terça-feira, 26 de maio de 2026

Flávio Bolsonaro é recebido por Trump na Casa Branca em meio à crise envolvendo Vorcaro e Banco Master

 



Em meio à pior crise de sua pré-campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido nesta terça-feira pelo presidente americano Donald Trump na Casa Branca, em Washington. O encontro é tratado pelo entorno do senador como uma tentativa de recuperar força política após semanas de desgaste provocadas pelas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.

O encontro se deu no Salão Oval da sede do governo americano, o escritório principal do presidente Donald Trump. Flávio escolheu uma gravata verde e amarela, com as cores da bandeira brasileira, para a ocasião.

A agenda, de acordo com pessoas próximas a Flávio, foi articulada por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos, e do influenciador Paulo Figueiredo, aliado do bolsonarismo no entorno republicano americano. Os dois inclusive participaram do encontro.

Dentre os temas que foram abordados na conversa estão a segurança pública, cooperação internacional no combate ao crime organizado e investimentos estratégicos.

A Casa Branca tem interesse em classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida vista com simpatia por Flávio, segundo interlocutores da viagem.

Uma comitiva acompanha Flávio em Washington. Estão esperando o senador, do lado de fora, os deputados estaduais Cristiano Capporezzo (PL-MG), Leandro de Jesus (PL-BA), Gil Diniz (PL-SP) e Paulo Mansur (PL-SP) e o vereador de Manaus, Coronel Rooses (PL).

— Um dos temas de interesse da Casa Branca é tratar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Essa abordagem é vista com bons olhos por Flávio, uma vez que ele pretende adotar uma política pública de tolerância zero contra o crime —disse Caporezzo à reportagem logo antes da reunião.

Já Leandro de Jesus afirmou que a reunião de hoje partiu de um convite do governo americano:

— O convite partiu do presidente Donald Trump. Isso é resultado do desempenho do Flávio e a expectativa de que ele seja presidente do Brasil em 2027.

Segundo relatos feitos ao GLOBO, Flávio passou a manhã reunido com Eduardo e Paulo Figueiredo para alinhar os detalhes do encontro e discutir a estratégia política da viagem. Até o início da tarde, a reunião com Trump não constava oficialmente na agenda divulgada pela Casa Branca, o que vinha alimentando apreensão dentro do PL sobre a possibilidade de cancelamento ou remarcação de última hora. Enquanto aguardavam o sinal verde do governo americano, Flávio e Eduardo permaneceram no hotel The Willard, tradicional endereço próximo à Casa Branca usado com frequência por aliados do trumpismo em Washington.

Nos bastidores da campanha, porém, a foto de Flávio ao lado do presidente americano vinha sendo tratada como uma das principais apostas da pré-candidatura para interromper o ciclo de desgaste provocado pelas revelações envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção audiovisual sobre Jair Bolsonaro ligada ao entorno de Eduardo nos Estados Unidos.

Mensagens e áudios revelados pelo portal “Intercept Brasil” mostram que Flávio pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o projeto. No total, R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados.

Aliados do senador avaliam que a imagem ao lado de Trump ajuda a reforçar a associação internacional do filho de Jair Bolsonaro ao trumpismo justamente num momento em que a pré-campanha enfrenta pressão crescente dentro da própria direita e passou a conviver com discussões sobre alternativas presidenciais ao senador, como Michelle Bolsonaro, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

A leitura dentro do entorno de Flávio é que o encontro permite ao senador retornar ao Brasil com um gesto político de impacto depois de semanas em que o noticiário foi dominado pela crise envolvendo Vorcaro, mensagens, áudios e discussões sobre o Banco Master.

Além da reunião com Trump, Flávio também teve encontros com interlocutores ligados ao Partido Republicano e assessores próximos do Departamento de Estado americano. Segundo integrantes da campanha, as conversas incluíram temas ligados à cooperação em segurança pública, combate ao crime organizado, minerais críticos e tarifas comerciais envolvendo exportações brasileiras.

