quarta-feira, 23 de setembro de 2026

VÍDEO: “Você merece o voto de todo o RN”, diz Arlindo Dantas sobre candidatura à reeleição de Cristiane

 



A deputada estadual Cristiane Dantas apareceu ao lado do ex-prefeito de São José de Mipibu e ex-deputado estadual, Arlindo Dantas, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta (23). Ao falar sobre a atuação da parlamentar na Assembleia Legislativa, Arlindo afirmou: “Você merece o voto de todo o Rio Grande do Norte”. 

No vídeo, Cristiane conta que acompanha a trajetória política do sogro desde a primeira eleição dele para prefeito de São José de Mipibu e o aponta como uma de suas inspirações na vida pública. Arlindo comandou o município por quatro mandatos e também exerceu um mandato de deputado estadual.

Ao falar da atuação de Cristiane, Arlindo destacou os recursos destinados pela deputada a São José de Mipibu. “Não é brincadeira um deputado mandar para uma cidade R$ 25 milhões. É muita coisa. Isso nos orgulha”, afirmou.

Cristiane encerra o vídeo lembrando a trajetória de Arlindo, conhecido como “prefeito operário”, e afirma que essa referência a motiva a continuar na política e trabalhar pelo Rio Grande do Norte.



VÍDEO: “Troca de esposas” termina em facão, moto quebrada e prisão em Natal

 


Uma suposta proposta de “troca de esposas” terminou em confusão, agressões e prisão no bairro Lagoa Nova, em Natal. Segundo a Polícia Militar, um homem foi detido após pegar um facão e danificar a motocicleta do próprio vizinho. Com informações do @sospolicial.

Em entrevista, o suspeito afirmou que estava bebendo com o vizinho quando teria sido convidado para participar de uma troca de casais. Ele disse que recusou a proposta e ficou irritado após o homem insistir.

“Eu falava com a mulher dele, ele falava com a minha. Eu digo: não, minha mulher não gosta disso”, relatou.

Ainda segundo o suspeito, houve uma discussão e ele teria sido agredido antes de sair do local. Em seguida, ele pegou um facão e danificou a moto do vizinho.

O homem foi detido por policiais do 5º Batalhão e encaminhado à delegacia. A ocorrência também envolveu acusação de lesão corporal grave. O vizinho, que preferiu não gravar entrevista, negou que tenha feito a proposta de troca de esposas.

 


“PERDEU, MANÉ”: PGR reconhece prazo cumprido e pede regime semiaberto para Débora do Batom

 


A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Alexandre de Moraes (STF) que autorize a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, para o regime semiaberto.

De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Débora já cumpriu 1.287 dias de pena — nove dias além do mínimo exigido para ter direito à mudança de regime. A PGR também defendeu o reconhecimento de 212 dias de redução da pena: 108 por trabalhos realizados na prisão, 100 pela aprovação no Enem de 2023 e quatro pela leitura de um livro.

Gonet afirmou que não há registro de infração disciplinar nem de descumprimento das medidas impostas desde que Débora passou à prisão domiciliar, em março de 2025. “Não há óbice ao reconhecimento do cumprimento do requisito subjetivo”, declarou.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Ela ficou conhecida por escrever, com batom vermelho, a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao prédio do STF. A decisão sobre a progressão de regime caberá a Alexandre de Moraes.

Mensagens de Vorcaro mostram advogado articulando aproximação de banqueiro com governo: ‘Estive com o presidente Lula longamente ontem. Vc vai gostar’

 


Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram o advogado Walfrido Warde relatando ao banqueiro articulações para aproximá-lo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de integrantes do governo.

Em abril de 2024, Warde disse ter recebido uma solicitação de Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe de gabinete da Presidência, para que Vorcaro enviasse um e-mail com os assuntos que gostaria de tratar com Lula. “Fala Dani. Acabei de receber uma mensagem do Marcola, secretário pessoal do presidente, cobrando teu email. Manda para mim o email sobre os assuntos que você gostaria de falar, os interesses do grupo, eu ajeito aqui e eu mesmo mando o e-mail”, afirmou o advogado.

Em maio, Warde escreveu: “Saí da sala do presidente. Ele me perguntou do teu e-mail. Vc é doido”. Em outras mensagens, relatou novos contatos com Lula e integrantes do governo. Em setembro de 2024, disse: “Estive com o Presidente Lula longamente ontem. Vc vai gostar. Encontremo-nos hoje. Sem falta”.

