segunda-feira, 27 de abril de 2026

Homem sai de casa para trabalhar e acaba morto a tiros na Grande Natal; moto foi roubada

 


Um homem foi morto a tiros na comunidade de Taborda, em São José de Mipibu, na manhã desta segunda-feira (27). Ele foi identificado com Paulo Sérgio, de 43 anos. De acordo com a Polícia Militar, as denúncias do crime ainda são desconhecidas. Ele havia saído de casa para trabalhar e morreu antes de chegar ao local.

Segundo a PM, a motocicleta da vítima foi levada, mas o celular e a carteira ficaram na área do assassinato. O corpo estava em um terreno baldio. “Há desempenho na cabeça, rastros de moto, que indicam que ele possuía uma moto. Segundo populares, ele trabalhou aqui a seguir, o que indica que ele foi vítima de um suposto assalto”, detalhou um policial.

Um colega de trabalho falou que revelou a vítima pela farda que ele usava quando foi morto. "Na hora que eu vi o fardamento, eu reconheci de imediato. Fui na empresa e perguntei se alguém tinha notícia dele. Aí eu disse que ele estava morto e viemos aqui. Entramos em contato com a família. Eles relataram que ele saiu no horário normal para o trabalho", contornou.

A Polícia Civil vai investigar se o crime se tratar de um latrocínio ou uma execução. O corpo do homem foi recolhido para perícia pela Polícia Científica do Rio Grande do Norte.

 

Esquema de tráfico e festas clandestinas leva mulher à prisão em Natal

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, nesta segunda-feira (27), uma mulher de 32 anos suspeita dos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro, em Natal.

Segundo as investigações, os fatos remontam ao ano de 2018, quando a suspeita foi presa durante uma operação policial junto a outro investigado. Na época, o grupo era apontado como responsável pela comercialização de entorpecentes, abastecimento de eventos clandestinos e movimentação financeira oriunda do tráfico.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher teria atuado na ocultação e dissimulação de valores ilícitos, utilizando uma empresa ligada à realização de eventos para dar aparência de legalidade aos recursos.

Após a prisão, ela foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil reforça que denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181, contribuindo com o avanço das investigações no estado.

 

Flávio Bolsonaro é investigado por ligar Lula a Maduro. Dez dias depois, o próprio PT liga Lula a Maduro

 


No dia 3 de janeiro de 2026, horas após a captura de Nicolás Maduro por forças militares norte-americanas em Caracas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou no X uma imagem associando o presidente Lula ao ditador venezuelano. No post, escreveu: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas."

A reação institucional foi rápida e pesada. O Ministério da Justiça solicitou apuração. A Polícia Federal encaminhou representação ao STF. A Procuradoria-Geral da República emitiu parecer favorável à investigação, afirmando que Flávio atribuiu "de maneira pública e vexatória" fatos criminosos ao presidente. No dia 13 de abril, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de inquérito por calúnia, com prazo de 60 dias para a PF concluir as diligências. A mensagem do Estado foi clara: associar Lula a Maduro é crime. A defesa de Flávio classificou o inquérito como "tentativa de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar".

Onze dias depois, no dia 24 de abril, o próprio Partido dos Trabalhadores fez o que a Justiça disse que Flávio Bolsonaro não poderia fazer: associou Lula a Maduro. Na abertura do 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília, um banner oficial foi exibido em um dos palcos do evento com a foto de Nicolás Maduro e Cilia Flores e a frase "Los Queremos de Vuelta". O material não foi obra de militante avulso. Foi produzido e exposto pela Secretaria de Relações Internacionais do partido, chefiada pelo senador Humberto Costa (PE), dentro de um "ato de solidariedade internacional pela paz". A cerimônia contou com a presença do parlamentar venezuelano Saúl Ortega, do embaixador de Cuba e de representantes da Palestina e da Liga Árabe. Militantes ainda abriram uma bandeira da Venezuela no meio da plateia.