Flávio deve permanecer em Washington até quarta-feira e retornar ao Brasil na quinta. Na sexta-feira, o senador tem agenda prevista em Curitiba.

 

VÍDEO: “Roubei porque estava com fome”, diz suspeito preso após série de assaltos em Parnamirim

 



Uma ação conjunta da Guarda Municipal e do 3º Batalhão da Polícia Militar resultou na recuperação de motos roubadas, apreensão de arma de fogo e detenção de suspeitos envolvidos em assaltos na região de Parnamirim, na Grande Natal. 

Durante a abordagem, um dos suspeitos confessou participação nos crimes. Questionado sobre os assaltos, ele admitiu os roubos e assumiu também a posse das drogas e da arma apreendida.

“Tudo é meu. A arma também é minha”, declarou.

Ao ser perguntado sobre o motivo de roubar motos de trabalhadores, o suspeito afirmou que estava passando fome e alegou dificuldades para conseguir emprego.

“Eu tentei trabalhar, mas o povo olha pra mim e diz: ‘vá embora, vagabundo’”, disse.

Segundo a polícia, ao todo duas motocicletas roubadas foram recuperadas. Uma terceira moto teria sido utilizada em um assalto registrado nas primeiras horas da manhã no bairro Parque Industrial.

Na ação, os agentes também apreenderam diversos aparelhos celulares, relógios, capacetes e um revólver calibre 38. De acordo com as forças de segurança, os criminosos vinham realizando assaltos ao longo da semana e fugiam em direção à região de Passagem de Areia.

 A operação terminou com um suspeito baleado, outros detidos e um vasto material recuperado, que deverá ser devolvido aos proprietários.

 

Gamecorp: Testemunha irá depor na CGU sobre suposta propina para Lulinha

 


A Controladoria-Geral da União (CGU) oficializou a convocação de um informante da Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no âmbito de uma investigação que envolve Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A notícia é do portal Diário do Poder. O depoente em questão é peça-central em apurações que miram supostas vantagens indevidas e repasses financeiros vinculados a contratos do setor de telecomunicações durante gestões petistas anteriores.

O caso transcorre sob a condução da corregedoria do órgão de controle, que busca aprofundar os elementos colhidos originalmente pela PF.  O informante havia apresentado aos investigadores relatos detalhados, planilhas e cronogramas de pagamentos que, segundo a tese apurada, ligavam aportes de grandes empresas de telefonia a negócios controlados pelo filho do chefe do Executivo. 

A movimentação da CGU recoloca em evidência as suspeitas de tráfico de influência e corrupção que marcaram os governos anteriores do Partido dos Trabalhadores (PT). Historicamente, o cerne das investigações aponta para a empresa Gamecorp, de propriedade de Fábio Luis, que recebeu repasses milionários da antiga operadora Telemar (posteriormente Oi). 

Os investigadores mapearam que os investimentos na empresa de Lulinha ocorreram em períodos coincidentes com decretos e mudanças regulatórias promovidas pelo governo federal que favoreceram o setor de telecomunicações, incluindo a alteração na Lei Geral de Telecomunicações que permitiu a fusão da Brasil Telecom com a Oi. A reabertura de frentes de apuração por órgãos internos do próprio governo gera forte repercussão nos bastidores de Brasília. 

Parlamentares de oposição ao Palácio do Planalto vêm acompanhando os desdobramentos e cobrando rigor e independência da CGU na condução do processo administrativo, sob o argumento de que os fatos narrados pelo colaborador são graves e possuem robusto lastro documental. A convocação do informante sinaliza que, apesar das sucessivas anulações e arquivamentos de processos da Operação Lava Jato no âmbito do Poder Judiciário nos últimos anos, os indícios de irregularidades e a pressão por transparência institucional continuam a tensionar a estrutura política do atual governo. 

O depoimento deverá ser mantido sob sigilo para preservar a integridade das apurações em andamento.

