sábado, 28 de março de 2026

Nova variante da Covid-19 se espalha por 23 países e preocupa por escapar de anticorpos

 


Uma nova variante do vírus COVID-19, chamada BA.3.2, vem ganhando atenção das autoridades sanitárias após ser identificada em mais de 20 países. O principal ponto de preocupação é a capacidade da linhagem de driblar anticorpos com mais eficiência do que as variantes atualmente predominantes, embora não haja indicação de que cause quadros mais graves.

A cepa foi detectada inicialmente na África do Sul, ainda em 2024, e ao longo do tempo passou a aparecer em outras regiões, incluindo países da Europa e da Ásia. Após um período de circulação discreta, os registros voltaram a crescer a partir do fim de 2025, com aumento relevante em locais como Alemanha e Holanda. Informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças apontam que a variante também já foi encontrada em diferentes continentes, mas ainda não há confirmação de casos no Brasil.

O que diferencia a BA.3.2

Do ponto de vista genético, a BA.3.2 apresenta um número elevado de alterações na proteína Spike — estrutura usada pelo vírus para invadir as células humanas. Esse fator ajuda a explicar o chamado escape imunológico, que significa uma maior dificuldade do organismo em reconhecer o vírus mesmo após vacinação ou infecção anterior.

Apesar disso, a avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde indica que não há evidências de aumento na gravidade da doença, nem sinais de crescimento acelerado em relação a outras variantes. Também não foram observados, até agora, impactos relevantes em indicadores como internações ou mortes nos locais onde a cepa circula.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que as vacinas continuam sendo eficazes para evitar casos graves, ainda que não impeçam totalmente a infecção. No Brasil, a imunização segue direcionada principalmente a grupos como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com maior risco de complicações.

A recomendação das autoridades internacionais é de cautela e acompanhamento contínuo. Mesmo sem sinais de maior perigo imediato, o comportamento da BA.3.2 ainda está sendo estudado, sobretudo por conta da sua capacidade de escapar da resposta imunológica já existente.

Com informações do O Globo

 

Família de Moraes ganhou até 645 vezes mais que outros advogados para revisar compliance do Master

 


Contratada por R$ 129 milhões pelo Banco Master para se dedicar à produção e revisão de políticas de compliance, a advogada Viviane Barci de Moraes, que é esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, faturou até 645 vezes mais do que outros advogados ouvidos pelo Estadão que afirmam ter realizado, poucos anos antes, parte do mesmo trabalho que ela diz ter feito.

O escritório Barci de Moraes Advogados, do qual Viviane é sócia-administradora, divulgou uma nota à imprensa no dia 9 de março em que descreve os serviços prestados ao banco de Daniel Vorcaro, alvo de investigação no STF por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias.

De acordo com a nota, a equipe de 15 pessoas chefiada por Viviane foi responsável, principalmente, por produzir, revisar e implementar as políticas de compliance do Banco, o que envolveu, por exemplo, a edição de um novo código de ética. As pessoas envolvidas nesta prestação de serviço trabalhavam no Barci de Moraes Advogados e em outros três escritórios subcontratados pela Viviane para atender a demanda.

Uma das pessoas contratada pelo Master antes de Viviane afirmou em conversa reservada com o Estadão que recebeu R$ 200 mil para prestar serviços na área de controle e governança, o que envolveu a produção de duas políticas de compliance — uma delas foi revisada por Viviane no período em que trabalhou para o banco. Os documentos foram criados por esse prestador de serviço em 2022 e, dois anos depois, um deles foi submetido a revisão.

O Estadão acessou e analisou os documentos de 13 políticas na área de compliance do Master. Desse material, Viviane afirma ter se dedicado especificamente a seis delas, além de revisar “as demais políticas e procedimentos da área de Compliance para adequação ao exigido pela Corregedoria Geral da União”.

Os metadados apontam que a documentação revisada pelo escritório Barci de Moraes foi produzida entre 2022 e 2025 por pessoas que trabalhavam no próprio Master ou por advogados que foram contratados especificamente para essa função e que não pertenciam à equipe do Barci de Moraes advogados.

O escritório de Viviane manteve contrato com o Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 com recebimentos mensais de R$ 3,6 milhões. No período, a esposa e os filhos de Moraes, que são os sócios da empresa, receberam R$ 75,6 milhões. O valor total de R$ 129 milhões seria atingido após três anos de contrato, mas o banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.

