quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Guia do MEI: como regularizar parcelas em atraso e não perder os benefícios do INSS

 


Ser Microempreendedor Individual (MEI) trouxe a oportunidade de formalização para milhões de brasileiros, garantindo direitos que antes eram exclusivos de quem trabalhava com carteira assinada. 

No entanto, com a correria do dia a dia e as oscilações nas vendas, muitos empreendedores acabam deixando de pagar o boleto mensal, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). 

O que começa como um esquecimento pode se tornar uma bola de neve, colocando em risco não apenas o CNPJ, mas toda a proteção social do trabalhador.

Estar com as parcelas em atraso é uma situação que deve ser resolvida o quanto antes. Quando o MEI deixa de pagar o imposto, ele perde a qualidade de segurado perante o INSS. Isso significa que, em caso de um acidente ou doença, ele não terá direito ao auxílio-doença. Da mesma forma, as mulheres podem perder o salário-maternidade e o tempo de contribuição para a aposentadoria deixa de ser contado. A boa notícia é que o governo oferece mecanismos facilitados para que o empreendedor coloque as contas em ordem sem precisar desembolsar todo o valor de uma vez.

Abaixo, detalhamos como você pode consultar suas dívidas, gerar as guias atualizadas com juros e multas e, se necessário, realizar um parcelamento que caiba no seu faturamento mensal. Regularizar sua situação é investir na segurança do seu negócio e no seu futuro pessoal, garantindo que o seu esforço como empreendedor seja amparado pela lei em momentos de necessidade.

Como consultar o tamanho da dívida e gerar novos boletos

O primeiro passo para a regularização é ter clareza de quanto se deve. O MEI não precisa contratar um contador para isso, embora o auxílio profissional seja sempre bem-vindo. Tudo pode ser feito através do Portal do Empreendedor ou pelo aplicativo oficial do MEI, disponível para celulares. Ao acessar a área de “Pagamento de Contribuição Mensal”, o sistema mostrará todos os meses que constam em aberto. Os valores já aparecerão atualizados com a multa (de 0,33% ao dia, limitada a 20%) e os juros baseados na taxa Selic.

Se a dívida for de poucos meses, o ideal é gerar os boletos e pagá-los individualmente conforme o dinheiro entrar em caixa. É importante priorizar os débitos mais antigos, pois o acúmulo de muitos meses em atraso pode levar à inclusão do CPF do titular na Dívida Ativa da União. Isso pode dificultar a obtenção de empréstimos bancários, a renovação de contratos de aluguel e até a participação em licitações públicas. O sistema é imediato: assim que o pagamento é compensado, a pendência desaparece do histórico.

 

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