A contradição é gritante e não precisa de interpretação sofisticada. Quando Flávio Bolsonaro publicou um post em rede social ligando Lula a Maduro, o aparato estatal se movimentou: Ministério da Justiça, Polícia Federal, PGR e STF se coordenaram para abrir um inquérito criminal por calúnia. Quando o partido do próprio presidente exibiu, em congresso oficial, com organização institucional, um banner defendendo a volta do mesmo Maduro, chamando-o de "presidente da Venezuela", o silêncio foi absoluto. Nenhum órgão se manifestou. Nenhum inquérito foi cogitado. Nenhuma autoridade questionou se o ato configurava apologia a um líder preso por narcotráfico internacional.

O ponto não é se Flávio Bolsonaro errou ou acertou no que disse. O ponto é a disparidade de tratamento. Se ligar Lula a Maduro é calúnia quando feito pela oposição, o que é quando o próprio PT pendura um banner de Maduro no palco de seu congresso, a metros de onde se discute o plano de governo de Lula para 2026? Se a associação entre os dois nomes é falsa e vexatória, por que o partido do presidente a fez voluntariamente, com fotógrafo, palco e convidados internacionais?

A postagem de Flávio Bolsonaro em janeiro dizia: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo." O banner do PT em abril dizia: "Los Queremos de Vuelta." As duas frases foram escritas em contextos diferentes, com intenções diferentes, por atores diferentes. Mas ambas fazem exatamente a mesma coisa: colocam Lula e Maduro na mesma moldura. A diferença é que uma gerou inquérito no STF. A outra gerou aplausos no congresso do partido.

 Flávio Bolsonaro responde por calúnia com pena que pode ser agravada por se tratar de ofensa ao presidente da República em ambiente digital. A PGR considerou a publicação "falsa e vexatória". A PF identificou "indícios concretos de atuação criminosa". Enquanto isso, o banner "Los Queremos de Vuelta" segue sem qualquer tipo de questionamento judicial, policial ou ministerial. Se a Justiça quer ser levada a sério, precisa explicar por que a mesma associação é crime quando parte da oposição e ato de solidariedade quando parte da situação. Sem essa explicação, o que resta não é Justiça. É dois pesos e duas medidas.

 

 

Idema e empresa terceirizada são condenados por condições de trabalho no maior cajueiro do mundo

 


A Justiça do Trabalho condenou o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) e uma empresa terceirizada por irregularidades nas condições de trabalho no Cajueiro de Pirangi, na Grande Natal, considerado o maior do mundo.

A decisão em segunda instância foi do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) após ação do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN).

A fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho identificou no Cajueiro descumprimento reiterado das normas de segurança e saúde do trabalho, como ausência de medidas apropriadas de prevenção e combate a incêndio e condições inadequadas de instalações sanitárias.

Em nota, o Idema informou que ainda não havia sido oficialmente notificado da decisão, mas que vai recorrer através da Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE-RN), órgão responsável pela representação judicial do Estado.

"O Idema reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a garantia de condições adequadas de segurança e saúde para trabalhadores e visitantes em todos os equipamentos sob sua gestão, destacando que vem atuando continuamente para a adequação das estruturas e o cumprimento das normas vigentes", informou o órgão.

O Tribunal reconheceu que embora a empresa não tenha ingerência sobre a estrutura física do imóvel público, ela responde solidariamente pelas obrigações de caráter organizacional e pela indenização por dano moral coletivo, por ser a empregadora direta dos trabalhadores expostos às irregularidades.

A empresa terceirizada e o Idema respondem solidariamente pela:

  • elaboração do Plano de Controle de Emergência (PCE);
  • formação e treinamento da brigada de incêndio, envolvendo seus próprios trabalhadores;
  • e pelo pagamento da indenização por dano moral coletivo, no valor de R$ 25 mil, a ser revertida para entidade indicada pelo MPT -RN.