Dono de um dos maiores escritório de compliance do País, o advogado Fabiano Machado explica que há uma certa periodicidade entre as empresas para promover mudanças nessa área. “Estima-se que um programa de compliance deve ser revisto, numa lógica de atualização, a cada três anos, como prática, e a cada cinco ou seis anos é possível fazer uma mudança profunda no programa”, afirmou.

“Na área bancária, em que você tem um setor hiper regulado e de certa maneira estável, não há tantas mudanças, exceto na dimensão tecnológica com o compliance digital”, completou.

O Estadão também entrevistou um ex-funcionário do Master que consta como autor de uma política criada em março de 2024, quando Viviane já figurava como prestadora de serviços para o Master. Ele afirmou que era comum o banco contratar escritórios de advocacia para auxiliá-los na construção de suas políticas internas, mas que nunca interagiu com Viviane ou qualquer outro membro do Barci de Moraes Advogados. A política construída por esse advogado não consta no rol de serviços prestados por Viviane.

Contudo, os rastros digitais dos documentos mostram que outras cinco políticas citadas por Viviane na nota foram criadas por outros funcionários do Master ou escritórios de advocacia entre novembro de 2024 e agosto de 2025, mesmo período em que o Barci de Moraes prestava serviços ao Master.

Um dos documentos que caberia ao Barci de Moraes produzir ou revisar é a política de PLDFT (Prevenção à Lavagem de Dinheiro, ao Financiamento do Terrorismo e ao Financiamento da Proliferação de Armas de Destruição em Massa) do Master. Esse documento consta, no entanto, como criado em julho de 2025 pela funcionária Patrícia Silveira, que trabalhou como superintendente de Risco Operacional do Banco Máxima, antecessor do Master, entre 2018 e 2020.

O Estadão questionou a ex-funcionária sobre a utilização da sua antiga conta profissional para produção de documentos do banco num período em que não atuava mais na instituição, mas não houve retorno.

Silveira também consta como a criadora autora da política de investimentos pessoais do Master, que também teria sido revisada pelo escritório de Viviane. Ela também assina outras duas políticas (anticorrupção e compliance) que não foram citadas na nota do Barci de Moraes Advogados, mas que constam no escopo dos serviços prestados pelo escritório ao Master.

Outra servidora do Master que assina documentos supostamente produzidos pelo Barci de Moraes Advogados é a gerente de compliance do Master, Marina Durval, que consta como autora da política de controle de limites operacionais em janeiro de 2025. O Estadão tentou contato com ela, mas não houve resposta.

Já a política de Transparência e Remuneração do Master foi criada em novembro de 2024 pelo escritório Saback Dau & Bokel Advogados. O Estadão questionou se a banca foi subcontratada pelo Barci de Moraes Advogados e um dos sócios respondeu que os serviços foram prestados diretamente ao Master e que jamais trabalharam com o escritório da família Moraes.

A última política que o Barci de Moraes diz ter revisto é a de Suitability, cujo autor não ficou registrado nos metadados do documento. O material foi produzido em fevereiro de 2025 e modificado em agosto do mesmo ano.

O único documento com rastros digitais do escritório Barci de Moraes é o código de ética e conduta do Master. O material é assinado pela advogada Ana Cláudia Consani de Moraes, que é cunhada do ministro Alexandre de Moraes. Conforme revelado pela Coluna do Estadão, o código utilizou imagens de repositórios públicos da internet, mesmo sendo parte de um contrato milionário.

Como mostrou o Estadão em consulta a 13 renomados escritórios de advocacia, os valores praticados pelo Master para o tipo de serviço prestado pela família Barci de Moraes estavam fora dos padrões de mercado. Na avaliação de especialistas, todo o trabalho que o escritório relatou ter prestado chegaria a R$ 7,8 milhões, caso fossem seguidos os padrões das firmas de elite, o que indicaria que a contratação foi feita mirando o nome do escritório em vez da expertise.,

O cálculo não inclui o custo dos procedimentos para implementação do Novo Código de Ética do Master e a atuação nas áreas penal e administrativa que o escritório de Viviane também afirma ter realizado. O contrato do Master com o escritório Barci de Moraes destoa mesmo quando considerados os serviços no ramo penal. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS identificou que o escritório Oliveira Lima & Dall’Acqua Advogados, um dos maiores do País com atuação criminalista, recebeu R$ 450 mil por um contrato com o Master. Procurado, o advogado José Luís Oliveira LIma, sócio da banca, não quis se manifestar.

