A Polícia Federal avançou na investigação do caso
Americanas e passou a apurar a possível participação de executivos de grandes
bancos no esquema contábil que resultou em um rombo bilionário nas Lojas
Americanas.
Entre os alvos estão representantes do Itaú,
Bradesco e Santander, além de ex-executivos da própria varejista e de pessoas
ligadas aos antigos controladores da companhia, segundo a coluna Mirelle
Pinheiro, do Metrópoles.
Segundo a PF, a nova fase da Operação Disclosure,
deflagrada na quinta-feira (25), busca esclarecer se havia conhecimento ou
participação de instituições financeiras em operações que teriam sido usadas
para mascarar o real nível de endividamento da empresa.
As suspeitas giram em torno de operações de “risco
sacado”, mecanismo usado para antecipação de pagamentos a fornecedores, que, de
acordo com os investigadores, pode ter sido registrado de forma irregular nos
balanços da companhia.
Também entram na investigação os registros de verbas
de propaganda cooperada (VPC), que teriam sido contabilizadas sem lastro
econômico adequado, segundo os laudos técnicos reunidos no processo.
Operação
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e
apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A Justiça Federal também autorizou o sequestro de
bens e valores dos investigados, com limite de até R$ 54 bilhões, valor
estimado a partir das supostas irregularidades apontadas pela investigação.
A apuração foi reforçada por elementos colhidos
desde 2024, incluindo delação premiada de ex-executivo da companhia, que
relatou a suposta retirada de informações sensíveis de documentos contábeis. Os
bancos citados negam participação em qualquer irregularidade.
A Americanas afirmou que não foi alvo das buscas
nesta fase e declarou que segue colaborando com as autoridades responsáveis
pelo caso.

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