O governo Lula encontrou uma nova manobra para
enterrar a CPMI do INSS. A base governista começou nesta terça, 24/3, a coletar
assinaturas para um pedido de prorrogação da CPMI de apenas 15 dias. Ou seja,
depois de duas semanas, o colegiado teria de encerrar os trabalhos.
Enquanto isso, o pedido já apresentado pela oposição
é de prorrogação por mais 60 dias.
Nesta segunda-feira, 23/3, o ministro André
Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da oposição e
determinou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que prorrogue a CPMI do
INSS. Caso Alcolumbre não o faça dentro de dois dias, a CPMI será considerada
prorrogada de ofício.
A decisão de Mendonça será analisada pelo plenário
do STF.
O pedido governista é assinado pelo deputado federal
Paulo Pimenta (PT-RS) e pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).
No requerimento, os dois justificam que uma
prorrogação mais prolongada poderia dificultar a aprovação do relatório final.
“Prorrogação mais alongada do que a ora pretendida
pode criar falsas expectativas. Não deve, de modo algum, ser negligenciado o
risco de que todos os esforços feitos até o momento se percam sem a votação de
um relatório final, no caso de prorrogação que se estenda até a campanha
eleitoral”, diz o texto.
Andreza Matais - Metrópoles

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