Ação Civil Pública

A decisão tem origem em ação civil pública (ACP) ajuizada pelo MPT-RN, após denúncias chegarem ao órgão.

O MPT informou que propôs a ação após as condições persistirem mesmo depois de tentativas de solução extrajudicial e propostas de ajuste de conduta.

"A terceirização não serve como escudo para afastar responsabilidades quando os trabalhadores são mantidos em ambientes sabidamente inseguros", falou o procurador do Trabalho Luis Fabiano Pereira, responsável pela ação.

Condenação

Na primeira instância, o juízo havia reconhecido a responsabilidade do Idema pelas adequações, mas entendeu que a empresa terceirizada não poderia ser responsabilizada por não ter controle sobre a estrutura física do local.

O TRT-RN manteve, com o acórdão, a responsabilidade exclusiva do Idema pelas obrigações estruturais, como obras físicas e adequações arquitetônicas necessárias à prevenção de incêndios no complexo turístico.

No entanto, reconheceu que a empresa empregadora direta não pode se eximir do dever de proteger a saúde e a segurança de seus empregados, mesmo quando o trabalho é realizado em instalações de terceiros.

 

Atirador que abriu fogo durante jantar é acusado formalmente de tentar matar Trump e pode pegar prisão perpétua

 


O homem que abriu fogo durante um jantar com o presidente dos EUA, Donald Trump, foi formalmente acusado de tentar assassinar o líder americano. Cole Thomas Allen, de 31 anos, participou nesta segunda-feira da primeira audiência em um tribunal de Washington.

Segundo documentos judiciais, ele responde inicialmente por três crimes. Promotores afirmam que Allen foi à capital armado com espingarda, pistola e facas, com intenção de cometer um “assassinato político”, de acordo com o jornal The New York Times.

Durante a audiência, o acusado permaneceu calmo e não apresentou declaração de culpa ou inocência. A Justiça determinou sua custódia temporária e marcou nova audiência para quinta-feira (30).

De acordo com a procuradora Jeanine Pirro, Allen também foi acusado de porte de arma de fogo e de agredir um agente federal com arma perigosa. O disparo atingiu um agente do Serviço Secreto, que não se feriu por usar colete à prova de balas. Outras acusações ainda podem ser incluídas.

O ataque ocorreu na noite de sábado (25), durante o White House Correspondents’ Dinner. Após os tiros, Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente JD Vance foram retirados do local por agentes do Serviço Secreto.

Allen foi contido no local. Ele não tinha antecedentes criminais, e a motivação do ataque segue sob investigação. Relatos indicam que o esquema de segurança na entrada do evento foi considerado pouco rigoroso.

 

SERÁ? Allyson Bezerra vai pagar R$ 10 milhões ao marqueteiro João Santana?

 


Em Brasília, toda vida que se fala que João Santana, o marqueteiro que elegeu Lula e Dilma duas vezes presidentes, é dito também que ele não trabalha colocando suas digitais numa campanha se não for por pelo menos 10 milhões de reais.

João Santana apesar de ter sido preso, possui um currículo invejável e inegavelmente se tornou um dos maiores publicitários e marqueteiros políticos da história do Brasil.

Não existe quem conteste a capacidade de leitura e de trabalho de João Santana.

Nos estados da Paraíba e do Ceará, quem o procurou apenas para uma consultoria na campanha, o valor conversado e confirmado a esse comunicador chegou aos R$ 5 milhões, apenas para consultoria e estruturação da equipe.

Na campanha do menino do chafariz de Mossoró, o próprio João e sua irmã, assumirão as rédeas.

Allyson já mostrou na pré-campanha que dinheiro não será problema para se tornar governador.

A matemática de Mossoró nunca foi tão eficiente.

Será?

 


VÍDEO: Fábio Porchat ironiza Juliano Cazarré e ‘curso para homens’

 



O humorista e apresentador Fábio Porchat se manifestou sobre o curso O Farol e a Forja criado pelo ator Juliano Cazarré e que tem gerado polêmica nas redes sociais por diversos posicionamento contra e a favor.

