Investigada pela Polícia Federal e com dívidas
estimadas em R$ 4 bilhões, a empresa de investimentos Fictor alugou uma mansão
no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, que foi usada para aproximação com integrantes
do governo Lula e para articulações ligadas à (CPMI do INSS. O imóvel de quase
500 metros quadrados chegou a receber ministros e dirigentes petistas, segundo
apuração do Estadão.
A casa, alugada pelo ex-sócio da Fictor Luis
Phillippi Rubini até dezembro de 2025, também foi palco de uma reunião para a
montagem de um dossiê contra o advogado Eli Cohen, testemunha da CPMI. O
ex-policial civil Rogério Giglio afirma que foi pago por representantes da
Fictor para produzir gravações e um depoimento falso contra Cohen, material que
acabou sendo usado por parlamentares governistas para tentar descredenciar o
denunciante das fraudes bilionárias no INSS.
Um dos encontros ocorreu em 24 de setembro de 2025 e
reuniu o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder da bancada do PT na
CPMI, o consultor da Fictor Felipe Alcântara e Giglio.
Pimenta confirmou a reunião, disse não saber que a
casa era ligada à empresa e afirmou que considerou frágeis as provas
apresentadas. Mesmo assim, áudios gravados por Giglio foram usados
posteriormente para pedir nova convocação de Cohen à comissão.
Além da articulação política, a mesma mansão foi
usada em tentativas de aproximação da Fictor com a usina de Itaipu, com a
intenção de gerir recursos do fundo de reserva da hidrelétrica, o que não
avançou por impedimentos legais.
O diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri, esteve no
local em eventos com lideranças do PT, como Gleisi Hoffmann e Alexandre
Padilha, que confirmaram presença, mas negaram qualquer proposta ou negociação
com a empresa.

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