quinta-feira, 5 de novembro de 2026

TANGARAENSE - PORQUE AGORA: 200 FAMÍLIAS NA CORDA BAMBA, DEPOIS DO VOTO, VEM A DEMISSÃO?



Em Tangará, circula a informação de que o grupo do prefeito Augusto Alves e do vereador Alcimar Germano articula dispensar mais de 200 pessoas. Quem trabalhou, pediu e votou agora teme ser descartado.

Passou a campanha, as urnas foram fechadas e os santinhos viraram lixo. Em Tangará (RN), a conversa que corre nas ruas, nas filas e nos grupos de WhatsApp é outra: mais de 200 pessoas podem perder o emprego.

Segundo a informação que circula, a articulação envolve o prefeito Augusto (Manteiga) Alves e seu sobrinho, o vereador Alcimar Germano, presidente da Câmara Municipal e apontado como pré-candidato do grupo Alves à Prefeitura em 2028.

O voto foi pedido. E a conta, quem paga?

Muitos desses trabalhadores ouviram "preciso de você" durante a campanha. Foram a reuniões, carregaram bandeira, convenceram parentes e vizinhos a votar nos candidatos apoiados pelo grupo. Agora, se a informação se confirmar, correm o risco de ser dispensados sem cerimônia.

Se for verdade, não é "ajuste administrativo". É a velha política de usar o trabalhador enquanto ele serve e jogá-lo fora quando já não serve. Cada um dos 200 é um pai ou uma mãe de família, com aluguel, feira e remédio para pagar, e com a confiança que depositou em quem pediu o seu voto.

Mas a pergunta que o povo faz é simples: 

Por que o corte, se for feito, cairia justamente sobre o trabalhador, e só depois da eleição? Se há aperto, a transparência precisa vir antes, com números abertos, critérios claros e o sacrifício dividido por quem tem cargo, gabinete e salário alto.

2028 já está no horizonte

Há também o recado político. Com Alcimar apontado como nome do grupo para 2028, a população tem o direito de perguntar se estão sendo criadas vagas para quem apoia e abertas as portas para quem pode ser trocado por aliados. A dúvida é legítima e só uma resposta pública, com a lista e as justificativas, pode encerrá-la.

O que o povo de Tangará exige

Transparência: quantas pessoas serão dispensadas, de quais cargos e com que critério?

Respeito aos direitos: pagamento integral de verbas rescisórias, sem atraso e sem enrolação.

Nada de perseguição política: ninguém pode perder o sustento por quem votou ou deixou de votar.

Resposta pública do prefeito e do vereador, sem nota evasiva.

Se isto vier a acontecer é uma maldade enorme. E a prova é uma só, você é moeda de troca por voto, e vão lhe procurar novamente em 2028, lhe prometendo o mesmo cargo e o mesmo salário e VOCÊ SÓ CAI SE QUISER. Vamos esperar pra ver.

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