a milhares de quilômetros de distância. A dispersão geográfica, que Niño Guerrero acreditava ser sua proteção, revelou-se irrelevante diante de tecnologia de inteligência e vontade política.

A pergunta que fica não é se os EUA farão algo contra as facções brasileiras. A pergunta é o que o Brasil fará antes que os americanos decidam fazer. Porque se há uma lição que a morte de Niño Guerrero ensina é que, na nova geopolítica do combate ao crime organizado, quem não resolve seus próprios problemas corre o risco de ver alguém resolver por ele. E esse alguém não vai pedir licença.

 

 

O ministro que não se curvou: André Mendonça e a defesa da voz do cidadão

 


Existe um tipo de coragem que não aparece em manchetes heroicas, mas que define o caráter de uma instituição. É a coragem de discordar quando todos ao redor já decidiram, de sustentar um argumento impopular dentro do próprio tribunal e de aceitar o desgaste pessoal em nome de um princípio.

Foi exatamente isso que André Mendonça fez ao se levantar contra a maioria do STF no julgamento sobre o Marco Civil da Internet, na sessão de quinta-feira (11), e afirmar sem rodeios que a Corte está criando um mecanismo que vai censurar a sociedade brasileira por meio das plataformas digitais.

O ponto central de Mendonça é de uma simplicidade que desconforta: ao obrigar empresas de tecnologia a responder solidariamente por conteúdos de usuários, o STF está delegando a empresas privadas o poder de decidir o que milhões de brasileiros podem ou não dizer. A diferença entre responsabilidade solidária e subsidiária, que pode parecer um detalhe técnico para o leigo, é na verdade o divisor de águas entre uma internet onde o cidadão se expressa e responde por seus atos, e uma internet onde algoritmos decidem preventivamente o que deve ser apagado antes mesmo de qualquer análise humana ou judicial.

O que tornou a atuação de Mendonça ainda mais notável foi a disposição de enfrentar dois colegas em sequência, sem perder a compostura nem a precisão técnica. Primeiro, respondeu a Zanin, desmontando o argumento de que a plataforma seria punida "por ato próprio" ao manter um conteúdo no ar após notificação. Mendonça demonstrou que essa construção é uma ficção jurídica que, na prática, responsabiliza a empresa pelo que um terceiro escreveu. Em seguida, enfrentou Dino, que ao dizer que "gostaria que tivesse efeito inibidor" confirmou precisamente o temor que Mendonça havia verbalizado minutos antes. Raramente um adversário no debate entrega tanto ao oponente com uma única frase.

Mendonça trouxe ao plenário do STF um conceito consolidado na doutrina jurídica internacional, o "chilling effect", que descreve exatamente o fenômeno que ele alertou: quando o custo de se expressar se torna alto demais, as pessoas simplesmente param de falar. Não porque foram proibidas, mas porque o medo de retaliação, de ter o conteúdo removido, de ser processado ou de perder a conta faz com que a autocensura se torne o caminho mais seguro. É o tipo de censura que não precisa de um decreto, não precisa de um censor oficial. Ela se instala silenciosamente, e quando a sociedade percebe, já é tarde.

O julgamento será concluído na próxima quarta-feira (17), e tudo indica que a maioria prevalecerá com a tese que Mendonça combateu. Mas o registro ficou. Ficou nos anais do tribunal, ficou nas gravações da TV Justiça e ficou na memória de quem acompanhou a sessão. Quando, no futuro, alguém perguntar se houve alguém no Supremo Tribunal Federal que alertou sobre os riscos de transformar plataformas em censores e empresas privadas em juízes, a resposta será clara: houve. André Mendonça se levantou, olhou para os colegas e disse o que precisava ser dito. E isso, num tribunal onde a unanimidade é cada vez mais a regra, não é pouco.

 

 

Presos por morte em rope jumping não sabem explicar por que jovem caiu sem corda, diz delegada: ‘Desnorteados’

 


Os três homens presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira (SP), não conseguiram explicar como a jovem foi lançada sem estar presa ao equipamento de segurança. A informação foi confirmada pela delegada plantonista Andréa Dantas.

