A mudança na política externa dos Estados Unidos
durante a administração de Donald Trump, marcada pelo corte de recursos
destinados à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional
(USAID), coincidiu com uma sequência de vitórias eleitorais de candidatos
alinhados à direita em países da América Latina.
Desde então, Chile, Bolívia, Peru, Equador,
Honduras, Colômbia e Costa Rica passaram a ser governados por líderes que
setores da imprensa internacional costumam classificar como representantes da
“ultradireita”.
Os presidentes José Antonio Kast, Jaime Paz, Keiko
Fujimori, Daniel Noboa, Nasry Asfura, Abelardo De la Espriella e Laura
Fernández simbolizam uma mudança no cenário político regional.
O avanço dessas lideranças é um reflexo do desgaste
de grupos progressistas que, durante anos, contaram com o apoio de organizações
e programas financiados por recursos internacionais.
A sucessão de resultados eleitorais demonstra uma
reconfiguração política em curso no continente, com crescimento de pautas
conservadoras e de direita em diversos países latino-americanos.

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