A ampla maioria dos brasileiros defende a criação de
um código de ética e conduta para ministros do Supremo Tribunal
Federal. Segundo o levantamento Genial/Quaest, 82% dos entrevistados
concordam com a adoção de regras formais de conduta. Outros 10% discordam, 1%
ficou neutro e 7% não souberam ou não responderam.
A pesquisa divulgada na quinta-feira (12) ouviu
2.004 pessoas, entre os dias 5 e 9 de fevereiro, em entrevistas presenciais. A
margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Apesar do apoio popular, a proposta de código de
ética apresentada pelo presidente do STF, Edson Fachin, enfrenta resistência
interna. A maioria dos ministros avalia que o tema não deve avançar neste ano e
considera precipitada a tentativa de acelerar o debate.
A única defesa pública do texto parte da ministra
Cármen Lúcia, relatora da proposta. Nos bastidores, ministros como Gilmar
Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão entre os mais resistentes.
O debate ganhou força após críticas à exposição
pública de magistrados, viagens e eventos com advogados, além do aumento de
processos envolvendo parentes de ministros no Supremo. A avaliação interna,
porém, é de que ainda não há apoio suficiente para aprovar as regras.

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