Em novembro, afirmou ter “um recado do MJ e do presidente”. A sigla seria uma referência ao então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que nega ter tratado com Warde ou Lula sobre Vorcaro.

Registros de acesso mostram que Vorcaro esteve no Palácio do Planalto três vezes entre 2023 e 2024. Em 4 de dezembro de 2024, ele se reuniu com Lula, Guido Mantega, Rui Costa, Alexandre Silveira e Gabriel Galípolo. Após o encontro, Warde escreveu: “Parabéns. Soube que foi muito bom”.

 A Secom afirma que Lula se encontrou apenas uma vez com Vorcaro, em 4 de dezembro, e nega ter enviado recados ou recebido presentes do banqueiro. Marcola também negou ter procurado Warde, embora tenha confirmado que, após ser procurado pelo advogado, pediu que o pedido de audiência fosse formalizado por e-mail.

Em março de 2025, Vorcaro ainda escreveu a Warde: “Gleisi e Mercadante atuando muito contra. Alguma sugestão como podemos bloquear?”. O advogado respondeu: “Me liga. Falo com ambos bem. Mas preciso entender”. Mercadante nega ter conversado com Warde, e Gleisi não se manifestou.

As articulações ocorreram antes da prisão de Vorcaro e da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, em novembro de 2025. O banqueiro é investigado por suspeitas de fraude bancária.

Confira a nota na íntegra enviada pela Secretaria de Comunicação do governo Lula:

Conforme já amplamente noticiado, o presidente Lula encontrou-se uma única vez com Daniel Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024. Vorcaro havia ido ao Palácio do Planalto acompanhado do ex-ministro Guido Mantega e o encontro com o presidente não estava previamente agendado. Da conversa também participaram o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Gabriel Galípolo, então diretor de Política Monetária e atual presidente do Banco Central.

Na ocasião, Vorcaro afirmou sentir-se alvo de perseguições, e o presidente respondeu que eventuais denúncias deveriam ser analisadas tecnicamente pelo Banco Central.

Não houve nenhum outro contato entre o presidente e Daniel Vorcaro.

O presidente não tem conhecimento da suposta articulação, não recebeu presente e tampouco enviou recado ou comentou festas promovidas pelo banqueiro.

Cabe lembrar ainda que foi durante o atual governo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a instituição.

Com informações de O Globo

 



Fux dá 10 dias para Alcolumbre apresentar registros de entrada no Senado de Vorcaro, Lulinha, da esposa de Moraes e do ‘Careca do INSS’

 


O ministro do STF Luiz Fux deu 10 dias para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apresentar informações sobre registros de entrada na Casa de pessoas como o banqueiro Daniel Vorcaro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministo Alexandre de Moraes. Depois, a PGR terá o mesmo prazo para se manifestar.

A determinação atende a um mandado de segurança apresentado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), após o Senado negar pedidos feitos por meio da Lei de Acesso à Informação.

O pedido também inclui registros de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, e José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula.

O processo foi inicialmente distribuído a Alexandre de Moraes, que se declarou impedido por envolver sua esposa, Viviane Barci. Com isso, Fux foi sorteado como novo relator.

 

Sexto fugitivo de penitenciária na Grande Natal é recapturado em Pernambuco; cinco seguem foragidos

 


Tiago Nogueira da Silva, um dos 11 presos que fugiram da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal, foi preso nesta quarta-feira (23) em Jaboatão dos Guararapes, no estado de Pernambuco.

Ele foi localizado durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Com a prisão, seis dos 11 fugitivos foram recapturados e outros cinco continuam foragidos.

A informação foi divulgada pela Polícia Federal e confirmada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-RN). Segundo a PF, Tiago foi preso mediante cumprimento de mandado de recaptura.

A ação também resultou na prisão de uma mulher que estava foragida do sistema prisional do Rio Grande do Norte. A PF não informou o nome da detenta.

Fuga aconteceu em 31 de julho

A fuga ocorreu por volta das 5h30 do dia 31 de julho, na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, que fica no Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Ao todo, 13 internos deixaram uma cela, mas dois foram recapturados ainda na área interna da unidade. Os outros 11 conseguiram fugir.

