A inflação registrada no Rio Grande do Norte
terminou 2025 acima do índice nacional, reforçando um cenário de atenção para
consumidores e setor produtivo. Estimativas com base no IPCA de Natal indicam
alta próxima de 4,4% no ano, enquanto o índice oficial do Brasil fechou em
4,26%, evidenciando pressões regionais mais intensas sobre preços.
O avanço foi puxado principalmente pelo
encarecimento dos alimentos e dos serviços, áreas que tiveram reajustes
constantes ao longo do ano. Questões climáticas, custos logísticos e a
dependência de produtos vindos de outros estados influenciaram diretamente o
abastecimento local, enquanto despesas com habitação, transporte e alimentação
fora de casa também pesaram no orçamento das famílias.
Itens administrados, como energia elétrica e
combustíveis, seguiram como fator relevante para o resultado mais elevado no
estado, refletindo impactos acumulados e oscilações externas que chegaram ao
consumidor final. Apesar disso, alguns segmentos apresentaram alívio, como a
construção civil, que teve crescimento de custos abaixo das médias regional e
nacional.
Para 2026, o mercado projeta inflação mais moderada,
segundo o boletim Focus do Banco Central, mas o cenário ainda exige cautela
diante dos juros elevados e das incertezas fiscais. A expectativa é de
desaceleração gradual dos preços, embora especialistas alertem que a
persistência da inflação de serviços pode continuar sendo um desafio para a
economia potiguar.
Com informações do Agora RN

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