Porchat publicou um vídeo nas redes sociais no qual tira sarro do “curso para homens”, chamado de “o maior encontro de homens do Brasil”.

Na gravação, Porchat interpreta um personagem chamado Mauro Cézar, gestor de crises que aborda o “Caso Cazarré”. “Que sacada genial: um curso pro homem aprender a ser homem, eu mesmo estou desaprendendo. Outro dia eu me peguei chorando vendo a Ana Paula e o Tadeu no BBB. Antigamente eu mijava em pé, agora tem que mijar sentado”, começou Porchat.

Tava faltando um curso desse, pra resgatar o macho alfa, o enrustido raiz. Você foi o primeiro a sacar que o enrustido raiz não quer sair do armário, ele quer reformar o armário por dentro”, seguiu. Ao encerrar, ele ironizou: “Agora uma última pergunta: nesse curso vão comer meu cu? Só pra saber o que vão levar na mala”, concluiu.

Juliano Cazarré comandou um evento chamado O Farol e a Forja, que ele definiu como “o maior encontro de homens do Brasil”. O encontro ocorreu neste fim de semana em São Paulo, com palestras sobre liderança, empreendedorismo, masculinidade, vida espiritual e virtudes.

Outros famosos, no entanto, saíram em defesa do artista. A atriz Juliana Knust disse que um “encontro para discutir responsabilidade” não pode ser visto como “ameaça”. Nomes como Caio Castro, Cláudia Leitte e a influenciadora Gabriela Morais, ex Pugliesi, também defenderam Juliano.

Com informações da Metrópoles

 

A cidade do RN que esconde um vulcão com 25 milhões de anos

 


No interior do Rio Grande do Norte, o Pico do Cabugi se destaca na paisagem da caatinga. Localizado no município de Angicos, às margens da BR-304, o relevo atinge 590 metros de altura. Pesquisadores apontam que a estrutura preserva características de origem vulcânica ao longo do tempo.

"Trata-se de uma formação vulcânica, correspondendo ao neck, passagem por onde sobe o magma de um vulcão, com rochas formadas há cerca de 25 milhões de anos", explica o geólogo Marcos Nascimento, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

De acordo com o geólogo, as formações ao redor reforçam a característica vulcânica. "No local, além de basaltos, que são rochas vulcânicas, na sua porção central, tem ao redor em relevo a presença de gnaisse e pegmatito, rochas de natureza metamórfica e ígnea", explica.

O professor Zorano Sérgio de Souza, também da UFRN, explica que a formação é cônica devido à erosão e ao desmoronamento das bordas laterais do corpo cilíndrico. "É um vulcanismo não explosivo, ele não tinha gases como o Vesúvio, por exemplo, e por isso nunca teve erupção", afirma o geólogo.

De acordo com professor, a não explosividade do Cabugi se deve ao fato do magma no local ter baixa proporção de gases e de silício. "O Cabugi não explodiu porque o magma solidificou-se ainda no interior do edifício vulcânico. Ele representa o 'plug' ou a 'rolha' de rocha sólida que ficou no conduto que ligava a câmara magmática à superfície", detalha Souza.

O professor explica também que a inatividade do Cabugi tem relação com a posição da placa tectônica Sul-Americana. Como o Brasil está no centro dessa placa e as erupções costumam ocorrer nas brodas, não há vulcões ativos no país.

Parque Ecológico Cabugi protege formação rara, valor científico e cultural

O Pico do Cabugi faz parte do Parque Ecológico Cabugi, criado em 1988. A área tem 625 hectares, com uma zona de proteção maior ao redor. O geógrafo Ilton Soares, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema-RN), afirma que o parque protege a formação geológica e a vegetação da caatinga. O espaço também permite turismo controlado e pesquisas científicas.