Segundo informações divulgadas pela Seap após a fuga, os presos abriram um buraco na estrutura da cela para chegar à área externa da penitenciária. A movimentação foi registrada pelas câmeras de monitoramento da unidade e os policiais penais iniciaram as buscas.

Posteriormente, a secretaria informou que os detentos retiraram o vaso sanitário da cela e escavaram uma passagem a partir da tubulação. Os 11 fugitivos conseguiram alcançar a área externa e pular o muro da unidade.

Recapturas

Antes da prisão de Tiago, cinco fugitivos já haviam sido localizados. Julianderson Francisco Nogueira, Diogo da Luz Silva, Isaac Deodato Rodrigues, Thiago da Silva Maia Braga e Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva foram recapturados após a fuga.

As forças de segurança informaram que seguem mobilizadas para localizar os cinco detentos que permanecem foragidos.

Seguem foragidos:

  • Cleidson Martins Dantas;
  • Kaio do Nascimento Gomes;
  • Petrúcio Railande dos Santos;
  • Jackson Matheus Martins Simões;
  • Eliandson Luciano de Lima.

Penitenciária Rogério Coutinho Madruga

A Penitenciária Rogério Coutinho Madruga era conhecida antigamente como Pavilhão 5 de Alcaçuz por ficar exatamente ao lado do maior presídio do Rio Grande do Norte onde, em 2017, ocorreu uma rebelião na qual pelo menos 26 presos morreram - quase todos decapitados - e 56 fugiram. O episódio ficou conhecido como Massacre de Alcaçuz.

A fuga mais recente registrada no presídio Rogério Coutinho Madruga havia sido em 2024, quando dois internos que eram "qualificados para serviços", como são chamados os presos de confiança, fugiram em plena luz do dia. Eles trabalhavam em uma obra na unidade. A dupla acabou recapturada.

Já a Penitenciária de Alcaçuz, que fica ao lado, registrou uma fuga de cinco presos em maio deste ano após quase cinco anos sem registro. Quatro foram recapturados.

 

Flávio responsabiliza Lula por endividamento da população com bets: “Deixou correr frouxo. A dívida sua com o Tigrinho é culpa do Lula”

 


O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilizou o presidente Lula (PT) pelo endividamento de brasileiros com apostas online e cassinos virtuais. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (23), durante uma transmissão ao vivo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e candidatos ao Senado.

Ao criticar a política do governo para o setor, Flávio afirmou que “o problema é o cassino online, que esse governo liberou. No governo Bolsonaro, fomos contra. Votei contra a liberação dos jogos no Congresso. A bancada do PT inteira votou a favor. Regulamentou. Lula fica fingindo de besta. O Lula fez dois males: o Lulinha e o Tigrinho. Dois filhos dele. E é o Tigrinho que está deixando todo mundo endividado. Lula não combate e não fiscaliza. Deixou correr frouxo. A dívida sua com o Tigrinho é culpa do Lula”, declarou.

As apostas esportivas de quota fixa foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer, mas a regulamentação só foi concluída em 2023, já no governo Lula. A Lei nº 14.790 incluiu os jogos online no mercado regulado e atribuiu ao Ministério da Fazenda a fiscalização do setor.

Em setembro de 2026, o governo federal avalia uma medida provisória para proibir os cassinos online, diante dos impactos sobre a arrecadação e do risco de questionamentos judiciais por empresas autorizadas a operar no país.

 

Violência política de gênero é destaque nos pronunciamentos da ALRN

 


A violência política de gênero e os casos recentes de violência contra a mulher no Rio Grande do Norte foram destaque nos pronunciamentos da sessão plenária desta terça-feira (23) na Assembleia Legislativa do RN. Em plenário, foi ressaltada a necessidade de denunciar situações que atingem mulheres candidatas e podem provocar impactos emocionais e afastá-las da participação política. 

A fala defendeu que o enfrentamento à violência política de gênero deve ocorrer independentemente de partidos ou posições políticas, evitando a naturalização dessas práticas. Também foi destacada a importância da participação de homens e mulheres na discussão e da atuação junto aos agressores.