Estadão

 

 

A captura do Estado: Como servidores públicos blindaram a fraude

 


A investigação da CPMI descortinou como o crime organizado "capturou" a alta gestão do INSS e do Ministério da Previdência Social.

Servidores de carreira em postos-chave, como o ex-Procurador-Geral Virgílio Oliveira Filho e o ex-Diretor de Benefícios André Fidelis, agiram deliberadamente para manter ativos os acordos com entidades fraudulentas.

O esquema funcionava através da emissão de pareceres técnicos que ignoravam alertas da CGU e do TCU sobre a explosão de descontos não autorizados.

Em troca, dirigentes recebiam propinas que chegavam a 30% do valor desviado, ocultadas por meio de empresas em nome de familiares.

A organização chegou a influenciar a nomeação de superintendentes para garantir que auditorias internas fossem paralisadas, permitindo que a fraude continuasse operando mesmo após ser denunciada pela imprensa.

 

 

Operação Território Seguro apreende arma e drogas em Natal

 


A operação Território Seguro apreende arma e drogas durante ação da Polícia Militar no bairro Natal. A ocorrência foi registrada neste sábado (28), quando equipes da Força Tática do 9º Batalhão realizavam patrulhamento de rotina em Felipe Camarão.

Além disso, a ação integra a estratégia de reforço na segurança pública em áreas consideradas sensíveis da capital potiguar. Dessa forma, os policiais intensificam abordagens e monitoramento para coibir práticas criminosas e reduzir índices de violência.

Território Seguro apreende material ilícito

Durante o patrulhamento, os militares localizaram e apreenderam diversos materiais ilícitos. Entre os itens, estavam uma arma de fogo calibre 12, dois tabletes de substância análoga à maconha, uma balança de precisão e materiais utilizados para embalagem de entorpecentes.

Além disso, a presença da balança e dos insumos indica possível atividade de tráfico de drogas na região. Como resultado, o material foi recolhido para investigação e análise das autoridades competentes.

No entanto, apesar da apreensão significativa, não houve prisão ou condução de suspeitos durante a ocorrência. Ainda assim, a Polícia Militar reforça que ações como essa contribuem para enfraquecer o crime organizado e retirar itens ilegais de circulação.

A operação segue ativa em diferentes pontos da cidade. Conforme a corporação, novas ações devem ocorrer de forma contínua, especialmente em áreas com maior registro de ocorrências. Dessa maneira, o objetivo é ampliar a sensação de segurança entre os moradores.

Após a apreensão, todo o material foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Assim, a investigação poderá avançar na identificação dos responsáveis pelos itens apreendidos.

 

 


Governo do RN adere à proposta do Governo Federal para reduzir o preço do diesel

 


O Governo do Estado do Rio Grande do Norte decidiu aderir à proposta do Governo Federal que prevê a subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 arcados pela União e outra metade pelos estados.

A determinação da governadora Fátima Bezerra ocorreu na tarde desta sexta-feira (27), logo após a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A maioria dos estados decidiu aderir, e a subvenção terá duração de dois meses.

A medida visa conter a pressão sobre o preço do diesel ao consumidor e os efeitos dessa elevação também no custo final de outros produtos e serviços que dependem do combustível, como os alimentos, impactados pelo custo de produção e frete.

Os estados aguardam a publicação da Medida Provisória do Governo Federal com todas as regras, e que prevê a atuação dos órgãos de controle para garantir que essa subvenção chegue de fato à sociedade.

"Uma decisão técnica muito importante, e aqui cabe destacar a atenção do governo federal quanto ao tema, ao discutir com os estados e obter uma alternativa viável. E, claro, temos total interesse em contribuir para que os efeitos desse cenário internacional alheio à nossa vontade sejam minimizados à nossa população", disse a governadora Fátima Bezerra.

O secretário de Estado da Fazenda, Cadu Xavier, ressaltou o papel técnico da discussão do Governo do Federal com os estados no foro adequado, como é o Confaz, sem que qualquer decisão ocorra de forma unilateral.

 

Currais Novos registra sequência de quatro tremores de terra em oito dias

 


O município de Currais Novos, na região do Seridó, registrou quatro tremores de terra ao longo de março, segundo o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do RN (LabSis/UFRN).