Falha não foi explicada

Segundo a delegada, os dois responsáveis por preparar a vítima para o salto não souberam esclarecer o que ocorreu antes da queda.

“Eles não conseguem se recordar qual foi a falha ali, quem teria que ter colocado a corda, se não houve a fiscalização. Não conseguem se recordar”, afirmou.

De acordo com a Polícia Civil, a corda que deveria proteger a jovem foi encontrada enrolada no chão da plataforma.

Vídeo registrou o acidente

Imagens que circulam nas redes sociais mostram Maria Eduarda sendo levada por funcionários até a estrutura de salto. Logo após ser impulsionada, testemunhas perceberam a ausência da corda de segurança.

“A corda”, grita uma pessoa. Em seguida, outra voz repete: “Gente, a corda”.

 Suspeitos alegam nunca ter enfrentado situação semelhante

Em depoimento, os presos afirmaram que atuam há anos com a atividade e que nunca haviam registrado um acidente desse tipo.

“Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo”, disse a delegada.

Segundo os relatos, outras pessoas realizaram saltos normalmente antes do acidente.

Terceiro envolvido também foi preso

O terceiro suspeito alegou que não era responsável pela instalação da corda e que apenas auxiliava na execução do salto. Ainda assim, a Polícia Civil entendeu que ele também poderia ter percebido a ausência do equipamento.

“O terceiro indivíduo teria sido chamado ali para ajudar. Porém, a corda é muito visível, a corda é grossa, inclusive ela está no chão, então daria para ter visto que não estava colocada”, explicou Andréa Dantas.

Prisão por homicídio com dolo eventual

Os três homens que aparecem no vídeo empurrando a vítima foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.

Para a delegada, a falta de conferência dos equipamentos foi determinante para o acidente.

“Eles assumiram o risco de produzir o resultado”, concluiu.

O caso segue sob investigação. A Polícia Civil ainda vai ouvir testemunhas e aguarda os laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.

Com informações de g1

 

Lula embarca neste domingo (14) para reunião do G7 na França; governo vê chance de reunião com Trump

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (14) para a França. Lula participará da reunião de líderes dos países do G7, marcada para terça-feira (16), na cidade de Évian-les-Bains.

O governo trabalha com a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump durante a reunião da cúpula. Mas não há reunião previamente marcada entre os presidentes.

A estratégia do Palácio do Planalto é garantir que o presidente brasileiro esteja presente na segunda-feira (15), primeiro dia do evento, diante da possibilidade de Trump participar apenas da abertura da reunião, repetindo o que ocorreu no encontro do G7 realizado no Canadá no ano passado.

Não houve uma orientação de Lula para que seus auxiliares pedissem uma reunião bilateral com Trump. Também não houve nenhuma solicitação de encontro por parte da Casa Branca. A falta de pedidos formais dos dois lados, no entanto, não é vista como um impeditivo para uma reunião.

O possível encontro ocorreria após uma nova ofensiva dos EUA contra produtos brasileiros que pode elevar a carga total a 37,5%, caso as medidas sejam implementadas.

No governo brasileiro, a avaliação é de que:

  • a proposta de uma tarifa adicional de 25%, justificada por Washington com base em supostas práticas comerciais desleais, ainda pode ser revertida por meio de negociação.
  • já a sobretaxa de 12,5%, vinculada à alegação de falta de ações suficientes contra o trabalho forçado, é vista por integrantes da equipe brasileira como uma decisão praticamente consolidada.

O Brasil não integra o G7, porém, Lula tem sido convidado para encontros do grupo desde que retornou ao Palácio do Planalto, em 2023. O G7 reúne algumas das maiores economias do mundo: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

 g1

 

CAMPESTRENSE: O prefeito Eribaldo Lima, convida todos os campestrense, para assistir o jogo do Brasil, na próxima sexta-feira (19), haverá uma programação especial com música ao vivo a partir das 19h00

O prefeito Eribaldo Lima avisa aos munícipes que, em virtude do jogo do Brasil na próxima sexta-feira (19), às 21h30, haverá uma programaçã...