O Fundo Monetário Internacional alertou que o Brasil
pode atingir uma dívida pública equivalente a 100% do PIB já em 2027 e
recomendou um ajuste fiscal “urgente” para conter a deterioração das contas
públicas.
A projeção faz parte do relatório Monitor Fiscal e
indica piora em relação às estimativas anteriores. O fundo também revisou para
cima o déficit primário de 2025, que passou de 0,4% para 0,5% do PIB, acima da
meta estabelecida pelo governo.
Segundo o FMI, o cenário é pressionado pelo aumento
dos gastos públicos e pelos custos elevados com juros, além de fatores
externos, como conflitos internacionais. Em comparação global, o Brasil aparece
em situação mais delicada, com dívida projetada acima da média mundial.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que
parte das diferenças entre os números do fundo e os cálculos do governo se deve
a critérios metodológicos. Ele defendeu que a equipe econômica trabalha para
estabilizar a dívida com medidas como corte de despesas e maior eficiência do
Estado.
Apesar das preocupações fiscais, o FMI elevou a
projeção de crescimento do Brasil para 2026, de 1,6% para 1,9%. Ainda assim, o
organismo reforçou a necessidade de ajustes estruturais e recomendou que países
priorizem políticas mais focadas, evitando subsídios amplos.

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