Os abalos ocorreram entre os dias 13 e 20 e apresentaram baixa magnitude, variando entre 1,6 e 1,9 mR. O maior foi registrado no dia 19:

  • 13 de março – 12h35: magnitude 1,7 mR
  • 17 de março – 12h37: magnitude 1,6 mR
  • 19 de março – 12h39: magnitude 1,9 mR (maior da sequência)
  • 20 de março – 12h43: magnitude 1,7 mR

De acordo com os pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, não há relatos de danos, e os tremores dificilmente são percebidos pela população.

O laboratório mantém monitoramento contínuo da atividade sísmica no estado e destaca que os dados são preliminares, podendo ser atualizados após análises mais detalhadas.

VÍDEOS: Thiago Mesquita diz que vereador do PT, Daniel Valença, mente ao dizer que agentes da Prefeitura quebraram materiais de comerciantes da Redinha

 


O secretário da Thiago Mesquita Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), Thiago Mesquita lamentou e fez duras críticas ao vereador Daniel Valença após o petista divulgar um vídeo no qual se afirma que a Prefeitura estaria “expulsando o povo, quebrando o material do pessoal, jogando o material do pessoal fora”, quando na verdade, foram os comerciantes que destruíram os próprios materiais, durante ação de fiscalização da Semurb.

“Lamento muito as publicações do Sr Daniel Valença, Vereador do Município de Natal que ao reproduzir vídeos com informações mentirosas falando que nossos agentes quebraram os materiais e que a Semurb não respeitou um prazo inventado de 5 dias, contribui para veiculação da desinformação e vai de encontro a um acordo judicial e as leis de Uso e Ocupação do Solo”, escreveu Thiago Mesquita em uma publicação no Instagram.

Veja abaixo o vídeo publicado por Daniel Valença e as imagens divulgadas pelo secretário Thiago Mesquisa que motram os próprios comerciantes promovendo o quebra-quebra:






Semurb diz que fiscalização na Redinha cumpriu ordem judicial e comerciantes que causaram problemas já haviam sido notificados

 



O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, afirmou que a ação de fiscalização realizada neste sábado (28) na Praia da Redinha seguiu rigorosamente determinação judicial e ocorreu dentro da legalidade.

De acordo com o titular da Semurb, a operação foi executada pela equipe de fiscalização ambiental em cumprimento a um acordo firmado na 4ª Vara Federal, que limita a permanência de apenas 10 quiosqueiros autorizados na área.

 

Ainda segundo Mesquita, todos os comerciantes que tiveram materiais apreendidos já haviam sido notificados diversas vezes sobre a irregularidade. A última notificação, conforme informou, ocorreu no dia 12 de março, quando também foram autuados e alertados sobre a proibição da continuidade das atividades.

O secretário destacou que, mesmo cientes da situação, alguns trabalhadores resistiram à ação e chegaram a danificar os próprios equipamentos durante o protesto. “Há registros em vídeo feitos pelos próprios manifestantes que mostram que não houve qualquer agressão por parte dos agentes públicos, nem participação deles na quebra dos materiais”, afirmou.

A Semurb também relatou que houve episódios de obstrução da fiscalização e danos ao patrimônio público, incluindo a queima de tambores de lixo pertencentes à Companhia de Serviços Urbanos de Natal, além da geração de poluição ambiental com a queima de resíduos em via pública.

Diante dos desdobramentos, o órgão informou que poderá intensificar as autuações contra os envolvidos, especialmente por descumprimento de notificações, enfrentamento à fiscalização e danos ao patrimônio público.

 Blog do BG


Médicos do Walfredo Gurgel cobram salários atrasados e ameaçam paralisar atendimentos

 


Os médicos clínicos do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, que atuam no Time de Resposta Rápida (TRR), estabeleceram prazo até a próxima segunda-feira 30 para a regularização de salários em atraso. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã deste sábado 28, convocada pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN).

Durante a reunião, os profissionais relataram atrasos nos pagamentos e classificaram a situação como “intoleráveis”. Segundo os médicos, o último mês recebido foi setembro de 2025. Eles informaram que ainda não houve pagamento referente a outubro de 2025, enquanto outros setores vinculados a diferentes unidades já receberam valores desse período.