 

 

Flávio Bolsonaro e Trump se reúnem na tarde de hoje - a portas fechadas

 


Assessores da Casa Branca informaram no início da tarde desta terça-feira (26) ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá encontrá-lo nesta tarde no Salão Oval.

A notícia é da CNN Brasil. Alertaram, porém, que o encontro será, em princípio, fechado para a imprensa.Flavio desembarcou nesta segunda-feira (25) em Washington para encontrar Trump, muito embora não haja previsão desta reunião na agenda oficial de Trump.

A expectativa da equipe é de que, ainda que não seja possível encontrar Trump, haja algum tipo de reunião com o vice-presidente JD Vance. É possível também que o encontro seja com ambos.

 

 

Micro e pequenas empresas na mira: 70% dos empregos formais estão onde o impacto será maior

 


Quando se fala em "empresas" no debate da PEC 6x1, a imagem mental é de grandes corporações com departamentos de RH e margens confortáveis. A realidade brasileira é outra: 70% dos empregos com carteira assinada no país estão em micro, pequenas e médias empresas, segundo dados do Sebrae. São padarias, oficinas mecânicas, salões de beleza, restaurantes, lojas de bairro — negócios que operam seis ou sete dias por semana com equipes enxutas e margens que raramente ultrapassam 10%.

Para esses empreendedores, a obrigatoriedade de dois dias de folga semanais sem redução salarial significa, na prática, um dilema sem solução fácil: contratar mais gente que não podem pagar, reduzir o horário de funcionamento e perder receita, ou fechar.

A FecomercioSP calculou que o custo do trabalho subiria 22% para as empresas, considerando a manutenção do salário com redução de horas. Para um restaurante de bairro em Natal que emprega oito funcionários e fatura R$ 60 mil por mês, com margem líquida de 8%, isso pode significar um aumento de R$ 8 mil a R$ 10 mil mensais na folha — praticamente o lucro inteiro do negócio.

O relatório de Leo Prates não prevê nenhum mecanismo de compensação para pequenas empresas. Não há desoneração de folha acoplada à PEC. Não há ampliação do teto do Simples Nacional. Não há tratamento diferenciado por porte ou setor. A mesma regra que valerá para uma multinacional com 10 mil funcionários valerá para o MEI que emprega um ajudante.

Os empresários tentaram. Uma comitiva liderada pela FecomercioSP foi a Brasília em 12 de maio pedir quatro medidas: vinculação da redução a acordos coletivos, transição de dez anos, tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas e aumento do teto do Simples. Hugo Motta respondeu que "não dá mais para segurar" a votação. As quatro demandas foram ignoradas no texto final.

O que sobra é a aritmética: se o custo sobe e a receita não acompanha, alguém paga. E nos pequenos negócios, quem paga primeiro é o funcionário — com a demissão. Depois, o consumidor — com o preço. E por último, o próprio dono — que fecha.

 

 

VÍDEO: Sequência de assaltos termina em tiroteios, prisões, suspeitos baleados e motos recuperadas em Parnamirim

 



Cinco pessoas foram presas, sendo três mulheres e dois homens, durante uma ação da Guarda Municipal com apoio da Polícia Militar, após uma sequência de assaltos em Parnamirim. Um dos suspeitos foi baleado durante uma troca de tiros e levado para o Hospital Deoclécio Marques. Duas motocicletas foram recuperadas. A ação começou depois de um assalto no Parque Industrial. 

A vítima estava sentada quando foi surpreendida por dois criminosos, que levaram o celular e uma moto cinza. O veículo estava com chave de ignição, o que facilitou a ação criminosa. Nesse crime, os suspeitos chegaram em uma moto vermelha, que também havia sido roubada em outro assalto. A Guarda Municipal foi acionada e recebeu informações sobre vários assaltos entre a madrugada e a manhã desta terça-feira (26). Uma bolsa com cinco celulares foi encontrada em um terreno baldio. 

