O Banco Master destinou R$ 1 milhão, por meio de
renúncia fiscal autorizada pela Lei Rouanet, para a produção de um
longa-metragem inspirado na história de São Jorge. A autorização para captação
ocorreu ainda em 2023, conforme informou o Ministério da Cultura, dentro de um
projeto aprovado anteriormente nos sistemas oficiais do audiovisual.
A informação é do colunista Paulo Cappelli,
do Metrópoles. De acordo com dados da Ancine, o filme está
em fase inicial de produção e já acumulou mais de R$ 15 milhões captados via
incentivos fiscais. Na prática, o mecanismo permite que empresas direcionem
parte dos impostos que pagariam à União para financiar iniciativas culturais, o
que reacende discussões sobre o uso desses recursos em meio a polêmicas
envolvendo o banco.
A obra será produzida pela Latinamerica
Entretenimento Internacional, empresa comandada pela cineasta Luiza Shelling
Tubaldini, responsável também por outros projetos do cinema nacional. A proposta
do longa mistura elementos históricos e ficcionais ao retratar o personagem
como um general que enfrenta crises políticas e religiosas dentro de um império
em decadência.
Segundo a sinopse registrada, o enredo acompanha a
trajetória de Jorge desde sua atuação militar até o conflito com o chamado
“dragão”, além da pressão para que abandone suas crenças pessoais. O roteiro
aposta em temas como fé, ética e resistência diante de mudanças impostas por
autoridades da época.
O financiamento via incentivos fiscais, porém,
coloca o projeto no centro de questionamentos políticos e econômicos, já que a
renúncia representa valores que deixam de entrar nos cofres públicos. Em meio
ao cenário de investigações e debates recentes envolvendo o Banco Master, a
destinação do recurso tende a ampliar o escrutínio sobre a relação entre
grandes empresas e mecanismos de incentivo cultural.

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