Diante do cenário, a assembleia deliberou que, caso os pagamentos não sejam regularizados até a data estipulada, poderá haver paralisação das atividades que não sejam de urgência.

O Sinmed informou que a assembleia foi convocada em caráter de urgência após sucessivas queixas da categoria. Os médicos também relataram que os atrasos nos repasses têm se repetido e se intensificado nos últimos meses.

De acordo com o sindicato, houve reuniões anteriores com representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), das secretarias estadual e municipal de saúde e de empresas terceirizadas responsáveis pela contratação dos profissionais, com mediação do Judiciário. Na ocasião, foi estabelecido um acordo que previa limite máximo de 120 dias para atrasos salariais.

Segundo o Sinmed, o acordo não tem sido cumprido e a situação tem se agravado. A entidade informou que acompanha o movimento dos médicos e mantém posicionamento em relação à falta de regularidade nos pagamentos.

Situação dos pagamentos

  • Último pagamento recebido: setembro de 2025
  • Outubro de 2025 ainda não foi quitado
  • Outros setores já receberam valores do mesmo período

Encaminhamento da assembleia

  • Prazo para regularização: segunda-feira 30
  • Possibilidade de paralisação de atividades não urgentes

 

O escândalo bilionário: Desvios e métodos das fraudes no INSS

 


A CPMI do INSS revelou o maior esquema de corrupção previdenciária da história do Brasil, com movimentações rastreadas que totalizam quase R$ 40 bilhões.

O grupo criminoso desviou bilhões de reais diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas, focando especialmente em idosos de baixa renda em áreas rurais.

O método consistia na inclusão massiva de descontos associativos e empréstimos consignados fraudulentos nos sistemas do INSS, muitas vezes sem qualquer autorização dos titulares.

A organização utilizava listas de benefícios obtidas ilegalmente e forjava termos de adesão para garantir o fluxo de recursos.

Para ocultar o rastro do dinheiro, o esquema operava uma rede sofisticada de mais de 40 empresas de fachada, fintechs e offshores em paraísos fiscais.

Esse "assalto silencioso" contou com a cumplicidade de agentes públicos que desativaram travas de segurança interna em troca de propinas calculadas sobre o produto do crime.

 

 

Desoneração do diesel importado: O que a medida representa — e o que ela não é

 


O secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, anunciou que o estado aderiu à medida do governo federal que reduz em R$ 1,20 por litro o ICMS sobre a importação de diesel. A decisão foi tomada na reunião do CONFAZ realizada nesta semana e tem vigência de dois meses — período vinculado à crise geopolítica decorrente dos ataques ao Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

A medida é real, mas exige duas ressalvas importantes.

O repasse ao consumidor não é automático. A redução de R$ 1,20 por litro incide sobre o ICMS cobrado na importação — mas quem decide se esse alívio chega ao preço final são as refinarias e as distribuidoras. A desoneração tributária cria a condição para o preço cair, não a garantia. Cabe aos órgãos de fiscalização — ANP, PROCON e demais instâncias de controle — monitorar se o benefício será efetivamente repassado ao longo da cadeia, do produtor ao posto.

O impacto no RN é mais limitado do que o anúncio sugere. A desoneração se aplica exclusivamente ao diesel importado — e, no Rio Grande do Norte, esse produto é o diesel S-500, o tipo mais antigo, compatível apenas com motores fabricados há quase 15 anos e considerado mais poluente. O S-500 representa menos de 10% do mercado estadual. Os 90% restantes são abastecidos pelo diesel S-10 que a pRefinaria Clara Camarão (Brava Energia), em Guamaré, não importa. Ele vem diretamente de Suape, em Pernambuco.

Isso significa que a renúncia fiscal do RN com a medida será de aproximadamente R$ 5 milhões em dois meses — cifra alinhada ao volume de ICMS arrecadado sobre o diesel importado nos primeiros meses de 2026, conforme dados da plataforma Comex Stat. Quem arcará com o custo fiscal proporcional ao peso real do diesel importado em seu mercado é, sobretudo, Pernambuco — estado que concentra a produção e o abastecimento do diesel S-10 que domina a demanda regional.

O anúncio é positivo como sinal político e como resposta à crise. Mas a população deve saber que a redução de R$ 1,20 por litro não se traduz automaticamente em combustível mais barato no posto — e que, para o Rio Grande do Norte, o custo efetivo da medida é estruturalmente restrito ao segmento minoritário do mercado.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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