Em seguida, uma vítima informou que a moto dela, que tinha sido roubada, estava em frente a uma casa. No local, houve confronto com os criminosos. "Uma senhora disse que a moto dela, que tinha sido roubada também, estava parada em frente a uma casa. Ao chegarmos nessa casa, os indivíduos estavam em um beco, viram a equipe e efetuaram disparos. A gente fez o revide e um dos indivíduos foi baleado e socorrido para o Deoclécio", contou o agente De Souza. 

"Os demais se renderam. Na casa, encontramos esse material roubado, arma que atirou na equipe, drogas e mais uma moto com denúncia de roubo. A gente contornou com apoio da PM, que localizou uma moto em uma rua próxima. Foram conduzidas três mulheres e dois homens, além do outro indivíduo que foi baleado", acrescentou o agente da Guarda Municipal de Parnamirim.

A ocorrência foi encaminhada para a 17ª Delegacia de Polícia Civil de Parnamirim.

 

Por unanimidade, TRE-RN cassa chapa de Léo de Doquinha e João Eudes, prefeito e vice, em São Miguel do Gostoso

 


O Tribunal Regional Eleitoral do RN decidiu por unanimidade, nesta terça-feira (26), cassar a chapa formada por Léo de Doquinha e João Eudes, prefeito e vice em São Miguel do Gostoso.

O placar foi de 7 votos a 0. A Corte analisou denúncias de abuso de poder econômico e político durante o período eleitoral, incluindo o aumento de contratações temporárias no município.

Segundo o entendimento do tribunal, as contratações teriam provocado desequilíbrio no processo eleitoral e levantado questionamentos sobre o uso da máquina pública na campanha.

Apesar da decisão, ainda cabem recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

Outro ponto da decisão foi a volta da elegibilidade do ex-prefeito Renato de Doquinha.

 

DATAFOLHA: 85% dos brasileiros dizem que seriam afetados por alta de preços com fim da escala 6 X 1

 


Pesquisa Datafolha encomendada pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que 85% dos brasileiros acreditam que seriam afetados por uma possível alta de preços causada pelo fim da escala 6×1.

Desse total, 64% afirmam que seriam muito afetados, enquanto 21% dizem que seriam impactados “um pouco”.

O levantamento também aponta divisão sobre os efeitos da medida nas empresas: 44% avaliam que haverá mais prejuízos do que benefícios, enquanto 43% enxergam mais vantagens.

Apesar disso, 63% dos entrevistados afirmam que seriam beneficiados pelo fim da escala 6×1. Outros 21% dizem ver mais prejuízos do que ganhos.

O apoio à proposta caiu de 71% para 65% em comparação com a pesquisa anterior, realizada em março.

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 tramita na Câmara dos Deputados e é defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Enjaulada por perseguição”: Deolane escreve carta na prisão e nega ligação com PCC

 


A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra escreveu uma carta na prisão e disse que está detida "por pura perseguição". Ela afirmou, também, que nunca fez parte do Primeiro Comando da Capital (PCC).

"Mais uma vez, a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada)", falou.

O conteúdo da carta foi escrito pela irmã, Dayanne Bezerra, enquanto a influenciadora falava. Deolane está presa desde quinta-feira (21). Ela é suspeita de atuar na lavagem de dinheiro para o PCC.

Carta na íntegra

"Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada. Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito.

Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos.

É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos NÃOS para manter meus princípios e minha ética.

Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na justiça. Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não viu?"

 

Idosa de 84 internada com suspeita de intoxicação por ciguatera morre em Natal

 


A idosa Maria das Dores do Nascimento Batista, de 84 anos, morreu na noite dessa segunda-feira (25) em Natal. Ela estava internada desde o fim de abril, com quadro de suspeita de intoxicação por ciguatera, depois de passar mal após consumir peixe.

Segundo familiares, o pescado teria sido comprado em uma feira livre da capital e preparado para um almoço. A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes que vivem em áreas de corais e recifes contaminados por ciguatoxinas. Peixes pequenos comem essas algas e acabam passando a toxina para os peixes maiores e carnívoros. Quando o ser humano consome um desses pescados de médio ou grande porte, a intoxicação acontece, podendo causar sintomas que variam de enjoos a problemas neurológicos.

