Oito obras serão selecionadas através do edital
nacional "Estado de Luta" para compor o acervo da sala de mesmo nome
no Complexo Cultural Rampa, a ser inaugurado neste ano, em Natal. Cada uma
receberá o valor bruto de R$ 20 mil.
Das oito obras, no mínimo três devem ser de norte-rio-grandenses
ou residentes no Rio Grande do Norte há pelo menos dois anos; as selecionadas
em âmbito nacional devem ser de pessoas brasileiras ou que possuam Registro
Nacional de Estrangeiros, com residência no país há pelo menos dois anos.
Os trabalhos serão adquiridos pelo Espaço Cultural
Casa da Ribeira, por força do Acordo de Cooperação celebrado com o Estado do
RN, bem como por intermédio da Lei Câmara Cascudo, mantida pela Fundação José
Augusto, de modo que passarão a compor o acervo patrimonial do Estado do RN.
No próximo dia 22 começam os diálogos públicos
voltados à construção coletiva do edital. Serão quatro encontros abertos e
on-line, nos quais os curadores irão mediar conversas acerca do tema
"Estado de Luta". A principal proposta é levantar provocações sobre
os termos "estado" e "luta", como insumo a quem tiver
interesse na seleção.
"Este edital deve ser impulso para a criação de
um espaço poético-político de rebeldia e visibilidade, de desgaste e
regeneração, de grito, aviso e sussurro, para as diferentes escalas de luta que
o módulo virá a abrigar", explica a curadoria formada por André Bezerra,
Gustavo Wanderley e Rafael Bicudo.
Os diálogos servirão também para discutir a própria
elaboração do edital, que será lançado em abril e deve ser um instrumento
acessível inclusive a quem não tem familiaridade com esse tipo de processo.
Os encontros acontecerão nos dias 22, 24, 29 e 31 de
março, sempre a partir das 19h (horário de Brasília), pelo YouTube. As
inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet.
A programação pode ser acompanhada pelo Instagram @rampa.cultura.
Complexo Rampa
A Rampa é uma das edificações mais representativas
da história de Natal. Durante a Segunda Guerra Mundial, como base militar, foi
um espaço-chave na história brasileira. Depois, na década de 70, aberta à
população, passou a receber diversos estabelecimentos, até cair em desuso completo.
Reformado pelo governo do estado, o espaço será
transformado no Complexo Cultural Rampa. Serão 11 mil m² com duas salas de
exposição, salas educativas, espaço para café e restaurante, recepção,
bilheteria, área externa para eventos com até 3 mil pessoas, estacionamento e a
calçada Potengi, espaço com visão privilegiada do rio.
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