De acordo com o geógrafo, a erosão também atuou ao longo do tempo e contribuiu para moldar o relevo atual. "Esse processo resultou em uma formação considerada rara no Brasil. Esta é uma das grandes características de unidade, o que torna aquele local exuberante. É um monumento geológico de uma quase exclusividade”, afirma Soares.

Criado pela Lei nº 5.823/1988, o Parque Ecológico Cabugi é uma unidade de proteção integral, que visa à preservação do ambiente e coibe possíveis danos àquela região. As atividades desenvolvidas no parque têm que ser responsáveis, a exemplo do turismo, e cabe ao Idema, com o apoio de órgãos como a Polícia Ambiental, fazer vistorias para garantir a preservação. As pesquisas científicas também são aprovadas pelo instituto.

De acordo com a direção do parque, além da importância científica, o local tem valor cultural. O nome Cabugi vem do tupi-guarani e significa “peito de moça”, por causa do formato do relevo. No passado, o pico também foi chamado de Serra de Itaretama, que significa “serra de muitas pedras”. As informações são do Grande Ponto.

 

STF e PT preocupados: Vorcaro quer fechar delação até o fim da semana

 

A informação é da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, e deixou muita gente preocupada em Brasília: 

Preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília desde 19 de março, o banqueiro Daniel Vorcaro trabalha para fechar sua proposta de delação premiada ainda nesta semana.

A ideia dele é entregar o material à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início de maio. De lá, a proposta será enviada ao ministro do STF André Mendonça, para homologação.

Desde que foi transferido para a Superintendência da PF, Vorcaro tem tido reuniões diariamente com seus advogados. Os encontros acontecem nos dias de semana, das 9h às 17h.

Nem mesmo a infecção urinária que Vorcaro teve paralisou as reuniões. O único período em que não houve encontros foi nos cinco dias em que a PF não permitiu, por causa de uma dedetização e do feriado.

A negociação para delação

A delação tem sido negociada pelo advogado José Luís Oliveira Lima, o Juca. Um dos filhos de Juca que também é advogado tem ajudado o pai nas reuniões com o dono do Master na prisão.

Outro que atua na delação é o advogado Sérgio Leonardo. Amigo de Vorcaro, Sérgio também é um dos responsáveis por organizar a logística das reuniões e visitas ao banqueiro.

Em sua delação, Vorcaro deve entregar políticos, empresários e agentes do mercado financeiro que participaram do esquema. Ele também pretende devolver uma grande quantia de dinheiro.


VÍDEO: Defesa de Maduro: O PT não aprendeu nada ou só não se importa




 

A 161 dias da eleição presidencial, com Lula empatado no segundo turno contra qualquer adversário da direita, com 48% de rejeição e 52% de desaprovação na Quaest, o PT decidiu que o melhor uso de seu congresso nacional era exibir um banner pedindo a volta de Nicolás Maduro à Venezuela. Não foi um militante isolado que levou um cartaz escondido na mochila. Foi a Secretaria de Relações Internacionais do partido, chefiada por um senador da República, que organizou o ato, montou o palco, convidou embaixadores e exibiu a peça com a frase "Los Queremos de Vuelta" para 600 delegados e para as câmeras de todo o país.

Maduro não é um líder democrático injustiçado. É um ditador que fraudou eleições em 2024, que perseguiu e prendeu opositores, que levou a Venezuela ao colapso humanitário e que hoje está preso nos Estados Unidos respondendo por tráfico de drogas. Defender sua volta não é ato de solidariedade internacional. É declaração de afinidade ideológica com um regime autoritário. E o PT sabe disso. Sabe que essa imagem será usada em centenas de milhares de peças de campanha pela oposição. Sabe que Flávio Bolsonaro, Zema e Caiado vão repetir "o PT quer Maduro de volta" em cada debate, cada entrevista, cada inserção de TV. E mesmo assim, escolheu fazer.