O corpo de Maria das Dores foi velado em Sítio Ponciana, comunidade da cidade de Alto do Rodrigues, onde ela morava, no interior do Rio Grande do Norte. O enterro estava marcado para as 16h no Cemitério Municipal João Mucuripe.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap), 131 casos de ciguatera foram registrados neste ano no Rio Grande do Norte. Desses, 20 foram casos confirmados em laboratório (análise do pescado consumido). Ainda segundo a pasta, nenhum óbito por ciguatera foi confirmado e, atualmente, existem 64 pessoas com suspeita da intoxicação.

Ciguatera

As ciguatoxinas que provocam a ciguatera são incolores, inodoras e insípidas, não sendo eliminadas por métodos convencionais de cozimento, congelamento, salga e defumação. Uma vez presente no pescado, a toxina permanece ativa mesmo após preparo e digestão. As maiores concentrações das toxinas estão presentes na cabeça, vísceras e ovas dos peixes.

Não existe tratamento específico ou antídoto para a Ciguatera. O manejo baseia-se em medidas de suporte e tratamento sintomático, incluindo hidratação, analgesia, controle de náuseas e acompanhamento clínico.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas aparecem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do pescado contaminado, caracterizados por: dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça, cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na boca, podendo persistir por semanas ou meses.

De acordo com a Nota Técnica da Sesap, as principais recomendações à população são: procurar imediatamente os serviços de saúde diante de sintomas compatíveis, informando o consumo de pescado nas últimas 48 horas; identificar a espécie consumida e preservar sobras do pescado, acondicionadas e congeladas, para posterior coleta pela Vigilância Sanitária; e evitar o consumo de pescados associados a relatos de intoxicação por Ciguatera, especialmente aqueles de procedência desconhecida.

As equipes de Saúde devem notificar os casos suspeitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), à Secretaria Municipal de Saúde e à Secretaria Estadual de Saúde (CIEVS, CIATOX/RN, Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária).

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (CIATOX-RN) pode ser acionado em caso de dúvidas sobre a condução do caso. O Ciatox funciona em regime de plantão 24 horas por meio dos telefones 0800 281 7005 | WhatsApp (84) 98883-9155.

 

12 anos depois, Moraes abre ação penal contra Henrique Alves e Eduardo Cunha

 


Mais de 12 anos após as denúncias, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, ambos do MDB. O motivo: suposto recebimento de propina da empreiteira OAS. 

A notícia é da coluna de Guilherme Amado. O processo contra Cunha e Alves chegou ao Supremo em março de 2026, enviado pela Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte, em razão da mudança de entendimento da Corte sobre o foro privilegiado.

Em decisão assinada na última quarta-feira, 20, Moraes atendeu a uma manifestação da PGR e avaliou que, de fato, cabe ao STF processar a ação contra os ex-presidentes da Câmara. Assim, eles seguirão como réus no processo e serão julgados no Supremo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A investigação que levou à penal contra Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves foi aberta em maio de 2016 no STF, mas acabou sendo enviada à Justiça Federal do Rio Grande do Norte em outubro daquele ano, quando Cunha perdeu o mandato de deputado. O caso ainda foi realocado na Justiça Eleitoral no estado, diante das suspeitas de recebimento de propina por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais nas eleições de 2012 e 2014.

Segundo a denúncia contra Cunha e Alves, eles receberam R$ 11,5 milhões da OAS para atuarem na Câmara contra restrições à participação da empresa na privatização dos aeroportos do Galeão e de Confins e pela liberação de financiamento do BNDES à obra da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para a Copa do Mundo de 2014.

 

Flávio Bolsonaro é recebido por Trump na Casa Branca em meio à crise envolvendo Vorcaro e Banco Master

  Em meio à pior crise de sua pré-campanha presidencial, o senador  Flávio Bolsonaro  (PL-RJ) foi recebido nesta terça-feira pelo presidente...