Roberta Luchsinger está no centro de uma situação
que expõe o lado mais cruel da política. Depois de ser chamada de “pilantra”
por Lula, que afirma não conhecê-la apesar das fotos dos dois juntos, ela
relata receber ameaças de morte e diz que as próprias filhas também viraram
alvo. Uma das meninas chegou a se envolver em um acidente, episódio que
aumentou a preocupação de Roberta com a segurança da família.
O que está acontecendo com Roberta vai muito além de
uma disputa política. Ela é uma mulher, é mãe de duas crianças e relata viver
sob ameaças que atingem também as filhas. Nenhuma divergência, investigação ou
briga de poder justifica transformar uma família em alvo. Quando os filhos
entram nessa história, a covardia ultrapassa qualquer limite.
É muito fácil atacar alguém, alimentar a hostilidade
e deixar que essa pessoa enfrente sozinha as consequências. Roberta tem o
direito de se defender e de buscar proteção para as filhas. Política não pode
servir de licença para ameaçar uma mulher e colocar crianças no meio de uma
guerra que não é delas. Isso não é coragem. É covardia.

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