O mais espantoso é o timing. O congresso deveria ser o momento de apresentar um plano de governo crível para o quarto mandato de Lula, de calibrar o discurso para o eleitor do centro, de mostrar que o partido amadureceu. Em vez disso, o PT entregou aos adversários, de bandeja, o tipo de material que nenhum marqueteiro do PL conseguiria produzir sozinho. Um banner oficial, em evento oficial, com organização oficial, defendendo um ditador preso por narcotráfico. É o presente de campanha perfeito para a direita.

Lula, em seu vídeo ao congresso, pediu que a militância fizesse "propostas factíveis". O banner de Maduro não é factível. É um passivo. É o tipo de gesto que não ganha um único voto e perde milhares. É a prova de que, dentro do PT, existe um setor que prefere a pureza ideológica à vitória eleitoral. E se Lula perder em outubro, pode ter certeza: o banner "Los Queremos de Vuelta" estará entre as explicações.

 

VÍDEO: Nina Souza desmascarou discurso de Lula que ""Nenhum prefeito será discriminado em razão do partido político"

 


Em fevereiro de 2025, durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, o presidente Lula fez uma promessa clara e pública diante de mais de 20 mil gestores municipais: "Nenhum prefeito será discriminado em razão do partido político. As políticas são feitas para o povo da cidade." Na mesma ocasião, afirmou que "a prefeitura é o alicerce para que a União dê certo" e pediu que os gestores aproveitassem o evento para destravar obras e buscar os recursos que ainda não tinham saído. 

Os discursos são bonitos. Porém, os documentos da Prefeitura de Natal, expostos pela vereadora Nina Souza, contam outra história. Nina apresentou na última quinta-feira (24) um ofício de 73 páginas, acompanhado de relatório da Secretaria de Planejamento, mostrando que R$ 41 milhões em verbas federais destinadas à capital potiguar estão travados. 

Os recursos são de convênios nas áreas de mobilidade urbana, infraestrutura e saúde. Em fevereiro, a retenção passava de R$ 50 milhões. Depois que o tema ganhou repercussão, o Governo Federal liberou uma parte, mas o rombo permanece. Obras estão paralisadas, custos estão subindo e a população está pagando a conta.

O detalhe que transforma o caso de Natal em caso político é o contexto. A capital potiguar é governada por Paulinho Freire (União Brasil), aliado do ex-prefeito Álvaro Dias (PL), e a vereadora Nina Souza pertence ao PL, partido que abriga o principal adversário de Lula na corrida presidencial.

Quando o presidente diz que "muitas vezes os prefeitos do meu partido ficam zangados porque quem ganhou o PAC Seleções não foi o prefeito do PT, foi o prefeito vizinho que não gosta do PT" e complementa que "é assim que a gente vai exercer a democracia", está vendendo uma imagem de republicanismo.

Mas quando R$ 41 milhões ficam parados justamente numa cidade administrada por adversários políticos, enquanto a vereadora do PT local minimiza o problema dizendo conhecer "apenas um caso", a imagem de republicanismo ganha rachaduras sérias.

A pergunta que Nina Souza colocou na mesa é simples: se Lula não discrimina prefeitos por partido, por que Natal tem R$ 41 milhões retidos em convênios documentados, com obras paradas e serviços de saúde e mobilidade prejudicados? A Prefeitura já enviou o ofício de 73 páginas pedindo a liberação. Os documentos estão públicos. Os números estão detalhados. A promessa de Lula está gravada. Agora falta só uma coisa: a resposta. Porque entre o discurso de Niterói e a realidade de Natal, há R$ 41 milhões de distância. E distância, nesse caso, tem nome: descaso.

 


Homem sai de casa para trabalhar e acaba morto a tiros na Grande Natal; moto foi roubada

  Um homem foi morto a tiros na comunidade de Taborda, em São José de Mipibu, na manhã desta segunda-feira (27). Ele foi identificado com Pa...