Uma reação dura dos ministros do Supremo Tribunal
Federal marcou uma reunião recente da Corte após a Polícia Federal investigar o
ministro Dias Toffoli sem autorização prévia do tribunal.
Segundo apuração do analista político da CNN Brasil,
Teo Cury, os magistrados avaliaram que a PF concentrou a apuração
exclusivamente em Toffoli, o que foi interpretado como uma tentativa de forçar
seu afastamento da relatoria do caso. Durante o encontro, ministros reforçaram
que qualquer investigação contra integrante da Corte precisa, obrigatoriamente,
do aval do STF.
Saída negociada da relatoria
Apesar da resistência inicial, Toffoli aceitou
deixar a relatoria após consenso interno. A avaliação foi de que a medida
preservaria sua imagem pessoal e a institucional do Supremo. A saída ocorreu “a
pedido”, conforme nota oficial, com a justificativa de garantir o bom andamento
dos processos e resguardar interesses institucionais.
Os ministros também fizeram questão de registrar
apoio ao colega, reconheceram a validade dos atos já praticados e afirmaram não
haver suspeição ou impedimento formal. A postura unificada foi vista como
essencial diante do momento de pressão sobre a Corte.
Pressões e origem do caso
De acordo com Teo Cury, a decisão foi influenciada
por pressões internas e pela forte repercussão externa. O episódio teve início
após a PF apreender o celular do empresário Daniel Vorcaro, no qual surgiram
mensagens que indicariam proximidade com Toffoli. O foco do relatório policial
nessas menções gerou desconforto entre os ministros, que classificaram a
iniciativa como uma apuração indevida.

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