quinta-feira, 23 de abril de 2026

Como era o esquema de emissão de documentos falsos que tinham participação de servidor da Polícia Científica do RN

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Alter Ego, com o objetivo de desarticular um esquema de infração de emissão fraudulenta de documentos de identificação civil no período anterior à implantação do sistema biométrico.

A investigação teve início após comunicação encaminhada pela própria Polícia Científica do Rio Grande do Norte, que referiu nomes de envolvimento de um servidor do órgão, evidenciando a atuação integrada e o compromisso institucional com a legalidade e a transparência.

Com o avanço das tecnologias e a implementação da identificação biométrica, tornou-se possível verificar registros passados ​​e detectar eventuais fraudes, inclusive aquelas praticadas antes da modernização do sistema. As inconsistências identificadas foram verificadas e consolidadas em relatório técnico à Polícia Civil.

De acordo com as apurações, a investigação teria utilizado suas credenciais específicas para inserir dados biográficos falsos no sistema oficial e vincular suas próprias receitas digitais a coleções de prontuários de pessoas inexistentes.

As investigações apontam que os documentos fraudulentos foram utilizados na prática de diversos crimes, como abertura de contas bancárias, constituição de empresas de fachada e aquisição de veículos. O número de documentos potencialmente fraudados pode ultrapassar 400 casos, com possível repercussão em crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Durante a operação, foram cumpridos mandatos de busca e apreensão nos endereços residenciais e profissionais da investigada, onde foram apreendidos um notebook e um aparelho celular. Também foi tomada medida cautelar de afastamento de suas funções, por determinação judicial, com concessão de acesso às dependências e aos sistemas institucionais.

O nome da operação, “Alter Ego”, faz referência ao método empreendedor no esquema investigado, no qual o servidor a utilizava como próprios resultados digitais para conferir aparências de ocorrências a identidades fictícias, criando registros formalmente válidos para pessoas inexistentes.

A ação contorna o apoio irrestrito da Polícia Científica do Rio Grande do Norte, reforçando a atuação conjunta no enfrentamento à criminalidade e na preservação da integridade dos sistemas oficiais.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça a importância da colaboração da população. Informações que possam auxiliar as investigações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Confira a nota da Polícia Científica do RN:

A Polícia Científica informa que a operação Alter Ego, realizada nestes dados, decorre de análises técnicas conduzidas por seus setores especializados, que identificaram pedidos de irregularidades na emissão de carteiras de identidade no período anterior à implantação do sistema biométrico.

Com o avanço das tecnologias e a implementação da identificação biométrica, tornou-se possível verificar registros passados ​​e detectar eventuais fraudes, inclusive aquelas praticadas antes da modernização do sistema. As inconsistências identificadas foram comprovadas e consolidadas em relatório técnico.

A partir dessas informações, a Polícia Científica coincide com os dados com a Polícia Civil, a quem compete a condução da investigação criminal. O trabalho investigativo resultou na deflagração da operação Alter Ego, em ação integrada da Polícia Científica e da Polícia Civil.

A Polícia Científica reforça o seu compromisso com a modernização dos sistemas de identificação civil e com o apoio técnico às investigações, contribuindo para a elucidação de crimes e o fortalecimento da segurança da sociedade.

 

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