quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Banco Master usa Lei Rouanet para direcionar R$ 1 milhão a filme e levanta debate sobre renúncia fiscal

 


O Banco Master destinou R$ 1 milhão, por meio de renúncia fiscal autorizada pela Lei Rouanet, para a produção de um longa-metragem inspirado na história de São Jorge. A autorização para captação ocorreu ainda em 2023, conforme informou o Ministério da Cultura, dentro de um projeto aprovado anteriormente nos sistemas oficiais do audiovisual.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. De acordo com dados da Ancine, o filme está em fase inicial de produção e já acumulou mais de R$ 15 milhões captados via incentivos fiscais. Na prática, o mecanismo permite que empresas direcionem parte dos impostos que pagariam à União para financiar iniciativas culturais, o que reacende discussões sobre o uso desses recursos em meio a polêmicas envolvendo o banco.

A obra será produzida pela Latinamerica Entretenimento Internacional, empresa comandada pela cineasta Luiza Shelling Tubaldini, responsável também por outros projetos do cinema nacional. A proposta do longa mistura elementos históricos e ficcionais ao retratar o personagem como um general que enfrenta crises políticas e religiosas dentro de um império em decadência.

Segundo a sinopse registrada, o enredo acompanha a trajetória de Jorge desde sua atuação militar até o conflito com o chamado “dragão”, além da pressão para que abandone suas crenças pessoais. O roteiro aposta em temas como fé, ética e resistência diante de mudanças impostas por autoridades da época.

O financiamento via incentivos fiscais, porém, coloca o projeto no centro de questionamentos políticos e econômicos, já que a renúncia representa valores que deixam de entrar nos cofres públicos. Em meio ao cenário de investigações e debates recentes envolvendo o Banco Master, a destinação do recurso tende a ampliar o escrutínio sobre a relação entre grandes empresas e mecanismos de incentivo cultural.

 

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