Os pronunciamentos abordaram ainda a proximidade do período eleitoral e a importância do voto como expressão da decisão popular. A situação fiscal e financeira do Estado também foi discutida, com referência a um relatório do Tesouro Nacional sobre o cumprimento de metas fiscais e aos possíveis impactos sobre recursos de financiamento. As falas foram feitas pela procuradora especial da Mulher da Assembleia Legislativa, deputada Cristiane Dantas, e pelos demais parlamentares inscritos no horário dos oradores.

Mario Sabino: Mendonça demole Moraes; chega de sigilo no inquérito das fake news

 


O texto é de Mario Sabino, do Metrópoles:

A resposta de André Mendonça a Edson Fachin sobre as acusações que lhe foram feitas por Alexandre de Moraes de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade deveria levar a que o acusador fosse investigado pelos crimes de que acusa o ministro desafeto, acrescidos de outros dois: denunciação caluniosa e obstrução de justiça.

A manifestação disseca a patranha que Moraes armou contra Mendonça ao tentar incluí-lo no inquérito das fake news de maneira ilegal, em completo desacordo com o propósito do próprio inquérito, que o ministro chama de “famigerado” e “interminável”.

Mendonça aponta a gravidade do fato de o ministro do STF amigo de Daniel Vorcaro ter usado relatórios de inteligência apócrifos, desprovidos de qualquer valor probatório como base (única) para a sua acusação e, aspecto agravante, produzidos por meio de “atividade ilícita da Polícia Federal”, que foi “instrumentalizada” de forma absurda.

Ele também estranha que, na acusação de Moraes, não haja menção à forma como o seu acusador soube da existência dos relatórios.

Escreve Mendonça:

“Verifica-se que este Ministro signatário foi incluído no inquérito por uma requisição que não apontava fato algum, que selecionava documentos apenas pelo nome de Ministros, que se apoiava em informações de origem não declarada e que recolheu ‘relatórios’ sem autor identificado e sem data, com múltiplas advertências de que não se presta sequer ‘a instruir procedimento de qualquer natureza, a fundamentar representação, a subsidiar peça de defesa ou ser citado como fonte em documento externo’. Nessa conjuntura, não se verifica, no caso, a mínima presença de elementos capazes de sequer cogitar haver justa causa para eventual deliberação colegiada sobre quaisquer condutas praticadas por este Ministro subscritor.”

Mais adiante, o ministro compara os expedientes de Moraes para tentar incriminá-lo aos utilizados pela ditadura militar:

“Além de serem ineptos para fins criminais, o emprego inadequado dos “relatórios” no presente caso pode configurar, em tese, ato atentatório à dignidade da Justiça, que não pode ser instrumentalizada, nem se deixar submeter a atos de intimidação, especialmente quando fundamentados em “documentos” que decorrem de deturpações personalistas, desvirtuando as legítimas finalidades da instituição policial, a partir da captura, por alguns, de estrutura vinculada ao aparato de segurança nacional para fins espúrios e deletérios, diametralmente opostos àqueles para os quais ela foi concebida pela ordem republicana instaurada a partir de 05 de outubro de 1988.

Lembre-se, a propósito, que a lógica do antigo e revogado Sistema Nacional de Informações – SNI é completamente incompatível com a ordem constitucional democrática vigente a partir de 1988.”

Ao final da desconstrução dos métodos do seu algoz, Mendonça pede a Fachin acesso à íntegra dos autos do inquérito das fake news, que ainda estão sob sigilo mesmo após o presidente do STF ter assumido a sua relatoria:

“Como último aspecto, considerando que o Ministro Alexandre de Moraes promoveu a inclusão deste Ministro no Inq nº 4.781/DF, (…) e tendo sido igualmente ali juntados os ‘relatórios’ empregados para fundamentar as acusações levianas quanto a este Ministro: reputa-se imprescindível o acesso à íntegra daqueles autos, como forma de verificar a existência de eventuais outros elementos atinentes a este subscritor.”

É este o ponto suscitado por Mendonça que deveria implicar uma exigência da sociedade: a retirada do sigilo dos inteiros autos do inquérito das fake news.

As ilegalidades elencadas pelo ministro em relação ao seu caso sugerem um padrão de conduta da parte de Moraes; por isso, é essencial que se tire a limpo as manobras de que ele teria lançado mão para cometer as supostas arbitrariedades que lhe são atribuídas no âmbito dessa teratologia, e elas vêm sendo denunciadas desde há muito.

