O governo Lula intensificou a articulação política
no Senado e passou a negociar cargos em agências reguladoras para garantir a
aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, segundo a Gazeta do
Povo.
A movimentação ocorre às vésperas da sabatina do
indicado e após meses de resistência ao nome de Messias. Segundo levantamentos
de lideranças partidárias, o governo já trabalha com cerca de 48 votos
favoráveis, acima do mínimo de 41 necessários para aprovação no plenário do
Senado.
Nos bastidores, a estratégia envolve a oferta de
espaços em órgãos estratégicos, como Anac, Anatel, ANA, CVM e Cade, que têm
forte peso político e influência econômica.
A demora de quase cinco meses para a marcação da
sabatina expôs dificuldades do governo em consolidar apoio no Senado. Nesse
período, o controle da pauta pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, aumentou
o poder de negociação dos parlamentares e ampliou a pressão por concessões.
Apesar do avanço nas articulações, a oposição
promete endurecer o discurso durante a sabatina. Senadores contrários à
indicação devem usar a sessão para tentar desgastar o nome de Messias, mesmo
diante da avaliação de que a aprovação é provável.

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