Um dirigente sindical afirmou que dinheiro de uma
entidade nacional de professores estava sendo destinado a comitês de apoio à
reeleição de Lula (PT) em todos os estados brasileiros, apesar da proibição
legal de financiamento de campanhas por sindicatos. A declaração levou o
partido Novo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (9), após
denúncia do deputado federal eleito Guilherme Kilter (Novo-PR). O partido acusa
a entidade de possível abuso de poder econômico e pede a cassação da chapa
Lula-Alckmin.
A notícia é do Diário do Poder. “Pelo Sindicato
Nacional, estamos pondo dinheiro nos comitês em todos os estados do Brasil”,
afirmou Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da Associação dos Professores
da Universidade Federal do Paraná (APUFPR). Ele também disse que comitês
ligados à candidatura petista estavam recebendo recursos do Sindicato Nacional
dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN).
A fala foi registrada em vídeo durante um evento
público. O Novo acusa a entidade de ultrapassar o limite do apoio político ao
presidente e usar recursos sindicais para financiar atividades eleitorais.
O próprio sindicato também convocou professores e
dirigentes a trabalhar pela reeleição de Lula. Uma circular da entidade orienta
mobilizações nas ruas, nas redes sociais e nos locais de trabalho, além de
articulação com comitês eleitorais no segundo turno.
Segundo levantamento apresentado pelo Novo, o
ANDES-SN reúne cerca de 70 mil professores e possui 121 seções sindicais no
país, das quais ao menos 16 funcionariam dentro de universidades públicas, como
UnB, UFRJ, UFMA e USP. A ação levanta a possibilidade de que esses espaços
tenham sido utilizados para reuniões e outras atividades de apoio à campanha de
Lula, o que poderia configurar uso irregular de instalações públicas para fins
eleitorais.

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