Durante décadas, a ditadura militar, citada por Mendonça na sua resposta, manteve em segredo as provas dos crimes que cometeu. Não há espaço para conduta similar em uma democracia. É urgente revelar tudo que o inquérito das fake news encerra na sua escuridão policialesca.

 

 

Messias acusa PF de monitoramento e bate boca com Andrei Rodrigues no Planalto diante de Lula: “Está me espionando?”

 


A crise envolvendo as investigações do Banco Master provocou um confronto direto entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é da coluna da jornaista Marcela Mattos, do UOL.

O episódio ocorreu no dia 4, no gabinete presidencial, quando Messias questionou Andrei se a PF estaria monitorando seu telefone. Segundo relatos de pessoas que tiveram conhecimento da conversa, o encontro foi tenso, com troca de acusações e xingamentos.

Andrei Rodrigues negou qualquer tipo de monitoramento contra o chefe da AGU. A pessoas próximas, porém, afirmou que considerou a postura de Messias um “chilique” e disse que ele deveria “dar sermão na igreja, e não no Planalto”.

O episódio ocorreu um dia depois de Alexandre de Moraes retirar o sigilo de um relatório de inteligência da PF que questionava decisões do ministro André Mendonça nas investigações do Banco Master. O documento também mencionava uma possível omissão de Messias e trazia a expressão “autoriza monitoramento e coleta dirigida”, o que aumentou a desconfiança do advogado-geral.

Quatro dias depois do encontro, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, alegando que a inteligência da corporação havia realizado um “monitoramento sistemático” e “ilícito” contra ele e Messias.

A crise ganhou outro capítulo quando Messias recorreu da decisão. Andrei telefonou ao ministro e afirmou: “Você está proibido de recorrer em meu nome”. Messias respondeu que recorreria “em nome do presidente da República”.

O diretor da PF então recusou a assistência da AGU, contratou uma advogada particular e conseguiu uma decisão favorável do ministro Flávio Dino para retornar ao cargo. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, derrubou as decisões de Dino e de Mendonça e determinou novas manifestações dos envolvidos.

As divergências entre Messias e Andrei já vinham se acumulando desde julho, quando a PF pediu que a AGU contestasse decisões de Mendonça. A Advocacia-Geral recusou, alegando falta de competência para atuar na esfera criminal e riscos para as investigações.

O caso aprofundou as fissuras dentro do governo em torno da investigação do Banco Master e passou a envolver também ministros do STF e integrantes do Palácio do Planalto.

 

Ações que somam R$ 14,3 bi estão na raiz da influência de Vorcaro no Judiciário

 


O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tinha pelo menos R$ 14,3 bilhões investidos em 16 ações judiciais que dependiam de decisões dos tribunais para gerar retorno. De acordo com a Folha de S.Paulo, os negócios envolviam a compra de direitos sobre possíveis indenizações da União a usinas de açúcar e álcool.

Os ativos, conhecidos como pré-precatórios, eram comprados por valores que podiam ficar na faixa de 20% da indenização estimada. Decisões favoráveis no STJ e no STF poderiam representar ganhos bilionários aos detentores desses direitos. A União seria responsável pelos pagamentos.

Segundo a reportagem, esses interesses estão no centro das relações mantidas por Vorcaro com integrantes do Judiciário e familiares de ministros. Mensagens apreendidas mostram discussões sobre o pagamento de R$ 500 mil mensais ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques. O ministro afirmou que nunca votou a favor de Vorcaro, nunca trocou mensagens com ele e não autorizou ninguém a falar em seu nome.

O Master também mantinha contrato de R$ 129 milhões com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. No STJ, mensagens reveladas pela investigação mostram ainda conversas de Vorcaro com o ministro Benedito Gonçalves.

As investigações apontaram ainda que o Master possuía R$ 21 bilhões em precatórios e pré-precatórios, embora apenas R$ 8 bilhões aparecessem no balanço do banco. Outros R$ 13 bilhões estavam em estruturas de fundos de investimento. Em uma operação, um pré-precatório teve valorização superior a R$ 100 milhões em menos de 24 horas.

 

VÍDEO: “Você merece o voto de todo o RN”, diz Arlindo Dantas sobre candidatura à reeleição de Cristiane

  A deputada estadual Cristiane Dantas apareceu ao lado do ex-prefeito de São José de Mipibu e ex-deputado estadual, Arlindo Dantas, em víde...