Segundo o Trairi na Mídia, não havia, até a
publicação, informação sobre a origem da luz em São Bento do Trairi. Nenhum
órgão comentou o caso.
Luzes assim costumam ter explicação terrena ou
astronômica: avião, drone, balão, satélite, planeta brilhante ou meteoro. Há
ainda um detalhe técnico que engana muita gente: o zoom digital do celular
desfoca qualquer ponto de luz, e o resultado parece uma esfera bem maior do que
a fonte de verdade.
O que é, afinal, um OVNI
OVNI é a sigla de objeto voador não identificado. O
nome diz só isso: alguém viu algo no céu e não conseguiu identificar o que era.
Não quer dizer nave de outro planeta. Nos Estados Unidos, o governo e a Nasa
passaram a usar a expressão “fenômeno anômalo não identificado” justamente para
tirar do termo a carga de disco voador.
No Brasil, quem recebe os relatos oficiais é a Força
Aérea. Pilotos e controladores de voo preenchem um formulário próprio, e os
registros vão para o Arquivo Nacional. O acervo público reúne 932 casos e 1.020
documentos, segundo
a CNN Brasil. O mais antigo é de 1952, com fotos feitas na Barra da Tijuca,
no Rio.
O episódio mais famoso é a “Noite Oficial dos
OVNIs”, em 19 de maio de 1986. Naquela noite, a FAB mandou cinco caças atrás de
pelo menos 21 objetos vistos em São Paulo, no Rio e em Goiás, e o então
ministro da Aeronáutica, Octávio Moreira Lima, reconheceu oficialmente o caso.
Quarenta anos depois, não
há explicação oficial.
O céu do RN tem histórico
Não é a primeira vez que São Bento do Trairi aparece
nesse noticiário. Em julho de 2024, o mesmo Trairi na Mídia mostrou
uma luz captada de madrugada pela câmera de segurança de uma chácara
no Sítio Camelo, na zona rural do município. O dono procurou explicação e não
encontrou.
Em Natal, os registros vêm de longe. Um levantamento
do Blog P47 em jornais antigos reúne, entre outros, uma luz esverdeada
vista no Tirol, em Areia Preta e na Praia do Meio em abril de 1958, noticiada
pelo Diário de Natal. Em novembro de 1978, um casal de idosos chegou assustado
a um posto da Polícia Rodoviária Federal em Macaíba dizendo ter sido seguido
por uma luz; segundo o relato, os próprios policiais viram depois três luzes em
movimento.
Em 2006, quando uma esfera branca foi vista parada
sobre Candelária e Ponta Negra, a FAB negou que fosse experimento do Centro de
Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim.
Quando a bola de fogo é meteoro
Muitas vezes a “bola de fogo” tem nome: bólido, um
meteoro muito brilhante. Em maio de 2021, uma bola de fogo esverdeada cruzou o
céu do RN, da Paraíba, de Pernambuco e do Ceará. A Rede Brasileira de
Observação de Meteoros (Bramon) cruzou vídeos feitos de vários pontos e calculou
que ela surgiu sobre o Atlântico, a 99 km de altitude e a cerca de 110 km da
costa leste potiguar, conforme
o Agora RN.
Em agosto deste ano, outro
bólido riscou o céu de Natal no fim da tarde do dia 12 e deixou um
longo rastro, registrado por moradores de vários bairros.
Bólido, porém, atravessa o céu em segundos. O vídeo
de São Bento do Trairi mostra a luz no quadro por mais de dois minutos, o que
pesa contra a hipótese de meteoro e aponta para algo mais lento ou parado.
Como ajudar a desvendar
Sem horário exato, direção e duração, não dá para
cravar qual hipótese explica o caso. Quem filmou a mesma luz de outro ponto da
região ajuda a resolver o mistério: dois vídeos feitos de lugares diferentes
permitem calcular altura e trajetória, como faz a Bramon com os meteoros.
Com informações do Trairi na Mídia.
Vídeo: @fabriciosbt.

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